Aprender a escrever assumindo diferentes papéis/ações diante dos textos “ Diante de cada uma dessas ações o usuário propõe-se problemas e constrói saberes parcialmente diferentes que necessitará reconstruir em outras situações”.   (Molinari, 1997)   “ Todas são ações necessárias porque permitem desenvolver diferentes aprendizagens para se chegar a ser um escritor competente. Os professores devem utilizar conscientemente essas opções em sala de aula, sabendo que estão facilitando o processo de produção.” (Castedo, 2000)
COPISTA  O aluno realiza cópias com sentido, já que posteriormente pode recuperar o que está copiando.  Nas etapas iniciais de alfabetização, o docente ajuda as crianças a construir gradativamente uma estratégia de cópia para que consigam produzir um escrito. Saber copiar alguns nomes, por exemplo, possibilita contar com uma fonte de informação sobre o sistema de escrita.  - As anotações e registros de estudo são situações de cópia com sentido, que exigem das crianças, decidir até onde devem copiar segundo os propósitos da escrita.
Exemplo de situação de cópia com sentido
DITANTE  Situação onde as crianças delegam a um terceiro (docente ou aluno) o ato de materializar a escrita, o que o coloca na posição de centrar-se apenas na composição do texto.  - Observam o escriba e compartilham os problemas que enfrenta todo escritor: reler o que escreveu, retomar, revisar etc.  Obs.:  Necessidade de considerarmos os diferenciais quando se dita para o professor e quando se dita para o colega -> possibilidade de confronto é maior quando se tem um par mais próximo
 
ESCRIBA  Possibilidade de concentrar-se em como utilizar o sistema de notação e suas regras.  -Possibilidade de confrontar seus conhecimentos da língua que se escreve com os do colega.  Obs.  Necessidade de considerarmos os diferenciais quando o professor é o escriba (professor é modelo de escritor convencional)
Escriba e ditante…
ESCREVER POR SÍ SÓ  Situação que permite às crianças que se apropriem do sistema de escrita e da linguagem que se escreve simultaneamente.  Escrevem por si só, mas não escrevem sozinhos, apóiam-se no professor, colegas, consultam planejamentos e textos intermediários. - Desafio de lidar com a coerência do escrito, organização das ideias no texto, a escrita correta das palavras etc.  Obs.  Intervenções que favorecem a produção de textos individualmente:  formar duplas, para que, embora cada qual esteja com seu texto, possa contar com um colaborador, um consultor; propor duplas para que, sistematicamente, um leia o texto do outro e escreva dicas; propor pequenos grupos que atuem como leitores críticos.
Exemplo de escrita por sí só…
ANALISANDO OS PAPÉIS NA TEXTUALIZAÇÃO
 
 
 
 
Exemplo de percurso de produção em dupla com tarefas individuais e discussões coletivas  Informe do Ciclo da água - 4º ano
Etapas de trabalho PAPÉIS NA TEXTUALIZAÇÃO  Propostas de leitura de informes  Leitura pelo professor Leitura individual Texto “Água  de beber” Texto “Fluoretação” 2. Planejamento e textualização  a) Planejamento do conteúdo  Individualmente:  Vamos escrever um informe sobre o ciclo da água. O que é importante dizer para que o (destinatário) entenda o assunto?  b) Planejamento da introdução e textualização  Duplas:  Planeje um bom início para o seu texto, pensando em chamar a atenção do leitor para a importância do ciclo da água.  3. Revisão 1  a) Tarefa individual: Retome o texto ―Água de beber... e diga qual a relação entre o parágrafo final e o inicial.  b) Na dupla: Releia o seu texto e elabore um parágrafo final, considerando as informações presentes em sua introdução.  c) Tarefa individual: Releia o texto ―Fluoretação‖ e responda:  - O que você descobriu sobre fluoretação da água? - Como essas informações estão organizadas no texto? Para responder a essa pergunta, anote, ao lado de cada parágrafo, o tipo de informação presente no texto.
Etapas de trabalho PAPÉIS NA TEXTUALIZAÇÃO  4. Revisão 2  Em dupla:  Leia as intenções dos colegas (final da tarefa 3a), com a produção do informe e anote suas observações a respeito do texto (o que mudaria, o que tiraria ou acrescentaria).  Retomada dos textos pela dupla e revisão a partir dos comentários recebidos.  Situação de avaliação  Individual:  Se você tivesse que dar dicas para uma pessoa que também tem a tarefa de escrever um informe sobre o ciclo da água, o que você diria?
