A instabilidade econômica nacional e impactos no mercado consumidor

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Palestra "A instabilidade econômica nacional e impactos no mercado consumidor", realizada na Amcham (American Chamber of Commerce for Brazil)
Apresentação: Vanessa Neumann Sulzbach

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  • A instabilidade econômica nacional e impactos no mercado consumidor

    1. 1. www.fee.rs.gov.br A instabilidade econômica nacional e impactos no mercado consumidor
    2. 2. www.fee.rs.gov.br  Cenário Econômico Nacional  Perspectivas para 2015 e 2016  Crescimento PIB: BR versus Mundo  Esgotamento do modelo de crescimento?  Commodities x Consumo x Crédito  Abandono dos fundamentos macroeconômicos  Reflexos sobre o comportamento do consumidor
    3. 3. www.fee.rs.gov.br 6,0 5,0 -0,2 7,6 3,9 1,8 2,7 0,1 -1,0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015* PIB – Brasil (Var. % anual)  Cenário econômico complexo  Inflação elevada  Aumento da taxa de juros  Copa do mundo e eleições  Desaceleração da demanda  Crise argentina  Baixo investimento  Redução de estímulos fiscais O que ocorreu em 2014? Fonte: IBGE. BCB.  Incertezas
    4. 4. www.fee.rs.gov.br 6,0 5,0 -0,2 7,6 3,9 1,8 2,7 0,1 -1,0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015* E o resto do mundo? Expectativa FMI – PIB 2014 Desenvolvidos 1,8% EUA 2,4% Europa 0,8% Emergentes 4,4% China 7,4% Am. Latina 1,2% Mundo 3,3% Fonte: IBGE. BCB. FMI. 6,4 5,5 3,8 2,3 2,0 1,6 0,5 Brasil Emergentes Mundo China EUA Avançadas Europa Inflação – 2014 (Var. % anual) Brasil passa por momento de ESTAGFLAÇÃO PIB – Brasil (Var. % anual)
    5. 5. www.fee.rs.gov.br 6,0 5,0 -0,2 7,6 3,9 1,8 2,7 0,1 -1,0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015* Fonte: IBGE. BCB. 6,4 5,5 3,8 2,3 2,0 1,6 0,5 Brasil Emergentes Mundo China EUA Avançadas Europa Sinais de esgotamento do modelo? PIB – Brasil (Var. % anual) Inflação – 2014 (Var. % anual) Brasil passa por momento de ESTAGFLAÇÃO
    6. 6. www.fee.rs.gov.br 6,0 5,0 -0,2 7,6 3,9 1,8 2,7 0,1 -1,0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015* Fonte: IBGE. BCB. Sinais de esgotamento do modelo? PIB – Brasil (Var. % anual) 2,1% a.a.4,5% a.a.
    7. 7. www.fee.rs.gov.br Fonte: IBGE. FMI. 1. Fim do superciclo das commodities PIB e Preço das Commodities (Variação % em 12 meses) -3,8 -4,0 1,2 0,2 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 -30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 I III I III I III I III I III I III I III I III I III I III I III I III I III I III I III 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Commodities (ex combustíveis) PIB
