■ Carmen MARTÍNEZ VILLANUEVA ■
■ Carmen Daniela QUERO CALERO ■ Benito ZURITA ORTIZ ■
■ María CÁNOVAS LÓPEZ ■ Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA ■
Vólei
de A a Z
Baia Mare
2021
Vólei
de A a Z
■ Carmen MARTÍNEZ VILLANUEVA ■
■ Carmen Daniela QUERO CALERO ■ Benito ZURITA ORTIZ ■
■ María CÁNOVAS LÓPEZ ■ Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA ■
Baia Mare
2021
Autores
Carmen MARTÍNEZ VILLANUEVA
Carmen Daniela QUERO CALERO
Benito ZURITA ORTIZ
María CÁNOVAS LÓPEZ
Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA
TRADUÇÃO
Maria BRANCO BARTOLOMEU
Declaração de exoneração de responsabilidade
Este projecto tem sido financiado com o apoio da Comissão
Europeia. Esta publicação reflecte apenas a opinião do
autor, e a Comissão não pode ser responsabilizada por
qualquer uso que possa ser feito da informação nela
contida.
Este manual foi elaborado durante o projecto "Volleyball is
not rocket science. We are!". (603393-EPP-1- 2018-1-RO-
SPO-SSCP), financiado pela União Europeia através da
Agência Executiva da Educação, Audiovisual e Cultura, no
contexto do Programa Desportivo Erasmus+, acção
"Pequenas Parcerias de Colaboração".
Autores
Carmen MARTÍNEZ VILLANUEVA
Carmen Daniela QUERO CALERO
Benito ZURITA ORTIZ
María CÁNOVAS LÓPEZ
Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA
  
Fotos & Design
Andreea CĂPLESCU
 
Gráficos
Andrei CRIȘAN
 
Parceiros
Yellow Shirts – Roménia
C.S. Știința Baia Mare – Roménia
Marketing Gate – N. Macedónia
Universidad Católica San Antonio de Murcia – Espanha
Giovani senza Frontiere – Italia
Data de publicação
Fevereiro de 2021
CONTEÚDO
7
CONTEÚDO
1. INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
10
2. A HISTÓRIA DO VÓLEI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.1. A criação do vólei . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2. A propagação durante as 2 Guerras Mundiais . 14
2.3. Unificação das regras e criação da FIVB . . . . . 15
3. O QUE É O VÓLEI? . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . 18
3.1. Sistema de pontuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3.2. O que é o serviço? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3.3. O que é o sistema de "rotação" na equipa? . . . . 23
4. EQUIPAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
4.1. Quadra ou área de jogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
4.2. A rede . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
4.3. A bola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5. JOGADORES (COM, VS., +1) . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . .
29
5.1. Jogo cooperativo "COM" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
5.2. Jogo cooperativo "VERSUS" . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
5.3. Função "+1 Jogador" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
6. TÉCNICAS BÁSICAS I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
6.1. Actividades de familiarização . . . . . . . . . . . . . . . . 42
6.2. Passe por cima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
6.3. Passe por baixo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
6.4. Serviço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
7. REGLAS BÁSICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
8. TÉCNICAS BÁSICAS II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
8.1. Colocação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
8.2. Recepção com os antebraços . . . . . . . . . . . . . . . 68
8.3. Gesto de ataque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
8.4. Bloco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
8
CONTEÚDO
9
8.5. Ombro e rolo de barreira dorsal . . . . . . . . . . . . . . 81
9. TÁCTICOS BÁSICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
10. VÓLEI ENGRAÇADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
11. O LÍBERO NO VÓLEI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
11.1. O que é o líbero no vólei? . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
11.2. Quais são as funções durante uma partida?  . . 98
11.3. Que competências deve ter um líbero? . . . . . . . 99
11.4. Movimentos do líbero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
11.5. Posições da líbero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
12.TÉCNICAS AVANÇADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
12.1. Serviço avançado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
12.2. Remate . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
12.3. Pranchas e queda frontal . . . . . . . . . . . . . . . . . 116
13. TÁCTICAS AVANÇADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
14. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA TÉCNICA . . . . . . . . 128
14.1. De que estratégias precisamos? . . . . . . . . . . . . . . . . 130
14.2. Sistemas de avaliação e controlo . . . . . . . . . . 131
15. VÓLEI PARA PESSOAS DEFICIENTES . . . . . . . . . 134
15.1. Categorias desportivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
15.2. Principais diferenças entre o vólei sentado e o
vólei de pé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
15.3. Origem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
15.4. Pequenas diferenças com gestos técnicos . . 138
16. VOLEI PRAYA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
16.1. História . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141
16.2. Regras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
16.3. Técnica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
16.4. Tácticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160
17. BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163
1.
INTRODUÇÃO
10
1. INTRODUÇÃO
 
O voleibol é um dos desportos mais populares em todo o
mundo. Pode ser jogado desde muito cedo e não requer
muito investimento para o lazer.
Ao contrário de muitos desportos de equipa, não há
contacto directo com o adversário e a sua resposta baseia-
se mais frequentemente na maneira em que você e a sua
equipa reagem. Têm velocidade e movimento baseado na
reacção que o envolve tanto como espectador como
jogador.
O voleibol precisa de reacções rápidas, grande atenção,
reflexos rápidos, coordenação dos próprios movimentos
correlacionados com os da sua equipa, elevadas
capacidades de comunicação e liderança e, por último, mas
não menos importante, uma boa condição física.
A iniciativa deste manual partiu do desejo de promover
mais o voleibol a nível popular, a fim de atrair pessoas de
diferentes idades a praticá-lo nos tempos livres e porque
não, de ser o caminho mais aberto às crianças e jovens para
uma carreira atlética.
Com seu apoio, criámos este guia de marketing para os
clubes a fim de atrair mais pessoas para eles, e um guia de
voleibol acompanhado de materiais em vídeo para uma
sustentabilidade visual para treinadores, professores e
auto-aprendizes.
A equipa de Yellow Shirts
1.
INTRODUÇÃO
11
2.
A
HISTÓRIA
DO
VÓLEI
12
2. HISTORIA DEL VOLEIBOL
 
2.1. A criação do vólei
 
Há historiadores que traçam o vólei de volta a um jogo de
bola na Roma de 200 a.C. e à Idade Média tardia. Na
Alemanha apareceu uma variação chamada "Faustball" em
que a bola era autorizada a saltar duas vezes no chão.
2.
A
HISTÓRIA
DO
VÓLEI
No entanto, a maioria dos
investigadores concorda que
o vólei foi criado em 1895 por
William G. Morgan. Foi então
director de Educação Física
na YMCA (Young Men's
Christian Association) de
Holyoke, no estado de
Massachusetts, EUA.
Começando pelo ténis e
adaptando-se aos materiais
disponíveis, criou as regras
iniciais e conceitos básicos
para o MINTONETTE (o
primeiro nome do vólei).
Vale a pena mencionar a colaboração da marca Spalding A.
G. & Bros. fabrico a bola.
Retrato de
William G. Morgan
13
Dois colegas da Morgan, Dr. Franklin Wood e John Lynch,
conceberam os conceitos básicos e as primeiras regras.
Contudo, só foram publicados na 1ª edição do livro da Liga
Atlética YMCA da América do Norte, em 1897.
No início de 1896, a YMCA de Springfield organizou uma
série de palestras com a participação de todos os seus
treinadores de educação física. Nessa altura, concordaram
em mudar o nome para Volley Ball (bola em voo) devido à
forma como a bola se movimenta no jogo. Devido a este
novo nome, a expansão através do país foi muito rápida.
O Canadá foi o primeiro país que adoptou o jogo fora dos
EUA em 1900. Seguiram-se o Japão (1908), as Filipinas
(1910), China, Birmânia e Índia pouco depois. Também foi
retomado muito em breve no México, Cuba e no resto das
Américas, chegando mesmo aos países africanos.
2.2. A propagação do vólei durante as duas
Guerras Mundiais
 
Em 1914, o secretário do gabinete de guerra da YMCA,
George Fisher, incluiu o vólei no programa de educação e
recreação das forças armadas americanas, conseguindo
uma exposição internacional durante a Primeira Guerra
Mundial (1914- 1918).
O primeiro campeonato nacional de vólei teve lugar nos
Estados Unidos em 1922, e foi em 1928 quando a USVA, a
United States Volleyball Association, foi criada.
14
Paul Libaud (1947-1984),
Rubén Acosta (1984-2008),
Wei Jizhong (2008-2012),
Ary Graça (2012-presente).
Mais uma vez o exército foi o motor da propagação do vólei
durante a Segunda GuerraMundial (1939-1945),
introduzindo o desporto como um método de reforço da
morale de ensino do trabalho de equipa.
2.3. Unificação das regras e criação da FIVB
Foi em 1946 quando, numa reunião liderada pela
Federação Francesa de vólei, realizada numa cervejaria em
Praga, foi decidido organizar um Congresso Constitutivo
em Paris para 1947.
Ali as regras americanas e europeias do jogo foram
unificadas e os estatutos e regulamentos da Federação
Internacional de Vólei (FIVB) foram redigidos.
Os presidentes da FIVB foram:
2.
A
HISTÓRIA
DO
VÓLEI
15
1948
1952
D E V E L O P A N D O A
VÓLEI
1949
Primeiro Campeonato Europeu
em Roma.
Primeiro torneio oficial de vólei
de praia em State Beach,
Califórnia.
Primeiro Campeonato do
Mundo Feminino em Moscovo.
A URSS ganha.
1956
O "Vólei Sentado" surge na
Holanda, um desporto adaptado
a pessoas com um certo grau de
dificuldade motora. Primeira
publicação do Boletim Oficial da
FIVB.
Primeiro Campeonato do
Mundo de Homens realizado
em Praga.
A vitória da URSS.
1955
Congresso da FIVB realizado na
Florença.
A Federação Japonesa adopta
as regras internacionais e
depois apresenta-as em toda a
Ásia. O vólei é introduzido no
programa dos Jogos Pan-
Americanos.
D E S D E A C R E A Ç Ã O D O F I V B
16
1967
1974
1973
Primeiro Campeonato do
Mundo Feminino disputado em
Tóquio e primeiro Campeonato
do Continente Africano.
Aparição na televisão do
Campeonato do Mundo.
1992
O COI aceita o voleibol de praia
como disciplina olímpica para
os Jogos Olímpicos de Atlanta
1996.
Primeiro Campeonato do
Mundo de Futebol Feminino
realizado no Uruguai.
1987
Primeiro Campeonato Mundial
de Voleibol de Praia em
Ipanema, Brasil.
1966
Primeiro simpósio científico
que aproveita o Campeonato
do Mundo de Homens em
Praga.
1965
Primeiro Campeonato do Mundo
de Homens.
2.
A
HISTÓRIA
DO
VÓLEI
1957
Na sessão do Comité Olímpico
Internacional em Sófia,
realizou-se um torneio que
permitiu que o vólei fosse um
desporto de exposição para os
Jogos de Roma (1960) e fosse
incluído no programa dos XVII
Jogos Olímpicos em Tóquio, em
1964.
17
3.
O
QUE
É
O
VÓLEI?
18
3.
O
QUE
É
O
VÓLEI?
Com o serviço, o jogo começa e esta é a primeira
oportunidade de marcar;
Com a recepção (toque com o antebraço) o saque da
equipa adversária pode ser controlado;
Com a colocação (toque de dedos), podemos organizar
a acção de ataque;
Na última acção (ataque), tentamos marcar um ponto
para a própria equipa (golpe);
Na rede, tentamos parar o ataque da equipa adversária
(bloco);
Com a defesa, podemos controlar a bola da equipa
adversária (toque com o antebraço).
3. O QUE É O VÓLEI?
 
O vólei é uma modalidade desportiva em que 2 equipas
compostas por 6 jogadores se enfrentam num campo
delimitado, enquanto batem uma bola sobre uma rede. O
objectivo principal é passar a bola por cima da rede que
separa as duas equipas.
É necessário garantir que a bola salte no chão para que os
membros da equipa adversária não possam continuar o
jogo (perdem a bola). No entanto, é preciso evitar que a
bola caia no seu próprio campo.
Os jogadores são autorizados a bater a bola com qualquer
parte do corpo para devolver a bola ao campo adversário.
Há diferentes fases ao longo do jogo:
19
Seguir ou reter a bola;
O mesmo jogador tocar duas vezes na bola;
Não rodar quando é necessário;
Ter mais de três toques por jogada de cada equipa;
Tocar na rede.
No vólei não é permitido:
Diferentes toques durante o jogo e a sua função principal
(serviço, recepção, defesa, colocação, remate e bloqueio)
20
3.
O
QUE
É
O
VÓLEI?
A bola toca o chão no próprio campo;
A bola sai do campo, devido a um ataque mal orientado
ou erro na defesa;
Falta de 4 toques por equipa ou duplos toques
individuais;
Falta de posição e falha de rotação;
Retenção ou acompanhamento da bola (duplas);
Falha dos defensores (linha), falha do líbero (bloco,
ataque);
Penetração no campo oposto sob a rede, pé através da
linha central;
Contacto com a rede (entre as varas), contacto com
outros elementos se interferir com o jogo.
3.1. Sistema de pontuação
 
Quando é que se consegue um ponto? Como é que se
ganha um jogo?
Sempre que a bola cruza a linha central da rede e cai no
lado do adversário, será um ponto. Quando uma equipa não
faz o serviço ou comete uma falta, é um ponto para a
equipa adversária.
Para obter a vitória no vólei é preciso ganhar 3 sets dos 5
que estão no total, com 25 pontos cada, e tendo sempre
uma vantagem de 2 pontos da equipa adversária. O quinto
set (desempate) é jogado a 15, também com uma
vantagem de 2 pontos da equipa adversária.
Além disso, é marcado um ponto quando a equipa
adversária comete qualquer das seguintes falhas ou
infracções:
21
3.2. O que é o serviço?
 
O saque é a forma de começar o jogo ou de colocar a bola
de volta em jogo após uma pausa ou um ponto. A equipa
de saque começa com o pontapé de saída da sua acção de
ataque, que ao mesmo tempo é o primeiro elemento da sua
defesa.
O objectivo fundamental do saque é: por um lado, marcar
um ponto directo através do saque e, por outro, tornar mais
difícil a acção atacante da equipa adversária, uma vez que
se receberem mal o saque, será muito difícil para eles
atacarem em boas condições.
Pode haver duas circunstâncias em relação ao saque: se a
equipa que serve faz um ponto, mantém a posse para voltar
a servir, mas se falhar, o ponto será para a equipa
adversária e será a que serve na acção seguinte.
O tempo limite para servir é de 8 segundos e existem vários
tipos de saques, dependendo da altura a que são
efectuados. Como veremos mais adiante neste manual,
podemos distinguir:
O saque por cima
O saque por baixo
22
Não pisar as linhas do campo;
Tem um limite de tempo para o fazer;
A bola não pode tocar na rede;
A bola tem de estar no ar antes de a acertar;
Tenha cuidado ao atirar a bola, controle-a e mantenha-
se atento a ela.
Aqui estão algumas dicas para tentar não perder a
oportunidade de pontuar durante o serviço:
3.3. O que é o sistema de "rotação" na equipa?
 
A equipa é composta por seis jogadores no total, incluindo
três defesas, dois batedores e um líbero.
No início de cada conjunto, as equipas são posicionadas no
campo em duas filas ou linhas, uma à frente com três
avançados (posições 2, 3 e 4), e uma atrás com três
defesas (posições 1, 5 e 6).
3.
O
QUE
É
O
VÓLEI?
O saque viagem
O saque flutuante
23
A principal função dos defensores é receber o serviço da
equipa adversária e defender o seu ataque.
O líbero é um jogador dedicado ao trabalho defensivo que
substitui os jogadores com características limitadas quando
estes chegam a posições defensivas.
Os finalizadores são os jogadores que têm a função de
atacar acertando na bola por cima da rede e geralmente no
meio do campo.
Esta formação é dinâmica e muda de cada vez: uma equipa
ganha o saque ou a equipa adversária perde-o, fazendo
uma rotação para a direita e movendo o jogador que se
encontra na posição 1 (levantador).
O sistema de rotação na equipa
24
4.
EQUIPAMENTO
25
4. EQUIPAMENTO
 
4.1. Quadra ou área de jogo
 
O campo onde decorrem os jogos de vólei é feito de
madeira ou de superfície sintética. Está dividido em várias
partes ou zonas: zona livre, zona de serviço, zona de defesa
e zona de ataque.
O campo é dividido em duas metades pela rede e pela linha
central, e é delimitado ao mesmo tempo pelas linhas de
fundo e bandas. As zonas de ataque e de defesa são
divididas pela linha de ataque.
Área do campo e suas dimensões
26
Uma malha preta de 1 m de largura e 9,5-10 m de
comprimento, com duas bandas na parte superior (com
cabo tensor) e nas extremidades inferiores;
Duas faixas laterais de 5 cm de largura e 1 m de
comprimento nas linhas laterais do campo;
Dois postes de 2,55 m fixados cada um a 1 m fora das
linhas laterais;
Duas antenas de 1,80 m que delimitam lateralmente a
área de passagem da bola.
4.2. A rede
 
A rede de vólei é constituída por:
A altura específica da rede muda de acordo com o sexo:
2,43 m para homens e 2,24 m para mulheres, a partir da
categoria de jovens (17-19 anos ou mais).
4.
EQUIPAMENTO
A rede de vólei e as suas principais medidas
27
A circunferência de 65-67 cm;
Peso de 260-280 g;
Pressão interna entre 0,30-0,325 kg/cm2.
4.3. A bola
 
O balão de vólei tem características específicas, sendo feito
de couro sintético.
As características são:
As cores da bola dependerão do evento a ser jogado, mas
normalmente a bola de treino é branca. Mais tarde
podemos encontrar bolas azul-amarelo ou verde-branco-
vermelho.
Bolas de vólei
28
5.
JOGADORES
(COM,
VS.,
+1)
29
5. JOGADORES (COM, VS., +1)
 
Os jogos durante o processo de ensino começarão a partir
de situações com intenção táctica. Desta forma, os alunos
podem ser ajudados a compreender o jogo desde os
primeiros momentos.
Os jogos cooperativos e competitivos serão utilizados para
ajudar o jogador durante a aprendizagem.
 
5.1. Jogo cooperativo "COM"
 
Quando se trata de falar do jogo cooperativo "COM",
referimo-nos à colaboração com colegas e rivais.
O objectivo é estimular a experimentação do aluno, dando a
possibilidade a uma participação activa na qual o jogador
procura estratégias diferentes.
Desta forma, estabeleceremos as bases do pensamento
táctico dos jogadores através da tomada de decisões que
lhes permitam resolver problemas motores de forma
autónoma.
1 COM 1
Número de jogadores: Em pares, um de cada lado da rede.
Descrição: Os jogadores colaboram tentando fazer o
número máximo de toques sem que a bola caia ao chão,
enviando-a para o campo oposto nas melhores condições
para que o parceiro a devolva.
Indicações para o treinador: O controlo da bola e a
apreciação de diferentes distâncias e trajectórias são os
principais objectivos.
30
2 COM 2
Número de jogadores: Em grupos de 4, dois de cada lado
da rede.
Descrição: Agora existe um jogador fixo para elaborar cada
jogo. Ele colabora com os dois colegas adversários para
obter continuidade no jogo.
Indicações para o treinador: A comunicação e distribuição
do espaço de jogo são os objectivos principais.
5.
JOGADORES
(COM,
VS.,
+1)
Exemplo
Exemplo
31
3 COM 3
Número de jogadores: Em grupos de 6, 3 em cada lado da
rede.
Descrição: Agora há dois parceiros com quem colaborar em
cada acção para manter a bola em jogo, menos espaço a
cobrir para cada jogador, mas as interferências entre eles
crescem e a comunicação entre parceiros será muito
importante.
Indicações para o treinador: Os papéis do jogo estão a
tornar-se cada vez mais diversificados porque a figura do
bloqueador e as suas relações com as defesas podem
aparecer.
Exemplo
32
1 VERSUS 1
Número de jogadores: Em pares, um a cada lado da rede.
Descrição: Os jogadores competem para enviar a bola nas
piores condições para o adversário. A intenção é provocar o
erro, forçando a mexer-se muito ou pressionando para
devolver a bola facilmente.
Indicações para o treinador: As trajectórias, distâncias e
execução técnica assumem maior importância e os
deslocamentos são fundamentais para chegar
correctamente ao ponto de contacto com a bola.
5.2. Jogo cooperativo "VERSUS"
Quando falamos do jogo cooperativo "VERSUS" referimo-
nos a competir cooperando com os colegas para obter o
ponto de vista. Estes jogos são adaptados com pontuações
e regras mais específicas.
O treinador prestará mais atenção ao correcto desempenho
técnico, interrompendo mesmo o jogo se assim o entender.
A competitividade do momento não deve dominar o
comportamento dos jogadores, tentando ganhar de forma
alguma, à custa de um péssimo desempenho técnico que
dificulta as suas hipóteses de ganharem um ponto.
Para tal, o treinador deve prestar mais atenção à correcção
técnica, para que os jogadores obtenham pontos com
acções de maior qualidade. Além disso, temos de ensinar
os jogadores a olhar para o adversário, a adaptar-se ao seu
sistema e a propor uma solução técnica e táctica, tanto
individual como colectivamente.
5.
JOGADORES
(COM,
VS.,
+1)
33
2 VERSUS 2
Número de jogadores: Em grupos de 4, dois a cada lado da
rede.
Descrição: Os jogadores competem para impedir que o
oposto devolva a bola. Tentar sempre fazer 3 toques que
podem variar em cada jogada. Os jogadores terão de
procurar formas de passar a bola para criar as maiores
dificuldades aos adversários.
Indicações para o treinador: A implementação técnica,
comunicação e observação do campo e equipamento
adversário são objectivos importantes.
Exemplo
Exemplo
34
3 VERSUS 3
Número de jogadores: Em grupos de 6, 3 a cada lado da
rede.
Descrição: Durante a competição, tentar fazer 3 toques
para obter o ponto. Têm de ser mais precisos em cada
acção, pedir sempre a bola e observar o que acontece no
campo oposto para encontrar a melhor maneira de
conseguir o ponto.
Indicações para o treinador: Os jogadores têm de
concordar em cobrir todo o campo. Agora terão de ter em
conta todas as possibilidades tácticas.
5.
JOGADORES
(COM,
VS.,
+1)
Exemplo
5.3. Função "+1 Jogador"
 
O jogador chamado "+1" actua como levantador para os
dois campos. Este jogador participará de uma forma
alternativa, passando por baixo da rede e colaborando com
ambas as equipas realizando apenas o segundo toque
(colocação). O jogador "+1" não pode participar nos
primeiros toques ou acções finais para passar a bola para o
campo oposto.
35
1 COM 1 + 1
Número de jogadores: Grupos de 3.
Descrição: Um de cada lado da rede e o terceiro "+1"
colabora com os dois tentando colocar a bola para que o
colega de equipa a possa passar para o campo oposto.
Conseguir 3 toques é o objectivo principal e é acrescentado
mais um jogador com o qual devemos colaborar.
Exemplo
1 VERSUS 1 + 1
Número de jogadores: Grupos de 3.
Descrição: Competindo procurando uma forma de enviar a
bola para o campo oposto para que não a possa devolver.
O principal objectivo é fazer 3 toques e controlar a bola
para que "+1" possa colocar o melhor possível e assim
poder passar a bola para o campo oposto nas piores
condições para o adversário.
36
2 COM 2 + 1
Número de jogadores: Grupos de cinco jogadores ("+1"
jogador é o levantador para as duas equipas).
Descrição: Mais pessoas envolvidas na construção de cada
jogada e mais adversários cobrindo o outro campo. A
precisão dos passes e a comunicação entre colegas deve
ser aumentada. Tentar facilitar o trabalho de "+1" enviando
a bola com a maior precisão possível para que ele possa
colocar bem e dar-lhe tempo para passar para o campo
oposto.
5.
JOGADORES
(COM,
VS.,
+1)
Exemplo
Exemplo
37
2 VERSUS 2 + 1
Número de jogadores: Grupos de 5 ("+1" jogador é o
levantador para as duas equipas).
Descrição: Competir para ganhar o ponto. Os lugares "+1"
para as duas equipas, que tentarão ganhar o ponto fazendo
3 jogadas tácteis. Devem procurar o fracasso do adversário
(por exemplo: procurar zonas livres ou interferência entre
jogadores). A maior dificuldade para obter o ponto
desenvolve o pensamento táctico dos jogadores.
Exemplo
3 COM 3 + 1
Número de jogadores: Grupos de sete jogadores ("+1"
levantador).
Descrição: Agora há 4 jogadores a participar na elaboração
do jogo. Eles terão novas responsabilidades defensivas e
ofensivas e jogadas que não estão directamente
relacionadas com o contacto com a bola. Isto significará
uma melhoria no desenvolvimento de conceitos de jogo
com e sem a bola.
38
5.
JOGADORES
(COM,
VS.,
+1)
Exemplo
3 VERSUS 3 + 1
Número de jogadores: Grupos de sete jogadores ("+1"
levantador).
Descrição: É muito importante que o jogador "+ 1" faça
esforços para cooperar com as duas equipas. O jogador
"+1" deve colocar-se nas melhores condições. O resto dos
jogadores estabelecerá as suas estratégias de ataque e
defesa para ganhar o jogo. Tenha em mente que o "+ 1"
não participa no primeiro toque de defesa e que uma boa
colocação do passe depende da precisão dos outros 3
jogadores nesse primeiro toque.
39
Exemplo
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
40
Oferecer exercícios variados que exijam uma
deslocação prévia;
Adaptar o nível de dificuldade ao grupo de jogadores;
Tentar melhorar as condições físicas e as capacidades
básicas através de exercícios com a bola ou o campo;
6. TÉCNICAS BÁSICAS I
 
Um dos aspectos clave para um desenvolvimento técnico
posterior adequado é a aquisição de uma grande bagagem
motora nos nossos jogadores principiantes.
Neste sentido, devemos tentar proporcionar a maior
variabilidade de habilidades relacionadas com equilíbrio,
velocidade de reacção, movimento, mudanças de direcção,
orientação espacial, sentido de gravidade, o conceito de
batimento e eixo de movimento, entre outros.
Não devemos esquecer que a aquisição técnica é
fundamental no vólei, onde cometer um erro de acerto pode
ser penalizado de forma regulamentar e ter repercussões
na pontuação ou na capacidade da equipa para continuar a
jogar. Qualquer acção errada pode tornar-se um ponto para
o adversário.
Um jogador de vólei tem de compreender o conceito de
movimento e de acerto de uma forma global. O movimento
para procurar a bola, executar o remate e não cometer erros
técnicos são a base do desenvolvimento do desporto.
Como ideia geral em cada uma das diferentes etapas e para
cada uma das etapas de aprendizagem, colocamos a nós
próprios os seguintes desafios:
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
41
Dar um sentido táctico às nossas actividades;
Não forçar os jogadores a aprender, ou seja, não
aumentar a complexidade das acções até que sejam
adquiridas e superadas.
6.1. Actividades de familiarização
 
Antes de começarmos a aprender os gestos técnicos, é
preciso compreender a ideia de "não segurar" mas "bater"
na bola. Para isso, vamos ver alguns exercícios de
familiarização com o voo, trajectória, peso e velocidade da
bola.
Todos estes exercícios podem ser desenvolvidos com
materiais ajustados à fase de maturidade dos participantes,
desde balões ou bolas de espuma (se quisermos que o
movimento seja mais lento) até à bola convencional.
42
Exercício 1
Atire a bola para o ar e bata da forma que quiser com
qualquer parte do seu corpo. Observe como tem de bater a
bola para que ela não caia no chão.
Exercício 2
Atire a bola para cima e para a frente, pegando-a com
ambas as mãos acima da cabeça antes do segundo salto.
Desta forma, são introduzidos os conceitos sobre distância,
altura e ajustamento do corpo.
Repita o exercício, mas pegue na bola virada para a área de
lançamento (deve virar 180º).
Exercício 3
Atire a bola para cima, sente-se no chão e apanhe-a com as
duas mãos entre as pernas. Repita o exercício mas pegue
na bola virada para a área de lançamento (deve virar 180º).
Exercício 4
Bata a bola com qualquer parte dos braços tentando
mantê-la no ar o máximo de tempo possível.
Variação: contar o número de pancadas consecutivas.
Variação: quando a bola cai no chão, espere até que todos
parem.
Exercício 5
Bater na bola alternadamente com as pernas tentando
mantê-la no ar.
Variação: contar o número de pancadas consecutivas
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
43
Variação: quando a bola cai no chão, esperar até que todos
parem.
Exercício 6
Bater a bola depois de cada ressalto à medida que se move
pelo espaço.
Variação: siga as direcções (avançar, recuar, esquerda ou
direita), ande à volta do campo, tente roubar a bola a outros
jogadores, etc.
 
Exercício 7
Trabalho em pares, um dos parceiros atira a bola (no chão
ou no ar). O outro, que está às suas costas, deve apanhá-la
ou bater-lhe antes de chegar a uma determinada área,
antes de ela saltar uma segunda vez, etc.
Exercício 8
Trabalhar em pares, ambos sentados no chão; tentar
apanhar a bola que lhe foi enviada pelo colega de equipa
sem sair do chão.
Exercício 9
Em grupos de 3, dois jogadores de frente um para o outro
passam a bola um ao outro. O jogador do meio tem de se
abaixar ou saltar para evitar ser atingido.
Exercício 10
Na mesma posição que antes, os jogadores adversários
rolam a bola no chão e o jogador do meio tem de se mexer
44
O jogador, depois de se mover, coloca os pés a uma
distância semelhante à largura dos ombros;
Dobra ligeiramente os joelhos;
Coloca os braços num ângulo recto de modo a que
ambas as mãos estejam acima da cabeça;
As mãos são colocadas em forma de copo, de modo a
que o polegar e o índice de cada mão formem uma
forma de diamante na altura da testa, formando uma
"janela";
A batida é feita apenas com as pontas da cabeça,
nunca com a palma da mão;
O golpe é acompanhado pela extensão de todo o corpo,
dando especial importância aos braços e pernas.
para passar por baixo das suas pernas. Os jogadores
podem mover-se entre 2 e 3 m para cada lado.
6.2. Passe por cima
O passe por cima é um dos gestos mais característicos do
vólei. É o remate a utilizar quando a bola chega até nós a
uma certa altura e permite-nos posicionar-nos logo abaixo
dela para bater.
O gesto completo é desenvolvido da seguinte maneira:
Este golpe é o mais utilizado como um "segundo golpe"
numa peça competitiva. O objectivo desta primeira etapa é
obter um toque por cima limpo e controlado, sendo capaz
de dar a direcção desejada à bola.
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
45
Mãos muito planas ou rígidas que não se ajustam à
forma da bola;
Polegares para a frente que quebram a forma do copo;
Cotovelos demasiado afastados ou demasiado
próximos uns dos outros que não fazem a "janela"
adequada para bater;
Mau posicionamento do corpo em relação à bola;
Insuficiência da inclinação do tronco;
Erros mais comuns:
As despesas gerais passam de diferentes
ângulos
46
Direcção incorrecta dos ombros;
Ancas ou joelhos desalinhados com a direcção do tiro;
Falha na coordenação das pernas e braços (corrente
cinética);
Golpes assimétricos, retidos ou acompanhados.
Exercício 1
Atirar e parar a bola na forma de um copo nas mãos.
Variação: Lança alto e pega depois de um salto.
Variação: Saltar com força contra uma parede e apanhar o
salto.
Exercício 2
Em frente da parede ou de um colega de equipa, atirar e
apanhar a bola, concentrando-se na forma das mãos.
Variação: Dê um passo em qualquer direcção antes de
apanhar a bola.
Exercício 3
Auto-passe e passe com um colega de equipa a apanhar e
atirar a bola.
Variação: Dê um passo em qualquer direcção antes de
apanhar a bola.
 
