Exercício literatura professor alexandre

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Exercício literatura professor alexandre

  1. 1. 01 - (PSS/UFPA-2006) Os gêneros literários constituem modelos aos quais se deve submeter a<br />criação artística.<br />Deles NÃO se deve considerar como verdadeiro:<br />(A) Segundo concepção clássica, são três os gêneros literários.<br />(B) Embora a obra literária possa encerrar emoções diversas, podendo haver intersecção de<br />elementos líricos, narrativos e dramáticos, há sempre a prevalência de uma destas modalidades.<br />(C) A criação poética, de caráter lírico, privilegiará os diálogos dos personagens.<br />(D) Novelas, crônicas, romances e contos são espécies literárias de caráter narrativo.<br />(E) O discurso literário é considerado dramático quando permite, em princípio, ser representado.á <br />do eu lírico.<br />02 - (UEG-2006) Leia o poema a seguir. As questões 1 e 2 referem-se a ele.<br />ARANHA DE ÁGUA<br />Prendeu o corpo<br />ao silêncio. Saltou.<br />A aranha erra,<br />às vezes,<br />o alvo que sonhou.<br />Todo se desfia.<br />Mais que planta de prédio, era fria.<br />Com mais patas que alma.<br />E dedos de vento, seus fios.<br />Com calma se arma de morte.<br />Aranha escapa de si<br />Por um fio.<br />De cada desafio alimenta-se.<br />Mas sua alma calculada<br />É toda aérea.<br />Ela, chuva no vidro<br />E líquidas suas ligas.<br />Águas lhe dão garras à vida.<br />GUIMARAES, Edmar. Caderno. Poesia. Goiânia: Kelps, 2005. p. 37.<br />QUESTÃO 1<br />Entre os recursos expressivos, aquele que se destaca como determinante para o desenvolvimento<br />temático do poema é o jogo semântico entre os termos.<br />a) morte e vida.<br />b) desfia, fio e desafio.<br />c) patas e alma.<br />d) chuva, líquidas e águas.<br />QUESTÃO 2<br />Pode-se verificar no poema a interferência da forma narrativa no gênero lírico. Dos efeitos<br />poéticos construídos no texto, o que indica mais eficazmente essa interferência é:<br />a) a mudança de tempo e ação na 1ª estrofe.<br />b) o verso livre e a pontuação regular.<br />c) a visão das coisas sob um ponto de vista afastado.<br />d) a unidade de espaço fragmentado na visão do poeta.<br />Alternativa A.<br />Literatura é gênero II: o dramático<br />03 - (UFG-2006) Leia a canção abaixo:<br />Aos quatro cantos o seu corpo<br />Partido, banido.<br />Aos quatro ventos os seus quartos,<br />Seus cacos de vidro.<br />O seu veneno incomodando<br />A tua honra, o teu verão.<br />Presta atenção!<br />Presta atenção!<br />Aos quatro cantos suas tripas,<br />De graça, de sobra,<br />Aos quatro ventos os seus quartos,<br />Seus cacos de cobra,<br />O seu veneno arruinando<br />A tua filha, a plantação.<br />Presta atenção!<br />Presta atenção!<br />Aos quatro cantos seus gemidos,<br />Seu grito medonho,<br />Aos quatro cantos os seus quartos,<br />Seus cacos de sonho,<br />O seu veneno temperando<br />A tua veia, o teu feijão.<br />Presta atenção!<br />Presta atenção!<br />Presta atenção!<br />Presta<br />BUARQUE, Chico; GUERRA Ruy. Calabar. O elogio da traição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 68-69.<br />Na peça teatral Calabar, a personagem Bárbara entoa a canção “Cobra-de-Vidro”, acima<br />transcrita.<br />Considerando-se os gêneros literários, o que a presença desse texto na obra evidencia?<br />04 - (PSS/UFPA-2007) Leia atentamente o texto abaixo, considerando a sua temática e forma:<br />Ondas do mar de Vigo,<br />se vistes meu amigo!