A Universidade do Estado da Bahia,       Campus II – Alagoinhas
Contos de Regência
Uma escola onde tudo ocorria corretamente, onde a direção         vivia em harmonia com o corpo docente e com os demaisE  ...
Era v  eu zm Esta escola se encontrava numa cidade harmoniosa, chamada Catu,a   no Estado da Bahia. E era nomeada Colégio ...
Era v  eu zma      Neste Colégio os profissionais trabalhavam harmoniosamente...
Era v  eu z    Quem comandava esta instituição era a diretora Olga comm   ajuda de sua fiel companheira de trabalho, a vic...
Hã???           Hã???           Hã???           Hã???  Hã???            Hã???  Hã???Hã???
Alôôô!!!Isto é um conto de regência... E não um conto de fadas! Sófalta dizer que a princesa encontrou seu príncipe encant...
Sejamos honestos, você acha que um Colégio público caberia nacondição de se encaixar em uma história de contos de fadas? A...
Almeida (1995), já afirmava que “a realidade atual do nosso    sistema escolar vem sofrendo grande desvalorização nas últi...
O estágio supervisionado       Por muito tempo eu me ative em criticar as práticas pedagógicas e o estágio supervisionado....
A escola             O colégio situa-se na cidade de Catu e está localizado              no Bairro Rua Nova, cerca de 40km...
A professora regente       A professora Rejane Cruz leciona como       professora de Biologia e é formada em     Licenciat...
A professora EstagiáriaEu tenho 23 anos, nasci em Salvador, e vimmorar em Alagoinhas para poder fazer o curso deCiências B...
Primeiro conto: A   Observação.     A turma na qual eu me fiz presente era composta de 43 alunos, nos quais nem todos freq...
Segundo Conto: CoparticipaçãoComo na semana seguinte não haveria possibilidades em eu dar aula, achei interessante fazer u...
Terceiro conto: Ser professora. A fase de ser professora foi recebida com ansiedade e medo. Ansiedade em experimentar de e...
Para me aproximar da turma abusei de conversas informais,tentando entender um pouco de cada aluno. Foram prosas entre uma ...
É notável que nos dias de hoje a Instituição  Escolar se importe cada vez menos com avida do aluno. Filmes como Preciosa (...
Silva (2009) explica que:   No interior da escola, há elementos sinalizam a qualidade social da educação, entre   eles, a ...
Terceiro conto: Ser professora - primeira semana          Cheguei ao Colégio por volta das 08H:10min. Dirigindo-me a direç...
A aula então seguiu com o esclarecimento de algumas dúvidas sobre os tecidos estudados e logo após abrindo espaçopara um p...
Terceiro conto: Ser professora - Segunda semana       A aula começou por volta das 09:20h. pois a maioria da turma prefere...
Acabei minha aula com uso do recurso e combinei com eles que a partir de então as aulas seriamrealizadas com uso do quadro...
Terceiro conto: Ser professora - terceira semana                Sem dúvidas os alunos preferem aulas onde eles possam apli...
A aula começou as 09:20h com a sala cheia, e não somente meus alunos   compunham a turma, outros alunos de outras turmas, ...
Terceiro conto: Ser professora – Quarta semana        Neste dia cheguei mais tarde que o de costume, já passava das 09:00h...
Terceiro conto: Ser professora – Quinta semana   Cheguei na instituição por volta das 09:50h avisei minha presença na dire...
Os alunos gostaram da aula, e já que os vídeos traziam imagem internas do corpo humano. Lepienski & Pinho(2005), afirmam q...
Terceiro conto: Ser professora – Sexta semana     A aula começou no horário normal e a atividade avaliativa foi em dupla c...
Aula prática  A ideia em fazer uma aula prática foi em prender a atenção dos alunos em  sala de aula, fazerem eles entende...
Aula prática Concordando com FERNANDES (1998), “a maioria dos alunos vê a biologia apresentada em sala, como uma disciplin...
Músicas durante as aulasNão havia sido uma ideia planejada levar músicas para ouvir durante as aulas. Tudo foi em forma de...
Músicas durante as aulas   “Na concepção de música como discurso no sentido de argumento troca de idéias,  ‘expressão do p...
Uso de Data Show e Tv Pen Drive     Como já sabemos, as questões científicas e tecnológicas passaram a ter grande influênc...
Esta estratégia foi usada como ponto de fixação do  assunto que foi dado teoricamente em sala. Os     filmes usados foram ...