Exercício 4
Colocar arcos em diferentes áreas do campo com jogadores
à sua volta. Atirar a bola na posição superior, tentando
levá-la para os arcos.
Variação: Atirar a bola em vez de a atirar.
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
47
Exercício 5
Trabalhando em pares, execute o saque por cima da bola
ao seu parceiro. Pegue na bola numa posição aérea e atire-
a ao seu parceiro para a próxima tentativa.
Exercício 6
Tente bater a bola consecutivamente, depois de a deixar
saltar no chão. Cuide do movimento e do posicionamento
antes de bater. Se a bola não vier em boas condições, pare
o exercício e recomece.
Exercício 7
Atirar (levantar) a bola ao parceiro para que ele possa bater
a bola de volta com um passe por cima.
Variação: Fazer o parceiro mover-se um passo em qualquer
direcção antes de bater.
Exercício 8
Bater na parede consecutivamente usando o passe por
cima: primeiro de muito perto da parede, a cerca de 1 m;
segundo de cerca de 5-6 m, deixando a bola saltar primeiro
no chão.
 
Exercício 9
Todos os jogadores estão no fundo do campo com a bola.
Fazem passes por cima até chegarem à rede. Voltar para o
fundo do campo.
Variação: O caminho para a rede andar para a frente, e
voltar para o fundo do campo andar para trás.
48
A primeira e mais importante é estar numa posição
estática antes de bater; mover-se rapidamente para a
bola e tomar a posição correcta antes de bater;
Coloque os pés um pouco mais do que a largura dos
ombros, dobrando os joelhos e colocando o corpo
ligeiramente para a frente; tem de parecer que está
sentado numa "cadeira imaginária";
Os pés são colocados paralelamente e um pé mais à
frente do que o outro, o que ajuda a dar direcção à bola
(orientando o dedo do pé de ambos os pés);
Colocar os braços completamente estendidos, mais ou
menos paralelos às coxas e segurar as mãos sem deixar
um espaço entre os polegares;
Finalmente, finja "levantar daquela cadeira imaginária",
batendo a bola com o terço frontal dos antebraços (não
com os pulsos); faça um golpe seco, mas não abrupto,
acompanhando sempre a bola com o impulso das
pernas;,
Exercício 10
Em grupos de 6 jogadores (virados uns para os outros 3 vs.
3), bater a bola em direcção ao colega de equipa à sua
frente e seguir a bola, mudando as linhas com cada tacada.
6.3. Passe por baixo
O passe por baixo é o gesto mais versátil do vólei. É o mais
utilizado porque permite bater a bola quando a altura é
baixa e muito forte. Consiste basicamente nestas fases:
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
49
Os braços não devem elevar-se para além da altura dos
ombros; são as pernas que empurram a bola, os braços
que amortecem e dão direcção; pensar que ao bater na
bola os braços funcionam como uma "tábua" na qual a
bola salta, a superfície deve ser bem alisada e ter a
inclinação correcta.
Posições das mãos
Mãos mal dadas, braços dobrados ou suaves;
Mau posicionamento do jogador em relação à bola:
Demasiado próximo da bola (batida com os cotovelos);
Muito longe da bola (batida com o pulso);
Insuficiência de inclinação do tronco;
Falta de tracção nas pernas;
Direcção incorrecta dos ombros ou braços;
Ancas ou joelhos desalinhados com a direcção do
golpe;
A recepção no antebraço é feita principalmente nas acções
de recepção e defesa da bola, embora seja o movimento
mais universal neste desporto, a que pode ser utilizada em
quase todas as circunstâncias.
Os erros mais comuns:
50
O passe por baixo de diferentes ângulos
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
51
Falha na coordenação das pernas e braços (corrente
cinética);
Golpes assimétricos, retidos ou acompanhados.
Exercício 1
Lance a bola e pare-a nos antebraços numa posição
estática. Observar a posição do corpo, pés, direcção dos
ombros, abertura das pernas, etc.
Variação: o seu parceiro atira-lhe a bola e você deve pará-
la. Alternar os lançamentos.
Exercício 2
Sem a bola, mover-se entre duas linhas com cerca de 3 m
de distância.
Adoptar a posição correcta para bater em ambas as linhas
(modificar a perna dianteira, a direcção dos pés, ancas e
ombros).
Exercício 3
Trabalhando em pares, um jogador atira a bola. O outro
permanece sentado numa cadeira e levanta-se para bater.
Cada 10 recepções mudam o papel.
Variação: O jogador que acerta senta-se no chão com as
pernas abertas e bate na bola que o parceiro lhe atira.
Exercício 4
Trabalhando em pares, o parceiro atira uma bola e você
acerta-a na sua direcção. A distância deve ser de 2-3 m.
Variação: adicionar um deslocamento anterior de 1 m a um
ou outro lado do jogador.
Exercício 5
Colocado em frente à parede, fazer golpes consecutivos
deixando a bola saltar no chão. É importante calcular a
distância e a força da tacada.
Exercício 6
Colocado em frente de um companheiro de equipa, fazer
pancadas consecutivas, deixando a bola saltar no chão.
52
É importante que a bola atinja uma certa altura para que se
possa mover confortavelmente.
Variação: depois de ter controlado o tiro, adicionar um
pequeno movimento lateral.
Exercício 7
Um parceiro está de costas para a rede, o outro está na
parte de trás do campo. O parceiro lança duas bolas: uma
mais longe (cerca de 5-6 m da rede) e uma mais perto
(cerca de 3 m da rede). O jogador de costas acerta em
ambas as bolas consecutivamente.
É importante mexer-se para trás e para a frente e
posicioná-lo correctamente antes de lhe acertar. A cada 10
recepções os jogadores mudam o papel.
Exercício 8
Bater na parede consecutivamente usando o passe do
antebraço: primeiro de muito perto da parede, cerca de 1 m;
segundo de cerca de 5-6 m, deixando a bola saltar primeiro
no chão. É importante controlar a direcção da batida e a
força.
Exercício 9
Todos os jogadores estão no fundo do campo com a bola.
Batem com a bola até chegarem à rede. Virar e voltar para
o fundo do campo.
Variação: avançar para a frente até à rede e, no caminho de
trás, recuar.
Variação: colocar 2-3 cones para cada jogador, tendo de
sortear enquanto caminha.
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
53
Posicionamento inicial:
Um pé ligeiramente para a frente do outro (pé oposto
ao braço que golpeia);
Direcção da anca e ombros em direcção à zona de
golpe;
Um lançamento de bola adequado (não demasiado alto
ou demasiado baixo, para a frente ou para trás, de um
lado, etc.);
Um bom armamento e uma boa extensão do braço
para bater;
Ajuste da batida da bola.
Exercício 10
Em grupos de 6 jogadores (virados uns para os outros 3 vs.
3), bater a bola em direcção ao colega de equipa à sua
frente e seguir a bola, mudando as linhas com cada
recepção.
6.4. Serviço
 
Servir é a forma de pôr a bola em jogo e a única forma de
começar com um ponto. Será realizada pelo jogador que se
encontra na zona 1 do campo (de acordo com a rotação). É
executada a partir da zona de saque (atrás da linha de
base) e a bola é batida com a mão ou com uma parte do
braço (não são permitidas outras partes do corpo para tal).
O saque é a única acção em que apenas um jogador está
envolvido e na qual se pode preparar o gesto técnico, pois
tem 8 segundos a partir do apito do árbitro. Entre os
aspectos mais importantes para uma execução correcta do
acerto, podemos destacar:
54
a. Serviço por baixo
 
O serviço por baixo é o serviço normalmente aprendido nas
fases iniciais, uma vez que não requer força ou controlo
excessivo sobre a bola. O jogador fica numa posição semi-
lateral no campo e segura a bola com ambas as mãos ao
nível da cintura.
Depois, tirando a bola da mão não dominante, bate-lhe com
a outra mão, num movimento de pêndulo. A bola pode ser
atingida com uma mão de colher ou com a mão do
calcanhar, dependendo de quão fácil é para o jogador. O
foco é a direcção e a altura da bola.
O saque por baixo por passos.
b. Serviço por cima
 
No serviço por cima, a bola é atirada com a mão oposta e
atingida com toda a mão aberta, no meio da bola,
estendendo o braço completamente acima da cabeça.
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
55
Durante este serviço, os ombros são colocados
perpendicularmente ao local para onde a bola deve ser
dirigida. Os pés são paralelos e aproximadamente à largura
dos ombros. O pé oposto à mão batedora deve ser
ligeiramente para a frente. O peso do corpo é distribuído de
uma forma equilibrada. A mão não especializada segura e
atira a bola.
A bola deve ser atirada em frente do ombro, mas a uma
altura suficiente para ser atingida. O peso do corpo é
transferido para a perna da frente, pode até dar um passo
em frente, e a mão completamente aberta atinge a bola no
ponto mais alto possível.
Este serviço tem a desvantagem de exigir alguma força e
habilidade no gesto técnico, pelo que será desenvolvido em
fases mais avançadas do jogador ou quando os requisitos
apropriados forem cumpridos.
O saque por cima por etapas
56
Posicionamento errado do corpo em relação ao campo
de jogo ou à bola;
Atirar ou bater a bola de forma imprópria;
Falta de tensão na mão ou no pulso;
Flexão do braço ou tensão excessiva no movimento;
Falha na coordenação das pernas e braços (corrente
cinética);
Batida assimétrica ou acompanhada;
Falta de concentração, medo ou passividade nos
gestos.
Erros mais comuns:
Exercício 1 (serviço por baixo)
De pé em frente à parede bateu a bola como um pêndulo
com uma mão. Começar com cerca de 3-4 m e afastar-se
progressivamente.
 
Exercício 2 (serviço por baixo)
De pé em frente ao lançamento de parede com a mão
oposta e bate a bola tentando seguir uma direcção recta. Se
a bola for bem atirada, deve voar sobre a nossa cabeça.
 
Exercício 3 (serviço por baixo)
O trabalho por pares, um de cada lado da rede, serve para o
lado oposto situado a cerca de 3-4 m de distância da rede.
Afastar-se progressivamente, desde que o gesto seja
correcto.
Exercício 4 (serviço por cima)
Ficar em frente à parede e atirar a bola na vertical, dando
6. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
I
57
um passo a frente. Se o lançamento estiver correcto, a bola
deve cair no nosso ombro.
Exercício 5 (serviço por cima)
De pé em frente à parede, primeiro atire a bola e apanhe-a
com a mão no ponto mais alto; depois bata a bola de forma
controlada a cerca de 3-4 m de distância.
 
Exercício 6 (serviço por cima)
Trabalhar em pares, um de cada lado da rede. Servir para o
lado oposto situado a cerca de 3-4 m de distância da rede.
Afastar-se progressivamente, desde que o gesto seja
correcto. É importante fixar a posição do corpo e o
movimento do braço ao bater.
 
Exercício 7 (ambos serviços)
O colega de equipa é colocado em diferentes partes do
campo; tente levar a bola até ele. Comece a partir de uma
distância de 5-6 m da rede até lá chegar. Aproximar-se
progressivamente da linha de base.
 
Exercício 8 (ambos serviços)
Dividir o campo com cordas para marcar as 6 zonas. A
partir de qualquer posição, o jogador deve completar um
número definido de saques (por exemplo, 5 saques) para
cada zona do campo.
Variação: É obrigatório seguir uma determinada direcção
(por exemplo, no sentido dos ponteiros do relógio).
58
7.
REGRAS
BÁSICAS
59
A bola toca o chão no seu próprio campo;
A bola sai do campo, devido a um ataque mal orientado
ou a um erro na defesa.
7. REGRAS BÁSICAS
 
Quando é que se consegue um ponto? Como é que se
ganha um jogo? Sempre que a bola cruza o centro da rede
e cai do lado do adversário, é um ponto e continua com o
saque. Quando uma equipa não serve ou comete uma falta,
é um ponto para a equipa adversária, que recupera o direito
de servir novamente.
Para obter a vitória no vólei é preciso ganhar 3 sets de 5
que estão no total, com 25 pontos cada e tendo sempre
uma vantagem de 2 pontos da equipa adversária. O quinto
conjunto é jogado a 15, também com uma vantagem de 2
pontos.
Além disso, um ponto é marcado quando a equipa
adversária comete algum dos seguintes erros:
Da mesma forma, os jogadores podem marcar pontos
devido às infracções da equipa adversária.
Os jogadores da equipa devem conhecer as regras do jogo
e tentar não cometer as seguintes faltas:
Falta de serviço (má execução, não respeitando a rotação da equipa)
60
Penetração em campo oposto
sob rede, pé através da linha
central
Contacto com a rede (entre as
varas); com outros elementos se
interferir com a peça
Duplo contacto com a bola
(excepto para bloqueio anterior)
Falha de 4 ou duplos toques
individuais
7.
REGRAS
BÁSICAS
61
Falha de bloqueio (do serviço do
adversário, invasão do espaço do
adversário, envio da bola para fora
de jogo)
Falha do jogador da fila de
trás (atravessar a linha que
define a sua limitação
de movimento, efectuar
bloqueio), falha do jogador
líbero (atacar, bloquear)
Retenção ou acompanhamento de
bola
Falha de posição ou falha
de rotação do jogador de
equipa
62
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
63
8. TÉCNICAS BÁSICAS II
 
Neste segundo bloco de técnicas, vamos a trabalhar em
acções de maior complexidade de execução que podem
incorporar uma componente táctica.
Este aspecto é, por exemplo, a clave principal entre um
golpe de cabeça com ambas as mãos e um passe de ajuste,
entre um golpe no antebraço e uma recepção.
Por esta razão, as actividades propostas fazem um
verdadeiro sentido em relação ao jogo, a fim de
proporcionar aos jogadores uma abordagem crítica a nível
pessoal e uma análise a nível de equipa.
 
8.1. Colocação
 
Uma colocação não é um simples toque por cima. Nas fases
iniciais, quando os jogadores especializados ainda não o
são, estes dois gestos técnicos podem ser agrupados em
um só. No entanto, em fases mais avançadas do jogo, o
passe de cenário, que é normalmente o segundo toque de
uma equipa, é uma ferramenta importante para o sucesso.
O levantador deve ter uma preparação técnica e táctica
específica para interpretar as necessidades de cada rali e
tirar o máximo partido da equipa. O passe de cenário
requer observação, conhecer os seus colegas de equipa e
analisar a equipa adversária.
64
Para aperfeiçoar ao máximo a técnica, o compositor
precisa de ter uma excelente sobrecarga de trabalho
com ambas as mãos;
Para atingir a maior precisão na execução do golpe,
com ou sem movimento e em qualquer direcção;
Treinar as acções tácticas com a equipa;
Dirigir o jogo tendo em conta os múltiplos factores
envolvidos (tomada de decisão e execução).
Para que os alunos possam atingir o nível máximo, são
propostas as seguintes progressões:
Colocação utilizando o passe por cima
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
65
Exercício 1
Fazer passes para um cesto ou argola colocados a
diferentes alturas e de diferentes posições para aperfeiçoar
todas as trajectórias possíveis.
Exercício 2
A partir da posição 2 do campo, o levantador envia as bolas
enviadas pelo treinador para as posições 3 e 4. Da mesma
forma, da posição 2- 3, o passe de trás praticado para a
posição 2.
Exercício 3
A partir da posição 2 do campo, executar um salto de
bloqueio e depois colocar uma bola enviada pelo treinador
ou parceiro. Pode praticar a passagem para as posições 4 e
3.
 
Exercício 4
A partir da posição 4 do campo, o levantador move-se para
a posição 2- 3 para fazer ajustes para a posição 4, 3 ou 2,
conforme indicado. Este mesmo exercício pode ser
realizado ao sair de trás de uma cadeira na posição 6.
Exercício 5
A partir da posição 3 do campo, o treinador ou um colega
de equipa lança as bolas para as posições 1 e 5
alternadamente. O levantador, da posição 6, move-se para
a bola e coloca a bola no lado oposto do campo de onde a
bola está, por exemplo, da zona 1 a 4 e da zona 5 a 2.
66
Exercício 6
A partir da posição 4 do campo, o treinador ou um colega
de equipa atira as bolas para o levantador, que da posição
2-3 deve devolver as bolas à zona 4. Em alternativa, o
levantador pode decidir para que zona (2, 3 ou 4) enviar a
bola, à sua discrição.
Exercício 7
Seguindo as instruções do exercício anterior, enviar bolas
perto da rede, para que o levantador possa trabalhar no
passe lateral. Este mesmo exercício pode ser feito com
bolas altas para trabalhar o passe de saltos.
Exercício 8
A partir da posição 2, o levantador envia bolas para os seus
atacantes colocadas em filas nas posições 3 e 4.
Dependendo do nível de jogo da equipa, tente as
combinações tácticas que considerarmos apropriadas.
Exercício 9
Seguindo as directrizes do exercício anterior, o levantador
move-se da zona 1 para a zona 2-3 para executar
diferentes opções com 3 atacantes, localizados nas zonas
2, 3 e 4.
Exercício 10
Dois parceiros estão localizados nas zonas 4 e 5, o
levantador está localizado na zona 2-3. A bola passa da
zona 4 para a zona 5 de uma forma controlada. A partir da
zona 5, é defendida para a zona 2-3.
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
67
Utilizar os ombros;
Deslocar o pé exterior para a frente e baixar o ombro
interior;
Enfrentar a bola.
Levantar os ombros para a frente;
Afundar o peito para amortecer a sua força;
Juntar os braços e rodá-los para fora para aumentar a
superfície de golpe.
O distribuidor envia a bola para a zona 4, fazendo um
movimento para apoiar o ataque. O mesmo percurso é
seguido até que as diferentes posições e movimentos
sejam aperfeiçoados. Este mesmo exercício pode ser feito
com os assistentes nas zonas 1 e 2, para trabalhar o passe
para trás e o apoio ao ataque.
8.2. Recepção com os antebraços
 
Cavar ou receber a bola em resposta ao serviço do
adversário é a primeira acção individual que permite
construir um bom ataque. Se a recepção não for correcta,
as possibilidades do jogo ofensivo serão claramente
limitadas, por isso dedicar o tempo necessário a este gesto
técnico.
É aconselhável trabalhar progressivamente desde uma
situação individual na qual se concentre nos movimentos e
posição do corpo, até ao trabalho em pequenos grupos (2-3
jogadores), fixando posições de jogo e direcções de bola.
Para facilitar o trabalho de direcção da bola é aconselhável:
Na correcta execução da recepção, é necessário:
68
À espera de um serviço
Recepção para um serviço
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
69
Exercício 1
Em grupos de 3, um companheiro de equipa serve e o outro
recebe a bola e envia-a para a rede. O da rede pega na bola
e passa-a para o servidor. Este exercício pode ser feito nas
diferentes posições do campo.
 
Exercício 2
Os jogadores (indo para dentro do campo um a um)
recebem uma bola na posição 1, movem-se daí para a sua
esquerda, para receberem mais duas bolas nas posições 6
e 5. Este mesmo exercício também pode ser feito numa
posição invertida, de 5 para 1.
Exercício 3
Um jogador localizado na zona 6 recebe serviços que
chegam às zonas 1 e 5 depois de se deslocar. Para
assegurar a precisão do serviço, pode ser proposto que os
serviços sejam tirados do meio do campo, se considerado
apropriado.
Exercício 4
Dividir o campo longitudinalmente com sinalização no solo
(deixando 2 meios tribunais). Em cada meio campo, de
formas opostas, há um receptor, um levantador e um
atacante. O resto dos companheiros de equipa servem.
Este exercício pode ser planeado pelo tempo ou por
repetições. Os jogadores mudam as suas posições de
acordo com as instruções do treinador (servir-recepção-
ataque) até passarem por todas as posições.
70
Exercício 5
São colocados dois receptores de cada lado do campo
(zonas 1-6 e 5-6). Das costas opostas, os seus colegas de
equipa servem alternadamente. Este exercício pode ser
realizado como se fosse uma competição, por exemplo, a
primeira equipa que conseguir 10 recepções perfeitas
ganha um ponto.
 
Exercício 6
Três receptores estão no campo e os seus colegas de
equipa no extremo oposto. Os jogadores receptores saem
da linha dos 3 metros e deslocam-se para a retaguarda
cada vez que um saque é efectuado. Quando conseguem
somar até 10 boas recepções, a equipa é mudada.
Exercício 7
Três receptores estão no campo (zonas 1, 6 e 5), um
levantador (zona 2-3) e um rematador (2, 3 ou 4). O resto
dos colegas de equipa servem. Cada jogador deve
permanecer na zona até atingir um número de recepções
ou um certo tempo, podem ser feitas rotações se desejado.
Uma vez feita a recepção, deve haver continuidade até que
o ataque esteja terminado. A posição do espião pode ser
modificada de acordo com a sua especialização.
Exercício 8
Dois receptores estão nas zonas 1-6 e 5-6, um levantador
está na zona 2-3 e dois ponteiros passadores nas zonas 2 e
4. O resto dos companheiros de equipa servem.
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
71
Cada jogador deve permanecer na zona até atingir um
número de recepções ou um certo tempo, podem ser feitas
rotações se desejado.
Uma vez feita a recepção, haverá continuidade até termos
um ataque pelas zonas 2 e 4. A posição dos rematadores
pode ser modificada de acordo com a sua especialização.
8.3. Gesto de ataque
 
O ataque ou pancada com uma mão é o gesto mais
ofensivo no vólei, pelo que deve ser trabalhado desde o
início do processo de aprendizagem, mas após dominar as
técnicas de pancada com duas mãos (passagens aéreas e
antebraços).
O facto de bater com uma só mão é um gesto motivador e
bem aceite entre os jogadores, mas é preciso lembrar que
não se trata apenas de bater, mas de o fazer com uma
direcção e força adequadas.
O cálculo das trajectórias e a coordenação necessária para
fazer este golpe pode ser prejudicado se tentarmos
introduzi-lo antes de o jogador estar pronto.
Esta secção é abordada com a ideia de que os jogadores
aprendem a bater a bola de forma eficaz e segura. É
importante lembrar, neste momento, que um gesto de
ataque não deve ser confundido com um rematador, mas é
uma abordagem para a sua realização futura.
O gesto de ataque não tem de envolver um salto, por vezes
nem sequer um remate com uma só mão, mas envolve uma
intenção ofensiva que coloca os nossos adversários em
alerta.
72
O percurso anterior do braço (preparação);
A extensão do braço;
Atingir o ponto mais alto.
Para assegurar uma execução técnica correcta, vamos
concentrar-nos:
Formas de ataque
Exercício 1
Atire a bola contra uma parede acima da cabeça. Comece
por atirá-la com ambas as mãos e termine com a mão
dominante. Pode desenhar círculos a diferentes alturas para
tentar atingir o seu centro.
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
73
Exercício 2
Segure a bola acima da cabeça e ligeiramente à sua frente
com a mão não especializada. Bata com a mão hábil em
diferentes direcções, usando o pulso.
Exercício 3
Seguindo a linha do exercício anterior, atirar a bola para o
ar com ambas as mãos. A mão não qualificada mantém o
ponto de equilíbrio, enquanto a mão hábil arma e executa a
tacada (recomenda-se fazê-lo em frente a uma parede).
Este exercício pode ser feito batendo na parte superior da
bola, para provocar uma trajectória descendente, ou no
meio da bola, para empurrar a bola para a frente.
Exercício 4
Colocado no meio do campo, bate a bola para diferentes
arcos localizados no lado oposto da rede. Pode ser decidido
se os jogadores devem ter uma posição fixa ou se podem
ficar em frente do aro que querem acertar. Este exercício
pode ser considerado como um desafio se uma pontuação
for adicionada aos arcos, e um número mínimo de sucessos
deve ser alcançado.
Exercício 5
Trabalhe em pares, com 6-8 m de distância (dependendo
do nível); o jogador A bate a bola contra o jogador B, que
tem de ficar parado. O parceiro deve tentar apanhar ou
bater a bola sem se mexer (este é um jogo de pontaria).
74
Este exercício pode ser feito com ou sem uma rede entre os
jogadores.
Exercício 6
Trabalhe em pares, seguindo a dinâmica do exercício
anterior, um jogador bate a bola e tem de a enviar para que
o parceiro tenha de dar dois passos em qualquer direcção
para ser capaz de a apanhar ou bater. Um componente
competitivo pode ser acrescentado atribuindo uma
pontuação a cada gesto bem sucedido.
Exercício 7
Trabalhe em pares em frente a uma parede, jogar fronton
batendo a bola contra o chão. Se a bola não atingir uma
altura mínima, o jogador que a tiver batido por último é
sancionado.
Exercício 8
Trabalhe em pares, um de cada lado da rede, tente um
exercício de continuidade. Cada jogador tem 2 tiros, pelo
que é necessário fazer um passe por baixo ou por cima,
seguido de um ataque controlado contra o parceiro.
A ideia é manter a bola entre os dois jogadores sem que ela
caia ao chão,durante o máximo de tempo possível.
8.4. Bloco
 
O bloqueio é a primeira acção defensiva de uma equipa.
Trata-se de parar a bola na rede, para que ela não entre no
próprio campo.
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
75
A PREPARAÇÃO: começar por observar a quadra do
adversário e mover-se para o lugar certo, antes do
golpe do adversário; o movimento pode ser feito com
passos laterais ou cruzados, dependendo da velocidade
necessária (dependendo da distância);
O SALTO: a partir da posição inicial - pés paralelos,
pernas semi-flexas, peso nas pontas dos pés e mãos à
altura dos ombros -, faça um salto vertical enquanto
estende os braços e abre as mãos - os dedos devem ser
separados, mas firmes;
O CONTACTO: no momento do contacto os pulsos e
braços devem ser fortes, prontos para o impacto; as
mãos devem estar bem abertas e os nossos olhos
devem seguir a bola; dependendo do tipo de bloqueio
que estamos a fazer e da posição em que estamos, as
angulações das nossas mãos e pulsos devem variar,
dirigindo-se sempre para o interior do campo oposto;
Existem dois tipos básicos de bloqueio: defensivo e
ofensiva. No bloco defensivo, colocamos as mãos no nosso
próprio espaço de jogo, tentando amortecer a força do
ataque oposto e facilitando a defesa.
No bloqueio ofensivo, o mais comum, colocamos as mãos
na rede no espaço do adversário, sem tocar na rede e sem
interferir com a pancada, a fim de impedir que a bola
chegue ao nosso meio campo.
O bloqueio pode ser feito individualmente, duplo (dois
jogadores, o mais habitual) ou triplo (três jogadores, o
menos habitual). O gesto técnico consiste em diferentes
fases:
El gesto técnico consta de diferentes fases:
76
A QUEDA DE: a queda deve ser feita com ambos os
pés, dobrando as pernas, e tendo o cuidado de não
invadir o campo oposto.
Trabalho de braços e mãos sem a bola;
Trabalho com a bola e o braço a partir do chão;
Trabalhar com a bola e saltar, tentando encontrar o
momento certo;
Trabalho de movimento sem ataque contrário;
Observação e movimento com ataque oposto;
Trabalhar com os seus parceiros (para ajustar o
movimento e os espaços).
A seguinte proposta metodológica é recomendada:
Acções de bloqueio
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
77
Saltar no momento errado, geralmente antes do
atacante;
Não estar em frente da linha de corrida do atacante,
nem do seu corpo;
Má colocação das mãos (devem estar sempre em
direcção ao centro do campo);
Tocar na rede, invadir o campo do adversário ou
empurrar os seus companheiros de equipa.
Um bloco eficaz garante o sucesso defensivo da equipa e
limita grandemente as opções do adversário, pelo que, na
medida do possível, é necessário criar um ambiente de
segurança e confiança em relação a este gesto.
Os erros mais comuns:
Exercício 1
Trabalhando em pares, um de cada lado da rede na posição
inicial, estenda os braços e toque as mãos acima da rede.
Pode ser acrescentado como elemento motivador, que o
jogador A tenta tocar na cabeça do jogador B (que deixará
os seus braços para baixo) e vice-versa.
Exercício 2
Para trabalhos de direcção das mãos, trabalhar
individualmente em frente a uma parede e empurrar com
ambas as mãos, tentando gerar diferentes ângulos de
movimento
Exercício 3
Baixando a rede, para trabalhar a partir do solo, o jogador A
ataca contra as mãos do jogador B que se encontra numa
78
posição de bloqueio. Comece por bater em linha recta e
trabalhe progressivamente em ângulos diferentes. Como
variação para trabalhar a velocidade de reacção, o jogador
B deve levantar as mãos no momento da pancada.
Exercício 4
Trabalhando em pares, um de cada lado da rede, o jogador
A leva a bola na mão. Ao sinal, ambos saltam e o jogador A
deve tentar levar a bola para o campo do jogador B; depois
de várias repetições invertem os papéis. Este exercício pode
ser feito em estática ou com um passo lateral antes de
saltar.
Exercício 5
Trabalhando em pares, o jogador A está num banco e o
jogador B no chão, do outro lado da rede. O jogador A
empurra a bola para o campo do adversário para que o
jogador B salte e a bloqueie. A cada 10 repetições, os
papéis são invertidos. Se o domínio técnico o permitir, o
jogador que está de pé pode bater a bola com um gesto de
ataque.
Exercício 6
Semelhante ao exercício anterior, mas o jogador com a bola
atira a bola para o ar e faz um salto controlado. O jogador
na rede deve ler a trajectória, procurar a bola no bloco.
O jogador atacante pode escolher diferentes trajectórias e
parábolas para acertar a bola.
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
79
Exercício 7
Em grupos de três, o jogador A está na rede pronto a
bloquear. O jogador B está em frente do jogador A, do
outro lado da rede. O jogador C está atrás do jogador A, no
seu próprio lado da quadra. O jogador A deve bloquear a
bola que lhe é lançada pelo jogador B e depois defender
uma bola que lhe é enviada pelo jogador C. Cada 10
repetições mudam de posição.
Exercício 8
Em grupos de três, um jogador está localizado na rede, na
posição inicial, e os companheiros de equipa a 1 m da rede
no campo oposto, separados por 2-3 m entre eles. Os
colegas de equipa lançam a bola alternadamente em
direcção à rede. O jogador na rede deve mover-se e
bloquear a bola. Após cada 10 repetições, fazer uma
rotação.
Exercício 9
Em grupos de 6, três jogadores estão na rede na posição
inicial, e três parceiros à sua frente a uma distância de 1 m
da rede. Os companheiros de equipa atiram ou lançam a
bola à rede. O jogador central deve mover-se para efectuar
um duplo bloqueio nas zonas 2 e 4. Quando o ataque é por
zona 3, os jogadores praticam um bloco triplo.
Exercício 10
Seguindo as directrizes do exercício anterior, é feito um
bloqueio face a um ataque real do lado oposto de o campor.
80
O ataque pode ser em qualquer uma das zonas sem aviso
prévio. A equipa deve decidir, de acordo com as suas
características, como o bloqueio está na zona 3 (simples,
duplo ou triplo) e quais os jogadores que devem participar
nessa zona.
8.5. Rolos de barreira ombro e dorsal
 
