Tectónica de Placas e a  Deriva Continental
Sabemos como é o nosso planeta ... Mas ele terá sido sempre assim? Como será daqui a milhões de anos?
A Terra não é um planeta estático; os sismos, os vulcões e os fósseis põem em evidência que, ao longo dos tempos, ocorreram muitas transformações no planeta O estudo dos fósseis nos permite concluir que o ambiente do passado era diferente do de hoje.
Alfred Wegener foi o primeiro cientista a defender a  mobilidade dos continentes . Ele baseou seus estudos com base nas seguintes evidências.
Uma quase perfeita justaposição das costas ocidental de África e oriental da América do Sul. Grandes semelhanças geológicas e paleontológicas entre vários continentes do hemisfério sul. Semelhanças entre continentes do hemisfério sul e a Índia
Nesta fotografia de satélite é possível verificar como as costas africana e sul-americana encaixam-se quase perfeitamente
Wegener propôs que, no passado, todos os continentes estivessem unidos numa só massa de terra, que chamou  Pangea  (todas as terras). Ele defendeu que forças muito grandes poderiam ter arrastado os continentes para as suas posições actuais, mas não foi capaz de encontrar as origens dessas forças nem de provar como os continentes teriam se deslocado.
Foi assim que Wegener imaginou a Terra há 225 milhões de anos atrás. Um único supercontinente a que chamou Pangea
Wegener não foi acreditado em sua época, somente cerca de 50 anos mais tarde começaram a encontrar provas que a sua teoria estava correcta.  Hoje são conhecidas várias provas da existência desse supercontinente:
existência de rochas com a mesma idade e características geológicas no Brasil e em África registos fósseis de mesmas espécies que estão actualmente em continentes diferentes presença de fósseis de espécies marinhas em zonas continentais
O Mesossauros era um réptil que vivia em zonas pantanosas. Foram encontrados fósseis dessa espécie na África Ocidental e no Brasil. Esse dado serviu como prova paleontológica que a África e a América do Sul já estiveram ligadas.
A localização de certos fósseis no hemisfério sul pode ser explicada se admitirmos que os continentes estiveram unidos no passado
Nesses continentes observamos que há géneros comuns e que as diferenças mais acentuadas são maiores entre os animais actuais que nos registos fósseis.
Mas como será que os continentes se deslocaram? Para responder a essa questão é necessário perceber um pouco sobre a estrutura do fundo dos oceanos.
 
Na borda dos continentes existe uma zona que desce suavemente para o oceano –  plataforma continental  – que termina num declive acentuado –  talude continental  -. Nessas bordas podem existir zonas de grandes profundidades, as  fossas abissais .
Ao meio dos oceanos existem cadeias montanhosas de origem vulcânica – dorsais oceânicas -. No meio dessas montanhas há uma fenda,  rifte , por onde pode sair magma. É a partir do rifte que as placas litosféricas se afastam. De cada um dos lados das dorsais estendem-se zonas planas –  planícies abissais
Quando o magma ascende nos riftes, empurra as rochas lá existentes e solidifica-se em contacto com a água, formando uma nova camada de rocha. Esta força ajuda a empurrar o fundo dos oceanos.
Por baixo do fundo oceânico existe uma camada de magma fluido – astenosfera -. Correntes de convecção ajudam a empurrar o fundo dos oceanos. O magma que ascende através do rifte forma uma nova crosta oceânica e as correntes de convecção ajudam a empurrar as placas litosféricas.
Assim, os continentes foram sendo arrastados sobre o manto ao longo de milhões de anos até ao aspecto que conhecemos.
 
 

Tectplacas

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    Tectónica de Placase a Deriva Continental
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    Sabemos como éo nosso planeta ... Mas ele terá sido sempre assim? Como será daqui a milhões de anos?
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    A Terra nãoé um planeta estático; os sismos, os vulcões e os fósseis põem em evidência que, ao longo dos tempos, ocorreram muitas transformações no planeta O estudo dos fósseis nos permite concluir que o ambiente do passado era diferente do de hoje.
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    Alfred Wegener foio primeiro cientista a defender a mobilidade dos continentes . Ele baseou seus estudos com base nas seguintes evidências.
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    Uma quase perfeitajustaposição das costas ocidental de África e oriental da América do Sul. Grandes semelhanças geológicas e paleontológicas entre vários continentes do hemisfério sul. Semelhanças entre continentes do hemisfério sul e a Índia
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    Nesta fotografia desatélite é possível verificar como as costas africana e sul-americana encaixam-se quase perfeitamente
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    Wegener propôs que,no passado, todos os continentes estivessem unidos numa só massa de terra, que chamou Pangea (todas as terras). Ele defendeu que forças muito grandes poderiam ter arrastado os continentes para as suas posições actuais, mas não foi capaz de encontrar as origens dessas forças nem de provar como os continentes teriam se deslocado.
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    Foi assim queWegener imaginou a Terra há 225 milhões de anos atrás. Um único supercontinente a que chamou Pangea
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    Wegener não foiacreditado em sua época, somente cerca de 50 anos mais tarde começaram a encontrar provas que a sua teoria estava correcta. Hoje são conhecidas várias provas da existência desse supercontinente:
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    existência de rochascom a mesma idade e características geológicas no Brasil e em África registos fósseis de mesmas espécies que estão actualmente em continentes diferentes presença de fósseis de espécies marinhas em zonas continentais
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    O Mesossauros eraum réptil que vivia em zonas pantanosas. Foram encontrados fósseis dessa espécie na África Ocidental e no Brasil. Esse dado serviu como prova paleontológica que a África e a América do Sul já estiveram ligadas.
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    A localização decertos fósseis no hemisfério sul pode ser explicada se admitirmos que os continentes estiveram unidos no passado
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    Nesses continentes observamosque há géneros comuns e que as diferenças mais acentuadas são maiores entre os animais actuais que nos registos fósseis.
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    Mas como seráque os continentes se deslocaram? Para responder a essa questão é necessário perceber um pouco sobre a estrutura do fundo dos oceanos.
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    Na borda doscontinentes existe uma zona que desce suavemente para o oceano – plataforma continental – que termina num declive acentuado – talude continental -. Nessas bordas podem existir zonas de grandes profundidades, as fossas abissais .
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    Ao meio dosoceanos existem cadeias montanhosas de origem vulcânica – dorsais oceânicas -. No meio dessas montanhas há uma fenda, rifte , por onde pode sair magma. É a partir do rifte que as placas litosféricas se afastam. De cada um dos lados das dorsais estendem-se zonas planas – planícies abissais
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    Quando o magmaascende nos riftes, empurra as rochas lá existentes e solidifica-se em contacto com a água, formando uma nova camada de rocha. Esta força ajuda a empurrar o fundo dos oceanos.
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    Por baixo dofundo oceânico existe uma camada de magma fluido – astenosfera -. Correntes de convecção ajudam a empurrar o fundo dos oceanos. O magma que ascende através do rifte forma uma nova crosta oceânica e as correntes de convecção ajudam a empurrar as placas litosféricas.
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    Assim, os continentesforam sendo arrastados sobre o manto ao longo de milhões de anos até ao aspecto que conhecemos.
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