    8. 8. www.fee.rs.gov.br Fonte: FRED. FMI. *Projeção. 1. Fim do superciclo das commodities Importações chinesas e Preço das Commodities (Variação % em 12 meses) O preço das commodities depende, em grande medida, das condições da economia chinesa Crescimento do PIB da China e importações chinesas (Variação % média) -30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 -30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 jan/07 jun/07 nov/07 abr/08 set/08 fev/09 jul/09 dez/09 mai/10 out/10 mar/11 ago/11 jan/12 jun/12 nov/12 abr/13 set/13 fev/14 jul/14 dez/14 Importações chinesas Preço das commodities 10,2 7,6 6,9 16,6 7,8 6,2 2000-2011 2012-2014 2015*-2017* PIB Importações
    9. 9. www.fee.rs.gov.br Consumo das Famílias (% do PIB - acumulado em 4 trim.) Fonte: IBGE. 2. Aposta no consumo como mola propulsora do crescimento Consumo do Governo (% do PIB - acumulado em 4 trim.) 60,2 59,9 62,0 60,1 61,1 62,1 62,5 I III I III I III I III I III I III I III I III 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 18,8 19,0 19,4 19,0 18,6 19,3 20,2 I III I III I III I III I III I III I III I III 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
    10. 10. www.fee.rs.gov.br 0,8 1,2 1,4 1,6 1,6 1,6 mar/07 jun/07 set/07 dez/07 mar/08 jun/08 set/08 dez/08 mar/09 jun/09 set/09 dez/09 mar/10 jun/10 set/10 dez/10 mar/11 jun/11 set/11 dez/11 mar/12 jun/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13 set/13 dez/13 mar/14 jun/14 set/14 dez/14 Fonte: BCB. Consumidores se fartaram de crédito... Endividamento das famílias (% médio em relação à renda acum. em 12 meses ) Saldo de crédito livre (R$ trilhões a preços constantes)  Queda na atividade  Juros mais elevados  Aumento da inadimplência  Reversão do comportamento dos bancos em relação ao risco 20,6 23,8 27,5 31,9 34,2 38,1 41,4 43,4 45,1 46,0 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2. Aposta no consumo como mola propulsora do crescimento
    11. 11. www.fee.rs.gov.br 0,5 10,7 jan.08 fev.15 Fonte: BCB. Participação nas operações de crédito (%) Créditos concedidos pelo Tesouro Nacional para Instituições Financeiras Oficiais (% do PIB) 3. Restrições à expansão do crédito 62,2 66,0 58,6 45,8 37,8 34,0 40,9 54,4 jan/03 ago/03 mar/04 out/04 mai/05 dez/05 jul/06 fev/07 set/07 abr/08 nov/08 jun/09 jan/10 ago/10 mar/11 out/11 mai/12 dez/12 jul/13 fev/14 set/14 Bancos Privados Banco Públicos Funding dos bancos públicos foi feito com recursos do Tesouro Nacional A atual situação das contas públicas se impõe como restrição à expansão do crédito pelo lado da oferta
    12. 12. www.fee.rs.gov.br 2,17 2,38 2,22 2,63 3,14 jun/13 jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14 jan/15 fev/15 mar/15 18,6 80,7 101,5 113,6 jun/2013 ago/2013 out/2013 dez/2013 fev/2014 abr/2014 jun/2014 ago/2014 out/2014 dez/2014 fev/2015 Fonte: BCB. Taxa de câmbio (R$/US$) Operações de swap cambial (US$ bilhões) 4. Deterioração dos fundamentos macroeconômicos Plano Real Superávit Primário Inflação Câmbio Flutuante O que isso representa?
