DERIVA CONTINENTAL
Teoria da deriva dos continentes
A apresentação de uma hipótese fundamentada sobre a mobilidade dos continentes surgiu
em 1912, numa conferência proferida não por um geólogo mas pelo Físico alemão, Alfred
Wegener, doutorado em Astronomia, que enveredou pela Meteorologia, perante a Associação
Geológica Alemã. As suas ideias foram mal recebidas. Após o fracasso da conferência, A. Wegener
reuniu argumentos a favor da sua Teoria da Deriva dos Continentes:
ARGUMENTOS
MORFOLÓGICOS
a configuração do recorte das costas oriental sul-americana
e ocidental africana que encaixam uma na outra e isto
verifica-se também para outras massas continentais.
ARGUMENTOS
GEOLÓGICOS/LITOL
ÓGICOS:
as formações rochosas da América do Sul tinham
continuidade na costa africana, evidenciando a sua origem
comum.
ARGUMENTOS
PALEOCLIMÁTICOS
encontram-se vestígios de glaciares (gelo) em continentes,
como África, Austrália e América do Sul. Este facto indica que
estes continentes já estiveram juntos bem mais próximos do polo sul.
ARGUMENTOS
PALEONTOLÓGICOS:
encontram-se fósseis comuns de animais e de plantas em
regiões hoje completamente separadas, o que indica que,
quando existiram estes seres vivos, os continentes estavam juntos.
Segundo a teoria da deriva dos continentes, os continentes atuais teriam estado unidos no
passado, tendo há cerca de 240 M.a. constituído um único supercontinente, a Pangeia (termo
deriva da palavra grega Pangea que significa “todas as terras”), rodeado por um único oceano, a
Pantalassa (deriva da palavra Panthalassa, nome da deusa grega dos mares). Em consequência
de grandes fraturas, a Pangeia viria a fragmentar-se, movimentando-se lateralmente os fragmentos
corno "pedaços de gelo quebrados", até ficarem na posição que apresentam atualmente.
Wegener considerava que o movimento das massas continentais era devido à rotação da Terra e ao
movimento das marés.
Porque não foi aceite esta teoria nessa época?
Alfred Wegener não conseguiu provar o que provocou a fragmentação da Pangeia e o movimento dos
continentes.
A explicação que utilizou foi que o movimento dos continentes devia-se ao movimento de rotação da
Terra e às forças gravíticas do Sol e da Lua, o que não convenceu os cientistas da época.
Problemas na teoria da Deriva dos Continentes
A comunidade científica da época não aceitou a sua teoria, tendo saído ridicularizado e hostilizado
na reunião onde a apresentou.
Ainda que alguns cientistas aceitassem a existência da Pangeia, os mecanismos propostos
por Wegener para explicar o movimento das grandes massas continentais
(movimento de rotação da Terra,forças das marés e de atração entre Terra e Lua)
foram considerados insuficientes.
Wegener procurou rebater as ideias dos seus opositores nas sucessivas edições da sua obra. No
entanto, o "mecanismo" que propôs para o movimento dos continentes também
não o satisfazia completamente.
Teoria da Expansão dos Oceanos
Os novos conhecimentos sobre os fundos oceânicos levou a que Harry Hess, em 1960, apresentasse a Teoria
da Expansão dos Fundos Oceânicos que defendiaque os fundos oceânicos
formavam-se a partir dos riftes, crescendo simetricamente a partir
deles, sendo depois destruídos nas zonas de subdução nas fossas
oceânicas. Isto faz com que o volume da terra não aumente.
Osfenómenosdeformação edestruiçãodeplacalitosféricapermitema manutenção do volume
da Terra constante.
A expansão do planeta não se verifica porque há destruição de placa
litosférica nas zonas de subducção, permitindo a compensação entre a
placa litosférica que se forma nos riftes e a que é destruída nas fossas.
