Prof. Wagno Oliveira de Souza
Prof. Wagno Oliveira de SouzaPeríodo Pré-Socrático (anterior ao século V a.C.):Impera a preocupação do filósofo pela cosmo...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaO homem grego, ávido de independência em face dosfenômenos naturais sentia e das crenças natu...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaSomente no século V a.C. solidificam-secondições que facultam que as atençõeshumanas         ...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaÉ esse o contexto de florescimento do movimentosofístico, muito mais ligado que está, portant...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaProvenientes de diversaspartes (Protágoras –Abdera; Górgias –Leontinos; Trasímaco -Calcedônia...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaA difusão da expressão do movimento dos sofistas nos meiosfilosóficos, bem como a criação de ...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaPlatão incorpora esse antagonismo intelectual e otransforma em compromisso filosófico, e lega...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaA Importância do Discurso.Alguns motivos teriam induzido à formação dessa fase de pensamento ...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaA Importância do Discurso.Respondendo a uma necessidade da democracia grega é que os sofistas...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.A liberdade de expressão, matiz característico do século de Pér...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.Além da praça pública, a muitos interessava o domínio da lingua...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.As palavras tornaram-se o elemento primordial para a definição ...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.O discurso judiciário, pois, conquanto que bemarticulado, pela ...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaJustiça a serviço dos interesses.O resultado dessa mudança de eixo da cultora grega, com rela...
Prof. Wagno Oliveira de SouzaJustiça a serviço dos interesses.Isso porque, no debate entre o prevalecimento da natureza da...
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Sofistas discurso e relativismo da justiça

  1. 1. Prof. Wagno Oliveira de Souza
  2. 2. Prof. Wagno Oliveira de SouzaPeríodo Pré-Socrático (anterior ao século V a.C.):Impera a preocupação do filósofo pela cosmologia (réu,éter, astros, fenômenos meteorológicos...), pela natureza(causas das ocorrências naturais...) e pela religiosidade(mística, culto, reverência, práticas grupais, iniciação àsabedoria oculta...).Rompendo com toda essa herança cultural, com toda essatradição pré-socrática é que surge o movimento sofísticono século V a.C.
  3. 3. Prof. Wagno Oliveira de SouzaO homem grego, ávido de independência em face dosfenômenos naturais sentia e das crenças naturais, vê-se,historicamente, investido de condições de alforriar-sedessa tradição. É um dizer sofístico, de autoria deProtágoras, esse que diz, “o homem é a medida de todas ascoisas”
  4. 4. Prof. Wagno Oliveira de SouzaSomente no século V a.C. solidificam-secondições que facultam que as atençõeshumanas estejam completamentevoltadas para as coisas humanas(comércio, problemas sociais, discussõespolíticas, guerras intracitadinas, expansãode território...).Eis aí o mérito da sofistica: principiar afase na qual o homem é colocado nocentro das atenções, com todas as suasambigüidades e contraditórias posturas(psicológicas, morais, sociais, políticas,jurídicas...).
  5. 5. Prof. Wagno Oliveira de SouzaÉ esse o contexto de florescimento do movimentosofístico, muito mais ligado que está, portanto, àdiscussão de interesses comunitários, a discursos eelocuções públicas, à manifestação e à deliberação emaudiências políticas, ao convencimento dos pares, aoalcance da notoriedade no espaço da praça pública, àdemonstração pelo raciocínio dos ardis do homem eminteração social...Sofistas: especialistas na arte do discurso.
  6. 6. Prof. Wagno Oliveira de SouzaProvenientes de diversaspartes (Protágoras –Abdera; Górgias –Leontinos; Trasímaco -Calcedônia; Pródico —Ceos; Hípias — Élide), enão somente de Atenas(Antífonte e Crítias), ossofistas notabilizaram-sepor encontrar nasmultidões e nosauditórios ávidos deconhecimentos retóricosseu público
  7. 7. Prof. Wagno Oliveira de SouzaA difusão da expressão do movimento dos sofistas nos meiosfilosóficos, bem como a criação de uma espécie de menosprezopelo modus essendi, pelo profissionalismo do saber e pela formado raciocínio dos sofistas, adveio, sobretudo, com a escolasocrática.7De fato, Sócrates destaca-se como declarado antagonista dossofistas, e dedica boa parte de seu tempo a provar que nadasabem, apesar de se intitularem expertos em determinadosassuntos e cobrarem pelos ensinos que proferem.
