Lista de exercícios 2º ano em literatura

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Exercícios de literatura para 2ºano do Ensino Médio.

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Lista de exercícios 2º ano em literatura

  1. 1. COLÉGIO MILITAR DE FORTALEZA – 2º ANO DO ENSINO MÉDIO – 2012 LISTA DE EXERCÍCIOS SOBRE O ESTILO ROMÂNTICO – Cap Joana NOME:____________________________________________TU_ ___________DATA_____________ MÚLTIPLA ESCOLHA 1) (ESPM) Assinale a alternativa que não contém obra de José de Alencar: a) Diva – Perfil de Mulher b) O Gaúcho – A Pata da Gazela c) A Guerra dos Mascates – O Sertanejo d) Senhora – As minas de Prata e) Helena – O seminarista 2) (ITA) “A moça agitou então a fronte com uma vibração altiva: - Mas o senhor não me abandonou pelo amor de Adelaide e sim pelo seu dote, um mesquinho dote de trinta contos! (...) Desprezasse-me embora, mas não descesse da altura em que o havia colocado dentro d a m i n h a a l m a . E u t i n h a u m í d o l o ; o s e n h o r a b a t e u - o d e s e u pedestal, e atirou-o no pó. Essa degradação do homem a quem eu adorava, eis o seu crime;” O excerto acima é do romance __________, cujas personagens principais são_____________ e____________ a) Memórias de um Sargento de Milícias – Luisinha e Leonardo b) A Escrava Isaura – Isaura e Álvaro c) Senhora – Aurélia e Seixas d) A Moreninha – Carolina e Augusto e) Memórias Póstumas de Brás Cubas – Virgília e o narrador (Brás Cubas) 3) Todas as afirmativas são verdadeiras quanto à obra Iracema, de José de Alencar, exceto
  2. 2. a) O título da obra pode ser considerado um anagrama de América, indício de caráter indianista. b) I r a c e m a e M a r t i m r e p r e s e n t a m , r e s p e c t i v a m e n t e , o m u n d o selvagem e o mundo civilizado. c) A amostragem da formação da nação brasileira é propósito da construção da narrativa. d) O n o m e d a p e r s o n a g e m M o a c i r , f i l h o d e I r a c e m a e M a r t i m , significa o “filho do sofrimento”. e) Poti, como “bom selvagem”, mostra a integridade do indígena. 4) (UNIP) Assim se pode definir o romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo: a) Relato da vida nas repúblicas estudantis do tempo do Império. b) Estudo da psicologia de um tipo de mulher brasileira, no ambiente rural. c) História de fidelidade ao amor de infância, na sociedade do Rio Imperial. d) Crônica de um caso de mistério, na sociedade carioca de fins do século. e) Narrativa sobre o problema da escravidão, na sociedade brasileira do século passado. 5. (UFPR-PR) Qual das informações sobre José de Alencar é correta? a) Alencar inaugurou a ficção brasileira com a publicação de sua obra Cinco minutos . b) Alencar foi um romancista que soube conciliar um romantismo exacerbado com certas reminiscências do Arcadismo, manifestas, principalmente, na linguagem clássica. c) Alencar, apesar de todo o idealismo romântico, conseguiu, nas obras Lucíola e Senhora , captar e denunciar
  3. 3. certos aspectos profundos, recalcados, da realidade social e individual, em que podemos detectar um pré-realismo ainda inseguro. d) A obra de Alencar, objetivando atingir a História do Brasil e a síntese de suas origens, volta-se exclusivamente para assuntos indígenas e regionalistas, sem incursões pelo romance urbano. e) O indianismo de José de Alencar baseou-se em dados reais e pesquisa antropológica, apresentando, por isso, uma imagem do índio brasileiro sem deformação ou idealismo. 