Validade de um argumento: 
validade formal = depende exclusivamente da sua forma 
ou 
validade informal = depende também do seu conteúdo proposicional 
Forma argumentativa 
= a estrutura do argumento 
(sem qualquer referência ao seu conteúdo proposicional) 
Inspetor de circunstâncias 
= dispositivo gráfico 
sucessão de tabelas de verdade (para cada premissa e para a conclusão) 
que permite determinar se uma forma argumentativa é válida 
(obs: aplicável apenas à determinação da validade formal)
Ex. 1 
Matosinhos é uma cidade do norte e do interior de Portugal (F) 
Portanto, Matosinhos é uma cidade do interior de Portugal (F) 
Interpretação: P = Matosinhos é uma cidade do norte de Portugal. 
Q = Matosinhos é uma cidade do interior de Portugal 
P ∧ Q 
Q 
P Q P ∧ Q ╞ Q 
V V V V 
V F F F 
F V F V 
F F F F 
Tabela de verdade da 
premissa 
Martelo semântico 
(“logo” ou “portanto”) 
Tabela de verdade da 
conclusão 
O argumento é [dedutivamente] válido porque em nenhuma circunstância 
a premissa é verdadeira e a conclusão falsa (isso é impossível)
Ex. 2 
Matosinhos é uma cidade do norte ou do interior de Portugal (V) 
Portanto, Matosinhos é uma cidade do norte de Portugal (V) 
Interpretação: P = Matosinhos é uma cidade do norte de Portugal. 
Q = Matosinhos é uma cidade do interior de Portugal 
P ∨ Q 
P 
P Q P ∨ Q ╞ P 
V V V V 
V F V V 
F V V F 
F F F F 
O argumento é [dedutivamente] inválido porque há uma circunstância 
em que a premissa é verdadeira e a conclusão falsa (isso é possível)
OBS: 
Um argumento não é válido numas circunstâncias e inválido noutras 
Se em alguma circunstância a premissa é verdadeira e a conclusão é falsa, 
isto é, 
se é possível o argumento ter premissa(s) verdadeira(s) e conclusão falsa, 
então 
o argumento é [dedutivamente] inválido 
O inspetor de circunstâncias também torna evidente 
que: 
1 – sendo as premissas verdadeiras 
2 – sendo o argumento válido 
3 – é impossível (sabendo 1 e 2) rejeitar a conclusão
Coerência 
Argumento coerente = aquele em que é possível a(s) premissa(s) e a conclusão 
serem verdadeiras simultaneamente. 
(independentemente da validade) 
Esta forma argumentativa é inválida (ver 2.ª linha) mas coerente (ver 1.ª linha) 
P Q P ∨ Q ╞ Q 
V V V V 
V F V F 
F V V V 
F F F F
P P ╞ P 
V V F 
F F V 
P Q P ∧ Q ╞ Q 
V V V V 
V F F F 
F V F V 
F F F F 
Lisboa fica em Espanha. 
Logo, Lisboa não fica em Espanha 
Espanha é um país europeu e ibérico. 
Logo Espanha é um país ibérico 
Esta forma argumentativa é 
inválida (ver 1.ª linha) e incoerente. 
Esta forma argumentativa é válida 
e coerente (ver 1.ª linha) 
Interpretação: 
P = Lisboa fica em Espanha 
Interpretação: 
P = Espanha é um país europeu. 
Q = Espanha é um país ibérico.
Avaliação dos argumentos 
“No domingo {quase que de certeza absoluta que} não saio porque {,eu já sei como é 
nestas situações, eu} estudo, e {o caso, como de costume, põe-se nestes termos: ou} 
saio ou {então} estudo.” 
1.º 
Colocar o argumento na forma canónica: 
No domingo saio ou estudo 
No domingo estudo 
Logo, no domingo não saio 
2.º 
Fazer a interpretação: 
P = No domingo saio 
Q = No domingo estudo
3.º 
Formalizar o argumento: 
P ∨ Q 
Q 
P 
4.º 
Fazer o inspetor de circunstâncias: 
P Q P ∨ Q, Q ╞ P 
V V V V F 
V F V F F 
F V V V V 
F F F F V 
5.º 
Avaliar justificadamente a forma argumentativa (o argumento): 
A forma argumentativa (o argumento) é inválida porque é possível as premissas serem 
verdadeiras e a conclusão falsa (ver 1.ª linha)
Argumentos (e formas argumentativas) válidos e inválidos 
Alguns argumentos (e respetivas formas argumentativas) 
válidos e falaciosos 
por serem muito comuns têm designações próprias. 
