Radioterapia antineoplásica

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Assistência de enfermagem em radioterapia antineoplásica.

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Radioterapia antineoplásica

  1. 1. FACULDADE ADVENTISTA PARANAENSE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Enfº Eliézer Mello eliezer_mello@yahoo.com.br
  2. 2. O que é Radiação? • É energia que se propaga no espaço a partir de uma fonte, que pode ser por meio de partículas ou ondas eletromagnéticas.
  3. 3. Tipos de Radiação • Ionizante • Não Ionizante
  4. 4. Estrutura da Matéria Prótons (+) Nêutrons Elétrons (-) Eletrosfera Núcleo
  5. 5. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • O que é ionizar? • Nenhum homem gosta de ir a uma festa que só tenha homens. O mesmo vale para uma mulher numa festa repleta de mulheres. A situação agradável para ambas as partes é, então, um equilíbrio entre o número de pessoas do sexo feminino e do sexo masculino. • Numa dessas festas na qual haja um equilíbrio entre homens e mulheres, pode de repente vir uma dessas mães e levar uma menina embora. Pronto, acabou a harmonia! Desintegrou o grupo!
  6. 6. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • O que é ionizar? • Num átomo, o equilíbrio se dá pela igualdade de prótons (positivos) e elétrons (negativos), que torna o átomo neutro como um todo. • Uma radiação ionizante, por sua vez, pode desfazer o equilíbrio de um átomo, arrancando um ou mais de seus elétrons (desintegrando o átomo) e o deixando positivo. Esse átomo positivo é um íon, daí a palavra ionizante, que é a capacidade de ionizar, de formar íons.
  7. 7. Radiação Ionizante Íon Θ Íon ⊕ •Num átomo, o equilíbrio se dá pela igualdade de prótons (positivos) e elétrons (negativos), que torna o átomo neutro como um todo.
  8. 8. Ionização • Processo pelo qual um átomo neutro adquire uma carga elétrica: Fóton Ionização Elétron Livre
  9. 9. Radiobiologia Interação radiação-célula Transferência total ou parcial de energia provocando ionização • Direta: Ionização direta do DNA (maior letalidade) • Indireta: através da quebra do H2O→ H+ + OH- OH- quebra DNA
  10. 10. Radiação Eletromagnética • Onda Eletromagnética que transporta energia e se propaga pelo espaço ou através de um meio material: Comprimento de onda (λ) λ hc E =
  11. 11. Radiação Eletromagnética λ Radiação de Baixa Energia (Exemplo: Ondas de Rádio e TV) λ Radiação de Alta Energia (Exemplo : Raios X) pouca interação com a matéria grande interação com a matéria
  12. 12. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Conceito: É a modalidade terapêutica que utiliza as radiações ionizantes para o tratamento do câncer, tem por objetivo atingir as células malignas, impedindo sua multiplicação por mitose e/ou determinando a morte celular (BRASIL,2002).
  13. 13. O que é Radioterapia? • É o emprego das radiações ionizantes com o objetivo de destruir ou inibir o crescimento de células doentes do organismo (especialmente o câncer); • Especialidade médica que utiliza a radiação com fins terapeuticos.
  14. 14. Radioterapia Modalidades de Tratamento • Teleterapia: quando a fonte está a certa distância do paciente.
  15. 15. Radioterapia Modalidades de Tratamento • Braquiterapia: quando a fonte radioativa está em contato ou próximo do volume alvo.
  16. 16. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Os tipos de tratamentos radioterápicos utilizados no controle de câncer são (RODRIGUES, 2007): • TELETERAPIA Consite na terapia à distância, ou seja, a fonte emissora de radiação fica a mais ou menos 1 metro do paciente. Nesta categoria, enquadram-se os feixes de raios X, de raios gama, elétrons de alta energia e nêutrons. • BRAQUITERAPIA É a terapia de curta distância onde, uma fonte encapsulada ou um grupo destas fontes são tutilizadas para liberação de radiação Beta ou Gama a uma distância de poucos centímetros da massa tumoral.