Uso de outros materiaisO uso de materiais como animais fixados em formol e maquetes ou pranchas,  foi ótimo! Primeiramente...
O livro didático A importância do livro didático (LD) para a organização do                                 trabalho docen...
O que eu posso dizer depois de tantas emoções... Boas e não tão boas... É que realmente a vidanão pára. O estágio para mim...
E como foi iniciada esta história...                                                                                Era um...
Retratos
Agradecimentos              Gostaria de expor toda a minha gratidão à           professora-orientadora Cláudia Regina Teix...
Referência BibliográficaALMEIDA, Jane Soares de. Prática de ensino e estágio supervisionado na formação de professores. Ca...
MOREIRA, M. L.; DINIZ, R. E. S. O laboratório de Biologia no Ensino Médio: infraestrutura e outros aspectos relevantes. In...
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  1. 1. A Universidade do Estado da Bahia, Campus II – Alagoinhas
  2. 2. Contos de Regência
  3. 3. Uma escola onde tudo ocorria corretamente, onde a direção vivia em harmonia com o corpo docente e com os demaisE funcionários da instituição, onde os alunos aprendiam e eram felizes... Tudo era lindo e maravilhoso!ra v eu zma
  4. 4. Era v eu zm Esta escola se encontrava numa cidade harmoniosa, chamada Catu,a no Estado da Bahia. E era nomeada Colégio Estadual Pedro Ribeiro Pessoa e estava localizada no Bairro Rua Nova.
  5. 5. Era v eu zma Neste Colégio os profissionais trabalhavam harmoniosamente...
  6. 6. Era v eu z Quem comandava esta instituição era a diretora Olga comm ajuda de sua fiel companheira de trabalho, a vice-diretoraa Jó.
  7. 7. Hã??? Hã??? Hã??? Hã??? Hã??? Hã??? Hã???Hã???
  8. 8. Alôôô!!!Isto é um conto de regência... E não um conto de fadas! Sófalta dizer que a princesa encontrou seu príncipe encantado e todos viveram felizes para sempre... Me poupe!
  9. 9. Sejamos honestos, você acha que um Colégio público caberia nacondição de se encaixar em uma história de contos de fadas? Arealidade é dura. Nesta realidade existem além de fatos positivos (boa relação direção-professor, direção-aluno, professor-aluno) fatos não tão positivos como uma estrutura física adequada não utilizada na maioria das vezes, disposição do corpo docente e descaso do governo com a educação. Apesar de Cardoso (1994) explanar que “no segundo grau, a política do governo consiste em auxiliar e estimular os estados no sentido de ampliar o número de escolas, melhorar a qualidade do ensino e oferecer oportunidades de formação profissional”, quando vamos à prática a realidade é bem diferente.
  10. 10. Almeida (1995), já afirmava que “a realidade atual do nosso sistema escolar vem sofrendo grande desvalorização nas últimas décadas.” O que é notória verdade, o governo vem “fechando os olhos” para a realidade das escolas brasileiras, o descaso é cada vez mais evidente e poucas ações são focadas em melhorar este fato.Algumas escolas têm uma estrutura física propícia à aulas práticas...Laboratório com vidraria e equipamentos, porém, mesmo assim osprofessores reclamam da falta de tempo, quantidade de turmas queministra, até mesmo preguiça.Este comportamento poderia ser diminuído ou até mesmo evitado se ogoverno oferecesse melhores condições de trabalho e salários dignosaos professores.
  11. 11. O estágio supervisionado Por muito tempo eu me ative em criticar as práticas pedagógicas e o estágio supervisionado... Sempre achando uma forma de exagero como essas disciplinas eramabordadas no contexto do meu curso de Biologia. Hoje, não penso mais assim, acredito que realmente essas disciplinas são importantes para a formação de um professor, assim como de um biólogo... E Gianotto & Diniz (2010) afirmam que “o bomdesempenho do exercício da profissão de professor exige, além de saberes teóricos (conteúdos), conhecimentos, habilidades, competências e saberes específicos da docência.”
  12. 12. A escola O colégio situa-se na cidade de Catu e está localizado no Bairro Rua Nova, cerca de 40km de Alagoinhas. A instituição conta com salas amplas, sala de ciências, sala de vídeo, cantina, área verde e biblioteca.Vale ressaltar que Miranda (1992), disse que “a escola, desde suaexistência como instituição, sempre teve por função básica transmitir osconhecimentos acumulados pela humanidade.” O quê transmitir ecomo fazê-lo transforma-se de acordo com as necessidades e avançosda sociedade. E o Colégio no qual eu estagiei cumpre com estesquesitos, realizando Feira de Cultura, palestras, jogos institucionais,cumprindo seu papel social.