<br />e ai Deus, se verrá cedo!<br />Ondas do mar levado,<br />se vistes meu amado!<br />e ai Deus, se verrá cedo!<br />Se vistes meu amigo,<br />o por que eu sospiro!<br />e ai Deus, se verrá cedo!<br />Se vistes meu amado,<br />por que ei gram cuidado!<br />e ai Deus, se verrá cedo! (Martim Codax)<br />(In: NUNES, José Joaquim. Cantigas [...]. Lisboa: Centro do Livro Brasileiro, 1973. v. 2, p.441.)<br />Glossário:<br />Verrá: virá<br />Ei: tenho<br />Gram: grande.<br />Acerca do poema, é CORRETO afirmar:<br />(A) O uso de refrão e o paralelismo justificam a classificação como cantiga de amor.<br />(B) A referência à natureza é meramente convencional, não expressando intimidade afetiva.<br />(C) A expressão do sofrimento amoroso — “por que ei gram cuidado!” — está de acordo com<br />os padrões da cantiga de amor.<br />(D) A enamorada, saudosa, dirige-se às ondas em busca de notícias do amigo que tarda.<br />(E) Versos como “se vistes meu amado!” traduzem uma atitude de vassalagem amorosa.<br />cterística das cantigas de amor.<br />05 - (UNIFAP-2007) Sobre as cantigas de escárnio do trovadorismo português, é correto afirmar que:<br />(A) apresentam interesse, sobretudo histórico através da voz lírica feminina.<br />(B) revelam detalhes da vida íntima da aristocracia através das convenções do amor cortês.<br />(C) apresentam uma linguagem velada, sem deixar de lado o humor sobre a vida social da<br />época.<br />(D) utilizam-se de sátiras diretas, revelando a vida campesina e urbana.<br />(E) fazem a crítica rude, direta, muitas vezes enveredando para a obscenidade.<br />06 - (PROSEL/UEPA-2006) Leia com atenção, os textos A e B para avaliar se são corretas as<br />afirmativas que se lhe seguem.<br />Texto A<br />“Per ribeira do rio<br />vi remar o navio,<br />e sabor hei da ribeira.<br />Per ribeira do alto<br />Vi remar o barco<br />E sabor hei da ribeira.<br />Vi remar o navio<br />I vai o meu amigo<br />E sabor hei da ribeira. (...)<br />Texto B<br />“Dizia la fremosinha<br />ay adeus, val!<br />Com’estou d’amor ferida,<br />Ay deus, val!<br />Dizia la bem talhada:<br />Ay deus, val!<br />Com’estou d’amor coytada<br />Ay deus, val! (...)<br />Glossário:<br />Sabor hei – estou contente<br />Alto – rio<br />Val – valha<br />Apud BELLEZI, Clenir. Arte Literária Brasil – Portugal.<br />I. Tanto no texto A quanto no texto B estão presentes eu-líricos femininos.<br />II. O sentimento amoroso em A e B exemplifica a noção de “coyta d’amor”<br />(sofrimento amoroso), cultivada, em seus versos, pelos trovadores.<br />III. O texto A é uma Cantiga de Amor e o B uma Cantiga de Amigo.<br />IV. Ambos os textos exemplificam a lírica amorosa do Medievalismo literário em<br />Portugal.<br />São corretas somente:<br />a) I e IV<br />b) I e II<br />c) II e III<br />d) I e III<br />e) III e IV<br />Alternativa A<br />07 - (PROSEL/UEPA-2007)<br />Texto I<br />Aquestas noites tão longas<br />Que Deus fez em grave dia<br />Por mi, por que as non<br />Dormio<br />E por que as non fazia<br />No tempo que meu amigo<br />Soia falar comigo<br />Por que as fez Deus tan<br />Grand<br />Non poss’eu dormir, coitada!<br />E de como son sobejas,<br />Quisera – m’outra vegada<br />No tempo que meu amigo<br />Soia falar comigo<br />Por que Deus fez tan<br />Grandes,<br />Sem mesura e desiguaaes,<br />E as eu dormir non posso?<br />Sossegada<br />Por que as non fez ataes,<br />No tempo que meu amigo<br />Soia falar comigo<br />(Julião Bolseiro)<br />Texto II<br />Quantas noites não durmo<br />A rolar-me na cama<br />A sentir tanta coisa<br />Que a gente não pode<br />Explicar<br />Quando ama.