Exemplo - reescrita do conto “Chapeuzinho Vermelho”   –  parte coletiva e parte em dupla – 1º ANO
 
 
“ Efetivamente, Piaget (1969) afirma que a cooperação entre crianças é tão importante para o progresso do conhecimento como a ação dos adultos e que as situações de discussão entre pares, por permitir um verdadeiro intercâmbio de pontos de vista, são insubstituíveis como meio de incentivar a formação do espírito crítico e de um pensamento cada vez mais objetivo.”  (LERNER, 2006)
PROCEDIMENTOS ESCRITORES – REVISÃO Diferenças entre corrigir e revisar: Para o aluno Para o professor
 
Revisão/correção  É necessário distinguir a correção que um professor faz de um escrito da criança, da revisão e eventual reescrita que ela mesma faz de seu texto. Entendem-se por correção aqueles apontamentos verbais ou por escrito que um leitor não autor faz sobre um texto escrito.  Mirta Castedo  Aprender a revisar  A revisão é um procedimento que deve ser ensinado aos alunos, que não o adquirem apenas lendo e escrevendo de primeira intenção.
Numa situação de revisão, o que está em jogo é a construção, por parte dos alunos, dos  procedimentos  envolvidos nessa prática.  É preciso que as crianças encontrem problemas em seus textos e busquem, ao lado do professor, as melhores soluções para eles. Assim,  a revisão passa a ser uma ação com sentido e significado  para elas.
Situações de revisão são vividas/feitas pelo autor  Podem-se estabelecer situações em que:  Lê-se e se comenta textos de colegas (na  presença do autor); leitura crítica. Ouvem-se comentários sobre o próprio texto.
A revisão é um processo feito em etapas Importam, inicialmente, os  aspectos discursivos : intenções do autor em comunicar o que deseja e da forma que deseja (o que diz o texto pode ser compreendido por quem o lerá?).  Depois, cuidados com os  aspectos notacionais  (o texto está de acordo com os princípios e as normas do nosso sistema de escrita?).  Obs.: A revisão deve levar em conta não o que falta para que o texto se aproxime dos modelos convencionais, mas as possibilidades de seus autores.
Recursos para a revisão: entre outros, o computador [A revisão] é entendida como um subprocesso dos processos redacionais. Devido à sua recursividade, pode estar presente tanto durante o planejamento como durante a textualização, de maneira total ou parcial ou, ainda, em sucessivas ―voltas à textualização (Castedo, Molinari, s/d).
As peculiaridades do processo de revisão entre pequenos escritores Dentre essas  condições  que a escola deve considerar, Castedo evidencia:  A produção de  textos completos , uma vez que a revisão só atua em níveis do texto e não haverá níveis quando não se tratar de um texto integral.  A produção de textos inserida em  situações comunicativas determinadas , com propósitos e destinatários reais.
A produção de textos considerando-se a necessidade de os alunos  não dominarem todos os conhecimentos para a tarefa ; é preciso que enfrentem problemas como escritores. A produção de  textos diversos em situações comunicativas diversas , para que possam enfrentar e lidar com diferentes tipos de problema. A produção de textos por  aproximações sucessivas , a partir de retornos ao escrito para aperfeiçoá-lo até que se chegue ao que se considerará a versão final.
1º ano
FÁBULA 2º ano
Revisão coletiva – reescrita de crônica – 3º ano Noite de terror Versão inicial: O pai e a mãe de Tatiana precisavam sair por algumas horas da noite e  deixaram a gente  no quarto como de costume, tudo na santa paz. O pequerrucho naquele dia movimentado fez xixi.  Troquei a fralda e coloquei  na cama de Tatiana, mas essa paz não durou muito pouco, e logo, logo o irmão mais novo de Tatiana Belinky fez  xixi embaixo de Tatiana e do outro. Ela pegou o pequerrucho no colo,  chamei o irmão mais velho  e fomos para cama grande. A Tatiana acordou nadando no lençol. (...)
Versão com as dicas do grupo :  O pai e a mãe de Tatiana precisavam sair por algumas horas da noite e deixaram  (Tatiana e seus irmãos)  no quarto como de costume.  (O menor estava no berço, o do meio e ela numa cama juntos.)   (Estava)  tudo na santa paz.  (Uma hora depois que os pais saíram o)  pequerrucho naquele dia movimentado fez xixi.  (Tatiana trocou-lhe)  a fralda e  (colocou-o)  na  (sua)  cama, mas essa paz não durou muito, e logo, logo o irmão mais novo fez  xixi embaixo de Tatiana e do  (irmão do meio). Ela pegou o pequerrucho no colo,  (chamou)  o irmão mais velho e  (foram)  para cama grande.  Tatiana  (e seus irmãos)  acordaram  (novamente)  nadando no lençol  (molhado pelo inesgotável caçulinha).  (...)