  17. 17. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • BRAQUITERAPIA – Superficial: A fonte radioativa é colocada sobre a superfície do tumor ou sobre a pele. – Intracavitária: A fonte radioativa é introduzida em cavidades do organismo (traquéia, esôfago, vagina, reto, uretra, etc) adjacentes aos tumores. – Intraluminal: A fonte de radiação é introduzida rapidamente dentro do lúmen ou da luz de certas cavidades do corpo, por exemplo, a árvore brônquica, no tratametno do câncer de pulmão. – Intersticial: a fonte radioativa é inserida na forma de implantes temporários ou permanentes, através de agulhas ou tubos de material plástico que passam através do tumor. Ex: Tratamento de câncer de próstata com sementes de iodo.
  18. 18. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Radiobiologia Celular (BARBIERI & NOVAES, 2005): – Todas as células podem ser alteradas pela radiação em vários sentidos e em vários graus. – Os tecidos cuja atividade funcional não requerem renovação celular como, por exemplo, os tecidos muscular e nervoso, são mais resistentes à radiação. – A tolerância do organismo à radiação varia de acordo com os seguintes parâmetros de natureza física: dose, duração do tratamento (tempo), volume tecidual e qualidade da radiação. – Segundo esse parâmetros, define-se qual a sensibilidade e curabilidade de um tumor pela radioterapia.
  19. 19. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Radiossensibilidade (OTTO, 2002): – Significa a sensibilidade das células normais ou tumorais à radiação. – A radiossensibilidade de uma célula está relacionada com o momento da vida celular em que ela se encontra. – A célula “em repouso” (fase G0) é muito mais resistente do que quando se encontra na fase M. – Quanto mais indiferenciado for um tumor e mais proliferativo um tecido normal, maior será a sua radiossensibilidade.
  20. 20. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Radiocurabilidade (BRASIL, 2002): – Significa que as relações de sensibilidade à radiação da células tumorais e normais são tais que a dose curativa da radiação pode aplicar-se regularmente, sem lesão excessiva para os tecidos normais adjacentes ao tumor. – A escolha ou determinação da dose de tratamento depende da comparação entre a possibilidade de cura clínica e a possibilidade tecidual de regeneração e renovação. Depende, também, da finalidade do tratamento.
  21. 21. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Efeitos Radiobiológicos e Fracionamento (OTTO, 2002): – A irradiação de doses elevadas produz maiores lesões quando aplicadas de uma única vez, do que que a mesma dose aplicada de dorma fracionada. – O fracionamento da dose deminui a incidência de efeitos colaterais graves. – O período do tratamento pode variar de horas a meses. – O esquema de aplicação dependerá da dose total calculada e da avaliação do radioterapeuta.
  22. 22. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Avanço nas técnicas de Tratamento em Radioterapia: • Sistemas robotizados de braquiterapia, as fontes radioativas seladas inseridas em aplicadores especiais, são empregados no paciente através de um sitema que carrega previamente o material radioativo e o aplica posteriormente por controle remoto, via computador, com taxas de dose variadas (alta taxa de dose e baixa taxa de dose). • O avanço da informática e o estudo das imagens ocorrido na década de 1980 permitiram que os tratamentos com radiações ionizantes, tanto na radioterapia externa como na braquiterapia, ganhassem em precisão e exatidão. • Hoje, apartir dos dados obtidos por tomografia computadorizada (TC) ou ressonância nuclear magnética (RNM) pode-se identificar o tumor (volume-alvo) com mais precisão e tratar com maior exatidão, diminuindo a toxicidade sobre o tecido adjacente.
  23. 23. Planejamento Radioterápico • Papel fundamental tanto na Teleterapia como na Braquiterapia • Etapas do Planejamento (Teleterapia) – Simulação • Tomografia ou Rx Convencional – Delineamento dos Alvos (CT) – Cálculo de Dose – Verificação do Tratamento
  24. 24. Planejamento 2D • Simulador (Acuity)
  25. 25. • Os volumes de interesse no planejamento do tratamento: – GTV (“Gross tumor volume”), definido como toda doença macroscópica detectável, incluindo linfonodos regionais aumentados; – CTV (“clinical target volume”) que consiste do GTV mais regiões consideradas de alto risco para doença microscópica; – PTV (“planning target volume”), que fornece margem ao CTV prevendo variações no setup diário e movimentos anatômicos durante o tratamento, como a respiração.