6. Leia com atenção o trecho apresentado, retirado da obra Lucíola : Terminei ontem este manuscrito, que lhe envio ainda úmido de minhas lágrimas. Relendo-o, admirei como tivera coragem de alguma vez, no correr desta história, deixar a minha pena rir e brincar, quando o meu coração estava ainda cheio de saudade, que sepultou-se nele para sempre. (Cap. XXI) Com base nesse texto, assinale a alternativa correta: a) Esse trecho revela que o romance é uma aventura vivida pelo próprio José de Alencar, que se oculta sob o nome de Paulo. b) Por esse trecho, você pode perceber que a ação do romance está sendo narrada ao mesmo tempo que vai acontecendo e que é o próprio Alencar contando um episódio de sua vida. c) O romancista está tão comovido ao terminar o romance que chora ao enviá-lo a um amigo. d) O narrador ouviu essa história de um amigo; agora, terminando de escrevê-la a pedido do amigo, está comovido e chora. e) O narrador viveu a história que contou; ele está comovido ao terminar de escrevê-la porque através dela tornou-se mais presente a lembrança da mulher que ele amou e que morreu. 7. (UFES-ES) A leitura de Lucíola , de José de Alencar, revela a(o): a) preferência pelo uso de regionalismos. b) visão idealizada da mulher, mesmo em seus aspectos negativos. c) sentimento indianista do autor. d) preocupação em exaltar a natureza. e) descrição materialista e carnal do amor.
  4. 4. 8. (UFPE-PE-Adaptada) Assim como as novelas de televisão da atualidade, os romances românticos foram inicialmente editados em capítulos nos jornais, aumentando extraordinariamente a tiragem dos periódicos. Esses “folhetins” caíram no gosto do público burguês, e, para atender a essa demanda, os escritores precisavam satisfazer as expectativas e os valores ideológicos desses leitores. Nessa perspectiva, leia os trechos abaixo e analise as proposições que vêm a seguir. 1- — Isto tudo me parece um sonho, respondeu Augusto, porém, dê-me este breve! A menina, com efeito, entregou o breve ao estudante, que começou a descosê-lo precipitadamente. Aquela relíquia era sua última esperança. Só falta a derradeira capa do breve... ei-la que cede e se descose... salta uma pedra... e Augusto, entusiasmado, cai aos pés de D. Carolina, exclamando: — O meu camafeu! O meu camafeu! A sra D. Ana e o pai de Augusto entraram nesse instante na gruta e encontraram o feliz e fervoroso amante de joelhos e a dar mil beijos nos pés da linda menina, que também chorava de prazer. ( Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha .) 2- — O que é isto, Aurélia? — Meu testamento. Ela despedaçou o lacre e deu a ler a Seixas o papel. Era efetivamente um testamento em que ela confessava o imenso amor que tinha ao marido e o instituía seu herdeiro universal. - Essa riqueza causa-te horror? - Pois faz-me viver, meu Fernando. É o meio de a repelires. Se não for bastante, eu a dissiparei. (PUC-SP) Nos romances Senhora e Lucíola , José de Alencar dá um passo em relação à crítica dos valores da sociedade burguesa, na medida em que coloca como protagonistas personagens que se deixam corromper
  5. 5. por dinheiro. Entretanto, essa crítica se dilui e ele se reafirma como escritor romântico, nessas obras, porque: a) pune os protagonistas no final, levando-os a um casamento infeliz. b) justifica o conflito dos protagonistas com a sociedade pela diferença de raça: uns, índios idealizados; outros, brasileiros com maneiras europeias. c) confirma os valores burgueses, condenando os protagonistas à morte. d) resolve a contradição entre o dinheiro e valores morais tornando os protagonistas ricos e poderosos. e) permite aos protagonistas recuperarem sua dignidade pela força do amor. 9. (UFU-MG) Considere o trecho abaixo. O conhecimento da língua indígena é o melhor critério para a nacionalidade da literatura. Ele nos dá não só o verdadeiro estilo, como as imagens poéticas dos selvagens, os modos de seu pensamento, as tendências de seu espírito, e até as menores particularidades de sua vida. É nessa fonte que deve beber o poeta brasileiro. (...) Este livro é pois um ensaio ou antes mostra. Verá realizadas nele minhas ideias a respeito da literatura nacional. José de Alencar, “Carta ao Dr. Jaguaribe”, da