A técnica de rolamento é um gesto que permite uma
reacção rápida do jogador numa situação particular de
defesa. Nos rolos de barreira, o jogador defende a bola ao
cair ao chão em diferentes posições.
O rolo de barreira mais comum que normalmente é
ensinado primeiro é o "ombro", em que o jogador, após um
passo largo, contacta a bola com uma mão com o interior
do pulso ou com as costas da mão, deixa-se cair sobre o
seu corpo de forma controlada, para rolar sobre o ombro e
levantar-se novamente.
Outra alternativa de bater, que não requer um salto mortal,
é o rolo "dorsal". Nesta queda, o defensor cai para trás de
uma forma controlada, enquanto bate com a bola acima da
cabeça. A conclusão deste gesto pode ser feita com ou sem
uma cambalhota, mas é importante que os jogadores
aprendam a controlar a sua queda para evitar possíveis
lesões físicas.
As pernas devem estar bem dobradas e é necessário deixá-
las rolar para trás, batendo com a bola no momento da
perda de equilíbrio.
Embora a velocidade real dos dois gestos técnicos seja
muito elevada, recomenda-se que sejam aprendidos
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
81
Colocar o cotovelo ou o pulso no chão antes de deixar
cair o corpo;
Não dobrar os joelhos para amortecer o impacto;
Saltar, em vez de ser largado;
Abrandar a velocidade do movimento, o que ajuda a
levantar de novo.
lentamente e com as medidas de segurança adequadas.
Um tapete pode ajudar a evitar medos desnecessários nas
primeiras experiências.
É importante que os executores relaxem o seu corpo e se
deixem ir durante o rolo de barreira, com ou sem um salto
mortal.
Erros mais comuns:
Exercício 1
Em pares, de uma posição agachada, puxar o parceiro que
tenta puxar contra si próprio. É permitido puxar para trás e
para o lado.
Exercício 2
Individualmente e a partir de uma posição muito flexionada,
cair lateralmente sobre um tapete (sem rolar). A instrução
mais importante é estender o braço e não deitar-se sobre o
cotovelo. O contacto com o chão deve ser feito com a anca,
e não com o joelho.
Exercício 3
Trabalhar em pares, continuar com o exercício anterior, mas
desta vez, o parceiro atira-nos bolas lentas e bem
direccionadas para um dos lados.
82
A bola deve estar suficientemente afastada para que não se
possa alcançá-la sem cair. A cada 4 repetições, mudam-se
os papéis.
Exercício 4
Trabalhar em pares, com um tapete. O jogador A toma uma
posição defensiva com os joelhos dobrados e as mãos na
frente. O jogador B lança uma bola rápida em direcção à
cabeça do jogador A, que deve apanhar a bola enquanto cai
de costas.
É essencial que as pernas não estejam alinhadas, pois isto
permite que a queda seja amortecida por uma flexão mais
profunda da perna de trás antes do impacto no chão. A
queda para baixo deve ser arredondada, seguindo a
curvatura das costas. Cada 5-6 repetições alteram os
papéis.
Exercício 5
Individualmente, praticar o rolo de ombro lateral incluindo o
salto mortal. O corpo deve passar através do braço oposto
ao do golpe, que deve ser totalmente estendido.
Exercício 6
Trabalhar em pares, com um tapete. O jogador A deve
atirar bolas para os lados ou sobre a cabeça do jogador B,
que deve defender a bola como ele/ela achar conveniente.
Cada 3-4 repetições alteram o papel.
8. 
TÉCNICAS
BÁSICAS
II
83
9.
TÁTICOS
BÁSICOS
84
6R-0S ou 6R-6U: Neste sistema todos fazem tudo; é o
sistema mais básico; o levantador atinge a sua
funcionalidade enquanto roda numa posição específica
do campo; normalmente ocupa a zona 3.
9. TÁTICOS BÁSICOS
 
A aplicação de sistemas específicos para combinar os
pontos fortes dos jogadores de uma equipa é chamada
táctica. Um dos elementos mais importantes a
compreender sobre tácticas é que o seu desenvolvimento
se baseia totalmente nas capacidades da equipa, e nos
sistemas que um treinador considera mais adequados aos
indivíduos específicos que treina.
O vólei é um desporto de equipa delimitado por regras
diferentes. Estas regras determinam de uma forma muito
importante todos os seus aspectos técnico-tácticos, bem
como a estruturação do jogo, tornando quase impossível a
diferenciação entre as fases de ataque e de defesa. Isto
levou muitos autores a referir-se ao conceito de complexo
estratégico: complexo um (K-1) e complexo dois (K-2). O
complexo K-1 começa com a defesa do serviço, a recepção,
e termina com o ataque de K-1, também chamado de lado
para fora. O complexo K-2 começa com a defesa da acção.
O principal objectivo dos dois complexos é o mesmo:
passar de uma acção dominada para uma dominante e
obter um ponto, ou seja, impedir que o adversário coloque a
bola no nosso terreno e colocar a bola no terreno do
adversário.
Entre os sistemas de ataque básicos encontramos:
9.
TÁTICOS
BÁSICOS
85
3R-3S ou 6R-3U: Neste sistema existem 3 jogadores
encarregados de permitir o ataque dos restantes.
4R-2S: Neste sistema, podemos ver que os dois
levantadores são distribuídos em oposição; quando um
deles se torna defensor, o seu oposto assume a
responsabilidade de levantador, de modo a ter sempre
um de ambos para desempenhar a função de
levantador.
Tal como no sistema anterior, existe a possibilidade de
decidir quem são os levantadores, dependendo da área
do campo a partir do qual se decide jogar.
No primeiro nível, o levantador está localizado
normalmente na zona 3, para mais tarde ir para a zona
2, procurando os jogadores altos para levantador o
centro da rede.
Este é o sistema mais simples e, portanto, o mais
recomendado para a iniciação.
A partir de agora, referir-nos-emos a ele como: 4-2.
Diferentes posições no sistema de jogo 4-2
C - Colocador; R - Receptor
A defesa desempenha um papel essencial nas tácticas de
vólei. Defender uma bola implica a possibilidade de obter
pontos, contra-atacar e continuar com o saque.
86
Nos níveis de iniciação, quando é normalmente atacado por
bolas altas nas "asas", o défice de tempo defensivo
dificilmente existe, e portanto, onde quer que estejamos
inicialmente, poderemos avançar para as posições finais
ideais, embora por vezes não seja feito, para aspectos
diferentes.
É normal para a maioria dos países chamar o sistema
defensivo com base na posição inicial adoptada pelos
jogadores. Estes sistemas são apresentados nos números
seguintes:
Posições iniciais nos sistemas defensivos
Esta posição inicial muda em função das necessidades do
jogo, do nível da equipa e do ataque adversário. As
posições finais e as transições na defesa são descritas nas
tácticas avançadas. 9.
TÁTICOS
BÁSICOS
87
10.
VÓLEI
ENGRAÇADO
88
10. VÓLEI ENGRAÇADO
 
ACTIVIDADE 1: Brincar com o balão
Objectivo: Desenvolver a coordenação e a familiarização.
Descrição da actividade: Cada um atinge individualmente
um balão utilizando os gestos técnicos do vólei (dedos ou
toque no antebraço) e tenta que o balão não caia ao chão.
Material: Balões.
Variações: Bater no balão com diferentes partes do corpo,
bater no balão em pares.
 
ACTIVIDADE 2: O balão maluco
Objectivo: Desenvolver a capacidade de reacção.
Descrição da actividade: Em pares, tocar o balão usando os
risos dos dedos, seguindo um certo ritmo e seguindo
diferentes direcções (frente, costas, lateral, etc.).
Material: Balões.
Variações: Para incluir mais balões, e mudar de direcção
utilizando o ritmo da música (lento, rápido, etc.).
10.
VÓLEI
ENGRAÇADO
89
ACTIVIDADE 3: O balão e o número
Objectivo: Desenvolver a agilidade e a coordenação.
Descrição da actividade: As equipas são formadas e
localizadas num círculo, com um balão. Cada jogador tem
um número diferente. O balão é atirado para cima e um dos
jogadores diz um número. Aquele que tem esse número
deve bater o balão com os dedos e ao mesmo tempo, dizer
outro número.
Material: Balões.
Variações: Alterar números para animais, flores, etc., e
combinar diferentes tipos de passes (antebraço, dedos,
etc.).
ACTIVIDADE 4: Toalhas de vólei
Objectivo: Desenvolver a agilidade e a coordenação.
Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em
grupos. Cada grupo tem uma toalha de praia. Cada grupo
tenta ganhar o ponto apenas movendo a toalha na direcção
do campo oposto.
Material: Uma rede, bolas de vólei e toalhas.
Variações: Mudar o número de participantes (2, 3, 4, etc.) e
utilizar toalhas de diferentes tamanhos.
90
ACTIVIDADE 5: Big Ball
Objectivo: Desenvolver o trabalho de equipa.
Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em
duas equipas. Cada equipa é colocada numa área diferente
do campo de vólei. O objectivo é jogar vólei, mas com a
bola grande utilizando as mesmas regras do desporto.
Material: Bola em forma (bola grande).
Variações: Para variar os números de toques permitidas.
ACTIVIDADE 6: Competição de estafetas
Objectivo: Promover o trabalho de equipa e a velocidade de
reacção.
Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em
duas equipas. Cada equipa está em fila. O primeiro jogador
em fila segura uma bola em forma. O treinador faz um sinal
e depois o jogador deve correr com a bola em forma até
que a passe por cima da rede. O jogador tem de voltar para
dar a bola em forma ao jogador seguinte na linha.
Material: Bola em forma (bola grande).
Variações: Para variar as direcções e a forma de transportar
a bola.
10.
VÓLEI
ENGRAÇADO
91
ACTIVIDADE 7: Vólei Ultimate
Objectivo: Promover o trabalho de equipa e o prazer.
Descrição da actividade: Este é um jogo de vólei com um
Frisbee. Os jogadores são divididos em duas equipas. É
permitido ter até três passes entre os parceiros antes de
atirar o disco para o campo oposto. O jogador tem 5
segundos para passar ou lançar o Frisbee.
Material: Uma rede e um Frisbee (placa voadora de
plástico).
Variações: Para variar o número de passes que os
jogadores podem efectuar e a forma de receber a bola
(sentado, com uma perna coxeia, etc.).
 
ACTIVIDADE 8: Pichi
Objectivo: Desenvolver a coordenação e a agilidade.
Descrição da actividade: Este é um jogo de equipa que
consiste em fazer um bom serviço (bater com a mão numa
bola de ténis) e uma boa corrida (atravessar as diferentes
bases). A equipa atacante chuta a bola para lhes dar tempo
de correr e de contornar o campo para diferentes bases.
Material: Uma bola de ténis e cones/arrascos.
Variações: O jogador que não alcançar o cone fará 20
abdominais.
92
ACTIVIDADE 9: A rede invisível
Objectivo: Desenvolver a velocidade de reacção e
coordenação.
Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em
duas equipas. Este é um jogo de vólei, mas a rede é coberta
com toalhas diferentes para o tornar escuro. Os jogadores
devem tentar adivinhar a estratégia da equipa oposta.
Material: Uma rede, uma bola e toalhas.
Variações: Para utilizar diferentes tipos de bolas (bolas de
ténis, bolas de plástico, etc.).
 
ACTIVIDADE 10: Spikeball
Objectivo: Desenvolver a coordenação e a motilidade.
Descrição da actividade: O jogo é jogado dois a dois. A
equipa que serve começa um rally, com um pico de bola
fora da rede em direcção à equipa oposta. A equipa
receptora tem até três toques, alternando entre os dois
jogadores.
Material: Kit Spikeball (uma pequena rede e uma pequena
bola de plástico).
Variações: A equipa receptora tem até cinco toques.
10.
VÓLEI
ENGRAÇADO
93
ACTIVIDADE 11: Ténis vólei
Objectivo: Velocidade e movimentos de trabalho.
Descrição da actividade: Duas equipas, uma em cada meia
quadra. A bola é passada por cima da rede (toque de dedos
ou antebraços) depois de dar um único salto da bola. Um
ponto ao contrário cada vez que um retorno é falhado. A
equipa que atingir previamente os pontos pré-
determinados ganha.
Material: Uma rede e uma bola.
Variações: Cada jogador pode tocar na bola duas vezes
antes de passar a bola sobre a rede.
 
ACTIVIDADE 12: Badminton vólei
Objectivo: Promover o trabalho de equipa e o prazer.
Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em
duas equipas. Este é um jogo de vólei com raquetes de
badminton e um shuttlecock. É permitido ter até três passes
entre os parceiros antes de atirar o shuttlecock para o
campo oposto.
Material: Uma rede, raquetes de badminton e shuttlecocks.
Variações: Bater na shuttlecocks sem as raquetes, apenas
com as mãos e outros materiais semelhantes.
94
ACTIVIDADE 13: O cesto
Objectivo: Desenvolver a coordenação e o controlo da bola.
Descrição da actividade: Em grupos de quatro, um jogador
lança uma bola a um parceiro que tenta acertar a bola no
cesto com um gesto de técnica de vólei (dedos ou
antebraço).
Material: Uma bola e uma bola de basquetebol.
Variações: Para variar as posições dos jogadores e a
distância dos lançamentos.
 
ACTIVIDADE 14: Super salto
Objectivo: Coordenar o salto com a batida da bola.
Descrição da actividade: Um trampolim estará situado
perto da rede e o treinador atira bolas ao jogador que está
acima do trampolim. O jogador deve ter de saltar e bater a
bola em direcção ao campo oposto.
Material: Um trampolim, uma rede e bolas.
Variações: Antes de saltar, o jogador deve correr a partir do
fundo do campo.
10.
VÓLEI
ENGRAÇADO
95
ACTIVIDADE 15: Balanço louco
Objectivo: Trabalhar o equilíbrio e desenvolver o controlo
da postura corporal.
Descrição da actividade: Cada jogador fica acima de uma
bola em forma, mantendo o equilíbrio e devolvendo a bola
com o passe do antebraço.
Material: Bolas e bolas em forma.
Variações: Para devolver a bola com o passe de dedos.
 
 
ACTIVIDADE 16: Vólei Inclusivo
Objectivo: Praticar um desporto inclusivo.
Descrição da actividade: os jogadores seguirão as mesmas
regras do desporto, mas a partir da posição sentada
Material: Uma rede, bolas.
Variações: Para variar o número de jogadores e contactos
permitidos com a bola, e também para variar as dimensões
do campo (largura e comprimento).
96
11.
O
LÍBERO
NO
VÓLEI
97
11. O LÍBERO NO VÓLEI
 
11.1. O que é o líbero no vólei?
 
A figura do líbero no vólei surgiu em 1999, um jogador
especializado na defesa com o objectivo principal de fazer
mais recepções e apanhadas da bola e tornar o jogo mais
excitante.
O jogador de líbero é o único jogador que não é afectado
pelas regras gerais de rotação e permanece no jogo quase
todo o tempo. O líbero nunca vai para a área da frente e
normalmente substitui a posição do bloqueador do meio
quando este jogador deve rodar para a área do fundo.
O jogador do líbero deve ser escolhido antes da partida, e
isto será o mesmo durante toda a competição.
A única excepção seria em caso de lesão do líbero, que
poderia ser substituído por outro jogador, mas este novo
jogador terá de manter o papel de líbero durante toda a
partida ou competição.
 
11.2. Quais são as funções do líbero durante uma
partida?
O líbero, sendo um defensor especializado, terá de cobrir
mais espaço no campo de jogo do que os seus colegas de
equipa, sendo responsável pela maioria das acções que
envolvem a recepção e defesa da bola.
98
Boa capacidade de passe;
Boa capacidade de recepção dos antebraços
Boa habilidade no manuseamento de bolas;
Agilidade e coordenação;
Consistência.
Reproduz apenas na fila de trás;
Pode substituir qualquer posição na fila de trás (por
exemplo, o líbero pode jogar na fila de trás para ambos
os bloqueadores do meio);
Tem uma camisola de cor diferente da do resto da
equipa;
Não conta como uma substituição.
Servir (com algumas excepções);
Atacar a bola acima da altura da rede;
Bloquear o tentar bloquear;
Colocar um atacante a partir do campo da frente.
O objectivo principal do jogador líbero é acrescentar
controlo às jogadas e tornar possível à equipa criar um
grande jogo defensivo.
Na defesa, o jogador líbero deve ser o responsável pelas
bolas mais complexas e manter sempre a bola em jogo.
Além disso, este jogador não tem qualquer
responsabilidade no ataque, pelo que ficará encarregue de
colocar a bola ao atacante caso seja necessário.
 
11.3. Que habilidades deve ter um líbero?
Atributos:
Características do líbero:
O que o líbero não pode fazer:
11.
O
LÍBERO
NO
VÓLEI
99
11.4. Movimentos do líbero
 
É essencial que os movimentos do jogador líbero, entrada e
saída do campo, sejam feitos quando a bola não está em
jogo, passando pela área estabelecida entre a linha dos 3
metros e a linha de base. Não requer aviso prévio ou
autorização. Deve haver pelo menos uma jogada entre cada
saída e entrada do líbero no campo.
Os movimentos de deslocação devem ser sempre curtos e
rápidos, geralmente com um máximo de dois ou três
passos.
Posições de líbero e acções no campo
100
No sistema em que três jogadores realizam a recepção, os
movimentos são principalmente anteriores-posteriores com
poucas necessidades de movimentos laterais.
No caso de um sistema de dois jogadores de recepção, os
movimentos tornam-se mais complexos, uma vez que para
além do deslocamento anterior-posterior, o líbero necessita
de efectuar movimentos postero-laterais e anterolaterais. O
líbero está encarregado de ocupar o máximo espaço no
campo para assegurar o primeiro toque durante a recepção
como jogador especializado.
Uma vez que o líbero não pode atacar, o líbero tem um
papel muito importante na cobertura de ataque. Após a
recepção, o líbero deve avançar rapidamente para cobrir a
bola e potencialmente apoiar o seu jogador atacante contra
um possível bloqueio por parte do adversário.
Além disso, o líbero deve estar sempre atento na defesa,
observar a bola desde a recepção e durante a elevação
(estando preparado para a possibilidade de um ataque
fingido no segundo toque), analisando a direcção e
trajectória da bola.
Finalmente, o líbero deve estar atento ao atacante e tentar
antecipar para onde a bola irá, utilizando a informação da
posição e direcção do corpo atacante.
Quando a bola vem lateralmente, o defensor executa uma
mudança de peso corporal para o mesmo lado onde vai
interceptar. Ao deslocar o peso do corpo em direcção à
perna mais próxima da bola, isto gera um desequilíbrio que
leva, após a pancada, a uma queda lateral.
O movimento de impulso (contracção concêntrica da perna
11.
O
LÍBERO
NO
VÓLEI
101
A primeira é a posição de rotação onde o líbero chega
ao saque. Uma vez que o líbero chega ao saque (zona
1), ele/ela é substituído por outro jogador que serve
nesse ponto de rotação, uma vez que o líbero não pode
servir. Isto é por vezes chamado rotação do líbero.
distante) é rápido enquanto o movimento de ruptura
(excêntrico contracção da perna próxima) é lenta.
As pranchas são feitas em bolas mais distantes que não
podem ser alcançadas com quedas. Nestas procuramos um
lançamento do corpo em direcção ao solo em profundidade,
nunca em altura.
A partir da posição defensiva realiza-se um passo anterior,
que deve ser longo, descendo o centro de gravidade, e um
impulso é realizado com o pé traseiro descrevendo uma
trajectória oblíqua, num ângulo muito próximo do solo.
11.5. Posições líbero
 
Assumindo que o líbero de vólei é o melhor jogador de
controlo de bola, ele/ela deve estar situado numa posição
de contactar o maior número possível de bolas no serviço
de recepção e na defesa. O líbero pode estar em qualquer
lugar na fila de trás, embora muitas vezes seja melhor no
meio do fundo (zona 6) ou na posição 5. A decisão depende
de diferentes aspectos, tais como o ataque na fila de trás, o
segundo jogo de bolas fora do sistema, onde a equipa rival
ataca principalmente, ou dependendo de situações
específicas do jogo.
Há duas coisas quando nos referimos à rotação do líbero:
102
A segunda rotação do líbero refere-se à forma como se
pode ajustar as rotações para manter o líbero na
posição central de trás durante todo o jogo.
Nos Estados Unidos, é possível que o líbero também
possa servir.
É normal apreciar durante o jogo de vólei como os
jogadores fazem alterações de posição quando se
encontram na mesma rotação.
Há muitas estratégias que os treinadores podem utilizar
dentro das regras permitidas para melhorar e optimizar as
posições de alguns jogadores.
Para muitas equipas, poderia ser mais importante manter o
levantador o mais próximo possível da sua posição ideal ao
definir. No entanto, para outras equipas poderia ser uma
prioridade manter o jogador líbero numa posição central,
outras optariam por ambas.
Assim, tipicamente o líbero entra no campo na posição 1
(para substituir o servidor depois de ter perdido o seu
saque), roda ao longo da fila de trás através das posições 6
e 5 e sai do campo, pois seria forçado a subir para a
posição 4 na fila da frente, uma vez que não lhe é permitido
jogar na fila da frente.
Posição líbero no campo ao servir a recepção
11.
O
LÍBERO
NO
VÓLEI
103
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
104
O reforço e melhoria do serviço, não só com a ideia de
colocar a bola em jogo, mas como arma táctica que
permite obter pontos directos ou situações de defesa, e
ataque mais benéfico para a equipa;
O pico, como gesto de maior poder no mundo do vólei,
que na maioria dos casos é utilizado como terceiro
remate para a conclusão de um rally.
12. TÉCNICAS AVANÇADAS
 
Nesta última secção técnica, iremos aprofundar as
competências técnicas que envolvem mais dificuldades na
sua execução e controlo:
Finalmente, no aspecto defensivo, acrescentaremos
algumas outras acções técnicas que requerem grandes
habilidades: a prancha.
Também praticaremos a técnica da queda frontal, muito
mais fácil de executar e bastante útil em momentos de
situações de defesa comprometidas.
 
12.1. Serviço avançado
 
O serviço é a nossa primeira oportunidade de perder ou
ganhar um ponto. A ideia que deve prevalecer durante a
sua execução é ter um saque seguro, o que permite ao
jogador ganhar confiança. Uma vez criada essa segurança,
começamos a procurar uma componente táctica no saque e
tentamos fazer dela o nosso primeiro ataque.
Seguindo a descrição do ataque já explicada em capítulos
anteriores, o objectivo nesta segunda fase é o de alcançar:
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
105
Uma mão controlada serve para a área desejada do
campo;
Uma adaptação às necessidades do momento:
Ao bater a bola na zona lombar, para produzir uma
rotação da bola para a frente e uma parábola para
baixo;
Ao bater a bola na zona média-posterior, de modo a
que o voo da bola, sem rotação, produza variações
na sua trajectória, especialmente nos metros finais
(flutuantes).
Diferentes técnicas de servir
106
Passos de serviço
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
107
Posição de equilíbrio, com o impulso certo;
Lançamento preciso da bola;
Acerto preciso e direccionado para os diferentes pontos
do campo.
Procura de áreas descobertas da equipa adversária;
Servir aos jogadores adversários mais fracos da equipa;
Servir ao jogador substituto, se houver;
Servir ao jogador substituto, se houver; utilizar o saque
curto aos jogadores que estejam prontos para atacar à
primeira vez;
Deslocar os receptores atacantes da rede;
Procurar áreas de conflito entre jogadores.
Para assegurar uma execução técnica correcta,
destacaremos estes aspectos:
Sempre que o jogador estiver pronto e as suas condições o
permitirem, podemos incorporar o saque, seguindo os
padrões de movimento da execução do saque e do remate,
combinando a altura, distância e trajectória necessárias
para alcançar uma execução correcta e segura.
O trabalho do saque curto é também conveniente nesta
fase. Esta técnica permite-nos quebrar o sistema de
recepção dos nossos adversários e dificultar o seu ataque
subsequente. Como aspecto diferenciador nesta secção,
falaremos sobre a importância táctica do saque, onde
temos de seguir estas directrizes:
Exercício 1
Trabalhando em pares com uma bola, os jogadores servem
para o colega de equipa, que pode ser colocado em
qualquer lugar do campo. Um serviço bem sucedido é se o
108
parceiro não tiver de se deslocar para apanhar ou receber a
bola.
Exercício 2
Trabalhando em pares, seguindo a dinâmica do exercício
anterior, consegue-se um serviço bem sucedido se o
parceiro tiver de mover 2-3 passos para apanhar ou
receber a bola.
Exercício 3
Trabalhar em grupos; colocar diferentes objectos no chão
que os jogadores devem atingir com o serviço. Pode ser
dado um limite de tempo ou um número limitado de saques
para atingir o objectivo.
Exercício 4
Em dois grupos, um de cada lado do campo, os jogadores
competem um contra o outro. Cada equipa envia um
jogador para o campo adversário para a zona 1; esse
jogador deve permanecer sentado e não se mover.
Quando a equipa consegue levar uma bola a esse jogador,
há uma estafeta e o jogador seguinte senta-se na zona 2. O
jogo continua até que uma equipa tenha completado todas
as 6 zonas do campo. O melhor de 1 ou 2 rondas pode ser
jogado.
Exercício 5
Em dois grupos, um está de cada lado do campo. Colocar
as cadeiras no campo fingindo ser os jogadores
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
109
adversários. Servir entre os obstáculos, em frente ou atrás
deles. Se acertar numa das cadeiras, recebe uma
penalização.
Exercício 6
Em dois grupos, um está de cada lado do campo. Colocar
arcos dentro da zona de 3 metros. A ideia é servir na zona
de arcos. Pode alterar a posição ou usar arcos de cor
diferente para fins diferentes.
Exercício 7
Em dois grupos, um está de cada lado do campo. Marcar no
solo uma zona de 1 metro ao longo de todo o comprimento
do campo. Trabalhar no serviço dentro desta zona.
Exercício 8
Em dois grupos, um está de cada lado da rede.
Colocaremos uma faixa elástica da antena para a antena no
topo, de modo a treinar o serviço dentro desse espaço.
Pode acrescentar mais dificuldade, incluindo as áreas de
direcção no campo.
Exercício 9
Em dois grupos, um está de cada lado da quadra; os
jogadores competem um contra o outro. De um lado, a
equipa A "serve", do outro lado, a equipa B "recebe", que
roda assim para ter sempre 2 a 4 jogadores no campo, mais
o levantador. Cada equipa compete durante 8 minutos para
obter o número máximo de pontos, que é registado da
seguinte forma:
110
Ponto directo pelo saque: 2 pontos para a equipa A;
Servir que força um erro na recepção: 1 ponto para a
equipa A;
Recepção nas mãos do levantador, sem ter de se
mexer: 2 pontos para a equipa B;
Recepção que pode ter continuidade de jogo: 1 ponto
para a equipa B
PASSOS DE APROXIMAÇÃO OU PULSAÇÃO: O
movimento é geralmente realizado com duas etapas de
aproximação, depois de preparar a posição do corpo.
No caso de um jogador destro, o primeiro passo é feito
Exercício 10
Em dois grupos, um está de cada lado da rede, numa
situação de jogo real. O trabalho na táctica serve na equipa
adversária, nas diferentes rotações. Este exercício pode ser
utilizado como preparação para um jogo competitivo.
12.2. O remate
 
O remate é um dos gestos mais utilizados no vólei. É
normalmente o terceiro remate de uma equipa e o mais
eficaz na realização de um rali.
É a acção mais explosiva no nosso desporto, razão pela
qual os jogadores estão motivados na sua aprendizagem e
não é conveniente atrasar demasiado o seu ensino. É
preciso respeitar os ritmos pessoais e as condições
individuais dos jogadores.
Para desenvolver uma técnica correcta mais tarde, é
necessário dividir a aprendizagem do tiro em 4 blocos:
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
111
O SALTO: No salto há duas partes diferenciadas, a fase
de amortecimento da segunda etapa da fase de impulso
(entrada com os calcanhares), e uma fase de impulso,
na qual, devido ao movimento dos braços e à extensão
das pernas, se inicia a fase de descolagem.
O GOLPE: Uma vez no ar, o braço esquerdo (para o
jogador destro) é estendido em frente da cabeça do
jogador, enquanto o braço direito executa o movimento
de balanço - flexionando até tocar a orelha com a mão e
estendendo-se em frente da testa - até bater com toda
a mão, em cima da bola. Nesse momento, o ombro
esquerdo gira para trás para permitir que o braço
executante se mova. A posição do pulso determina a
direcção final da bola.
QUEDA PARA BAIXO: A queda deve ocorrer em ambos
os pés, equilibrando o peso do corpo. Ocorre na terceira
parte frontal do pé e dobrando as pernas para evitar
lesões.
Aprendizagem do movimento do braço a partir do chão
(sem saltar);
com o pé esquerdo, com um comprimento de um passo
normal. O segundo passo consiste num passo mais
longo e que é feito em dois tempos sucessivos mais
rápidos, passo da direita para a esquerda. Neste
segundo passo é importante entrar com os calcanhares,
equilibrar os braços para trás e dobrar os joelhos para
preparar o salto.
Uma proposta metodológica correcta deve conter as
seguintes fases:
112
Praticar os passos de saltar, sem tocar na rede;
Coordenar a abordagem com os saltos e os golpes;
Ser capaz de acertar com diferentes trajectórias;
Ajustar o golpe ao passe do levantador.
Dada a complexidade deste gesto técnico, há que
assegurar cada uma das suas diferentes fases para garantir
o sucesso final.
Um processo de aprendizagem incorrecto leva à aquisição
de vícios ou gestos supérfluos que podem prejudicar
grandemente a sua posterior correcção, uma vez que o
jogador tenha consolidado o movimento. Deve-se estar
muito atento durante este processo.
Ataques de remates 12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
113
Pé inicial incorrecto no início do movimento (passos
alterados);
Não se preparar para a abordagem;
Velocidade baixa na aproximação;
Má coordenação do tempo de salto (leitura e cálculo da
velocidade);
Não utilização de ambos os braços para o impulso;
Erro de travagem;
Não estender o braço no momento do golpe;
Bater com a bola sobre a cabeça ou atrás do corpo.
Erros mais comuns:
Exercício 1 (movimento do braço)
Trabalhar em pares. O jogador A acerta numa bola
segurada pelo jogador B. Apenas o movimento da cintura
para cima é feito, sem saltar.
 
Exercício 2 (movimento do braço)
Individualmente, bater a bola contra a parede
continuamente. Se as condições de batida não forem
adequadas, parar a bola e recomeçar.
Exercício 3 (movimento do braço)
Colocado em pares, um está de cada lado da rede. Cada
jogador atira a bola e bate para que haja um ressalto
mesmo debaixo da rede. Como variante de maior
dificuldade, a bola pode ser enviada por cima da rede pelo
parceiro, e também bate para que ela salte por baixo da
rede.
114
Exercício 4 (aproximação)
Individualmente, colocado em frente da rede ou de uma
parede, cada jogador pratica os passos de aproximação.
Este exercício também pode ser realizado executando os
passos ao longo de toda a extensão do campo, de uma
ponta à outra. É importante automatizar o gesto e tentar
sempre levantar ambos os braços, batendo palmas no
ponto mais alto.
Exercício 5 (coordenação de saltos e pancadas)
Trabalhar em pares, com uma bola e uma cadeira. O
jogador A, no lado da rede, faz o gesto de aproximação e
bate uma bola segurada pelo jogador B. O jogador B, de pé
na cadeira, segura a bola no lado do campo do jogador A. A
cada 5 ou 6 repetições, os papéis são invertidos.
 
