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O Construtivismo

   A natureza do conhecimento e o processo de construção do mesmo são
considerações essenciais para o Construtivismo. O Construtivismo como teoria
cognitiva surgiu há aproximadamente 60 anos com os trabalhos de Jean Piaget.
Para o Construtivismo, o conhecimento tem uma
função adaptativa e não tem o propósito de produzir
representações de uma realidade independente. Esta
concepção da atividade cognitiva quebra o paradigma
objetivista que coloca por trás do conhecimento um
esforço do conhecedor para atingir uma visão do
mundo real. (Fosnot, C., 1996)
   O processo de aprender algo novo, ou compreender
profundamente algo já conhecido, não é um processo
linear. Recorre-se tanto às experiências de um
passado remoto quanto aos últimos conhecimentos
ganhos a partir das mais recentes explorações. É o
que acontece quando somos estimulados por algum
fenômeno intrigante, como um arco-íris. Sondamos, investigamos, indagamos e
exploramos este fenômeno até ele tornar-se menos misterioso. Podemos
imaginar que existe uma associação entre a luz do sol e o vapor d’água. Peça por
peça, como se estivéssemos montando um quebra-cabeças, nós construímos
conhecimento. Algumas vezes, quando as peças não se encaixam, nós
desmontamos antigas idéias e as reconstruímos. Nós estendemos nosso
entendimento conceitual através de discussões e esforços criativos e validamos
nossas teorias quando resolvemos problemas. No caso do arco-íris, podemos
conceber que se nos posicionarmos apropriadamente, podemos criar um arco-íris
pulverizando água de uma mangueira à luz do sol. A clareza que ganhamos em
compreender um conceito, nos dá habilidade para aplicar este entendimento a
novas situações e a novos mistérios. Este é um processo continuo e muito
particular e individual, no qual trazemos para cada experiência de aprendizagem
nosso nível de desenvolvimento, nossa história e estilos pessoais. Cabe ao
mestre facilitar o processo de aprendizagem Construtivista, promovendo
oportunidades e eventos que encorajem e apoiem a aprendizagem(Bybee, R.,
2001).

Maior eficácia na aprendizagem
  Mais do que nunca, na era do conhecimento, a tradicional educação
conduzida através de palestras e aulas, onde o conhecimento era transferido, em


                                       1
sua totalidade, apenas através de palavras ou símbolos, precisa mudar para uma
modalidade em que a pessoa construa ativamente seu conhecimento. Montando
conexões, construindo esquemas mentais, elaborando mapas conceituais e
desenvolvendo novos conceitos a partir de entendimentos prévios. No lugar de
aprender um conjunto básico de conhecimentos, pessoas se desenvolvem através
de interações com seus pares, orientadores e mestres. Este processo de
construção, interativa e bastante conversacional, iterativa e com grande acúmulo
sucessivo do saber, foi denominado por Construtivismo e constitui uma teoria
sobre conhecimento e aprendizagem que provê uma base conceitual sólida para
quem deseja conduzir o processo ensino-aprendizagem de forma mais eficaz. Na
citação abaixo, Fosnot (1996) nos mostra como o Construtivismo se processa:
       “(...)os professores precisam permitir que os alunos coloquem suas próprias
    perguntas, gerem suas próprias hipóteses e modelos como possibilidades e testem
    sua validade. (...)Os erros precisam ser percebidos como resultado das concepções
    do aprendiz e, portanto, não devem ser minimizados ou evitados. (...)As
    contradições precisam ser esclarecidas, exploradas e discutidas. (...)O diálogo
    dentro de uma comunidade engendra mais pensamento. A sala de aula precisa ser
    vista como uma comunidade discursiva engajada em atividade, reflexão e
    conversação(...)” (Fosnot, C., 1996:46).

   Sob uma perspectiva estratégica, a aprendizagem Construtivista é um
processo auto-regulador que promove o equilíbrio entre modelos mentais
individuais já existentes e novos insights, visando construir novas
representações e modelos da realidade. Para isso a aprendizagem Construtivista
é um processo de formação de significados que acontece através do uso de
ferramentas e símbolos usados em atividade social, discurso e debate.
   O praticante do Construtivismo reprova qualquer possibilidade de passar
conhecimento pelo uso de símbolos ou por transmissão de mão única. O
Construtivista não acredita em aprendizagem pela incorporação de cópias exatas
de entendimento que os professores transmitem em aulas apenas expositivas. Ele
também rejeita a idéia de dividir conceitos em suas partes elementares e acha
impraticável ensiná-los fora de um contexto (Fosnot, C., 1996). A importância
do contexto na aprendizagem foi muito bem colocada por Ferguson, M (1980)
na citação a seguir:
       “(...)O cérebro direito, com seu dom de perceber padrões e o todo, é essencial à
    compreensão do contexto e do significado. "Aprender a aprender" inclui aprender
    a ver a relação entre as coisas(...)” (Ferguson, M., 1980:288).