Dorsais oceânicas Cadeiasmontanhosasmuitolongasnofundooceânico.
Riftes Fraturas situadasnomeiode dorsais
médio-oceânicasporonde ascende omagma.
Planíciesabissais Regiõesplanasmuitoprofundasonde se acumulamsedimentos.
Ilhas vulcânicas Emergem à superfície em resultado da solidificação e acumulação de lava.
Fossas oceânicas Zonas mais profundas dos oceanos
Explica a importância do estudo do paleomagnetismo para a compreensão da expansão dos fundos oceânicos.
Ao estudar os fundos oceânicos detetou-se um padrão regular e simétrico de bandas com o mesmo registo
paleomagnético em relação ao rifte. Estes dados provam que o fundo dos oceanos se encontra em expansão a partir
do rifte para os dois lados.
Ao longo do tempo o campo magnético VARIOU e atualmente apresenta uma ANOMALIA
POSITIVA.
A expansão dos fundos oceânicos ocorrenos riftes, o queé comprovado pela presença de crusta
mais jovem nestas zonas.
A identificação dos limites das placas litosféricas foi possível após a determinação da idade das rochas dos
fundos oceânicos e da distribuição de sismos e vulcões.
As placas litosféricassão formadaspor material da litosfera da qualfazem parte materiais rígidos
da crusta e da parte superior do manto sólido.
A astenosfera é a camada sobre a qual deslizam as placas litosféricas.
Ao nível das fossas oceânicas ocorreDESTRUIÇÃO deplaca litosférica, fenómeno conhecido por
SUBDUCÇÃO.
Osfenómenosdeformação edestruiçãodeplacalitosféricapermitema manutenção do volume
da Terra constante.
 O campo magnético terrestre tem variado no tempo, ficando registado em minerais magnéticos.
 O estudo do paleomagnetismo do fundo oceânico detetou rochas com anomalias positivas,
correspondentes à orientação atual do campo magnético.
 Relativamente à crusta oceânica, podemos afirmar que é mais recente na zona próxima
do rifte.
Relaciona a expansão dos fundos oceânicos com a Teoria da Deriva dos Continentes
proposta por Alfred Wegener.
A expansão dos fundos oceânicos, com a formação de crusta oceânica nas zonas de rifte e a sua
destruição nas zonas de subducção, permite explicar a fracturação e mobilidade dos continentes
defendida inicialmente por Wegener, quando apresentou a Hipótese da Deriva dos Continentes.
Relaciona os movimentos de convecção do manto com o fenómeno que está
a ocorrer atualmente no Vale do Rifte Africano.
Os movimentos de convecção do manto são o motor do dinamismo das placas tectónicas, ocorrendo
ascensão de material mantélico, que pode ser libertado nas zonas de rifte originando o afastamento
das placas tectónicas. Este afastamento poderá conduzir à abertura de um novo mar, como está a
acontecer no Vale do Rifte Africano.
TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACAS
Nos finais dos anos 60, Robert Plamer e Donald Mackenzie apresentaram a Teoria da Tectónica de Placas
que defende que a litosfera se encontra fragmentada em placas que se movem sobre a astenosfera.
Como se explica atualmente o movimento das placas
tectónicas?
As placas tectónicas movem-se sobre a astenosfera devido à força de tração, nas zonas de subdução, e à
ascensão do magma nos riftes que ocorre por força das correntes de convecção.
Qual o instrumentoque permitiu conhecer o fundo oceânico?
