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TRANSIÇÃO- “(...) da modalidade comunicacional massiva para a modalidade interativa”.-O hipertexto liberta o usuário da ló...
SURGIMENTO DA INTERATIVIDADE“(...) emerge com a instauração de uma nova configuração tecnológica (...) emercadológica”.“Ma...
RECURSIVIDADE-“(...) os produtos e os efeitos são ao mesmo tempo causas e produtoresdaquilo que os produziu”.- “As novas t...
LÓGICA DA COMUNICAÇÃO-“(...) a sociedade transita da lógica da distribuição para a lógica dacomunicação”.- esta apresenta-...
NOVO RECEPTORO novo receptor é um ator social inquieto diante da emissão “fechada”.Em seu novo estatuto, o receptor opena ...
COMPLEXIDADE- O paradigma da simplificação separa noções dicotômicas. Para esteprincípio, ideias como “ordem” e “desordem”...
FUTURO-“O modus operandi que adoto é o adentramento dialógico pela florestaintrincada de idéias sobre o que seja comunicaç...
PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO- Na interatividade, o professor pode lançar mão de fundamentos querompem com a tradição do fa...
POSFÁCIO-“[...] informação manipulável pode ser informação interativa” (SILVA, p.252).- “[...] autoria do professor em edu...
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  • Comentários e reflexões abertos a sugestões, comentários e reflexões: Como não li o livro todo, não sei se os pontos que abordo, abaixo, já foram discutidos nos capítulos seguintes. De todo modo, segue alguns apontamentos sobre a questão da “temporalidade da interação”, um ponto que foi muito importante no exercício da minha prática. A interação, sob este aspecto prescinde de permanência, continuidade, caso contrário, fica refém do “fazer”, do “aqui agora”. - O corpo é parte da materialidade da interação, assim como o computador a técnica, o texto... é a parte visível. A interação se manifesta no pensamento e pode deslocar-se para além das relações espaço-temporais, que prescindem da mediação do corpo. - A interação pode permanecer ativa, enquanto a pessoa decidir “carregá-la” consigo. A “ficha pode cair” quando esse indivíduo chega em casa, quando esta no ônibus, etc., pode ficar “dialogando” com o seu interlocutor, tentando respondê-lo, decifrá-lo, inquirindo-lhe, enquanto esse pode estar em outro lugar, em outro país. Pode imaginar suas perguntas e respondê-las, pode perceber suas respostas e contra-argumentar sobre elas.
  • Visualizar uma prosseguimento da modalidade comunicacional massiva para a interativa, como transição/passagem, instaura uma lógica dicotômica, uma dualidade simétrica, uma polarização que simplifica os processos de mudança entre as categorias “antes” e “depois”. Existem “sobrevivências” de uma perspectiva na outra. Resumidamente, a idéia dos “paradigmas de Kuhn” (Thomas Kuhn) pressupõe a possibilidade da concomitância de paradigmas, e não uma “escada” de paradigmas. Um exemplo é a física de Newton e de Einsten. O paradigma do segundo não suprime o do primeiro. Um “constrói prédios” o outro “foguetes”.
  • Sobrevivência do paradigma anterior concomitantemente com a idéia de recursividade. Destacar a ambivalência deste processo. Supondo que o termo “Contador de Histórias” significa a mediação cultural de contar histórias para crianças, acho até que o “Contador de Histórias” produz interatividade. Em 2010 participei até de um congresso no RJ sobre o setor. Conheci a performance de alguns grupos e profissionais da contação. Eles supõem a realização da interatividade, só que ela age sobre si mesma: no caso a técnica da provocação não é um recurso, é um fim. Tem caráter quantitativo. Muitas vezes as histórias não são contextualizadas e o expectador reage à provocação, as vezes sem entender o conteúdo. Acaba sendo mais parte do espetáculo do que oportunidade interativa. É a técnica pela técnica, dentro da lógica do “aqui agora” da interatividade. Entretanto, um grupo mais “atento”, pode contextualizar a história, antes e depois da apresentação. Pode perguntar “o que vcs acharam ?” e se preocupar com as respostas, construindo uma nova interação, “mais interativa”, depois de fechar as cortinas…
  • A sociedade comunicacional é que estimula o desenvolvimento tecnológico para atender suas demandas e não contrário. Será que a Apple não estaria subvertendo essa lógica “construíndo” demanda a partir de seus novos produtos ?
  • Poderíamos discutir mais com Auton. Como não li todo o livro, não sei se já esta mais a diante. Podemos fazer isso ? Utilizando a critica de Walter Benjamn, percebo a educação online como parte da concepção da era da reprodutibilidade técnica, uma aula produzida massivamente. No contexto brasileiro feita para apressar a formação de material humano com nivel superior e construir mais massa crítica e atuante... Entretanto esse processo precisa de ajustes. Parafreseanddo Benjamin, a aula presencial guarda um aspecto da obra de arte, pois tem sua “aura”, é única, não pode ser reproduzida, nunca será a mesma no espaço-tempo... Até a contemplação da obra de arte reflete a necessidade de mergulhar, de penetrá-la, o que pressupõe uma articulação interativa, como já foi comentado, mais ligada ao pensamento. Não sou defensor da aula presencial, nem contra a educação online. Mas acho importante refletir sobre as duas modalidades e questioná-las, conextualizando seus propósitos nortadores, diante das experiências e resultados...
