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CENTRO UNIVERSITÁRIO BARÃO DE
            MAUÁ



O USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE
                AULA



     PROFª MARIA CELIA PRESSINATTO

             AGOSTO/2009
I – INTRODUÇÃO:
      O paradigma dominante na prática docente coloca
os professores como detentores universais do
conhecimento apenas produzindo fatos já construídos.
        Os alunos comportam-se de maneira passiva sem
participação no desenvolvimento de conteúdos muitas
vezes     defasados     de suas necessidades reais e
pouco     significantes   em   suas  vidas   pessoais.
      Este paradigma educacional superado estabelece
um novo desafio no campo educacional, o reecantamento
das salas de aula tradicionais. Ele é desenvolvido através
de novos relacionamentos interpessoais, exigindo dos
professores uma nova prática docente que altere seu
papel, transformando-os em guias colaboradores na
construção do conhecimento de seus alunos.
A mediação eletrônica possibilita a criação de novas
formas de educar e aprender em ambientes de
aprendizagem colaborativa, mas exige abordagens
criativas nos ambientes de salas de aula.

        Estas abordagens devem destacar a importância da
atividade de aprendizagem e a construção de uma visão
crítica para a utilização das tecnologias da sociedade de
informação aplicadas à educação.

       O início de um novo século nos apresenta um
mundo contraditório e desigual no qual expandem-se
diferenças culturais e econômicas entre países e o abismo
da diferença tecnológica apresenta uma capacidade cada
vez menor de reversão.
Essas novas tecnologias da informação e da
comunicação com alta extensionalidade e intencionalidade
em seus efeitos, invadem todos os campos do
conhecimento humano e finalmente chegando ao campo
educacional.

       Como dotar os profissionais da educação do
discernimento necessário para avaliar e tomar
posicionamento, sem curvar-se ante o determinismo
tecnológico de forma de forma a fazer parte do ambiente
de socialização do corpo discente e do corpo docente.
II - PAPEL DO PROFESSOR
       Muitos questionamentos se fazem sobre ambientes
de sala de aula enriquecidos com a aplicação da
tecnologia.

       A maior parte destes questionamentos estão
colocados de forma a exigir uma nova prática docente e
discente nos ambientes de aprendizagem centrados no
aluno.

       Muitos professores trabalham nesses ambientes
sob a perspectiva pedagógica reprodutivista. Isso conduz
à necessidade preliminar de formação desses
profissionais, dando-lhes a condição de atuarem de forma
eficiente e colaborando de forma direta com as atividades
de aprendizagem do aluno.
Sempre discordamos da idéia de transformar
professores em técnicos informáticos o que pode ser
considerado um dos principais erros das primeiras
iniciativas de formação de professores para trabalharem
com a mediação tecnológica.

       A formação dos professores exige que atuem como
avaliadores do quanto à tecnologia pode ser útil na
disseminação dos conteúdos e atendimento dos objetivos
propostos.

       Esta função exige o conhecimento dos ambientes
onde a aprendizagem irá ocorrer suas características, as
ferramentas que estão disponíveis e a linguagem dos
meios.
A aquisição deste conhecimento poderá permitir a
quebra do paradigma de resistência causado, na maior
parte dos casos, pelo medo do desconhecido.

        Dessa forma, os professores estarão capacitados a
desenvolver seu trabalho, definindo o meio que mais se
aplica e a forma de sua utilização, escolhendo os
conteúdos e as necessidades de adequação dos
procedimentos      didático-pedagógicos.   Isto    elimina
definitivamente a exigência de que os educadores se
tornem técnicos informáticos.

      Precisamos ressaltar a importância da análise dos
ambientes centrados no aluno e dos ambientes
enriquecidos pela tecnologia.
III – NOVOS AMBIENTES DE APRENDIZAGEM
       A maioria dos estudantes que freqüentam as salas
de aula nos dias atuais provém de um meio multimídico.
As tecnologias permeiam a vida das pessoas de uma
forma contínua tanto na vida pessoal quanto na vida
profissional.

