DERIVA CONTINENTALvs TECTÓNICA DE PLACAS
TEORIA DA DERIVA CONTINENTALWegener propôs:Os continentes actuais formaram-se a partir da divisão de um supercontinente (Pangea), ou seja propôs a mobilidade do continentes.
TEORIA DA DERIVA CONTINENTALTeoria da Deriva Continental de Wegener  (1912) • “Todos os continentes, em tempos antigos, estiveram juntos, formando uma única massa terrestre – Pangeia – rodeada de um único oceano – Pantalassa. A Pangeia a partir do final da Era Paleozóica (˜200Ma) ter-se-á fragmentado em vários blocos, que migraram até atingirem as posiçõesactuais.”ArgumentosMORFOLÓGICOS E GEOLÓGICOSPALEOCLIMÁTICOSPALEONTOLÓGICOS Encaixe quase perfeito dos continentes;
 As rochas deformadas na África do Sul são idênticas às existentes em Buenos Aires (Argentina)
 Existência de fósseis animais e vegetais semelhantes em zonas separadas por vários Km e extensos oceanos.
 Ocorrência de climas idênticos em vários continentes, nos mesmos períodos geológicos.·   Em 1950 reacendeu-se o interesse pela Deriva Continental- Exploração do fundos oceânicos- Magnetismo da Terra  a crista médio-oceânica e a banda magnética há, aproximadamente, 5 milhões de anos; há, aproximadamente, 2 a 3 milhões de anos; actualmente. http://www.u.arizona.edu/mstrauss/extrac/oceanic%20rift.jpg.TECTÓNICA DE PLACAS
Modelo do relevo do fundo oceânico, ao longo de uma crista médio-oceânicaTEORIA DA TECTÓNICA DE PLACASMorfologia dos fundos oceânicos:Plataforma continental: zona 	levemente inclinada que se estende até 	aos 200 m de profundidade.Talude continental: zona de declive 	acentuado que se estende até aos 	4000mPlanície abissal: zona plana de grande 	extensão, situado no fundo do oceano. 	Podem surgir depressões que apresentam 	grande profundidade (>11000 m) 	designadas por fossas abissais.Dorsal média-oceânica: formadas 	por cadeias montanhosas, 	separadas por uma depressão – 	rifte (1800-2000m).
Qual a idade do fundo oceânico?Junto da dorsal, as rochas são muito novas;Tornam-se progressivamente mais velhas quando afastadas da dorsalComo pode a nova crosta oceânica ser adicionada, continuamente, ao longo das cristas oceânicas sem aumentar o tamanho da Terra?
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACAS·   A superfície terrestre => doze placas litosféricas (tectónicas )			 (grande bloco rígido de rocha sólida)·  As placas movem-se lentamente => alguns centímetros por anoO tamanho das placas pode variar muito entre algumas centenas a milhares de quilómetros
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACASEsta pergunta intrigou, particularmente, Harry H. Hess e Robert S. Dietz. Hess formulou o raciocínio seguinte: se a crosta oceânica se expandia ao longo das cristas oceânicas, ela tinha de ser "consumida" noutros lugares da terra. Deste modo, sugeriu que a nova crosta oceânica se afastava de forma contínua das dorsais, segundo um movimento de transporte do tipo "correia". Milhões de anos mais tarde, a crosta oceânica desce, eventualmente, nas fossas oceânicas, onde seria "consumida". De acordo com Hess, enquanto o Oceano Atlântico estava a expandir-se o Oceano Pacífico estava a contrair-se. Assim, as ideias de Hess, davam uma explicação clara para o facto da Terra não aumentar de tamanho.
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACASExistem três tipos de limites de placa:Limites divergentes- onde a nova crosta é gerada, enquanto as placas são "empurradas" afastando-se.Ex. crista oceânica Médio-Atlântica- velocidade de expansão aproximadamente 2,5 cm/ano.  Limites convergentes- onde a crosta é destruída, enquanto uma placa "mergulha" sob outra.A convergência pode ocorrer entre uma placa oceânica e uma continental, entre duas placas oceânicas, ou entre duas placas continentais.Limites transformantes- onde a crosta nem está a ser produzida nem a ser destruída. As placas deslizam horizontalmente uma em relação à outra..Ex. Falha de Santo André (SanAndreas) na Califórnia e a falha Alpina na Nova Zelândia..
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACAS
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACASModelo esquemático da representação dos limites das placas, bem como dos principais aspectos determinantes da tectónica das placas.
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACASMapa representativo das placas litosféricas. As setas negras indicam o movimento relativo das placas.
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACAS·   O magma da astenosfera, situado sob a litosfera, ascende à superfície através do rifte das dorsais (1)·  Ao atingir a superfície do leito oceânico, arrefece e empurra as placas de cada lado da dorsal, em sentidos opostos, em direcção às margens dos continentes (2). À medida que o novo fundo do oceano se produz, o maisantigo, o mais próximo das margens dos continentes, mergulha e fundena zona de encontro entre a crosta oceânica e a crosta continental – zona de subducção ou fossa abissal (3).
 O materialrochosofundido volta a ascender (4).
 Este movimento ocorre continuamente e é conhecido por correntes de convecção (1, 2, 3 e 4). DEFORMAÇÕES DA LITOSFERA

Deriva Continental vs Tectónica de Placas....

  • 1.
  • 2.
    TEORIA DA DERIVACONTINENTALWegener propôs:Os continentes actuais formaram-se a partir da divisão de um supercontinente (Pangea), ou seja propôs a mobilidade do continentes.