1.1 – Modus Ponens 
1.2 – Modus Tollens 
1.3 – Falácia do Modus Ponens 
1.4 – Falácia do Modus Tollens 
2.1 – Silogismo Disjuntivo 
2.2 – Falácia do Silogismo Disjuntivo 
3 – Silogismo Hipotético 
Falácia = argumento que, por exemplo, parece válido mas não é.
1.1 
Modus Ponens 
(modo que afirma) 
Se o individuo é português, então é europeu. 
O individuo é português. 
Logo, o individuo é europeu. 
Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. 
P  Q 
P 
Q 
P Q P  Q, P ╞ Q 
V V V V V 
V F F V F 
F V V F V 
F F V F F 
Regra: 
Na 2.ª premissa afirma-se o antecedente, na conclusão afirma-se o consequente.
1.2 
Modus Tollens 
(modo que nega) 
Se o individuo é português, então é europeu. 
O individuo não é europeu. 
Logo, o individuo não é português. 
Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. 
P  Q 
Q 
P 
P Q P  Q, Q ╞ P 
V V V F F 
V F F V F 
F V V F V 
F F V V V 
Regra: 
Na 2.ª premissa nega-se o consequente, na conclusão nega-se o antecedente.
1.3 
Falácia da Afirmação do Consequente (Falácia do Modus Ponens) 
Se o individuo é português, então é europeu. 
O individuo é europeu. 
Logo, o individuo é português. 
Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. 
P  Q 
Q 
P 
P Q P  Q, Q ╞ P 
V V V V V 
V F F F V 
F V V V F 
F F V F F 
Falácia: 
Na 2.ª premissa afirma-se o consequente, na conclusão afirma-se antecedente.
1.4 
Falácia da Negação do Antecedente (Falácia do Modus Tollens) 
Se o individuo é português, então é europeu. 
O individuo não é português. 
Logo, o individuo não é europeu. 
Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. 
P  Q 
P 
Q 
P Q P  Q, P ╞  Q 
V V V F F 
V F F F V 
F V V V F 
F F V V V 
Falácia: 
Na 2.ª premissa nega-se o antecedente, na conclusão nega-se o consequente.
2.1 
Silogismo Disjuntivo 
O FCP equipa de vermelho ou de azul. 
O FCP não equipa de vermelho. 
Logo, o FCP equipa de azul. 
Interpretação: P = O FCP equipa de vermelho. Q = O FCP equipa de azul. 
P ∨ Q 
P 
Q 
P Q P ∨ Q, P ╞ Q 
V V V F V 
V F V F F 
F V V V V 
F F F V F 
Regra: 
Na 2.ª premissa nega-se uma das disjuntas, na conclusão afirma-se a outra.
2.2 
Falácia da Afirmação da Disjunta (Falácia do Silogismo Disjuntivo) {extra programa} 
O Homem é determinado ou tem livre-arbítrio. 
O Homem é determinado. 
Logo, o Homem não tem livre-arbítrio. 
Interpretação: P = O Homem é determinado. Q = O Homem tem livre-arbítrio. 
P ∨ Q 
P 
Q 
P Q P ∨ Q, P ╞ Q 
V V V V F 
V F V V V 
F V V F F 
F F F F V 
Falácia: 
Na 2.ª premissa afirma-se uma das disjuntas, na conclusão nega-se a outra.
3 
Silogismo Hipotético 
Se o animal é primata, então é mamífero . 
Se o animal é mamífero, então é vertebrado. 
Logo, se o animal é primata, então é vertebrado. 
Interpretação: P = O animal é primata. Q = O animal é mamífero. 
R = O animal é vertebrado 
P  Q 
Q  R 
P  R
P  Q 
Q  R 
P  R 
P Q R P  Q, Q  R ╞ P  R 
V V V V V V 
V V F V F F 
V F V F V V 
V F F F V F 
F V V V V V 
F V F V F V 
F F V V V V 
F F F V V V 
Regra: 
Na conclusão o antecedente da 1.ª premissa implica o consequente da última.