  13. 13. A professora regente A professora Rejane Cruz leciona como professora de Biologia e é formada em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado da Bahia – Campus II, Alagoinhas.Ordena as turmas de 1º e 2º ano na instituição.
  14. 14. A professora EstagiáriaEu tenho 23 anos, nasci em Salvador, e vimmorar em Alagoinhas para poder fazer o curso deCiências Biológicas na Universidade do Estado daBahia – UNEB, estou no 8º semestre, e divido meutempo entre a faculdade e o estagio em Salvadorcom animais peçonhentos no grupo das serpentes.Até pouco tempo atrás eu pensava que serprofessora não era uma profissão na qual eugostaria de seguir... O péssimo salário e condiçõesde trabalho, não me atraia. Porém como será vistoaté o fim deste portfólio, a minha opinião vemmudando...
  15. 15. Primeiro conto: A Observação. A turma na qual eu me fiz presente era composta de 43 alunos, nos quais nem todos frequentavam asaulas e como iniciei a IV unidade, a maioria se apresentava passada de ano o que diminuiu o rendimento da turma. Uma turma bastante harmônica e interessada, onde parte considerável morava em zona rural. A observação se deu em dia de seminários, no qual o assunto abordado era “Os Cordados”. Sabendo queeu tinha conhecimento com Répteis, mais exatamente grupo Serpentes, a professora pediu pra eu dar uma pequena introdução do meu outro estágio e falar das temidas serpentes. Os alunos se mostraram bastante interessados e envolvidos na conversa que se seguia, o que me deu uma segurança maior na semana que iniciei minha regência propriamente dita. Baccon & Arruda (2010) confirmam que “esta interação que ocorre durante os primeiros passos do estágio ajudam o professor estagiário a se relacionar melhor com seus alunos, realizando assim um trabalho mais eficaz.”
  16. 16. Segundo Conto: CoparticipaçãoComo na semana seguinte não haveria possibilidades em eu dar aula, achei interessante fazer uma atividade de histologia animal, na qual tive coparticipação na aula de minha xará. Tudo ocorreu bem e os alunos aceitaram bem a atividade...Baccon & Arruda (2010) explicitam que:“Seja na fase de observação, de participação, ou na de regência, o estagiário tema possibilidade de se colocar em profunda reflexão, construindo ou desconstruindoexpectativas sobre a profissão docente e sobre ser professor, a partir do contato diretocom a realidade escolar.”
  17. 17. Terceiro conto: Ser professora. A fase de ser professora foi recebida com ansiedade e medo. Ansiedade em experimentar de estar do outro lado da questão, deixar de ser aluno e ser professor. A responsabilidade em estar a frente de uma turma é fato e nem sempre confortável. Medo em se expor à uma turma relativamente grande e com suas próprias opiniões. O primeiro dia é sempre mais tenso, a distância, insegurança em termos de comportamento dentre tantas outras emoções faz com que tudo se torne mais complicado. Com sorte, eu tive uma estrutura boa para segurar as emoções... A turma era ótima, a direção sempre a disposição e uma orientadora que deu todo suporte, isto em acordo com o pensamento de Baccon & Arruda (2010), que afirmam que “a experiência proporcionada pelo estágio supervisionado pode depender das expectativas dos licenciandos, das relaçõesque eles possam estabelecer com a escola e com os professores de sala e da preparação prévia realizada pela universidade”.
  18. 18. Para me aproximar da turma abusei de conversas informais,tentando entender um pouco de cada aluno. Foram prosas entre uma aula e outra, entre um intervalo ou na saída do Colégio. Compreendi assim a necessidade de alguns com a Biologia, em escrever, em se expor à toda turma... Entendi que cada um tem a sua individualidade e como me comportar frente às diferenças.Estratégias de Aproximação
  19. 19. É notável que nos dias de hoje a Instituição Escolar se importe cada vez menos com avida do aluno. Filmes como Preciosa (2010), O Substituto (1996) relatam este fato e que por fim só acusam a falta de interesse do aluno com as aulas. Conversar e tentarentender a situação de um adolescente e sua falta de rendimento pode ser um primeiro passo para melhoria da educação e melhor rendimento da aula.