O sonar foi o instrumento que permitiu o conhecimento do fundo oceânico. Funciona do seguinte modo:
1. O sonar emite som que se desloca até ao fundo do mar
2. O som reflete no fundo do mar e depois é recebido pelo sonar que calcula a profundidade
Constituição dos fundos dos oceanos :
Plataformas continentais - superfícies relativamente planas e de pouca profundidade junto aos continentes
Taludes continentais - declives entre as plataformas continentais e as planícies abissais
Planícies abissais - regiões planas de grande profundidade
Dorsais oceânicas - cadeias montanhosas que se situam a meio dos fundos oceânicos
Riftes oceânicos - vales situados na região central nas dorsais oceânicas por onde é expelido magma, o que
leva à formação de novas rochas
Fossas oceânicas - zonas de grandes profundidades onde a crosta oceânica mergulha sob a crosta
continental ocorrendo destruição de rocha
Paleomagnetismo - As rochas dos fundos oceânicos apresentamum registo paleomagnético simétrico e
paralelo, de ambos os lados da dorsal.
Isto sugere que, quando a nova crosta oceânica é formada no rifte, solidifica em ambos os lados do rifte em
placas diferentes que tendem a afastar-se.
Idade dos fundos oceânicos
Sendo assim, as rochas são mais recentes junto à dorsal oceânica (onde se localizam os riftes e se
formam novas rochas), e mais antigas quanto mais afastadas dela.
Artur Holmes
Como surgiu a teoria da tectónica de placas?
Morfologia dos fundos oceânicos Das formas de relevo existentes nos fundos oceânicos destacam-
se:
• as fossas oceânicas, depressões estreitas onde o fundo marinho atinge grandes profundidades;
• as dorsais (ou cristas) médio-oceânicas, cadeias montanhosas submarinas. Estas dorsais,
geralmente localizadas nas zonas médias dos oceanos, ao longo do seu eixo contêm vales estreitos
—os riftes.
Datação das rochas dos fundos oceânicos
As sondagens realizadas no fundo dos oceanos possibilitaram a recolha e a datação das rochas
nesses locais. As rochas são mais recentes junto aos riftes e mais antigas à medida que nos
afastamos da dorsal, para ambos os lados.
Os fundos oceânicos encontram-se em expansão.
Estas pesquisas revelaram que as rochas dos fundos oceânicos são surpreendentemente jovens,
quando comparadas com as rochas continentais.
Aparecimento da teoria da tectónica de placas.
Em que consiste a teoria da tectónica de placas?
Esta teoria admite que a litosfera está dividida em diversos fragmentos
– as placas litosféricas – que se deslocam uns em relação aos outros, a baixa velocidade.
Apresentam uma espessura entre 70 e 100 km;
• São constituídas por crosta e por uma porção do manto superior;
• Podem ser de dois tipos:
• placas oceânicas: estão cobertas por um oceano e não possuem na sua superfície massas
continentais; a sua crosta é basáltica (crosta oceânica);
• placas mistas: apresentam na sua superfície um continente e prolongam-se sob o oceano. Na zona
continental a crosta é granítica (crosta continental) e no oceano é basáltica (crosta oceânica).
Limite convergente Limite divergente Limite transformante
ou conservativos
 zonas de fossa
 Ocorre subducção das
placas litosféricas
 há vulcanismo e sismos
 São característicos das
fossas oceânicas
 Ocorre destruição de placa
litosférica
 Asplacaslitosféricastendemaafastar-
se
 regista-se atividade sísmica e
vulcânica
 As dorsais médio-oceânicas
situam-se próximo de limites
divergentes.
 Ocorre FORMAÇÃOde placalitosférica
 Há produção de placa litosférica
 As placas deslizam
lateralmente uma em
relação à outra.
 ocorre um
deslizamento lateral
das placas.
 SISMOS
As cadeias montanhosas podem formar-se em diferentes contextos tectónicos.
A – Cadeias de subducção- Andes
B – Cadeias de colisão - Himalaias
C – Cadeias montanhosas intracontinentais - Alpes
Nos limites convergentes das placas tectónicas ocorrem sismos e erupções
vulcânicas, enquanto nos limites transformantes ocorrem apenas sismos.