As equivalências podem funcionar como regras 
de substituição 
(de uma das equivalentes pela outra 
porque têm o mesmo valor de verdade em todas as circunstâncias) 
ou 
de inferência válida 
(cada uma das equivalentes pode ser inferida da outra) 
4 – Contraposição 
5.1 – Leis de De Morgan: Negação da Conjunção 
5.2 – Leis de De Morgan: Negação da Disjunção 
6 – Negação da Condicional
4 
Contraposição 
Se o cidadão é leceiro, então é matosinhense. 
Equivale a: 
Se o cidadão não é matosinhense, então não é leceiro. 
Interpretação: P = O cidadão é leceiro. Q = O cidadão é matosinhense. 
(P  Q)  (Q  P) 
P Q P  Q Q  P 
V V V F V F 
V F F V F F 
F V V F V V 
F F V V V V 
Regra: 
Inverte-se a posição dos antecedente/consequente e a afirmação/negação.
5.1 
Leis de De Morgan: Negação da Conjunção 
É falso que Bragança seja uma cidade costeira e do Norte. 
Equivale a: 
Bragança não é uma cidade costeira ou não é uma cidade do Norte. 
Interpretação: P = Bragança é uma cidade costeira. 
Q = Bragança é uma cidade do Norte. 
 (P ∧ Q)  (P ∨ Q) 
P Q  (P ∧ Q) P ∨ Q 
V V F V F F F 
V F V F F V V 
F V V F V V F 
F F V F V V V 
Regra: 
A negação da conjunção equivale à negação das disjuntas .
5.2 
Leis de De Morgan: Negação da Disjunção 
É falso que Matosinhos seja uma cidade espanhola ou francesa. 
Equivale a: 
Matosinhos não é uma cidade espanhola nem (e não) é uma cidade francesa. 
Interpretação: P = Matosinhos é uma cidade espanhola. 
Q = Matosinhos é uma cidade francesa. 
 (P ∨ Q)  (P ∧ Q) 
P Q  (P ∨ Q) P ∧ Q 
V V F V F F F 
V F F V F F V 
F V F V V F F 
F F V F V V V 
Regra: 
A negação da disjunção equivale à negação das conjuntas .
6 
Negação da condicional {extra programa} 
É falso que se o jardim é português, é continental. 
Equivale a: 
O jardim é português e não é continental. 
Interpretação: P = O jardim é português. Q = O jardim é continental. 
 (P  Q)  (P ∧ Q) 
P Q  (P  Q) P ∧ Q 
V V F V F F 
V F V F V V 
F V F V F F 
F F F V F V 
Regra: 
A negação da condicional equivale à 
conjunção do antecedente com a negação do consequente .
Regras de Inferência ou Leis Lógicas 
Nas formas argumentativas surgem variáveis proposicionais (P, Q, R, ...) 
1 
P  Q 
Q 
P 
3 
2 4 
P  (Q ∧ R) 
 (Q ∧ R) 
P 
(P ∧ Q)   (R ∨ S) 
R ∨ S 
  (P ∧ Q) 
 (P ∨ Q)  R 
R 
P ∨ Q 
Estas 4 formas argumentativas são na realidade 4 instâncias do Modus Tollens
As diversas instâncias, por exemplo, do Modus Tollens 
podem ser representadas numa única fórmula, 
utilizando variáveis de fórmula (A, B, C, ...) 
A  B 
B 
A 
“A” representa qualquer antecedente e “B” representa qualquer consequente 
(proposições simples ou compostas indiferentemente) 
As fórmulas são regras ou leis lógicas 
(padrões ou modelos a partir dos quais se constroem argumentos válidos)
Validade Dedutiva Informal 
Alguns argumentos são [dedutivamente] válidos não devido à sua forma 
mas por causa do seu conteúdo proposicional (informalmente) 
Validade Semântica 
(depende do significado 
dos termos envolvidos) 
Validade Conceptual 
(depende da relação 
entre os conceitos envolvidos) 
Cinco é um número ímpar. 
Logo, cinco não é um número par. 
O céu é azul. 
Logo o céu tem cor. 
“Ímpar” e “par” são termos 
antónimos. 