  20. 20. Silva (2009) explica que: No interior da escola, há elementos sinalizam a qualidade social da educação, entre eles, a organização do trabalho pedagógico e gestão da escola; os projetos escolares; as formas de interlocução da escola com as famílias; o ambiente saudável; a política de inclusão efetiva; o respeito às diferenças e o diálogo como premissa básica; o trabalho colaborativo e as práticas efetivas de funcionamento dos colegiados e/ou dos conselhos escolares.E durante minha temporada no Colégio Estadual Pedro Ribeiro Pessoa, eu notei que estes quesitos são confirmados no cotidiano escolar.
  21. 21. Terceiro conto: Ser professora - primeira semana Cheguei ao Colégio por volta das 08H:10min. Dirigindo-me a direção confirmei a minha presença a diretora Olga e fui para a sala dos professores aguardar o início da aula com a turma. Pouco tempo depois três alunos foram conversar com a diretora Olga pelo adiantamento da aula de Biologia, pois nenhum professor ainda tinha dado aula no dia. A diretora Olga conversou comigo, procurando saber se haveria problema em adiantar a aula, que eu afirmei que não. Assim, pedi o DataShow® emprestado e pedi para que os alunos se dirigissem a sala de vídeo para iniciarmos a aula. Enquanto os alunos não chegavam a sala de vídeo, tentei montar o DataShow®, porém por infelicidade, não consegui, pensando em um plano B, havia salvo a aula em .JPEG no Pendrive, no qual tentei conectar a TV Pen drive e também não obtive sucesso. Nesse momento os alunos há estavam acomodados na sala de vídeo, e fui forçada a iniciar a aula por volta das 08H:30min. através de um notebook para uma turma de cerca de 25 alunos, pois parte dos alunos já haviam ido embora nos primeiros horários, pela ausência de professor no Colégio. A visualização dos slides para alguns alunos ficou complicada, pelo fato de o notebook ter uma tela pequena para uma aula com imagens. Houve implicância de alguns alunos com aula, já que não conseguiam ver o que havia escrito e não concordavam em mudar de lugar.
  22. 22. A aula então seguiu com o esclarecimento de algumas dúvidas sobre os tecidos estudados e logo após abrindo espaçopara um pequeno debate sobre células-tronco e suas implicações, pois acho interessante que na atualidade eles saibamdiscutir sobre assuntos que estão evidentes vem sofrendo tantas críticas e em acordo com a opinião de Nascimento &Alvetti(2006), “ no mundo contemporâneo esses conhecimentos, quando contextualizados socialmente, tornam-se importantes tanto para a inserção do cidadão no mercado de trabalho quanto para uma melhor compreensão dos fenômenos da natureza bem como dos artefatos tecnológicos que estão à sua volta”. Porém no decorrer do debate vi que os alunos traziam ideias prontas da mídia sobre o que estava sendo questionado e assim conotei com o pensamento de Pedrancini (2007) que disse que “ as concepções trazidas pelos alunos refletem este quadro e são fortemente influenciadas pela mídia o que na verdade não garante que elas estejam embasadas por conhecimento científico consistente”. A aula terminou às 11:15h. Com o recebimento do quadro comparativo de cinco trios, vendo que muitos alunos ainda não haviam conseguido acabar a atividade, eu estendi o prazo de entrega. Ficando cerca de meia hora livre para resolução da atividade, muitos grupos optaram por acabar em sala e outros em casa, sendo assim liberados por volta das 11:15h.
  23. 23. Terceiro conto: Ser professora - Segunda semana A aula começou por volta das 09:20h. pois a maioria da turma prefere que comece a aula antes, para que possam sair mais cedo. Fiz uma pequena revisão do que havia sido dado na semana anterior e dei inicio a aula. Usando a TV Pen Drive, fui mostrando imagens e apresentando o assunto aos alunos. Houve pouco interesse da turma, a maioria saia da sala ou não prestava atenção no assunto que estava sendo exposto. Até que ao perguntar o que incomodava eles, alguns responderam que preferia uma aula com o quadro, do que com uso da TV Pen Drive, o que me fez retrucar perguntando se não era mais didático eles observarem as imagens, pois eu acreditei que o uso de recursos tecnológicos vem a ser mais uma ponte no estreitamento da relação teoria-prática, além de melhorar a visualização do conteúdo e Faria (2004) nos fala que “na sala de aula o uso do computador melhorou a qualidade da apresentação, através do aplicativo PowerPoint que pode ser usado de forma de multimídia (data show).” O que foi respondido pela maioria era que o assunto era melhor absorvido quando eles escreviam e o recurso que eu estava utilizando não auxiliava.