<br />O calor das cobertas<br />Não me aquece direito<br />Não há nada no mundo<br />Que possa afastar<br />Esse frio do meu peito.<br />Volta, vem viver outra vez<br />A meu lado,<br />Já não posso dormir<br />Sossegada<br />Pois meu corpo está<br />Acostumado.<br />(Adaptado de canção de Lupicínio Rodrigues, interpretada por Gal Costa)<br />Glossário:<br />Aquestas: estas<br />Grave: funesto, sinistro<br />Dormio: durmo<br />Soia: costumava<br />Coitada: sofredora<br />Sobejas: longas, intermináveis<br />Outra vegada: outrora, antigamente<br />Mesura: medida<br />A respeito dos textos I e II, julgue as afirmativas a seguir.<br />I. São confissões amorosas de um eu lírico feminino que ficou sozinho.<br />II. Falam do amor idealizado na forma de vassalagem comum à Idade Média.<br />III. Têm raízes populares, de tal forma que o primeiro revela a origem portuguesa das<br />manifestações contemporâneas semelhantes às do segundo.<br />IV. O segundo tem características comuns às cantigas de amigo que o primeiro<br />exemplifica.<br />São corretas:<br />a) I, II, III e IV.<br />b) I, II e III, somente.<br />c) I e IV, somente.<br />d) II e III, somente.<br />e) I, III e IV, somente.<br />08 - (PRISE/UEPA-2006) Leia a Cantiga reproduzida abaixo e, em seguida, responda à questão<br />proposta no comando.<br />Cantiga - D. Afonso Sanches<br />Dizia la fremosinha:<br />“ai, Deus, vai!<br />Com’estou d’amor ferida!<br />ai, Deus, vai!<br />Dizia la bem talhada:<br />“ai, Deus, vai!<br />Com’estou d’amor coitada!<br />ai, Deus, vai!<br />Com’estou d’amor ferida!<br />ai, Deus, vai!<br />Nom vem o que bem queria!<br />ai, Deus, vai!<br />Com’estou d’amor coitada!<br />ai, Deus, vai!<br />Nom vem o que muit’amava!<br />ai, Deus, vai!”<br />Glossário:<br />Fremosinha: formosinha<br />Ai, Deus, vai!: ai, valha-me Deus; ai, Deus me ajude!<br />Bem talhada: bem feita; elegante; bonita.<br />Coitada: infeliz, cheia de sofrimento amoroso.<br />In Elsa Gonçalves. A lírica galego-portuguesa. Lisboa. Editorial Comunicação, 1983.<br />Sobre a cantiga acima, de D. Afonso Sanches, é correto afirmar:<br />A) A voz que fala na cantiga é do homem apaixonado que sofre por amor e dirige-se a Deus.<br />b) A fremosinha (formosinha) lamenta seu sofrimento pela ausência do amado.<br />c) O paralelismo “ai, Deus, vai! (ai, valha-me Deus!) é muito comum nas cantigas de amor<br />medievais.<br />d) O homem sente-se muito ferido pela não correspondência amorosa da fremosinha<br />(formosinha).<br />e) O objetivo da cantiga é elogiar, louvar a mulher amada.<br />Humanismo<br />09 - (FFFCMPA/RS-2007) Sobre o Auto da Barca do Inferno (1517), assinale a alternativa correta.<br />a) Os condenados de Gil Vicente representam a sociedade quinhentista observada sob o ponto<br />de vista católico, combatendo todos os pecados, obedecendo à tradição do teatro medieval.<br />b) Na peça em questão, quando o autor analisa o comportamento das personagens femininas,<br />condena a liberdade amorosa da época.<br />c) Depreende-se da observação do Diabo que o Fidalgo tem diante da Barca do Inferno uma<br />atitude de extrema humildade e resignação dos pecados cometidos em vida e que estava<br />preparado para morrer.<br />d) Gil Vicente, na representação do Judeu, revela o preconceito da sociedade em relação ao<br />judaísmo considerado um crime, embora o Anjo lhe tenha perdoado todos os pecados.