        Os alunos ao entrarem nas salas de aula
tradicionais procedem como se estivessem efetuando uma
volta ao passado, onde fechados entre quatro paredes e
sem comunicação com o mundo externo, assistem à
reprodução de conhecimentos muitos dos quais sem
nenhum significado para suas vidas pessoais. Freqüentar
as salas de aula torna-se uma atividade sem atrativos.
Um desafio se coloca para educadores e estudantes
é o de trabalhar novas formas de comunicação e
relacionamentos interpessoais que incentivem e motivem a
participação nas atividades educacionais e tornem a
aprendizagem prazerosa e significativa.

      Neste ponto, a aplicação das tecnologias às quais
muitos professores são resistentes, pode desempenhar um
papel significativo na criação de novas tecnologias de
educar e aprender, isto sem significar a sua utilização
apenas o atendimento a um imperativo tecnológico ou
modismo ao qual devem se submeter.

      Podemos relacionar diversos ambientes inovadores
onde podem ser criadas novas formas de educar/aprender.
Dentre estes vamos relacionar:

    Salas de aula enriquecidas com tecnologias: lousa
virtual, internet, data-show, telefone celular e outros;
  Ambientes de aprendizagem colaborativas;
  Ambientes de aprendizagem baseada em problemas
com uso de softwares;
  Portal Universitário;

       Nos ambientes de salas de aula enriquecidos com a
tecnologia os professores utilizam os mais variados meios
audio-visuais disponibilizados pela sociedade da
informação, tais como rádio, televisão, vídeo e, quando os
recursos financeiros permitem, salas de aula interligadas
na rede mundial de comunicação ou em redes internas,
derrubando suas paredes e permitindo a participação dos
alunos em projetos colaborativos, utilizando listas de
discussão.

       O que se deve considerar é a forma como estes
recursos estão sendo utilizados e as formas de
relacionamento interpessoal entre professor e seus alunos.

      A utilização destes recursos deve incentivar os
alunos a uma maior participação em projetos trabalhando
na construção individual do conhecimento.

       Os professores devem assumir o papel de
orientadores, definindo em conjunto com os alunos como a
tecnologia irá ser utilizada e como o conteúdo pretendido
pelo professor poderá ser desenvolvido de forma a atender
seus objetivos.
IV – ALFABETIZAÇÃO TECNOLÓGICA

      A tecnologia tem dentre suas múltiplas facetas
aquela que podemos denominar de “exclusão social”.

        Em nosso país onde muitas escolas sequer têm luz
elétrica, sem biblioteca, televisão e telefone, falar em
utilização das tecnologias aplicadas à educação apoiadas
em uma parafernália parece utopia distante.

       Torna-se necessário procurar e encontrar respostas
convincentes para o que parece ser uma tendência
novidadeira ou um imperativo tecnológico: a idéia de
generalização na utilização da tecnologia nos diferentes
níveis da atividade educacional, principalmente no ensino
superior.
A capacitação dos profissionais da educação na
linguagem dos meios da sociedade da informação e da
comunicação não deve ser omitida. Observamos, porém,
que em muitos dos programas de formação as linguagens
destes meios são ignoradas não fazendo parte da
formação básica do professor.

       Em muitos casos, observa-se apenas a capacitação
operativa dos profissionais da educação na utilização
destes meios permanecendo imutável a prática docente.

       As mídias devem ser utilizadas não como meros
instrumentos tecnológicos. Elas podem servir como meio
de incentivar a imaginação e despertar o desejo da
pesquisa e participação, tornando o ambiente de
aprendizagem colaborativo.
Para que isto possa ocorrer um dos aspectos
certamente é promover uma revisão urgente na formação
dos professores e no papel das Universidades nesta área.

      Uma das providências é apresentar os conceitos
básicos que lhe permitam, ao menos, compreender “ o que
ele pode fazer” com a tecnologia e não necessariamente “o
como fazer” transformando-o em um tecnólogo, posição
passível de críticas e que parece apresentar resultados
inadequados de acordo com diversas pesquisas.

        A alfabetização tecnológica, da forma como é
tratada, pretende sugerir novos procedimentos a serem
adotados desenvolvendo um trabalho que apresente como
os meios da sociedade da comunicação podem ser
utilizados na prática diária do professor.
Dentro dos conceitos de alfabetização tecnológica
podemos identificar dados que podem orientar os
educadores para o trabalho em uma nova prática docente,
com três grandes espaços para reflexão sobre os quais
devemos tecer considerações adicionais:

1 - a formação tecnológica sob uma perspectiva social;
2 - a formação tecnológica sob uma perspectiva cultural e
3 - a formação tecnológica sob uma perspectiva do
trabalho escolar.