  • 3.
    TEORIA DA DERIVACONTINENTALTeoria da Deriva Continental de Wegener (1912) • “Todos os continentes, em tempos antigos, estiveram juntos, formando uma única massa terrestre – Pangeia – rodeada de um único oceano – Pantalassa. A Pangeia a partir do final da Era Paleozóica (˜200Ma) ter-se-á fragmentado em vários blocos, que migraram até atingirem as posiçõesactuais.”ArgumentosMORFOLÓGICOS E GEOLÓGICOSPALEOCLIMÁTICOSPALEONTOLÓGICOS Encaixe quase perfeito dos continentes;
  • 4.
    As rochasdeformadas na África do Sul são idênticas às existentes em Buenos Aires (Argentina)
  • 5.
    Existência defósseis animais e vegetais semelhantes em zonas separadas por vários Km e extensos oceanos.
  • 6.
    Ocorrência declimas idênticos em vários continentes, nos mesmos períodos geológicos.·   Em 1950 reacendeu-se o interesse pela Deriva Continental- Exploração do fundos oceânicos- Magnetismo da Terra  a crista médio-oceânica e a banda magnética há, aproximadamente, 5 milhões de anos; há, aproximadamente, 2 a 3 milhões de anos; actualmente. http://www.u.arizona.edu/mstrauss/extrac/oceanic%20rift.jpg.TECTÓNICA DE PLACAS
  • 7.
    Modelo do relevodo fundo oceânico, ao longo de uma crista médio-oceânicaTEORIA DA TECTÓNICA DE PLACASMorfologia dos fundos oceânicos:Plataforma continental: zona levemente inclinada que se estende até aos 200 m de profundidade.Talude continental: zona de declive acentuado que se estende até aos 4000mPlanície abissal: zona plana de grande extensão, situado no fundo do oceano. Podem surgir depressões que apresentam grande profundidade (>11000 m) designadas por fossas abissais.Dorsal média-oceânica: formadas por cadeias montanhosas, separadas por uma depressão – rifte (1800-2000m).
  • 8.
    Qual a idadedo fundo oceânico?Junto da dorsal, as rochas são muito novas;Tornam-se progressivamente mais velhas quando afastadas da dorsalComo pode a nova crosta oceânica ser adicionada, continuamente, ao longo das cristas oceânicas sem aumentar o tamanho da Terra?
  • 9.
    TEORIA DA TECTÓNICADE PLACAS·   A superfície terrestre => doze placas litosféricas (tectónicas ) (grande bloco rígido de rocha sólida)·  As placas movem-se lentamente => alguns centímetros por anoO tamanho das placas pode variar muito entre algumas centenas a milhares de quilómetros
  • 10.
    TEORIA DA TECTÓNICADE PLACASEsta pergunta intrigou, particularmente, Harry H. Hess e Robert S. Dietz. Hess formulou o raciocínio seguinte: se a crosta oceânica se expandia ao longo das cristas oceânicas, ela tinha de ser "consumida" noutros lugares da terra. Deste modo, sugeriu que a nova crosta oceânica se afastava de forma contínua das dorsais, segundo um movimento de transporte do tipo "correia". Milhões de anos mais tarde, a crosta oceânica desce, eventualmente, nas fossas oceânicas, onde seria "consumida". De acordo com Hess, enquanto o Oceano Atlântico estava a expandir-se o Oceano Pacífico estava a contrair-se. Assim, as ideias de Hess, davam uma explicação clara para o facto da Terra não aumentar de tamanho.
  • 11.
    TEORIA DA TECTÓNICADE PLACASExistem três tipos de limites de placa:Limites divergentes- onde a nova crosta é gerada, enquanto as placas são "empurradas" afastando-se.Ex. crista oceânica Médio-Atlântica- velocidade de expansão aproximadamente 2,5 cm/ano.  Limites convergentes- onde a crosta é destruída, enquanto uma placa "mergulha" sob outra.A convergência pode ocorrer entre uma placa oceânica e uma continental, entre duas placas oceânicas, ou entre duas placas continentais.Limites transformantes- onde a crosta nem está a ser produzida nem a ser destruída. As placas deslizam horizontalmente uma em relação à outra..Ex. Falha de Santo André (SanAndreas) na Califórnia e a falha Alpina na Nova Zelândia..
  • 12.
  • 13.
    TEORIA DA TECTÓNICADE PLACASModelo esquemático da representação dos limites das placas, bem como dos principais aspectos determinantes da tectónica das placas.
  • 14.
    TEORIA DA TECTÓNICADE PLACASMapa representativo das placas litosféricas. As setas negras indicam o movimento relativo das placas.
  • 15.
    TEORIA DA TECTÓNICADE PLACAS·   O magma da astenosfera, situado sob a litosfera, ascende à superfície através do rifte das dorsais (1)·  Ao atingir a superfície do leito oceânico, arrefece e empurra as placas de cada lado da dorsal, em sentidos opostos, em direcção às margens dos continentes (2). À medida que o novo fundo do oceano se produz, o maisantigo, o mais próximo das margens dos continentes, mergulha e fundena zona de encontro entre a crosta oceânica e a crosta continental – zona de subducção ou fossa abissal (3).
  • 16.
    O materialrochosofundidovolta a ascender (4).
  • 17.
    Este movimentoocorre continuamente e é conhecido por correntes de convecção (1, 2, 3 e 4). DEFORMAÇÕES DA LITOSFERA