Resenha-resumo da Introdução do livro Sala de Aula Interativado professor Marco Silva
Marco      Silva    convida    os     críticos dainteratividade,      os comunicadores, teóricos dacomunicação, educadores...
UM CONVITE À INTERATIVIDADE E À             COMPLEXIDADETrês reações ao termo interatividade:•    Aplicação oportunista de...
MODALIDADE COMUNICACIONAL  O esquema clássico (modalidade comunicacional massiva)se baseava na ligação unilateral EMISSOR...
CULTURA INTERATIVA    A sociedade atual transita da lógica da distribuição para alógica da comunicação.   Há uma imbrica...
O HIPERTEXTO E O NOVO ESPECTADOR   As novas tecnologias permitem o processamento dainformação e da comunicação como hiper...
EPISTEMOLOGIA DA COMPLEXIDADE E INTERATIVIDADE Há uma         compatibilidade entre a epistemologia dacomplexidade de Edg...
PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO   Prática comunicacional tradicional nas salas de aula – paradigma da simplificação e a lógi...
O que os alunos (americanos) da era digitalesperam de suas escolas e de seusprofessores ?       E NÓS?
MAIS INFORMAÇÕES
O QUE É INTERATIVIDADE?Para André Lemos, “nossa relação com o mundo é uma relação interativaonde , a ações variadas corre...
O QUE É PENSAMENTO COMPLEXO?                                                                 Edgar Morin Para entendermos...
 Morin destaca três princípios interligados que podem ajudar a pensar a complexidade:1) Dialógico: permite manter a duali...
MODALIDADES COMUNICACIONAIS               MODALIDADE             MODALIDADE              UNIDIRECIONAL            INTERATI...
BINÔMIOS SUGERIDOS POR ARLINDO MACHADO             E MARCO SILVA  PARTICIPAÇÃO-INTERVENÇÃO         –      Em       situaç...
BIBLIOGRAFIA1- LEMOS, André. “Anjos interativos e retribalização do mundo. Sobre interatividade e     interfaces digitais”...
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Resumo da introdução do livro Sala de Aula Interativa

  1. 1. Resenha-resumo da Introdução do livro Sala de Aula Interativado professor Marco Silva
  2. 2. Marco Silva convida os críticos dainteratividade, os comunicadores, teóricos dacomunicação, educadores, professores e gestores deescola a dialogar a respeito de interatividade. NÓS TAMBÉM ACEITAMOS ESTE CONVITE!
  3. 3. UM CONVITE À INTERATIVIDADE E À COMPLEXIDADETrês reações ao termo interatividade:• Aplicação oportunista de um termo da “moda”.• Estratégia de marketing (legitima a expansãoglobalizada do novo poderio tecno-industrial baseadona informática).• Dominação da técnica (regressão do homem àcondição da máquina) – “...quanto mais se éinterativo, menos se existe...o sujeito se desvanece, seindiferencia, se objetiva até mesmo na linguagem quese automatiza e nos deixa silenciados” (M. Guillaume).
  4. 4. MODALIDADE COMUNICACIONAL O esquema clássico (modalidade comunicacional massiva)se baseava na ligação unilateral EMISSOR – MENSAGEM –RECEPTOR. Nos tempos atuais ocorre uma transição para a modalidadeinterativa. Reconhece-se o carátermúltiplo, complexo, sensorial, participativo do receptor, o queimplica conceber a informação como manipulável. MAIS DADOS
  5. 5. CULTURA INTERATIVA A sociedade atual transita da lógica da distribuição para alógica da comunicação. Há uma imbricação de fatores que levam ao surgimentodessa cultura: evolução de uma nova configuraçãotecnológica (os media interativos);a comunidade de negóciosglobalizada demanda e financia tecnologias informacionaispara atender à necessidade de maior interação com ocliente; o social “em rede”, cada vez mais atento ao “direito àdiferença” e a “liberdade de escolha”. Têm-se aí as bases de uma conjunção complexa. Amodificação estrutural da comunicação emerge dessasmúltiplas interferências, dessas múltiplas causalidades.
  6. 6. O HIPERTEXTO E O NOVO ESPECTADOR As novas tecnologias permitem o processamento dainformação e da comunicação como hipertexto.  O hipertexto liberta o usuário da lógica unívoca, da lógica da distribuição. Ele democratiza a relação com a informação. Ele é o divisor de águas entre a comunicação massiva e a comunicação interativa. O novo espectador aprende com a não linearidade, com acomplexidade do hipertexto. Ele aprende a não aceitarpassivamente o que é transmitido. Ele é mais autônomo e estáconsciente do caráter multimodal do texto. O novo espectadorabre-se à perspectiva do pensamento complexo.
  7. 7. EPISTEMOLOGIA DA COMPLEXIDADE E INTERATIVIDADE Há uma compatibilidade entre a epistemologia dacomplexidade de Edgar Morin e a modalidade comunicacional(interativa) disponibilizada pelas tecnologias hipertextuais ounovas tecnologias informáticas. COMPLEXIDADE NOVO ESPECTADOR Fundamenta-se na ausência de Abertura para mais fundamentos interações, para o mais comunicacional Interações - multiplicidade e Imobiliza o espírito recursividade linear, enriquecimento do movimento produtor
  8. 8. PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO Prática comunicacional tradicional nas salas de aula – paradigma da simplificação e a lógica da distribuição. Desafio do nosso tempo - Uma sala de aula baseada navivência coletiva , diferenciada, baseada na lógica dacomunicação. Escolas ditas “interativas” –marketing, modismo, dominação - banalização do termo O professor deve modificar a comunicação no sentido daparticipação-intervenção, da bidirecionalidade-hibridação e dapermutabilidade-potencialidade. O professor não transmiteconhecimento. Ele disponibiliza domínios de conhecimento. Elegarante a fartura de dados e os dispõe de modo de modo a criarpercursos possíveis. Os alunos constroem o conhecimento naconfrontação coletiva livre e plural.
