O documento discute vários sistemas de saúde digitais, incluindo uma biblioteca digital de saúde pública, prescrição eletrônica de medicamentos, telemedicina, saúde online e um sistema de gestão de pacientes hospitalares.
Tem o objectivode criar uma colecção digital de relevância técnico-científica no domínio da Saúde Pública. Pretende-se, desta forma, contribuir para um maior conhecimento e valorização das colecções bibliográficas existentes em saúde e promover a investigação e o conhecimento científico nesta área. A Biblioteca Digital constitui um projecto de dimensão aberta. Contemplará conteúdos previsível e usualmente procurados pela comunidade dos utilizadores da Biblioteca. A Biblioteca Digital procurará ainda desenvolver funções de extensão patrimonial, designadamente pondo ao dispor conteúdos que traduzirão a identidade histórica e cultural do Instituto Nacional de Saúde (organização administrativa e cultura científica). Biblioteca Digital
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Prescrição electrónica demedicamentos O software de prescrição electrónica de medicamentos constitui uma fonte de conhecimento para o médico: “no acto de prescrição, os profissionais de saúde têm conhecimento da totalidade de medicamentos disponíveis no mercado, a forma de apresentação e dosagem. A informação é agregada por princípio activo e os preços dos medicamentos são apresentados de imediato.” A escolha do medicamento mais racional fica, assim, à distância de um pequeno gesto, sem qualquer custo para a produtividade do acto médico e com óbvios benefícios para o sistema de saúde e para o utente, já que a diferença de custos dos medicamentos e as suas características passam a ser visualizadas no acto da prescrição, isto é, na altura em que essa informação é mais relevante.
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Através deste sistema,é possível constatar no acto de prescrição, a diferença de custos dos medicamentos e as suas características. A prescrição racional de medicamentos constitui paralelamente uma fonte de conhecimento para o médico: «No acto de prescrição, os profissionais de saúde têm conhecimento da totalidade de medicamentos introduzidos no mercado, a informação é agregada por princípio activo e os preços dos medicamentos são disponibilizados de imediato». A certificação incidiu sobre duas vertentes: A interface do sistema e O modelo de receita médica impresso electronicamente. O processo de certificação passa ainda pela geração de um ficheiro XML com informação sobre as receitas prescritas através do sistema. Este ficheiro é posteriormente importado pela ACSS para efeitos de conferência das facturas dos medicamentos.
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Telemedicina Cada vezmais a tecnologia marca presença e se torna imprescindível na prática Médica e no desenvolvimento da aplicação dos cuidados de saúde. A utilização do potencial oferecido pelas actuais tecnologias de telecomunicação na prestação de cuidados de saúde dá origem a termos como Biotelemetria ou Telemedicina. Várias definições são propostas para descrever Telemedicina, no entanto todas elas se centram na premissa de prestação de cuidados de saúde à distância. Vamos adoptar como definição de Telemedicina : “: O conjunto de serviços clínicos e educacionais que são prestados remotamente e que visam a melhoria e eficiência da prestação de cuidados de saúde.”
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Saúde on-line A áreada saúde on-line ( e-health ) destaca quatro directrizes para a saúde: garantir a existência de infra-estruturas telemáticas, incluindo redes regionais, para os prestadores de cuidados de saúde primários e secundários; identificar e difundir as melhores práticas na saúde on-line na Europa e estabelecer os critérios de avaliação do desempenho; estabelecer um conjunto de critérios de qualidade para os portais relacionados com a saúde; criar redes de tecnologias e avaliação de dados no domínio da saúde.
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Propõe-se três acçõesa serem implementadas, de forma a contribuir para a evolução do sistema na área da Saúde on-line : i) Cartões de saúde electrónicos - um cartão europeu de seguro de saúde irá substituir os formulários em papel necessários para tratamentos noutro Estado-Membro; ii) Redes de informação de saúde - no final de 2005, os Estados-Membros devem desenvolver redes de informação de saúde entre pontos de prestação de cuidados (hospitais, laboratórios e lares) com conectividade em banda larga, quando adequado; iii) Serviços de saúde on-line - a Comissão e os Estados-Membros garantirão que, no final de 2005, sejam fornecidos aos cidadãos serviços de saúde on-line
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Sistema de Gestãode Doentes Hospitalares O SONHO ( Sistema de Gestão de Doentes Hospitalares), sistema dominante nos Hospitais em Portugal, é um sistema de gestão de dados administrativos dos doentes e surgiu para satisfazer as necessidades organizativas existentes no final da década de 80 e em boa medida nos anos 90, no Sistema Nacional de Saúde. Foi desenvolvido no IGIF e encontra-se instalado na quase totalidade dos hospitais públicos.
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Sistema deauxilo ao diagostico São aplicações informáticas para auxiliar a tomada de decisões nos cuidados a doentes – Gerar recomendações específicas de acordo com dados clínicos do doente • Base de conhecimento • Mecanismo de inferência São utilizados como: – Suporte para aquisição de dados (imagem médica) – Redução e visualização dos dados (monitores cuidados intensivos) – Validação dos dados (análises clínicas, prescrição tx) – Melhoria da documentação e apoio administrativo, no armazenamento, e no transporte dos dados – ...
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Classificações do sistema combase em diferentes características: • Tipo de decisão (diagnóstico, terapêutica) • Área /domínio médico (“especialidade”) • Obtenção dos dados clínicos do doente • interacção directa do utilizador com aplicação • analisando resultados de aparelhos médicos • utilizando os dados de sistemas de informação com os quais estão interligados Geração das recomendações • recomendações solicitadas • recomendações disponibilizadas automaticamente • recomendações automáticas que produzem acções autonomamente (sistemas autónomos)