<br />e) Os condenados de Gil Vicente são, todos, apegados aos objetos de seus pecados, que os<br />levam para o outro mundo. As críticas são basicamente de corrupção e de pretensão enganadora.<br />Alternativa E.<br />10 - (PSIU/UFPI-2006) As questões de 01 a 02 exploram conhecimentos da obra de Gil Vicente e exigem a leitura do Auto da Barca do Inferno.<br />QUESTÃO 01. Sobre Gil Vicente e sua obra Auto da Barca do Inferno, assinale a<br />alternativa correta.<br />A) Respeita apenas o poder da Igreja.<br />B) Centra suas críticas nos membros das classes baixas.<br />C) Conserva a lei das três unidades básicas do teatro clássico.<br />D) Identifica suas personagens pela ocupação ou pelo tipo social de cada uma delas.<br />E) Evita fazer um confronto entre a Idade Média e o Renascimento Medievalista (Teocentrismo<br />versus Antropocentrismo).<br />Alternativa D.<br />QUESTÃO 02. Sobre a obra Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, assinale a<br />alternativa correta.<br />A) A obra vicentina resume a tradição da cultura européia, no seu aspecto popular, cortês, ou<br />clerical.<br />B) A segunda fase da obra vicentina destaca temas religiosos. Essa fase corresponde ao período<br />de 1502 a 1508.<br />C) A linguagem, em tom coloquial e redondilhas, é o veículo melhor explorado para conseguir<br />efeitos cômicos ou poéticos.<br />D) Na primeira fase, o autor escreve sobre a educação feminina. Não conseguindo se<br />estabelecer, escreve a Trilogia das Barcas.<br />E) O Auto da Barca do Inferno é diferente dos demais autos, porque tem o seguinte enredo: à<br />beira de um rio, dois barcos transportarão as almas para o lugar que lhes foi destinado em<br />julgamento.<br />Alternativa C<br />11 - (PSIU/UFPI-2006 - Texto 1<br />Auto da Barca do Inferno<br />FIDALGO 01 Esta barca onde vai ora,<br />02 que assistá apercebida?<br />DIABO 03 Vai pera a ilha perdida´<br />04 e há- de partir logo ess´ora.<br />FIDALGO 05 Para lá vai a senhora?<br />DIABO 06 Senhor, a vosso serviço.<br />FIDALGO 07 Parece-me isso cortiço...<br />DIABO 08 Porque a vedes lá de fora.<br />FIDALGO 09 Porém, a que terra passais?<br />DIABO 10 Para o inferno, senhor.<br />FIDALGO 11 Terra é bem sem-sabor.<br />DIABO 12 Quê? E também cá zombais?<br />FIDALGO 13 E passageiros achais para tal habitação?<br />DIABO 14 Vejo-vos eu em feição para ir ao nosso cais...<br />(Gil Vicente, fragmento do Auto da Barca do Inferno, em Obras-primas do teatro vicentino.<br />Edição organizada pelo Prof. Segismundo Spina. São Paulo, Difusão Européia do Livro/Edusp,<br />1970. p. 108-116)<br />QUESTÃO 03. Com base nesse fragmento, é correto afirmar que:<br />A) o Diabo não gostou quando o Fidalgo zombou dele, chamando-lhe de senhora.<br />B) para que o Fidalgo mudasse de atitude, o Diabo inicialmente foi gentil com seu passageiro.<br />C) de acordo com o Diabo, vendo o barco de fora, o passageiro sempre se motiva para a viagem.<br />D) o Diabo conclui que o Fidalgo deve pegar a barca, porque não tem mais tempo de esperar um<br />outro passageiro.<br />E) a ilha perdida de que fala o Diabo é o nome de uma famosa ilha européia, descrita ao longo<br />do Auto da Barca do Inferno.<br />Alternativa A.<br />QUESTÃO 04. Assinale a alternativa em que se estabelece uma correlação correta entre<br />personagem e o que o caracteriza da obra de Gil Vicente e exigem a leitura do Auto da<br />Barca do Inferno.<br />A) Anjo – revela o que cada réu tenta esconder.<br />B) Diabo – conhece cada personagem a ser julgada.