primeira edição de Iracema. Escolha a alternativa que não expressa a preocupação de Alencar. a) “Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas, e te poje nalguma enseada amiga. Soprem para ti as brandas auras;(...)” b) “O irmão de Iracema tem o ouvido sutil que pressente a boicininga entre os rumores da mata; e o olhar do oitibó que vê melhor nas trevas.” c) “Então o chefe pitiguara entoou o canto da morte; e foi à cabana buscar o camucim que transbordava com as castanhas do caju.” d) “A ata é doce e saborosa; mas, quando a machucam, azeda. Tua esposa quer que seu amor encha teu coração das doçuras do mel.” José de Alencar, em seus romances, sobretudo em Iracema e em O guarani , se encarregou de construir o
  6. 6. mito do herói indianista. De grande importância para isso foi a preocupação com a vertente brasileira do português, pois Alencar procurava moldar a língua nacional aos personagens indígenas que a falavam. 10. (Fuvest-SP) O índio, em alguns romances de José de Alencar, como Iracema e Ubirajara , é: a) retratado com objetividade, numa perspectiva rigorosa e científica. b) idealizado sobre o pano de fundo da natureza, da qual é o herói épico. c) pretexto episódico para descrição da natureza. d) visto com o desprezo do branco preconceituoso, que o considera inferior. e) representado como um primitivo feroz e de maus instintos. VERDADEIRO OU FALSO 11. (UFPE-PE) O indianismo foi uma corrente literária que envolveu prosa e poesia e fortificou-se após a Independência do Brasil. Sobre esse tema, analise as afirmações a seguir. A literatura indianista cumpriu um claro projeto de fornecer aos leitores um passado histórico, quando possível, verdadeiro, se não, inventado. Os dois autores que mais se empenharam no projeto de criação de um passado heroico foram José de Alencar, na prosa, e Gonçalves Dias, na poesia. Gonçalves Dias, da primeira geração de românticos, escreveu I - Juca Pirama , Os timbiras , Canto do Piaga . Com eles, construiu a imagem heroica e idealizada do índio brasileiro. Indianismo não significava simplesmente tomar como tema o índio; significava a construção de um novo conceito que, embora idealizado, expressava menos que uma realidade racial; expressava uma realidade ética e cultural, distinta da europeia. 12 . Assim como as novelas de televisão da atualidade, os romances românticos foram inicialmente editados em
  7. 7. capítulos nos jornais, aumentando extraordinariamente a tiragem dos periódicos. Esses “folhetins” caíram no gosto do público burguês, e para atender a essa demanda, os escritores precisavam satisfazer as expectativas e os valores ideológicos desses leitores. Nessa perspectiva, leia os trechos abaixo e analise as proposições que vêm a seguir. - Isto tudo me parece um sonho, respondeu Augusto, porém, dê-me este breve! A menina, com efeito, entregou o breve ao estudante, que começou a descosê-lo precipitadamente. Aquela relíquia era sua última esperança. Só falta a derradeira capa do breve... ei-la que cede e se descose...salta uma pedra... e Augusto, entusiasmado, cai aos pés de D. Carolina, exclamando: - O meu camafeu! O meu camafeu! A srª D. Ana e o pai de Augusto entraram nesse instante na gruta e encontraram o feliz e fervoroso amante de joelhos e a dar mil beijos nos pés da linda menina, que também chorava de prazer. (Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha) − O que é isto, Aurélia? − Meu testamento. Ela despedaçou o lacre e deu a ler a Seixas o papel. Era efetivamente um testamento em que ela confessava o imenso amor que tinha ao marido e o instituía seu herdeiro universal. – Essa riqueza causa-te horror? Pois faz-me viver, meu Fernando. É o meio de a repelires. Se não for bastante, eu a dissiparei. As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal. (José de Alencar, Senhora) (1) ) Os finais felizes, com a resolução dos conflitos que quebraram, por instantes, a harmonia da ordenação social burguesa, são característicos do gênero folhetinesco. (2) ) Os folhetins, assim como as novelas, trabalham com a estratégia do suspense, interrompendo a narrativa num ponto culminante, de modo a prender o leitor/telespectador até o capítulo seguinte. (3) ) Ao submeter-se às exigências do público e dos diretores de jornais, o escritor romântico não