Exercício 6 (coordenação de saltos e pancadas)
Trabalhar em pares, com uma bola. O jogador A prepara-se
para bater a bola. O jogador B, de pé junto à rede, lança a
bola para o jogador A bater. A bola deve ser
suficientemente alta para o jogador A acertar. A cada
repetição, o jogador vai buscar a bola e muda de papéis.
Exercício 7 (coordenação dos saltos e das pancadas)
Num grupo, são feitas filas de jogadores nas zonas 2 e 4. O
treinador ou um colega de equipa, a partir da posição 3,
atira bolas para ambas as zonas. Os jogadores atiram as
bolas alternadamente de ambos os lados.
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
115
Exercício 8 (coordenação com o levantador)
Seguindo a dinâmica do exercício anterior, faça um passe
para o levantador e aguarde o seu passe para o pico
(aproximação ao jogo real). O jogador deve estar preparado
para reagir ao passe do levantador e esforçar-se por
melhorar a sua técnica de passe, a fim de receber uma
melhor resposta do levantador. Introduzir o ataque por
zona 3.
Exercício 9
Continuação do trabalho em filas, com uma zona pré-
determinada do campo para onde o rematador deve enviar
a bola. Pode-se aumentar a complexidade do exercício
colocando tapetes ou aros para os quais se pode bater.
Exercício 10
Mantendo a dinâmica do exercício anterior, trabalhar em
filas através das diferentes áreas. Do outro lado do campo,
um jogador em defesa é colocado na zona 6. Assim que o
jogador de levantador envia a bola, o defensor move-se
para a zona 1 ou 5.
O jogador de levantador deve observar o seu movimento e
rematar em direcção à zona do adversário, onde o defensor
não é colocado.
Quando os nossos jogadores tiverem um bom controlo da
bola, iniciar o trabalho táctico da equipa, que é mais ou
menos complexo, dependendo da sua categoria,
experiência e nível de jogo.
116
Bater com o punho ou com a palma da mão, antes de
terminar a queda;
Deslizando para a frente e estendendo a mão no chão
de modo a que a bola salte sobre ela (vulgarmente
chamada "panqueca");
Estendendo ambos os braços como queda ao chão ou
apoiando um joelho para bater a bola na frente numa
posição forçada muito próxima do chão.
12.3. Pranchas e queda frontal
Nas situações em que, como no ombro ou no rolo dorsal, a
bola nos surpreende e não a podemos alcançar numa
situação técnica apropriada, utilizamos o recurso das
pranchas e dos sprawls.
Na expansão, o defensor cai para a frente de uma forma
controlada, apoiando a mão não qualificada para parar o
impacto com o chão e bate na bola de três maneiras
principais:
O outro grande recurso e mais conhecido pelo seu
espectacularismo é a prancha. Trata-se de uma queda
frontal em que o jogador, após um forte impulso das
pernas, voa e desliza no chão, para bater a bola estendendo
o braço direito em frente ao corpo.
Trata-se de um gesto técnico que requer força e técnica
para evitar lesões físicas. O jogador, uma vez que se atira
para a bola e a atinge, deve deslizar sobre o peito ou
abdómen (dependendo do sexo) até parar o movimento ou
aproveitar o impulso para se levantar de novo.
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
117
Cair e não deslizar;
Não arquear o corpo o suficiente e bater com o rosto no
chão;
Não levantar as pernas o suficiente;
Bater com os pulsos ou cotovelos durante a prancha.
Erros mais comuns:
Exercício 1
Em pares, com as mãos no chão e o corpo estendido
longitudinalmente no chão (no ar), tente remover as mãos
do adversário do chão para que ele/ela caia para baixo.
118
Exemplos de quedas e pranchas
Exercício 2
Em pares, com um tapete: o jogador A executa o
movimento de queda frontal para bater uma bola que lhe
foi enviada pelo seu colega de equipa B. Cada 3-4
repetições mudam de papel.
Exercício 3
Em pares, o jogador A dá as mãos ao jogador B, que está
deitado com a cara para baixo no chão. O jogador A arrasta
o jogador B durante alguns metros, que tem de manter as
pernas estendidas para trás para evitar que toquem no
chão.
Exercício 4
Individualmente, simular bater uma bola usando esguichos
ou pranchas num tapete, partindo de uma posição
ajoelhada.
Exercício 5
Individualmente, com um tapete, ganhe impulso e atire-se
para o tapete, tentando deslizar. Uma variação competitiva
é alinhar todos os tapetes numa linha e verificar que
jogador é capaz de o deslizar mais.
Exercício 6
Em pares, numa situação simulada, o jogador A atira bolas
para longe do jogador B, que terá de as defender utilizando
a técnica s/he considera mais apropriada (rolar do ombro,
rolar dorsal, queda frontal ou pranchas).
12.
TÉCNICAS
AVANÇADAS
119
13.
TÁCTICAS
AVANÇADAS
120
4R-2U (4 receptores, 2 jogadores universales): en este
sistema ocurre lo mismo que en el sistema 4-2, pero
ahora se aprovecha la ventaja del jugador universal
situado en el área de tres metros, haciendo que exista
un atacante más (tres atacantes delanteros). A este
sistema se le conoce también como 6-2.
13. TÁCTICAS AVANÇADAS
 
Entre os sistemas de ataque mais complexos que
encontramos:
Diferentes posições no sistema de jogo 6-2
R - Receptor; U - Jogador universal
5R-1C (5 receptores-1 colocador): O sistema 5-1 é
actualmente o sistema mais difundido entre as equipas
de nível mais elevado. É muito importante compreender
que este sistema implica um maior desequilíbrio entre
as 6 rotações, porque em 3 delas há 3 atacantes
frontais, enquanto que nas outras há apenas 2
atacantes frontais, com a opção de utilizar sempre o
ataque em tudo o contrário, se jogarmos com este
sistema 5-1.
13.
TÁCTICAS
AVANÇADAS
121
Orientação em bloco;
Ângulo do bloco
Direcção do ataque;
Velocidade de ataque.
Uma coisa importante na táctica do Vôlei é conceber a
cobertura do ataque. Há 4 factores que devem ser tidos em
conta para decidir a posição da cobertura do ataque:
A cobertura de ataque mais comummente utilizada chama-
se 2-3 e 3-2 representada nos números seguintes:
Posições no sistema de jogo
5-1
R - Receptor; C - colocador
122
Ataque adversário;
Composição dos bloqueios;
Características individuais dos jogadores.
O líbero, como defensor especializado, pode estar
encarregado de alcançar a primeira cobertura de ataque
onde quer que vá, pelo que esta seria uma forma funcional
de estruturar o sistema de cobertura de ataque.
Os sistemas defensivos devem ser concebidos para servir a
sequência lógica dos ataques do adversário.
Quando o nível do jogo exige um ataque com rapidez nas
primeiras vezes, a posição inicial deve ser necessariamente
o que afirmamos ser a posição final de defesa desses
ataques.
Não há possibilidade de deslocamento; tem de se estar lá
já. A coisa mais importante num sistema defensivo é a
primeira linha. Dependendo da capacidade e
funcionamento desta primeira linha, a segunda reage.
A coordenação destas duas linhas é essencial, e só pode
ser conseguida com um trabalho conjunto contínuo.
Os defensores devem saber a todo o momento como os
bloqueadores irão reagir e que tipo de opção escolher.
Como mencionámos anteriormente, durante a defesa, as
posições iniciais dos jogadores mudam em função de
diferentes factores:
Agora vamos mostrar nos próximos números diferentes
posições finais:
13.
TÁCTICAS
AVANÇADAS
123
Posições defensivas finais (2-2-2)
Posições defensivas finais (2-0-4)
Posições defensivas finais (3-1-2)
Posições defensivas finais (1-1-4)
124
Posição final 2-1-3: É a posição mais comum, tanto ao
nível da iniciação como ao nível da elite. Uma primeira
linha é formada defensiva de dois bloqueadores; o
terceiro jogador da linha de ataque assume o papel de
defensor e aproxima-se da zona de defesa; um jogador
da zona de defesa cobre o bloco ultrapassando um dos
lugares do defensor ou atrasos do atacante que não
bloqueia (2-1-3) a fim de lidar com falsificações curtas;
manter os três jogadores restantes para defender
ataques fortes.
Contudo, entre a posição inicial e final na defesa, há alguns
movimentos ou transições em que os jogadores
(bloqueadores e jogadores da segunda linha de defesa) se
movem para formar o sistema defensivo final.
Agora vamos detalhar algumas dessas transições:
Posições defensivas finais (3-0-3)
Posições defensivas finais (3-2-1) e (1-2-3)
13.
TÁCTICAS
AVANÇADAS
125
Posição final 2-2-2: por vezes apenas um jogador não
é suficiente para apanhar bolas falsas, e têm de reforçar
o seu sistema defensivo adicionando outro jogador
nesta posição
Exemplo de Bloco Linear (zona 4)
com posições iniciais 3-2-1
Exemplo de Bloco Linear (zona 4 e 2)
com posições iniciais 3-2-1
Posição final 2-0-4: Corresponde ao conceito
tradicional do sistema 3-3. Aqui ninguém lida
directamente com falsificações curtas, utilizando todos
os nossos jogadores de segunda linha para ataques
directos ou indirectos.
126
Nos níveis de iniciação, os treinadores usam apenas o bloco
de um jogador nos seus sistemas defensivos porque a este
nível os ataques rivais talvez não sejam suficientemente
fortes. Contudo, em níveis de elite, onde os jogadores têm
condições específicas, pode ser jogado com o bloco triplo.
Todas estas considerações tácticas nos sistemas de ataque
e defesa devem estar de acordo com o nível da equipa, as
características dos jogadores, e, claro, em relação aos
adversários.
Exemplo de Bloco Linear (zona 4)
com posições iniciais 3-2-1
Exemplo de Bloco Diagonal (zona 4)
com posições iniciais 3-2-1
13.
TÁCTICAS
AVANÇADAS
127
14.
ESTRATÉGIAS
DE
MELHORIA
TÉCNICA
128
14. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA
TÉCNICA
 
Ao estabelecer as estratégias que nos levarão à excelência
desportiva na aprendizagem e desenvolvimento do vôlei, há
que ter em conta os factores gerais que afectam toda a
aprendizagem motora, mais os aspectos que se referem
especificamente ao nosso desporto.
Na primeira secção, concentrar-nos-emos na capacidade
de movimento, como resposta a um estímulo motor. Como
desporto de equipa, o vôlei apresenta contínuas situações
possíveis, às quais o jogador deve ser capaz de se adaptar
em décimos de segundo.
Num desporto como o vôlei , onde as acções não podem
ser interrompidas e precisamos de uma resposta imediata,
estes mecanismos devem também ser integrados com os
elementos integradores de toda a aprendizagem
desportiva: técnica, táctica e preparação física e psicológica.
14.
ESTRATÉGIAS
DE
MELHORIA
TÉCNICA
129
14.1. De que estratégias precisamos para cada
gesto?
 
Com base nas premissas acima referidas, é necessário
facilitar o desenvolvimento de um espírito de aprendizagem
crítico nos jogadores, desde o seu início no ambiente do
vôlei.
Para além de proporcionar uma aprendizagem técnica e
preparação física sem erros de acordo com o seu nível de
jogo, idade e situação, precisamos de concentrar a
preparação táctica e psicológica na aquisição das seguintes
estratégias para cada um dos 6 principais fundamentos:
Passagem aérea e
colocação
Passe por baixo &
Receição
Servir
Remate Bloco Acções defensivas
130
A capacidade de observar e analisar a si próprio, a equipa e
o adversário são componentes fundamentais neste
processo de aprendizagem.
O jogador deve analisar, assumir os seus erros, aceitar
conselhos e indicações, gerar hábitos de observação e
procurar soluções. Só assim poderá obter uma melhoria
objectiva e significativa para o seu futuro desportivo.
 
14.2. Sistemas de avaliação e controlo
 
A fim de fornecer aos jogadores informações precisas e
reais sobre o seu progresso, recomendamos a criação de
uma lista de observação nas fases iniciais de iniciação,
através da qual é possível fazer um acompanhamento
pessoal, como mostra este exemplo:
14.
ESTRATÉGIAS
DE
MELHORIA
TÉCNICA
131
Em fases posteriores da formação é aconselhável utilizar
listas de controlo de competências técnicas e aspectos
tácticos associados ao sucesso da equipa.
Estas listas podem ser adaptadas às características e
necessidades do grupo de formação. Devem estar à
disposição dos jogadores, para que todos possam
acompanhar o seu desenvolvimento pessoal e saber quais
os aspectos a melhorar para atingir as expectativas
necessárias nas diferentes fases.
132
A aplicação destes sistemas de controlo e avaliação deve
ter um envolvimento prático e positivo na equipa,
favorecendo a procura de pontos fracos que possam
melhorar o funcionamento global do grupo.
14.
ESTRATÉGIAS
DE
MELHORIA
TÉCNICA
133
15.
VÔLEI
PARA
PESSOAS
DEFICIENTES
134
15. VOLEIBOL ADAPTADO
 
O vôlei para pessoas deficientes mantém as características
básicas do vólei. Este é um desporto em que 2 equipas são
confrontadas divididas por uma rede onde o objectivo é que
a bola salte no campo oposto.
Desde 1980 é considerado um desporto paraolímpico e
uma das suas características mais significativas é que ao
nível da base não é um desporto específico para pessoas
com deficiências físicas, mas permite a sua prática com
diferentes capacidades físicas, idades, aptidões ou géneros.
Centro de Pessoal da Força Aérea - Vôlei sentado
15.
VÔLEI
PARA
PESSOAS
DEFICIENTES
135
15.1. Categorias desportivas
 
Existem actualmente quatro categorias desportivas. As
duas primárias são vólei Sentado e Paravolley de Praia (em
pé). As duas categorias secundárias são o Vólei Sentado de
Praia e o Vólei em Pé.
 
15.2. Principais diferenças em relação às regras
do vólei sentado e em pé
 
Embora as regras sejam semelhantes ao vólei, o campo é
mais pequeno (10 m x 6 m) e a rede tem uma altura de
1,15 m para os homens, 1,05 m para as mulheres e 1,1
para os mistos. Uma parte do tronco do jogador deve estar
em contacto com o solo, e é permitido servir e bloquear o
ataque.
Campo de Vólei sentado
136
O vencedor é o melhor de 5 sets, a equipa que ganha um
set ao atingir 25 pontos (com uma vantagem de 2). O
quinto conjunto atinge os 15 pontos.
A bola é a mesma que o vólei, há os mesmos jogadores
dentro e fora do campo, há os mesmos árbitros em
competição e são permitidos os mesmos toques de bola. Os
jogadores são classificados após uma avaliação médica,
vendo a sua capacidade física e funcional para desenvolver
acções de vólei.
 
Vôlei sentado na praia
No vólei sentado na praia, a rede está localizada à mesma
altura que no vólei sentado na quadra e participam 3
jogadores. A quadra é um rectângulo de 8 m x 4 m e uma
zona livre de cerca de 3 m.
Campo de vólei sentado na praia
15.
VÔLEI
PARA
PESSOAS
DEFICIENTES
137
Os jogos são os melhores de 3 conjuntos, com os dois
primeiros até 21 pontos e o terceiro conjunto de 15 (é
necessária uma vantagem de dois pontos para ganhar um
conjunto). As equipas trocam cada 7 pontos (conjunto 1 e
2) e 5 pontos (conjunto 3) jogados.
15.3. A origem
O vólei para deficientes surgiu em 1956 na Europa
(Holanda) misturando o vólei com um jogo tradicional
alemão chamado Sitzball, que é jogado sentado e sem rede.
Espalhou-se rapidamente pela América do Norte, África e
Ásia.
Os homens participaram pela primeira vez nos Jogos
Paraolímpicos em Arnhem, Holanda, em 1980, enquanto as
mulheres só em 2004 em Atenas, Grécia.
Para além dos Jogos Paraolímpicos, existem campeonatos
nacionais,
continentais e mundiais com a WOVD (World Organization
Volleyball Disabled), a organização mundial que controla o
vólei adaptado após a sua criação em 1967. Existem
actualmente mais de 60 países onde é praticado.
 
15.4. Pequenas diferenças com gestos técnicos
básicos
 
O jogador que serve deve ser colocado com as nádegas
atrás da linha traseira (não em contacto) ao bater a bola.
138
Deve-se notar que no vólei sentado a posição dos
jogadores é determinada pelo local onde colocam a sua
nádegas, ou seja, que as mãos podem estar na área de
ataque ou fora do
campo, na zona livre, e oficialmente o jogador ainda está no
campo.
O galo acontece normalmente com os antebraços
totalmente estendidos, tanto na recepção como no passe.
Ao contrário do vólei convencional, a cadeia de segmento
constituída pelo braço-ombro desempenha o papel do
movimento da perna.
A colocação pode ser executada, ao contrário do vólei
convencional, em três zonas diferentes: zona 1 (zona baixa,
à altura do ombro), zona 3 (zona alta, à altura da testa) e
zona 2 (zona intermédia entre as duas anteriores).
15.
VÔLEI
PARA
PESSOAS
DEFICIENTES
139
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
140
16. VÓLEI DE PRAIA
 
16.1. História
 
O vólei de Praia é conhecido por ser um desporto excitante,
em mudança, com milhares de acções explosivas, sendo
mundialmente famoso e muito proeminente entre os
desportos competitivos. Além disso, esta variante do vólei
inclui diversos elementos que interagem e se
complementam de tal forma que se tornam uma actividade
única entre os desportos com bola.
A bola de vólei de praia
O vólei de praia foi jogado pela primeira vez em 1915 no
vólei de praia de canoa na praia do Hawaii (EUA). Em 1908
um homem de negócios fundou o clube desportivo em
Honolulu.
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
141
No seu início, este desporto foi praticado por 6 jogadores
até que finalmente mudou para apenas 2 jogadores.
O vólei de praia foi inventado em 1930 por Paul "Pablo"
Johnson, que era um antigo jogador de vólei de interior no
Clube Atlético de Santa Monica.
Este desporto começou a expandir-se e apareceu na
Europa na década de 1930.
Em 1948, o primeiro torneio que ofereceu prémios aos
vencedores foi disputado em Los Angeles.
O vólei de praia adquiriu maior popularidade porque alguns
artistas conhecidos como os Beattles e John F.Kennedy
tentaram jogá-lo na década de 60.
O primeiro campeonato profissional de vólei de praia foi
jogado na Califórnia em Will Rogers State Beach, sob o
nome de Olympia World Championship. Durante os Jogos
Olímpicos de Verão de 1996 em Atlanta, este desporto foi
apresentado pela primeira vez. Actualmente, a maioria das
competições são organizadas pela FIVB (Fédération
Internationale de Volleyball).
 
16.2. Regras
O Vólei de Praia é um desporto jogado por duas equipas
cada uma num campo arenoso que é dividido por uma rede.
Cada equipa tem três toques para devolver a bola
(incluindo o toque de bloqueio, diferente do vólei).
No vólei de Praia, a equipa que conseguir a acção ganha
um ponto (sistema de pontos de rali).
142
Área de jogo: A área de jogo inclui o campo de jogo e a
zona livre. É rectangular e simétrica.
Dimensões: O campo de areia é um rectângulo de 16 x
8 m, rodeado por uma zona livre, com um mínimo de 3
m de largura em todos os lados. A zona livre deve ter
pelo menos 7 m de altura a partir da superfície de jogo.
No Vôlei de Praia, o time que faz a ação ganha um ponto
(Sistema de Pontos por Jogada). Quando a equipe
receptora ganha a ação, ela ganha um ponto e também o
saque. O jogador sacando deve alternar com seu parceiro
cada vez que isso acontecer.
 
Instalações e equipamento
O campo de vólei de praia
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
143
Superfície de jogo: É uma superfície de areia nivelada
de forma uniforme e plana. Além disso, deve estar livre
de pedras, conchas e qualquer objecto que possa
prejudicar os jogadores durante o jogo.
O campo de vólei de praia
Linhas no campo: As linhas devem ser uma cor que se
destaque da areia e devem ter 5 cm de largura.
Zonas e áreas: O campo de jogo, a zona de serviço e a
zona livre que rodeia o campo.
A área de serviço é uma zona de 8 m de largura a partir
da linha de base e estende-se até à borda da zona livre.
144
Altura da rede: Colocada verticalmente sobre o meio do
campo, existe uma rede cujo topo é colocado à altura de
2,43 m para os homens e 2,24 m para as mulheres.
Antenas: Uma antena é uma haste flexível, de 1,80 m
de comprimento e 10 mm de diâmetro, feita de fibra de
vidro ou material similar.
Postes: Os postes que suportam a rede são colocados a
uma distância de 0,70-1,00 m fora de cada linha de
lado. Têm 2,55 m de altura e são de preferência
ajustáveis.
A bola deve ser esférica, feita de um material flexível
(couro, couro sintético, ou similar) que não absorve
humidade, ou seja, mais adequada às condições do
exterior, uma vez que os jogos podem ser jogados
quando está a chover;
Cor: cor uniforme clara ou uma combinação de cores;
Circunferência: 66 a 68 cm;
Peso: 260 a 280 g;
Pressão interna: 0,175 a 0,225 kg/cm2 (171 a 221
mbar ou hPa).
Rede e postes
A altura da rede pode variar para grupos etários
específicos, como sesegue: 16 anos e menos (2,24 m),
14 anos e menos (2,12 m), 12 anos e menos (2,00 m);
não há diferenças por género.
Uma antena é fixada na borda exterior de cada banda
lateral. As antenas são colocadas em lados opostos da
rede.
Bolas
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
145
Para marcar um ponto: Uma equipa marca um ponto
quando a bola toca com sucesso no campo da equipa
adversária, quando a equipa adversária comete uma
falta, quando a equipa adversária recebe uma
penalidade.
Falta: Uma equipa comete uma falta ao tomar uma
acção contrária às regras (ou violando-as de outra
forma). Os árbitros são responsáveis por lidar com as
faltas e determinar as várias consequências que estas
podem gerar.
Rally e rally completo: Uma jogada para as várias
acções durante o jogo, desde o momento do saque até
a bola estar fora de jogo.
Participantes
Composição da equipa: Uma equipa é composta
exclusivamente por 2 jogadores. Apenas os 2 jogadores
registados na ficha de pontuação têm o direito de
participar no jogo. Um dos jogadores é o capitão da
equipa que é indicado na ficha de pontuação.
Equipamento: O equipamento de um jogador é
composto por calções ou um fato de banho. Uma
camisola ou "tank-top" é opcional, excepto quando
especificado no Regulamento do Torneio. Os jogadores
podem usar uma cobertura de chapéu/cabeça. As
camisolas dos jogadores (ou calções se os jogadores
estiverem autorizados a jogar sem camisola) devem ser
numeradas 1 e 2. Os jogadores devem jogar descalços,
excepto quando autorizados pelo 1º árbitro.
 
Formato de jogo
146
Para ganhar um conjunto: A equipa que obtiver 21
pontos será a que obtiver o SET, sendo esta pontuação
com uma vantagem de dois pontos. Este é o exemplo
do empate de 20-20, em que o jogo continua até se
obter uma vantagem de dois pontos (22-20; 23-21;
etc.).
Para ganhar a partida: A equipa que ganhar dois sets
será a vencedora do jogo. Em caso de empate por 1-1,
o conjunto decisivo, o terceiro, será jogado até 15
pontos com uma vantagem de dois pontos.
O arremesso: Antes do aquecimento oficial, o primeiro
árbitro conduz o arremesso para decidir sobre o
primeiro serviço e os lados do campo no primeiro set.
Estrutura do jogo
Juiz de mesa e guarda de partitura
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
147
Posições: No momento em que a bola é lançada pelo
sacador, cada equipa deve estar dentro do seu próprio
campo (excepto o servidor). NÃO há posições
determinadas no campo.
Falha posicional: NÃO existem falhas de ordem
posicional.
Ordem de serviço: deve ser mantida durante todo o
conjunto (conforme determinado pelo capitão da equipa
imediatamente após o sorteio).
Bola em jogo: Assim que o árbitro autoriza o saque e é
atingido por um jogador, a bola está em jogo.
Acções de jogo
Permissão de saque dada pelo árbitro principal
Bola fora de jogo: quando o árbitro indica uma falta ou
quando não há falta a não ser o apito do árbitro para
terminar a acção.
Bola "dentro": A bola está "dentro" se entrar em
contacto com a superfície de jogo com algumas das
suas partes, incluindo as linhas que delimitam o campo.
148
Bola "fora": A bola está "fora" quando está: cai no chão
completamente fora das linhas limite (sem lhes tocar),
Toca num objecto fora do campo, no telhado ou numa
pessoa fora do jogo, Toca nas antenas, cordas, postes
de rede ou a própria rede fora das linhas laterais.
Atravessa total ou parcialmente o plano vertical da rede
fora do espaço de passagem durante o serviço ou o
terceiro toque da equipa, atravessa completamente o
espaço abaixo da rede.
Batidas da equipa: Uma pancada é qualquer contacto
da bola por um jogador no jogo. A equipa tem direito a
um máximo de três toques para devolver a bola sobre a
rede. Se forem utilizados mais toques, a equipa comete
uma falha de "quatro toques".
Quatro tacadas: uma equipa acerta na bola quatro
vezes antes de a devolver;
Golpe assistido: um jogador recebe apoio de um colega
de equipa ou de qualquer estrutura/objecto a fim de
bater a bola na área de jogo;
Apanha: a bola é apanhada e/ou atirada;
Duplo contacto: um jogador bate na bola duas vezes
seguidas ou a bola entra em contacto com várias partes
do seu corpo em sucessão.
Quando um jogador toca na bola ou um adversário no
espaço do adversário na rede durante a pancada de
ataque.
Falhas no jogo da bola
Falha dos jogadores na rede
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
149
Um jogador interfere no espaço do adversário abaixo da
rede, afectando o jogo do adversário.
Um jogador é prejudicial à jogada:
se tocar na rede entre as antenas ou na antena
durante a acção da bola em jogo,
se utilizar a rede entre as antenas como apoio ou
ajuda à estabilização, criando uma vantagem sobre
a equipa rival,
se tocar na rede, em acções que tornem difícil para
o adversário jogar a bola,
se capturar ou segurar a rede.
As acções destinadas a enviar a bola para o campo do
adversário, com excepção do saque e bloqueio, são
consideradas golpes de ataque.
Um jogador comete uma falta quando:
acerta a bola no espaço da equipa adversária,
bate na bola e ela cai "fora", executa um ataque
usando uma "finta", com os dedos e a mão aberta,
ou usando a ponta dos dedos,
efectua um ataque ao serviço do adversário,
se a bola estiver completamente sobre a borda
superior da rede,
executa um ataque utilizando um passe por cima
cuja trajectória não é perpendicular à linha dos seus
ombros,
excepto quando o jogador está a tentar colocar o
seu companheiro de equipa.
Golpes de ataque e falha durante os golpes de ataque
150
Ataques no vólei de praia
O bloqueio é a acção dos jogadores próximos da rede
para interceptar a bola proveniente do adversário,
atingindo mais alto do que o topo da rede,
independentemente da altura do contacto da bola;
No momento do contacto com a bola, uma parte do
corpo deve ser mais alta do que o topo da rede;
Contacto em bloco e em bloco
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
151
Um ou mais toques consecutivos podem ser dados no
bloqueio quando são feitos durante a mesma peça.
Estes são contados apenas como um toque de equipa e
não como dois toques, como no vólei.
Qualquer parte do corpo será permitida para estes
toques.
Intervalos de tempo e interrupções de tempo técnicas:
Deve ser feito um sinal específico para chamar o
tempo fora, e desde que a bola esteja fora de jogo e
o árbitro não tenha assobiado para o serviço.
O tempo de expulsão deve ter a duração de 30
segundos.
No terceiro conjunto, não há tempos técnicos,
apenas um tempo por equipa pode ser solicitado,
também de 30 segundos.
Interrupções, interrupções judiciais e intervalos
Bloqueio-Ataqueamento de acções
152
Interruptores do campo: A cada 7 pontos as equipas
devem mudar de campo (Set 1 e 2), excepto no terceiro
set que o farão a cada 5 pontos jogados.
16.3. Técnica
Em geral, a técnica do vólei de praia é muito semelhante à
do vólei de interior, com a excepção de alguns gestos. Em
ambos os desportos, os gestos técnicos comuns são:
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
153
Serviço em vólei de praia
Existem diferentes tipos de saques permitidos: saque
secreto, saque potencial, saque flutuante ou de
suspensão;
Pode ser uma parte importante do ataque uma vez que
depende unicamente do controlo do jogador que o
executa na bola e sem necessidade de coordenação
com os colegas de equipa;
Em geral, requer um lançamento correcto da bola, uma
posição inicial adequada, segurança e precisão para
obter um bom saque que pode dar uma vantagem à sua
equipa.
A recepção é considerada a resposta de um jogador a
um serviço e o toque dos antebraços ou da defesa é
feito durante o resto dos hits;
A zona de impacto da bola são os antebraços, pelo que
para um melhor jogo devem estar juntos e formar uma
superfície plana com a qual se pode bater a bola;
A posição fundamental é média-baixa, com os braços
esticados, juntos e um pouco inclinados para a frente;
Os braços são mantidos fixos e, graças ao movimento
de flexão-extensão do corpo e das pernas, a bola
recebe um impulso;
Há outro tipo de contacto na recepção, o toque de mão
alta, que deve ser um contacto duro e sempre realizado
com uma mão ou com ambas as mãos juntas acima da
cabeça.
Servir
Serviço de recepção
154
Acção receptora e posição das mãos
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
155
Grande plano da posição das mãos
Essencial para conseguir um bom ataque embora seja
algo complicado no vólei de praia, uma vez que a areia
torna o movimento difícil;
O toque dos dedos é o que permite ao atacante iniciar o
remate;
A posição correcta é com as pernas flexionadas, os pés
ligeiramente afastados e as mãos na testa com os
dedos separados para permitir o contacto da ponta dos
dedos com a bola.
Colocação
Colocação no vólei de praia
156
A forma de obter pontos é fazendo a bola tocar o
campo da equipa adversária e, para isso, a melhor
técnica é com o rematador;
O remate consiste numa corrida com um salto incluído
para acertar a bola com força e terminar uma jogada
que já terá tido toques de antebraços e dedos passados
por outros jogadores;
É a técnica de ataque mais agressiva e marcante, mas é
também a mais complicada;
Os ataques também são permitidos numa gota perto da
rede; estes toques são suaves e sempre com um
contacto duro com a bola, uma vez que as falsificações
com a ponta dos dedos não são permitidas.
Rematar
Rematar no vólei de praia
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
157
É a principal técnica de defesa contra um rematador;
O salto tem de ser muito próximo da rede, mas sem lhe
tocar realmente;
O momento do salto deve ser calculado muito bem para
tentar parar o rematador;
A posição correcta é alta, de frente e perto da rede, com
os pés ligeiramente afastados, braços estendidos em
frente de o corpo e com as mãos abertas;
O tempo de reacção antes de um rematador tem de ser
rápido para que o bloco seja eficaz e pare o ataque do
adversário;
Ter em conta que o movimento na areia requer maiores
exigências físicas.
Bloqueio
Bloqueio no vólei de praia
158
Várias acções de defesa
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
159
Segunda linha de defesa, na qual um ou dois jogadores
terão de levantar a bola do ataque;
A posição inicial deve ser baixa, os desembarques e
pranchas são frequentes, o que facilita os movimentos
na areia.
O número de jogadores: neste desporto, dois jogadores
serão responsáveis pela cobertura de todo o campo,
pelo que as exigências físicas e comunicacionais entre
eles devem ser maiores.
As características do campo: quando se joga em areia,
a dificuldade de movimento e deslocamento é maior,
pelo que os jogadores terão de trabalhar mais nas suas
capacidades físicas.
Tempo: sendo um desporto jogado ao ar livre, a
meteorologia é um factor determinante no jogo, uma
vez que a chuva, o vento e o sol podem ser aspectos
importantes a considerar nas tácticas que podem fazer
a diferença no jogo.
Comunicação: deve ser constante e específica, para
marcar o parceiro a área a defender e as posições em
que devem ser colocados.
Defesa
16.4. Tácticas
 
Dentro da táctica e estratégia do vólei de praia, há alguns
aspectos importantes que o diferenciam do vólei de interior:
No vólei de praia há sinais e gestos que são feitos com
as mãos para que a equipa rival não ouça a estratégia
que a equipa seguirá.
160
Ataque Construção
A posição inicial de defesa do serviço é muito retrógrada
(último 1/3 do campo). A partir daí, a primeira pancada
(normalmente dos antebraços) envia a bola em direcção ao
companheiro de equipa e avança para fora da rede
(primeiro terço do campo).
O toque dos dedos deve deixar a bola pronta para o
rematador, também separada da rede para evitar o
bloqueio. O jogador que fez este segundo toque tentará
cobrir todo o campo à espera de um possível bloqueio ou
uma "bola livre" (a bola é passada dos antebraços para o
outro campo porque não foi possível construir um ataque).
Ataques diferentes
Sinais tácticos
16.
VÓLEI
DE
PRAIA
161
Defender e bloquear
Defesa dos espigões
O jogador mais alto e/ou com o salto mais poderoso tenta
bloquear o pico na rede e o colega de equipa tenta
defender o resto do campo. Cobrir um quadrado de 8x8
metros em areia seca é praticamente impossível, razão pela
qual é normalmente estabelecido um sistema de sinal para
coordenar entre os dois jogadores.
Por exemplo, o bloqueador, imediatamente antes de
bloquear, marca um "um" ou um "dois" nas costas do
parceiro com a mão: se os sinais 1 significam que o
bloqueador tenta cobrir a "linha" e se os sinais 2 significam
que ele/ela tentaria cobrir a "diagonal".
Recepções, colocação e ataque
162
17.
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Winter, M. (2016). Volleyball Manual: An Interactive
Coaching Manual for Everyday Use. UK: Amazon
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HISTÓRIA DO VOLEIBOL: 1, 2
JOGADORES (COM, VS., +1): 3
TÁTICAS BÁSICAS: 4
O LIBERO NO VOLEIBOL: 5-8
TÁTICAS AVANÇADAS: 4
VOLEIBOL DE PRAIA: 9-12
Recobrado en: www.pequevoley.com
Recobrado en: www.pequevoley.com
Webgrafia
As seguintes seções deste manual também foram
baseadas nas informações contidas nos recursos online
abertos:
Recursos online abertos:
1. www.pequevoley.com/voleibol-historia.php
2. www.rfevb.com/historia-del-voleibol
166
3. www.pequevoley.com/pdf/unidad_didactica.pdf
4. www.pequevoley.com/pdf/tactica.pdf
5. www.pequevoley.com/pdf/2_6_defensa.pdf
6. esvoley.com/el-libero-de-voleibol/
7. www.liveabout.com/libero-position-indoor-
volleyball-3429244
8. betteratvolleyball.com/master-guide-to-liberos-in-
volleyball-rules-rotation-and-tips/
9. www.rfevb.com/Files/Descargas/reglas_fivb1720-
pdfEs20170914024150.pdf
10. mestreacasa.gva.es
11. www.tutorialspoint.com/beach_volleyball/beach_
volleyball_quick_guide.htm
12. www.fivb.org/EN/Refereeing-Rules/Documents/
FIVB-BeachVolleyball_Rules_2017-2020-EN-v05.pdf
17.
BIBLIOGRAFIA
167
Yellow Shirts