  24. 24. Acabei minha aula com uso do recurso e combinei com eles que a partir de então as aulas seriamrealizadas com uso do quadro, onde seria exposto um pequeno esquema, e com o uso da TV Pen Driveeu abordaria as imagens necessárias. Quando comecei a refletir sobre o assunto e me colocar no lugar do estudante de 2º ano, percebi que realmente um professor que não escreve nada acaba por ajudar o aluno se distrair na aula e este momento de reflexão me deixou ver que eu teria que mudar minhas aulas para que meus alunos pudessem entender melhor o conteúdo. “Analisando a literatura sobre a pesquisa educacional brasileira, nota-se que o momento atual é caracterizado por uma postura reflexiva, isto é, um ‘interesse em rever e analisar criticamente o que vem sendo produzido na área’ e em buscar caminhos para seu contínuo aprimoramento “(TEIXEIRA & NETO, 2006 apud ANDRÉ, 2001). Então aula durou até as 11:10h sem aplicação da atividade, pois a maioria se recusou a fazer a atividade por motivos (segundo eles) de preguiça e fome. Eu optei por não realizar mais a atividade, pois o tempo para abordar todo o assunto da unidade é pequeno, e tomaria tempo de outras aulas, que julgo mais importantes para compor o conhecimento deles.
  25. 25. Terceiro conto: Ser professora - terceira semana Sem dúvidas os alunos preferem aulas onde eles possam aplicar seus conhecimentos e ver o que está sendo estudado em momento real. Como de costume, cheguei na escola antes das 09:00h e como de rotina, me dirigi a direção, afirmando minha presença no Colégio, peguei as chaves da sala de ciências e o controle da TV Pen Drive e me dirigi para arrumação da sala onde ocorreria a aula. Cruzando no corredor com um de meus alunos, o mesmo questionou o que eu levava em mãos, quando comentei que haveria uma aula diferente com uso de um coração de boi para mostrar melhor a circulação o aluno se encantou, me acompanhando até a sala de ciências e fazendo tantos outros questionamentos. Não muito tempo depois, outros alunos foram me questionar a mesma coisa e demostravam muito mais interesse e apreensão pelo início da aula.
  26. 26. A aula começou as 09:20h com a sala cheia, e não somente meus alunos compunham a turma, outros alunos de outras turmas, foram assistir a aulaprática. Adorei o ritmo da aula. Fiz como eles haviam pedido, esquema rápido no quadro, uso da TV Pen Drive para mostrar imagens. O coração de boi deixou muitos alunos encantados pela aula e pela Biologia e em acordo com este momento Moreira (2003) afirma meu comentário, “explicitando que a importância da experimentação no ensino de biologia é praticamente inquestionável.” A aula passou das 11:30h. Logo após a aula apliquei um estudo dirigido com os assuntos de circulação e digestão, onde a maioria começou a responder ainda em sala com uso do livro didático, pois como afirma Nascimento & Alvetti (2006), “a importância do livro didático (LD) para a organização do trabalho docente é inegável”, pois auxilia no trabalho acadêmico, porém não acho correto que o LD seja a única fonte para compor uma aula, já que nos dias de hoje existe uma gama de recursos que podem ser utilizados à nosso favor.
  27. 27. Terceiro conto: Ser professora – Quarta semana Neste dia cheguei mais tarde que o de costume, já passava das 09:00h e a professora da disciplina Estágio Supervisionado II, havia ido me observar. Fui à sala dos alunos avisá-los de minha presença na instituição e dirigi-me como o de costume a diretora Olga, para informar de minha presença no Colégio e peguei em empréstimo as chaves da sala de Ciências. Preparei a sala como o de costume, esquema no quadro para ganhar tempo em sala, imagens na TV Pen Drive e separação das maquetes necessárias para seguimento da aula. Os alunos demoraram de subir para aula, por este motivo, iniciei a aula com apenas 4 alunos por volta das 10:05h Logo após os alunos chegaram em sala e se acomodaram, mostrei os animais conservados de mão-em-mão. Os alunos se mostraram bastante interessados e curiosos com os espécimes, ainda que conservados em álcool.
