Prof. Wagno O. de Souza   E-mail: contato@professorwagno.com.br
O criticismo filosófico kantiano é uma reação ao dogmatismo (Wolff) e aoceticismo (Hume).Dogmatismo: toda filosofia que se...
Kant propõe uma “conciliação” entre empirismo e idealismo, ou inatismo eempirismo, redundando num racionalismo que acaba p...
A preocupação kantiana está em dizer que a razão humana é insuficientepara alcançar o modelo ideal de realização da felici...
Preocupa-se, portanto, em fundamentar a prática moral não na puraexperiência, mas em uma lei aprioristicamente inerente à ...
RAZÃO se trata de um imperativo a priori, significa que se trata de algo que não deriva da experiência, mas que deriva da ...
O imperativo hipotético guiaria, nas sendas práticas, o homem no sentidode alcançar objetivos práticos, como o da felicida...
Para Kant, o homem que age moralmente deverá fazê-lo não porque visaà realização de qualquer outro algo (alcançar o prazer...
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O agir ético tem um único móvel, a saber: o cumprimento do dever pelodever. Somente a ação que é, além de conforme ao deve...
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Todavia, moralidade inscreve-se como algo diverso de juridicidade, namedida em que aquela lida com a liberdade, com a auto...
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Kant criticismo e deontologia

  1. 1. Prof. Wagno O. de Souza E-mail: contato@professorwagno.com.br
  2. 2. O criticismo filosófico kantiano é uma reação ao dogmatismo (Wolff) e aoceticismo (Hume).Dogmatismo: toda filosofia que se prende à discussões metafísicas paraalém daquilo que pode ser provado.Ceticismo filosófico: toda filosofia que descarta verdades absolutas oucertezas absolutas. Prof. Wagno O. de Souza
  3. 3. Kant propõe uma “conciliação” entre empirismo e idealismo, ou inatismo eempirismo, redundando num racionalismo que acaba por re-orientar osrumos das filosofias moderna e contemporânea. inatismo empirismo O conhecimento só é possível na medida em que interagem condições materiais de conhecimento advindas da experiência com condições formais inatas de conhecimento."Se, porém, todo o conhecimento se inicia com a experiência, isso nãoprova que todo ele derive da experiência" (Kant, Crítica da razão pura,trad., 1994, B1, I, p. 36). Prof. Wagno O. de Souza
  4. 4. A preocupação kantiana está em dizer que a razão humana é insuficientepara alcançar o modelo ideal de realização da felicidade humana; uma desuas obras, Crítica da razão pura, é um grande esforço exatamente nessesentido.5 O criticismo detecta na razão um instrumento incapaz defornecer todas as explicações e de produzir todas as deduçõesnecessárias para explicar as razões últimas do existir, do querer, doescolher eticamente. FELICIDADE... Prof. Wagno O. de Souza
  5. 5. Preocupa-se, portanto, em fundamentar a prática moral não na puraexperiência, mas em uma lei aprioristicamente inerente à racionalidadeuniversal humana; quer-se garantir absoluta igualdade aos seres racionaisante à lei moral universal:"Age de tal modo que a máxima da tua vontade possavaler sempre ao mesmo tempo como princípio de umalegislação universal" (Kant, Crítica da razão prática,trad., 1995, A 54-55, p. 42). Prof. Wagno O. de Souza
  6. 6. RAZÃO se trata de um imperativo a priori, significa que se trata de algo que não deriva da experiência, mas que deriva da pura razão:"Age de tal modo que a máxima da tua vontade possavaler sempre ao mesmo tempo como princípio de umalegislação universal" (Kant, Crítica da razão prática,trad., 1995, A 54-55, p. 42). Prof. Wagno O. de Souza
  7. 7. O imperativo hipotético guiaria, nas sendas práticas, o homem no sentidode alcançar objetivos práticos, como o da felicidade.Todavia, não o imperativo categórico, que subsiste por si e em si,independente de qualquer vontade ou finalidade:" Não se refere à matéria da ação e ao que desta possa resultar, mas àforma e ao princípio onde ela resulta, consistindo o essencialmente bomda ação no ânimo que se nutre por ela, seja qual for o êxito. Esseimperativo pode denominar-se o da moralidade(Kant, Fundamentos da metafísica dos costumes, trad., p. 65). Prof. Wagno O. de Souza
