Relação entre o verbal e o não
    verbal na propaganda

Correntes teóricas e exemplos práticos
Relação entre o verbal e o não verbal na
                propaganda
 A junção entre imagem e texto começa a surgir na década de
  60 (Carrascoza). Antes a imagem era mero complemento ou
  ornamento

 Essa ligação entre o verbal e o não verbal amplia-se nas
  décadas seguintes e atinge seu auge, no Brasil, na década de
  90 e no início deste século
As idéias que vem da semiótica
                            Martins, J. (1997)


 Segundo Barthes, são duas as funções da linguagem em
    relação à imagem;

-   Função de ancoragem – como toda imagem é polissêmica, o
    papel da linguagem é de agir como orientadora da significação,
    completar e orientar o sentido da imagem, ancorar o sentido, o
    texto dirige o leitor para um sentido preestabelecido;
As idéias que vem da semiótica
                            Martins, J. (1997)




-   Função de ligação – é mais freqüente nas imagens em
    movimento – cinema, quadrinhos, tiras, etc – onde a palavra e
    a imagem são fragmentos de um todo, visto que a palavra tem
    a finalidade de dispor sentidos na seqüência de mensagens
    que não estão presentes na imagem. “Sua função é fazer
    avançar a ação, é acrescentar algo novo a história”.
As idéias que vem da semiótica
                          Martins, J. (1997)




 As funções de ancoragem e ligação podem ser utilizadas ao
  mesmo tempo, num mesmo conjunto icônico, mas na
  publicidade a função de ligação é quase sempre menos usada,
  visto que não é interessante passar informações complexas e
  trabalhosas, de lenta compreensão.
As idéias que vem da lingüística
                          Bakhtin (1988)




 Segundo Bakhtin: “A palavra acompanha e comenta todo ato
  ideológico”;

 A compreensão de qualquer fenômeno ideológico (um quadro,
  uma peça musical, um ritual ou um comportamento humano)
  não pode acontecer sem a presença do discurso interior;
As idéias que vem da lingüística
                               Bakhtin (1988)




 “Todas as manifestações da criação ideológica – todos os signos não
   verbais – banham-se no discurso e não podem ser nem totalmente
   isoladas nem totalmente separadas dele”;

 Embora vários signos ideológicos não possam ser substituídos por
   palavras, todos eles, ao mesmo tempo, se apóiam em palavras e são
   acompanhados por elas;

 “A palavra está presente em todos os atos de compreensão e em todos
   os atos de interpretação”. Não há como separar o verbal do não verbal.
A imagem é um script
                                Maigueneau, 2001




 Scripts - também chamados de roteiros, frames ou seqüências;

 São seqüências estereotipadas de ações;

 Seu conhecimento é fundamental para interpretação de textos que não
   deixam claro todas as relações entre as partes que o formam.
A imagem é um script
                            Maigueneau, 2001




 Exemplo - Resumo de um filme


  Abby, uma jovem veterinária de aparência comum, apresenta um
  programa de rádio. Um de seus correspondentes, seduzido por seus
  conselhos, convida-a para tomar um drinque, mas Abby se descreve
  com os traços de sua melhor amiga, uma loira de arrasar. Dá para
  imaginar os quiproquós que essa situação vai provocar.
A imagem é um script
                          Maigueneau, 2001




 Scripts ativados: programa de rádio, ligações para programas
  que dão conselhos, paquera, receio de expor sua aparência
  pessoal.

 A figura/imagem/foto (o elemento não verbal) pode exercer o
  mesmo papel de script ou frame, levando o consumidor a uma
  interpretação que ultrapassa a simples visualização da imagem.
Interação título – imagem
Celso Figueiredo – Redação publicitária-Sedução pela palavra



 Define três tipos de relação entre título e imagem:


     1+1=1
     1+1=2
     1+1=3
1+1=1
 Formato mais simples de relação;
 Há grande redundância;
 Imagem traz a mesma mensagem do texto;
 Consumidor ao receber a mensagem pelos dois elementos, fica
  com o equivalente a um único conteúdo;
 Carece de interlocução com o leitor.
1+1=2
 É o mais comum em publicidade;
 O título traz uma informação que é complementada pela
  imagem;
 Há interlocução entre as partes e o consumidor percebe que
  título e imagem se completam;
 Não ocorre redundância, mas complementação.
1+1=3
 São as grandes idéias;
 É um processo criativo de múltiplas idéias;
 Imagem diz uma coisa, título diz outra, mas é na interação entre os
  dois que surge uma terceira leitura, muito mais poderosa;
 É mais impactante porque pede a “participação” do consumidor .
Exemplos que podem resumir tudo que
                 vimos
Anúncio de preservativo
Exemplos que podem resumir tudo que
                 vimos
Anúncio de preservativo
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Anúncio de preservativo
Exemplos que podem resumir tudo que
              vimos

Outdoor para protetor solar
Exemplos que podem resumir tudo que
                 vimos
 Outdoor para campanha anti-violência
Exemplos que podem resumir tudo que
vimos
 Anúncio para jornal – data promocional
Exemplos que podem resumir tudo que
vimos