  28. 28. Terceiro conto: Ser professora – Quinta semana Cheguei na instituição por volta das 09:50h avisei minha presença na direção e secretaria do colégio, e fui na sala avisar os alunos sobre minha presença. Me dirigi a secretária para pegar a chave da sala de vídeo e o Data Show, que por erro de determinada funcionária ao verificar o agendamento, entregou o aparelho a outro professor, apesar do atraso o problema foi resolvido com a entrega de um Data Show do curso técnico. Fui montar o aparelho em sala, onde o esquema já estava pronto. Os alunos ficaram esperando até o aparelho ficar pronto e rodar os filmes. A aula teórica foi realizada em forma de resumo, os pontos mais importantes foram citados e logo depois os vídeos foram passados no projetor.
  29. 29. Os alunos gostaram da aula, e já que os vídeos traziam imagem internas do corpo humano. Lepienski & Pinho(2005), afirmam que “equipamentos audiovisuais são talvez um dos recursos didáticos mais utilizadose há consenso de que são aliados importantes para facilitar a aprendizagem, tornando o processoeducativo mais atraente e dinâmico“.“Reforçando o papel do professor, que deve deixar de ser apenas o repassador de conhecimentos - ocomputador pode fazer isto de modo eficiente - e passar a ser o criador de situações de aprendizageme o mediador do processo de desenvolvimento intelectual do aluno” (GIANOTTO & DINIZ, 2010 apudVYGOTSKY, 1984; PALANGANA, 2001; BEHRENS, 2003; MORAN, 2003a; OLIVEIRA, 2003). A aula terminoupor volta das 11:50h a atividade avaliativa ficou marcada para o dia 01.12.2010 com os assuntos desta aula.Desmontei os aparelhos e levei para a secretaria por volta das 12H:00min. com ajuda de alguns dos alunos, queme acompanharam até o ponto de taxi.
  30. 30. Terceiro conto: Ser professora – Sexta semana A aula começou no horário normal e a atividade avaliativa foi em dupla com uso dos livros da biblioteca. Não houve problemas maiores, apenas alguns alunos comentaram que estudavam em uma instituição pública e não privada, por isto mereciam uma prova simples com questões mais óbvias. Eu retruquei, pois tudo que foi abordado na atividade avaliativa foi esclarecido anteriormente em sala. Mas os alunos não demonstraram enraivados ou sem estímulo para a atividade.
  31. 31. Aula prática A ideia em fazer uma aula prática foi em prender a atenção dos alunos em sala de aula, fazerem eles entenderem como realmente funciona um organismo vivo... Segundo Lepienski & Pinho(2005) “apesar dos constantes avanços da ciência e das tecnologias observa-se que o ensino de Biologia permanece ainda, restrito às aulas expositivas com mínima participação dos alunos”, e eu quis fazer uma mudança deste contexto em minha realidade como professora. A aula foi sobre circulação e o objeto usado foi um coração de bovino. A escolha foi clara, o tamanho e praticidade em se conseguir um coração bovino. A aula foi bem aceita, antes houve uma prévia com uso da TV Pen drive e tópicos no quadro, a intenção era destacar pontos importantes e não despistar o fato de uma aula prática ser motivo de brincadeira ou hora vaga para os alunos.
  32. 32. Aula prática Concordando com FERNANDES (1998), “a maioria dos alunos vê a biologia apresentada em sala, como uma disciplina cheia de nomes, ciclos e tabelas a serem decorados, enfim, uma disciplina chata”, eu quis fazer diferente.”
  33. 33. Músicas durante as aulasNão havia sido uma ideia planejada levar músicas para ouvir durante as aulas. Tudo foi em forma de improviso quando notei que alguns alunos ouviam em seus celulares músicas de seus times de futebol, em primeiro momento pensei em brigar, dizer que era errado e uma falta de respeito com a professora... Ao invés disto, brinquei falando do time pelo qual eu torcia e sugeri ouvir musicas mais agradaveis e que todos gostassem...Como levava o notebook sempre para as aulas, peguei minha lista de músicas e pus pra reproduzir... Os alunosse assustaram, falaram que não era comportamento de professora... E que outros professores se vissem estecomportamento nos alunos em sala, expulsariam até da aula. Ouvimos algumas músicas de gostos parecidos... Legião Urbana, Nando Reis e Silvano Sales. Senti que os alunos se acalmaram e prestaram mais atenção na aula... Eles gostaram da espontaneidade.