O conceito de “azul” integra o 
conceito de “cor”.
Interpretação: 
P = Cinco é um número ímpar. 
Q = Cinco é um número par. 
Interpretação: 
P = O céu é azul. 
Q = O céu tem cor. 
P 
Q 
P 
Q 
P Q P ╞ Q 
V V V F 
V F V V 
F V F F 
F F F V 
P Q P ╞ Q 
V V V V 
V F V F 
F V F V 
F F F F 
Ambos os argumentos são formalmente inválidos 
mas informalmente [dedutivamente] válidos 
O inspetor de circunstâncias apenas deteta a validade formal

Unidade 3 cap 1.2 (b) e cap 1.3

  • 1.
    Validade de umargumento: validade formal = depende exclusivamente da sua forma ou validade informal = depende também do seu conteúdo proposicional Forma argumentativa = a estrutura do argumento (sem qualquer referência ao seu conteúdo proposicional) Inspetor de circunstâncias = dispositivo gráfico sucessão de tabelas de verdade (para cada premissa e para a conclusão) que permite determinar se uma forma argumentativa é válida (obs: aplicável apenas à determinação da validade formal)
  • 2.
    Ex. 1 Matosinhosé uma cidade do norte e do interior de Portugal (F) Portanto, Matosinhos é uma cidade do interior de Portugal (F) Interpretação: P = Matosinhos é uma cidade do norte de Portugal. Q = Matosinhos é uma cidade do interior de Portugal P ∧ Q Q P Q P ∧ Q ╞ Q V V V V V F F F F V F V F F F F Tabela de verdade da premissa Martelo semântico (“logo” ou “portanto”) Tabela de verdade da conclusão O argumento é [dedutivamente] válido porque em nenhuma circunstância a premissa é verdadeira e a conclusão falsa (isso é impossível)
  • 3.
    Ex. 2 Matosinhosé uma cidade do norte ou do interior de Portugal (V) Portanto, Matosinhos é uma cidade do norte de Portugal (V) Interpretação: P = Matosinhos é uma cidade do norte de Portugal. Q = Matosinhos é uma cidade do interior de Portugal P ∨ Q P P Q P ∨ Q ╞ P V V V V V F V V F V V F F F F F O argumento é [dedutivamente] inválido porque há uma circunstância em que a premissa é verdadeira e a conclusão falsa (isso é possível)
  • 4.
    OBS: Um argumentonão é válido numas circunstâncias e inválido noutras Se em alguma circunstância a premissa é verdadeira e a conclusão é falsa, isto é, se é possível o argumento ter premissa(s) verdadeira(s) e conclusão falsa, então o argumento é [dedutivamente] inválido O inspetor de circunstâncias também torna evidente que: 1 – sendo as premissas verdadeiras 2 – sendo o argumento válido 3 – é impossível (sabendo 1 e 2) rejeitar a conclusão
  • 5.
    Coerência Argumento coerente= aquele em que é possível a(s) premissa(s) e a conclusão serem verdadeiras simultaneamente. (independentemente da validade) Esta forma argumentativa é inválida (ver 2.ª linha) mas coerente (ver 1.ª linha) P Q P ∨ Q ╞ Q V V V V V F V F F V V V F F F F
  • 6.
    P P ╞P V V F F F V P Q P ∧ Q ╞ Q V V V V V F F F F V F V F F F F Lisboa fica em Espanha. Logo, Lisboa não fica em Espanha Espanha é um país europeu e ibérico. Logo Espanha é um país ibérico Esta forma argumentativa é inválida (ver 1.ª linha) e incoerente. Esta forma argumentativa é válida e coerente (ver 1.ª linha) Interpretação: P = Lisboa fica em Espanha Interpretação: P = Espanha é um país europeu. Q = Espanha é um país ibérico.
  • 7.
    Avaliação dos argumentos “No domingo {quase que de certeza absoluta que} não saio porque {,eu já sei como é nestas situações, eu} estudo, e {o caso, como de costume, põe-se nestes termos: ou} saio ou {então} estudo.” 1.º Colocar o argumento na forma canónica: No domingo saio ou estudo No domingo estudo Logo, no domingo não saio 2.º Fazer a interpretação: P = No domingo saio Q = No domingo estudo
  • 8.