  • A ciência é fragmentária. Sua superespecialização permite avanços.
  • A previsão sobre o uso do aparelho receptivo se tornar obsoleto poderia ser mais contextualizada. É importante considerar os avanços da interatividade neste campo, mas é preciso salientar que a critica mercadológica implica numa atenção significativa. Tais aparelhos estão sendo construídos no Brasil e a previsão da sua inserção no mercado foi adiada. Já estão sendo elaborados sem a participação da sociedade, de certa forma. São testados, possivelmente, tal como um filme é testado antes de ser lançado. Um filme para o grande público, neste sentido, recicla o “pastiche”, atualiza a luta “capa e espada”, “o beijo no final”, etc. É preparado para agradar o público dentro dos padrões aos quais este público esta adaptado a ser platéia, pronto para gostar, pronto para aplaudir. Mas, do que precisa realmente ? Talvez esse recurso possa ser fundamenal junto ao TRE vinculando o voto dos politicos em suas comissões ao controle remoto dos eleitores que os elegeram. Poderíamos controlá-los, enfim? Ao agradar o público para vender produtos, o mercado, em parte, destitui o impacto renovador do público. Este é um espaço de negociação, mais ou menos aberto ou fechado, dependendo do setor. A curiosidade/indagação sobre essa tv interativa seria até que ponto os recursos disponibilizados se tornaram limites, simulacros (Baudrillard) que adestrarão o público a interagir num ambienta fechado, tal como pesquisas de opinião na internet, onde facilitamos o trabalho dos departamentos de marketing, respondendo seu questionário de perguntas fechadas, ou sendo “filtrado” pelos canais de comentários. Portanto, para finalizar, não acho que a blogueira cubana, por exemplo, seja insuspeita. O jornalista da ESPN Lucio de Castro, apresenta reportagem com pontos contraditórios, sobre o seu veradeiro papel. Não sou “marxista ferrenho”, nem defensor de Cuba, mas acho que este exemplo reforça a cautela necessária diante do mar de signos e ideologias aos quais estamos navegando. Junto com o entusiasmo, a investigação e a crítica são ilhas de segurança para nos abastecermos diante dessa longa jornada para o futuro. Os icebergs estão por toda a parte e o “Titanic da cibercultura” ainda funciona “a todo vapor”... O vapor bem representa um elemento do posmoderno: nossas misérias, nossas ideologias, que ainda nos alimentam e nos consomem. Precisamos encontrar alternativas de combustível para melhor conduzirmos esse futuro.
  • Riscos: Autoria X “copia e cola” -> Discussão sobre a finalidade da educação x competitividade/; Potencial x solução –> Risco de pragmatismo: ao instituir o carater potencial da informática como solução, transforma um “meio” num “fim”. Mobiblidade X Imobilidade -> A “informatização” poderia “falsear” um paradigma da ação, supondo um distanciamento entre as categorias imobilidade e mobiblidade. A informática também pode “instaurar” imobilismos. O discurso pode sugerir/naturalizar o analógico como um “imobiblismo”, quando considera a superação do analógico pela “cultura do digital”. A instâcia humana recorre aos dois ambientes simultaneamente, “imbricadamente”: ambivalência...
  • Devemos considerar a importância de aprofundar o trabalho com dialogia sem o computador, caso contrário estaremos transferindo para a plataforma da informática, o mesmo modelo de aprendizagem “transmissionista”. “interatividade não é uma prerrogativa da informática e da internet” (SILVA, 2011, P. 257). O argumento interativo é usado para estratégias de venda de produtos. A dimensão da “negociação” entre educadores e educandos poderia ser mais desenvolvida. Como não li o livro todo, não sei se estaria antecipando uma discussão abordada. Valorizar a autoria, a dialogia e a autonomia, passa pela “negociação”, onde o educador-professor flexibilizará o seu próprio “campo”, seu habitus e suas prerrogativas.
  • Introd sala de aula interativa por fabio queiroz

    1. 1. Observações e reflexões sobre o livro do Prof. Marco Silva, por Fábio Queiroz CRÍTICAS À INTERATIVIDADE As três principais críticas à interatividade: 3) Reutilização oportunista de termos como diálogo e comunicação; 4) Ideologia que conforma a opinião pública à expansão da globalização; 5) “Regressão do homem a condição de máquina”.