Proposta de revisão para conto de “Pedro Malasartes” – 4º ano 1ª Revisão    Tarefa individual: Retome a nossa tabela sobre o personagem Pedro Malasartes e releia o conto que você produziu. Existe algum aspecto que não “combina” com o que já discutimos? O que você modificaria?   Socializar as respostas tematizando a questão da especificidade dos contos populares, com o foco no personagem principal.   Na dupla: Releia o seu conto e faça as alterações que considerar necessárias.      2ª Revisão Consigna para troca de comentários sobre os textos: Em dupla, leia o conto de seus colegas e anote o que eles poderiam melhorar para que o conto ficasse ainda melhor.   Retomada dos textos pela dupla e revisão a partir dos comentários recebidos.
5º ano
Percurso de revisão – 3º ano
Intervenções realizadas  1ª REVISÃO: LEITURA INDIVIDUAL DO TEXTO  2ª REVISÃO: LEITURA DAS PRODUÇÕES E RETOMADA (PARA ANÁLISE) DE UM MODELO (TEXTO JÁ CONHECIDO E APRECIADO ANTERIORMENTE) – REGISTRO DA DISCUSSÃO O que pode ser melhorado nos textos: Ter um título, ter um bom final, dizer nomes das pessoas e como são, idade, ano em que a história aconteceu, contar bem cada parte da história e dar explicações sobre o lugar.
Nova busca de informações com os avós:  MAIS INFORMAÇÕES PARA O RELATO: Você já escreveu a primeira versão do relato contado por seu avô ou avó. Como discutimos em classe, esse texto precisa conter vários dados e ser bem organizado para que o leitor possa compreendê-lo. Por essa razão, você precisará conversar novamente com seu avô ou avó e pedir novas informações (anote-as nas linhas abaixo): em que ano e onde aconteceu o caso; como era o lugar em que a história aconteceu (cidade, rua, escola etc.); que idade seu avô ou sua avó tinham; se aparecem outras pessoas ou mesmo animais, que nome tinham; como era seu avô ou sua avó quando pequenos: comportados, espoletas etc. Peça, ainda, para que seu avô ou avó conte novamente a história. Depois, anote nas linhas abaixo detalhes que você tenha esquecido de escrever no seu texto. Traga essa ficha de volta no primeiro dia de aula depois das férias! Bom trabalho!
Informações recolhidas pela aluna autora do texto:
Produção de nova versão: Novas revisões (incluindo aspectos notacionais: pontuação, letra maiúscula, regularidades ortográficas discutidas, grafia de palavras mais recorrentes).  VERSÃO COM MARCAS DE REVISÃO
Abaixo, você encontrar á  dois textos. O primeiro, de um aluno de 2 º  ano. Trata-se de uma nota de enciclop é dia sobre um animal pesquisado. O segundo, de um aluno de 5 º  ano,  é  um artigo sobre a escravidão contemporânea. Com seu grupo, eleja o texto mais pr ó ximo  à  s é rie em que você atue  e discuta quais os problemas que o texto apresenta e o que poderia ser foco de revisão.  Abaixo, você encontrar á  dois textos. O primeiro, de um aluno de 2 º  ano. Trata-se de uma nota de enciclop é dia sobre um animal pesquisado. O segundo, de um aluno de 5 º  ano,  é  um artigo sobre a escravidão contemporânea. Com seu grupo, eleja o texto mais pr ó ximo  à  s é rie em que você atue  e discuta quais os problemas que o texto apresenta e o que poderia ser foco de revisão.
Estratégias discursivas:   referem-se aos tipos de textos que circulam socialmente e às suas características (função, estrutura, linguagem etc.) Recursos lingüísticos:  por exemplo, a gramática e a pontuação a serviço da produção de um determinado tipo de texto: a necessidade de adjetivos e locuções adjetivas na caracterização de personagens e  ambientes em contos, a necessidade do discurso direto e da pontuação em contos de fada.
Recursos lingüísticos    tematizados na produção escrita Aspectos discursivos:  atrelados à língua que se escreve, ao tipo de texto e discurso, à linguagem e estrutura.  Aspectos notacionais:  conhecimentos sobre o sistema de escrita, suas normas e  funcionamento (escrita alfabética, ortografia, uso da letra maiúscula)
Critérios que norteiam a  seleção de textos  a serem reescritos Os objetivos que se têm para a série em cada momento do ano letivo; A familiaridade que as crianças já possuem com um determinado gênero; O tipo de proposta didática que se quer encaminhar;
As  especificidades  de cada texto, dentro do gênero (o que aquele conto, em especial, possibilita); A necessidade de que o texto apresente as características do gênero e se coloque como um  modelo de qualidade .