  8. 8. Prof. Wagno Oliveira de SouzaPlatão incorpora esse antagonismo intelectual e otransforma em compromisso filosófico, e legapara a posteridade uma visão dicotômica queopõe diretamente as pretensões da filosofia(essência, conhecimento, sabedoria...) àspretensões da sofística (aparência, opinião,retórica...).Aristóteles dá continuidade ao mesmoentendimento, sedimentando-o no contexto dopensamento filosófico, de modo que se incorporaao mundo ocidental a leitura socrático-platônicada sofística.
  9. 9. Prof. Wagno Oliveira de SouzaA Importância do Discurso.Alguns motivos teriam induzido à formação dessa fase de pensamento naGrécia clássica (século V a.C.), e não coincidentemente em pleno século deouro da civilização grega, o chamado Século de PériclesOs motivos mais próximos: •Estruturação da democracia ateniense; •Esquematização da participação popular nos instrumentos de exercício do poder, sem necessidade de provar riqueza, nobreza ou ascendência; •Sedimentação de um longo processo de reorganização social e política de Atenas; •Expansão das fronteiras gregas; •Necessidade de domínio de conhecimentos gerais, para o uso retórico; necessidade de domínio da técnica de falar, para o uso assemblear; entre outros.
  10. 10. Prof. Wagno Oliveira de SouzaA Importância do Discurso.Respondendo a uma necessidade da democracia grega é que os sofistastiveram seu aparecimento; o preparo dos jovens, a dinamização dosauditórios, o fornecimento de técnica aos pretendentes de funções públicasnotáveis, o fornecimento de instrumentos oratórios e retóricos para o cuidadodas próprias causas e dos próprios negócios
  11. 11. Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.A liberdade de expressão, matiz característico do século de Péricles, aliada aoamor pelo cultivo da oratória e da retórica, ensejou a possibilidade dequestionamento da posição particular do homem perante a physis e comomembro participante do corpo político. physis
  12. 12. Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.Além da praça pública, a muitos interessava o domínio da linguagem (pense-se que os discursos forenses eram encomendados a homens que seincumbiam de escrevê-los para serem lidos perante os juízes – este é otrabalho dos logógraphos) para estar diante da tribuna, perante osmagistrados.
  13. 13. Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.As palavras tornaram-se o elemento primordial para a definição do justo e doinjusto. A técnica argumentativa faculta ao orador, por mais difícil que sejasua causa jurídica, suplantar as barreiras dos preconceitos sobre o justo e oinjusto e demonstrar aquilo que aos olhos vulgares não é imediatamentevisível. palavra palavra
  14. 14. Prof. Wagno Oliveira de SouzaRetórica e Prática Judiciária.O discurso judiciário, pois, conquanto que bemarticulado, pela força da expressão oral, e bemdefendido perante os magistrados, o efeito a serproduzido pode favorecer aquele que deseja porele ver-se beneficiado.
  15. 15. Prof. Wagno Oliveira de SouzaJustiça a serviço dos interesses.O resultado dessa mudança de eixo da cultora grega, com relação à tradiçãoanterior ao século V a.C. (Homero, Hesíodo...), não foi senão a relativização dajustiça. Os sofistas foram mesmo radicais opositores da tradição, e grandeparte dos esforços teóricos e epistemológicos dos solistas recaiu exatamentesobre definições absolutas, sobre conceitos fixos e eternos, sobre tradiçõesinabaláveis.No lugar desses, para os sofistas, surgia o relativo, o provável, o possível, oinstável, o convencional. Um dos destaques na proliferação de idéias epensamentos acerca da relatividade das coisas foi Protágoras. A assunçãodessa posição diante dos fatos e valores desencadeou, no plano da reflexãoacerca do justo e do injusto, a relativização da justiça.
  16. 16. Prof. Wagno Oliveira de SouzaJustiça a serviço dos interesses.Isso porque, no debate entre o prevalecimento da natureza das leis (phýsis) e oprevalecimento da arbitrariedade das leis (nómos), os sofistas optaram, emgeral, pela segunda hipóteseA lei (nómos) seria responsável pela libertaçãohumana dos laços da barbárieIsso porque, coerentemente com seus princípios,diziam ser o homem o princípio e a causa de simesmo, e não a natureza
  17. 17. Prof. Wagno Oliveira de SouzaJustiça a serviço dos interesses.A natureza (physis) faria com que as leis fossem idênticas em todas as partes,tendo-se em vista que o fogo arde em todas as partes da mesma forma, comoposteriormente dirá Aristóteles.No entanto, pelo contrário, o que se vê é que homens de culturas diferentesvivem legislações e valores jurídicos diferentes, na medida em que se encontraem seu poder definir o que é o justo e o que é o injusto.O que é o justo senão o que está na lei?É a lei natural ou convencional?

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