Literatura Portuguesa
Simbologia de ’’A Aparição’’ de Vergílio
Ferreira
A Neve – A neve é símbolo de castidade, de pureza. Faz
parte da renovação do mundo, para que outro novo e melhor
possa sur...
A Montanha – Encontro do céu com a Terra. É vista como
o centro do mundo quando Estamos no topo da mesma.
Símbolo de paz, ...
O Sol – O sol tem 2 simbologias neste livro, pois ele tem o
poder de gerar vida e tem igualmente o poder de tira-la.
É um ...
A Chuva - Significa a renovação dos solos, a criação de vida.
A chuva aparece-nos no livro como símbolo de viagem ao
passa...
A Lua – Sendo ela um reflexo do Sol, ela simboliza o
conhecimento refletido, o conhecimento indireto.
Com as suas diferent...
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Simbologia de ''A aparição’’ vergílio ferreira

  1. 1. Literatura Portuguesa Simbologia de ’’A Aparição’’ de Vergílio Ferreira
  2. 2. A Neve – A neve é símbolo de castidade, de pureza. Faz parte da renovação do mundo, para que outro novo e melhor possa surgir. ‘’A neve esterilizou a vida numa pureza excessiva e sem tempo como a de um estranho mundo artificial de plástico, de Ersatz.’’ – (Capítulo XII) A Música – A música é vista como uma forma de atingir a perfeição e a plenitude. Em ‘’A Aparição’’ podemos concluir que os coros de natal e o canto de Sofia tinham algo de trágico. A música de Cristina simbolizava a busca de um novo mundo, um mundo melhor e pacifico. Cristina era comparada a Anfião. ‘’Talvez a tua música, Cristina, ajude a mover as pedras, como certa lira de outrora… Eu a sonho, pelo menos, como o ar respirável de um dia, aberto às alturas de um triunfo apaziguado.’’ – (Epílogo)
  3. 3. A Montanha – Encontro do céu com a Terra. É vista como o centro do mundo quando Estamos no topo da mesma. Símbolo de paz, recordação dos tempos de infância. Alberto Soares sempre retorna à montanha nas suas férias e depois do final da sua carreira como professor. ‘’ Ao fundo, barrando o horizonte, ergue-se a montanha, que recua, vagarosamente, diante de nós, como para nos atrair à sua verdadeira génese.’’ – (Capítulo XI) A Planície – Símbolo do final das limitações terrestres, do espaço e da imensidão. Tem como significado a reflexão e a harmonia, mas também a tragédia. ‘’ Olho a planície do alto da rampa e sinto-me invadido dessa plenitude de quem olha o mar do alto de uma falésia.’’ – (Capítulo II)
  4. 4. O Sol – O sol tem 2 simbologias neste livro, pois ele tem o poder de gerar vida e tem igualmente o poder de tira-la. É um símbolo de fecundidade e de imortalidade, mas também um símbolo de seca e morte. ‘’ Ah, o sol ilude e reconforta’’ – (Capítulo II) O Fogo - Este elemento tem o poder de regeneração e purificação, porém seu significado é ambivalente, pois o fogo pode gerar dor e sofrimento. ‘’ O campo arde vastamente, como numa destruição universal. Quase ouço o crepitar das chamas como o fervor final de uma inundação’’ – (Epílogo)
  5. 5. A Chuva - Significa a renovação dos solos, a criação de vida. A chuva aparece-nos no livro como símbolo de viagem ao passado de Alberto. ‘’Lembro-me bem dessa primeira chuva de Inverno, porque a chuva tem para mim o abalo da revelação e abre como auréola o halo da memória ao que aconteceu’’ – (Capítulo VII) O Espelho – O espelho tem ambiguidade de simbologia. Quando está limpo significa harmonia e plenitude, e quando sujo significa tristeza e separação. É também símbolo de revelação e descoberta. ‘’Mas no outro dia, assim que me levantei, coloquei-me no sítio donde me vira ao espelho e olhei. Diante de mim estava uma pessoa que me fitava […] E vi, vi os olhos, a face desse alguém que me habitava, que me era’’ – (Capítulo VI)
  6. 6. A Lua – Sendo ela um reflexo do Sol, ela simboliza o conhecimento refletido, o conhecimento indireto. Com as suas diferentes fases, mostra o tempo que passa e as novas evoluções do ser. ‘’ A lua subiu-me agora pelo corpo. Lavo nela as minhas mãos e é como se me purificasse num tempo anterior à vida num luminoso halo de coisas por nascerem’’ – (Prólogo) A Noite - Tempo favorável a interrogações. É ligada ao inconsciente, visto que este se liberta no sono da noite. A noite surge na obra sobretudo em momentos de dúvidas, angústias e solidão. É no tempo noturno que Alberto reflete e escreve o seu livro. ‘’ Mergulhamos no silêncio noturno, sentimo-nos não existir. O que existe é como que o absoluto do mundo, a presença aguda das coisas.’’ – (Capítulo III)

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