A partir deste quadro de aspectos discursivos e notacionais, serão estabelecidos os conteúdos  a serem priorizados  ao longo de um projeto ou seqüência de reescrita (para os quais, muitas vezes, serão organizadas seqüências) e se buscará um texto-modelo.
TRATAMENTO CONTEXTUALIZADO E DESCONTEXTUALIZADO DOS CONTEÚDOS
OS CONTEÚDOS QUE SERÃO FOCO DO TRABALHO PODEM SER ABORDADOS DE DUAS MANEIRAS:    Em situações de descontextualização  com  retorno imediato ao texto:    Servem para analisar em textos modelo aspectos localizados na produção; discutir problemas que o texto escrito pelas crianças apresenta e buscar nos modelos soluções para, em seguida, retornar ao texto próprio e revisar.  Exemplo: Sequência de pontuação – 2º ano
Em situações de descontextualização  sem  retorno imediato ao texto:  Servem para analisar aspectos mais amplos e de modo mais sistemático; assim são as sequências de ortografia, pontuação e gramática. Ainda que importantes para a produção do texto em questão, faz-se um trabalho aprofundado para que se obtenha um grau de aproximação mais intenso por parte das crianças.  Exemplo: Sequência de verbos – 3º ano
Eleger recursos linguísticos presentes no texto a ser trabalhado (contos de fadas, informes, notas de enciclopédia, mitos, lendas...):  Quais serão os recursos a serem tematizados mais amplamente naquela sequência ou projeto?  Que graus de aproximação e sistematização queremos em relação a eles em cada série?  Necessidade de conhecimento apurado por parte do professor em relação aos gêneros e subgêneros .
Organização do trabalho em Práticas de Linguagem PROJETOS ATV. PERMANENTES SEQ. DIDÁTICAS ATV. HABITUAIS
ATIVIDADES PERMANENTES  Enquanto se desenvolvem os projetos, o docente pode destinar algumas horas semanais à realização de outras atividades.  As atividades permanentes, diferentemente dos projetos, não se organizam ao redor de um produto tangível.  Permitem organizar propostas de leitura e escrita de realização imediata e que colocam as crianças a ler e escrever diariamente.
EXEMPLOS: Roda de biblioteca, recomendações  literárias, anotações de aula etc.
SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS  As sequências podem ou não ter relação com os projetos.  São situações que buscam sistematizar alguns conteúdos lingüísticos e discursivos que aparecem de forma reiterada nas diferentes atividades das práticas de linguagem. Progressão nas atividades.
Exemplo: Sequência de ortografia, sequência de leitura de textos informativos...
SITUAÇÕES OCASIONAIS  Situações que surgem no cotidiano da sala de aula, que não foram planejadas, e que se constituem como oportunidades para ler ou escrever algo que surge sem prévio aviso, mas que o docente considera que tem sentido para as crianças e coordenam-se com propósitos didáticos relevantes.
Exemplos: Leitura de notícia do dia, escrita de carta para outra sala...
PROJETOS… Desenvolvem-se por meio de uma sequência de situações que promovem propostas de interpretação e produção.  Podem alongar-se por períodos relativamente prolongados – dois meses até um trimestre -, trabalhando neles com frequência cotidiana ou semanal.  Os projetos se vinculam com a elaboração de um produto tangível, como uma exposição oral ou um livro com produções escritas.
Características fundamentais de um Projeto didático Permite que os alunos se situem no âmbito de um contexto comunitário real. Tem objetivos de aprendizagem que são partilhados com os alunos e precisam estar claramente explícitos para o professor. Envolvimento dos alunos (cuidar dos momentos iniciais de apresentação/motivação)
O tratamento que se faz da Linguagem é global, potencializa-se a ―expressão linguística‖ em sua totalidade e dentro dessa totalidade permitem realizar um trabalho de reflexão intensa e sistemática e de exercício de conteúdos específicos a aprendizagens simultâneas.  Garantia de intercâmbios: trabalho individual, em duplas, em pequenos grupos ou coletivo.  A proposta de tarefas exigirá tempo de trabalho em sala de aula e que se entendam os processos de leitura e escrita como recursivos e complexos.  Tornam-se instrumentos excepcionais de observação e pesquisa didática para o professor.

Slides jornada 2

  • 1.
