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  1. 1. Juros: o dia em que o muro caiu - ISTOÉ Dinheiro Page 1 of 4ECONOMIANº EDIÇÃO: 765 | Economia | 01.JUN.12 - 21:00 | Atualizado em 01.06 - 21:15Juros: o dia em que o muro caiuAgora é oficial: o Brasil tem a menor taxa de juros da história.Queda da Selic para 8,5% amplia espaço para investimentos ecrescimento maior no segundo semestre,Por Carla JIMENEZ, Guilherme QUEIROZ e Luís Artur NOGUEIRAFoi como a queda do muro de Berlim – só que em Brasília. Ao reduzir a taxa básica de juros (Selic)para 8,5% ao ano, na quarta-feira 30, o Banco Central derrubou o custo do dinheiro no Brasil aopatamar mais baixo da história. Foi uma vitória pessoal da presidenta Dilma Rousseff, que encontrouno presidente do BC, Alexandre Tombini, o aliado ideal na cruzada contra os juros altos, uma dasmaiores barreiras ao crescimento do País nos últimos 30 anos. Essa guerra continua – na ponta final docrédito aos consumidores e às empresas, as taxas ainda são muito elevadas –, mas desde já osbrasileiros podem celebrar as novas perspectivas. Trata-se da sétima queda da Selic desde agosto doano passado, e já traz resultados concretos para o mundo dos negócios.€€€“Quando o custo do dinheiro cai, nossa curva de investimento cresce”, diz Eduardo Parente,presidente da empresa de logística MRS. A prova: a empresa acaba de captar R$ 1,58 bilhão com aemissão de debêntures, títulos de dívida que pagam juros a investidores. Os recursos, que serãoutilizados para ampliar a capacidade de transporte da companhia, foram captados entre os bancosbrasileiros e não junto ao BNDES, a quem normalmente a MRS recorre para obter dinheiro a taxassubsidiadas. “Juros menores fazem uma estúpida diferença.”€As dezenas de anúncios de investimento,feitas durante os dias 22 e 26 de maio por empresas de diversos setores, revelam que Parente não estásozinho.€€De acordo com o relatório do departamento de estudos econômicos do Bradesco, companhiascomo Sony, GE, Oi e Vivo fazem planos de expansão no País que somam, pelo menos, R$ 60bilhões para o período de 2012 a 2016 (veja quadro na ao final da reportagem). Isso sem contar osnegócios de fusões e aquisições anunciados na semana passada (leia reportagem de capa aqui(http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/85944_NEGOCIOS+A+MIL+POR+HORA) ). Como sempre,o imenso mercado consumidor, turbinado pelo aumento da renda, é o fator que justifica as decisõestomadas. A queda de juro torna-se uma nova e poderosa variável nessa avaliação. Durante décadas, osempresários bateram na tecla dos juros altos para justificar a perda de competitividade, a falta deinvestimentos e até demissões.€€Agora, aproveitando a conjuntura internacional e alguns ajustes fundamentais, como a nova regra dapoupança, o cenário fica mais convidativo. Alguns analistas enfatizam que a economia brasileira jáiniciou uma nova arrancada, cujos efeitos serão sentidos a partir do próximo mês. No primeirotrimestre do ano, o crescimento foi magro: 0,8%, em relação ao mesmo período de 2012, segundodivulgou o IBGE na sexta-feira 1º. Melhor olhar para a frente. “O Brasil vai voltar a crescerrelativamente rápido no segundo semestre e no ano que vem”, diz Bernardo Wjuniski, da consultoriaamericana Medley Global Advisors. “O empresário que se preparar bem pode ter uma boaoportunidade.”€€http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/85959_JUROS+O+DIA+EM+QUE+O+MUR... 5/6/2012
  2. 2. Juros: o dia em que o muro caiu - ISTOÉ Dinheiro Page 2 of 4 Besaliel Botelho, presidente da Bosch: "Os investimentos estão mantidos, pois o foco é o longo prazo".€O ministro Guido Mantega garantiu, na sexta-feira 1o, que essa virada já está em curso. “As vendas deveículos, por exemplo, cresceram 12,08% em maio, sobre abril”, garantiu. Chamou a atenção, emmeio a números negativos como a produção industrial (queda de 2,8% até abril), o fato de que amanufatura de bens de capital cresceu em abril pelo terceiro mês, depois de um tombo de 16% no mêsde janeiro. “Após um início de ano com voo de galinha, estamos confiantes numa reação no segundosemestre”, disse à DINHEIRO Besaliel Botelho, presidente da Bosch na América Latina. “Osinvestimentos estão mantidos, pois o foco é o longo prazo.”