Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 63

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Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 63

  1. 1. A partir de amanhã trareicomputador para irem pondo ficheirosde bibliofilmes. Evitar partes gagas de trazer emprojeto. Ou de só só ser o ficheiro visívelnum programa especialíssimo. Ou de ter havido uma série deproblemas técnicos. Ou prometer que ainda se enviapara aqui ou para acolá.
  2. 2. Ler as instruções que pus há muitono blogue (e não ligar demasiado aexemplos). O filme não tem de — nem devetalvez — seguir a obra lida com olharensaístico ou recontando-a. (Erapreferível aproveitá-la de maneiracriativa.)
  3. 3. Em rigor, deviam ler um livro(preocupam-me as abordagens depoemas, se não houver leitura do livrorespetivo...). Ser rigoroso (por exemplo, nasreferências; nas eventuais legendas).
  4. 4. Ficarei bastante aborrecido perantecoisas mal acabadas (feitas só paradizer que se entregou). É possível fazertrabalhos inteligentes que não sejamdemasiado demorados (essencial aliásé a escrita, a expressão oral, a leiturada obra).
  5. 5. DedicatóriaPara o senhor Aladino Sepúlveda,primeiro «ocupa» da Patagónia.
  6. 6. Personagens O protagonista, um velho de oitenta e umanos, era o patriarca de uma famílianumerosa, que sob o teto da sua cabana seacolhia (pelo menos, nas épocas deescassez).
  7. 7. O seu adjuvante (na verdade, segundapersonagem, decerto mais que merofigurante) era Cachupín, aparentementemais estimado pelo velho do que o resto dafamília, «esses merdosos». O velho segue um ritual repetido hátrinta anos, quando «chega o tempo dasvacas magras»: põe na boca fatias de«charque», com que depois constitui um
  8. 8. bolo que dá ao cão a engolir, ordenando-lhe, porém, que não o mastigasse. Uma vezfinda esta operação, velho e cão partem; efamiliares regressam à cabana.
  9. 9. Narrador O narrador é não participante(heterodiegético) e, na primeira parte doconto, parece ter focalização omnisciente.Na parte 2, quase parece que o narradoradota uma focalização interna. Isso decorretambém da importância que ganha omonólogo do velho, (que é, na verdade, umdiálogo em que Cachupín não chega aintervir explicitamente).
  10. 10. Espaço A ação situa-se na Patagónia argentina.O centro é uma cabana, perdida na estepe,com pergaminhos históricos que serãorelevantes na intriga: nela tinham vividodois bandidos famosos, Butch Cassidy eSundance Kid. Quando termina a primeira parte, inicia-se uma viagem, a Esquel, a grande cidade. O conto irá terminar com o regresso àcabana (que, ver-se-á, é ela mesma parte doenredo).
  11. 11. Resolve os pontos 1.1 (p. 264) e 3 (p. 265)
  12. 12. aVb F (era o nome dos cinco cães anteriores)c F (caminhavam de modo seguro, porque conheciam bem o terreno)d F (uma boleia que os levaria Esquel)
  13. 13. • e1 Passou pelos tempos duros em que a produção de lã terminou porque os ingleses abandonaram a Patagónia e abriram novas fazendas lanares na Austrália
  14. 14. • c2 Lembrava-se da longa caminhada com a família de Las Heras a Cholila, em busca de melhores condições de vida.
  15. 15. • h3 Em Cholila tinha ouvido falar de uma cabana vazia, que tinha sido de bandidos estrangeiros, na qual diziam haver fantasmas.
  16. 16. • j4 Aproximou-se um dia da cabana, que lhe pareceu ter condições muito boas.
  17. 17. • f5 Ocupou a cabana com a sua família.
  18. 18. • a6 Quando procedia a algumas reparações necessárias nas paredes, encontrou uma fenda de rebordos suaves.
  19. 19. • b7 Pensando inicialmente que se trataria de botões de uniformes militares, quando tirou a primeira peça metálica logo percebeu que tinha encontrado um tesouro, fruto de um assalto realizado em 1905 pela Quadrilha Selvagem.
  20. 20. • g8 Não resistiu a correr até à venda de Cholila para vender aquela moeda e passou um mau bocado.
  21. 21. • i9 O vendeiro viu a moeda em cima do balcão e chamou o chefe da polícia, que o levou até ao quartel.
  22. 22. • d10 Apanhou a primeira sova da sua vida e passou vários dias pendurado de cabeça para baixo, enquanto os gendarmes vasculhavam a cabana em busca do tesouro que nunca encontraram.
  23. 23. Personagens O protagonista, Giacinto, também é ochefe da família. O seu poder sobre osoutros provém do dinheiro que guarda,esconde, obsessivamente. Tem comooponentes quase todos os restantesparentes, que crê quererem roubá-lo. Os outros (no fundo, a personagemcoletiva ‘restante família’) conspiram contraele, mas Giacinto também os ataca, não sechegando a um resultado que favoreça uma
  24. 24. Diga-se ainda que há uma personagemum pouco à parte do confronto dos doispólos e, ver-se-á, sua vítima, que é arapariga que trata das outras crianças. Sótalvez ela não seja propriamente umapersonagem-tipo (todas as outras o são, jáque os seus comportamentos sãoestilizados no sentido de representaremquase caricaturas).
  25. 25. Narrador Não há narrador (nem voz off que faça oseu papel). Podemos dizer que, em muitosmomentos, há focalização interna emGiacinto, já que seguimos as peripéciasatravés do seu olhar e temos os retratosdas personagens filtrados pelasobservações, pelos monólogos, doprotagonista.
  26. 26. A miúda funciona um pouco como um«narrador de focalização externa». Quandoela surge, o que se nos mostra parece«menos comentado», como observado poralguém que só pudesse ver a superfície edesconhecesse quaisquer outrasinformações.
  27. 27. Espaço A ação decorre em Roma (Itália), quaseconcentrada numa barraca e nos terrenosem redor. É um território que é disputado (opoder do protagonista advém também deser o seu proprietário). Incrustado nacidade, o espaço em causa não deixa deestar à margem da urbe. No final, há um regresso ao espaçoinicial, um entrincheiramento da família, eaté de outros, naquele espaço, cada vezmais inverosímil.
  28. 28. TPC — Os finalistas da Liga dosCampeões e da Liga Europa devempreparar as partes 3 [p. 266: (vencedorde) E; 267: (vencedor de) F] e 4 [p. 269:vencedores de M e N] do conto queestivemos a ler. O concurso José Gomes Ferreiradecorre até 8 de Junho (têm oregulamento em Gaveta de Nuvens).

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