    Aprender a escreverassumindo diferentes papéis/ações diante dos textos “ Diante de cada uma dessas ações o usuário propõe-se problemas e constrói saberes parcialmente diferentes que necessitará reconstruir em outras situações”. (Molinari, 1997)   “ Todas são ações necessárias porque permitem desenvolver diferentes aprendizagens para se chegar a ser um escritor competente. Os professores devem utilizar conscientemente essas opções em sala de aula, sabendo que estão facilitando o processo de produção.” (Castedo, 2000)
  • 2.
    COPISTA Oaluno realiza cópias com sentido, já que posteriormente pode recuperar o que está copiando. Nas etapas iniciais de alfabetização, o docente ajuda as crianças a construir gradativamente uma estratégia de cópia para que consigam produzir um escrito. Saber copiar alguns nomes, por exemplo, possibilita contar com uma fonte de informação sobre o sistema de escrita. - As anotações e registros de estudo são situações de cópia com sentido, que exigem das crianças, decidir até onde devem copiar segundo os propósitos da escrita.
  • 3.
    Exemplo de situaçãode cópia com sentido
  • 4.
    DITANTE Situaçãoonde as crianças delegam a um terceiro (docente ou aluno) o ato de materializar a escrita, o que o coloca na posição de centrar-se apenas na composição do texto. - Observam o escriba e compartilham os problemas que enfrenta todo escritor: reler o que escreveu, retomar, revisar etc. Obs.: Necessidade de considerarmos os diferenciais quando se dita para o professor e quando se dita para o colega -> possibilidade de confronto é maior quando se tem um par mais próximo
  • 5.
  • 6.
    ESCRIBA Possibilidadede concentrar-se em como utilizar o sistema de notação e suas regras. -Possibilidade de confrontar seus conhecimentos da língua que se escreve com os do colega. Obs. Necessidade de considerarmos os diferenciais quando o professor é o escriba (professor é modelo de escritor convencional)
  • 7.
  • 8.
    ESCREVER POR SÍSÓ Situação que permite às crianças que se apropriem do sistema de escrita e da linguagem que se escreve simultaneamente. Escrevem por si só, mas não escrevem sozinhos, apóiam-se no professor, colegas, consultam planejamentos e textos intermediários. - Desafio de lidar com a coerência do escrito, organização das ideias no texto, a escrita correta das palavras etc. Obs. Intervenções que favorecem a produção de textos individualmente: formar duplas, para que, embora cada qual esteja com seu texto, possa contar com um colaborador, um consultor; propor duplas para que, sistematicamente, um leia o texto do outro e escreva dicas; propor pequenos grupos que atuem como leitores críticos.
  • 9.
    Exemplo de escritapor sí só…
  • 10.
    ANALISANDO OS PAPÉISNA TEXTUALIZAÇÃO
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    Exemplo de percursode produção em dupla com tarefas individuais e discussões coletivas Informe do Ciclo da água - 4º ano
  • 16.
    Etapas de trabalhoPAPÉIS NA TEXTUALIZAÇÃO Propostas de leitura de informes Leitura pelo professor Leitura individual Texto “Água de beber” Texto “Fluoretação” 2. Planejamento e textualização a) Planejamento do conteúdo Individualmente: Vamos escrever um informe sobre o ciclo da água. O que é importante dizer para que o (destinatário) entenda o assunto? b) Planejamento da introdução e textualização Duplas: Planeje um bom início para o seu texto, pensando em chamar a atenção do leitor para a importância do ciclo da água. 3. Revisão 1 a) Tarefa individual: Retome o texto ―Água de beber... e diga qual a relação entre o parágrafo final e o inicial. b) Na dupla: Releia o seu texto e elabore um parágrafo final, considerando as informações presentes em sua introdução. c) Tarefa individual: Releia o texto ―Fluoretação‖ e responda: - O que você descobriu sobre fluoretação da água? - Como essas informações estão organizadas no texto? Para responder a essa pergunta, anote, ao lado de cada parágrafo, o tipo de informação presente no texto.
  • 17.
    Etapas de trabalhoPAPÉIS NA TEXTUALIZAÇÃO 4. Revisão 2 Em dupla: Leia as intenções dos colegas (final da tarefa 3a), com a produção do informe e anote suas observações a respeito do texto (o que mudaria, o que tiraria ou acrescentaria). Retomada dos textos pela dupla e revisão a partir dos comentários recebidos. Situação de avaliação Individual: Se você tivesse que dar dicas para uma pessoa que também tem a tarefa de escrever um informe sobre o ciclo da água, o que você diria?
  • 18.