Volei de A a Z

  • 1.
    ■ Carmen MARTÍNEZVILLANUEVA ■ ■ Carmen Daniela QUERO CALERO ■ Benito ZURITA ORTIZ ■ ■ María CÁNOVAS LÓPEZ ■ Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA ■ Vólei de A a Z Baia Mare 2021
  • 3.
    Vólei de A aZ ■ Carmen MARTÍNEZ VILLANUEVA ■ ■ Carmen Daniela QUERO CALERO ■ Benito ZURITA ORTIZ ■ ■ María CÁNOVAS LÓPEZ ■ Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA ■ Baia Mare 2021
  • 4.
    Autores Carmen MARTÍNEZ VILLANUEVA CarmenDaniela QUERO CALERO Benito ZURITA ORTIZ María CÁNOVAS LÓPEZ Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA TRADUÇÃO Maria BRANCO BARTOLOMEU Declaração de exoneração de responsabilidade Este projecto tem sido financiado com o apoio da Comissão Europeia. Esta publicação reflecte apenas a opinião do autor, e a Comissão não pode ser responsabilizada por qualquer uso que possa ser feito da informação nela contida. Este manual foi elaborado durante o projecto "Volleyball is not rocket science. We are!". (603393-EPP-1- 2018-1-RO- SPO-SSCP), financiado pela União Europeia através da Agência Executiva da Educação, Audiovisual e Cultura, no contexto do Programa Desportivo Erasmus+, acção "Pequenas Parcerias de Colaboração".
  • 5.
    Autores Carmen MARTÍNEZ VILLANUEVA CarmenDaniela QUERO CALERO Benito ZURITA ORTIZ María CÁNOVAS LÓPEZ Luis Manuel MARTÍNEZ ARANDA    Fotos & Design Andreea CĂPLESCU   Gráficos Andrei CRIȘAN   Parceiros Yellow Shirts – Roménia C.S. Știința Baia Mare – Roménia Marketing Gate – N. Macedónia Universidad Católica San Antonio de Murcia – Espanha Giovani senza Frontiere – Italia Data de publicação Fevereiro de 2021
  • 7.
  • 8.
    CONTEÚDO 1. INTRODUÇÃO .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 2. A HISTÓRIA DO VÓLEI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.1. A criação do vólei . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 2.2. A propagação durante as 2 Guerras Mundiais . 14 2.3. Unificação das regras e criação da FIVB . . . . . 15 3. O QUE É O VÓLEI? . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . 18 3.1. Sistema de pontuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 3.2. O que é o serviço? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 3.3. O que é o sistema de "rotação" na equipa? . . . . 23 4. EQUIPAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 4.1. Quadra ou área de jogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 4.2. A rede . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 4.3. A bola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 5. JOGADORES (COM, VS., +1) . . . . . . . . . . . . .  . . . . . . . 29 5.1. Jogo cooperativo "COM" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 5.2. Jogo cooperativo "VERSUS" . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 5.3. Função "+1 Jogador" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 6. TÉCNICAS BÁSICAS I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 6.1. Actividades de familiarização . . . . . . . . . . . . . . . . 42 6.2. Passe por cima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 6.3. Passe por baixo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 6.4. Serviço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 7. REGLAS BÁSICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 8. TÉCNICAS BÁSICAS II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 8.1. Colocação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 8.2. Recepção com os antebraços . . . . . . . . . . . . . . . 68 8.3. Gesto de ataque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72 8.4. Bloco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 8
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    CONTEÚDO 9 8.5. Ombro erolo de barreira dorsal . . . . . . . . . . . . . . 81 9. TÁCTICOS BÁSICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 10. VÓLEI ENGRAÇADO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 11. O LÍBERO NO VÓLEI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 11.1. O que é o líbero no vólei? . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 11.2. Quais são as funções durante uma partida?  . . 98 11.3. Que competências deve ter um líbero? . . . . . . . 99 11.4. Movimentos do líbero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 11.5. Posições da líbero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 12.TÉCNICAS AVANÇADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 12.1. Serviço avançado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 12.2. Remate . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111 12.3. Pranchas e queda frontal . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 13. TÁCTICAS AVANÇADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 14. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA TÉCNICA . . . . . . . . 128 14.1. De que estratégias precisamos? . . . . . . . . . . . . . . . . 130 14.2. Sistemas de avaliação e controlo . . . . . . . . . . 131 15. VÓLEI PARA PESSOAS DEFICIENTES . . . . . . . . . 134 15.1. Categorias desportivas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 15.2. Principais diferenças entre o vólei sentado e o vólei de pé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 15.3. Origem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138 15.4. Pequenas diferenças com gestos técnicos . . 138 16. VOLEI PRAYA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 16.1. História . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 16.2. Regras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142 16.3. Técnica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 16.4. Tácticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160 17. BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163
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    1. INTRODUÇÃO   O voleibolé um dos desportos mais populares em todo o mundo. Pode ser jogado desde muito cedo e não requer muito investimento para o lazer. Ao contrário de muitos desportos de equipa, não há contacto directo com o adversário e a sua resposta baseia- se mais frequentemente na maneira em que você e a sua equipa reagem. Têm velocidade e movimento baseado na reacção que o envolve tanto como espectador como jogador. O voleibol precisa de reacções rápidas, grande atenção, reflexos rápidos, coordenação dos próprios movimentos correlacionados com os da sua equipa, elevadas capacidades de comunicação e liderança e, por último, mas não menos importante, uma boa condição física. A iniciativa deste manual partiu do desejo de promover mais o voleibol a nível popular, a fim de atrair pessoas de diferentes idades a praticá-lo nos tempos livres e porque não, de ser o caminho mais aberto às crianças e jovens para uma carreira atlética. Com seu apoio, criámos este guia de marketing para os clubes a fim de atrair mais pessoas para eles, e um guia de voleibol acompanhado de materiais em vídeo para uma sustentabilidade visual para treinadores, professores e auto-aprendizes. A equipa de Yellow Shirts 1. INTRODUÇÃO 11
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    2. HISTORIA DELVOLEIBOL   2.1. A criação do vólei   Há historiadores que traçam o vólei de volta a um jogo de bola na Roma de 200 a.C. e à Idade Média tardia. Na Alemanha apareceu uma variação chamada "Faustball" em que a bola era autorizada a saltar duas vezes no chão. 2. A HISTÓRIA DO VÓLEI No entanto, a maioria dos investigadores concorda que o vólei foi criado em 1895 por William G. Morgan. Foi então director de Educação Física na YMCA (Young Men's Christian Association) de Holyoke, no estado de Massachusetts, EUA. Começando pelo ténis e adaptando-se aos materiais disponíveis, criou as regras iniciais e conceitos básicos para o MINTONETTE (o primeiro nome do vólei). Vale a pena mencionar a colaboração da marca Spalding A. G. & Bros. fabrico a bola. Retrato de William G. Morgan 13
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    Dois colegas daMorgan, Dr. Franklin Wood e John Lynch, conceberam os conceitos básicos e as primeiras regras. Contudo, só foram publicados na 1ª edição do livro da Liga Atlética YMCA da América do Norte, em 1897. No início de 1896, a YMCA de Springfield organizou uma série de palestras com a participação de todos os seus treinadores de educação física. Nessa altura, concordaram em mudar o nome para Volley Ball (bola em voo) devido à forma como a bola se movimenta no jogo. Devido a este novo nome, a expansão através do país foi muito rápida. O Canadá foi o primeiro país que adoptou o jogo fora dos EUA em 1900. Seguiram-se o Japão (1908), as Filipinas (1910), China, Birmânia e Índia pouco depois. Também foi retomado muito em breve no México, Cuba e no resto das Américas, chegando mesmo aos países africanos. 2.2. A propagação do vólei durante as duas Guerras Mundiais   Em 1914, o secretário do gabinete de guerra da YMCA, George Fisher, incluiu o vólei no programa de educação e recreação das forças armadas americanas, conseguindo uma exposição internacional durante a Primeira Guerra Mundial (1914- 1918). O primeiro campeonato nacional de vólei teve lugar nos Estados Unidos em 1922, e foi em 1928 quando a USVA, a United States Volleyball Association, foi criada. 14
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    Paul Libaud (1947-1984), RubénAcosta (1984-2008), Wei Jizhong (2008-2012), Ary Graça (2012-presente). Mais uma vez o exército foi o motor da propagação do vólei durante a Segunda GuerraMundial (1939-1945), introduzindo o desporto como um método de reforço da morale de ensino do trabalho de equipa. 2.3. Unificação das regras e criação da FIVB Foi em 1946 quando, numa reunião liderada pela Federação Francesa de vólei, realizada numa cervejaria em Praga, foi decidido organizar um Congresso Constitutivo em Paris para 1947. Ali as regras americanas e europeias do jogo foram unificadas e os estatutos e regulamentos da Federação Internacional de Vólei (FIVB) foram redigidos. Os presidentes da FIVB foram: 2. A HISTÓRIA DO VÓLEI 15
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    1948 1952 D E VE L O P A N D O A VÓLEI 1949 Primeiro Campeonato Europeu em Roma. Primeiro torneio oficial de vólei de praia em State Beach, Califórnia. Primeiro Campeonato do Mundo Feminino em Moscovo. A URSS ganha. 1956 O "Vólei Sentado" surge na Holanda, um desporto adaptado a pessoas com um certo grau de dificuldade motora. Primeira publicação do Boletim Oficial da FIVB. Primeiro Campeonato do Mundo de Homens realizado em Praga. A vitória da URSS. 1955 Congresso da FIVB realizado na Florença. A Federação Japonesa adopta as regras internacionais e depois apresenta-as em toda a Ásia. O vólei é introduzido no programa dos Jogos Pan- Americanos. D E S D E A C R E A Ç Ã O D O F I V B 16
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    1967 1974 1973 Primeiro Campeonato do MundoFeminino disputado em Tóquio e primeiro Campeonato do Continente Africano. Aparição na televisão do Campeonato do Mundo. 1992 O COI aceita o voleibol de praia como disciplina olímpica para os Jogos Olímpicos de Atlanta 1996. Primeiro Campeonato do Mundo de Futebol Feminino realizado no Uruguai. 1987 Primeiro Campeonato Mundial de Voleibol de Praia em Ipanema, Brasil. 1966 Primeiro simpósio científico que aproveita o Campeonato do Mundo de Homens em Praga. 1965 Primeiro Campeonato do Mundo de Homens. 2. A HISTÓRIA DO VÓLEI 1957 Na sessão do Comité Olímpico Internacional em Sófia, realizou-se um torneio que permitiu que o vólei fosse um desporto de exposição para os Jogos de Roma (1960) e fosse incluído no programa dos XVII Jogos Olímpicos em Tóquio, em 1964. 17
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    3. O QUE É O VÓLEI? Com o serviço,o jogo começa e esta é a primeira oportunidade de marcar; Com a recepção (toque com o antebraço) o saque da equipa adversária pode ser controlado; Com a colocação (toque de dedos), podemos organizar a acção de ataque; Na última acção (ataque), tentamos marcar um ponto para a própria equipa (golpe); Na rede, tentamos parar o ataque da equipa adversária (bloco); Com a defesa, podemos controlar a bola da equipa adversária (toque com o antebraço). 3. O QUE É O VÓLEI?   O vólei é uma modalidade desportiva em que 2 equipas compostas por 6 jogadores se enfrentam num campo delimitado, enquanto batem uma bola sobre uma rede. O objectivo principal é passar a bola por cima da rede que separa as duas equipas. É necessário garantir que a bola salte no chão para que os membros da equipa adversária não possam continuar o jogo (perdem a bola). No entanto, é preciso evitar que a bola caia no seu próprio campo. Os jogadores são autorizados a bater a bola com qualquer parte do corpo para devolver a bola ao campo adversário. Há diferentes fases ao longo do jogo: 19
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    Seguir ou retera bola; O mesmo jogador tocar duas vezes na bola; Não rodar quando é necessário; Ter mais de três toques por jogada de cada equipa; Tocar na rede. No vólei não é permitido: Diferentes toques durante o jogo e a sua função principal (serviço, recepção, defesa, colocação, remate e bloqueio) 20
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    3. O QUE É O VÓLEI? A bola tocao chão no próprio campo; A bola sai do campo, devido a um ataque mal orientado ou erro na defesa; Falta de 4 toques por equipa ou duplos toques individuais; Falta de posição e falha de rotação; Retenção ou acompanhamento da bola (duplas); Falha dos defensores (linha), falha do líbero (bloco, ataque); Penetração no campo oposto sob a rede, pé através da linha central; Contacto com a rede (entre as varas), contacto com outros elementos se interferir com o jogo. 3.1. Sistema de pontuação   Quando é que se consegue um ponto? Como é que se ganha um jogo? Sempre que a bola cruza a linha central da rede e cai no lado do adversário, será um ponto. Quando uma equipa não faz o serviço ou comete uma falta, é um ponto para a equipa adversária. Para obter a vitória no vólei é preciso ganhar 3 sets dos 5 que estão no total, com 25 pontos cada, e tendo sempre uma vantagem de 2 pontos da equipa adversária. O quinto set (desempate) é jogado a 15, também com uma vantagem de 2 pontos da equipa adversária. Além disso, é marcado um ponto quando a equipa adversária comete qualquer das seguintes falhas ou infracções: 21
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    3.2. O queé o serviço?   O saque é a forma de começar o jogo ou de colocar a bola de volta em jogo após uma pausa ou um ponto. A equipa de saque começa com o pontapé de saída da sua acção de ataque, que ao mesmo tempo é o primeiro elemento da sua defesa. O objectivo fundamental do saque é: por um lado, marcar um ponto directo através do saque e, por outro, tornar mais difícil a acção atacante da equipa adversária, uma vez que se receberem mal o saque, será muito difícil para eles atacarem em boas condições. Pode haver duas circunstâncias em relação ao saque: se a equipa que serve faz um ponto, mantém a posse para voltar a servir, mas se falhar, o ponto será para a equipa adversária e será a que serve na acção seguinte. O tempo limite para servir é de 8 segundos e existem vários tipos de saques, dependendo da altura a que são efectuados. Como veremos mais adiante neste manual, podemos distinguir: O saque por cima O saque por baixo 22
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    Não pisar aslinhas do campo; Tem um limite de tempo para o fazer; A bola não pode tocar na rede; A bola tem de estar no ar antes de a acertar; Tenha cuidado ao atirar a bola, controle-a e mantenha- se atento a ela. Aqui estão algumas dicas para tentar não perder a oportunidade de pontuar durante o serviço: 3.3. O que é o sistema de "rotação" na equipa?   A equipa é composta por seis jogadores no total, incluindo três defesas, dois batedores e um líbero. No início de cada conjunto, as equipas são posicionadas no campo em duas filas ou linhas, uma à frente com três avançados (posições 2, 3 e 4), e uma atrás com três defesas (posições 1, 5 e 6). 3. O QUE É O VÓLEI? O saque viagem O saque flutuante 23
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    A principal funçãodos defensores é receber o serviço da equipa adversária e defender o seu ataque. O líbero é um jogador dedicado ao trabalho defensivo que substitui os jogadores com características limitadas quando estes chegam a posições defensivas. Os finalizadores são os jogadores que têm a função de atacar acertando na bola por cima da rede e geralmente no meio do campo. Esta formação é dinâmica e muda de cada vez: uma equipa ganha o saque ou a equipa adversária perde-o, fazendo uma rotação para a direita e movendo o jogador que se encontra na posição 1 (levantador). O sistema de rotação na equipa 24
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    4. EQUIPAMENTO   4.1. Quadraou área de jogo   O campo onde decorrem os jogos de vólei é feito de madeira ou de superfície sintética. Está dividido em várias partes ou zonas: zona livre, zona de serviço, zona de defesa e zona de ataque. O campo é dividido em duas metades pela rede e pela linha central, e é delimitado ao mesmo tempo pelas linhas de fundo e bandas. As zonas de ataque e de defesa são divididas pela linha de ataque. Área do campo e suas dimensões 26
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    Uma malha pretade 1 m de largura e 9,5-10 m de comprimento, com duas bandas na parte superior (com cabo tensor) e nas extremidades inferiores; Duas faixas laterais de 5 cm de largura e 1 m de comprimento nas linhas laterais do campo; Dois postes de 2,55 m fixados cada um a 1 m fora das linhas laterais; Duas antenas de 1,80 m que delimitam lateralmente a área de passagem da bola. 4.2. A rede   A rede de vólei é constituída por: A altura específica da rede muda de acordo com o sexo: 2,43 m para homens e 2,24 m para mulheres, a partir da categoria de jovens (17-19 anos ou mais). 4. EQUIPAMENTO A rede de vólei e as suas principais medidas 27
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    A circunferência de65-67 cm; Peso de 260-280 g; Pressão interna entre 0,30-0,325 kg/cm2. 4.3. A bola   O balão de vólei tem características específicas, sendo feito de couro sintético. As características são: As cores da bola dependerão do evento a ser jogado, mas normalmente a bola de treino é branca. Mais tarde podemos encontrar bolas azul-amarelo ou verde-branco- vermelho. Bolas de vólei 28
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    5. JOGADORES (COM,VS., +1)   Os jogos durante o processo de ensino começarão a partir de situações com intenção táctica. Desta forma, os alunos podem ser ajudados a compreender o jogo desde os primeiros momentos. Os jogos cooperativos e competitivos serão utilizados para ajudar o jogador durante a aprendizagem.   5.1. Jogo cooperativo "COM"   Quando se trata de falar do jogo cooperativo "COM", referimo-nos à colaboração com colegas e rivais. O objectivo é estimular a experimentação do aluno, dando a possibilidade a uma participação activa na qual o jogador procura estratégias diferentes. Desta forma, estabeleceremos as bases do pensamento táctico dos jogadores através da tomada de decisões que lhes permitam resolver problemas motores de forma autónoma. 1 COM 1 Número de jogadores: Em pares, um de cada lado da rede. Descrição: Os jogadores colaboram tentando fazer o número máximo de toques sem que a bola caia ao chão, enviando-a para o campo oposto nas melhores condições para que o parceiro a devolva. Indicações para o treinador: O controlo da bola e a apreciação de diferentes distâncias e trajectórias são os principais objectivos. 30
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    2 COM 2 Númerode jogadores: Em grupos de 4, dois de cada lado da rede. Descrição: Agora existe um jogador fixo para elaborar cada jogo. Ele colabora com os dois colegas adversários para obter continuidade no jogo. Indicações para o treinador: A comunicação e distribuição do espaço de jogo são os objectivos principais. 5. JOGADORES (COM, VS., +1) Exemplo Exemplo 31
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    3 COM 3 Númerode jogadores: Em grupos de 6, 3 em cada lado da rede. Descrição: Agora há dois parceiros com quem colaborar em cada acção para manter a bola em jogo, menos espaço a cobrir para cada jogador, mas as interferências entre eles crescem e a comunicação entre parceiros será muito importante. Indicações para o treinador: Os papéis do jogo estão a tornar-se cada vez mais diversificados porque a figura do bloqueador e as suas relações com as defesas podem aparecer. Exemplo 32
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    1 VERSUS 1 Númerode jogadores: Em pares, um a cada lado da rede. Descrição: Os jogadores competem para enviar a bola nas piores condições para o adversário. A intenção é provocar o erro, forçando a mexer-se muito ou pressionando para devolver a bola facilmente. Indicações para o treinador: As trajectórias, distâncias e execução técnica assumem maior importância e os deslocamentos são fundamentais para chegar correctamente ao ponto de contacto com a bola. 5.2. Jogo cooperativo "VERSUS" Quando falamos do jogo cooperativo "VERSUS" referimo- nos a competir cooperando com os colegas para obter o ponto de vista. Estes jogos são adaptados com pontuações e regras mais específicas. O treinador prestará mais atenção ao correcto desempenho técnico, interrompendo mesmo o jogo se assim o entender. A competitividade do momento não deve dominar o comportamento dos jogadores, tentando ganhar de forma alguma, à custa de um péssimo desempenho técnico que dificulta as suas hipóteses de ganharem um ponto. Para tal, o treinador deve prestar mais atenção à correcção técnica, para que os jogadores obtenham pontos com acções de maior qualidade. Além disso, temos de ensinar os jogadores a olhar para o adversário, a adaptar-se ao seu sistema e a propor uma solução técnica e táctica, tanto individual como colectivamente. 5. JOGADORES (COM, VS., +1) 33
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    2 VERSUS 2 Númerode jogadores: Em grupos de 4, dois a cada lado da rede. Descrição: Os jogadores competem para impedir que o oposto devolva a bola. Tentar sempre fazer 3 toques que podem variar em cada jogada. Os jogadores terão de procurar formas de passar a bola para criar as maiores dificuldades aos adversários. Indicações para o treinador: A implementação técnica, comunicação e observação do campo e equipamento adversário são objectivos importantes. Exemplo Exemplo 34
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    3 VERSUS 3 Númerode jogadores: Em grupos de 6, 3 a cada lado da rede. Descrição: Durante a competição, tentar fazer 3 toques para obter o ponto. Têm de ser mais precisos em cada acção, pedir sempre a bola e observar o que acontece no campo oposto para encontrar a melhor maneira de conseguir o ponto. Indicações para o treinador: Os jogadores têm de concordar em cobrir todo o campo. Agora terão de ter em conta todas as possibilidades tácticas. 5. JOGADORES (COM, VS., +1) Exemplo 5.3. Função "+1 Jogador"   O jogador chamado "+1" actua como levantador para os dois campos. Este jogador participará de uma forma alternativa, passando por baixo da rede e colaborando com ambas as equipas realizando apenas o segundo toque (colocação). O jogador "+1" não pode participar nos primeiros toques ou acções finais para passar a bola para o campo oposto. 35
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    1 COM 1+ 1 Número de jogadores: Grupos de 3. Descrição: Um de cada lado da rede e o terceiro "+1" colabora com os dois tentando colocar a bola para que o colega de equipa a possa passar para o campo oposto. Conseguir 3 toques é o objectivo principal e é acrescentado mais um jogador com o qual devemos colaborar. Exemplo 1 VERSUS 1 + 1 Número de jogadores: Grupos de 3. Descrição: Competindo procurando uma forma de enviar a bola para o campo oposto para que não a possa devolver. O principal objectivo é fazer 3 toques e controlar a bola para que "+1" possa colocar o melhor possível e assim poder passar a bola para o campo oposto nas piores condições para o adversário. 36
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    2 COM 2+ 1 Número de jogadores: Grupos de cinco jogadores ("+1" jogador é o levantador para as duas equipas). Descrição: Mais pessoas envolvidas na construção de cada jogada e mais adversários cobrindo o outro campo. A precisão dos passes e a comunicação entre colegas deve ser aumentada. Tentar facilitar o trabalho de "+1" enviando a bola com a maior precisão possível para que ele possa colocar bem e dar-lhe tempo para passar para o campo oposto. 5. JOGADORES (COM, VS., +1) Exemplo Exemplo 37
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    2 VERSUS 2+ 1 Número de jogadores: Grupos de 5 ("+1" jogador é o levantador para as duas equipas). Descrição: Competir para ganhar o ponto. Os lugares "+1" para as duas equipas, que tentarão ganhar o ponto fazendo 3 jogadas tácteis. Devem procurar o fracasso do adversário (por exemplo: procurar zonas livres ou interferência entre jogadores). A maior dificuldade para obter o ponto desenvolve o pensamento táctico dos jogadores. Exemplo 3 COM 3 + 1 Número de jogadores: Grupos de sete jogadores ("+1" levantador). Descrição: Agora há 4 jogadores a participar na elaboração do jogo. Eles terão novas responsabilidades defensivas e ofensivas e jogadas que não estão directamente relacionadas com o contacto com a bola. Isto significará uma melhoria no desenvolvimento de conceitos de jogo com e sem a bola. 38
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    5. JOGADORES (COM, VS., +1) Exemplo 3 VERSUS 3+ 1 Número de jogadores: Grupos de sete jogadores ("+1" levantador). Descrição: É muito importante que o jogador "+ 1" faça esforços para cooperar com as duas equipas. O jogador "+1" deve colocar-se nas melhores condições. O resto dos jogadores estabelecerá as suas estratégias de ataque e defesa para ganhar o jogo. Tenha em mente que o "+ 1" não participa no primeiro toque de defesa e que uma boa colocação do passe depende da precisão dos outros 3 jogadores nesse primeiro toque. 39 Exemplo
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    Oferecer exercícios variadosque exijam uma deslocação prévia; Adaptar o nível de dificuldade ao grupo de jogadores; Tentar melhorar as condições físicas e as capacidades básicas através de exercícios com a bola ou o campo; 6. TÉCNICAS BÁSICAS I   Um dos aspectos clave para um desenvolvimento técnico posterior adequado é a aquisição de uma grande bagagem motora nos nossos jogadores principiantes. Neste sentido, devemos tentar proporcionar a maior variabilidade de habilidades relacionadas com equilíbrio, velocidade de reacção, movimento, mudanças de direcção, orientação espacial, sentido de gravidade, o conceito de batimento e eixo de movimento, entre outros. Não devemos esquecer que a aquisição técnica é fundamental no vólei, onde cometer um erro de acerto pode ser penalizado de forma regulamentar e ter repercussões na pontuação ou na capacidade da equipa para continuar a jogar. Qualquer acção errada pode tornar-se um ponto para o adversário. Um jogador de vólei tem de compreender o conceito de movimento e de acerto de uma forma global. O movimento para procurar a bola, executar o remate e não cometer erros técnicos são a base do desenvolvimento do desporto. Como ideia geral em cada uma das diferentes etapas e para cada uma das etapas de aprendizagem, colocamos a nós próprios os seguintes desafios: 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 41
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    Dar um sentidotáctico às nossas actividades; Não forçar os jogadores a aprender, ou seja, não aumentar a complexidade das acções até que sejam adquiridas e superadas. 6.1. Actividades de familiarização   Antes de começarmos a aprender os gestos técnicos, é preciso compreender a ideia de "não segurar" mas "bater" na bola. Para isso, vamos ver alguns exercícios de familiarização com o voo, trajectória, peso e velocidade da bola. Todos estes exercícios podem ser desenvolvidos com materiais ajustados à fase de maturidade dos participantes, desde balões ou bolas de espuma (se quisermos que o movimento seja mais lento) até à bola convencional. 42
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    Exercício 1 Atire abola para o ar e bata da forma que quiser com qualquer parte do seu corpo. Observe como tem de bater a bola para que ela não caia no chão. Exercício 2 Atire a bola para cima e para a frente, pegando-a com ambas as mãos acima da cabeça antes do segundo salto. Desta forma, são introduzidos os conceitos sobre distância, altura e ajustamento do corpo. Repita o exercício, mas pegue na bola virada para a área de lançamento (deve virar 180º). Exercício 3 Atire a bola para cima, sente-se no chão e apanhe-a com as duas mãos entre as pernas. Repita o exercício mas pegue na bola virada para a área de lançamento (deve virar 180º). Exercício 4 Bata a bola com qualquer parte dos braços tentando mantê-la no ar o máximo de tempo possível. Variação: contar o número de pancadas consecutivas. Variação: quando a bola cai no chão, espere até que todos parem. Exercício 5 Bater na bola alternadamente com as pernas tentando mantê-la no ar. Variação: contar o número de pancadas consecutivas 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 43
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    Variação: quando abola cai no chão, esperar até que todos parem. Exercício 6 Bater a bola depois de cada ressalto à medida que se move pelo espaço. Variação: siga as direcções (avançar, recuar, esquerda ou direita), ande à volta do campo, tente roubar a bola a outros jogadores, etc.   Exercício 7 Trabalho em pares, um dos parceiros atira a bola (no chão ou no ar). O outro, que está às suas costas, deve apanhá-la ou bater-lhe antes de chegar a uma determinada área, antes de ela saltar uma segunda vez, etc. Exercício 8 Trabalhar em pares, ambos sentados no chão; tentar apanhar a bola que lhe foi enviada pelo colega de equipa sem sair do chão. Exercício 9 Em grupos de 3, dois jogadores de frente um para o outro passam a bola um ao outro. O jogador do meio tem de se abaixar ou saltar para evitar ser atingido. Exercício 10 Na mesma posição que antes, os jogadores adversários rolam a bola no chão e o jogador do meio tem de se mexer 44
  • 45.
    O jogador, depoisde se mover, coloca os pés a uma distância semelhante à largura dos ombros; Dobra ligeiramente os joelhos; Coloca os braços num ângulo recto de modo a que ambas as mãos estejam acima da cabeça; As mãos são colocadas em forma de copo, de modo a que o polegar e o índice de cada mão formem uma forma de diamante na altura da testa, formando uma "janela"; A batida é feita apenas com as pontas da cabeça, nunca com a palma da mão; O golpe é acompanhado pela extensão de todo o corpo, dando especial importância aos braços e pernas. para passar por baixo das suas pernas. Os jogadores podem mover-se entre 2 e 3 m para cada lado. 6.2. Passe por cima O passe por cima é um dos gestos mais característicos do vólei. É o remate a utilizar quando a bola chega até nós a uma certa altura e permite-nos posicionar-nos logo abaixo dela para bater. O gesto completo é desenvolvido da seguinte maneira: Este golpe é o mais utilizado como um "segundo golpe" numa peça competitiva. O objectivo desta primeira etapa é obter um toque por cima limpo e controlado, sendo capaz de dar a direcção desejada à bola. 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 45
  • 46.
    Mãos muito planasou rígidas que não se ajustam à forma da bola; Polegares para a frente que quebram a forma do copo; Cotovelos demasiado afastados ou demasiado próximos uns dos outros que não fazem a "janela" adequada para bater; Mau posicionamento do corpo em relação à bola; Insuficiência da inclinação do tronco; Erros mais comuns: As despesas gerais passam de diferentes ângulos 46
  • 47.
    Direcção incorrecta dosombros; Ancas ou joelhos desalinhados com a direcção do tiro; Falha na coordenação das pernas e braços (corrente cinética); Golpes assimétricos, retidos ou acompanhados. Exercício 1 Atirar e parar a bola na forma de um copo nas mãos. Variação: Lança alto e pega depois de um salto. Variação: Saltar com força contra uma parede e apanhar o salto. Exercício 2 Em frente da parede ou de um colega de equipa, atirar e apanhar a bola, concentrando-se na forma das mãos. Variação: Dê um passo em qualquer direcção antes de apanhar a bola. Exercício 3 Auto-passe e passe com um colega de equipa a apanhar e atirar a bola. Variação: Dê um passo em qualquer direcção antes de apanhar a bola.   Exercício 4 Colocar arcos em diferentes áreas do campo com jogadores à sua volta. Atirar a bola na posição superior, tentando levá-la para os arcos. Variação: Atirar a bola em vez de a atirar. 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 47
  • 48.
