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EMEF PARQUE DOS PINHEIROS
PROJETO PRODUÇÃO DE TEXTO
Professoras: Joana; Iracema; Helena; Lidiani
Público alvo: Alunos do 5ºano (4ª série)
EMEF Parque dos Pinheiros
Profas. Joana; Iracema; Helena; Lidiani
Público alvo: Alunos do 5ºano (4ª série)
Tempo previsto: fevereiro de 2009 a dezembro de 2009
"A beleza existe em todo lugar. Depende do nosso olhar, da nossa sensibilidade; depende da nossa
consciência, do nosso trabalho e do nosso cuidado. A beleza existe porque o ser humano é capaz de
sonhar”. (FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 67.
In GADOTTI, Moacir - Novo Hamburgo: Feevale, 2003. P. 1)
PROJETO PRODUÇÃO DE TEXTO
Introdução:
Este é um projeto da EMEF PARQUE DOS PINHEIROS, da cidade de
HORTOÂNDIA /SP, que tem como principal objetivo melhorar a produção de textos
dos alunos da escola e suprir a necessidade de tornar nossos alunos proficientes leitores
e produtores de textos.
JUSTIFICATIVA
É nossa unidade escolar existe uma dificuldade muito grande para incentivar os
alunos a escrever bem como realizar leituras dos textos produzidos.
O texto, como objetivo apenas de sala de aula, já não é atrativo para os alunos,
portanto essa é uma forma de encontrar novas possibilidades para incentivá-los.
Por isso, é extremamente necessário um novo processo para modificar essa
realidade.
O nosso desafio, enquanto mestres responsáveis pelos processos de ensino-
aprendizagem estão em criar situações de sala de aula que permitam aos alunos a
apropriação desta diversidade e, principalmente, que se pense em como veicular e
significar os diferentes textos existentes em nossa sociedade dentro da sala de aula.
Paulo Freire nos fala em sua Pedagogia da autonomia da boniteza de ser gente,
da boniteza de ser professor: ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da
boniteza e da alegria. Ele chama a atenção para a essencialidade do componente estético
da formação do educador. Colocamos uma epigrafe que fala de sonho e de sentido que
querem dizer a mesma coisa. Sentido quer dizer caminho não percorrido, mas que se
deseja percorrer, portanto, significa projeto, sonho, utopia.
Aprender e ensinar com sentido é aprender e ensinar com um sonho na mente.
A pedagogia serve de guia para realizar esse sonho...
(FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 67.
In GADOTTI, Moacir - Novo Hamburgo: Feevale, 2003. p. 1)
Inserir de maneira gradual as novas regras ortográficas que começaram a vigorar
no dia 1º de janeiro de 2009. E apesar de serem obrigatórios apenas em 2012 os
professores da EMEF Pinheiros estão se adequando a nova ortografia. Para isso, estão
levando para a sala de aula uma proposta lúdica para os alunos. As professoras do 5º
ano (4ª série) pretendem com este projeto que os alunos façam uma série de atividades
para que se familiarizem com as novas regras.
A grande dificuldade dos professores é como fazer com que as novas regras
sejam absorvidas pelos alunos que já estão tão habituados com a ortografia antiga.