       A formação tecnológica sob uma perspectiva de
trabalho escolar nos leva a analisar se a escola pode ser
considerada o lugar onde se condensam as aspirações
sociais de transformação.
Vista sob este ponto é natural que ela deva assumir
um lugar de liderança no trabalho, constituindo-se em um
núcleo de produção de conhecimentos para a melhoria dos
processos sociais de desenvolvimento e isto implica
necessariamente que a escola esteja em pleno e ágil
movimentação e transformação.
V – CONCLUSÃO

      Ressaltamos em diversos pontos a necessidade de
uma suplementação na formação dos professores,
capacitando-os a trabalhar em ambientes on-line, nos
ambientes de aprendizagem centrados no aluno, nos
ambientes     de    aprendizagem      colaborativa,    de
aprendizagem baseada em salas de aula enriquecidas
com tecnologia e em salas de aula nos ambientes virtuais.

      Nestes ambientes, o professor assume novos
papéis.

       Aprender a utilizar o ferramental tecnológico não se
configura como uma atividade necessária.
Adequar os procedimentos de sua prática diária nas
salas de aula enriquecidas com tecnologia e em ambientes
virtuais de aprendizagem nos parece ser a forma mais
correta de capacitar educadores a assumirem o papel que
deles se espera na sociedade pós-moderna.

       Com as transformações do mundo do trabalho, na
transição de uma sociedade industrial para uma sociedade
da informação já não mais se pode concordar com uma
formação dos professores que ignorem a linguagem dos
meios de suporte desta nova sociedade.

       Com estas transformações as Universidades/
Centros Universitários/Faculdades não podem deixar de
repensar suas salas de aulas, seus investimentos em
tecnologias aplicadas à educação e na formação de seus
docentes.
O ensino superior que continue em seu papel de
formadores das mentes jovens, dentro de um processo de
transformação da sociedade, por meio de investimentos
que permita uma sociedade mais justa, mais humanitária e
que a qualidade da educação esteja presente em todas as
suas ações.

