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O desafio do aprendiz autônomo no processo de construção do conhecimento.2

  1. 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO E POLÍTICAS EDUCACIONAIS DIVISÃO DE TECNOLOGIA EDUCACIONALAtividade: Texto ClássicoMediador pedagógico:Cursista: Ana Maria de AlmeidaO DESAFIO DO APRENDIZ AUTÔNOMO NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DOCONHECIMENTO. A escola atual esta passando por um período crítico, os índices dasavaliações externas ainda estão aquém do ideal e as aulas que não atraem ointeresse dos alunos.De um lado temos professores que reclamam da falta de participação dos alunos emsuas aulas, de outro, os temos alunos que acham as aulas "chatas" e fazem tudo dena sala de aula, menos estudar. É comum situações onde o professor está explicando o conteúdo em suaaula expositiva e no mesmo momento o aluno está escrevendo um bilhete para ocolega, conversando paralelamente. Essa realidade demonstra o quanto a educaçãoestá desatualizada frente as necessidades dos nossos alunos na sociedadecontemporânea. Muitas vezes, obrigado pelas exigências do professor, o aluno até faz silênciomas de nada adianta, se o pensamento dele não está ali, o interesse desse alunonão é aquele mundo estático que é a maioria das salas de aula de hoje, querepresenta o oposto da vivencia do aluno em seu cotidiano. O aluno egresso dessa escola, será bem-recebido no mercado de trabalho, pois aprendeu a silenciar mesmo discordando, perante a autoridade do professor, a não reivindicar coisa alguma, a submeter-se a fazer um mundo de coisas sem sentido, sem reclamar. O produto pedagógico acabado dessa escola é alguém que renunciou o direito de pensar e que, portanto, desistiu da sua cidadania e do seu direito ao exercício da política no seu mais pleno significado: qualquer projeto que 1
  2. 2. vise alguma transformação social escapa ao seu horizonte, pois ele deixou de acreditar que sua ação seja capaz de qualquer mudança. Becker (2001). Se analisarmos a fundo, veremos que esse professor que pratica a"Pedagogia Diretiva", denominada por Becker (2001), ensina como aprendeu, logo,o professor, é uma vítima dessa formação. Será que esse professor também deixoude acreditar que sua ação pode provocar a mudança? Só será possível instigar pensamentos críticos dos seu alunos em sala deaula, se o professor acreditar que realmente ser crítico vale a pena e contribui para amudança.Muitas vezes, nem ele age com criticidade, não é possível "ensinar" o que nãovivencia. Na angustia de encontrar o caminho alguns educadores tentam mudar, fugirdo tradicionalismo rígido. Por falta de conhecimento e segurança da sua concepçãopedagógica, alguns professores acabam com tentativas frustradas que não elevam onível da aprendizagem em seu ambiente de trabalho. Ao tentar fugir do tradicionalismo, educadores acabam caindo em outra visão,também equivocada, que não contribui ara a construção do conhecimento, apedagogia não diretiva, que segundo Becker (2001), o professor "policia-se" parainterferir o mínimo possível na ação do aluno, para ele, o professor não-diretivoacredita que o aluno aprende por si mesmo. Essa visão, como o próprio autor afirma, muitas vezes é praticadainconscientemente pelo professor que deixa de agir com a interação necessáriaentre o conhecimento do aluno e o novo conhecimento. A pedagogia não diretiva, oapriorismo, é confundida por alguns educadores com o construtivismo de Piagetque é bem diferente, os educadores acabam deixando o aluno descobrir tudosozinho. Embora esse aluno, tenha contato com um mundo repleto de informações,ele não tem autonomia nem maturidade para buscar o novo, fazendo a conexão como conhecimento que já possui sem auxilio do professor, o que resulta no fracasso doEnsino-aprendizagem. Já na Pedagogia racional, descrita pelo mesmo autor, o professor vaiaprendendo a ensinar, replanejando suas ações de acordo com o a realidade dosseu alunos, essa, lembra o Construtivismo de Piaget onde o aluno constrói sim, seuconhecimento a partir das suas estruturas e o papel do professor nesse contexto éinstigar o aluno por meio de suas ações com questionamentos intencionais quedirecionam à construção do novo conhecimento. O professor construirá, a cada dia, a sua docência, dinamizando seu processo de aprender. Os alunos construirão a cada dia, a sua "discência", ensinando, aos colegas e ao professor, novas coisas, noções, objetos culturais. Mas o que avança mesmo nesse processo é a condição prévia de todo aprender ou de todo conhecimento, isto é, a capacidade 2