    2. 2. TRANSIÇÃO- “(...) da modalidade comunicacional massiva para a modalidade interativa”.-O hipertexto liberta o usuário da lógica unívoca, da lógica da distribuição.- “O que é um hipertexto?: (...) podemos explicá-lo da seguinte maneira: todo texto desde ainvenção da escrita, foi pensado e praticado como um dispositivo linear (...) apoiada num suporteplano. A idéia básica do hipertexto é aproveitar a arquitetura não-linear do computador paraviabilizar textos tridimensionais (...) dotados de uma estrutura dinâmica que os torne manipuláveisinterativamente. (...) através de janelas (windows) paralelas, que se pode ir abrindo sempre quenecessário, e também através dos “elos’ (links) que ligam determinadas palavras chave de umtexto a outro disponíveis na memória” (MACHADO, Arlindo. Máquinas e imaginário: o desafio daspoéticas tecnológicas)
    3. 3. SURGIMENTO DA INTERATIVIDADE“(...) emerge com a instauração de uma nova configuração tecnológica (...) emercadológica”.“Mas isso ocorre em transformações que se dão na esfera social (...) quandoocorre o enfraquecimento dos grandes referentes”.Menor passividade. Crescente autonomia. Maior autoria.“(...) cada indivíduo faz por si mesmo”.
    4. 4. RECURSIVIDADE-“(...) os produtos e os efeitos são ao mesmo tempo causas e produtoresdaquilo que os produziu”.- “As novas tecnologias interativas renovam a relação do usuário com aimagem, com o texto, com o conhecimento. São de fato um novo modo deprodução do espaço visual e temporal mediado”. Elas permitem oredimensionamento da mensagem da emissão e da recepção”.- “O emissor é um contador de histórias, que atrai o receptor de maneiramais ou menos sedutora e/ou impositora para o seu universo mental, seuimaginário, sua récita”.
    5. 5. LÓGICA DA COMUNICAÇÃO-“(...) a sociedade transita da lógica da distribuição para a lógica dacomunicação”.- esta apresenta-se como um diálogo que se introduz em todos os níveis daprodução e da socialização de signos (SILVA, p. 10);- Proporciona a autoria, onde os usuários serão autores e co-autores.
    6. 6. NOVO RECEPTORO novo receptor é um ator social inquieto diante da emissão “fechada”.Em seu novo estatuto, o receptor opena na lógica contrária à aprendizagempassiva.Mais próximo da hipertextualidade.
    7. 7. COMPLEXIDADE- O paradigma da simplificação separa noções dicotômicas. Para esteprincípio, ideias como “ordem” e “desordem”, são excludentes. Entretanto,cabe considerar que a complexidade concebe operar com logicas duais.- A realidade coloca-se muito mais complexa, polissêmica, diversa.-Epistemologia da complexidade prescinde de uma elaboração de conteúdos“imbricados”, convivendo com a hibridação latente aos fenômenos.-O contrário, poderia supor uma “assepsia” conceitual, mais determinista-positivista, que provoca viés pela expectativa de uma realidade simétrica.- O “certo” e o “errado” estão diluídos, na dinâmica fluida dos novos tempos.- Lembrar do padrão de seremdiptidade...
    8. 8. FUTURO-“O modus operandi que adoto é o adentramento dialógico pela florestaintrincada de idéias sobre o que seja comunicação interativa” (SILVA, p. 24);- “Daqui há dez anos vai parecer completamente absurdo ter um aparelho detv em casa, pelo qual você não pode transmitir nada apenas receber”(SILVA, p. 24);- A seguir o argumento propõe que o convite ao diálogo, feito no início daintrodução, encontre suporte nas pesquisas que deverão “desbravar” estecampo em crecimento;- a partir do campo da sociologia, reitero o carater de negociaçãopermanente que tais tecnologias deverão travar com o social: Que tipo detransmissão será essa? Será mais qualitativa que quantitativa?Poderá ser reodenada e desordenada pelo social? Como participar desua elaboração? Seremos ser co-autores somente daquilo que interessar aomercado? E o que não interessar, será controlado pelo Estado?
    9. 9. PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO- Na interatividade, o professor pode lançar mão de fundamentos querompem com a tradição do falar-ditar. No caso:- Múltiplas Aberturas: A participação dos alunos nas concepções de ensino eaprendizagem.- Bidirecionalidade, relações horizontais e ruptura com o espaço detransmissão unidirecional, propiciando mais autonomia.- Autoria e co-autoria: comunicação conjunta da emissão e da recepção.- Colaborativamente, permitir que o aluno faça por si mesmo.
    10. 10. POSFÁCIO-“[...] informação manipulável pode ser informação interativa” (SILVA, p.252).- “[...] autoria do professor em educação interativa reúne sugestões parasuperar a “pedagogia da transmissão”: um modelo descentralizado e plural,encontro de texto com o hipertexto.- A transmissão unidirecional perde força por 2 fatores: 1) Tecnológico: o PCnão é apenas um irradiador; 2) Social: A iminência de um novo espectador,menos passivo.- O “conteúdo da aprendizagem” não é mais sagrado.- Fundamentos da comunicação interativa: 1) participação-interação; 2)Bidirecionalidade-Hibridação; 3) permutabilidade-potencialidade.- Professor como algo mais que “conselheiro”, “ponte” ou “facilitador”.

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