    3.º Formalizar oargumento: P ∨ Q Q P 4.º Fazer o inspetor de circunstâncias: P Q P ∨ Q, Q ╞ P V V V V F V F V F F F V V V V F F F F V 5.º Avaliar justificadamente a forma argumentativa (o argumento): A forma argumentativa (o argumento) é inválida porque é possível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa (ver 1.ª linha)
  • 9.
    Argumentos (e formasargumentativas) válidos e inválidos Alguns argumentos (e respetivas formas argumentativas) válidos e falaciosos por serem muito comuns têm designações próprias. 1.1 – Modus Ponens 1.2 – Modus Tollens 1.3 – Falácia do Modus Ponens 1.4 – Falácia do Modus Tollens 2.1 – Silogismo Disjuntivo 2.2 – Falácia do Silogismo Disjuntivo 3 – Silogismo Hipotético Falácia = argumento que, por exemplo, parece válido mas não é.
  • 10.
    1.1 Modus Ponens (modo que afirma) Se o individuo é português, então é europeu. O individuo é português. Logo, o individuo é europeu. Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. P  Q P Q P Q P  Q, P ╞ Q V V V V V V F F V F F V V F V F F V F F Regra: Na 2.ª premissa afirma-se o antecedente, na conclusão afirma-se o consequente.
  • 11.
    1.2 Modus Tollens (modo que nega) Se o individuo é português, então é europeu. O individuo não é europeu. Logo, o individuo não é português. Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. P  Q Q P P Q P  Q, Q ╞ P V V V F F V F F V F F V V F V F F V V V Regra: Na 2.ª premissa nega-se o consequente, na conclusão nega-se o antecedente.
  • 12.
    1.3 Falácia daAfirmação do Consequente (Falácia do Modus Ponens) Se o individuo é português, então é europeu. O individuo é europeu. Logo, o individuo é português. Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. P  Q Q P P Q P  Q, Q ╞ P V V V V V V F F F V F V V V F F F V F F Falácia: Na 2.ª premissa afirma-se o consequente, na conclusão afirma-se antecedente.
  • 13.
    1.4 Falácia daNegação do Antecedente (Falácia do Modus Tollens) Se o individuo é português, então é europeu. O individuo não é português. Logo, o individuo não é europeu. Interpretação: P = O individuo é português. Q = O individuo é europeu. P  Q P Q P Q P  Q, P ╞  Q V V V F F V F F F V F V V V F F F V V V Falácia: Na 2.ª premissa nega-se o antecedente, na conclusão nega-se o consequente.
  • 14.
    2.1 Silogismo Disjuntivo O FCP equipa de vermelho ou de azul. O FCP não equipa de vermelho. Logo, o FCP equipa de azul. Interpretação: P = O FCP equipa de vermelho. Q = O FCP equipa de azul. P ∨ Q P Q P Q P ∨ Q, P ╞ Q V V V F V V F V F F F V V V V F F F V F Regra: Na 2.ª premissa nega-se uma das disjuntas, na conclusão afirma-se a outra.
  • 15.
    2.2 Falácia daAfirmação da Disjunta (Falácia do Silogismo Disjuntivo) {extra programa} O Homem é determinado ou tem livre-arbítrio. O Homem é determinado. Logo, o Homem não tem livre-arbítrio. Interpretação: P = O Homem é determinado. Q = O Homem tem livre-arbítrio. P ∨ Q P Q P Q P ∨ Q, P ╞ Q V V V V F V F V V V F V V F F F F F F V Falácia: Na 2.ª premissa afirma-se uma das disjuntas, na conclusão nega-se a outra.
  • 16.
    3 Silogismo Hipotético Se o animal é primata, então é mamífero . Se o animal é mamífero, então é vertebrado. Logo, se o animal é primata, então é vertebrado. Interpretação: P = O animal é primata. Q = O animal é mamífero. R = O animal é vertebrado P  Q Q  R P  R
  • 17.
    P  Q Q  R P  R P Q R P  Q, Q  R ╞ P  R V V V V V V V V F V F F V F V F V V V F F F V F F V V V V V F V F V F V F F V V V V F F F V V V Regra: Na conclusão o antecedente da 1.ª premissa implica o consequente da última.
  • 18.