<br />C) Frade – morreu nas cruzadas pelo triunfo do Cristianismo.<br />D) Fidalgo – recebe a glorificação como sentença por sua modéstia.<br />E) Sapateiro – é condenado à barca do inferno pela vida cheia de pecado e luxúria.<br />Alternativa B.<br />QUESTÃO 05. Em “Porque a vedes lá de fora” (verso 08), o termo corresponde a:<br />A) barca.<br />B) senhora.<br />C) ilha perdida.<br />D) habitação.<br />E) terra.<br />Alternativa A.<br />Alternativa C.<br />12 - (PUC/SP-2007) Considerando a peça Auto da Barca do Inferno como um todo,<br />indique a alternativa que melhor se adapta à proposta do teatro vicentino.<br />a) Preso aos valores cristãos, Gil Vicente tem como objetivo alcançar a consciência do homem,<br />lembrando-lhe que tem uma alma para salvar.<br />b) As figuras do Anjo e do Diabo, apesar de alegóricas, não estabelecem a divisão maniqueísta<br />do mundo entre o Bem e o Mal.<br />c) As personagens comparecem nesta peça de Gil Vicente com o perfil que apresentavam na<br />terra, porém apenas o Onzeneiro e o Parvo portam os instrumentos de sua culpa.<br />d) Gil Vicente traça um quadro crítico da sociedade portuguesa da época, porém poupa, por<br />questões ideológicas e políticas, a Igreja e a Nobreza.<br />e) Entre as características próprias da dramaturgia de Gil Vicente, destaca-se o fato de ele seguir<br />rigorosamente as normas do teatro clássico.<br />Alternativa A.<br />13 - (FUVEST/SP-2007)<br />E chegando à barca da glória, diz ao Anjo:<br />Brísida. Barqueiro, mano, meus olhos,<br />prancha a Brísida Vaz!<br />Anjo. Eu não sei quem te cá traz...<br />Brísida. Peço-vo-lo de giolhos!<br />Cuidais que trago piolhos,<br />anjo de Deus, minha rosa?<br />Eu sou Brísida, a preciosa,<br />que dava as môças aos molhos.<br />A que criava as meninas<br />para os cônegos da Sé...<br />Passai-me, por vossa fé,<br />meu amor, minhas boninas,<br />olhos de perlinhas finas!<br />(...)<br />Gil Vicente, Auto da barca do inferno.<br />(Texto fixado por S. Spina)<br />a) No excerto, a maneira de tratar o Anjo, empregada por Brísida Vaz, relaciona-se à atividade<br />que ela exercera em vida? Explique resumidamente.<br />b) No excerto, o tratamento que Brísida Vaz dispensa ao Anjo é adequado à obtenção do que ela<br />deseja – isto é, levar o Anjo a permitir que ela embarque? Por quê?<br />14 - (UNICAMP/SP-2007) Leia o diálogo abaixo, de Auto da Barca do Inferno:<br />DIABO<br />Cavaleiros, vós passais<br />e não perguntais onde is?<br />CAVALEIRO<br />Vós, Satanás, presumis?<br />Atentai com quem falais!<br />OUTRO CAVALEIRO<br />Vós que nos demandais?<br />Siquer conhecê-nos bem.<br />Morremos nas partes d’além,<br />e não queirais saber mais.<br />(Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno, em Antologia do Teatro de Gil Vicente. Org. Cleonice Berardinelli, Rio de Janeiro: Nova Fronteira/Brasília: INL, 1984, p.89.)<br />a) Por que o cavaleiro chama a atenção do Diabo?<br />b) Onde e como morreram os dois Cavaleiros?<br />c) Por que os dois passam pelo Diabo sem se dirigir a ele?<br />Classicismo<br />15 - (PSS/ UFPA-2007) “Há duas dimensões básicas no significado alegórico de Adamastor: por um lado, o gigante hiperboliza os percalços do mar; por outro, encarna as infelicidades do sentimento amoroso.”<br />(TEIXEIRA, Ivan. Apresentação. In: CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. 2. Ed. Cotia: Ateliê, 2001. P. 189.)<br />A alternativa que exemplifica a segunda dimensão apontada por Ivan Teixeira é:<br />a)“... crendo ter nos braços quem amava, / Abraçado me achei cum duro monte.”