    Exemplo - reescritado conto “Chapeuzinho Vermelho” – parte coletiva e parte em dupla – 1º ANO
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    “ Efetivamente, Piaget(1969) afirma que a cooperação entre crianças é tão importante para o progresso do conhecimento como a ação dos adultos e que as situações de discussão entre pares, por permitir um verdadeiro intercâmbio de pontos de vista, são insubstituíveis como meio de incentivar a formação do espírito crítico e de um pensamento cada vez mais objetivo.” (LERNER, 2006)
  • 22.
    PROCEDIMENTOS ESCRITORES –REVISÃO Diferenças entre corrigir e revisar: Para o aluno Para o professor
  • 23.
  • 24.
    Revisão/correção Énecessário distinguir a correção que um professor faz de um escrito da criança, da revisão e eventual reescrita que ela mesma faz de seu texto. Entendem-se por correção aqueles apontamentos verbais ou por escrito que um leitor não autor faz sobre um texto escrito. Mirta Castedo Aprender a revisar A revisão é um procedimento que deve ser ensinado aos alunos, que não o adquirem apenas lendo e escrevendo de primeira intenção.
  • 25.
    Numa situação derevisão, o que está em jogo é a construção, por parte dos alunos, dos procedimentos envolvidos nessa prática. É preciso que as crianças encontrem problemas em seus textos e busquem, ao lado do professor, as melhores soluções para eles. Assim, a revisão passa a ser uma ação com sentido e significado para elas.
  • 26.
    Situações de revisãosão vividas/feitas pelo autor Podem-se estabelecer situações em que: Lê-se e se comenta textos de colegas (na presença do autor); leitura crítica. Ouvem-se comentários sobre o próprio texto.
  • 27.
    A revisão éum processo feito em etapas Importam, inicialmente, os aspectos discursivos : intenções do autor em comunicar o que deseja e da forma que deseja (o que diz o texto pode ser compreendido por quem o lerá?). Depois, cuidados com os aspectos notacionais (o texto está de acordo com os princípios e as normas do nosso sistema de escrita?). Obs.: A revisão deve levar em conta não o que falta para que o texto se aproxime dos modelos convencionais, mas as possibilidades de seus autores.
  • 28.
    Recursos para arevisão: entre outros, o computador [A revisão] é entendida como um subprocesso dos processos redacionais. Devido à sua recursividade, pode estar presente tanto durante o planejamento como durante a textualização, de maneira total ou parcial ou, ainda, em sucessivas ―voltas à textualização (Castedo, Molinari, s/d).
  • 29.
    As peculiaridades doprocesso de revisão entre pequenos escritores Dentre essas condições que a escola deve considerar, Castedo evidencia: A produção de textos completos , uma vez que a revisão só atua em níveis do texto e não haverá níveis quando não se tratar de um texto integral. A produção de textos inserida em situações comunicativas determinadas , com propósitos e destinatários reais.
  • 30.
    A produção detextos considerando-se a necessidade de os alunos não dominarem todos os conhecimentos para a tarefa ; é preciso que enfrentem problemas como escritores. A produção de textos diversos em situações comunicativas diversas , para que possam enfrentar e lidar com diferentes tipos de problema. A produção de textos por aproximações sucessivas , a partir de retornos ao escrito para aperfeiçoá-lo até que se chegue ao que se considerará a versão final.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
    Revisão coletiva –reescrita de crônica – 3º ano Noite de terror Versão inicial: O pai e a mãe de Tatiana precisavam sair por algumas horas da noite e deixaram a gente no quarto como de costume, tudo na santa paz. O pequerrucho naquele dia movimentado fez xixi. Troquei a fralda e coloquei na cama de Tatiana, mas essa paz não durou muito pouco, e logo, logo o irmão mais novo de Tatiana Belinky fez xixi embaixo de Tatiana e do outro. Ela pegou o pequerrucho no colo, chamei o irmão mais velho e fomos para cama grande. A Tatiana acordou nadando no lençol. (...)
  • 34.
    Versão com asdicas do grupo : O pai e a mãe de Tatiana precisavam sair por algumas horas da noite e deixaram (Tatiana e seus irmãos) no quarto como de costume. (O menor estava no berço, o do meio e ela numa cama juntos.) (Estava) tudo na santa paz. (Uma hora depois que os pais saíram o) pequerrucho naquele dia movimentado fez xixi. (Tatiana trocou-lhe) a fralda e (colocou-o) na (sua) cama, mas essa paz não durou muito, e logo, logo o irmão mais novo fez xixi embaixo de Tatiana e do (irmão do meio). Ela pegou o pequerrucho no colo, (chamou) o irmão mais velho e (foram) para cama grande. Tatiana (e seus irmãos) acordaram (novamente) nadando no lençol (molhado pelo inesgotável caçulinha). (...)