    Exercício 5 Trabalhando empares, execute o saque por cima da bola ao seu parceiro. Pegue na bola numa posição aérea e atire- a ao seu parceiro para a próxima tentativa. Exercício 6 Tente bater a bola consecutivamente, depois de a deixar saltar no chão. Cuide do movimento e do posicionamento antes de bater. Se a bola não vier em boas condições, pare o exercício e recomece. Exercício 7 Atirar (levantar) a bola ao parceiro para que ele possa bater a bola de volta com um passe por cima. Variação: Fazer o parceiro mover-se um passo em qualquer direcção antes de bater. Exercício 8 Bater na parede consecutivamente usando o passe por cima: primeiro de muito perto da parede, a cerca de 1 m; segundo de cerca de 5-6 m, deixando a bola saltar primeiro no chão.   Exercício 9 Todos os jogadores estão no fundo do campo com a bola. Fazem passes por cima até chegarem à rede. Voltar para o fundo do campo. Variação: O caminho para a rede andar para a frente, e voltar para o fundo do campo andar para trás. 48
  • 49.
    A primeira emais importante é estar numa posição estática antes de bater; mover-se rapidamente para a bola e tomar a posição correcta antes de bater; Coloque os pés um pouco mais do que a largura dos ombros, dobrando os joelhos e colocando o corpo ligeiramente para a frente; tem de parecer que está sentado numa "cadeira imaginária"; Os pés são colocados paralelamente e um pé mais à frente do que o outro, o que ajuda a dar direcção à bola (orientando o dedo do pé de ambos os pés); Colocar os braços completamente estendidos, mais ou menos paralelos às coxas e segurar as mãos sem deixar um espaço entre os polegares; Finalmente, finja "levantar daquela cadeira imaginária", batendo a bola com o terço frontal dos antebraços (não com os pulsos); faça um golpe seco, mas não abrupto, acompanhando sempre a bola com o impulso das pernas;, Exercício 10 Em grupos de 6 jogadores (virados uns para os outros 3 vs. 3), bater a bola em direcção ao colega de equipa à sua frente e seguir a bola, mudando as linhas com cada tacada. 6.3. Passe por baixo O passe por baixo é o gesto mais versátil do vólei. É o mais utilizado porque permite bater a bola quando a altura é baixa e muito forte. Consiste basicamente nestas fases: 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 49
  • 50.
    Os braços nãodevem elevar-se para além da altura dos ombros; são as pernas que empurram a bola, os braços que amortecem e dão direcção; pensar que ao bater na bola os braços funcionam como uma "tábua" na qual a bola salta, a superfície deve ser bem alisada e ter a inclinação correcta. Posições das mãos Mãos mal dadas, braços dobrados ou suaves; Mau posicionamento do jogador em relação à bola: Demasiado próximo da bola (batida com os cotovelos); Muito longe da bola (batida com o pulso); Insuficiência de inclinação do tronco; Falta de tracção nas pernas; Direcção incorrecta dos ombros ou braços; Ancas ou joelhos desalinhados com a direcção do golpe; A recepção no antebraço é feita principalmente nas acções de recepção e defesa da bola, embora seja o movimento mais universal neste desporto, a que pode ser utilizada em quase todas as circunstâncias. Os erros mais comuns: 50
  • 51.
    O passe porbaixo de diferentes ângulos 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 51 Falha na coordenação das pernas e braços (corrente cinética); Golpes assimétricos, retidos ou acompanhados. Exercício 1 Lance a bola e pare-a nos antebraços numa posição estática. Observar a posição do corpo, pés, direcção dos ombros, abertura das pernas, etc. Variação: o seu parceiro atira-lhe a bola e você deve pará- la. Alternar os lançamentos.
  • 52.
    Exercício 2 Sem abola, mover-se entre duas linhas com cerca de 3 m de distância. Adoptar a posição correcta para bater em ambas as linhas (modificar a perna dianteira, a direcção dos pés, ancas e ombros). Exercício 3 Trabalhando em pares, um jogador atira a bola. O outro permanece sentado numa cadeira e levanta-se para bater. Cada 10 recepções mudam o papel. Variação: O jogador que acerta senta-se no chão com as pernas abertas e bate na bola que o parceiro lhe atira. Exercício 4 Trabalhando em pares, o parceiro atira uma bola e você acerta-a na sua direcção. A distância deve ser de 2-3 m. Variação: adicionar um deslocamento anterior de 1 m a um ou outro lado do jogador. Exercício 5 Colocado em frente à parede, fazer golpes consecutivos deixando a bola saltar no chão. É importante calcular a distância e a força da tacada. Exercício 6 Colocado em frente de um companheiro de equipa, fazer pancadas consecutivas, deixando a bola saltar no chão. 52
  • 53.
    É importante quea bola atinja uma certa altura para que se possa mover confortavelmente. Variação: depois de ter controlado o tiro, adicionar um pequeno movimento lateral. Exercício 7 Um parceiro está de costas para a rede, o outro está na parte de trás do campo. O parceiro lança duas bolas: uma mais longe (cerca de 5-6 m da rede) e uma mais perto (cerca de 3 m da rede). O jogador de costas acerta em ambas as bolas consecutivamente. É importante mexer-se para trás e para a frente e posicioná-lo correctamente antes de lhe acertar. A cada 10 recepções os jogadores mudam o papel. Exercício 8 Bater na parede consecutivamente usando o passe do antebraço: primeiro de muito perto da parede, cerca de 1 m; segundo de cerca de 5-6 m, deixando a bola saltar primeiro no chão. É importante controlar a direcção da batida e a força. Exercício 9 Todos os jogadores estão no fundo do campo com a bola. Batem com a bola até chegarem à rede. Virar e voltar para o fundo do campo. Variação: avançar para a frente até à rede e, no caminho de trás, recuar. Variação: colocar 2-3 cones para cada jogador, tendo de sortear enquanto caminha. 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 53
  • 54.
    Posicionamento inicial: Um péligeiramente para a frente do outro (pé oposto ao braço que golpeia); Direcção da anca e ombros em direcção à zona de golpe; Um lançamento de bola adequado (não demasiado alto ou demasiado baixo, para a frente ou para trás, de um lado, etc.); Um bom armamento e uma boa extensão do braço para bater; Ajuste da batida da bola. Exercício 10 Em grupos de 6 jogadores (virados uns para os outros 3 vs. 3), bater a bola em direcção ao colega de equipa à sua frente e seguir a bola, mudando as linhas com cada recepção. 6.4. Serviço   Servir é a forma de pôr a bola em jogo e a única forma de começar com um ponto. Será realizada pelo jogador que se encontra na zona 1 do campo (de acordo com a rotação). É executada a partir da zona de saque (atrás da linha de base) e a bola é batida com a mão ou com uma parte do braço (não são permitidas outras partes do corpo para tal). O saque é a única acção em que apenas um jogador está envolvido e na qual se pode preparar o gesto técnico, pois tem 8 segundos a partir do apito do árbitro. Entre os aspectos mais importantes para uma execução correcta do acerto, podemos destacar: 54
  • 55.
    a. Serviço porbaixo   O serviço por baixo é o serviço normalmente aprendido nas fases iniciais, uma vez que não requer força ou controlo excessivo sobre a bola. O jogador fica numa posição semi- lateral no campo e segura a bola com ambas as mãos ao nível da cintura. Depois, tirando a bola da mão não dominante, bate-lhe com a outra mão, num movimento de pêndulo. A bola pode ser atingida com uma mão de colher ou com a mão do calcanhar, dependendo de quão fácil é para o jogador. O foco é a direcção e a altura da bola. O saque por baixo por passos. b. Serviço por cima   No serviço por cima, a bola é atirada com a mão oposta e atingida com toda a mão aberta, no meio da bola, estendendo o braço completamente acima da cabeça. 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 55
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    Durante este serviço,os ombros são colocados perpendicularmente ao local para onde a bola deve ser dirigida. Os pés são paralelos e aproximadamente à largura dos ombros. O pé oposto à mão batedora deve ser ligeiramente para a frente. O peso do corpo é distribuído de uma forma equilibrada. A mão não especializada segura e atira a bola. A bola deve ser atirada em frente do ombro, mas a uma altura suficiente para ser atingida. O peso do corpo é transferido para a perna da frente, pode até dar um passo em frente, e a mão completamente aberta atinge a bola no ponto mais alto possível. Este serviço tem a desvantagem de exigir alguma força e habilidade no gesto técnico, pelo que será desenvolvido em fases mais avançadas do jogador ou quando os requisitos apropriados forem cumpridos. O saque por cima por etapas 56
  • 57.
    Posicionamento errado docorpo em relação ao campo de jogo ou à bola; Atirar ou bater a bola de forma imprópria; Falta de tensão na mão ou no pulso; Flexão do braço ou tensão excessiva no movimento; Falha na coordenação das pernas e braços (corrente cinética); Batida assimétrica ou acompanhada; Falta de concentração, medo ou passividade nos gestos. Erros mais comuns: Exercício 1 (serviço por baixo) De pé em frente à parede bateu a bola como um pêndulo com uma mão. Começar com cerca de 3-4 m e afastar-se progressivamente.   Exercício 2 (serviço por baixo) De pé em frente ao lançamento de parede com a mão oposta e bate a bola tentando seguir uma direcção recta. Se a bola for bem atirada, deve voar sobre a nossa cabeça.   Exercício 3 (serviço por baixo) O trabalho por pares, um de cada lado da rede, serve para o lado oposto situado a cerca de 3-4 m de distância da rede. Afastar-se progressivamente, desde que o gesto seja correcto. Exercício 4 (serviço por cima) Ficar em frente à parede e atirar a bola na vertical, dando 6.  TÉCNICAS BÁSICAS I 57
  • 58.
    um passo afrente. Se o lançamento estiver correcto, a bola deve cair no nosso ombro. Exercício 5 (serviço por cima) De pé em frente à parede, primeiro atire a bola e apanhe-a com a mão no ponto mais alto; depois bata a bola de forma controlada a cerca de 3-4 m de distância.   Exercício 6 (serviço por cima) Trabalhar em pares, um de cada lado da rede. Servir para o lado oposto situado a cerca de 3-4 m de distância da rede. Afastar-se progressivamente, desde que o gesto seja correcto. É importante fixar a posição do corpo e o movimento do braço ao bater.   Exercício 7 (ambos serviços) O colega de equipa é colocado em diferentes partes do campo; tente levar a bola até ele. Comece a partir de uma distância de 5-6 m da rede até lá chegar. Aproximar-se progressivamente da linha de base.   Exercício 8 (ambos serviços) Dividir o campo com cordas para marcar as 6 zonas. A partir de qualquer posição, o jogador deve completar um número definido de saques (por exemplo, 5 saques) para cada zona do campo. Variação: É obrigatório seguir uma determinada direcção (por exemplo, no sentido dos ponteiros do relógio). 58
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    A bola tocao chão no seu próprio campo; A bola sai do campo, devido a um ataque mal orientado ou a um erro na defesa. 7. REGRAS BÁSICAS   Quando é que se consegue um ponto? Como é que se ganha um jogo? Sempre que a bola cruza o centro da rede e cai do lado do adversário, é um ponto e continua com o saque. Quando uma equipa não serve ou comete uma falta, é um ponto para a equipa adversária, que recupera o direito de servir novamente. Para obter a vitória no vólei é preciso ganhar 3 sets de 5 que estão no total, com 25 pontos cada e tendo sempre uma vantagem de 2 pontos da equipa adversária. O quinto conjunto é jogado a 15, também com uma vantagem de 2 pontos. Além disso, um ponto é marcado quando a equipa adversária comete algum dos seguintes erros: Da mesma forma, os jogadores podem marcar pontos devido às infracções da equipa adversária. Os jogadores da equipa devem conhecer as regras do jogo e tentar não cometer as seguintes faltas: Falta de serviço (má execução, não respeitando a rotação da equipa) 60
  • 61.
    Penetração em campooposto sob rede, pé através da linha central Contacto com a rede (entre as varas); com outros elementos se interferir com a peça Duplo contacto com a bola (excepto para bloqueio anterior) Falha de 4 ou duplos toques individuais 7. REGRAS BÁSICAS 61
  • 62.
    Falha de bloqueio(do serviço do adversário, invasão do espaço do adversário, envio da bola para fora de jogo) Falha do jogador da fila de trás (atravessar a linha que define a sua limitação de movimento, efectuar bloqueio), falha do jogador líbero (atacar, bloquear) Retenção ou acompanhamento de bola Falha de posição ou falha de rotação do jogador de equipa 62
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    8. TÉCNICAS BÁSICASII   Neste segundo bloco de técnicas, vamos a trabalhar em acções de maior complexidade de execução que podem incorporar uma componente táctica. Este aspecto é, por exemplo, a clave principal entre um golpe de cabeça com ambas as mãos e um passe de ajuste, entre um golpe no antebraço e uma recepção. Por esta razão, as actividades propostas fazem um verdadeiro sentido em relação ao jogo, a fim de proporcionar aos jogadores uma abordagem crítica a nível pessoal e uma análise a nível de equipa.   8.1. Colocação   Uma colocação não é um simples toque por cima. Nas fases iniciais, quando os jogadores especializados ainda não o são, estes dois gestos técnicos podem ser agrupados em um só. No entanto, em fases mais avançadas do jogo, o passe de cenário, que é normalmente o segundo toque de uma equipa, é uma ferramenta importante para o sucesso. O levantador deve ter uma preparação técnica e táctica específica para interpretar as necessidades de cada rali e tirar o máximo partido da equipa. O passe de cenário requer observação, conhecer os seus colegas de equipa e analisar a equipa adversária. 64
  • 65.
    Para aperfeiçoar aomáximo a técnica, o compositor precisa de ter uma excelente sobrecarga de trabalho com ambas as mãos; Para atingir a maior precisão na execução do golpe, com ou sem movimento e em qualquer direcção; Treinar as acções tácticas com a equipa; Dirigir o jogo tendo em conta os múltiplos factores envolvidos (tomada de decisão e execução). Para que os alunos possam atingir o nível máximo, são propostas as seguintes progressões: Colocação utilizando o passe por cima 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 65
  • 66.
    Exercício 1 Fazer passespara um cesto ou argola colocados a diferentes alturas e de diferentes posições para aperfeiçoar todas as trajectórias possíveis. Exercício 2 A partir da posição 2 do campo, o levantador envia as bolas enviadas pelo treinador para as posições 3 e 4. Da mesma forma, da posição 2- 3, o passe de trás praticado para a posição 2. Exercício 3 A partir da posição 2 do campo, executar um salto de bloqueio e depois colocar uma bola enviada pelo treinador ou parceiro. Pode praticar a passagem para as posições 4 e 3.   Exercício 4 A partir da posição 4 do campo, o levantador move-se para a posição 2- 3 para fazer ajustes para a posição 4, 3 ou 2, conforme indicado. Este mesmo exercício pode ser realizado ao sair de trás de uma cadeira na posição 6. Exercício 5 A partir da posição 3 do campo, o treinador ou um colega de equipa lança as bolas para as posições 1 e 5 alternadamente. O levantador, da posição 6, move-se para a bola e coloca a bola no lado oposto do campo de onde a bola está, por exemplo, da zona 1 a 4 e da zona 5 a 2. 66
  • 67.
    Exercício 6 A partirda posição 4 do campo, o treinador ou um colega de equipa atira as bolas para o levantador, que da posição 2-3 deve devolver as bolas à zona 4. Em alternativa, o levantador pode decidir para que zona (2, 3 ou 4) enviar a bola, à sua discrição. Exercício 7 Seguindo as instruções do exercício anterior, enviar bolas perto da rede, para que o levantador possa trabalhar no passe lateral. Este mesmo exercício pode ser feito com bolas altas para trabalhar o passe de saltos. Exercício 8 A partir da posição 2, o levantador envia bolas para os seus atacantes colocadas em filas nas posições 3 e 4. Dependendo do nível de jogo da equipa, tente as combinações tácticas que considerarmos apropriadas. Exercício 9 Seguindo as directrizes do exercício anterior, o levantador move-se da zona 1 para a zona 2-3 para executar diferentes opções com 3 atacantes, localizados nas zonas 2, 3 e 4. Exercício 10 Dois parceiros estão localizados nas zonas 4 e 5, o levantador está localizado na zona 2-3. A bola passa da zona 4 para a zona 5 de uma forma controlada. A partir da zona 5, é defendida para a zona 2-3. 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 67
  • 68.
    Utilizar os ombros; Deslocaro pé exterior para a frente e baixar o ombro interior; Enfrentar a bola. Levantar os ombros para a frente; Afundar o peito para amortecer a sua força; Juntar os braços e rodá-los para fora para aumentar a superfície de golpe. O distribuidor envia a bola para a zona 4, fazendo um movimento para apoiar o ataque. O mesmo percurso é seguido até que as diferentes posições e movimentos sejam aperfeiçoados. Este mesmo exercício pode ser feito com os assistentes nas zonas 1 e 2, para trabalhar o passe para trás e o apoio ao ataque. 8.2. Recepção com os antebraços   Cavar ou receber a bola em resposta ao serviço do adversário é a primeira acção individual que permite construir um bom ataque. Se a recepção não for correcta, as possibilidades do jogo ofensivo serão claramente limitadas, por isso dedicar o tempo necessário a este gesto técnico. É aconselhável trabalhar progressivamente desde uma situação individual na qual se concentre nos movimentos e posição do corpo, até ao trabalho em pequenos grupos (2-3 jogadores), fixando posições de jogo e direcções de bola. Para facilitar o trabalho de direcção da bola é aconselhável: Na correcta execução da recepção, é necessário: 68
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    À espera deum serviço Recepção para um serviço 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 69
  • 70.
    Exercício 1 Em gruposde 3, um companheiro de equipa serve e o outro recebe a bola e envia-a para a rede. O da rede pega na bola e passa-a para o servidor. Este exercício pode ser feito nas diferentes posições do campo.   Exercício 2 Os jogadores (indo para dentro do campo um a um) recebem uma bola na posição 1, movem-se daí para a sua esquerda, para receberem mais duas bolas nas posições 6 e 5. Este mesmo exercício também pode ser feito numa posição invertida, de 5 para 1. Exercício 3 Um jogador localizado na zona 6 recebe serviços que chegam às zonas 1 e 5 depois de se deslocar. Para assegurar a precisão do serviço, pode ser proposto que os serviços sejam tirados do meio do campo, se considerado apropriado. Exercício 4 Dividir o campo longitudinalmente com sinalização no solo (deixando 2 meios tribunais). Em cada meio campo, de formas opostas, há um receptor, um levantador e um atacante. O resto dos companheiros de equipa servem. Este exercício pode ser planeado pelo tempo ou por repetições. Os jogadores mudam as suas posições de acordo com as instruções do treinador (servir-recepção- ataque) até passarem por todas as posições. 70
  • 71.
    Exercício 5 São colocadosdois receptores de cada lado do campo (zonas 1-6 e 5-6). Das costas opostas, os seus colegas de equipa servem alternadamente. Este exercício pode ser realizado como se fosse uma competição, por exemplo, a primeira equipa que conseguir 10 recepções perfeitas ganha um ponto.   Exercício 6 Três receptores estão no campo e os seus colegas de equipa no extremo oposto. Os jogadores receptores saem da linha dos 3 metros e deslocam-se para a retaguarda cada vez que um saque é efectuado. Quando conseguem somar até 10 boas recepções, a equipa é mudada. Exercício 7 Três receptores estão no campo (zonas 1, 6 e 5), um levantador (zona 2-3) e um rematador (2, 3 ou 4). O resto dos colegas de equipa servem. Cada jogador deve permanecer na zona até atingir um número de recepções ou um certo tempo, podem ser feitas rotações se desejado. Uma vez feita a recepção, deve haver continuidade até que o ataque esteja terminado. A posição do espião pode ser modificada de acordo com a sua especialização. Exercício 8 Dois receptores estão nas zonas 1-6 e 5-6, um levantador está na zona 2-3 e dois ponteiros passadores nas zonas 2 e 4. O resto dos companheiros de equipa servem. 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 71
  • 72.
    Cada jogador devepermanecer na zona até atingir um número de recepções ou um certo tempo, podem ser feitas rotações se desejado. Uma vez feita a recepção, haverá continuidade até termos um ataque pelas zonas 2 e 4. A posição dos rematadores pode ser modificada de acordo com a sua especialização. 8.3. Gesto de ataque   O ataque ou pancada com uma mão é o gesto mais ofensivo no vólei, pelo que deve ser trabalhado desde o início do processo de aprendizagem, mas após dominar as técnicas de pancada com duas mãos (passagens aéreas e antebraços). O facto de bater com uma só mão é um gesto motivador e bem aceite entre os jogadores, mas é preciso lembrar que não se trata apenas de bater, mas de o fazer com uma direcção e força adequadas. O cálculo das trajectórias e a coordenação necessária para fazer este golpe pode ser prejudicado se tentarmos introduzi-lo antes de o jogador estar pronto. Esta secção é abordada com a ideia de que os jogadores aprendem a bater a bola de forma eficaz e segura. É importante lembrar, neste momento, que um gesto de ataque não deve ser confundido com um rematador, mas é uma abordagem para a sua realização futura. O gesto de ataque não tem de envolver um salto, por vezes nem sequer um remate com uma só mão, mas envolve uma intenção ofensiva que coloca os nossos adversários em alerta. 72
  • 73.
    O percurso anteriordo braço (preparação); A extensão do braço; Atingir o ponto mais alto. Para assegurar uma execução técnica correcta, vamos concentrar-nos: Formas de ataque Exercício 1 Atire a bola contra uma parede acima da cabeça. Comece por atirá-la com ambas as mãos e termine com a mão dominante. Pode desenhar círculos a diferentes alturas para tentar atingir o seu centro. 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 73
  • 74.
    Exercício 2 Segure abola acima da cabeça e ligeiramente à sua frente com a mão não especializada. Bata com a mão hábil em diferentes direcções, usando o pulso. Exercício 3 Seguindo a linha do exercício anterior, atirar a bola para o ar com ambas as mãos. A mão não qualificada mantém o ponto de equilíbrio, enquanto a mão hábil arma e executa a tacada (recomenda-se fazê-lo em frente a uma parede). Este exercício pode ser feito batendo na parte superior da bola, para provocar uma trajectória descendente, ou no meio da bola, para empurrar a bola para a frente. Exercício 4 Colocado no meio do campo, bate a bola para diferentes arcos localizados no lado oposto da rede. Pode ser decidido se os jogadores devem ter uma posição fixa ou se podem ficar em frente do aro que querem acertar. Este exercício pode ser considerado como um desafio se uma pontuação for adicionada aos arcos, e um número mínimo de sucessos deve ser alcançado. Exercício 5 Trabalhe em pares, com 6-8 m de distância (dependendo do nível); o jogador A bate a bola contra o jogador B, que tem de ficar parado. O parceiro deve tentar apanhar ou bater a bola sem se mexer (este é um jogo de pontaria). 74
  • 75.
    Este exercício podeser feito com ou sem uma rede entre os jogadores. Exercício 6 Trabalhe em pares, seguindo a dinâmica do exercício anterior, um jogador bate a bola e tem de a enviar para que o parceiro tenha de dar dois passos em qualquer direcção para ser capaz de a apanhar ou bater. Um componente competitivo pode ser acrescentado atribuindo uma pontuação a cada gesto bem sucedido. Exercício 7 Trabalhe em pares em frente a uma parede, jogar fronton batendo a bola contra o chão. Se a bola não atingir uma altura mínima, o jogador que a tiver batido por último é sancionado. Exercício 8 Trabalhe em pares, um de cada lado da rede, tente um exercício de continuidade. Cada jogador tem 2 tiros, pelo que é necessário fazer um passe por baixo ou por cima, seguido de um ataque controlado contra o parceiro. A ideia é manter a bola entre os dois jogadores sem que ela caia ao chão,durante o máximo de tempo possível. 8.4. Bloco   O bloqueio é a primeira acção defensiva de uma equipa. Trata-se de parar a bola na rede, para que ela não entre no próprio campo. 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 75
  • 76.
    A PREPARAÇÃO: começarpor observar a quadra do adversário e mover-se para o lugar certo, antes do golpe do adversário; o movimento pode ser feito com passos laterais ou cruzados, dependendo da velocidade necessária (dependendo da distância); O SALTO: a partir da posição inicial - pés paralelos, pernas semi-flexas, peso nas pontas dos pés e mãos à altura dos ombros -, faça um salto vertical enquanto estende os braços e abre as mãos - os dedos devem ser separados, mas firmes; O CONTACTO: no momento do contacto os pulsos e braços devem ser fortes, prontos para o impacto; as mãos devem estar bem abertas e os nossos olhos devem seguir a bola; dependendo do tipo de bloqueio que estamos a fazer e da posição em que estamos, as angulações das nossas mãos e pulsos devem variar, dirigindo-se sempre para o interior do campo oposto; Existem dois tipos básicos de bloqueio: defensivo e ofensiva. No bloco defensivo, colocamos as mãos no nosso próprio espaço de jogo, tentando amortecer a força do ataque oposto e facilitando a defesa. No bloqueio ofensivo, o mais comum, colocamos as mãos na rede no espaço do adversário, sem tocar na rede e sem interferir com a pancada, a fim de impedir que a bola chegue ao nosso meio campo. O bloqueio pode ser feito individualmente, duplo (dois jogadores, o mais habitual) ou triplo (três jogadores, o menos habitual). O gesto técnico consiste em diferentes fases: El gesto técnico consta de diferentes fases: 76
  • 77.
    A QUEDA DE:a queda deve ser feita com ambos os pés, dobrando as pernas, e tendo o cuidado de não invadir o campo oposto. Trabalho de braços e mãos sem a bola; Trabalho com a bola e o braço a partir do chão; Trabalhar com a bola e saltar, tentando encontrar o momento certo; Trabalho de movimento sem ataque contrário; Observação e movimento com ataque oposto; Trabalhar com os seus parceiros (para ajustar o movimento e os espaços). A seguinte proposta metodológica é recomendada: Acções de bloqueio 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 77
  • 78.
    Saltar no momentoerrado, geralmente antes do atacante; Não estar em frente da linha de corrida do atacante, nem do seu corpo; Má colocação das mãos (devem estar sempre em direcção ao centro do campo); Tocar na rede, invadir o campo do adversário ou empurrar os seus companheiros de equipa. Um bloco eficaz garante o sucesso defensivo da equipa e limita grandemente as opções do adversário, pelo que, na medida do possível, é necessário criar um ambiente de segurança e confiança em relação a este gesto. Os erros mais comuns: Exercício 1 Trabalhando em pares, um de cada lado da rede na posição inicial, estenda os braços e toque as mãos acima da rede. Pode ser acrescentado como elemento motivador, que o jogador A tenta tocar na cabeça do jogador B (que deixará os seus braços para baixo) e vice-versa. Exercício 2 Para trabalhos de direcção das mãos, trabalhar individualmente em frente a uma parede e empurrar com ambas as mãos, tentando gerar diferentes ângulos de movimento Exercício 3 Baixando a rede, para trabalhar a partir do solo, o jogador A ataca contra as mãos do jogador B que se encontra numa 78
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    posição de bloqueio.Comece por bater em linha recta e trabalhe progressivamente em ângulos diferentes. Como variação para trabalhar a velocidade de reacção, o jogador B deve levantar as mãos no momento da pancada. Exercício 4 Trabalhando em pares, um de cada lado da rede, o jogador A leva a bola na mão. Ao sinal, ambos saltam e o jogador A deve tentar levar a bola para o campo do jogador B; depois de várias repetições invertem os papéis. Este exercício pode ser feito em estática ou com um passo lateral antes de saltar. Exercício 5 Trabalhando em pares, o jogador A está num banco e o jogador B no chão, do outro lado da rede. O jogador A empurra a bola para o campo do adversário para que o jogador B salte e a bloqueie. A cada 10 repetições, os papéis são invertidos. Se o domínio técnico o permitir, o jogador que está de pé pode bater a bola com um gesto de ataque. Exercício 6 Semelhante ao exercício anterior, mas o jogador com a bola atira a bola para o ar e faz um salto controlado. O jogador na rede deve ler a trajectória, procurar a bola no bloco. O jogador atacante pode escolher diferentes trajectórias e parábolas para acertar a bola. 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 79
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    Exercício 7 Em gruposde três, o jogador A está na rede pronto a bloquear. O jogador B está em frente do jogador A, do outro lado da rede. O jogador C está atrás do jogador A, no seu próprio lado da quadra. O jogador A deve bloquear a bola que lhe é lançada pelo jogador B e depois defender uma bola que lhe é enviada pelo jogador C. Cada 10 repetições mudam de posição. Exercício 8 Em grupos de três, um jogador está localizado na rede, na posição inicial, e os companheiros de equipa a 1 m da rede no campo oposto, separados por 2-3 m entre eles. Os colegas de equipa lançam a bola alternadamente em direcção à rede. O jogador na rede deve mover-se e bloquear a bola. Após cada 10 repetições, fazer uma rotação. Exercício 9 Em grupos de 6, três jogadores estão na rede na posição inicial, e três parceiros à sua frente a uma distância de 1 m da rede. Os companheiros de equipa atiram ou lançam a bola à rede. O jogador central deve mover-se para efectuar um duplo bloqueio nas zonas 2 e 4. Quando o ataque é por zona 3, os jogadores praticam um bloco triplo. Exercício 10 Seguindo as directrizes do exercício anterior, é feito um bloqueio face a um ataque real do lado oposto de o campor. 80
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    O ataque podeser em qualquer uma das zonas sem aviso prévio. A equipa deve decidir, de acordo com as suas características, como o bloqueio está na zona 3 (simples, duplo ou triplo) e quais os jogadores que devem participar nessa zona. 8.5. Rolos de barreira ombro e dorsal   A técnica de rolamento é um gesto que permite uma reacção rápida do jogador numa situação particular de defesa. Nos rolos de barreira, o jogador defende a bola ao cair ao chão em diferentes posições. O rolo de barreira mais comum que normalmente é ensinado primeiro é o "ombro", em que o jogador, após um passo largo, contacta a bola com uma mão com o interior do pulso ou com as costas da mão, deixa-se cair sobre o seu corpo de forma controlada, para rolar sobre o ombro e levantar-se novamente. Outra alternativa de bater, que não requer um salto mortal, é o rolo "dorsal". Nesta queda, o defensor cai para trás de uma forma controlada, enquanto bate com a bola acima da cabeça. A conclusão deste gesto pode ser feita com ou sem uma cambalhota, mas é importante que os jogadores aprendam a controlar a sua queda para evitar possíveis lesões físicas. As pernas devem estar bem dobradas e é necessário deixá- las rolar para trás, batendo com a bola no momento da perda de equilíbrio. Embora a velocidade real dos dois gestos técnicos seja muito elevada, recomenda-se que sejam aprendidos 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 81
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    Colocar o cotoveloou o pulso no chão antes de deixar cair o corpo; Não dobrar os joelhos para amortecer o impacto; Saltar, em vez de ser largado; Abrandar a velocidade do movimento, o que ajuda a levantar de novo. lentamente e com as medidas de segurança adequadas. Um tapete pode ajudar a evitar medos desnecessários nas primeiras experiências. É importante que os executores relaxem o seu corpo e se deixem ir durante o rolo de barreira, com ou sem um salto mortal. Erros mais comuns: Exercício 1 Em pares, de uma posição agachada, puxar o parceiro que tenta puxar contra si próprio. É permitido puxar para trás e para o lado. Exercício 2 Individualmente e a partir de uma posição muito flexionada, cair lateralmente sobre um tapete (sem rolar). A instrução mais importante é estender o braço e não deitar-se sobre o cotovelo. O contacto com o chão deve ser feito com a anca, e não com o joelho. Exercício 3 Trabalhar em pares, continuar com o exercício anterior, mas desta vez, o parceiro atira-nos bolas lentas e bem direccionadas para um dos lados. 82