<br />b) “Aqui espero tomar, se não me engano, / De quem me descobriu suma vingança.”<br />c) “Antes, em vossas naus vereis, cada ano, / [...] / Naufrágios, perdições de toda sorte.”<br />d) “E navegar meus longos mares ousas, / Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho.”<br />e) “E disse: — Ó gente ousada, mais que quantas / No mundo cometeram grandes cousas.”<br />Alternativa A<br />16 - (PROSEL/UEPA-2006) Leia a estrofe abaixo, extraída do episódio A Ilha dos Amores, de<br />Luís Vaz de Camões.<br />1. “Quis aqui sua ventura que corria<br />2. Após Efire, exemplo de beleza,<br />3. Que mais caro que as outras dar queria<br />4. O que deu, para dar-se, a Natureza.<br />5. Já cansado, correndo, lhe dizia:<br />6. Ó fermosura indigna de aspereza,<br />7. Pois desta vida te concedo a palma,<br />8. Espere um corpo de quem levas a alma, “ (p. 274)<br />Assinale a alternativa correta sobre ela.<br />a) Em sua fala, no sexto verso, Leonardo, o perseguidor da ninfa, insatisfeito com as<br />dificuldades que enfrenta para alcançá-la, ofende-a, dizendo-lhe que é indigna da<br />própria formosura (fermosura).<br />b) Refere-se ao momento em que Leonardo corre atrás de Efire, suplicando-lhe, com<br />diversos elogios, que retarde o passo para poder alcançá-la.<br />c) Informa que Veloso, o marinheiro que persegue Efire, está consciente de que precisará<br />pagar caro pelo amor da ninfa.<br />d) O último verso indica que Leonardo, o marinheiro que pretendia alcançar a ninfa,<br />morreu sem conseguir realizar seu intento.<br />e) O terceiro e quarto versos, se tomados em conjunto, dizem que Efire, diferentemente<br />das outras ninfas, e contrariando os próprios desígnios da natureza, pretendia cobrar<br />pelo prazer que deveria conceder ao seu perseguidor.<br />Alternativa E.<br />17 - (PROSEL/UEPA-2007)<br />“[...] Eu sou aquele oculto e grande cabo<br />a quem chamais vós outros Tormentório<br />que nunca a Ptolomeu, Pompônio, Estrabo,<br />Plínio e quantos passaram fui notório.<br />Aqui toda a africana costa acabo,<br />Neste meu nunca visto promontório,<br />Que pêra o pólo Antártico se estende,<br />A quem vossa ousadia tanto ofende! [...]”<br />Camões. Os Lusíadas. Canto V,L.<br />Publicado em 1572, o poema “Os Lusíadas” relata a viagem de Vasco da Gama às Índias, em 1498.<br />A saga portuguesa, nesta viagem descobridora de uma nova rota comercial, somada a<br />outras que ocorreram de meados do séc. XV a meados do séc. XVI, é comparável, pela grandeza<br />e pelos perigos enfrentados, à chegada do homem à lua, no séc. XX. Nessa estrofe, o Gigante<br />Adamastor confirma a importância do feito dos portugueses quando:<br />a) Revela ser o cabo das Tormentas (“Tormentório”)<br />b) Cita grandes estudiosos gregos e romanos (“Ptolomeu, Pompônio, Estrabo, Plínio”)<br />c) Demonstra ser o extremo sul da costa africana, tendo à sua frente apenas o pólo Antártico.<br />d) Se mostra ofendido com a ousadia lusitana.<br />e) Afirma ter sido transformado em um promontório.<br />Alternativa C.<br />18 - (PROSEL/UEPA-2007) Assinale a alternativa em que se associa corretamente a leitura do<br />episódio do O gigante Adamastor, no canto V, de “Os Lusíadas”, às formas de comunicação<br />presentes neste século XXI.<br />a) O episódio lembra uma peça publicitária de televisão em que o gigante funciona como<br />um garoto propaganda.