    13. 13. www.fee.rs.gov.br Fonte: BCB. Câmbio Taxa de câmbio nominal versus real (Índice – dez/2006 = 100) Inflação do Brasil retira, em parte, a competitividade dos produtos brasileiros porque representa aumento dos custos Desvalorização nominal não implica, necessariamente, em aumento de competitividade dos produtos brasileiros. 1. 13,6 -28,2 -49,7 -81,2 -90,4 jan/07 abr/07 jul/07 out/07 jan/08 abr/08 jul/08 out/08 jan/09 abr/09 jul/09 out/09 jan/10 abr/10 jul/10 out/10 jan/11 abr/11 jul/11 out/11 jan/12 abr/12 jul/12 out/12 jan/13 abr/13 jul/13 out/13 jan/14 abr/14 jul/14 out/14 jan/15 Saldo em Transações Correntes (R$ bilhões – acum. em 12 meses) 131,0 99,4 70,0 80,0 90,0 100,0 110,0 120,0 130,0 jan/07 jun/07 nov/07 abr/08 set/08 fev/09 jul/09 dez/09 mai/10 out/10 mar/11 ago/11 jan/12 jun/12 nov/12 abr/13 set/13 fev/14 jul/14 dez/14 Câmbio nominal Câmbio real Em fev/15 com relação a ago/11:  Desvalorização nominal: 76%  Desvalorização real: 34%
    14. 14. www.fee.rs.gov.br Fonte: FRED. Câmbio Desvalorização nominal não implica, necessariamente, em aumento de competitividade dos produtos brasileiros. 1. É importante lembrar que esse movimento não é exclusivamente devido às condições internas 2.  Os movimentos de pressão para desvalorização podem persistir independentemente das decisões e eficácia de ajuste fiscal  Os efeitos sobre a inflação tendem a ser majorados Dólar frente às principais moedas (Nº índice) 81,2 84,6 85,0 86,6 103,1 jan/11 jun/11 nov/11 abr/12 set/12 fev/13 jul/13 dez/13 mai/14 out/14 mar/15 Entre jul/14 e mar/15, o dólar se valorizou 19%
    15. 15. www.fee.rs.gov.br Fonte: BCB. Câmbio Desvalorização nominal não implica, necessariamente, em aumento de competitividade dos produtos brasileiros. 1. É importante lembrar que esse movimento não é exclusivamente devido às condições internas 2. Repasse cambial para a inflação3. Desvalorização cambial de 20% Impacto sobre inflação acumulada em 12 meses<+0,5 p.p. 1,0 p.p. <
    16. 16. www.fee.rs.gov.br Fonte: BCB. 4. Deterioração dos fundamentos macroeconômicos Plano Real Superávit Primário Inflação Câmbio Flutuante 4,1 5,7 4,0 5,8 6,7 02/01/2007 13/04/2007 24/07/2007 01/11/2007 15/02/2008 29/05/2008 04/09/2008 11/12/2008 25/03/2009 07/07/2009 15/10/2009 26/01/2010 10/05/2010 17/08/2010 29/11/2010 09/03/2011 17/06/2011 27/09/2011 06/01/2012 18/04/2012 27/07/2012 07/11/2012 20/02/2013 03/06/2013 09/09/2013 17/12/2013 31/03/2014 11/07/2014 17/10/2014 3,0 6,4 4,5 6,0 7,3 6,7 8,1 jan-07 jun-07 nov-07 abr-08 set-08 fev-09 jul-09 dez-09 mai-10 out-10 mar-11 ago-11 jan-12 jun-12 nov-12 abr-13 set-13 fev-14 jul-14 dez-14 4,5 2,5 6,5 Inflação – IPCA (Var. % em 12M) Expectativas para próximos 12 meses (Var. % em 12M) Para 2015, as expectativa é de 8,2%
    17. 17. www.fee.rs.gov.br Fonte: BCB. 4. Deterioração dos fundamentos macroeconômicos Plano Real Superávit Primário Inflação Câmbio Flutuante 3,0 6,4 4,5 6,0 7,3 6,7 8,1 jan-07 jun-07 nov-07 abr-08 set-08 fev-09 jul-09 dez-09 mai-10 out-10 mar-11 ago-11 jan-12 jun-12 nov-12 abr-13 set-13 fev-14 jul-14 dez-14 4,5 2,5 6,5 Inflação – IPCA (Var. % em 12M)  Novos reajustes de energia elétrica  Novas elevações das tarifas de ônibus  Efeitos defasados da desvalorização cambial Para 2015, as expectativa é de 8,2% São esperados ainda...