  34. 34. Músicas durante as aulas “Na concepção de música como discurso no sentido de argumento troca de idéias, ‘expressão do pensamento’ e forma simbólica” (Swanwick, 2003), percebi que esta atitude me aproximou mais deles, senti que eles me viram não mais como uma professora ditatorial e sim como uma educadora apta a troca de ideias e um ser humano como eles. “A música é comparada a uma metáfora onde articulamos aestrutura musical com nossa estrutura psicológica, resíduos de nossas experiências de vida , de caráter afetivo e subjetivo” (Swanwick, 2003)
  35. 35. Uso de Data Show e Tv Pen Drive Como já sabemos, as questões científicas e tecnológicas passaram a ter grande influência nocotidiano de toda sociedade. Para Fernandes (1998), “os slides permitem uma projeção de alta resolução, enfatizando cores, beleza e detalhes, visíveis de qualquer ponto de uma sala de aula, porém as imagens em si não asseguram nenhum aprendizado.” Por isto aliva as minhas aulas com resumos, tópicos e fotocópias e o LD para ajudar os alunos.
  36. 36. Esta estratégia foi usada como ponto de fixação do assunto que foi dado teoricamente em sala. Os filmes usados foram baixados do site do youtube.com no formato .mpeg e colocados no Uso de Filmes notebook e projetado com auxílio do Data Show. A turma aceitou muito bem à ideia de filmes, e já conheciam este método por outros professores. Sem contar que a apresentação de filmes em aula ajuda o decorrer do assunto, tanto como fixação como na aceleração de conteúdos.
  37. 37. Uso de outros materiaisO uso de materiais como animais fixados em formol e maquetes ou pranchas, foi ótimo! Primeiramente porque eram materiais que não eram usados por nenhum professor (assim como a sala de ciências) e por isso deixado em segundo plano, porém foi bem recebido pelos alunos e o tamanho e complexidade das figuras estimularam a curiosidade nos alunos.
  38. 38. O livro didático A importância do livro didático (LD) para a organização do trabalho docente é inegável (NASCIMENTO & ALVETTI, 2006). É um recurso de fácil acesso e cedido aos alunos de rede pública gratuitamente. Porém sou contra que nos dias de hoje o único recurso didático seja o LD. Atualmente a web disponibiliza, jogos, vídeos, aulas práticas, textos e trabalhos que fazem com que o LD seja apenas mais um recurso... E não o único e exclusivo. O que notei é que apesar de tanta inovação, os alunos ainda se prendem a usar apenas uma fonte de conhecimento e que o professor não explore este outra oportunidade que é a internet. O livro didático adotado pela escola é PAULINO (2009), que na minha opinião deixa a desejar em termos de detalhes. Eu então, aliava o LD adotado pela escola com outros, como: LOPES & ROSSO (2005) AMABIS & MARTHO (2006).
  39. 39. O que eu posso dizer depois de tantas emoções... Boas e não tão boas... É que realmente a vidanão pára. O estágio para mim se deu em uma fase complicada, onde eu tinha que me deslocarem três cidades diferentes. O desgaste físico e mental era evidente. Contudo eu me descobrimuito mais forte e resistente e consegui encarar esta situação de maneira que há tempos atrás eurecusaria. Eu cresci em ver a realidade de alguns de meus alunos com que acordavam muito cedoe tinham que se deslocar da zona rural pra poder ter acesso a um pouco mais de educação, eencarar fatos que para mim não eram cotidiano. Me senti orgulhosa em poder trocar um poucode meu conhecimento à eles (sempre gostei de me envolver com a comunidade... Transmitir deconhecimento) e também triste em não ter tido tempo suficiente (parece bobagem, mas eu passeimais tempo viajando que em casa) em planejar aulas mais dinâmicas... Sei lá, sempre fica umgosto de que poderia ter feito algo mais. Mesmo assim, estou muito orgulhosa por ter cumpridoeste ciclo com tanta determinação.
  40. 40. E como foi iniciada esta história... Era uma vez...Só que desta vez, era uma vez uma aluna de Biologia que não acreditava que ser professor era umaboa opção, que o desgaste não era recompensado... Mais que descobriu que vale a pena trocarconhecimentos, causar a dúvida e a solução na cabeça do aluno, por que assim deixou claro Faria(2004): “Professor passa da escola centrada nos conhecimentos, onde o Mestre tem domínio absoluto do que está propondo para uma visão de professor que, ao construir o conhecimento junto com seus alunos, questiona, duvida, enfrenta conflitos, contradições e divergências, enriquecendo tais ações pelo apoio na tecnologia.” Descobriu que vale a pena ser professor, não pelo dinheiro, mas pela recompensa em fazer parte datransformação de um cidadão. Continua...
