Apresentação para décimo primeiro ano, aula 54

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Apresentação para décimo primeiro ano, aula 54

  1. 3. <ul><li>Nas pp. 197-198 de Antologia está um passo do capítulo XV de Os Maias . É provável que haja uma gralha no teu manual («Capítulo XIII» onde deveria estar «XV»). Também estará mal, na l. 64, «rabaixamento» (é «rebaixamento»). </li></ul>
  2. 4. <ul><li>Os três primeiros períodos (ll. 1-5) dão-nos o momento em que Carlos toma contacto com o exemplar da Corneta do Diabo (é em itálico que convém pôr, é o nome de um jornal), ainda antes de se focar no texto que aí lhe fora dedicado. </li></ul>
  3. 5. <ul><li>Carlos está na Toca . O jornal que ele descintava fora-lhe enviado por Ega , que, como saberás, tinha conseguido evitar a saída de quase toda a tiragem. (No bilhete que enviara a Carlos com o jornal, ele mesmo disso informava o amigo.) </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Logo à primeira vista, o jornal tornava-se repugnante, por várias características da sua produção gráfica: pouca qualidade da impressão e do papel , abuso de itálicos , o próprio tipo de letra adoptado. </li></ul>
  5. 7. <ul><li>Segue-se, da parte de Carlos, a leitura do texto (ll. 5-28) que sabemos ter sido encomendado (ou «soprado») ao jornalista por Dâmaso . </li></ul>
  6. 8. <ul><li>O artigo é de um género que não tem exacto equivalente no jornalismo moderno, mas relativamente comum em certo tipo de periódicos do século XIX. Podemos tentar caracterizar o seu léxico. </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Há palavras e expressões de linguagem popular ou quase de calão — por exemplo, « gaja », « bandulho », « safada », « papalvo », « pôr casa », « botada », « estar ao fresco », ... entre muitas outras. Este registo seria evidentemente sentido como grosseiro, hostil. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Mas a agressividade vem também de um outro léxico, até relativamente familiar, mas que, no contexto em que aparece, traduz ironia e agressividade. Entre as palavras que estão em itálico, teremos casos desses (incluindo diminutivos e estrangeirismos): « catita », « janota », « cocotte », « bife », « pandegado », « cautelinha ». </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Também a estrutura sintáctica, em que frases de tipo exclamativo ou terminadas com reticências entrecortam as restantes insinuações, faz que o artigo cause repulsa. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>O vocativo « sô Maia », que, de resto, abre e fecha o texto, também contribui para o tom ofensivo, por aproveitar uma forma de tratamento inadequada ao estatuto de Carlos . </li></ul>
  11. 13. <ul><li>se ni or em > se nh or > </li></ul><ul><li> s enh or > sor </li></ul><ul><li> so r > sô </li></ul><ul><li>apócope </li></ul><ul><li>palatalização </li></ul><ul><li>(assimilação) </li></ul><ul><li> síncope </li></ul><ul><li> apócope </li></ul>
  12. 14. <ul><li>Enfim, o estilo de escrita destes pasquins está bem definido nas ll. 33-34 (em texto do narrador, mas nitidamente focalizado em Carlos, como se fosse este a pensar): «frases em calão, pandilhas, afadistadas, como só Lisboa as pode criar ». </li></ul>
  13. 15. <ul><li>É sobre este segundo parágrafo que versa a pergunta 4 da p. 198. Respondamos-lhe através da síntese seguinte (que completarás): </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Neste parágrafo (ll. 29-37), o nojo que o texto causara a Carlos é-nos transmitido, por um lado, por metáforas e comparações (que aproveitam o campo lexical da sujidade, sobretudo): «[recebia na cara] uma chapada de lodo », «[sentia frases] pingando fetidamente , à maneira de sebo », «sentia-se emporcalhado ». </li></ul>
  15. 17. <ul><li>Quanto aos adjectivos, além de poderem ser bastante crus (« chula », «sórdido»), chegam a apresentar-se em par (« furioso e mudo », que aliás já qualificava o «espanto»). </li></ul>
  16. 18. <ul><li>Alguns substantivos abstractos dramatizam a natural reacção negativa de Carlos («espanto», « cólera », « horror », «confusão»), sobretudo porque contrastam com outros que aludem ao amor por Maria Eduarda («esplendor», « paixão », «amor»). </li></ul>
  17. 19. <ul><li>No penúltimo parágrafo, a menção a uma bengala — «ele e a sua bengala!» (l. 51) — significa que a personagem tencionava desancar alguém . </li></ul>
  18. 20. <ul><li>No último parágrafo (ll. 55-67), a indignação de Carlos acentua-se, ao ler o texto no exemplar que era destinado a Maria Eduarda . Nos três últimos períodos, essa revolta acaba por se estender a toda a sociedade lisboeta . </li></ul>
  19. 21. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>(1) Fazer registo em www.nescolas.dn.pt . Ir explorando o site. </li></ul><ul><li>(2) Se for o caso, resolver pendências urgentemente: terminar leitura de Os Maias ; egafilme. </li></ul>
  20. 22. <ul><li>É natural que durante esta semana, a partir de terça, fiquem no bloco C, cerca do CRE, alguns placards com os Verbetes neologísticos que fizemos no 1.º período. </li></ul>
  21. 23. <ul><li>(Infelizmente, nem todos me enviaram então esse texto reformulado, e por isso falharam-nos alguns verbetes. As ilustrações, feitas por colegas do 11.º 4.ª e do 11.º 5.ª, também tiveram de ser muito apressadas.) </li></ul>

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