  • 35.
    Proposta de revisãopara conto de “Pedro Malasartes” – 4º ano 1ª Revisão   Tarefa individual: Retome a nossa tabela sobre o personagem Pedro Malasartes e releia o conto que você produziu. Existe algum aspecto que não “combina” com o que já discutimos? O que você modificaria?   Socializar as respostas tematizando a questão da especificidade dos contos populares, com o foco no personagem principal.   Na dupla: Releia o seu conto e faça as alterações que considerar necessárias.     2ª Revisão Consigna para troca de comentários sobre os textos: Em dupla, leia o conto de seus colegas e anote o que eles poderiam melhorar para que o conto ficasse ainda melhor.   Retomada dos textos pela dupla e revisão a partir dos comentários recebidos.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
    Intervenções realizadas 1ª REVISÃO: LEITURA INDIVIDUAL DO TEXTO 2ª REVISÃO: LEITURA DAS PRODUÇÕES E RETOMADA (PARA ANÁLISE) DE UM MODELO (TEXTO JÁ CONHECIDO E APRECIADO ANTERIORMENTE) – REGISTRO DA DISCUSSÃO O que pode ser melhorado nos textos: Ter um título, ter um bom final, dizer nomes das pessoas e como são, idade, ano em que a história aconteceu, contar bem cada parte da história e dar explicações sobre o lugar.
  • 39.
    Nova busca deinformações com os avós: MAIS INFORMAÇÕES PARA O RELATO: Você já escreveu a primeira versão do relato contado por seu avô ou avó. Como discutimos em classe, esse texto precisa conter vários dados e ser bem organizado para que o leitor possa compreendê-lo. Por essa razão, você precisará conversar novamente com seu avô ou avó e pedir novas informações (anote-as nas linhas abaixo): em que ano e onde aconteceu o caso; como era o lugar em que a história aconteceu (cidade, rua, escola etc.); que idade seu avô ou sua avó tinham; se aparecem outras pessoas ou mesmo animais, que nome tinham; como era seu avô ou sua avó quando pequenos: comportados, espoletas etc. Peça, ainda, para que seu avô ou avó conte novamente a história. Depois, anote nas linhas abaixo detalhes que você tenha esquecido de escrever no seu texto. Traga essa ficha de volta no primeiro dia de aula depois das férias! Bom trabalho!
  • 40.
    Informações recolhidas pelaaluna autora do texto:
  • 41.
    Produção de novaversão: Novas revisões (incluindo aspectos notacionais: pontuação, letra maiúscula, regularidades ortográficas discutidas, grafia de palavras mais recorrentes). VERSÃO COM MARCAS DE REVISÃO
  • 42.
    Abaixo, você encontrará dois textos. O primeiro, de um aluno de 2 º ano. Trata-se de uma nota de enciclop é dia sobre um animal pesquisado. O segundo, de um aluno de 5 º ano, é um artigo sobre a escravidão contemporânea. Com seu grupo, eleja o texto mais pr ó ximo à s é rie em que você atue e discuta quais os problemas que o texto apresenta e o que poderia ser foco de revisão. Abaixo, você encontrar á dois textos. O primeiro, de um aluno de 2 º ano. Trata-se de uma nota de enciclop é dia sobre um animal pesquisado. O segundo, de um aluno de 5 º ano, é um artigo sobre a escravidão contemporânea. Com seu grupo, eleja o texto mais pr ó ximo à s é rie em que você atue e discuta quais os problemas que o texto apresenta e o que poderia ser foco de revisão.
  • 43.
    Estratégias discursivas: referem-se aos tipos de textos que circulam socialmente e às suas características (função, estrutura, linguagem etc.) Recursos lingüísticos: por exemplo, a gramática e a pontuação a serviço da produção de um determinado tipo de texto: a necessidade de adjetivos e locuções adjetivas na caracterização de personagens e ambientes em contos, a necessidade do discurso direto e da pontuação em contos de fada.
  • 44.
    Recursos lingüísticos  tematizados na produção escrita Aspectos discursivos: atrelados à língua que se escreve, ao tipo de texto e discurso, à linguagem e estrutura. Aspectos notacionais: conhecimentos sobre o sistema de escrita, suas normas e funcionamento (escrita alfabética, ortografia, uso da letra maiúscula)
  • 45.
    Critérios que norteiama seleção de textos a serem reescritos Os objetivos que se têm para a série em cada momento do ano letivo; A familiaridade que as crianças já possuem com um determinado gênero; O tipo de proposta didática que se quer encaminhar;
  • 46.
