A Contribuição da EAD para a Formação de Professores

8.491 visualizações

Publicada em

Apresentação no IV Simpósio Virtual em EAD, novembro de 2010.

Publicada em: Educação, Tecnologia, Negócios
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
8.491
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
91
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
99
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A Contribuição da EAD para a Formação de Professores

  1. 1. A CONTRIBUIÇÃO DA EAD PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES Ana Beatriz Gomes Carvalho
  2. 2. A EXPANSÃO DA EAD NO BRASIL <ul><li>A EAD apresentou um crescimento considerável nos últimos anos devido ao investimento do governo federal nas licenciaturas a distância. Houve uma mudança significativa no papel da EAD para a formação e qualificação profissional no país. </li></ul>
  3. 3. POLÍTICAS PÚBLICAS <ul><li>Programas como o Proformação, Pró-Licenciatura e a própria Universidade Aberta do Brasil, apresentam como foco a formação de professores nas mais diversas áreas do conhecimento. </li></ul>
  4. 4. A BASE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS <ul><li>O Brasil assumiu o compromisso com outros nove países em 1990 para garantir a melhoria e universalização da educação básica, e para tanto, uma série de medidas foram tomadas neste período. Mesmo assim, o próprio MEC admite a limitação destas mudanças: </li></ul>
  5. 5. A UNIVERSALIZAÇÃO DO ENSINO <ul><li>De fato, os progressos educacionais realizados pelo Brasil na segunda metade da década de 90 foram notáveis. Mesmo assim, estes avanços não foram suficientes para satisfazer adequadamente as demandas existentes, até porque as exigências da sociedade mudaram, acompanhando as transformações tecnológicas. Hoje, já não basta garantir a universalização do ensino compulsório, que no Brasil é de oito anos. Para uma cidadania plena, e uma vida produtiva, exige-se, no mínimo, doze anos de escolaridade básica. (MEC/INEP, 2000). </li></ul>
  6. 6. O NOVO CONTEXTO DA ESCOLA <ul><li>Percebe-se claramente a preocupação não apenas com a duração do período de escolarização como também com a qualidade. Trata-se de colocar a escola pública (que apresenta estrutura e práticas do século XIX), em um contexto de inovação tecnológica e flexibilidade de uma sociedade de informação no mundo globalizado. </li></ul>
  7. 8. O RETORNO DA EAD <ul><li>Neste novo contexto, ressurge a educação a distância, mas apesar de uma possível releitura desta modalidade em um contexto mais aberto e tecnologicamente aprimorado, não é possível esquecer a sua relação de ambiguidade e tensão com o modo de produção vigente. </li></ul>
  8. 9. CURSOS A DISTÂNCIA NO TEMPO Fonte: Autoria própria, adaptado de Berbat, 2006.
  9. 10. REFLEXÃO SOBRE O QUADRO <ul><li>O quadro anterior representa a relação direta entre os modelos de acumulação e o papel que a EAD desempenhava em seu contexto histórico e econômico. Como uma modalidade associada à formação do trabalhador, a EAD passou os últimos anos estigmatizada, com base na premissa de não ofertar cursos de qualidade. </li></ul>
  10. 11. MUDANÇA NA CULTURA DA ESCOLA <ul><li>O novo papel reservado para a EAD na formação de professores envolve questões relacionadas com a necessidade de mudança da cultura nas escolas e a inserção da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem. </li></ul>
  11. 14. A ESCOLA NO MUNDO DA INFORMAÇÃO <ul><li>É necessário implementar mudanças culturais na esfera escolar que, como Instituição, realiza as mudanças paradigmáticas de forma lenta, resistindo na absorção de novos elementos e conceitos que precisam de uma adaptação mais rápida, acompanhando o ritmo acelerado da sociedade informacional. </li></ul>
  12. 15. A APROPRIAÇÃO TECNOLÓGICA <ul><li>A apropriação tecnológica dos professores ainda é um grande obstáculo no processo de inovações pedagógicas na prática educativa. A apropriação está relacionada com o processo de formação dos professores (muitas vezes precário) que impactam no desempenho dos alunos na Educação Básica. </li></ul>
  13. 16. OS OBJETIVOS DA FORMAÇÃO <ul><li>A atual política de formação de professores através de cursos superiores na modalidade a distância tem como objetivo a expansão dos cursos de Graduação (Licenciaturas) para formação e qualificação do professor que atua em sala de aula na rede pública, sem nível superior (ou quando apresenta nível superior em uma área diversa da que efetivamente atua). </li></ul>
  14. 17. A OPÇÃO PELA EAD <ul><li>Embora a opção pela modalidade a distância seja justificada por aspectos pragmáticos relacionados aos custos, localização geográfica e formação em serviço, os aspectos relacionados ao processo de mediação pedagógica através do uso maciço das tecnologias de informação e comunicação (TIC), podem ser usados como um importante dispositivo na construção de novos paradigmas de formação e atuação dos professores na Educação Básica. </li></ul>
  15. 18. Dan Perjovschi . What Happened to us?
  16. 19. PROMOVER MUDANÇAS <ul><li>Nos documentos governamentais que justificam a implementação de cursos a distância, encontramos inúmeras referências ao papel transformador da escola a partir da compreensão de que o professor é o principal sujeito capaz de promover mudanças na cultura escolar, na educação e na sociedade. </li></ul>
  17. 20. A ESCOLA COMO ESPAÇO DE MUDANÇA <ul><li>A compreensão de uma escola (na visão do professor) como um espaço social, sensível à história e à cultura locais com uma ação afirmativa de inclusão digital, através da viabilização da apropriação dos educados das tecnologias de comunicação e informação, indica que a decisão em formar professores através da modalidade a distância não é apenas uma opção fundamentada em questões operacionais (tempo, limites geográficos e custos). </li></ul>