    18. 18. www.fee.rs.gov.br Fonte: BCB. *Meta Revisada em função da crise. 4. Deterioração dos fundamentos macroeconômicos Plano Real Superávit Primário Inflação Câmbio Flutuante Resultado primário (% do PIB) 4,8 4,1 4,1 4,8 1,6 3,4 2,4 1,3 -0,6 4,3 3,8 3,3 3,1 3,1 2005 2006 2007 20082009*2010 2011 2012 2013 2014 Meta "cheia" 56,4 55,9 62,6 56,7 63,4 47,3 37,8 42,8 33,1 36,7 dez/06 mai/07 out/07 mar/08 ago/08 jan/09 jun/09 nov/09 abr/10 set/10 fev/11 jul/11 dez/11 mai/12 out/12 mar/13 ago/13 jan/14 jun/14 nov/14 DBGG DLSPDívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) (% do PIB)
    19. 19. www.fee.rs.gov.br 6,5 10,1 0,7 4,1 -1,8 Média 2000-2010 2011 2012 2013 2014 16,1 16,6 17,1 17,7 19,0 Média 2000-2010 2011 2012 2013 2014 Fonte: Receita Federal. STN. Arrecadação das receitas federais (Var. % real) Desonerações fiscais (Em R$ milhões) Despesas primárias do Governo Central (% do PIB) 3.095 44.393 76.258 109.255 113.116 77.168 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Desde 2011 foram 205 desonerações fiscais das mais diversas
    20. 20. www.fee.rs.gov.br Fonte: Receita Federal. STN. Desonerações fiscais (Em R$ milhões) 3.095 44.393 76.258 109.255 113.116 77.168 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Desde 2011 foram 205 desonerações fiscais das mais diversas  Automotivo  Petróleo, Gás e Naval  Bens de capital  TIC e complexo eletroeletrônico  Complexo da saúde  Defesa, automotivo e espacial  Celulose e papel  Energias renováveis  Indústria da mineração  Metalurgia  Higiene pessoal e perfumaria  Indústria química  Construção Civil e + 6... 308 reuniões de conselho em 4 anos 1 reunião a cada 3 dias úteis
    21. 21. www.fee.rs.gov.br Fonte: Receita Federal. STN.  Automotivo  Petróleo, Gás e Naval  Bens de capital  TIC e complexo eletroeletrônico  Complexo da saúde  Defesa, automotivo e espacial  Celulose e papel  Energias renováveis  Indústria da mineração  Metalurgia  Higiene pessoal e perfumaria  Indústria química  Construção Civil e + 6... 308 reuniões de conselho em 4 anos 1 reunião a cada 3 dias úteis 100 118,6 93,5 116,6 119,3 108,7 jan/05 ago/05 mar/06 out/06 mai/07 dez/07 jul/08 fev/09 set/09 abr/10 nov/10 jun/11 jan/12 ago/12 mar/13 out/13 mai/14 dez/14 Produção industrial – Brasil (Nº índice – jan/05 = 100)  A política industrial parece não ter surtido efeito...
    22. 22. www.fee.rs.gov.br 12,2 5,0 jun/04 jan/05 ago/05 mar/06 out/06 mai/07 dez/07 jul/08 fev/09 set/09 abr/10 nov/10 jun/11 jan/12 ago/12 mar/13 out/13 mai/14 dez/14 Taxa de desemprego (média em 12 meses) Fonte: IBGE.  A única variável que resistiu foi a taxa de desemprego... Taxa de desemprego e População ocupada Demanda versus oferta de mão de obra (Média em 12 meses – nº índice jun/04=100) 100 106,0 111,4 119,2 123,7 123,4 104,1 107,0 111,5 114,5 116,3 jun/04 dez/04 jun/05 dez/05 jun/06 dez/06 jun/07 dez/07 jun/08 dez/08 jun/09 dez/09 jun/10 dez/10 jun/11 dez/11 jun/12 dez/12 jun/13 dez/13 jun/14 dez/14 Demanda Oferta 2,9 -0,2 População ocupada (var. % acum. em 12 meses)
    23. 23. www.fee.rs.gov.br Fonte: IBGE.  A única variável que resistiu foi a taxa de desemprego... Geração de emprego (Média em 12 meses – nº índice jun/04=100) Entretanto, a geração de emprego tem sido tão baixa, que até a taxa de desemprego está começando a mudar de tendência. 1.655 2.097 2.270 869 -222 jan/08 jun/08 nov/08 abr/09 set/09 fev/10 jul/10 dez/10 mai/11 out/11 mar/12 ago/12 jan/13 jun/13 nov/13 abr/14 set/14 fev/15 12,2 5,0 jun/04 jan/05 ago/05 mar/06 out/06 mai/07 dez/07 jul/08 fev/09 set/09 abr/10 nov/10 jun/11 jan/12 ago/12 mar/13 out/13 mai/14 dez/14 Taxa de desemprego (média em 12 meses) Taxa de desemprego e População ocupada 2,9 -0,2 População ocupada (var. % acum. em 12 meses)