OBJETIVOS
Gerais
Desenvolver no aluno o gosto pela produção de texto;
Dar condições adequadas para um crescimento do aluno em suas produções, não
apenas na aula de Português;
Entender a linguagem como algo significativo à medida que é empregada
enquanto prática social;
ESPECÍFICOS
Aperfeiçoar-se quanto à produção de texto em geral;
Ser capaz de proceder autocorreção dos textos;
Compreender as leituras propiciadas pela literatura infanto-juvenil como
oportunidades ímpares de conhecimento do mundo não só da fantasia, mas também da
realidade do dia-a-dia dos homens e mulheres em sociedade e em sua relação com os
outros e com a natureza;
Compreender que a aprendizagem da língua “padrão culta” nas séries iniciais do
Ensino Fundamental se dá principalmente pelo uso social da linguagem em situações
diversas de prática social;
Demonstrar segurança no emprego da língua, evidenciando isso, através da
escrita com correção gramatical, ortográfica, pontuação, textualidade e clareza;
Metodologia
Pesquisar, em jornais e revistas, caricaturas, slogans, charges, logotipos e
cartuns, recortando-os e colando-os em folhas para organizar uma espécie de álbum
com textos desse tipo de linguagem;
Pesquisar a respeito de Quadrinhos (Histórias em Quadrinhos), evidenciando,
mediante produção escrita teórico-prática os tipos de balões usados nas HQ;
Fazer levantamento das revistas em quadrinhos encontradas nas bancas de
jornal, biblioteca da escola e entre as manuseadas pelos alunos das séries iniciais,
trazendo exemplares para a sala de aula;
Ler, para fundamentar-se, autores e obras que tratam de Quadrinhos,
comentando, em sala, a síntese da leitura realizada, expondo-a, em seguida, em painel;
Criar Histórias em Quadrinhos, editando a obra;
Criar texto na forma poética que poderá servir como recurso didático, a exemplo
de jingles informativos, e outros textos em forma também de poesia como anúncio
poético, textos em forma de prosa;
Criar poesias como atividade livre e de prazer estético;
Ler poemas/poesias para divertir-se;
TURMAS QUE PARTICIPARÃO DO PROJETO
4ª série A -31 alunos professora: JOANA DARQUE CARDOSO SANTOS
4ª série B -30 alunos professora: MARIA IRACEMA
4ª série C -32 alunos professora: HELENA
4ª série D -28 alunos professora: HELENA
4ª série E -32 alunos professora: LIDIANE
DURAÇÃO DO PROJETO
Este projeto terá duração de fevereiro a dezembro de 2009 como experiências e,
havendo um resultado expressivo nesse período, será estendido a outras turmas no ano
de 2010.
AÇÕES
Interpretar textos de diversas modalidades para que o aluno tenha contato com
textos bem produzidos, ou seja, demonstrando estrutura, conteúdo e gramática
compatíveis com o ensino de Português.
Mostrar para o aluno as diversas formas de estruturar um texto: narrativo,
descrito, dissertativo.
Produzir junto, na sala de aula, textos coletivos, com a participação dos alunos e
do professor.
Fazer uma correção, adequação e melhora do texto junto com os alunos para que
os mesmos adquiram essa habilidade.
Trabalhar, inicialmente, com temas mais simples e relacionados com o cotidiano
dos alunos, para que o mesmo não sinta dificuldade de pensar sobre esse ou aquele
assunto.
Incentivar qualquer progresso apresentado pelo aluno, bem como elogiar
qualquer demonstração interessante em sua produção, seja nas idéias, na estrutura ou no
uso gramatical.
Corrigir o texto do aluno, usando o novo Código de regras de ortografia, para
que o próprio aluno modifique e melhore seu texto em outra etapa do trabalho.
Colocar alguns dos textos dos alunos no BLOG diário da 4ª série intitulado
“http://4seriea-joaninha.blogspot.com”, na Internet para valorizar a produção, ou seja,
evitar que o texto seja lido apenas pelo professor.
Levar os alunos na sala de multimídia para que eles tomem contato com os
textos lançados no BLOG e façam o seu comentário sobre tais textos.
Fazer correção e melhora do texto a partir de comentários sobre as produções,
feitos no BLOG.
Ilustrar os trabalhos através de fotos e outras imagens para tornar mais atrativos
os trabalhos dos alunos.
Incentivar o maior número de pessoas (inclusive fora da escola) para
conhecerem e comentarem os trabalhos no BLOG, uma vez que isso dará maior
incentivo aos alunos, produtores dos textos. Essa comunicação será feita,
principalmente, através da Internet para que os alunos, a cada dia, tenham maior
domínio dessa tecnologia.
Trabalhar as novas regras de maneira que não sejam apenas decoradas pelos
alunos, eles terão que pesquisar e comparar as duas ortografias e, posteriormente, abrir
espaço para debates, apresentando motivos que levaram ao acordo.
Além das pesquisas e das discussões em classe, serão criadas produções usando
imagem e escrita que podem ficar expostas no pátio da escola para que todos tenham a
oportunidade de conhecer os trabalhos. (confecção de cartazes sobre temas diversos)
sabemos que não adianta despejar todas as novas regras sobre o aluno de uma só vez.
Então serão trabalhadas as mudanças pouco a pouco.
Em alguns casos, é improdutivo ensinar a regra nova sem recapitular alguns
conceitos trabalhados no passado.