Duas rochas do fundo do mar que se encontrem a igual distância do mesmo rifte registam a
mesma direção do campo magnético terrestre.
pois estando as duas rochas à mesma distância do rifte significa que se terão formado na mesma
altura, logo os minerais magnéticos que as constituem vão apresentar a mesma orientação do campo
magnético terrestre.
 Uma placa tectónica é constituída por uma porção de litosfera.
 A ocorrência de vulcões e a expansão dos fundos oceânicos são evidências que
fundamentam a teoria da tectónica de placas.
 O movimento das placas tectónicas pode levar à ocorrência de sismos e à
formação de grandes cadeias montanhosas.
Comenta a seguinte afirmação: “O volume da Terra tem vindo a aumentar devido à
expansão do fundo dos oceanos”.
A afirmação é falsa pois a expansão do fundo dos oceanos a partir dos riftes, é compensada pela
destruição dos fundos oceânicos que ocorre nas fossas, o que mantém a constância do volume
da Terra.
Explica a importância das correntes de convecção no movimento das placas tectónicas
As correntes de convecção geradas no manto ascendem até às zonas de rifte,deslocam-
se lateralmente para lados opostos e mergulham nas regiões de subducção,permitindo
a movimentação das placas que assentam na astenosfera. Assim, as correntes de
convecção são o motor da tectónica de placas.
Numa deformação elásticaos materiais retomam a sua formainicial depois de a força
deixar de atuar.
Numa deformação plástica as forças conduzem a alterações permanentes mas o material não
quebra.
Numa deformação frágil ocorre rutura dos materiais.
Uma falha está associada a uma deformação FRÁGIL em que o limite de
elasticidade dos materiais foi ultrapassado.
Nas falhas inversas e normais atuam forças de compressão e distensão, respetivamente.
Nas falhas de desligamento atuam forças de cisalhamento.
Uma dobra corresponde a uma deformação dúctil resultante da ação de uma força
compressiva.
Indica três contextos tectónicos em que pode ocorrer a formação de cadeias montanhosas.
As cadeias montanhosas podem formar-se em: zonas onde ocorre subducção de placas tectónicas;
zonas onde ocorre colisão de placas litosféricas;e no interior dos continentes,pela ação
de falhas.
Teoria da deriva 2020

Teoria da deriva 2020

  • 1.
    DERIVA CONTINENTAL Teoria daderiva dos continentes A apresentação de uma hipótese fundamentada sobre a mobilidade dos continentes surgiu em 1912, numa conferência proferida não por um geólogo mas pelo Físico alemão, Alfred Wegener, doutorado em Astronomia, que enveredou pela Meteorologia, perante a Associação Geológica Alemã. As suas ideias foram mal recebidas. Após o fracasso da conferência, A. Wegener reuniu argumentos a favor da sua Teoria da Deriva dos Continentes: ARGUMENTOS MORFOLÓGICOS a configuração do recorte das costas oriental sul-americana e ocidental africana que encaixam uma na outra e isto verifica-se também para outras massas continentais. ARGUMENTOS GEOLÓGICOS/LITOL ÓGICOS: as formações rochosas da América do Sul tinham continuidade na costa africana, evidenciando a sua origem comum. ARGUMENTOS PALEOCLIMÁTICOS encontram-se vestígios de glaciares (gelo) em continentes, como África, Austrália e América do Sul. Este facto indica que estes continentes já estiveram juntos bem mais próximos do polo sul. ARGUMENTOS PALEONTOLÓGICOS: encontram-se fósseis comuns de animais e de plantas em regiões hoje completamente separadas, o que indica que, quando existiram estes seres vivos, os continentes estavam juntos. Segundo a teoria da deriva dos continentes, os continentes atuais teriam estado unidos no passado, tendo há cerca de 240 M.a. constituído um único supercontinente, a Pangeia (termo deriva da palavra grega Pangea que significa “todas as terras”), rodeado por um único oceano, a Pantalassa (deriva da palavra Panthalassa, nome da deusa grega dos mares). Em consequência de grandes fraturas, a Pangeia viria a fragmentar-se, movimentando-se lateralmente os fragmentos corno "pedaços de gelo quebrados", até ficarem na posição que apresentam atualmente. Wegener considerava que o movimento das massas continentais era devido à rotação da Terra e ao movimento das marés. Porque não foi aceite esta teoria nessa época? Alfred