Fundamentos
teórico-metodológicos
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Era da informação
• O ensino da língua seguiu (...) pautando-se no
repasse de regras e na mera nomenclatura da
gramática tradicional. (p. 48)
• A atitude normativista fundamenta-se em
teorias que têm pouco a dizer sobre a noção de
discurso, porque trabalha com frases ou palavras
isoladas do contexto de atividade humana.
(p. 49)
• A linguagem é vista como fenômeno social, pois
nasce da necessidade de interação. (p. 49)
BAKHTIN
• É no processo de interação social que a palavra
significa, o ato de fala é de natureza social. (...)
os homens não recebem a língua pronta para ser
usada, eles “penetram na corrente de
comunicação verbal; ou melhor, somente
quando mergulham nessa corrente é que sua
consciência desperta e começa a operar.”
Ensinar a pensar!
Mostrar o contexto fora das regras.
Um texto ocorre em interação, não é
compreendido apenas em seus limites
formais.
• O texto é sempre uma atitude responsiva a
outros textos, estabelecendo relações dialógicas.
• Bakhtin: “mesmo enunciados separados um do
outro no tempo e no espaço e que nada sabem um
do outro, se confrontados no plano de sentido,
revelarão relações dialógicas”.
“compreende a palavra ‘diálogo’ num sentido mais
amplo: não apenas a comunicação em voz alta, de
pessoas colocadas face a face, mas toda a
comunicação verbal, de qualquer tipo que seja”.
Por exemplo...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Bíblia (apóstolo Paulo)
Camões (Soneto 11)
Gêneros discursivos
• Bakhtin dividiu os gêneros discursivos em duas
partes:
PRIMÁRIOS: referem-se às situações cotidianas;
SECUNDÁRIOS: acontecem em circunstâncias mais
complexas de comunicação (áreas acadêmicas,
jurídicas, artísticas, etc.)
• Alguns gêneros são adaptados, transformados,
renovados, multiplicados ou até mesmo criados a
partir da necessidade que o homem tem de se
comunicar com o outro.
Jornalístico – notícia, reportagem, editorial...
Televisivo – novela, telejornal, entrevistas...
Cotidianos – receitas, recados, lista de compras...
Discurso eletrônico – e-mails, chats, blogs, redes
sociais...
Entre outros...
• Os gêneros discursivos “são formas
comunicativas que não são adquiridas em
manuais, mas sim nos processos interativos”
(MACHADO, 2005, p. 157). Nessa concepção,
antes de construir um conceito, é uma prática
social e deve orientar a ação pedagógica com a
língua. (...)”
ESCOLA >>> NORMA CULTA
p. 53:
“O que precisa ficar muito claro para os
interlocutores deste documento é que ele não
propõe o abandono do conhecimento gramatical e
tampouco impede que o professor apresente
regras gramaticais para os alunos, visto que toda
lingua é constituída de uma gramática e de um
léxico (ANTUNES, 2003).”
Referências
• Secretaria de Estado da Educação do Paraná.
Diretrizes Curriculares da Educação Básica. 2008
• http://www.observadordaqualidade.com.br/Prof
is/Profis_II.htm (acesso em 26/8/13 as 8h50)

Fundamentos teórico-metodológicos

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    • O ensinoda língua seguiu (...) pautando-se no repasse de regras e na mera nomenclatura da gramática tradicional. (p. 48) • A atitude normativista fundamenta-se em teorias que têm pouco a dizer sobre a noção de discurso, porque trabalha com frases ou palavras isoladas do contexto de atividade humana. (p. 49)
  • 4.
    • A linguagemé vista como fenômeno social, pois nasce da necessidade de interação. (p. 49) BAKHTIN • É no processo de interação social que a palavra significa, o ato de fala é de natureza social. (...) os homens não recebem a língua pronta para ser usada, eles “penetram na corrente de comunicação verbal; ou melhor, somente quando mergulham nessa corrente é que sua consciência desperta e começa a operar.”
  • 5.
    Ensinar a pensar! Mostraro contexto fora das regras. Um texto ocorre em interação, não é compreendido apenas em seus limites formais.
  • 6.
    • O textoé sempre uma atitude responsiva a outros textos, estabelecendo relações dialógicas. • Bakhtin: “mesmo enunciados separados um do outro no tempo e no espaço e que nada sabem um do outro, se confrontados no plano de sentido, revelarão relações dialógicas”. “compreende a palavra ‘diálogo’ num sentido mais amplo: não apenas a comunicação em voz alta, de pessoas colocadas face a face, mas toda a comunicação verbal, de qualquer tipo que seja”.
  • 7.
    Por exemplo... Ainda queeu falasse A língua dos homens E falasse a língua dos anjos, Sem amor eu nada seria. É só o amor! É só o amor Que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal, Não sente inveja ou se envaidece. O amor é o fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. Bíblia (apóstolo Paulo) Camões (Soneto 11)
  • 8.
    Gêneros discursivos • Bakhtindividiu os gêneros discursivos em duas partes: PRIMÁRIOS: referem-se às situações cotidianas; SECUNDÁRIOS: acontecem em circunstâncias mais complexas de comunicação (áreas acadêmicas, jurídicas, artísticas, etc.)
  • 9.
    • Alguns gênerossão adaptados, transformados, renovados, multiplicados ou até mesmo criados a partir da necessidade que o homem tem de se comunicar com o outro. Jornalístico – notícia, reportagem, editorial... Televisivo – novela, telejornal, entrevistas... Cotidianos – receitas, recados, lista de compras... Discurso eletrônico – e-mails, chats, blogs, redes sociais... Entre outros...
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    • Os gênerosdiscursivos “são formas comunicativas que não são adquiridas em manuais, mas sim nos processos interativos” (MACHADO, 2005, p. 157). Nessa concepção, antes de construir um conceito, é uma prática social e deve orientar a ação pedagógica com a língua. (...)”
  • 11.
    ESCOLA >>> NORMACULTA p. 53: “O que precisa ficar muito claro para os interlocutores deste documento é que ele não propõe o abandono do conhecimento gramatical e tampouco impede que o professor apresente regras gramaticais para os alunos, visto que toda lingua é constituída de uma gramática e de um léxico (ANTUNES, 2003).”
  • 12.
    Referências • Secretaria deEstado da Educação do Paraná. Diretrizes Curriculares da Educação Básica. 2008 • http://www.observadordaqualidade.com.br/Prof is/Profis_II.htm (acesso em 26/8/13 as 8h50)