Processamento dos
sinais linguísticos
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Percepção do sinal acústico
da fala
A formulação de teorias e seus respectivos
modelos que possam fundamentar as pesquisas
sobre a percepção do sinal acústico da fala esbarra
em alguns problemas, são eles:
- VALIDAÇÃO DE HIPÓTESES;
- VARIAÇÃO.
Validação de hipóteses
• Somente pode ser efetuada de modo indireto,
inferencial, seja pelas respostas que os sujeitos
derem a determinadas informações ou variações
controladas pelo experimentador, dessa maneira
as respostas a serem provocadas devem ser as
mais simples experimentadas.
Variação
• Cada pessoa apresenta variação, tanto na
qualidade de voz diferente como pode existir
variantes numa mesma língua.
• Resolveríamos esse problema através da duração
de tempo do VOT (tempo de início de voz),
definido como o período de tempo que passa
entre a liberação de uma oclusiva e o início da
vocalização, a vibração das pregas vocais.
Unidades e níveis de
processamento do sinal acústico
• Klatt (1986) afirma que o nível da análise
segmental procede “alinhando colunas” do
conjunto de outputs do detector de traços para
produzir o que poderá ser interpretado como
uma sequência de segmentos discretos.
• Input
• Output
• Bottom up
• Top down
Níveis de um modelo de
detecção de traços fonéticos
• Sistema auditorial periférico;
• Detectores de propriedades acústicas;
• Detectores dos traços fonéticos;
• Análise segmental;
• Busca lexical.
Experimento de Liberman, Cooper, Shankweiller e
Studdert-Kennedy:
• Sintetizaram as sílabas [di] e [du] no
computador, revertendo-as em sons para serem
reconhecidas pelos sujeitos;
• Não havia nenhuma pista para a identificação do
[d];
• Esta dependência existe sempre no caso das
oclusivas;
• Existem algumas consoantes cujas pistas são
contextualmente independentes.
Experimentos de Bailey e Summerfield:
• A percepção da zona de articulação nas
consoantes oclusivas do inglês [p], [t] e [k],
induzida pela inserção de um breve silêncio
entre [s] e a vogal seguinte, depende da duração
do silêncio, das propriedades espectrais e da
relação entre essas propriedades e as da vogal
seguinte.
Teorias e paradigmas sobre
percepção do sinal acústico da fala
• A teoria motora (Liberman & Mattingly): o
ouvinte modela os dados acústicos do emissor,
transformando-os em representações dos gestos
motores.
• Análise através da síntese (Halle & Stevens):
procura dar conta da percepção do sinal acústico
da fala como um processo ativo. Utiliza a
informação acústica internalizada.
• Experimento de Warren: Apagavam-se
segmentos do interior de uma palavra inserida
numa sentença e colocando no lugar uma tosse:
os experimentandos não só conseguiam
restaurar o segmento que havia sido apagado,
quanto não conseguiam localizar onde teria
ocorrido a tosse.
• A teoria da modularidade da mente (Fodor,
1983): defende a afirmação de que a mente é
formada por vários módulos de processamento
de informação, e esses módulos operam de
forma relativamente independente uns dos
outros, processando somente um tipo específico
de informação (corporal, visual, auditivo,
linguístico...);
• Conexionismo (Thorndike): fundamenta-se nos
estudos do cérebro humano desenvolvidos pelas
neurociências.
LAPSOS DA LÍNGUA
• Um exemplo de Fromkin (1973): milhares de
exemplos coletados na Universidade da
Califórnia, demonstram que os erros não são
cometidos aleatoriamente, porque atestam um
conhecimento implícito dos fonemas e das
formas como se combinam.
• Experimentos dicóticos (Morais et alii, 1987 e
Scliar-Cabral, 1987, BR): consistem em submeter
um sujeito a estímulos diferentes
simultaneamente em cada orelha, assim
realizam permutas determinando a fusão
fonética.
• Tarefas de apagamento: os paradigmas para
evidenciar as capacidades metalinguísticas em
relação aos segmentos são a maior parte deles
baseados em tarefas de apagamento.
Referências
• SCLIAR-CABRAL, Leonor. Introdução à psicolinguística. Ed.
Ática.
• dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/handle/1884/29585/R%
20%20T%20%20GUSTAVO%20NISHIDA.pdf?sequence=1–
Acesso em 2/4/13 as 11h23
• marilia.unesp.br/revistas /transformação – Acesso em 2/4/13
as 15h30
• repositorioaberto.up.pt/bitstream/10216/22365/2/31021.pdf
– Acesso em 5/4/13 as 12h52

Processamento dos Sinais Linguísticos

  • 1.