  No Construtivismo, a abordagem do ensino deve criar oportunidades de
experiências concretas, contextualmente significativas, nas quais os alunos
possam buscar padrões, levantar seus questionamentos e construir seus próprios
modelos, conceitos e estratégias.
                     Trecho do Livro “Transferindo Conhecimento Tácito” uma abordagem
                                            construtivista” Editado pela E-papers em 2001


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Construtivismo

  • 1. O Construtivismo A natureza do conhecimento e o processo de construção do mesmo são considerações essenciais para o Construtivismo. O Construtivismo como teoria cognitiva surgiu há aproximadamente 60 anos com os trabalhos de Jean Piaget. Para o Construtivismo, o conhecimento tem uma função adaptativa e não tem o propósito de produzir representações de uma realidade independente. Esta concepção da atividade cognitiva quebra o paradigma objetivista que coloca por trás do conhecimento um esforço do conhecedor para atingir uma visão do mundo real. (Fosnot, C., 1996) O processo de aprender algo novo, ou compreender profundamente algo já conhecido, não é um processo linear. Recorre-se tanto às experiências de um passado remoto quanto aos últimos conhecimentos ganhos a partir das mais recentes explorações. É o que acontece quando somos estimulados por algum fenômeno intrigante, como um arco-íris. Sondamos, investigamos, indagamos e exploramos este fenômeno até ele tornar-se menos misterioso. Podemos imaginar que existe uma associação entre a luz do sol e o vapor d’água. Peça por peça, como se estivéssemos montando um quebra-cabeças, nós construímos conhecimento. Algumas vezes, quando as peças não se encaixam, nós desmontamos antigas idéias e as reconstruímos. Nós estendemos nosso entendimento conceitual através de discussões e esforços criativos e validamos nossas teorias quando resolvemos problemas. No caso do arco-íris, podemos conceber que se nos posicionarmos apropriadamente, podemos criar um arco-íris pulverizando água de uma mangueira à luz do sol. A clareza que ganhamos em compreender um conceito, nos dá habilidade para aplicar este entendimento a novas situações e a novos mistérios. Este é um processo continuo e muito particular e individual, no qual trazemos para cada experiência de aprendizagem nosso nível de desenvolvimento, nossa história e estilos pessoais. Cabe ao mestre facilitar o processo de aprendizagem Construtivista, promovendo oportunidades e eventos que encorajem e apoiem a aprendizagem(Bybee, R., 2001). Maior eficácia na aprendizagem Mais do que nunca, na era do conhecimento, a tradicional educação conduzida através de palestras e aulas, onde o conhecimento era transferido, em 1
  • 2. sua totalidade, apenas através de palavras ou símbolos, precisa mudar para uma modalidade em que a pessoa construa ativamente seu conhecimento. Montando conexões, construindo esquemas mentais, elaborando mapas conceituais e desenvolvendo novos conceitos a partir de entendimentos prévios. No lugar de aprender um conjunto básico de conhecimentos, pessoas se desenvolvem através de interações com seus pares, orientadores e mestres. Este processo de construção, interativa e bastante conversacional, iterativa e com grande acúmulo sucessivo do saber, foi denominado por Construtivismo e constitui uma teoria sobre conhecimento e aprendizagem que provê uma base conceitual sólida para quem deseja conduzir o processo ensino-aprendizagem de forma mais eficaz. Na citação abaixo, Fosnot (1996) nos mostra como o Construtivismo se processa: “(...)os professores precisam permitir que os alunos coloquem suas próprias perguntas, gerem suas próprias hipóteses e modelos como possibilidades e testem sua validade. (...)Os erros precisam ser percebidos como resultado das concepções do aprendiz e, portanto, não devem ser minimizados ou evitados. (...)As contradições precisam ser esclarecidas, exploradas e discutidas. (...)O diálogo dentro de uma comunidade engendra mais pensamento. A sala de aula precisa ser vista como uma comunidade discursiva engajada em atividade, reflexão e conversação(...)” (Fosnot, C., 1996:46). Sob uma perspectiva estratégica, a aprendizagem Construtivista é um processo auto-regulador que promove o equilíbrio entre modelos mentais individuais já existentes e novos insights, visando construir novas representações e modelos da realidade. Para isso a aprendizagem Construtivista é um processo de formação de significados que acontece através do uso de ferramentas e símbolos usados em atividade social, discurso e debate. O praticante do Construtivismo reprova qualquer possibilidade de passar conhecimento pelo uso de símbolos ou por transmissão de mão única. O Construtivista não acredita em aprendizagem pela incorporação de cópias exatas de entendimento que os professores transmitem em aulas apenas expositivas. Ele também rejeita a idéia de dividir conceitos em suas partes elementares e acha impraticável ensiná-los fora de um contexto (Fosnot, C., 1996). A importância do contexto na aprendizagem foi muito bem colocada por Ferguson, M (1980) na citação a seguir: “(...)O cérebro direito, com seu dom de perceber padrões e o todo, é essencial à compreensão do contexto e do significado. "Aprender a aprender" inclui aprender a ver a relação entre as coisas(...)” (Ferguson, M., 1980:288). No Construtivismo, a abordagem do ensino deve criar oportunidades de experiências concretas, contextualmente significativas, nas quais os alunos possam buscar padrões, levantar seus questionamentos e construir seus próprios modelos, conceitos e estratégias. Trecho do Livro “Transferindo Conhecimento Tácito” uma abordagem construtivista” Editado pela E-papers em 2001 2