Wegener não conseguiu provar o que provocou a fragmentação da Pangeia e o movimento dos continentes. A explicação que utilizou foi que o movimento dos continentes devia-se ao movimento de rotação da Terra e às forças gravíticas do Sol e da Lua, o que não convenceu os cientistas da época. Problemas na teoria da Deriva dos Continentes A comunidade científica da época não aceitou a sua teoria, tendo saído ridicularizado e hostilizado na reunião onde a apresentou. Ainda que alguns cientistas aceitassem a existência da Pangeia, os mecanismos propostos por Wegener para explicar o movimento das grandes massas continentais (movimento de rotação da Terra,forças das marés e de atração entre Terra e Lua) foram considerados insuficientes. Wegener procurou rebater as ideias dos seus opositores nas sucessivas edições da sua obra. No entanto, o "mecanismo" que propôs para o movimento dos continentes também não o satisfazia completamente.
  • 2.
    Teoria da Expansãodos Oceanos Os novos conhecimentos sobre os fundos oceânicos levou a que Harry Hess, em 1960, apresentasse a Teoria da Expansão dos Fundos Oceânicos que defendiaque os fundos oceânicos formavam-se a partir dos riftes, crescendo simetricamente a partir deles, sendo depois destruídos nas zonas de subdução nas fossas oceânicas. Isto faz com que o volume da terra não aumente. Osfenómenosdeformação edestruiçãodeplacalitosféricapermitema manutenção do volume da Terra constante. A expansão do planeta não se verifica porque há destruição de placa litosférica nas zonas de subducção, permitindo a compensação entre a placa litosférica que se forma nos riftes e a que é destruída nas fossas.
  • 4.
    Dorsais oceânicas Cadeiasmontanhosasmuitolongasnofundooceânico. RiftesFraturas situadasnomeiode dorsais médio-oceânicasporonde ascende omagma.
  • 5.
    Planíciesabissais Regiõesplanasmuitoprofundasonde seacumulamsedimentos. Ilhas vulcânicas Emergem à superfície em resultado da solidificação e acumulação de lava. Fossas oceânicas Zonas mais profundas dos oceanos Explica a importância do estudo do paleomagnetismo para a compreensão da expansão dos fundos oceânicos. Ao estudar os fundos oceânicos detetou-se um padrão regular e simétrico de bandas com o mesmo registo paleomagnético em relação ao rifte. Estes dados provam que o fundo dos oceanos se encontra em expansão a partir do rifte para os dois lados. Ao longo do tempo o campo magnético VARIOU e atualmente apresenta uma ANOMALIA POSITIVA. A expansão dos fundos oceânicos ocorrenos riftes, o queé comprovado pela presença de crusta mais jovem nestas zonas. A identificação dos limites das placas litosféricas foi possível após a determinação da idade das rochas dos fundos oceânicos e da distribuição de sismos e vulcões. As placas litosféricassão formadaspor material da litosfera da qualfazem parte materiais rígidos da crusta e da parte superior do manto sólido. A astenosfera é a camada sobre a qual deslizam as placas litosféricas. Ao nível das fossas oceânicas ocorreDESTRUIÇÃO deplaca litosférica, fenómeno conhecido por SUBDUCÇÃO. Osfenómenosdeformação edestruiçãodeplacalitosféricapermitema manutenção do volume da Terra constante.  O campo magnético terrestre tem variado no tempo, ficando registado em minerais magnéticos.  O estudo do paleomagnetismo do fundo oceânico detetou rochas com anomalias positivas, correspondentes à orientação atual do campo magnético.  Relativamente à crusta oceânica, podemos afirmar que é mais recente na zona próxima do rifte. Relaciona a expansão dos fundos oceânicos com a Teoria da Deriva dos Continentes proposta por Alfred Wegener. A expansão dos fundos oceânicos, com a formação de crusta oceânica nas zonas de rifte e a sua destruição nas zonas de subducção, permite explicar a fracturação e mobilidade dos continentes defendida inicialmente por Wegener, quando apresentou a Hipótese da Deriva dos Continentes. Relaciona os movimentos de convecção do manto com o fenómeno que está a ocorrer atualmente no Vale do Rifte Africano. Os movimentos de convecção do manto são o motor do dinamismo das placas tectónicas, ocorrendo ascensão de material mantélico, que pode ser libertado nas zonas de rifte originando o afastamento
  • 6.