  18. 21. O AGREGADO TECNOLÓGICO <ul><li>Embora estes elementos façam parte da viabilidade técnica para a implementação de cursos na modalidade a distância (não podemos menosprezar os aspectos econômicos e jurídicos), a inserção desta metodologia com o forte agregado tecnológico inerente ao seu desenvolvimento, pode, na verdade, ser a premissa mais importante para a decisão estratégica de sua implementação. </li></ul>
  19. 22. A ACESSIBILIDADE <ul><li>O conceito de acessibilidade é tratado aqui como o obstáculo maior hoje na sociedade do conhecimento: um mundo dividido entre os que possuem acesso à informação e os que estão excluídos deste processo. A questão é: uma vez garantindo a acessibilidade aos professores, mudando completamente os paradigmas de sua formação, conseguiremos transformar a sua atuação no ambiente escolar? </li></ul>
  20. 23. QUESTÕES IMPORTANTES <ul><li>A apropriação tecnológica é realmente efetiva ao ponto de formar professores que produzem e compartilham o conhecimento? Estaremos construindo uma nova forma não apenas de atuação do professor, mas sim de gestão escolar? A opção por uma metodologia a distância garante a inclusão digital e as transformações nos processos individuais? </li></ul>
  21. 24. RESULTADOS INICIAIS <ul><li>Os resultados iniciais das pesquisas indicam que a formação do professor em uma modalidade com inserção tecnológica embutida na própria metodologia da modalidade a distância, poderá propiciar uma diferença significativa em sua atuação na Educação Básica. </li></ul>
  22. 25. Dan Perjovschi . What Happened to us?
  23. 26. O PAPEL DA EAD <ul><li>Ao fazer o curso de Licenciatura a distância, o professor possivelmente acumulará não apenas o conteúdo específico que leciona, mas também inúmeras possibilidades pedagógicas que permitam uma atuação mais efetiva, inserida realmente em uma sociedade de informação e conhecimento. </li></ul>
  24. 27. AS FERRAMENTAS COLABORATIVAS <ul><li>Segundo Cobo e Pardo (2007), a educação é uma das disciplinas mais beneficiadas com o surgimento das novas tecnologias, especialmente as relacionadas com a Web 2.0. Por esta razão é fundamental conhecer e aproveitar a bateria de novos dispositivos digitais que abrem inexploradas potencialidades. </li></ul>
  25. 28. A COOPERAÇÃO <ul><li>Alguns autores já usam o termo “aprendizagem 2.0” e um dos principais benefícios destas novas aplicações da web, de uso livre que simplificam tremendamente a cooperação entre pares, responde ao princípio de não requerer do usuário uma alfabetização tecnológica avançada. </li></ul>
  26. 29. APRENDIZAGEM COLETIVA <ul><li>Estas ferramentas estimulam a experimentação, reflexão e geração de conhecimentos individuais e coletivos, favorecendo a construção de um ciberespaço de intercriatividade que contribui para criar um espaço de aprendizagem coletiva. </li></ul>
  27. 30. OUTRAS APRENDIZAGENS Aprendizagem Colaborativa Aprendizagem Aberta e Flexível Aprendizagem Invisível
  28. 31. NOVAS HABILIDADES E COMPETÊNCIAS e-skills e-competências spreadability Inovações pedagógicas Novas habilidades
  29. 32. A EXPERIÊNCIA <ul><li>Como os professores na EAD continuam exercendo as suas atividades em sala de aula, o processo pode ser experimentado e revisto a todo instante. Uma vez apresentado um desafio, procedimento ou uma determinada técnica, o professor poderá executá-la e observar os aspectos positivos e negativos, compartilhando com os seus colegas a sua experiência. </li></ul>
  30. 33. TEORIA E PRÁTICA <ul><li>Na proposta de formação concomitantemente com a prática profissional, nós podemos pensar em dois aspectos distintos. Um é que o professor por já exercer uma prática pedagógica consolidada, encontre mais dificuldades e resistências em elaborar mudanças. </li></ul>
  31. 34. REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA <ul><li>Outro é que as propostas de atividades e reflexões realizadas no curso sejam tão motivadoras que levem o professor a refletir sobre a sua prática e deseje não apenas modificar o seu próprio processo de trabalho, mas que também motive outros colegas a fazê-lo. </li></ul>
  32. 35. O QUE ESPERAMOS <ul><li>É possível que existam os dois perfis em todas as turmas do programa, mas é fato que dificilmente um professor durante o seu processo de formação fique indiferente ou não realize algumas das propostas apresentadas. </li></ul>
  33. 36. NOVAS PRÁTICAS <ul><li>A abordagem do uso das tecnologias na formação do professor está contextualizada não apenas com o uso das ferramentas para a sua aprendizagem, mas também para proporcionar meios para que ele se aproprie do uso das tecnologias para o desenvolvimento de novas práticas em sala de aula. </li></ul>
  34. 37. APROPRIAÇÃO E LETRAMENTO <ul><li>Assim, não basta fornecer o conhecimento específico dos artefatos tecnológicos, é necessário pensar ainda durante o processo de formação, em como todos os artefatos poderão ser apropriados e utilizados na sala de aula. </li></ul>
  35. 38. ACESSIBILIDADE E INFORMAÇÃO <ul><li>Assim, os professores atuantes nos mais remotos municípios do interior do Nordeste, por exemplo, conheceram a Internet e o software livre, descobrindo as inúmeras possibilidades que o acesso à informação, ao mesmo tempo em que desenvolvem um conceito de autonomia na aprendizagem a partir da construção de sua própria aprendizagem. </li></ul>

×