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Maria Celia

  • 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO BARÃO DE MAUÁ O USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA PROFª MARIA CELIA PRESSINATTO AGOSTO/2009
  • 2. I – INTRODUÇÃO: O paradigma dominante na prática docente coloca os professores como detentores universais do conhecimento apenas produzindo fatos já construídos. Os alunos comportam-se de maneira passiva sem participação no desenvolvimento de conteúdos muitas vezes defasados de suas necessidades reais e pouco significantes em suas vidas pessoais. Este paradigma educacional superado estabelece um novo desafio no campo educacional, o reecantamento das salas de aula tradicionais. Ele é desenvolvido através de novos relacionamentos interpessoais, exigindo dos professores uma nova prática docente que altere seu papel, transformando-os em guias colaboradores na construção do conhecimento de seus alunos.
  • 3. A mediação eletrônica possibilita a criação de novas formas de educar e aprender em ambientes de aprendizagem colaborativa, mas exige abordagens criativas nos ambientes de salas de aula. Estas abordagens devem destacar a importância da atividade de aprendizagem e a construção de uma visão crítica para a utilização das tecnologias da sociedade de informação aplicadas à educação. O início de um novo século nos apresenta um mundo contraditório e desigual no qual expandem-se diferenças culturais e econômicas entre países e o abismo da diferença tecnológica apresenta uma capacidade cada vez menor de reversão.
  • 4. Essas novas tecnologias da informação e da comunicação com alta extensionalidade e intencionalidade em seus efeitos, invadem todos os campos do conhecimento humano e finalmente chegando ao campo educacional. Como dotar os profissionais da educação do discernimento necessário para avaliar e tomar posicionamento, sem curvar-se ante o determinismo tecnológico de forma de forma a fazer parte do ambiente de socialização do corpo discente e do corpo docente.
  • 5. II - PAPEL DO PROFESSOR Muitos questionamentos se fazem sobre ambientes de sala de aula enriquecidos com a aplicação da tecnologia. A maior parte destes questionamentos estão colocados de forma a exigir uma nova prática docente e discente nos ambientes de aprendizagem centrados no aluno. Muitos professores trabalham nesses ambientes sob a perspectiva pedagógica reprodutivista. Isso conduz à necessidade preliminar de formação desses profissionais, dando-lhes a condição de atuarem de forma eficiente e colaborando de forma direta com as atividades de aprendizagem do aluno.
  • 6. Sempre discordamos da idéia de transformar professores em técnicos informáticos o que pode ser considerado um dos principais erros das primeiras iniciativas de formação de professores para trabalharem com a mediação tecnológica. A formação dos professores exige que atuem como avaliadores do quanto à tecnologia pode ser útil na disseminação dos conteúdos e atendimento dos objetivos propostos. Esta função exige o conhecimento dos ambientes onde a aprendizagem irá ocorrer suas características, as ferramentas que estão disponíveis e a linguagem dos meios.
  • 7. A aquisição deste conhecimento poderá permitir a quebra do paradigma de resistência causado, na maior parte dos casos, pelo medo do desconhecido. Dessa forma, os professores estarão capacitados a desenvolver seu trabalho, definindo o meio que mais se aplica e a forma de sua utilização, escolhendo os conteúdos e as necessidades de adequação dos procedimentos didático-pedagógicos. Isto elimina definitivamente a exigência de que os educadores se tornem técnicos informáticos. Precisamos ressaltar a importância da análise dos ambientes centrados no aluno e dos ambientes enriquecidos pela tecnologia.
  • 8. III – NOVOS AMBIENTES DE APRENDIZAGEM A maioria dos estudantes que freqüentam as salas de aula nos dias atuais provém de um meio multimídico. As tecnologias permeiam a vida das pessoas de uma forma contínua tanto na vida pessoal quanto na vida profissional. Os alunos ao entrarem nas salas de aula tradicionais procedem como se estivessem efetuando uma volta ao passado, onde fechados entre quatro paredes e sem comunicação com o mundo externo, assistem à reprodução de conhecimentos muitos dos quais sem nenhum significado para suas vidas pessoais. Freqüentar as salas de aula torna-se uma atividade sem atrativos.
  • 9. Um desafio se coloca para educadores e estudantes é o de trabalhar novas formas de comunicação e relacionamentos interpessoais que incentivem e motivem a participação nas atividades educacionais e tornem a aprendizagem prazerosa e significativa. Neste ponto, a aplicação das tecnologias às quais muitos professores são resistentes, pode desempenhar um papel significativo na criação de novas tecnologias de educar e aprender, isto sem significar a sua utilização apenas o atendimento a um imperativo tecnológico ou modismo ao qual devem se submeter. Podemos relacionar diversos ambientes inovadores onde podem ser criadas novas formas de educar/aprender.
  • 10. Dentre estes vamos relacionar: Salas de aula enriquecidas com tecnologias: lousa virtual, internet, data-show, telefone celular e outros; Ambientes de aprendizagem colaborativas; Ambientes de aprendizagem baseada em problemas com uso de softwares; Portal Universitário; Nos ambientes de salas de aula enriquecidos com a tecnologia os professores utilizam os mais variados meios audio-visuais disponibilizados pela sociedade da informação, tais como rádio, televisão, vídeo e, quando os recursos financeiros permitem, salas de aula interligadas na rede mundial de comunicação ou em redes internas,