    24. 24. www.fee.rs.gov.br Fonte: FGV. CNI.  O consumidor já passou a sentir os efeitos  E passou a temer o desemprego... O que se pode esperar é que o consumidor evite fazer comprar de bens de valores elevados, e que pare de se endividar. Índice de confiança do consumidor (Nº índice – base fixa = média 2003) 88,5 72,2 69,0 74,8 98,8 mar/09 jul/09 nov/09 mar/10 jul/10 nov/10 mar/11 jul/11 nov/11 mar/12 jul/12 nov/12 mar/13 jul/13 nov/13 mar/14 jul/14 nov/14 mar/15 Medo do desemprego (Nº índice – base fixa = média 2003) +32,1% O consumidor passou o ano de 2014 com expectativas baixas 109 94,7 127,8 82,9 jan/07 ago/07 mar/08 out/08 mai/09 dez/09 jul/10 fev/11 set/11 abr/12 nov/12 jun/13 jan/14 ago/14 mar/15Média do período: 111,9
    25. 25. www.fee.rs.gov.br Fonte: IBGE.  Impactos sobre o mercado interno começaram a ser verificados Vendas do comércio varejista (Var. % acum. em 12 meses) 6,2 10,7 6,7 8,6 4,8 1,8 jan/10 mai/10 set/10 jan/11 mai/11 set/11 jan/12 mai/12 set/12 jan/13 mai/13 set/13 jan/14 mai/14 set/14 jan/15
    26. 26. www.fee.rs.gov.br Perspectivas para 2015: Um ano de incertezas  Política:  Cenário Impeachment é difícil  Maior problema: os projetos de reforma param e não há ambiente para criar agenda positiva  efeito sobre os investimentos  Economia:  Inflação, juros e câmbio são as variáveis que ainda inspiram cuidados  Impacto dos juros maiores e da majoração das alíquotas sobre o crédito  Deterioração do mercado de trabalho  O ajuste fiscal será suficiente?
    27. 27. www.fee.rs.gov.br  Resultados do 1ºT de 2015 estão colocando em cheque o ajuste fiscal 5,7 5,5 7,7 7,9 4,9 4,9 3,4 4,0 5,3 3,6 2,7 2,2 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Jan Fev Resultado primário em 2015 (% do PIB – acumulado no ano) Fonte: BCB.  Os resultados de janeiro são sazonalmente melhores  Ainda assim, em 2015 não se viu nos dados a melhora necessária para que a meta do Governo seja alcançada
    28. 28. www.fee.rs.gov.br Vale lembrar que é necessário recuperar o déficit de 2014 (0,6% do PIB), o que exige um esforço de 1,8% do PIB  O ajuste fiscal Comprometimento do Governo com o superávit primário: R$ 66 bilhões – 1,2% do PIB Como será possível? Despesas Receitas Total: R$ 53 bilhões Fonte: Ministério da Fazenda. Ministério do Planejamento. Medida Impacto (R$ bi) Alterações no Seguro Desemprego 9,0 Alterações no Abono Salarial 5,4 Reversão da desoneração sobre folha de pagamentos 5,4 Pensões por morte 2,0 Total 21,8 Medida Impacto (R$ bi) PIS/Cofins e CIDE sobre combustíveis 12,2 Aumento de IOF sobre PF 7,4 IPI Bebidas 6,0 Pis/Cofins sobre receitas financeiras 2,7 Mudança no Reintegra 1,8 Pis/Cofins sobre importação 0,7 IPI Cosméticos 0,4 Total 31,2
    29. 29. www.fee.rs.gov.br Despesas Medida Impacto (R$ bi) Alterações no Seguro Desemprego 9,0 Alterações no Abono Salarial 5,4 Reversão da desoneração sobre folha de pagamentos 5,4 Pensões por morte 2,0 Total 21,8  O ajuste fiscal Como será possível? Fonte: Ministério da Fazenda. Ministério do Planejamento. Até o momento mais de 600 emendas já foram apresentadas, aumentando as chances da MP ou não ser aprovada ou ser aprovada com muitas modificações. E isso reduz o potencial de contribuição no ajuste fiscal Comprometimento do Governo com o superávit primário: R$ 66 bilhões – 1,2% do PIB