  8. 8. Para Kant, o homem que age moralmente deverá fazê-lo não porque visaà realização de qualquer outro algo (alcançar o prazer, realizar-se nafelicidade, auxiliar a outrem...),2 mas pelo simples fato de colocar-se deacordo com a máxima do imperativo categórico:"Age de tal modo que a máxima da tua vontade possavaler sempre ao mesmo tempo como princípio de umalegislação universal" (Kant, Crítica da razão prática,trad., 1995, A 54-55, p. 42). Prof. Wagno O. de Souza
  9. 9. O agir livre é o agir moral o agir moral é o agir de acordo com o dever o agir de acordo com o dever é:fazer de sua lei subjetiva um princípio de legislação universal, a serinscrita em toda a natureza, com base no imperativo categórico."Age de tal modo que a máxima da tua vontade possa valer sempre aomesmo tempo como princípio de uma legislação universal" (Kant, Críticada razão prática, trad., 1995, A 54-55, p. 42). Prof. Wagno O. de Souza
  10. 10. Se a felicidade existe, trata-se de algo que decorre de uma lei pragmática,segundo a qual é buscada a realização de determinadas atitudes e oalcance de determinados objetos, com o que se encontra a felicidade.Contudo, a felicidade em si não é fundamento e nem a finalidade damoral. O dever ético deve ser alcançado e cumprido exatamente porquese trata de um dever, e simplesmente pelo fato de ser um dever, Prof. Wagno O. de Souza
  11. 11. "A felicidade é a satisfação de todas as nossas inclinações (tantoextensive, quanto à sua multiplicidade, como intensive, quanto ao grau etambém protensive, quanto à duração).Designo por lei pragmática (regra de prudência) a lei prática que tem pormotivo a felicidade;e por lei moral (ou lei dos costumes), se existe alguma, a lei que não temoutro móbil que não seja indicar-nos como podemos tornar-nos dignosda felicidade"(Kant, Crítica da razão pura, trad., 1994, A806-B834, p. 640). Prof. Wagno O. de Souza
  12. 12. É a vontade. E vontade? É a ausência de obstáculos internos e externos,positivos ou negativos, de modo que se determina a relação da liberdadecom o imperativo categórico muito facilmente. Ser livre é ter autonomia. O que é autonomia? Prof. Wagno O. de Souza
  13. 13. A autonomia da vontade no agir de acordo com a máxima de vida gerada pelo imperativo categórico. Prof. Wagno O. de Souza
  14. 14. Em consonância com esses pontos de apoio do sistema kantiano, o homem figura como ser racional O que eu faço é o que todos podem fazer Sem prejuízo a qualquer um de nós... Essa é a medida de razão.Todo homem é um fim em si mesmo, um sistemaparticular capaz de governar-se a si próprio de acordocom a orientação da máxima decorrente do imperativocategórico Prof. Wagno O. de Souza
  15. 15. Prof. Wagno O. de Souza
  16. 16. O agir ético tem um único móvel, a saber: o cumprimento do dever pelodever. Somente a ação que é, além de conforme ao dever (exteriormenteconforme ao dever), inclusive, cumprida, porque se trata do dever(interiormente deontológica), pode ser qualificada de ação moral.O agir jurídico pressupõe outros fins, outras metas, outras necessidadesinteriores e exteriores para que se realize; não se realiza uma açãoconforme à lei positiva somente porque se trata de uma lei positiva.Podem-se encontrar ações conforme à lei positiva que tenham inúmerosmóveis: temor da sanção, desejo de manter-se afastado de repreensões,prevenção de desgastes inúteis, e da penalização das autoridadespúblicas, medo de escândalo etc. Prof. Wagno O. de Souza
  17. 17. Prof. Wagno O. de Souza
  18. 18. Todavia, moralidade inscreve-se como algo diverso de juridicidade, namedida em que aquela lida com a liberdade, com a autonomia, com ainterioridade e com a noção de dever pelo dever.A juridicidade, por sua vez, lida com os conceitos de coercitividade,exterioridade e pluralidade de fins da ação, que não os fins próprios deuma deontologia categórica e a priori Prof. Wagno O. de Souza

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