  8. 8. podia criticar os valores da época, criando uma arte de evasão e alienação da realidade. (4) ) O gênero folhetinesco pretendia atender às necessidades de lazer e distração do público leitor. (5) ) O gênero folhetinesco pretendia formar um público exigente e crítico, capaz de mudar os rumos de sua história. 13. A poesia no Brasil desenvolveu-se desde a colonização. O gênero Romance, no entanto, popularizou-se tardiamente, sobretudo em relação à Europa. Sobre esse tema, analise as afirmações abaixo. (1) ) O primeiro romance brasileiro foi A Moreninha, história de amor ingênua, com uma heroína que homenageava o tipo de mulher brasileira. Seu autor foi Joaquim Manoel de Macedo. (2) ) Na primeira metade do século XIX, o romance adotou três gêneros: o urbano, retrato da vida na corte, o indianista, resgate dos primitivos habitantes, e o regionalista, que procurava ressaltar o Brasil rural. (3) ) Entre os romancistas urbanos, estão o já citado Macedo e José de Alencar. A representação dos costumes da elite brasileira que residia na Corte (Rio de Janeiro) definiu o projeto literário deste tipo de romance. (4) ) De Manuel Antônio de Almeida, o romance Memórias de um Sargento de Milícias aborda uma história cujos personagens não são idealizados e pertencem à camada mais baixa da população. Na verdade, quase uma comédia de costumes, a obra tem contornos realistas. (5) ) Romancista da Corte foi também Machado de Assis, cujos personagens igualmente pertenciam à elite do Rio. No entanto, Machado, iniciando-se nos padrões do Romantismo, tornou-se depois naturalista, escrevendo uma obra em que, com personagens patológicos, segue a doutrina do cientificismo e do
  9. 9. determinismo (do meio e da hereditariedade). 14 . O indianismo foi uma corrente literária que envolveu prosa e poesia e fortificou-se após a Independência do Brasil. Sobre esse tema, analise as afirmações a seguir. (1) ) A literatura indianista cumpriu um claro projeto de fornecer aos leitores um passado histórico, quando possível, verdadeiro, se não, inventado. (2) ) Os dois autores que mais se empenharam no projeto de criação de um passado heroico foram José de Alencar, na prosa, e Gonçalves Dias, na poesia. (3) ) Gonçalves Dias, da primeira geração de românticos, escreveu I-Juca-Pirama, Os Timbiras, Canto do Piaga. Com eles, construiu a imagem heroica e idealizada do índio brasileiro. (4) ) Indianismo não significava simplesmente tomar como tema o índio; significava a construção de um novo conceito que, embora idealizado, expressava menos que uma realidade racial; expressava uma realidade ética e cultural, distinta da europeia. (5) ) José de Alencar, em seus romances, sobretudo em Iracema e em O Guarani, se encarregou de construir o mito do herói indianista. De grande importância para isto, foi a preocupação com a vertente brasileira do português, pois Alencar procurava moldar a língua nacional aos personagens indígenas que a falavam. 15. O indianismo é uma nova concepção sobre a origem racial do brasileiro. José de Alencar, além de construir um mito nacional, quis criar também uma língua brasileira. O conceito de Pátria, que se tornou concreto para os brasileiros com a Independência, consolidou-se, a partir de então, por todo o século XIX, até as primeiras décadas do século XX. Este conceito foi expresso nas artes, de forma

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