    30. 30. www.fee.rs.gov.br Despesas Medida Impacto (R$ bi) Alterações no Seguro Desemprego 9,0 Alterações no Abono Salarial 5,4 Reversão da desoneração sobre folha de pagamentos 5,4 Pensões por morte 2,0 Total 21,8 Comprometimento do Governo com o superávit primário: R$ 66 bilhões – 1,2% do PIB  O ajuste fiscal Como será possível? Fonte: Ministério da Fazenda. Ministério do Planejamento.  É de 1 salário mínimo e pago a trabalhadores que recebem até 2 mínimos e estiveram empregados por pelo menos 30 dias  Corrige uma distorção importante, pois recebe esse abono quem trabalhou 30 dias ou 360  Agora tem carência mínima de 6 meses  Mas, tem impacto limitado no orçamento
    31. 31. www.fee.rs.gov.br Despesas Medida Impacto (R$ bi) Alterações no Seguro Desemprego 9,0 Alterações no Abono Salarial 5,4 Reversão da desoneração sobre folha de pagamentos 5,4 Pensões por morte 2,0 Total 21,8 Comprometimento do Governo com o superávit primário: R$ 66 bilhões – 1,2% do PIB  O ajuste fiscal Como será possível? Fonte: Ministério da Fazenda. Ministério do Planejamento. Tem mesma implicação política do Seguro Desemprego, ou seja, precisa ser aprovado pelo Congresso para realmente virar lei
    32. 32. www.fee.rs.gov.br  O ajuste fiscal Como será possível? Fonte: SIAFI.  Sobra sempre para os investimentos: 22,3 15,6 1T2014 1T2015  Queda real de 30% Investimentos do Governo Central (R$ bilhões, a preços de mar/15) Comprometimento do Governo com o superávit primário: R$ 66 bilhões – 1,2% do PIB
    33. 33. www.fee.rs.gov.br Perspectivas para 2015: Um ano de incertezas  Política:  Cenário Impeachment é difícil.  Maior problema: os projetos de reforma param e não há ambiente para criar agenda positiva  Economia:  Inflação, juros e câmbio são as variáveis que ainda inspiram cuidados  Impacto dos juros maiores e da majoração das alíquotas sobre o crédito  Deterioração do mercado de trabalho  O ajuste fiscal é crível?  Cenário internacional  Aumento dos juros nos EUA e instabilidade na Europa (Grécia) Impacta o câmbio e expectativas Realimenta a inflação DESEQUILÍBRIOS MACROECONÔMICOS
    34. 34. www.fee.rs.gov.br -1,0 1,1 2015 2016 Expectativas FOCUS – PIB BR (Variação % real) Fonte: BCB. Em 2015: 1,6% -2,8% -0,2% A indústria deve persistir com dificuldades e os serviços passarão a contribuir negativamente Indústria: Serviços: Agropecuária: Perspectivas para 2015 e 2016:
    35. 35. www.fee.rs.gov.br -1,0 1,1 2015 2016 Expectativas FOCUS – PIB BR (Variação % real) Fonte: BCB.  Espera-se que no ano que vem já se possa vislumbrar uma retomada (tímida) do crescimento  O crescimento dependerá de quão profunda será a queda de 2015  Entretanto, o baixo crescimento não é suficiente para melhorar as condições em termos de PIB per capita Perspectivas para 2015 e 2016:
    36. 36. www.fee.rs.gov.br -1,0 1,1 2015 2016 Expectativas FOCUS – PIB BR (Variação % real) Fonte: BCB. Expectativa FMI – PIB 2015 2016 Desenvolvidos 2,4% 2,4% EUA 3,6% 3,3% Europa 1,2% 1,4% Emergentes 4,3% 4,7% China 6,8% 6,3% Am. Latina 1,3% 2,3% Mundo 3,5% 3,7% Perspectivas para 2015 e 2016:
    37. 37. www.fee.rs.gov.br Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser Diretoria Presidente: Igor Alexandre Clemente de Morais Diretor Técnico: Martinho Roberto Lazzari Diretora Administrativa: Nóra Angela Gundlach Kraemer Rua Duque de Caxias, 1691 Centro Histórico, Porto Alegre CEP: 90010-283 (51) 3216.9000 Vanessa Neumann Sulzbach Economista Assessoria Econômica Bruno Breyer Caldas Guilherme Stein Mariana Bartels Rodrigo de Sá Vanessa Neumann Sulzbach

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