  9. 9. O que os alunos (americanos) da era digitalesperam de suas escolas e de seusprofessores ? E NÓS?
  10. 10. MAIS INFORMAÇÕES
  11. 11. O QUE É INTERATIVIDADE?Para André Lemos, “nossa relação com o mundo é uma relação interativaonde , a ações variadas correspondem retroações as mais diversas. Essainteração funda toda vida em sociedade”. ¹Para Alex Primo e Márcio Cassol , é necessário valorizar, na interação, “abidirecionalidade, a comunicação contextualizada, enfim, aquilo que ocorreentre os interagentes e a evolução inventiva e criativa dos relacionamentos”.Os autores estabelecem também uma distinção entre interação reativa einteração mútua. ²Para Marco Silva , a interatividade é “a disponibilização consciente de ummais comunicacional de modo expressivamente complexo,e, ao mesmotempo, atentando para as interações existentes e promovendo mais emelhores interações –seja entre usuário e tecnologias comunicacionais(hipertextuais ou não), seja nas relações (presenciais ou virtuais) entre sereshumanos. ³Para Roderick Sims, “interatividade é uma atividade entre doisorganismos que proveja respostas adequadas às necessidadesinformativas de ambos”. O autor apresenta onze formas de interatividadeem ambientes de aprendizagem midiáticos. 5
  12. 12. O QUE É PENSAMENTO COMPLEXO? Edgar Morin Para entendermos o paradigma da complexidade, devemos entender oparadigma da simplicidade - aquele que põe ordem (leis, princípios) nouniverso e expulsa a desordem. A partir do processo simplificador (todo conhecimento hierarquiza, separa, operapor seleção), o conhecimento está cada vez menos preparado para ser refletido ediscutido. A teoria da complexidade:1. Considera que conhecimento não se reduz à informação.2. Compreende incertezas, indeterminações e fenômenos aleatórios como o progresso do conhecimento (sistema aberto).3. Reconhece a sociedade, o conhecimento, o ser humano como um sistema aberto.4. Percebe que a concepção do conhecimento está associada aos pressupostos da organização, da auto-organização e da desordem.5. Compreende que o sujeito e o mundo interagem e se desenvolvem (abrindo novas possibilidades).
  13. 13.  Morin destaca três princípios interligados que podem ajudar a pensar a complexidade:1) Dialógico: permite manter a dualidade no seio da unidade. Associa ao mesmo tempo termos complementares e antagônicos (a ordem e a desordem).2) Recursão Organizacional: “tudo o que é produzido volta sobre o que o produziu num ciclo ele mesmo autoconstrutivo, auto-organizador e autoprodutor”3) Hologramático: não apenas a parte está no todo, mas o todo está na parte. O indivíduo é parte constituinte da sociedade e é por ela constituído.Para Morin, todo sistema vivo gera relações complexas, complementares, recorrentes eantagônicas. A partir deste contexto, o sujeito não é um ser passivo, mas interage noprocesso, sendo parte integrante como produtor e produto. Introdução ao Pensamento Complexo
  14. 14. MODALIDADES COMUNICACIONAIS MODALIDADE MODALIDADE UNIDIRECIONAL INTERATIVAMENSAGEM Fechada, imutável, linear, Modificável sequencial EMISSOR “Contador de histórias”, “Designer de narrador que atrai o software”, receptor construtor de redes (não de rotas)RECEPTOR Assimilador passivo Coautor, cocriador, manipulador da mensagem – democratização da relação
  15. 15. BINÔMIOS SUGERIDOS POR ARLINDO MACHADO E MARCO SILVA PARTICIPAÇÃO-INTERVENÇÃO – Em situação deinteratividade, emissor e receptor mudam respectivamente depapel e de status, quando a mensagem se apresenta comoconteúdos manipuláveis e não mais como emissão (MarieMarchand). BIDIRECIONALIDADE-HIBRIDAÇÃO – Todo emissor épotencialmente um receptor e todo receptor é potencialmente umemissor. Ocorre a dissolução de fronteiras e a fusão de suportes elinguagens. PERMUTABILIDADE-POTENCIALIDADE – O computador permitenão só o armazenamento de grande quantidade deinformações, mas também ampla liberdade para combiná-las(permutabilidade) e produzir narrativas possíveis (potencialidade).O sistema interativo permite ao usuário a autoria de suas ações.
  16. 16. BIBLIOGRAFIA1- LEMOS, André. “Anjos interativos e retribalização do mundo. Sobre interatividade e interfaces digitais”. In: http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/lemos/interac.html2- PRIMO, Alex e CASSOL, Márcio. “Explorando o conceito de interatividade: definições e taxonomias”. In:http://www.fatecjp.com.br/Explorando%20o%20conceito%20de%20interatividade.pdf3- SILVA, Marco. “Um convite à interatividade e à complexidade: novas perspectivas comunicacionais para a sala de aula”. In: GONÇALVES, Maria Alice Rezende (org.) Educação e cultura: Pensando em cidadania. Rio de Janeiro: Quartet, 1999. p. 135 - 167.4- SILVA, MARCO. Sala de aula interativa. 5- SIMS. Rod. “Interactivity: A Forgotten Art?”. In: http://www2.gsu.edu/~wwwitr/docs/interact/

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