  26. 26. Delineamento PTV GTV/CTV OR
  27. 27. Imobilizadores
  28. 28. Imobilizadores
  29. 29. Imobilizadores
  30. 30. Blocos de Colimação
  31. 31. Colimadores de Multi-Lâminas
  32. 32. Campos de Radiação • Colimadores do AL; – Blocos de Cerrobend • Colimadores Multifolhas;
  33. 33. Colimador Multi-folhas
  34. 34. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Finalidades da radioterapia (NOVAES, 2005) • Curativa: Quando é utilizada como tratamento principal, tem por objetivo obter a cura da neoplasia, utilizada em certos cânceres na fase inicial, por exemplo, pele, próstata, laringe e outros. • Paliativa: Busca a remissão de sintomas secundários à progressão do cêncer, quando este não é passível de cura, com o objetivo de promover a melhora na qualidade de vida do paciente. – Ex: anti-hemorrágica; anti-álgica; diminuir compressão (Síndrome de Compressão da Veia dava Superior, Síndrome de Compressão Medular).
  35. 35. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Quando a cirurgia é o tratamento principal a radioterapia é classificada como: • Adjuvante: Realizada após a cirurgia, com o objetivo de se prevenir recidiva local e na cadeia ganglionar relacionada. Ex: Câncer de mama: radiação do plastrão, axila e fossa supraclavicular. • Neo-adjuvante: Utilizada antes do tratamento cirúrgico, com o objetivo de diminuir o tamanho deo tumor e melhor as condições de ressecção cirúrgica (tornar tumores irresecáveis passíveis de ressecção, possibilitar a realização de cirurgias menos mutilantes).
  36. 36. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Descrição do tratamento (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002): • Apenaz o médico radioterapeuta pode prescrever o tratamento radioterápico. • A prescrição da dose de radiação é feita pelo radioterapeuta. • Os cálculos para administração de doses sobre tumor, com menor dano aos tecidos adjecentes são realizados pelo físico-médico.
  37. 37. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Sequencia do tratamento (BRASIL,2002; NOVAES,2005): • Consulta de primeira vez com o radioterapeuta; • Definição do tipo de tratamento; • Definição do volume alvo; • Escolha da energia ideal (elétrons ou fótons); • Dose (única ou fracionada); • Distribuição de campos (áreas) que serão irradiados; • Conferência dos cálculos (físico e radioterapeuta); • Acompanhamento médico e de enfermagem durante o tratamento; • Encaminhamento para a clínica de origem após o término do tratamento proposto.
  38. 38. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Na teleterapia: • Antes de iniciar o tratamento é feita a simulação utilizando raios X e a fluoroscopio, produzido por um aparelho chamado simulador (capaz de realizar todos os movimentos de um aparelho de tratamento), para identificar o volume-alvo pelas referências ósseas e fornecer ao radioterapeuta dados para delineação dos campos de radiação. • Campo de radiação é a delimitação do volume alvo (tumor) através da demarcação da pele com uma tinta vermelha, a tintura de castelano, para realizar o tratamento radioterápico.
  39. 39. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Na teleterapia: • O paciente deve ser orientado sobre as condutas de conservação da marcação durante o período de tratamento. • A imibilização do paciente na sala de tratamento pode ser conseguida mediante o uso de acessórios como espuma (coxins), plásico, máscaras ou outros mateiais especiais inclusive os raios laser de vital importância para posicionamento do paciente.
  40. 40. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Na teleterapia: • Durante as aplicações o paciente permanecerá imóvel, com a região a ser irradiada descoberta. • O tempo de cada aplicação varia de 1 a 5 minutos. • O paciente permanecerá sozinho na sala de tratemnto, porém será observado pelo técnico de radioterapia através de um circuito interno de TV na sala de controle.