  • 2.
    Percepção do sinalacústico da fala A formulação de teorias e seus respectivos modelos que possam fundamentar as pesquisas sobre a percepção do sinal acústico da fala esbarra em alguns problemas, são eles: - VALIDAÇÃO DE HIPÓTESES; - VARIAÇÃO.
  • 3.
    Validação de hipóteses •Somente pode ser efetuada de modo indireto, inferencial, seja pelas respostas que os sujeitos derem a determinadas informações ou variações controladas pelo experimentador, dessa maneira as respostas a serem provocadas devem ser as mais simples experimentadas.
  • 4.
    Variação • Cada pessoaapresenta variação, tanto na qualidade de voz diferente como pode existir variantes numa mesma língua. • Resolveríamos esse problema através da duração de tempo do VOT (tempo de início de voz), definido como o período de tempo que passa entre a liberação de uma oclusiva e o início da vocalização, a vibração das pregas vocais.
  • 5.
    Unidades e níveisde processamento do sinal acústico • Klatt (1986) afirma que o nível da análise segmental procede “alinhando colunas” do conjunto de outputs do detector de traços para produzir o que poderá ser interpretado como uma sequência de segmentos discretos. • Input • Output • Bottom up • Top down
  • 6.
    Níveis de ummodelo de detecção de traços fonéticos • Sistema auditorial periférico; • Detectores de propriedades acústicas; • Detectores dos traços fonéticos; • Análise segmental; • Busca lexical.
  • 7.
    Experimento de Liberman,Cooper, Shankweiller e Studdert-Kennedy: • Sintetizaram as sílabas [di] e [du] no computador, revertendo-as em sons para serem reconhecidas pelos sujeitos; • Não havia nenhuma pista para a identificação do [d]; • Esta dependência existe sempre no caso das oclusivas; • Existem algumas consoantes cujas pistas são contextualmente independentes.
  • 8.
    Experimentos de Baileye Summerfield: • A percepção da zona de articulação nas consoantes oclusivas do inglês [p], [t] e [k], induzida pela inserção de um breve silêncio entre [s] e a vogal seguinte, depende da duração do silêncio, das propriedades espectrais e da relação entre essas propriedades e as da vogal seguinte.
  • 9.
    Teorias e paradigmassobre percepção do sinal acústico da fala • A teoria motora (Liberman & Mattingly): o ouvinte modela os dados acústicos do emissor, transformando-os em representações dos gestos motores. • Análise através da síntese (Halle & Stevens): procura dar conta da percepção do sinal acústico da fala como um processo ativo. Utiliza a informação acústica internalizada.
  • 10.
    • Experimento deWarren: Apagavam-se segmentos do interior de uma palavra inserida numa sentença e colocando no lugar uma tosse: os experimentandos não só conseguiam restaurar o segmento que havia sido apagado, quanto não conseguiam localizar onde teria ocorrido a tosse.
  • 11.
    • A teoriada modularidade da mente (Fodor, 1983): defende a afirmação de que a mente é formada por vários módulos de processamento de informação, e esses módulos operam de forma relativamente independente uns dos outros, processando somente um tipo específico de informação (corporal, visual, auditivo, linguístico...); • Conexionismo (Thorndike): fundamenta-se nos estudos do cérebro humano desenvolvidos pelas neurociências.
  • 12.
    LAPSOS DA LÍNGUA •Um exemplo de Fromkin (1973): milhares de exemplos coletados na Universidade da Califórnia, demonstram que os erros não são cometidos aleatoriamente, porque atestam um conhecimento implícito dos fonemas e das formas como se combinam.
  • 13.
    • Experimentos dicóticos(Morais et alii, 1987 e Scliar-Cabral, 1987, BR): consistem em submeter um sujeito a estímulos diferentes simultaneamente em cada orelha, assim realizam permutas determinando a fusão fonética. • Tarefas de apagamento: os paradigmas para evidenciar as capacidades metalinguísticas em relação aos segmentos são a maior parte deles baseados em tarefas de apagamento.
  • 14.
    Referências • SCLIAR-CABRAL, Leonor.Introdução à psicolinguística. Ed. Ática. • dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/handle/1884/29585/R% 20%20T%20%20GUSTAVO%20NISHIDA.pdf?sequence=1– Acesso em 2/4/13 as 11h23 • marilia.unesp.br/revistas /transformação – Acesso em 2/4/13 as 15h30 • repositorioaberto.up.pt/bitstream/10216/22365/2/31021.pdf – Acesso em 5/4/13 as 12h52