  3. 3. construída de, por um lado, apropriar-se criticamente da realidade física ou social e, por outro, de construir sempre mais e novos conhecimentos. Becker (2001) Nesta dinâmica, nem professor nem aluno terminam a aula da mesma formaque iniciaram, o professor adquiriu novos conhecimentos a partir da relação com oaluno e vice e versa, o aluno além de descobrir-se, mesmo que inconsciente, comosujeito atuante na construção do conhecimento, encontra outras possibilidades deaprender além da fala professor. Aquela visão de que o professor sabe tudo cai por terra, mas não se perde orespeito, nesse ambiente, professor e aluno crescem na construção doconhecimento a cada aula realizada. Somente com a segurança de uma prática reflexiva o professor poderáproporcionar ambientes de cooperação por meio de trabalhos em grupos onde umaluno poderá interferir positivamente na sua aprendizagem e na aprendizagem deseus pares. Para a escola, o trabalho em grupo cooperativo não é somente um motor para a aprendizagem significativa e uma potente estratégia de ensino de atenção à diversidade, mas, além disso, um recurso para a aprendizagem de habilidades pró- sociais e uma aprendizagem em si mesma altamente funcional para a sociedade do conhecimento. Duran e Vidal (2007) De acordo com a análise de Duran e Vidal (2007), tanto abordagemconstrutivista, quanto a sociocultural, demonstram a importância das relaçõesinterpessoais para a construção do conhecimento. Dessa forma, tanto noconstrutivismo que considera a interação do sujeito com o objeto de conhecimento ea relação entre os iguais (alunos), quanto na abordagem sociocultural que enfatiza ainfluência das relações sociais e a importância da mediação do adulto, nesse caso,do Professor. Aulas mais dinâmicas que proporcionem a colaboração e a interação entre osalunos, favorecem a criatividade e ultrapassam a aprendizagem dos conteúdos.Nessas relações os alunos vão se descobrindo como atuantes e capazes,desenvolvendo as habilidades necessárias para agir criticamente na sociedade queos espera. Porém, a mudança de concepção do educador, deve caminhar com umaestreita relação entre leituras, pesquisas e reflexão da própria prática.Somente com muito estudo, o professor poderá reconhecer e acreditar que oconhecimento não se passa de um indivíduo para outro, mas se constrói nainteração deste indivíduo com objeto de conhecimento e na relação com seus pares. ...a ruptura acontece se o professor para a sua prática e reflete sobre ela. O que acontece por força dessa reflexão? O professor dá-se conta (tome consciência = apropria-se das 3
  4. 4. próprias ações) de que a extensão da estrutura do seu pensar é muito limitada, de que ele precisa ampliar essa estrutura ou, até, construir uma nova. Becker (2001) Para que esse professor possa agir proporcionando um ambiente deconstrução do conhecimento, ele primeiro, precisa ser autônomo e ter acima detudo, consciência da sua ação em sala de aula. Para construir essa autonomia oeducador deve ter um perfil de pesquisador, buscar novos conhecimentos a cadadia, só é possível analisar criticamente, quem é conhecedor de sua realidade e estáaberto a um movimento constante de busca de novos conhecimentos. Demo (2011), demonstra inúmeros recursos tecnológicos presentes na mídiapor meio das plataformas digitais que podem auxiliar o ensino aprendizagem etornar as aulas mais atrativas aos alunos. Para realizar um trabalho com tarefas que aproveitem as habilidadesexistentes e potencialize novas habilidades em suas aulas, o educador precisadominar além dos conteúdos de sua disciplina. Esse, precisa ter uma visãomaiêutica buscando recursos com os quais seus alunos possam produzir textosmultimodais descrevendo os conteúdos construídos em sala de aula. ...um projeto de intervenção só tem a ganhar se for orientado devidamente pela teoria, bem como a teoria, para ser deste mundo, precisa confrontar-se com a prática. Demo(1998). Esse processo dinâmico que envolve experiências pessoais e profissionais,contato com novos conhecimentos, análise e reestruturação da prática, deveincondicionalmente, fazer parte do ambiente educacional e imprescindivelmente davivência do educador que deseja contribuir para a verdadeira educação dequalidade. O próprio autor afirma que a inovação permanente exige retorno à teoria,como a teoria exige confrontar-se com a prática. Embora estejamos dando humildespassos em direção para esta realidade, a educação tem um longo caminho apercorrer rumo a construção do conhecimento e à redução do tradicionalismo queimpede a efetiva aprendizagem. 4
  5. 5. REFERÊNCIASDEMO, Pedro - Chances de aprender bemhttp://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix43.html - 07-04-2012 12:00DEMO, Pedro - Aprender: o Desafio ReconstrutivoBoletim Técnico do SENAC, Rio de Janeiro, 1998 - senac.brhttp://www.senac.br/BTS/243/boltec243c.htm - 07 - 04 - 2012 - 15:00BECKER, Fernando - Educação e Construção do ConhecimentoEd. ARTMED - 2001 - Porto Alegre - RSSILVIA, Monica Ribeiro da - Currículo e competências: a formação administradaSão Paulo - SP - Ed. Cortez - 2008http://www.google.com.br/search?sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=SILVIA%2C+Monica+Ribeiro+da+-+Curr%C3%ADculo+e+compet%C3%AAncias%3A+a+forma%C3%A7%C3%A3o+administradaS%C3%A3o+Paulo+-+SP+-+Ed.+Cortez+-+2008 - 08 - 04 - 2012 - 18:00 5

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