  41. 41. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Programas de controle de garantia da qualidade e radioproteção (BRASIL,2002): • Testes periódicos nos sitemas de segurança; • Condições gerais do aparelho; • Avaliação da fontes; • Controle dos pacientes.
  42. 42. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA RADIOTOXICIDADE • Os efeitos tóxicos do tratamento radioterápico vão depender da localização do tumor, da energia utilizada, do volume de tecido irradiado, da dose total e do estado geral do paciente. • Algumas reações são comuns aos paciente e independem do local de aplicação: a fadiga, as reações de pele e inapetência, que costumam aparecer após a 2ª semana de tratamento.
  43. 43. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Classificação quanto ao tempo de ocorrência das reações: • Reações agudas: surgem durane ou até um mês após o término do tratamento; • Reações intermediárias: Surgem entre 1 a 3 meses após o término do tratamento; • Reações tardias: surgem de 3 a 6 meses ou até anos após o fim do tratemento.
  44. 44. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Assistência de Enfermagem em Radioterapia A Consulta de enfermagem em Radioterapia tem como objetivos conhecer a história, o tratamento proposto, identificar as necessidades dos pacientes, os diagnósticos de enfermagem e elaborar plano de cuidados.
  45. 45. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Para que o enfermeiro tenha segurança para desempenhar estas atividades, necessita conhecer (BRASIL, 2002): • Princípios de Radioterapia; • Finalidades da Radioterapia; • Se a Radioterapia vai ser administrada isolada ou combinada com outras modalidades de tratamento (ex: Quimioterapia); • Principais características dos efeitos colaterais mais frequentes • Medidas necessárias para diminuir os efeitos mais frequentes.
  46. 46. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Durante a consulta de enfermagem devem ser fornecidas orientações sobre (RODRIGUES, 2007); • Os objetivos do tratamento; • A marcação do campo que será irradiado no caso de Teleterapia, e cuidados para mantê-la durante o tratamento; • Como será realizado o tratamento (tipo, posicionamento, preparo, duração); • No caso de teleterapia é importante ressaltar que o cliente não fica radioativo, nem sendo necessário isolamento; • Prevenção da complicações e minimização dos efeitos colaterais inevitáveis.
  47. 47. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA No caso de pacientes que serão submetidos à Braquiterapia, de acordo com Otto (2002) ainda devem ser fornecidas orientações sobre: • Preparo do cliente antes da terapia; • Procedimentos relacionados à terapia; • Restrição de visita: proibir visitas de menores e de gestantes ou mulheres que estejam planejando engravidar; • Necessidades de isolamento temporário; • O cliente permanece num quarto monitorado por circuito interno de TV;
  48. 48. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA • Serão prestados os cuidados essenciais de enfermagem, porém o tempo de permanência junto ao cliente será o menor possível; • Dependendo do procedimento a atividade física pode ficar limitada, sendo recomendadas atividades de lazer como televisão, leitura, palavra-cruzada, etc. • Após a alta hospitalar deve ser observada a presença de efeitos colaterais tardios: – Implantes pélvicos: diarréia, disúria, infecção urinária, estenose de vagina (neste último caso a paciente deve ser orientada a fazer exercícios de dilatação vaginal três vezes por semana até um ano apoós o tratamento radioterápico).
  49. 49. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA • Efeitos colaterais da Radioterapia; • Diagnósticos de Enfermagem; • Intervenção de Enfermagem na prevenção e manejo da toxicidade secundária ao tratamento radioterápico. Tendo como base as recomendações do Munistério da Saúde (2002); Otto (2002); Rodrigues (2005); Nanda (2006).
  50. 50. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA MUCOSITE • Diagnóstico de enfermagem: – Mucosa oral prejudicada relacionada à irradiação de cabeça e pescoço. • Intervenção de enfermagem (recomendar aos Pacientes): – Higiene bucal cuidadosa sempre que se alimentar; – Gargarejos e bochechos de solução alcalina (solução de água fervida + bicarbonato de sódio), à temperatura embiente; – Evitar alimentos quentes, ácidos e sólidos; – Retirar próteses dentárias móveis, se existentes; – Utilizar borrifos de anestésido local na cavidade bucal e orofaringe antes da refeição, em caso de dor à deglutição; – Evitar tratamento dentário; – Orientar ingesta hídrica.