€€Se os juros deixam de ser um bode na sala, o aperfeiçoamento do sistema tributário é outro abacaxique pode começar a ser descascado. Depois de extinguir a guerra dos portos com a unificação dasalíquotas interestaduais, novas medidas começam a ser costuradas. É o caso da proposta de unificaçãodos impostos PIS e Cofins, que incidem sobre o faturamento. “Não faz sentido ter dois impostos, pois abase de cálculo é a mesma”, diz Paulo Francini, economista da Federação das Indústrias do Estado deSão Paulo (Fiesp). Segundo Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, o assuntoestá no radar, embora seja espinhoso.€€“É um processo complexo e demorado, porque implica a revisão de regimes especiais em vigor parasetores diferentes”, disse Barbosa, na quarta-feira 30. Os empresários, entretanto, não escondem oreceio de que a união dos dois tributos tenha um efeito colateral indesejado: o aumento da carga,com um porcentual maior do que se os dois impostos estivessem separados. “No passado, essasalterações tributárias acabaram embutindo aumento”, afirma Francini. Mas o governo garante que nãohá chances de que isso ocorra. “A Dilma não vai aumentar a carga tributária”, diz o industrial JorgeGerdau, que tem atuado em Brasília para melhorar a eficiência do setor público (veja entrevista aqui(http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/85958_DILMA+NAO+VAI+AUMENTAR+A+CARGA+TRIBUTARIA)€http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/85959_JUROS+O+DIA+EM+QUE+O+MUR... 5/6/2012
  3. 3. Juros: o dia em que o muro caiu - ISTOÉ Dinheiro Page 3 of 4 Eduardo Parente, presidente da MRS: "quando o custo do dinheiro cai, nossa curva de investimento cresce".€O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já sinalizou novas desonerações para setores como o desaneamento básico, que podem deixar de recolher PIS e Cofins, equivalentes a 9,5% do faturamento.“Isso acelera investimentos”, diz Giuliano Dragone, presidente do Sindicato das ConcessionáriasPrivadas de Água e Esgoto (Sindcon). Dar condições ao setor privado de aumentar investimentostorna-se mais necessário à medida que o próprio governo sofre as consequências da desaceleraçãoeconômica com queda no ritmo de arrecadação. Ainda assim, há espaço para o Executivo concederincentivos para movimentar a economia, seja pelo consumo, seja pelo investimento. Isso porque ogoverno conseguiu, no primeiro quadrimestre, atingir 47% da meta do superávit primário – a economiafeita para pagamento de juros –, estipulada em R$ 139,8 bilhões.€€“Podemos fazer política de incentivo à economia e manter o (superávit) primário”, disse o secretáriodo Tesouro, Arno Augustin, na quarta-feira 30. Um ambiente mais equilibrado é fundamental para queo Brasil avance. É uma demanda urgente, como mostra a edição de 2012 do Índice de CompetitividadeMundial, divulgada pelo International Institute for Management Development (IMD), da Suíça, naquinta-feira 31. O estudo mostra que o Brasil caiu mais uma vez de posição, ficando em 46º lugardentre 59 países analisados (em 2010, o país era o 38º colocado). Além de problemas nainfraestrutura, o País é reprovado pelo IMD em itens como produtividade, marco regulatório eeducação. Depois dos juros estratosféricos, eis os próximos muros que precisam ser derrubados pelogoverno no médio prazo.€€http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/85959_JUROS+O+DIA+EM+QUE+O+MUR... 5/6/2012
  4. 4. Juros: o dia em que o muro caiu - ISTOÉ Dinheiro Page 4 of 4 €> Siga a DINHEIRO no Twitter (http://twitter.com/revistadinheiro) €> Curta a DINHEIRO no Facebook (http://www.facebook.com/istoedinheiro) €ÍNDICE DE MATÉRIAS (/EDICOES/) EDIÇÕES ANTERIORES (/EDICOES/ANTERIORES/) EDIÇÕESESPECIAIS (/EDICOES/ESPECIAIS/) ASSINE A REVISTA (HTTP://WWW.ASSINE3.COM.BR/) © Copyright 1996-2011 Editora Três É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/85959_JUROS+O+DIA+EM+QUE+O+MUR... 5/6/2012

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