    As especificidades de cada texto, dentro do gênero (o que aquele conto, em especial, possibilita); A necessidade de que o texto apresente as características do gênero e se coloque como um modelo de qualidade .
  • 47.
    A partir destequadro de aspectos discursivos e notacionais, serão estabelecidos os conteúdos a serem priorizados ao longo de um projeto ou seqüência de reescrita (para os quais, muitas vezes, serão organizadas seqüências) e se buscará um texto-modelo.
  • 48.
    TRATAMENTO CONTEXTUALIZADO EDESCONTEXTUALIZADO DOS CONTEÚDOS
  • 49.
    OS CONTEÚDOS QUESERÃO FOCO DO TRABALHO PODEM SER ABORDADOS DE DUAS MANEIRAS:   Em situações de descontextualização com retorno imediato ao texto:   Servem para analisar em textos modelo aspectos localizados na produção; discutir problemas que o texto escrito pelas crianças apresenta e buscar nos modelos soluções para, em seguida, retornar ao texto próprio e revisar. Exemplo: Sequência de pontuação – 2º ano
  • 50.
    Em situações dedescontextualização sem retorno imediato ao texto: Servem para analisar aspectos mais amplos e de modo mais sistemático; assim são as sequências de ortografia, pontuação e gramática. Ainda que importantes para a produção do texto em questão, faz-se um trabalho aprofundado para que se obtenha um grau de aproximação mais intenso por parte das crianças. Exemplo: Sequência de verbos – 3º ano
  • 51.
    Eleger recursos linguísticospresentes no texto a ser trabalhado (contos de fadas, informes, notas de enciclopédia, mitos, lendas...): Quais serão os recursos a serem tematizados mais amplamente naquela sequência ou projeto? Que graus de aproximação e sistematização queremos em relação a eles em cada série? Necessidade de conhecimento apurado por parte do professor em relação aos gêneros e subgêneros .
  • 52.
    Organização do trabalhoem Práticas de Linguagem PROJETOS ATV. PERMANENTES SEQ. DIDÁTICAS ATV. HABITUAIS
  • 53.
    ATIVIDADES PERMANENTES Enquanto se desenvolvem os projetos, o docente pode destinar algumas horas semanais à realização de outras atividades. As atividades permanentes, diferentemente dos projetos, não se organizam ao redor de um produto tangível. Permitem organizar propostas de leitura e escrita de realização imediata e que colocam as crianças a ler e escrever diariamente.
  • 54.
    EXEMPLOS: Roda debiblioteca, recomendações literárias, anotações de aula etc.
  • 55.
    SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS As sequências podem ou não ter relação com os projetos. São situações que buscam sistematizar alguns conteúdos lingüísticos e discursivos que aparecem de forma reiterada nas diferentes atividades das práticas de linguagem. Progressão nas atividades.
  • 56.
    Exemplo: Sequência deortografia, sequência de leitura de textos informativos...
  • 57.
    SITUAÇÕES OCASIONAIS Situações que surgem no cotidiano da sala de aula, que não foram planejadas, e que se constituem como oportunidades para ler ou escrever algo que surge sem prévio aviso, mas que o docente considera que tem sentido para as crianças e coordenam-se com propósitos didáticos relevantes.
  • 58.
    Exemplos: Leitura denotícia do dia, escrita de carta para outra sala...
  • 59.
    PROJETOS… Desenvolvem-se pormeio de uma sequência de situações que promovem propostas de interpretação e produção. Podem alongar-se por períodos relativamente prolongados – dois meses até um trimestre -, trabalhando neles com frequência cotidiana ou semanal. Os projetos se vinculam com a elaboração de um produto tangível, como uma exposição oral ou um livro com produções escritas.
  • 60.
    Características fundamentais deum Projeto didático Permite que os alunos se situem no âmbito de um contexto comunitário real. Tem objetivos de aprendizagem que são partilhados com os alunos e precisam estar claramente explícitos para o professor. Envolvimento dos alunos (cuidar dos momentos iniciais de apresentação/motivação)
  • 61.
    O tratamento quese faz da Linguagem é global, potencializa-se a ―expressão linguística‖ em sua totalidade e dentro dessa totalidade permitem realizar um trabalho de reflexão intensa e sistemática e de exercício de conteúdos específicos a aprendizagens simultâneas. Garantia de intercâmbios: trabalho individual, em duplas, em pequenos grupos ou coletivo. A proposta de tarefas exigirá tempo de trabalho em sala de aula e que se entendam os processos de leitura e escrita como recursivos e complexos. Tornam-se instrumentos excepcionais de observação e pesquisa didática para o professor.