  51. 51. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Náusea relacionada à exposição da mucosa gástrica no campo de irradiação. • Intervenção de enfermagem: – Dieta branda, refeiçoes pequenas e frequentes, preferir alimentos frios; – Evitar condimentos e alimentos ácidos e gordurosos; – Evitar ingerir líquidos durante as refeiçoes; – Ingestão de líquidos gelados ou à temperatura ambiente; – Orientar sobre o uso de antieméticos, se prescrito.
  52. 52. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA • Diagnóstico de enfermagem: – Diarréia relacionada à exposição da mucosa intestinal ao campo de irradiação; • Intervenção de enfermagem: – Orientar dieta branda e pobre em fibras e gorduras; – Orientar sobre reposição hidroeletrolítica oral (soro caseiro, água de coco);
  53. 53. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Fadiga relacionada ao tratamento radioterápico; – Intolerância à atividade relacionada a fraqueza generalizada e/ou anemia secundária ao tratamento radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Monitorar hemograma; – Reposição nutricional; – Extímulo ao repouso e relaxamento; – Apoio emocional para reforçar a importância da continuidade do tratamento; explicando-se também que a fadiga é temporária.
  54. 54. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Risco de integridade da pele prejudicada relacionada ao tratamento radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Manter a pele do campo de tratamento o mais possivelmente seca e livre de irritações; – Não usar loções, cremes, talcos, desodorantes ou álcool; usar somente o que for recomendado pelo médico, ou enfermeiro; – Lavar a pele do campo de tratamento com água morna apenaz, e secar sem esfregar; recomenda-se o uso de sabonete neutro e sem perfume; – Evirar vestir roupas justas (lycras, jens); – Não usar esparadrapo ou adesivo sobre a pele.
  55. 55. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA – Evitar extremos de calor e frio (bolsa de água quente ou gelo) sobre a pele irradiada; – Evitar o contato de tecidos sintéticos com a área tratada; o algodão é menos irritante e mais confortável; – Não esfregar, coçar, arranhar ou esfregar a pele irradiada; – Nas áreas pilosas, não usar lâminas de barbear, nem navalha. Usar barbeador elétrico durante o tratamento; – Proteger a área do tratamento da exposição solar com uso de filtro solar nº 30. – Continuar a tomar precauções durante seis meses a um ano após o tratamento, devido ao risco de que sejam causados danos severos à pele, inclusive tumores malignos; – Manter a pele do campo de tratamento hidratada, seguindo o protocolo de prevenção de radioepitelite da instituição, com o uso de Aloe Vera ou Ácidos Graxos Essenciais (AGE) no campo demarcado; – Comparecer semanalmente à revião médica e de enfermagem; – Estimular ingesta hídrica.
  56. 56. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Risco de nutrição desequilibrada menos do que as necessidade corporais, relacionada a dificuldade para ingerir alimento, secundária ao tto radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Recomendar aos pacientes o fracionamento da dieta e a ingestão de refeições leves e a intervalos curtos e em pequenas quantidade; – A adequação da dieta deverá da preferência à qualidade dos alimentos ingeridos e não à quantidade; – O encaminhamento ao nutricionista nos casos mais agudos ou graves.
  57. 57. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Risco para a imagem corporal prejudicada ralacionada ao tratamento radioterápico; Risco para a integuidade da pele do couro cabeludo prejudicada, relacionado ao tratamento radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Evitar lavar e manipular excessivamente os cabelos durante a terapia; – Usar xampu suave e lavar os cabelos a cada 4 a 7 dias; – Evitar escovar excessivamente; – Evitar o uso de secadores elétricos, elásticos, pregadores, presilhas e grampos; – Evitar tintura ou descoloração dos cabelos; – Proteger a cabeça; – Proteger o couro cabeludo da exposição solar.

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