    das placas tectónicas.Este afastamento poderá conduzir à abertura de um novo mar, como está a acontecer no Vale do Rifte Africano. TEORIA DA TECTÓNICA DE PLACAS Nos finais dos anos 60, Robert Plamer e Donald Mackenzie apresentaram a Teoria da Tectónica de Placas que defende que a litosfera se encontra fragmentada em placas que se movem sobre a astenosfera. Como se explica atualmente o movimento das placas tectónicas? As placas tectónicas movem-se sobre a astenosfera devido à força de tração, nas zonas de subdução, e à ascensão do magma nos riftes que ocorre por força das correntes de convecção. Qual o instrumentoque permitiu conhecer o fundo oceânico? O sonar foi o instrumento que permitiu o conhecimento do fundo oceânico. Funciona do seguinte modo: 1. O sonar emite som que se desloca até ao fundo do mar 2. O som reflete no fundo do mar e depois é recebido pelo sonar que calcula a profundidade Constituição dos fundos dos oceanos : Plataformas continentais - superfícies relativamente planas e de pouca profundidade junto aos continentes Taludes continentais - declives entre as plataformas continentais e as planícies abissais Planícies abissais - regiões planas de grande profundidade Dorsais oceânicas - cadeias montanhosas que se situam a meio dos fundos oceânicos Riftes oceânicos - vales situados na região central nas dorsais oceânicas por onde é expelido magma, o que leva à formação de novas rochas Fossas oceânicas - zonas de grandes profundidades onde a crosta oceânica mergulha sob a crosta continental ocorrendo destruição de rocha Paleomagnetismo - As rochas dos fundos oceânicos apresentamum registo paleomagnético simétrico e paralelo, de ambos os lados da dorsal. Isto sugere que, quando a nova crosta oceânica é formada no rifte, solidifica em ambos os lados do rifte em placas diferentes que tendem a afastar-se. Idade dos fundos oceânicos Sendo assim, as rochas são mais recentes junto à dorsal oceânica (onde se localizam os riftes e se formam novas rochas), e mais antigas quanto mais afastadas dela.
  • 7.
    Artur Holmes Como surgiua teoria da tectónica de placas? Morfologia dos fundos oceânicos Das formas de relevo existentes nos fundos oceânicos destacam- se: • as fossas oceânicas, depressões estreitas onde o fundo marinho atinge grandes profundidades; • as dorsais (ou cristas) médio-oceânicas, cadeias montanhosas submarinas. Estas dorsais, geralmente localizadas nas zonas médias dos oceanos, ao longo do seu eixo contêm vales estreitos —os riftes. Datação das rochas dos fundos oceânicos As sondagens realizadas no fundo dos oceanos possibilitaram a recolha e a datação das rochas nesses locais. As rochas são mais recentes junto aos riftes e mais antigas à medida que nos afastamos da dorsal, para ambos os lados. Os fundos oceânicos encontram-se em expansão. Estas pesquisas revelaram que as rochas dos fundos oceânicos são surpreendentemente jovens, quando comparadas com as rochas continentais. Aparecimento da teoria da tectónica de placas. Em que consiste a teoria da tectónica de placas? Esta teoria admite que a litosfera está dividida em diversos fragmentos – as placas litosféricas – que se deslocam uns em relação aos outros, a baixa velocidade.