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    A bola deveestar suficientemente afastada para que não se possa alcançá-la sem cair. A cada 4 repetições, mudam-se os papéis. Exercício 4 Trabalhar em pares, com um tapete. O jogador A toma uma posição defensiva com os joelhos dobrados e as mãos na frente. O jogador B lança uma bola rápida em direcção à cabeça do jogador A, que deve apanhar a bola enquanto cai de costas. É essencial que as pernas não estejam alinhadas, pois isto permite que a queda seja amortecida por uma flexão mais profunda da perna de trás antes do impacto no chão. A queda para baixo deve ser arredondada, seguindo a curvatura das costas. Cada 5-6 repetições alteram os papéis. Exercício 5 Individualmente, praticar o rolo de ombro lateral incluindo o salto mortal. O corpo deve passar através do braço oposto ao do golpe, que deve ser totalmente estendido. Exercício 6 Trabalhar em pares, com um tapete. O jogador A deve atirar bolas para os lados ou sobre a cabeça do jogador B, que deve defender a bola como ele/ela achar conveniente. Cada 3-4 repetições alteram o papel. 8.  TÉCNICAS BÁSICAS II 83
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    6R-0S ou 6R-6U:Neste sistema todos fazem tudo; é o sistema mais básico; o levantador atinge a sua funcionalidade enquanto roda numa posição específica do campo; normalmente ocupa a zona 3. 9. TÁTICOS BÁSICOS   A aplicação de sistemas específicos para combinar os pontos fortes dos jogadores de uma equipa é chamada táctica. Um dos elementos mais importantes a compreender sobre tácticas é que o seu desenvolvimento se baseia totalmente nas capacidades da equipa, e nos sistemas que um treinador considera mais adequados aos indivíduos específicos que treina. O vólei é um desporto de equipa delimitado por regras diferentes. Estas regras determinam de uma forma muito importante todos os seus aspectos técnico-tácticos, bem como a estruturação do jogo, tornando quase impossível a diferenciação entre as fases de ataque e de defesa. Isto levou muitos autores a referir-se ao conceito de complexo estratégico: complexo um (K-1) e complexo dois (K-2). O complexo K-1 começa com a defesa do serviço, a recepção, e termina com o ataque de K-1, também chamado de lado para fora. O complexo K-2 começa com a defesa da acção. O principal objectivo dos dois complexos é o mesmo: passar de uma acção dominada para uma dominante e obter um ponto, ou seja, impedir que o adversário coloque a bola no nosso terreno e colocar a bola no terreno do adversário. Entre os sistemas de ataque básicos encontramos: 9. TÁTICOS BÁSICOS 85
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    3R-3S ou 6R-3U:Neste sistema existem 3 jogadores encarregados de permitir o ataque dos restantes. 4R-2S: Neste sistema, podemos ver que os dois levantadores são distribuídos em oposição; quando um deles se torna defensor, o seu oposto assume a responsabilidade de levantador, de modo a ter sempre um de ambos para desempenhar a função de levantador. Tal como no sistema anterior, existe a possibilidade de decidir quem são os levantadores, dependendo da área do campo a partir do qual se decide jogar. No primeiro nível, o levantador está localizado normalmente na zona 3, para mais tarde ir para a zona 2, procurando os jogadores altos para levantador o centro da rede. Este é o sistema mais simples e, portanto, o mais recomendado para a iniciação. A partir de agora, referir-nos-emos a ele como: 4-2. Diferentes posições no sistema de jogo 4-2 C - Colocador; R - Receptor A defesa desempenha um papel essencial nas tácticas de vólei. Defender uma bola implica a possibilidade de obter pontos, contra-atacar e continuar com o saque. 86
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    Nos níveis deiniciação, quando é normalmente atacado por bolas altas nas "asas", o défice de tempo defensivo dificilmente existe, e portanto, onde quer que estejamos inicialmente, poderemos avançar para as posições finais ideais, embora por vezes não seja feito, para aspectos diferentes. É normal para a maioria dos países chamar o sistema defensivo com base na posição inicial adoptada pelos jogadores. Estes sistemas são apresentados nos números seguintes: Posições iniciais nos sistemas defensivos Esta posição inicial muda em função das necessidades do jogo, do nível da equipa e do ataque adversário. As posições finais e as transições na defesa são descritas nas tácticas avançadas. 9. TÁTICOS BÁSICOS 87
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    10. VÓLEI ENGRAÇADO   ACTIVIDADE1: Brincar com o balão Objectivo: Desenvolver a coordenação e a familiarização. Descrição da actividade: Cada um atinge individualmente um balão utilizando os gestos técnicos do vólei (dedos ou toque no antebraço) e tenta que o balão não caia ao chão. Material: Balões. Variações: Bater no balão com diferentes partes do corpo, bater no balão em pares.   ACTIVIDADE 2: O balão maluco Objectivo: Desenvolver a capacidade de reacção. Descrição da actividade: Em pares, tocar o balão usando os risos dos dedos, seguindo um certo ritmo e seguindo diferentes direcções (frente, costas, lateral, etc.). Material: Balões. Variações: Para incluir mais balões, e mudar de direcção utilizando o ritmo da música (lento, rápido, etc.). 10. VÓLEI ENGRAÇADO 89
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    ACTIVIDADE 3: Obalão e o número Objectivo: Desenvolver a agilidade e a coordenação. Descrição da actividade: As equipas são formadas e localizadas num círculo, com um balão. Cada jogador tem um número diferente. O balão é atirado para cima e um dos jogadores diz um número. Aquele que tem esse número deve bater o balão com os dedos e ao mesmo tempo, dizer outro número. Material: Balões. Variações: Alterar números para animais, flores, etc., e combinar diferentes tipos de passes (antebraço, dedos, etc.). ACTIVIDADE 4: Toalhas de vólei Objectivo: Desenvolver a agilidade e a coordenação. Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em grupos. Cada grupo tem uma toalha de praia. Cada grupo tenta ganhar o ponto apenas movendo a toalha na direcção do campo oposto. Material: Uma rede, bolas de vólei e toalhas. Variações: Mudar o número de participantes (2, 3, 4, etc.) e utilizar toalhas de diferentes tamanhos. 90
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    ACTIVIDADE 5: BigBall Objectivo: Desenvolver o trabalho de equipa. Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em duas equipas. Cada equipa é colocada numa área diferente do campo de vólei. O objectivo é jogar vólei, mas com a bola grande utilizando as mesmas regras do desporto. Material: Bola em forma (bola grande). Variações: Para variar os números de toques permitidas. ACTIVIDADE 6: Competição de estafetas Objectivo: Promover o trabalho de equipa e a velocidade de reacção. Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em duas equipas. Cada equipa está em fila. O primeiro jogador em fila segura uma bola em forma. O treinador faz um sinal e depois o jogador deve correr com a bola em forma até que a passe por cima da rede. O jogador tem de voltar para dar a bola em forma ao jogador seguinte na linha. Material: Bola em forma (bola grande). Variações: Para variar as direcções e a forma de transportar a bola. 10. VÓLEI ENGRAÇADO 91
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    ACTIVIDADE 7: VóleiUltimate Objectivo: Promover o trabalho de equipa e o prazer. Descrição da actividade: Este é um jogo de vólei com um Frisbee. Os jogadores são divididos em duas equipas. É permitido ter até três passes entre os parceiros antes de atirar o disco para o campo oposto. O jogador tem 5 segundos para passar ou lançar o Frisbee. Material: Uma rede e um Frisbee (placa voadora de plástico). Variações: Para variar o número de passes que os jogadores podem efectuar e a forma de receber a bola (sentado, com uma perna coxeia, etc.).   ACTIVIDADE 8: Pichi Objectivo: Desenvolver a coordenação e a agilidade. Descrição da actividade: Este é um jogo de equipa que consiste em fazer um bom serviço (bater com a mão numa bola de ténis) e uma boa corrida (atravessar as diferentes bases). A equipa atacante chuta a bola para lhes dar tempo de correr e de contornar o campo para diferentes bases. Material: Uma bola de ténis e cones/arrascos. Variações: O jogador que não alcançar o cone fará 20 abdominais. 92
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    ACTIVIDADE 9: Arede invisível Objectivo: Desenvolver a velocidade de reacção e coordenação. Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em duas equipas. Este é um jogo de vólei, mas a rede é coberta com toalhas diferentes para o tornar escuro. Os jogadores devem tentar adivinhar a estratégia da equipa oposta. Material: Uma rede, uma bola e toalhas. Variações: Para utilizar diferentes tipos de bolas (bolas de ténis, bolas de plástico, etc.).   ACTIVIDADE 10: Spikeball Objectivo: Desenvolver a coordenação e a motilidade. Descrição da actividade: O jogo é jogado dois a dois. A equipa que serve começa um rally, com um pico de bola fora da rede em direcção à equipa oposta. A equipa receptora tem até três toques, alternando entre os dois jogadores. Material: Kit Spikeball (uma pequena rede e uma pequena bola de plástico). Variações: A equipa receptora tem até cinco toques. 10. VÓLEI ENGRAÇADO 93
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    ACTIVIDADE 11: Ténisvólei Objectivo: Velocidade e movimentos de trabalho. Descrição da actividade: Duas equipas, uma em cada meia quadra. A bola é passada por cima da rede (toque de dedos ou antebraços) depois de dar um único salto da bola. Um ponto ao contrário cada vez que um retorno é falhado. A equipa que atingir previamente os pontos pré- determinados ganha. Material: Uma rede e uma bola. Variações: Cada jogador pode tocar na bola duas vezes antes de passar a bola sobre a rede.   ACTIVIDADE 12: Badminton vólei Objectivo: Promover o trabalho de equipa e o prazer. Descrição da actividade: Os jogadores são divididos em duas equipas. Este é um jogo de vólei com raquetes de badminton e um shuttlecock. É permitido ter até três passes entre os parceiros antes de atirar o shuttlecock para o campo oposto. Material: Uma rede, raquetes de badminton e shuttlecocks. Variações: Bater na shuttlecocks sem as raquetes, apenas com as mãos e outros materiais semelhantes. 94
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    ACTIVIDADE 13: Ocesto Objectivo: Desenvolver a coordenação e o controlo da bola. Descrição da actividade: Em grupos de quatro, um jogador lança uma bola a um parceiro que tenta acertar a bola no cesto com um gesto de técnica de vólei (dedos ou antebraço). Material: Uma bola e uma bola de basquetebol. Variações: Para variar as posições dos jogadores e a distância dos lançamentos.   ACTIVIDADE 14: Super salto Objectivo: Coordenar o salto com a batida da bola. Descrição da actividade: Um trampolim estará situado perto da rede e o treinador atira bolas ao jogador que está acima do trampolim. O jogador deve ter de saltar e bater a bola em direcção ao campo oposto. Material: Um trampolim, uma rede e bolas. Variações: Antes de saltar, o jogador deve correr a partir do fundo do campo. 10. VÓLEI ENGRAÇADO 95
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    ACTIVIDADE 15: Balançolouco Objectivo: Trabalhar o equilíbrio e desenvolver o controlo da postura corporal. Descrição da actividade: Cada jogador fica acima de uma bola em forma, mantendo o equilíbrio e devolvendo a bola com o passe do antebraço. Material: Bolas e bolas em forma. Variações: Para devolver a bola com o passe de dedos.     ACTIVIDADE 16: Vólei Inclusivo Objectivo: Praticar um desporto inclusivo. Descrição da actividade: os jogadores seguirão as mesmas regras do desporto, mas a partir da posição sentada Material: Uma rede, bolas. Variações: Para variar o número de jogadores e contactos permitidos com a bola, e também para variar as dimensões do campo (largura e comprimento). 96
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    11. O LÍBERONO VÓLEI   11.1. O que é o líbero no vólei?   A figura do líbero no vólei surgiu em 1999, um jogador especializado na defesa com o objectivo principal de fazer mais recepções e apanhadas da bola e tornar o jogo mais excitante. O jogador de líbero é o único jogador que não é afectado pelas regras gerais de rotação e permanece no jogo quase todo o tempo. O líbero nunca vai para a área da frente e normalmente substitui a posição do bloqueador do meio quando este jogador deve rodar para a área do fundo. O jogador do líbero deve ser escolhido antes da partida, e isto será o mesmo durante toda a competição. A única excepção seria em caso de lesão do líbero, que poderia ser substituído por outro jogador, mas este novo jogador terá de manter o papel de líbero durante toda a partida ou competição.   11.2. Quais são as funções do líbero durante uma partida? O líbero, sendo um defensor especializado, terá de cobrir mais espaço no campo de jogo do que os seus colegas de equipa, sendo responsável pela maioria das acções que envolvem a recepção e defesa da bola. 98
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    Boa capacidade depasse; Boa capacidade de recepção dos antebraços Boa habilidade no manuseamento de bolas; Agilidade e coordenação; Consistência. Reproduz apenas na fila de trás; Pode substituir qualquer posição na fila de trás (por exemplo, o líbero pode jogar na fila de trás para ambos os bloqueadores do meio); Tem uma camisola de cor diferente da do resto da equipa; Não conta como uma substituição. Servir (com algumas excepções); Atacar a bola acima da altura da rede; Bloquear o tentar bloquear; Colocar um atacante a partir do campo da frente. O objectivo principal do jogador líbero é acrescentar controlo às jogadas e tornar possível à equipa criar um grande jogo defensivo. Na defesa, o jogador líbero deve ser o responsável pelas bolas mais complexas e manter sempre a bola em jogo. Além disso, este jogador não tem qualquer responsabilidade no ataque, pelo que ficará encarregue de colocar a bola ao atacante caso seja necessário.   11.3. Que habilidades deve ter um líbero? Atributos: Características do líbero: O que o líbero não pode fazer: 11. O LÍBERO NO VÓLEI 99
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    11.4. Movimentos dolíbero   É essencial que os movimentos do jogador líbero, entrada e saída do campo, sejam feitos quando a bola não está em jogo, passando pela área estabelecida entre a linha dos 3 metros e a linha de base. Não requer aviso prévio ou autorização. Deve haver pelo menos uma jogada entre cada saída e entrada do líbero no campo. Os movimentos de deslocação devem ser sempre curtos e rápidos, geralmente com um máximo de dois ou três passos. Posições de líbero e acções no campo 100
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    No sistema emque três jogadores realizam a recepção, os movimentos são principalmente anteriores-posteriores com poucas necessidades de movimentos laterais. No caso de um sistema de dois jogadores de recepção, os movimentos tornam-se mais complexos, uma vez que para além do deslocamento anterior-posterior, o líbero necessita de efectuar movimentos postero-laterais e anterolaterais. O líbero está encarregado de ocupar o máximo espaço no campo para assegurar o primeiro toque durante a recepção como jogador especializado. Uma vez que o líbero não pode atacar, o líbero tem um papel muito importante na cobertura de ataque. Após a recepção, o líbero deve avançar rapidamente para cobrir a bola e potencialmente apoiar o seu jogador atacante contra um possível bloqueio por parte do adversário. Além disso, o líbero deve estar sempre atento na defesa, observar a bola desde a recepção e durante a elevação (estando preparado para a possibilidade de um ataque fingido no segundo toque), analisando a direcção e trajectória da bola. Finalmente, o líbero deve estar atento ao atacante e tentar antecipar para onde a bola irá, utilizando a informação da posição e direcção do corpo atacante. Quando a bola vem lateralmente, o defensor executa uma mudança de peso corporal para o mesmo lado onde vai interceptar. Ao deslocar o peso do corpo em direcção à perna mais próxima da bola, isto gera um desequilíbrio que leva, após a pancada, a uma queda lateral. O movimento de impulso (contracção concêntrica da perna 11. O LÍBERO NO VÓLEI 101
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    A primeira éa posição de rotação onde o líbero chega ao saque. Uma vez que o líbero chega ao saque (zona 1), ele/ela é substituído por outro jogador que serve nesse ponto de rotação, uma vez que o líbero não pode servir. Isto é por vezes chamado rotação do líbero. distante) é rápido enquanto o movimento de ruptura (excêntrico contracção da perna próxima) é lenta. As pranchas são feitas em bolas mais distantes que não podem ser alcançadas com quedas. Nestas procuramos um lançamento do corpo em direcção ao solo em profundidade, nunca em altura. A partir da posição defensiva realiza-se um passo anterior, que deve ser longo, descendo o centro de gravidade, e um impulso é realizado com o pé traseiro descrevendo uma trajectória oblíqua, num ângulo muito próximo do solo. 11.5. Posições líbero   Assumindo que o líbero de vólei é o melhor jogador de controlo de bola, ele/ela deve estar situado numa posição de contactar o maior número possível de bolas no serviço de recepção e na defesa. O líbero pode estar em qualquer lugar na fila de trás, embora muitas vezes seja melhor no meio do fundo (zona 6) ou na posição 5. A decisão depende de diferentes aspectos, tais como o ataque na fila de trás, o segundo jogo de bolas fora do sistema, onde a equipa rival ataca principalmente, ou dependendo de situações específicas do jogo. Há duas coisas quando nos referimos à rotação do líbero: 102
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    A segunda rotaçãodo líbero refere-se à forma como se pode ajustar as rotações para manter o líbero na posição central de trás durante todo o jogo. Nos Estados Unidos, é possível que o líbero também possa servir. É normal apreciar durante o jogo de vólei como os jogadores fazem alterações de posição quando se encontram na mesma rotação. Há muitas estratégias que os treinadores podem utilizar dentro das regras permitidas para melhorar e optimizar as posições de alguns jogadores. Para muitas equipas, poderia ser mais importante manter o levantador o mais próximo possível da sua posição ideal ao definir. No entanto, para outras equipas poderia ser uma prioridade manter o jogador líbero numa posição central, outras optariam por ambas. Assim, tipicamente o líbero entra no campo na posição 1 (para substituir o servidor depois de ter perdido o seu saque), roda ao longo da fila de trás através das posições 6 e 5 e sai do campo, pois seria forçado a subir para a posição 4 na fila da frente, uma vez que não lhe é permitido jogar na fila da frente. Posição líbero no campo ao servir a recepção 11. O LÍBERO NO VÓLEI 103
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    O reforço emelhoria do serviço, não só com a ideia de colocar a bola em jogo, mas como arma táctica que permite obter pontos directos ou situações de defesa, e ataque mais benéfico para a equipa; O pico, como gesto de maior poder no mundo do vólei, que na maioria dos casos é utilizado como terceiro remate para a conclusão de um rally. 12. TÉCNICAS AVANÇADAS   Nesta última secção técnica, iremos aprofundar as competências técnicas que envolvem mais dificuldades na sua execução e controlo: Finalmente, no aspecto defensivo, acrescentaremos algumas outras acções técnicas que requerem grandes habilidades: a prancha. Também praticaremos a técnica da queda frontal, muito mais fácil de executar e bastante útil em momentos de situações de defesa comprometidas.   12.1. Serviço avançado   O serviço é a nossa primeira oportunidade de perder ou ganhar um ponto. A ideia que deve prevalecer durante a sua execução é ter um saque seguro, o que permite ao jogador ganhar confiança. Uma vez criada essa segurança, começamos a procurar uma componente táctica no saque e tentamos fazer dela o nosso primeiro ataque. Seguindo a descrição do ataque já explicada em capítulos anteriores, o objectivo nesta segunda fase é o de alcançar: 12. TÉCNICAS AVANÇADAS 105
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    Uma mão controladaserve para a área desejada do campo; Uma adaptação às necessidades do momento: Ao bater a bola na zona lombar, para produzir uma rotação da bola para a frente e uma parábola para baixo; Ao bater a bola na zona média-posterior, de modo a que o voo da bola, sem rotação, produza variações na sua trajectória, especialmente nos metros finais (flutuantes). Diferentes técnicas de servir 106
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    Posição de equilíbrio,com o impulso certo; Lançamento preciso da bola; Acerto preciso e direccionado para os diferentes pontos do campo. Procura de áreas descobertas da equipa adversária; Servir aos jogadores adversários mais fracos da equipa; Servir ao jogador substituto, se houver; Servir ao jogador substituto, se houver; utilizar o saque curto aos jogadores que estejam prontos para atacar à primeira vez; Deslocar os receptores atacantes da rede; Procurar áreas de conflito entre jogadores. Para assegurar uma execução técnica correcta, destacaremos estes aspectos: Sempre que o jogador estiver pronto e as suas condições o permitirem, podemos incorporar o saque, seguindo os padrões de movimento da execução do saque e do remate, combinando a altura, distância e trajectória necessárias para alcançar uma execução correcta e segura. O trabalho do saque curto é também conveniente nesta fase. Esta técnica permite-nos quebrar o sistema de recepção dos nossos adversários e dificultar o seu ataque subsequente. Como aspecto diferenciador nesta secção, falaremos sobre a importância táctica do saque, onde temos de seguir estas directrizes: Exercício 1 Trabalhando em pares com uma bola, os jogadores servem para o colega de equipa, que pode ser colocado em qualquer lugar do campo. Um serviço bem sucedido é se o 108
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    parceiro não tiverde se deslocar para apanhar ou receber a bola. Exercício 2 Trabalhando em pares, seguindo a dinâmica do exercício anterior, consegue-se um serviço bem sucedido se o parceiro tiver de mover 2-3 passos para apanhar ou receber a bola. Exercício 3 Trabalhar em grupos; colocar diferentes objectos no chão que os jogadores devem atingir com o serviço. Pode ser dado um limite de tempo ou um número limitado de saques para atingir o objectivo. Exercício 4 Em dois grupos, um de cada lado do campo, os jogadores competem um contra o outro. Cada equipa envia um jogador para o campo adversário para a zona 1; esse jogador deve permanecer sentado e não se mover. Quando a equipa consegue levar uma bola a esse jogador, há uma estafeta e o jogador seguinte senta-se na zona 2. O jogo continua até que uma equipa tenha completado todas as 6 zonas do campo. O melhor de 1 ou 2 rondas pode ser jogado. Exercício 5 Em dois grupos, um está de cada lado do campo. Colocar as cadeiras no campo fingindo ser os jogadores 12. TÉCNICAS AVANÇADAS 109
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    adversários. Servir entreos obstáculos, em frente ou atrás deles. Se acertar numa das cadeiras, recebe uma penalização. Exercício 6 Em dois grupos, um está de cada lado do campo. Colocar arcos dentro da zona de 3 metros. A ideia é servir na zona de arcos. Pode alterar a posição ou usar arcos de cor diferente para fins diferentes. Exercício 7 Em dois grupos, um está de cada lado do campo. Marcar no solo uma zona de 1 metro ao longo de todo o comprimento do campo. Trabalhar no serviço dentro desta zona. Exercício 8 Em dois grupos, um está de cada lado da rede. Colocaremos uma faixa elástica da antena para a antena no topo, de modo a treinar o serviço dentro desse espaço. Pode acrescentar mais dificuldade, incluindo as áreas de direcção no campo. Exercício 9 Em dois grupos, um está de cada lado da quadra; os jogadores competem um contra o outro. De um lado, a equipa A "serve", do outro lado, a equipa B "recebe", que roda assim para ter sempre 2 a 4 jogadores no campo, mais o levantador. Cada equipa compete durante 8 minutos para obter o número máximo de pontos, que é registado da seguinte forma: 110
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    Ponto directo pelosaque: 2 pontos para a equipa A; Servir que força um erro na recepção: 1 ponto para a equipa A; Recepção nas mãos do levantador, sem ter de se mexer: 2 pontos para a equipa B; Recepção que pode ter continuidade de jogo: 1 ponto para a equipa B PASSOS DE APROXIMAÇÃO OU PULSAÇÃO: O movimento é geralmente realizado com duas etapas de aproximação, depois de preparar a posição do corpo. No caso de um jogador destro, o primeiro passo é feito Exercício 10 Em dois grupos, um está de cada lado da rede, numa situação de jogo real. O trabalho na táctica serve na equipa adversária, nas diferentes rotações. Este exercício pode ser utilizado como preparação para um jogo competitivo. 12.2. O remate   O remate é um dos gestos mais utilizados no vólei. É normalmente o terceiro remate de uma equipa e o mais eficaz na realização de um rali. É a acção mais explosiva no nosso desporto, razão pela qual os jogadores estão motivados na sua aprendizagem e não é conveniente atrasar demasiado o seu ensino. É preciso respeitar os ritmos pessoais e as condições individuais dos jogadores. Para desenvolver uma técnica correcta mais tarde, é necessário dividir a aprendizagem do tiro em 4 blocos: 12. TÉCNICAS AVANÇADAS 111
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    O SALTO: Nosalto há duas partes diferenciadas, a fase de amortecimento da segunda etapa da fase de impulso (entrada com os calcanhares), e uma fase de impulso, na qual, devido ao movimento dos braços e à extensão das pernas, se inicia a fase de descolagem. O GOLPE: Uma vez no ar, o braço esquerdo (para o jogador destro) é estendido em frente da cabeça do jogador, enquanto o braço direito executa o movimento de balanço - flexionando até tocar a orelha com a mão e estendendo-se em frente da testa - até bater com toda a mão, em cima da bola. Nesse momento, o ombro esquerdo gira para trás para permitir que o braço executante se mova. A posição do pulso determina a direcção final da bola. QUEDA PARA BAIXO: A queda deve ocorrer em ambos os pés, equilibrando o peso do corpo. Ocorre na terceira parte frontal do pé e dobrando as pernas para evitar lesões. Aprendizagem do movimento do braço a partir do chão (sem saltar); com o pé esquerdo, com um comprimento de um passo normal. O segundo passo consiste num passo mais longo e que é feito em dois tempos sucessivos mais rápidos, passo da direita para a esquerda. Neste segundo passo é importante entrar com os calcanhares, equilibrar os braços para trás e dobrar os joelhos para preparar o salto. Uma proposta metodológica correcta deve conter as seguintes fases: 112
  • 113.
    Praticar os passosde saltar, sem tocar na rede; Coordenar a abordagem com os saltos e os golpes; Ser capaz de acertar com diferentes trajectórias; Ajustar o golpe ao passe do levantador. Dada a complexidade deste gesto técnico, há que assegurar cada uma das suas diferentes fases para garantir o sucesso final. Um processo de aprendizagem incorrecto leva à aquisição de vícios ou gestos supérfluos que podem prejudicar grandemente a sua posterior correcção, uma vez que o jogador tenha consolidado o movimento. Deve-se estar muito atento durante este processo. Ataques de remates 12. TÉCNICAS AVANÇADAS 113
  • 114.
    Pé inicial incorrectono início do movimento (passos alterados); Não se preparar para a abordagem; Velocidade baixa na aproximação; Má coordenação do tempo de salto (leitura e cálculo da velocidade); Não utilização de ambos os braços para o impulso; Erro de travagem; Não estender o braço no momento do golpe; Bater com a bola sobre a cabeça ou atrás do corpo. Erros mais comuns: Exercício 1 (movimento do braço) Trabalhar em pares. O jogador A acerta numa bola segurada pelo jogador B. Apenas o movimento da cintura para cima é feito, sem saltar.   Exercício 2 (movimento do braço) Individualmente, bater a bola contra a parede continuamente. Se as condições de batida não forem adequadas, parar a bola e recomeçar. Exercício 3 (movimento do braço) Colocado em pares, um está de cada lado da rede. Cada jogador atira a bola e bate para que haja um ressalto mesmo debaixo da rede. Como variante de maior dificuldade, a bola pode ser enviada por cima da rede pelo parceiro, e também bate para que ela salte por baixo da rede. 114
  • 115.
    Exercício 4 (aproximação) Individualmente,colocado em frente da rede ou de uma parede, cada jogador pratica os passos de aproximação. Este exercício também pode ser realizado executando os passos ao longo de toda a extensão do campo, de uma ponta à outra. É importante automatizar o gesto e tentar sempre levantar ambos os braços, batendo palmas no ponto mais alto. Exercício 5 (coordenação de saltos e pancadas) Trabalhar em pares, com uma bola e uma cadeira. O jogador A, no lado da rede, faz o gesto de aproximação e bate uma bola segurada pelo jogador B. O jogador B, de pé na cadeira, segura a bola no lado do campo do jogador A. A cada 5 ou 6 repetições, os papéis são invertidos.   Exercício 6 (coordenação de saltos e pancadas) Trabalhar em pares, com uma bola. O jogador A prepara-se para bater a bola. O jogador B, de pé junto à rede, lança a bola para o jogador A bater. A bola deve ser suficientemente alta para o jogador A acertar. A cada repetição, o jogador vai buscar a bola e muda de papéis. Exercício 7 (coordenação dos saltos e das pancadas) Num grupo, são feitas filas de jogadores nas zonas 2 e 4. O treinador ou um colega de equipa, a partir da posição 3, atira bolas para ambas as zonas. Os jogadores atiram as bolas alternadamente de ambos os lados. 12. TÉCNICAS AVANÇADAS 115
  • 116.
    Exercício 8 (coordenaçãocom o levantador) Seguindo a dinâmica do exercício anterior, faça um passe para o levantador e aguarde o seu passe para o pico (aproximação ao jogo real). O jogador deve estar preparado para reagir ao passe do levantador e esforçar-se por melhorar a sua técnica de passe, a fim de receber uma melhor resposta do levantador. Introduzir o ataque por zona 3. Exercício 9 Continuação do trabalho em filas, com uma zona pré- determinada do campo para onde o rematador deve enviar a bola. Pode-se aumentar a complexidade do exercício colocando tapetes ou aros para os quais se pode bater. Exercício 10 Mantendo a dinâmica do exercício anterior, trabalhar em filas através das diferentes áreas. Do outro lado do campo, um jogador em defesa é colocado na zona 6. Assim que o jogador de levantador envia a bola, o defensor move-se para a zona 1 ou 5. O jogador de levantador deve observar o seu movimento e rematar em direcção à zona do adversário, onde o defensor não é colocado. Quando os nossos jogadores tiverem um bom controlo da bola, iniciar o trabalho táctico da equipa, que é mais ou menos complexo, dependendo da sua categoria, experiência e nível de jogo. 116
  • 117.
    Bater com opunho ou com a palma da mão, antes de terminar a queda; Deslizando para a frente e estendendo a mão no chão de modo a que a bola salte sobre ela (vulgarmente chamada "panqueca"); Estendendo ambos os braços como queda ao chão ou apoiando um joelho para bater a bola na frente numa posição forçada muito próxima do chão. 12.3. Pranchas e queda frontal Nas situações em que, como no ombro ou no rolo dorsal, a bola nos surpreende e não a podemos alcançar numa situação técnica apropriada, utilizamos o recurso das pranchas e dos sprawls. Na expansão, o defensor cai para a frente de uma forma controlada, apoiando a mão não qualificada para parar o impacto com o chão e bate na bola de três maneiras principais: O outro grande recurso e mais conhecido pelo seu espectacularismo é a prancha. Trata-se de uma queda frontal em que o jogador, após um forte impulso das pernas, voa e desliza no chão, para bater a bola estendendo o braço direito em frente ao corpo. Trata-se de um gesto técnico que requer força e técnica para evitar lesões físicas. O jogador, uma vez que se atira para a bola e a atinge, deve deslizar sobre o peito ou abdómen (dependendo do sexo) até parar o movimento ou aproveitar o impulso para se levantar de novo. 12. TÉCNICAS AVANÇADAS 117
  • 118.
    Cair e nãodeslizar; Não arquear o corpo o suficiente e bater com o rosto no chão; Não levantar as pernas o suficiente; Bater com os pulsos ou cotovelos durante a prancha. Erros mais comuns: Exercício 1 Em pares, com as mãos no chão e o corpo estendido longitudinalmente no chão (no ar), tente remover as mãos do adversário do chão para que ele/ela caia para baixo. 118 Exemplos de quedas e pranchas
  • 119.
