Parabola do bom samaritano sermão - 2010 07 11

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  • Repara na palavra caminho. Jesus usa a ideia de um caminho para transmitir esse ensinamento. O homem caído estava no caminho do sacerdote, do levita e do samaritano. Dessa forma Deus fez o homem caídos próximo do sacerdote, do levita e do samaritano. É dessa forma que Deus faz um irmão nosso próximo. Ele os coloca em nosso caminho. Nessa parábola todos tiveram o homem caído como seu próximo, mas apenas o levita se fez próximo do homem caído, quando aceitou fazer parte do caminho desse homem e fez ao homem o que gostaria que fosse feito a si mesmo. Nossas vidas se parecem muito com essa parábola, muitas pessoas são colocadas em nosso caminho, e assim são feitas nosso próximo. Entretanto, na maioria das vezes, não nos damos conta, não nos compadecemos, ou arrumamos desculpas para não ajudar, e então nos afastamos do nosso próximo, assumindo papéis semelhantes ao do sacerdote ou do levita nessa belíssima parábola.
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  • Lendo o texto, particularmente os itens 23 e 24, lembrei-me de termos conversado sobre o versiculo 36 de Lucas tempos atraz. Todavia pareceu-me que na continuação a interpretação tradicional voltou a ser utilizada, isto é, levando a pensar que o texto contem um erro, deveria ser escrito assim:'Quem voce pensa que considerou o assaltado como seu próximo?. Mas o texto citado tem outra redação:'Quem voce pensa que foi o proximo do assaltado?'. Em todas as Biblias que tenho examinado o texto aparece assim, Examinei tambem em outras linguas..
    Ou isso não tem importância se considerar que dá na mesmo ou podemos pensar na intenção de Jesus ser literalmente comko stá no texto. Até que faz sentido pois foi o ato do samaritano que possivelmente levou o judeu assaltado a tê-lo como proximo para amar superando o ódio. Para trabalhar um pouco mais a interpretação ,suponhamos que o asssaltado fosse um samaritano e quem parou para socorrer fosse um judeu. Então sim, o judeu por amor ao proximo superaria seu desprezo e socorreria o samaritano, cabendo então a pergunta : Quem considerou o samaritano como seu próximo?Em suma, a parábola não apresenta dificuldades para ser entendida, até chegar ao versiculo 36.
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Parabola do bom samaritano sermão - 2010 07 11