  • 8.
    Apresentam uma espessuraentre 70 e 100 km; • São constituídas por crosta e por uma porção do manto superior; • Podem ser de dois tipos: • placas oceânicas: estão cobertas por um oceano e não possuem na sua superfície massas continentais; a sua crosta é basáltica (crosta oceânica); • placas mistas: apresentam na sua superfície um continente e prolongam-se sob o oceano. Na zona continental a crosta é granítica (crosta continental) e no oceano é basáltica (crosta oceânica). Limite convergente Limite divergente Limite transformante ou conservativos  zonas de fossa  Ocorre subducção das placas litosféricas  há vulcanismo e sismos  São característicos das fossas oceânicas  Ocorre destruição de placa litosférica  Asplacaslitosféricastendemaafastar- se  regista-se atividade sísmica e vulcânica  As dorsais médio-oceânicas situam-se próximo de limites divergentes.  Ocorre FORMAÇÃOde placalitosférica  Há produção de placa litosférica  As placas deslizam lateralmente uma em relação à outra.  ocorre um deslizamento lateral das placas.  SISMOS As cadeias montanhosas podem formar-se em diferentes contextos tectónicos. A – Cadeias de subducção- Andes
  • 9.
    B – Cadeiasde colisão - Himalaias C – Cadeias montanhosas intracontinentais - Alpes Nos limites convergentes das placas tectónicas ocorrem sismos e erupções vulcânicas, enquanto nos limites transformantes ocorrem apenas sismos. Duas rochas do fundo do mar que se encontrem a igual distância do mesmo rifte registam a mesma direção do campo magnético terrestre. pois estando as duas rochas à mesma distância do rifte significa que se terão formado na mesma altura, logo os minerais magnéticos que as constituem vão apresentar a mesma orientação do campo magnético terrestre.  Uma placa tectónica é constituída por uma porção de litosfera.  A ocorrência de vulcões e a expansão dos fundos oceânicos são evidências que fundamentam a teoria da tectónica de placas.  O movimento das placas tectónicas pode levar à ocorrência de sismos e à formação de grandes cadeias montanhosas. Comenta a seguinte afirmação: “O volume da Terra tem vindo a aumentar devido à expansão do fundo dos oceanos”. A afirmação é falsa pois a expansão do fundo dos oceanos a partir dos riftes, é compensada pela destruição dos fundos oceânicos que ocorre nas fossas, o que mantém a constância do volume da Terra. Explica a importância das correntes de convecção no movimento das placas tectónicas As correntes de convecção geradas no manto ascendem até às zonas de rifte,deslocam- se lateralmente para lados opostos e mergulham nas regiões de subducção,permitindo a movimentação das placas que assentam na astenosfera. Assim, as correntes de convecção são o motor da tectónica de placas. Numa deformação elásticaos materiais retomam a sua formainicial depois de a força deixar de atuar. Numa deformação plástica as forças conduzem a alterações permanentes mas o material não quebra. Numa deformação frágil ocorre rutura dos materiais. Uma falha está associada a uma deformação FRÁGIL em que o limite de elasticidade dos materiais foi ultrapassado. Nas falhas inversas e normais atuam forças de compressão e distensão, respetivamente. Nas falhas de desligamento atuam forças de cisalhamento. Uma dobra corresponde a uma deformação dúctil resultante da ação de uma força compressiva.
  • 10.
    Indica três contextostectónicos em que pode ocorrer a formação de cadeias montanhosas. As cadeias montanhosas podem formar-se em: zonas onde ocorre subducção de placas tectónicas; zonas onde ocorre colisão de placas litosféricas;e no interior dos continentes,pela ação de falhas.