  41. 41. Retratos
  42. 42. Agradecimentos Gostaria de expor toda a minha gratidão à professora-orientadora Cláudia Regina Teixeira de Souza pela paciência, disposição e auxílio total neste processo acadêmico e afirmo que se não fosse a sua paixão expressada pela docência, minha visão sobre “ser professor” não teria a solidez que se apresenta neste momento. Ao colégio que estagiei e toda simpatia e carisma da direção (Olga e Jó) e as “meninas” da secretaria. À minha xará Rejane Cruz que me aceitou neste processo. Aos meus queridos alunos da turma 2M1 que me acolheram e deram forças para que este ciclo se completasse com tantas lembranças boas. Aos companheiros, Cris, Edi e Mona e Lu pelos momentos de paciência, descontração, atenção e ajuda.
  43. 43. Referência BibliográficaALMEIDA, Jane Soares de. Prática de ensino e estágio supervisionado na formação de professores. Caderno de Pesquisa. N.93. São Paulo, 1995. 22-31p.AMABIS, José Mariano & MARTHO, Gilberto Rodrigues. Fundamentos da Biologia Moderna. ed. 4. Editora Moderna. São Paulo,2006.BACCON, Ana Lúcia Pereira & ARRUDA, Sérgio de Melo. Os saberes docentes na formação inicial do professor de física:Elaborando sentidos para o estágio supervisionado. Revista Ciência e Educação. vol. 16. n.3. 2010. 507-524p.CARDOSO, F.H. Mãos à obra, Brasil: proposta de governo. 5. ed. Brasília, DF, 1994.FARIA, Elaine Turk. O professor e as novas tecnologias. ENRICONE, Délcia (Org.). Ser Professor. 4. ed. EDIPUCRS. Porto Alegre,2004. 57-72p.FERNANDES, H. L. Um naturalista na sala de aula. Ciência & Ensino. Campinas, Vol. 5, 1998.GIANOTTO, Dúlcineia Ester Pagani & DINIZ, Renato Eugênio da Silva. Formação inicial de professores de biologia: A metodologiacolaborativa mediada pelo computador e a aprendizagem para a docência. Revista Ciência e Educação. vol. 16. n. 3. 2010. 631-648p.LEPIENSKI, Luis Marcos & PINHO, Kátia Elisa Prus. Recursos didáticos no ensino de biologia e ciências. 2005. Disponível em:<www.diadiaeducação.pr.gov.br>LOPES, Sônia & ROSSO, Sérgio. Biologia. vol. único. Editora Saraiva, São Paulo, 2005.
  44. 44. MOREIRA, M. L.; DINIZ, R. E. S. O laboratório de Biologia no Ensino Médio: infraestrutura e outros aspectos relevantes. In:Universidade Estadual Paulista – Pró-Reitoria de Graduação. (Org.). Núcleos de Ensino. São Paulo: Editora da UNESP,Vol. 1, p. 295-305, 2003.NASCIMENTO, Tatiana Galieta & ALVETTI, Marco A. S. Temas científicos conteporâneos no ensino de biologia e física. RevistaCiência e Ensino. vol. 1. n. 1. dez. 2006.PAULINO, Wilson Roberto. Biologia: Seres Vivos e Fisiologia. vol II. ed. 1. Editora Ática. São Paulo, 2005.PEDRANCINI, V. D.; CORAZZA-NUNES, M. J.; GALUCH, M. T. B.; MOREIRA, A. L. O . R.; RIBEIRO, A. C. Ensino e aprendizagem deBiologia no ensino médio e a apropriação do saber científico e biotecnológico. Revista Electrônica de Enseñanza de lãsCiências. Vol. 6, n. 2, p. 299-309, 2007. disponível em: <http://www.saum.uvigo.es/reec>SILVA, Maria Abadia da. Qualidade social da educação pública: Algumas Aproximações. Cad. Cedes. vol. 29. n. 78. mai-jun.Campinas, 2009. 216-226p.SWANWICK, Keith. Ensinando Música Musicalmente. Tradução de Alda Oliveira e Cristina Tourinho. São Paulo: Moderna, 2003.TEIXEIRA, Paulo Marcelo Marini & NETO, Jorge Megid. Investigando a pesquisa educacional. Um estudo enfocando dissertaçõese teses sobre o ensino de biologia no Brasil. Rev. Investigação em Ensino de Ciências. vol. 11. 2006. 261-262p.

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