Verbal e não verbal

  • 1.
    Relação entre overbal e o não verbal na propaganda Correntes teóricas e exemplos práticos
  • 2.
    Relação entre overbal e o não verbal na propaganda  A junção entre imagem e texto começa a surgir na década de 60 (Carrascoza). Antes a imagem era mero complemento ou ornamento  Essa ligação entre o verbal e o não verbal amplia-se nas décadas seguintes e atinge seu auge, no Brasil, na década de 90 e no início deste século
  • 3.
    As idéias quevem da semiótica Martins, J. (1997)  Segundo Barthes, são duas as funções da linguagem em relação à imagem; - Função de ancoragem – como toda imagem é polissêmica, o papel da linguagem é de agir como orientadora da significação, completar e orientar o sentido da imagem, ancorar o sentido, o texto dirige o leitor para um sentido preestabelecido;
  • 4.
    As idéias quevem da semiótica Martins, J. (1997) - Função de ligação – é mais freqüente nas imagens em movimento – cinema, quadrinhos, tiras, etc – onde a palavra e a imagem são fragmentos de um todo, visto que a palavra tem a finalidade de dispor sentidos na seqüência de mensagens que não estão presentes na imagem. “Sua função é fazer avançar a ação, é acrescentar algo novo a história”.
  • 5.
    As idéias quevem da semiótica Martins, J. (1997)  As funções de ancoragem e ligação podem ser utilizadas ao mesmo tempo, num mesmo conjunto icônico, mas na publicidade a função de ligação é quase sempre menos usada, visto que não é interessante passar informações complexas e trabalhosas, de lenta compreensão.
  • 6.
    As idéias quevem da lingüística Bakhtin (1988)  Segundo Bakhtin: “A palavra acompanha e comenta todo ato ideológico”;  A compreensão de qualquer fenômeno ideológico (um quadro, uma peça musical, um ritual ou um comportamento humano) não pode acontecer sem a presença do discurso interior;
  • 7.
    As idéias quevem da lingüística Bakhtin (1988)  “Todas as manifestações da criação ideológica – todos os signos não verbais – banham-se no discurso e não podem ser nem totalmente isoladas nem totalmente separadas dele”;  Embora vários signos ideológicos não possam ser substituídos por palavras, todos eles, ao mesmo tempo, se apóiam em palavras e são acompanhados por elas;  “A palavra está presente em todos os atos de compreensão e em todos os atos de interpretação”. Não há como separar o verbal do não verbal.
  • 8.
    A imagem éum script Maigueneau, 2001  Scripts - também chamados de roteiros, frames ou seqüências;  São seqüências estereotipadas de ações;  Seu conhecimento é fundamental para interpretação de textos que não deixam claro todas as relações entre as partes que o formam.
  • 9.
    A imagem éum script Maigueneau, 2001  Exemplo - Resumo de um filme Abby, uma jovem veterinária de aparência comum, apresenta um programa de rádio. Um de seus correspondentes, seduzido por seus conselhos, convida-a para tomar um drinque, mas Abby se descreve com os traços de sua melhor amiga, uma loira de arrasar. Dá para imaginar os quiproquós que essa situação vai provocar.
  • 10.
    A imagem éum script Maigueneau, 2001  Scripts ativados: programa de rádio, ligações para programas que dão conselhos, paquera, receio de expor sua aparência pessoal.  A figura/imagem/foto (o elemento não verbal) pode exercer o mesmo papel de script ou frame, levando o consumidor a uma interpretação que ultrapassa a simples visualização da imagem.
  • 11.
    Interação título –imagem Celso Figueiredo – Redação publicitária-Sedução pela palavra  Define três tipos de relação entre título e imagem: 1+1=1 1+1=2 1+1=3
  • 12.
    1+1=1  Formato maissimples de relação;  Há grande redundância;  Imagem traz a mesma mensagem do texto;  Consumidor ao receber a mensagem pelos dois elementos, fica com o equivalente a um único conteúdo;  Carece de interlocução com o leitor.
  • 13.
    1+1=2  É omais comum em publicidade;  O título traz uma informação que é complementada pela imagem;  Há interlocução entre as partes e o consumidor percebe que título e imagem se completam;  Não ocorre redundância, mas complementação.
  • 14.
    1+1=3  São asgrandes idéias;  É um processo criativo de múltiplas idéias;  Imagem diz uma coisa, título diz outra, mas é na interação entre os dois que surge uma terceira leitura, muito mais poderosa;  É mais impactante porque pede a “participação” do consumidor .
  • 15.
    Exemplos que podemresumir tudo que vimos Anúncio de preservativo
  • 16.
    Exemplos que podemresumir tudo que vimos Anúncio de preservativo
  • 17.
    Exemplos que podemresumir tudo que vimos Anúncio de preservativo
  • 18.
    Exemplos que podemresumir tudo que vimos Outdoor para protetor solar
  • 19.
    Exemplos que podemresumir tudo que vimos  Outdoor para campanha anti-violência
  • 20.
    Exemplos que podemresumir tudo que vimos Anúncio para jornal – data promocional
  • 21.
    Exemplos que podemresumir tudo que vimos