    Exercício 2 Em pares,com um tapete: o jogador A executa o movimento de queda frontal para bater uma bola que lhe foi enviada pelo seu colega de equipa B. Cada 3-4 repetições mudam de papel. Exercício 3 Em pares, o jogador A dá as mãos ao jogador B, que está deitado com a cara para baixo no chão. O jogador A arrasta o jogador B durante alguns metros, que tem de manter as pernas estendidas para trás para evitar que toquem no chão. Exercício 4 Individualmente, simular bater uma bola usando esguichos ou pranchas num tapete, partindo de uma posição ajoelhada. Exercício 5 Individualmente, com um tapete, ganhe impulso e atire-se para o tapete, tentando deslizar. Uma variação competitiva é alinhar todos os tapetes numa linha e verificar que jogador é capaz de o deslizar mais. Exercício 6 Em pares, numa situação simulada, o jogador A atira bolas para longe do jogador B, que terá de as defender utilizando a técnica s/he considera mais apropriada (rolar do ombro, rolar dorsal, queda frontal ou pranchas). 12. TÉCNICAS AVANÇADAS 119
  • 120.
  • 121.
    4R-2U (4 receptores,2 jogadores universales): en este sistema ocurre lo mismo que en el sistema 4-2, pero ahora se aprovecha la ventaja del jugador universal situado en el área de tres metros, haciendo que exista un atacante más (tres atacantes delanteros). A este sistema se le conoce también como 6-2. 13. TÁCTICAS AVANÇADAS   Entre os sistemas de ataque mais complexos que encontramos: Diferentes posições no sistema de jogo 6-2 R - Receptor; U - Jogador universal 5R-1C (5 receptores-1 colocador): O sistema 5-1 é actualmente o sistema mais difundido entre as equipas de nível mais elevado. É muito importante compreender que este sistema implica um maior desequilíbrio entre as 6 rotações, porque em 3 delas há 3 atacantes frontais, enquanto que nas outras há apenas 2 atacantes frontais, com a opção de utilizar sempre o ataque em tudo o contrário, se jogarmos com este sistema 5-1. 13. TÁCTICAS AVANÇADAS 121
  • 122.
    Orientação em bloco; Ângulodo bloco Direcção do ataque; Velocidade de ataque. Uma coisa importante na táctica do Vôlei é conceber a cobertura do ataque. Há 4 factores que devem ser tidos em conta para decidir a posição da cobertura do ataque: A cobertura de ataque mais comummente utilizada chama- se 2-3 e 3-2 representada nos números seguintes: Posições no sistema de jogo 5-1 R - Receptor; C - colocador 122
  • 123.
    Ataque adversário; Composição dosbloqueios; Características individuais dos jogadores. O líbero, como defensor especializado, pode estar encarregado de alcançar a primeira cobertura de ataque onde quer que vá, pelo que esta seria uma forma funcional de estruturar o sistema de cobertura de ataque. Os sistemas defensivos devem ser concebidos para servir a sequência lógica dos ataques do adversário. Quando o nível do jogo exige um ataque com rapidez nas primeiras vezes, a posição inicial deve ser necessariamente o que afirmamos ser a posição final de defesa desses ataques. Não há possibilidade de deslocamento; tem de se estar lá já. A coisa mais importante num sistema defensivo é a primeira linha. Dependendo da capacidade e funcionamento desta primeira linha, a segunda reage. A coordenação destas duas linhas é essencial, e só pode ser conseguida com um trabalho conjunto contínuo. Os defensores devem saber a todo o momento como os bloqueadores irão reagir e que tipo de opção escolher. Como mencionámos anteriormente, durante a defesa, as posições iniciais dos jogadores mudam em função de diferentes factores: Agora vamos mostrar nos próximos números diferentes posições finais: 13. TÁCTICAS AVANÇADAS 123
  • 124.
    Posições defensivas finais(2-2-2) Posições defensivas finais (2-0-4) Posições defensivas finais (3-1-2) Posições defensivas finais (1-1-4) 124
  • 125.
    Posição final 2-1-3:É a posição mais comum, tanto ao nível da iniciação como ao nível da elite. Uma primeira linha é formada defensiva de dois bloqueadores; o terceiro jogador da linha de ataque assume o papel de defensor e aproxima-se da zona de defesa; um jogador da zona de defesa cobre o bloco ultrapassando um dos lugares do defensor ou atrasos do atacante que não bloqueia (2-1-3) a fim de lidar com falsificações curtas; manter os três jogadores restantes para defender ataques fortes. Contudo, entre a posição inicial e final na defesa, há alguns movimentos ou transições em que os jogadores (bloqueadores e jogadores da segunda linha de defesa) se movem para formar o sistema defensivo final. Agora vamos detalhar algumas dessas transições: Posições defensivas finais (3-0-3) Posições defensivas finais (3-2-1) e (1-2-3) 13. TÁCTICAS AVANÇADAS 125
  • 126.
    Posição final 2-2-2:por vezes apenas um jogador não é suficiente para apanhar bolas falsas, e têm de reforçar o seu sistema defensivo adicionando outro jogador nesta posição Exemplo de Bloco Linear (zona 4) com posições iniciais 3-2-1 Exemplo de Bloco Linear (zona 4 e 2) com posições iniciais 3-2-1 Posição final 2-0-4: Corresponde ao conceito tradicional do sistema 3-3. Aqui ninguém lida directamente com falsificações curtas, utilizando todos os nossos jogadores de segunda linha para ataques directos ou indirectos. 126
  • 127.
    Nos níveis deiniciação, os treinadores usam apenas o bloco de um jogador nos seus sistemas defensivos porque a este nível os ataques rivais talvez não sejam suficientemente fortes. Contudo, em níveis de elite, onde os jogadores têm condições específicas, pode ser jogado com o bloco triplo. Todas estas considerações tácticas nos sistemas de ataque e defesa devem estar de acordo com o nível da equipa, as características dos jogadores, e, claro, em relação aos adversários. Exemplo de Bloco Linear (zona 4) com posições iniciais 3-2-1 Exemplo de Bloco Diagonal (zona 4) com posições iniciais 3-2-1 13. TÁCTICAS AVANÇADAS 127
  • 128.
  • 129.
    14. ESTRATÉGIAS DEMELHORIA TÉCNICA   Ao estabelecer as estratégias que nos levarão à excelência desportiva na aprendizagem e desenvolvimento do vôlei, há que ter em conta os factores gerais que afectam toda a aprendizagem motora, mais os aspectos que se referem especificamente ao nosso desporto. Na primeira secção, concentrar-nos-emos na capacidade de movimento, como resposta a um estímulo motor. Como desporto de equipa, o vôlei apresenta contínuas situações possíveis, às quais o jogador deve ser capaz de se adaptar em décimos de segundo. Num desporto como o vôlei , onde as acções não podem ser interrompidas e precisamos de uma resposta imediata, estes mecanismos devem também ser integrados com os elementos integradores de toda a aprendizagem desportiva: técnica, táctica e preparação física e psicológica. 14. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA TÉCNICA 129
  • 130.
    14.1. De queestratégias precisamos para cada gesto?   Com base nas premissas acima referidas, é necessário facilitar o desenvolvimento de um espírito de aprendizagem crítico nos jogadores, desde o seu início no ambiente do vôlei. Para além de proporcionar uma aprendizagem técnica e preparação física sem erros de acordo com o seu nível de jogo, idade e situação, precisamos de concentrar a preparação táctica e psicológica na aquisição das seguintes estratégias para cada um dos 6 principais fundamentos: Passagem aérea e colocação Passe por baixo & Receição Servir Remate Bloco Acções defensivas 130
  • 131.
    A capacidade deobservar e analisar a si próprio, a equipa e o adversário são componentes fundamentais neste processo de aprendizagem. O jogador deve analisar, assumir os seus erros, aceitar conselhos e indicações, gerar hábitos de observação e procurar soluções. Só assim poderá obter uma melhoria objectiva e significativa para o seu futuro desportivo.   14.2. Sistemas de avaliação e controlo   A fim de fornecer aos jogadores informações precisas e reais sobre o seu progresso, recomendamos a criação de uma lista de observação nas fases iniciais de iniciação, através da qual é possível fazer um acompanhamento pessoal, como mostra este exemplo: 14. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA TÉCNICA 131
  • 132.
    Em fases posterioresda formação é aconselhável utilizar listas de controlo de competências técnicas e aspectos tácticos associados ao sucesso da equipa. Estas listas podem ser adaptadas às características e necessidades do grupo de formação. Devem estar à disposição dos jogadores, para que todos possam acompanhar o seu desenvolvimento pessoal e saber quais os aspectos a melhorar para atingir as expectativas necessárias nas diferentes fases. 132
  • 133.
    A aplicação destessistemas de controlo e avaliação deve ter um envolvimento prático e positivo na equipa, favorecendo a procura de pontos fracos que possam melhorar o funcionamento global do grupo. 14. ESTRATÉGIAS DE MELHORIA TÉCNICA 133
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  • 135.
    15. VOLEIBOL ADAPTADO   Ovôlei para pessoas deficientes mantém as características básicas do vólei. Este é um desporto em que 2 equipas são confrontadas divididas por uma rede onde o objectivo é que a bola salte no campo oposto. Desde 1980 é considerado um desporto paraolímpico e uma das suas características mais significativas é que ao nível da base não é um desporto específico para pessoas com deficiências físicas, mas permite a sua prática com diferentes capacidades físicas, idades, aptidões ou géneros. Centro de Pessoal da Força Aérea - Vôlei sentado 15. VÔLEI PARA PESSOAS DEFICIENTES 135
  • 136.
    15.1. Categorias desportivas   Existemactualmente quatro categorias desportivas. As duas primárias são vólei Sentado e Paravolley de Praia (em pé). As duas categorias secundárias são o Vólei Sentado de Praia e o Vólei em Pé.   15.2. Principais diferenças em relação às regras do vólei sentado e em pé   Embora as regras sejam semelhantes ao vólei, o campo é mais pequeno (10 m x 6 m) e a rede tem uma altura de 1,15 m para os homens, 1,05 m para as mulheres e 1,1 para os mistos. Uma parte do tronco do jogador deve estar em contacto com o solo, e é permitido servir e bloquear o ataque. Campo de Vólei sentado 136
  • 137.
    O vencedor éo melhor de 5 sets, a equipa que ganha um set ao atingir 25 pontos (com uma vantagem de 2). O quinto conjunto atinge os 15 pontos. A bola é a mesma que o vólei, há os mesmos jogadores dentro e fora do campo, há os mesmos árbitros em competição e são permitidos os mesmos toques de bola. Os jogadores são classificados após uma avaliação médica, vendo a sua capacidade física e funcional para desenvolver acções de vólei.   Vôlei sentado na praia No vólei sentado na praia, a rede está localizada à mesma altura que no vólei sentado na quadra e participam 3 jogadores. A quadra é um rectângulo de 8 m x 4 m e uma zona livre de cerca de 3 m. Campo de vólei sentado na praia 15. VÔLEI PARA PESSOAS DEFICIENTES 137
  • 138.
    Os jogos sãoos melhores de 3 conjuntos, com os dois primeiros até 21 pontos e o terceiro conjunto de 15 (é necessária uma vantagem de dois pontos para ganhar um conjunto). As equipas trocam cada 7 pontos (conjunto 1 e 2) e 5 pontos (conjunto 3) jogados. 15.3. A origem O vólei para deficientes surgiu em 1956 na Europa (Holanda) misturando o vólei com um jogo tradicional alemão chamado Sitzball, que é jogado sentado e sem rede. Espalhou-se rapidamente pela América do Norte, África e Ásia. Os homens participaram pela primeira vez nos Jogos Paraolímpicos em Arnhem, Holanda, em 1980, enquanto as mulheres só em 2004 em Atenas, Grécia. Para além dos Jogos Paraolímpicos, existem campeonatos nacionais, continentais e mundiais com a WOVD (World Organization Volleyball Disabled), a organização mundial que controla o vólei adaptado após a sua criação em 1967. Existem actualmente mais de 60 países onde é praticado.   15.4. Pequenas diferenças com gestos técnicos básicos   O jogador que serve deve ser colocado com as nádegas atrás da linha traseira (não em contacto) ao bater a bola. 138
  • 139.
    Deve-se notar queno vólei sentado a posição dos jogadores é determinada pelo local onde colocam a sua nádegas, ou seja, que as mãos podem estar na área de ataque ou fora do campo, na zona livre, e oficialmente o jogador ainda está no campo. O galo acontece normalmente com os antebraços totalmente estendidos, tanto na recepção como no passe. Ao contrário do vólei convencional, a cadeia de segmento constituída pelo braço-ombro desempenha o papel do movimento da perna. A colocação pode ser executada, ao contrário do vólei convencional, em três zonas diferentes: zona 1 (zona baixa, à altura do ombro), zona 3 (zona alta, à altura da testa) e zona 2 (zona intermédia entre as duas anteriores). 15. VÔLEI PARA PESSOAS DEFICIENTES 139
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  • 141.
    16. VÓLEI DEPRAIA   16.1. História   O vólei de Praia é conhecido por ser um desporto excitante, em mudança, com milhares de acções explosivas, sendo mundialmente famoso e muito proeminente entre os desportos competitivos. Além disso, esta variante do vólei inclui diversos elementos que interagem e se complementam de tal forma que se tornam uma actividade única entre os desportos com bola. A bola de vólei de praia O vólei de praia foi jogado pela primeira vez em 1915 no vólei de praia de canoa na praia do Hawaii (EUA). Em 1908 um homem de negócios fundou o clube desportivo em Honolulu. 16. VÓLEI DE PRAIA 141
  • 142.
    No seu início,este desporto foi praticado por 6 jogadores até que finalmente mudou para apenas 2 jogadores. O vólei de praia foi inventado em 1930 por Paul "Pablo" Johnson, que era um antigo jogador de vólei de interior no Clube Atlético de Santa Monica. Este desporto começou a expandir-se e apareceu na Europa na década de 1930. Em 1948, o primeiro torneio que ofereceu prémios aos vencedores foi disputado em Los Angeles. O vólei de praia adquiriu maior popularidade porque alguns artistas conhecidos como os Beattles e John F.Kennedy tentaram jogá-lo na década de 60. O primeiro campeonato profissional de vólei de praia foi jogado na Califórnia em Will Rogers State Beach, sob o nome de Olympia World Championship. Durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1996 em Atlanta, este desporto foi apresentado pela primeira vez. Actualmente, a maioria das competições são organizadas pela FIVB (Fédération Internationale de Volleyball).   16.2. Regras O Vólei de Praia é um desporto jogado por duas equipas cada uma num campo arenoso que é dividido por uma rede. Cada equipa tem três toques para devolver a bola (incluindo o toque de bloqueio, diferente do vólei). No vólei de Praia, a equipa que conseguir a acção ganha um ponto (sistema de pontos de rali). 142
  • 143.
    Área de jogo:A área de jogo inclui o campo de jogo e a zona livre. É rectangular e simétrica. Dimensões: O campo de areia é um rectângulo de 16 x 8 m, rodeado por uma zona livre, com um mínimo de 3 m de largura em todos os lados. A zona livre deve ter pelo menos 7 m de altura a partir da superfície de jogo. No Vôlei de Praia, o time que faz a ação ganha um ponto (Sistema de Pontos por Jogada). Quando a equipe receptora ganha a ação, ela ganha um ponto e também o saque. O jogador sacando deve alternar com seu parceiro cada vez que isso acontecer.   Instalações e equipamento O campo de vólei de praia 16. VÓLEI DE PRAIA 143
  • 144.
    Superfície de jogo:É uma superfície de areia nivelada de forma uniforme e plana. Além disso, deve estar livre de pedras, conchas e qualquer objecto que possa prejudicar os jogadores durante o jogo. O campo de vólei de praia Linhas no campo: As linhas devem ser uma cor que se destaque da areia e devem ter 5 cm de largura. Zonas e áreas: O campo de jogo, a zona de serviço e a zona livre que rodeia o campo. A área de serviço é uma zona de 8 m de largura a partir da linha de base e estende-se até à borda da zona livre. 144
  • 145.
    Altura da rede:Colocada verticalmente sobre o meio do campo, existe uma rede cujo topo é colocado à altura de 2,43 m para os homens e 2,24 m para as mulheres. Antenas: Uma antena é uma haste flexível, de 1,80 m de comprimento e 10 mm de diâmetro, feita de fibra de vidro ou material similar. Postes: Os postes que suportam a rede são colocados a uma distância de 0,70-1,00 m fora de cada linha de lado. Têm 2,55 m de altura e são de preferência ajustáveis. A bola deve ser esférica, feita de um material flexível (couro, couro sintético, ou similar) que não absorve humidade, ou seja, mais adequada às condições do exterior, uma vez que os jogos podem ser jogados quando está a chover; Cor: cor uniforme clara ou uma combinação de cores; Circunferência: 66 a 68 cm; Peso: 260 a 280 g; Pressão interna: 0,175 a 0,225 kg/cm2 (171 a 221 mbar ou hPa). Rede e postes A altura da rede pode variar para grupos etários específicos, como sesegue: 16 anos e menos (2,24 m), 14 anos e menos (2,12 m), 12 anos e menos (2,00 m); não há diferenças por género. Uma antena é fixada na borda exterior de cada banda lateral. As antenas são colocadas em lados opostos da rede. Bolas 16. VÓLEI DE PRAIA 145
  • 146.
    Para marcar umponto: Uma equipa marca um ponto quando a bola toca com sucesso no campo da equipa adversária, quando a equipa adversária comete uma falta, quando a equipa adversária recebe uma penalidade. Falta: Uma equipa comete uma falta ao tomar uma acção contrária às regras (ou violando-as de outra forma). Os árbitros são responsáveis por lidar com as faltas e determinar as várias consequências que estas podem gerar. Rally e rally completo: Uma jogada para as várias acções durante o jogo, desde o momento do saque até a bola estar fora de jogo. Participantes Composição da equipa: Uma equipa é composta exclusivamente por 2 jogadores. Apenas os 2 jogadores registados na ficha de pontuação têm o direito de participar no jogo. Um dos jogadores é o capitão da equipa que é indicado na ficha de pontuação. Equipamento: O equipamento de um jogador é composto por calções ou um fato de banho. Uma camisola ou "tank-top" é opcional, excepto quando especificado no Regulamento do Torneio. Os jogadores podem usar uma cobertura de chapéu/cabeça. As camisolas dos jogadores (ou calções se os jogadores estiverem autorizados a jogar sem camisola) devem ser numeradas 1 e 2. Os jogadores devem jogar descalços, excepto quando autorizados pelo 1º árbitro.   Formato de jogo 146
  • 147.
    Para ganhar umconjunto: A equipa que obtiver 21 pontos será a que obtiver o SET, sendo esta pontuação com uma vantagem de dois pontos. Este é o exemplo do empate de 20-20, em que o jogo continua até se obter uma vantagem de dois pontos (22-20; 23-21; etc.). Para ganhar a partida: A equipa que ganhar dois sets será a vencedora do jogo. Em caso de empate por 1-1, o conjunto decisivo, o terceiro, será jogado até 15 pontos com uma vantagem de dois pontos. O arremesso: Antes do aquecimento oficial, o primeiro árbitro conduz o arremesso para decidir sobre o primeiro serviço e os lados do campo no primeiro set. Estrutura do jogo Juiz de mesa e guarda de partitura 16. VÓLEI DE PRAIA 147
  • 148.
    Posições: No momentoem que a bola é lançada pelo sacador, cada equipa deve estar dentro do seu próprio campo (excepto o servidor). NÃO há posições determinadas no campo. Falha posicional: NÃO existem falhas de ordem posicional. Ordem de serviço: deve ser mantida durante todo o conjunto (conforme determinado pelo capitão da equipa imediatamente após o sorteio). Bola em jogo: Assim que o árbitro autoriza o saque e é atingido por um jogador, a bola está em jogo. Acções de jogo Permissão de saque dada pelo árbitro principal Bola fora de jogo: quando o árbitro indica uma falta ou quando não há falta a não ser o apito do árbitro para terminar a acção. Bola "dentro": A bola está "dentro" se entrar em contacto com a superfície de jogo com algumas das suas partes, incluindo as linhas que delimitam o campo. 148
  • 149.
    Bola "fora": Abola está "fora" quando está: cai no chão completamente fora das linhas limite (sem lhes tocar), Toca num objecto fora do campo, no telhado ou numa pessoa fora do jogo, Toca nas antenas, cordas, postes de rede ou a própria rede fora das linhas laterais. Atravessa total ou parcialmente o plano vertical da rede fora do espaço de passagem durante o serviço ou o terceiro toque da equipa, atravessa completamente o espaço abaixo da rede. Batidas da equipa: Uma pancada é qualquer contacto da bola por um jogador no jogo. A equipa tem direito a um máximo de três toques para devolver a bola sobre a rede. Se forem utilizados mais toques, a equipa comete uma falha de "quatro toques". Quatro tacadas: uma equipa acerta na bola quatro vezes antes de a devolver; Golpe assistido: um jogador recebe apoio de um colega de equipa ou de qualquer estrutura/objecto a fim de bater a bola na área de jogo; Apanha: a bola é apanhada e/ou atirada; Duplo contacto: um jogador bate na bola duas vezes seguidas ou a bola entra em contacto com várias partes do seu corpo em sucessão. Quando um jogador toca na bola ou um adversário no espaço do adversário na rede durante a pancada de ataque. Falhas no jogo da bola Falha dos jogadores na rede 16. VÓLEI DE PRAIA 149
  • 150.
    Um jogador interfereno espaço do adversário abaixo da rede, afectando o jogo do adversário. Um jogador é prejudicial à jogada: se tocar na rede entre as antenas ou na antena durante a acção da bola em jogo, se utilizar a rede entre as antenas como apoio ou ajuda à estabilização, criando uma vantagem sobre a equipa rival, se tocar na rede, em acções que tornem difícil para o adversário jogar a bola, se capturar ou segurar a rede. As acções destinadas a enviar a bola para o campo do adversário, com excepção do saque e bloqueio, são consideradas golpes de ataque. Um jogador comete uma falta quando: acerta a bola no espaço da equipa adversária, bate na bola e ela cai "fora", executa um ataque usando uma "finta", com os dedos e a mão aberta, ou usando a ponta dos dedos, efectua um ataque ao serviço do adversário, se a bola estiver completamente sobre a borda superior da rede, executa um ataque utilizando um passe por cima cuja trajectória não é perpendicular à linha dos seus ombros, excepto quando o jogador está a tentar colocar o seu companheiro de equipa. Golpes de ataque e falha durante os golpes de ataque 150
  • 151.
    Ataques no vóleide praia O bloqueio é a acção dos jogadores próximos da rede para interceptar a bola proveniente do adversário, atingindo mais alto do que o topo da rede, independentemente da altura do contacto da bola; No momento do contacto com a bola, uma parte do corpo deve ser mais alta do que o topo da rede; Contacto em bloco e em bloco 16. VÓLEI DE PRAIA 151
  • 152.
    Um ou maistoques consecutivos podem ser dados no bloqueio quando são feitos durante a mesma peça. Estes são contados apenas como um toque de equipa e não como dois toques, como no vólei. Qualquer parte do corpo será permitida para estes toques. Intervalos de tempo e interrupções de tempo técnicas: Deve ser feito um sinal específico para chamar o tempo fora, e desde que a bola esteja fora de jogo e o árbitro não tenha assobiado para o serviço. O tempo de expulsão deve ter a duração de 30 segundos. No terceiro conjunto, não há tempos técnicos, apenas um tempo por equipa pode ser solicitado, também de 30 segundos. Interrupções, interrupções judiciais e intervalos Bloqueio-Ataqueamento de acções 152
  • 153.
    Interruptores do campo:A cada 7 pontos as equipas devem mudar de campo (Set 1 e 2), excepto no terceiro set que o farão a cada 5 pontos jogados. 16.3. Técnica Em geral, a técnica do vólei de praia é muito semelhante à do vólei de interior, com a excepção de alguns gestos. Em ambos os desportos, os gestos técnicos comuns são: 16. VÓLEI DE PRAIA 153 Serviço em vólei de praia
  • 154.
    Existem diferentes tiposde saques permitidos: saque secreto, saque potencial, saque flutuante ou de suspensão; Pode ser uma parte importante do ataque uma vez que depende unicamente do controlo do jogador que o executa na bola e sem necessidade de coordenação com os colegas de equipa; Em geral, requer um lançamento correcto da bola, uma posição inicial adequada, segurança e precisão para obter um bom saque que pode dar uma vantagem à sua equipa. A recepção é considerada a resposta de um jogador a um serviço e o toque dos antebraços ou da defesa é feito durante o resto dos hits; A zona de impacto da bola são os antebraços, pelo que para um melhor jogo devem estar juntos e formar uma superfície plana com a qual se pode bater a bola; A posição fundamental é média-baixa, com os braços esticados, juntos e um pouco inclinados para a frente; Os braços são mantidos fixos e, graças ao movimento de flexão-extensão do corpo e das pernas, a bola recebe um impulso; Há outro tipo de contacto na recepção, o toque de mão alta, que deve ser um contacto duro e sempre realizado com uma mão ou com ambas as mãos juntas acima da cabeça. Servir Serviço de recepção 154
  • 155.
    Acção receptora eposição das mãos 16. VÓLEI DE PRAIA 155 Grande plano da posição das mãos
  • 156.
    Essencial para conseguirum bom ataque embora seja algo complicado no vólei de praia, uma vez que a areia torna o movimento difícil; O toque dos dedos é o que permite ao atacante iniciar o remate; A posição correcta é com as pernas flexionadas, os pés ligeiramente afastados e as mãos na testa com os dedos separados para permitir o contacto da ponta dos dedos com a bola. Colocação Colocação no vólei de praia 156
  • 157.
    A forma deobter pontos é fazendo a bola tocar o campo da equipa adversária e, para isso, a melhor técnica é com o rematador; O remate consiste numa corrida com um salto incluído para acertar a bola com força e terminar uma jogada que já terá tido toques de antebraços e dedos passados por outros jogadores; É a técnica de ataque mais agressiva e marcante, mas é também a mais complicada; Os ataques também são permitidos numa gota perto da rede; estes toques são suaves e sempre com um contacto duro com a bola, uma vez que as falsificações com a ponta dos dedos não são permitidas. Rematar Rematar no vólei de praia 16. VÓLEI DE PRAIA 157
  • 158.
    É a principaltécnica de defesa contra um rematador; O salto tem de ser muito próximo da rede, mas sem lhe tocar realmente; O momento do salto deve ser calculado muito bem para tentar parar o rematador; A posição correcta é alta, de frente e perto da rede, com os pés ligeiramente afastados, braços estendidos em frente de o corpo e com as mãos abertas; O tempo de reacção antes de um rematador tem de ser rápido para que o bloco seja eficaz e pare o ataque do adversário; Ter em conta que o movimento na areia requer maiores exigências físicas. Bloqueio Bloqueio no vólei de praia 158
  • 159.
    Várias acções dedefesa 16. VÓLEI DE PRAIA 159
  • 160.
    Segunda linha dedefesa, na qual um ou dois jogadores terão de levantar a bola do ataque; A posição inicial deve ser baixa, os desembarques e pranchas são frequentes, o que facilita os movimentos na areia. O número de jogadores: neste desporto, dois jogadores serão responsáveis pela cobertura de todo o campo, pelo que as exigências físicas e comunicacionais entre eles devem ser maiores. As características do campo: quando se joga em areia, a dificuldade de movimento e deslocamento é maior, pelo que os jogadores terão de trabalhar mais nas suas capacidades físicas. Tempo: sendo um desporto jogado ao ar livre, a meteorologia é um factor determinante no jogo, uma vez que a chuva, o vento e o sol podem ser aspectos importantes a considerar nas tácticas que podem fazer a diferença no jogo. Comunicação: deve ser constante e específica, para marcar o parceiro a área a defender e as posições em que devem ser colocados. Defesa 16.4. Tácticas   Dentro da táctica e estratégia do vólei de praia, há alguns aspectos importantes que o diferenciam do vólei de interior: No vólei de praia há sinais e gestos que são feitos com as mãos para que a equipa rival não ouça a estratégia que a equipa seguirá. 160
  • 161.
    Ataque Construção A posiçãoinicial de defesa do serviço é muito retrógrada (último 1/3 do campo). A partir daí, a primeira pancada (normalmente dos antebraços) envia a bola em direcção ao companheiro de equipa e avança para fora da rede (primeiro terço do campo). O toque dos dedos deve deixar a bola pronta para o rematador, também separada da rede para evitar o bloqueio. O jogador que fez este segundo toque tentará cobrir todo o campo à espera de um possível bloqueio ou uma "bola livre" (a bola é passada dos antebraços para o outro campo porque não foi possível construir um ataque). Ataques diferentes Sinais tácticos 16. VÓLEI DE PRAIA 161
  • 162.
    Defender e bloquear Defesados espigões O jogador mais alto e/ou com o salto mais poderoso tenta bloquear o pico na rede e o colega de equipa tenta defender o resto do campo. Cobrir um quadrado de 8x8 metros em areia seca é praticamente impossível, razão pela qual é normalmente estabelecido um sistema de sinal para coordenar entre os dois jogadores. Por exemplo, o bloqueador, imediatamente antes de bloquear, marca um "um" ou um "dois" nas costas do parceiro com a mão: se os sinais 1 significam que o bloqueador tenta cobrir a "linha" e se os sinais 2 significam que ele/ela tentaria cobrir a "diagonal". Recepções, colocação e ataque 162
  • 163.
  • 164.
    American Volleyball CoachesAssociation (AVCA). (2012). The Volleyball Drill Book. 125 technical and tactical drills. USA: Human Kinetics. American Volleyball Coaches Association (AVCA). (2005). Volleyball: Skills & drills. USA: Human Kinetics. Beal, D. (2012). Voleibol, deporte de equipo. FIVB (Ed.), Manual para Entrenadores: Nivel I, 15-21. Bonnefoy, G., Lahuppe, H. & Né, R. (2000). Enseñar voleibol para jugar en equipo. Colección “El deporte en edad escolar”. Barcelona: INDE. Clement, A. (2019). Simple and Easy Volleyball Drills for Beginners: Techniques and Skills drills For Beginners. USA: Amazon Services LLC. Damas Arroyo, J. S. & Julián Clemente, J. A. (2002). La enseñanza del voleibol en las escuelas deportivas de iniciación. Propuesta práctica para el desarrollo del deporte escolar. Madrid: Gymnos. Fédération Internationale de Volleyball. (2016). Official Beach Volleyball Rules 2017-2020. González, J. (1985). Voleibol básico. Madrid: Alhambra. Lucas, J. (2005). Voleibol. Iniciación y perfeccionamiento. Barcelona: Paidotribo. Morales, S. C., Lorenzo, A. F., & Concepción, R. R. F. (2008). Estudio de variables clave para el análisis del control del rendimiento técnico-táctico del voleibol de alto nivel. Revista: educación física y deportes, (121), 17. 17. BIBLIOGRAFIA   Recobrado en: www.fivb.com 164
  • 165.
    Oden, B. (2018).The Libero in Volleyball: A Defensive Specialist. Ortega Cañavate, P. (2015). Iniciación al voleibol desde el juego modificado. Madrid: Pila Teleña Papageorgiou, A. & Spitzley, W. (2002). Volleyball: A Handbook for Coaches and Players. USA: Meyer & Meyer Sport. Real Federación Española de Voleibol. Historia del vóley playa. Roque, E & Hansen, J. (Eds.) (2012). Volleyball coaching manual. USA. LA84 Foundation. Sánchez, M., González-Silva, J., Fernández-Echeverría, C., Claver, F., & Moreno, M. P. (2019). Participación e influencia del líbero en recepción y defensa, en voleibol juvenil. Revista Internacional de Medicina y Ciencias de la Actividad Física y el Deporte, 19(73), 45-62. Santos del Campo, J & Molina, J (2007). Artículos técnicos en voleibol: Táctica en pequevoley. RFEV. Sheckler, A. (2015). Volleyball: A Beginner’s Guide To Volleyball: Get Started Playing And Winning At Volleyball!. USA: Amazon Services LLC. Swope, B. (2015). Teach'n Volleyball Free Flow Manual, Handbook and Guide for Parents (3rd Edition). UK: Jacobob Press LLC. Recobrado en: www.liveabout.com/libero-position- indoor-volleyball-3429244 Recobrado en: www.rfevb.com/historia-rfevb Recobrado en: www.pequevoley.com 17. BIBLIOGRAFIA 165
  • 166.
    Ureña, A. (2007).Artículos técnicos en voleibol: Técnica en Pequevoley. RFEV. Ureña, A. (2007). Artículos técnicos en voleibol: Técnica para la defensa en Pequevoley. RFEV. VVAA (1996). Voleibol. Madrid: Consejo Superior de Deportes. Winter, M. (2016). Volleyball Manual: An Interactive Coaching Manual for Everyday Use. UK: Amazon Services LLC HISTÓRIA DO VOLEIBOL: 1, 2 JOGADORES (COM, VS., +1): 3 TÁTICAS BÁSICAS: 4 O LIBERO NO VOLEIBOL: 5-8 TÁTICAS AVANÇADAS: 4 VOLEIBOL DE PRAIA: 9-12 Recobrado en: www.pequevoley.com Recobrado en: www.pequevoley.com Webgrafia As seguintes seções deste manual também foram baseadas nas informações contidas nos recursos online abertos: Recursos online abertos: 1. www.pequevoley.com/voleibol-historia.php 2. www.rfevb.com/historia-del-voleibol 166
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    3. www.pequevoley.com/pdf/unidad_didactica.pdf 4. www.pequevoley.com/pdf/tactica.pdf 5.www.pequevoley.com/pdf/2_6_defensa.pdf 6. esvoley.com/el-libero-de-voleibol/ 7. www.liveabout.com/libero-position-indoor- volleyball-3429244 8. betteratvolleyball.com/master-guide-to-liberos-in- volleyball-rules-rotation-and-tips/ 9. www.rfevb.com/Files/Descargas/reglas_fivb1720- pdfEs20170914024150.pdf 10. mestreacasa.gva.es 11. www.tutorialspoint.com/beach_volleyball/beach_ volleyball_quick_guide.htm 12. www.fivb.org/EN/Refereeing-Rules/Documents/ FIVB-BeachVolleyball_Rules_2017-2020-EN-v05.pdf 17. BIBLIOGRAFIA 167
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