    As equivalências podemfuncionar como regras de substituição (de uma das equivalentes pela outra porque têm o mesmo valor de verdade em todas as circunstâncias) ou de inferência válida (cada uma das equivalentes pode ser inferida da outra) 4 – Contraposição 5.1 – Leis de De Morgan: Negação da Conjunção 5.2 – Leis de De Morgan: Negação da Disjunção 6 – Negação da Condicional
  • 19.
    4 Contraposição Seo cidadão é leceiro, então é matosinhense. Equivale a: Se o cidadão não é matosinhense, então não é leceiro. Interpretação: P = O cidadão é leceiro. Q = O cidadão é matosinhense. (P  Q)  (Q  P) P Q P  Q Q  P V V V F V F V F F V F F F V V F V V F F V V V V Regra: Inverte-se a posição dos antecedente/consequente e a afirmação/negação.
  • 20.
    5.1 Leis deDe Morgan: Negação da Conjunção É falso que Bragança seja uma cidade costeira e do Norte. Equivale a: Bragança não é uma cidade costeira ou não é uma cidade do Norte. Interpretação: P = Bragança é uma cidade costeira. Q = Bragança é uma cidade do Norte.  (P ∧ Q)  (P ∨ Q) P Q  (P ∧ Q) P ∨ Q V V F V F F F V F V F F V V F V V F V V F F F V F V V V Regra: A negação da conjunção equivale à negação das disjuntas .
  • 21.
    5.2 Leis deDe Morgan: Negação da Disjunção É falso que Matosinhos seja uma cidade espanhola ou francesa. Equivale a: Matosinhos não é uma cidade espanhola nem (e não) é uma cidade francesa. Interpretação: P = Matosinhos é uma cidade espanhola. Q = Matosinhos é uma cidade francesa.  (P ∨ Q)  (P ∧ Q) P Q  (P ∨ Q) P ∧ Q V V F V F F F V F F V F F V F V F V V F F F F V F V V V Regra: A negação da disjunção equivale à negação das conjuntas .
  • 22.
    6 Negação dacondicional {extra programa} É falso que se o jardim é português, é continental. Equivale a: O jardim é português e não é continental. Interpretação: P = O jardim é português. Q = O jardim é continental.  (P  Q)  (P ∧ Q) P Q  (P  Q) P ∧ Q V V F V F F V F V F V V F V F V F F F F F V F V Regra: A negação da condicional equivale à conjunção do antecedente com a negação do consequente .
  • 23.
    Regras de Inferênciaou Leis Lógicas Nas formas argumentativas surgem variáveis proposicionais (P, Q, R, ...) 1 P  Q Q P 3 2 4 P  (Q ∧ R)  (Q ∧ R) P (P ∧ Q)   (R ∨ S) R ∨ S   (P ∧ Q)  (P ∨ Q)  R R P ∨ Q Estas 4 formas argumentativas são na realidade 4 instâncias do Modus Tollens
  • 24.
    As diversas instâncias,por exemplo, do Modus Tollens podem ser representadas numa única fórmula, utilizando variáveis de fórmula (A, B, C, ...) A  B B A “A” representa qualquer antecedente e “B” representa qualquer consequente (proposições simples ou compostas indiferentemente) As fórmulas são regras ou leis lógicas (padrões ou modelos a partir dos quais se constroem argumentos válidos)
  • 25.
    Validade Dedutiva Informal Alguns argumentos são [dedutivamente] válidos não devido à sua forma mas por causa do seu conteúdo proposicional (informalmente) Validade Semântica (depende do significado dos termos envolvidos) Validade Conceptual (depende da relação entre os conceitos envolvidos) Cinco é um número ímpar. Logo, cinco não é um número par. O céu é azul. Logo o céu tem cor. “Ímpar” e “par” são termos antónimos. O conceito de “azul” integra o conceito de “cor”.
  • 26.
    Interpretação: P =Cinco é um número ímpar. Q = Cinco é um número par. Interpretação: P = O céu é azul. Q = O céu tem cor. P Q P Q P Q P ╞ Q V V V F V F V V F V F F F F F V P Q P ╞ Q V V V V V F V F F V F V F F F F Ambos os argumentos são formalmente inválidos mas informalmente [dedutivamente] válidos O inspetor de circunstâncias apenas deteta a validade formal