<br />b) A fala do gigante associa-se a de um candidato em horário eleitoral que tenta seduzir o<br />leitor.<br />c) O episódio, no poema, funciona como um capítulo de telenovela: o gigante conta o<br />sofrimento que o amor lhe causou.<br />d) A plasticidade, presente no episódio, leva o leitor a uma imediata relação com os<br />outdoors espalhados pelas cidades.<br />e) Como um vidente moderno de programa de televisão, o gigante profetiza sucesso e<br />felicidade àqueles que passaram por ele.<br />Alternativa C.<br />19 - (UFSCar/SP-2007) <br />Partimo-nos assim do santo templo<br />Que nas praias do mar está assentado,<br />Que o nome tem da terra, para exemplo,<br />Donde Deus foi em carne ao mundo dado.<br />Certifico-te, ó Rei, que se contemplo<br />Como fui destas praias apartado,<br />Cheio dentro de dúvida e receio,<br />Que a penas nos meus olhos ponho o freio.<br />(Camões, Os Lusíadas, Canto 4.° – 87.)<br />O trecho faz parte do poema épico Os Lusíadas, escrito por Luís Vaz de<br />Camões e narra a partida de Vasco da Gama, para a viagem às Índias.<br />a) Em que estilo de época ou época histórica se situa a obra de Camões?<br />b) Para dizer que o nome do templo é Belém, Camões faz uso de uma perífrase: Que o nome<br />tem da terra, para exemplo,/Donde Deus foi em carne ao mundo dado. Em que outro trecho<br />dessa estrofe Camões usa outra perífrase?<br />20 - (UNIFAP-2006)<br />Ao desconcerto do mundo<br />Os bons vi sempre passar<br />No mundo graves tormentos;<br />E, para mais me espantar,<br />Os maus vi sempre nadar<br />Em mar de contentamentos.<br />Cuidando alcançar assim<br />O bem tão mal ordenado<br />Fui mau, mas fui castigado.<br />Assim que, só para mim<br />Anda o mundo concertado.<br />Os versos acima revelam um dos temas desenvolvidos por Camões em sua construção lírica. A<br />afirmação que evidencia a temática sugerida pelo poeta no texto é o(a):<br />(A) acentuado pessimismo e a valorização da religiosidade mística.<br />(B) instabilidade e fugacidade da vida e dos bens materiais.<br />(C) desproporção entre o merecimento humano e o destino.<br />(D) sofrimento pela indiferença e pela espiritualização do amor.<br />(E) a desordem do mundo diante da indiferença e da rejeição.<br />Alternativa C.<br />21 - (MACKENZIE/SP-2006)<br />Tanto de meu estado me acho incerto<br />que em vivo ardor tremendo estou de frio;<br />sem causa, juntamente choro e rio;<br />o mundo todo abarco e nada aperto.<br />[...]<br />Se me pergunta alguém por que assim ando,<br />respondo que não sei; porém suspeito<br />que só porque vos vi, minha Senhora.<br />Camões<br />O excerto acima corresponde à primeira e última estrofes de<br />conhecido soneto camoniano. Depreende-se de sua leitura que<br />a) o poeta, ao usar o vocativo minha Senhora, explicita o fato de ter como interlocutora uma<br />mulher já madura e experiente, capaz, portanto, de lhe aliviar a dor.<br />b) um antigo envolvimento amoroso é agora relembrado com alegria, provocando no poeta<br />prazerosas e variadas sensações.<br />c) o poeta, ao manifestar à Senhora seu estado de espírito, faz indiretamente uma declaração<br />amorosa.<br />d) a insegurança do poeta se deve ao fato de ter sido rejeitado, conforme se explicita no verso<br />que só porque vos vi, minha Senhora (última estrofe).<br />e) o poeta, ao dizer respondo que não sei; porém suspeito revela uma contradição (“não<br />saber/suspeitar”), pois não está em condições de descrever o momento que vive.<br />

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