  1. 1. O Bom Samaritano Catedral Metodista de Piracicaba, 11 de julho de 2010
  2. 2. Lucas 15:25-37
  3. 3. 25 E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de por Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
  4. 4. 26 Então Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas?
  5. 5. 27 A Isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
  6. 6. 28 Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás.
  7. 7. 29 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?
  8. 8. 30 Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando o semimorto.
  9. 9. 31 casualmente, descia um sacerdote por aquele caminho e, vendo-o, passou de largo.
  10. 10. 32 Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo.
  11. 11. 33 Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele.
  12. 12. 34 E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; , colocando-o sobre seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.
  13. 13. 35 No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar.
  14. 14. 36 Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?
  15. 15. 37 Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.
  16. 16. Parábola do Bom Samaritano
  17. 17. INTRODUÇÃO Como cristãos, cremos e pregamos a vida plena... abundante... eterna...
  18. 18. Vida que começa aqui e que transcende para a eternidade.
  19. 19. O objetivo de Lucas foi produzir um material catequético. Um material para ser usado no discipulado dos seguidores de Cristo.
  20. 20. Por isso, diante da pergunta: “ como alcançar a vida eterna?”, ele responde, trazendo à memória um episódio vivido por Jesus.
  21. 21. Episódio este onde um doutor da Lei tenta encurralar Jesus, polemizando um tema já muito discutido pelos judeus: “ Quem é o meu próximo?”
  22. 22. Para os judeus a resposta era simples: meu próximo é outro judeu. O gentil ou estrangeiro não é próximo.
  23. 23. Jesus através da parábola do bom samaritano, apresenta uma outra perspectiva desse tema. Jesus muda o foco.
  24. 24. O interessante é que diante da pergunta do doutor da Lei: “ quem é o meu próximo ?”... Jesus responde ensinando como podemos nos transformar em próximos dos outros.
  25. 25. Podemos dizer que de forma provocativa, Jesus vai utilizar como um exemplo a ser seguido, um samaritano.
  26. 26. Naquela época havia uma grande animosidade entre samaritanos e judeus.
  27. 27. É na figura de um samaritano que Jesus apresenta a verdadeira espiritualidade que leva para a vida eterna.
  28. 28. A parábola situa-nos na estrada que liga a cidade santa de Jerusalém ao oásis de Jericó (30km).
  29. 29. Na época de Jesus, era uma estrada muito perigosa, cheia de bandos armados.
  30. 30. “ Um homem ” não identificado foi assaltado pelos bandidos e deixado caído na beira da estrada. Portanto, um homem ferido, abandonado, necessitando de ajuda.
  31. 31. Pela estrada passaram sucessivamente um sacerdote ( que conhecia a Lei e que exercia funções litúrgicas no templo )
  32. 32. ... e um levita ( ligado à instituição religiosa judaica e que exercia, também, funções litúrgicas no templo ).
  33. 33. ... Ambos passaram “de largo”: ou por medo de enfrentar a mesma sorte, ou porque estavam preocupados com a pureza legal, ou pela pressa, ou por pura indiferença diante do sofrimento alheio.
  34. 34. Pela estrada passou, finalmente, um samaritano. Um daqueles que a religião tradicional de Israel considerava um inimigo, um infiel, longe da salvação e do amor de Deus.
  35. 35. No entanto, foi ele que parou, sem medo de correr riscos ou de adiar os seus compromissos e interesses pessoais, e cuidou do ferido e o salvou.
  36. 36. Apesar de ser um “herege”, um excomungado, mostra ser alguém atento ao irmão necessitado, com o coração cheio de amor e, portanto, cheio de Deus.
  37. 37. Jesus conclui a parábola dizendo ao mestre da Lei que o interrogara: “ então vai e faz o mesmo ”.
  38. 38. A verdadeira religião que conduz à vida plena passa pelo amor a Deus, traduzido em gestos concretos de amor pelo irmão (sem exceções).
  39. 39. Recordemos que a pergunta inicial era: “ o que fazer para alcançar a vida eterna ”
  40. 40. A conclusão é óbvia: para alcançar a vida eterna é preciso amar a Deus e amar o próximo.
  41. 41. O “ próximo ” é qualquer um que necessite de nós, seja amigo ou inimigo, conhecido ou desconhecido, da mesma raça ou não;...
  42. 42. ... o “ próximo ” é qualquer pessoa caída nos caminhos da vida que necessita, para se levantar, da nossa ajuda e do nosso amor.
  43. 43. Esta é a missão da igreja... ou seja, levantar aqueles que estão caídos pelo caminho.
  44. 44. APLICAÇÃO PASTORAL
  45. 45. Precisamos tomar cuidado para que nosso envolvimento com as coisas do “templo” (liturgia) não nos afaste de nossa vocação primária: amar ao próximo como a nós mesmos.
  46. 46. Pode acontecer que uma vida estabilizada nos torne insensíveis aos clamores dos que sofrem…
  47. 47. Pode acontecer que o nosso egoísmo fale mais alto e que evitemos nos meter em complicações por causa dos problemas dos outros…
  48. 48. Diante de tudo isso convém perguntar: deixando minha vida ser guiada por critérios de egoísmo e comodismo, estou caminhando em direção à vida eterna?
  49. 49. Na visão de João Wesley , uma espiritualidade equilibrada leva em conta: Atos de Piedade (vertical) e Obras de Misericórdia (horizontal)
  50. 50. No símbolo da cruz, equilibremos nossa espiritualidade:
  51. 51. Vertical: Relacionamento com Deus
  52. 52. Horizontal: Relacionamento com o próximo.
  53. 53. Atos de Piedade (vertical) e Obras de Misericórdia (horizontal) Espiritualidade equilibrada leva em conta:
  54. 54. Na visão de João Wesley , uma espiritualidade equilibrada leva em conta: Atos de Piedade (vertical) e Obras de Misericórdia (horizontal)

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