  • 11. derrubando suas paredes e permitindo a participação dos alunos em projetos colaborativos, utilizando listas de discussão. O que se deve considerar é a forma como estes recursos estão sendo utilizados e as formas de relacionamento interpessoal entre professor e seus alunos. A utilização destes recursos deve incentivar os alunos a uma maior participação em projetos trabalhando na construção individual do conhecimento. Os professores devem assumir o papel de orientadores, definindo em conjunto com os alunos como a tecnologia irá ser utilizada e como o conteúdo pretendido pelo professor poderá ser desenvolvido de forma a atender seus objetivos.
  • 12. IV – ALFABETIZAÇÃO TECNOLÓGICA A tecnologia tem dentre suas múltiplas facetas aquela que podemos denominar de “exclusão social”. Em nosso país onde muitas escolas sequer têm luz elétrica, sem biblioteca, televisão e telefone, falar em utilização das tecnologias aplicadas à educação apoiadas em uma parafernália parece utopia distante. Torna-se necessário procurar e encontrar respostas convincentes para o que parece ser uma tendência novidadeira ou um imperativo tecnológico: a idéia de generalização na utilização da tecnologia nos diferentes níveis da atividade educacional, principalmente no ensino superior.
  • 13. A capacitação dos profissionais da educação na linguagem dos meios da sociedade da informação e da comunicação não deve ser omitida. Observamos, porém, que em muitos dos programas de formação as linguagens destes meios são ignoradas não fazendo parte da formação básica do professor. Em muitos casos, observa-se apenas a capacitação operativa dos profissionais da educação na utilização destes meios permanecendo imutável a prática docente. As mídias devem ser utilizadas não como meros instrumentos tecnológicos. Elas podem servir como meio de incentivar a imaginação e despertar o desejo da pesquisa e participação, tornando o ambiente de aprendizagem colaborativo.
  • 14. Para que isto possa ocorrer um dos aspectos certamente é promover uma revisão urgente na formação dos professores e no papel das Universidades nesta área. Uma das providências é apresentar os conceitos básicos que lhe permitam, ao menos, compreender “ o que ele pode fazer” com a tecnologia e não necessariamente “o como fazer” transformando-o em um tecnólogo, posição passível de críticas e que parece apresentar resultados inadequados de acordo com diversas pesquisas. A alfabetização tecnológica, da forma como é tratada, pretende sugerir novos procedimentos a serem adotados desenvolvendo um trabalho que apresente como os meios da sociedade da comunicação podem ser utilizados na prática diária do professor.
  • 15. Dentro dos conceitos de alfabetização tecnológica podemos identificar dados que podem orientar os educadores para o trabalho em uma nova prática docente, com três grandes espaços para reflexão sobre os quais devemos tecer considerações adicionais: 1 - a formação tecnológica sob uma perspectiva social; 2 - a formação tecnológica sob uma perspectiva cultural e 3 - a formação tecnológica sob uma perspectiva do trabalho escolar. A formação tecnológica sob uma perspectiva de trabalho escolar nos leva a analisar se a escola pode ser considerada o lugar onde se condensam as aspirações sociais de transformação.
  • 16. Vista sob este ponto é natural que ela deva assumir um lugar de liderança no trabalho, constituindo-se em um núcleo de produção de conhecimentos para a melhoria dos processos sociais de desenvolvimento e isto implica necessariamente que a escola esteja em pleno e ágil movimentação e transformação.
  • 17. V – CONCLUSÃO Ressaltamos em diversos pontos a necessidade de uma suplementação na formação dos professores, capacitando-os a trabalhar em ambientes on-line, nos ambientes de aprendizagem centrados no aluno, nos ambientes de aprendizagem colaborativa, de aprendizagem baseada em salas de aula enriquecidas com tecnologia e em salas de aula nos ambientes virtuais. Nestes ambientes, o professor assume novos papéis. Aprender a utilizar o ferramental tecnológico não se configura como uma atividade necessária.
  • 18. Adequar os procedimentos de sua prática diária nas salas de aula enriquecidas com tecnologia e em ambientes virtuais de aprendizagem nos parece ser a forma mais correta de capacitar educadores a assumirem o papel que deles se espera na sociedade pós-moderna. Com as transformações do mundo do trabalho, na transição de uma sociedade industrial para uma sociedade da informação já não mais se pode concordar com uma formação dos professores que ignorem a linguagem dos meios de suporte desta nova sociedade. Com estas transformações as Universidades/ Centros Universitários/Faculdades não podem deixar de repensar suas salas de aulas, seus investimentos em tecnologias aplicadas à educação e na formação de seus docentes.
  • 19. O ensino superior que continue em seu papel de formadores das mentes jovens, dentro de um processo de transformação da sociedade, por meio de investimentos que permita uma sociedade mais justa, mais humanitária e que a qualidade da educação esteja presente em todas as suas ações.