Pois não adianta dizer que cai o acento nas paroxítonas com ditongos abertos se
o aluno não sabe o que é paroxítona e o que é ditongo. Com isso serão retomados esses
e outros conceitos.
Sabemos que o período de transição entre as duas formas de grafia é de 4 anos, e
nos professores não podemos considerar erro a opção do aluno por uma ou outra. Mas
há algo que podemos fazer:
Nos textos produzidos pelo estudante, podemos destacar os termos redigidos na
regra antiga, explicitando a nova regra.
Quando o aluno usar uma palavra que mudou, é possível sublinhá-la e inserir a
margem um comentário sobre a nova regra, para ajudar o estudante a fixá-la.
Como toda a turma esta trabalhando livros didáticos ou textos ainda com a grafia
antiga, os alunos serão alertados a sempre que surgir uma palavra que teve a grafia
alterada, para ele adicionar uma observação ao texto quando copiado no caderno ou a
lápis no próprio livro.
Sabemos da importância de conversar com os alunos sobre o porquê das
mudanças, bem como explicar que estas mudanças têm um objetivo, para que eles
possam compreender e assimilar mais facilmente. "As crianças questionam o 'porque'
das coisas, das mudanças, mas em compensação aceitam com mais facilidade".
Produção de livro sobre as produções de textos desenvolvidas durante o projeto
e sua publicação.
RECURSOS HUMANOS
Todo o trabalho com os textos, nesse período experimental, será conduzido pelos
professores.
RECURSOS MATERIAIS
Os recursos materiais serão os mesmos usados na sala de aula normalmente,
além dos recursos da sala de multimídia.
CONCLUSÃO
Com o envolvimento dos participantes (professor e alunos), o resultado será,
sem dúvida, muito promissor. Esse projeto será mais um passo dado em prol do aluno,
evitando principalmente que ele perca o estímulo na sala de aula. Dessa forma, acredita-
se que haverá uma melhora substancial nas produções de textos e, conseqüentemente,
melhor resultados nos estudos, de modo geral.
Produção de livro sobre as produções de textos desenvolvidas durante o projeto
e sua publicação.
Avaliação:
A avaliação é constante, levando em conta os registros e relatórios de cada etapa
do projeto feitos pelas organizadoras do mesmo. As reflexões sobre os relatórios levarão
em conta o interesse da turma, seus resultados e relevância para a aprendizagem das
crianças quanto ao desenvolvimento da linguagem, produção e aprimoramento dos
textos, conteúdos e a relevância social para a comunidade a que se destina.
Bibliografia:
CITELLI, Beatriz. Produção e leitura de textos no ensino fundamental - 3 ed. Editora Cortez,
São Paulo, 2003.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 32 ed., São Paulo, Cortez, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 67.
GERALDI, João Vanderley (org). O texto na sala de aula. São Paulo, Ática, 1997.
NETO, Antônio Gil. A produção de textos na escola. Edições Loyola. São Paulo, 1996.
GADOTTI, Moacir -Boniteza de um sonho: ensinar e aprender com sentido – Novo Hamburgo:
Feevale, 2003. P.1

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  • 1. EMEF PARQUE DOS PINHEIROS PROJETO PRODUÇÃO DE TEXTO Professoras: Joana; Iracema; Helena; Lidiani Público alvo: Alunos do 5ºano (4ª série)
  • 2. EMEF Parque dos Pinheiros Profas. Joana; Iracema; Helena; Lidiani Público alvo: Alunos do 5ºano (4ª série) Tempo previsto: fevereiro de 2009 a dezembro de 2009 "A beleza existe em todo lugar. Depende do nosso olhar, da nossa sensibilidade; depende da nossa consciência, do nosso trabalho e do nosso cuidado. A beleza existe porque o ser humano é capaz de sonhar”. (FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 67. In GADOTTI, Moacir - Novo Hamburgo: Feevale, 2003. P. 1) PROJETO PRODUÇÃO DE TEXTO Introdução: Este é um projeto da EMEF PARQUE DOS PINHEIROS, da cidade de HORTOÂNDIA /SP, que tem como principal objetivo melhorar a produção de textos dos alunos da escola e suprir a necessidade de tornar nossos alunos proficientes leitores e produtores de textos. JUSTIFICATIVA É nossa unidade escolar existe uma dificuldade muito grande para incentivar os alunos a escrever bem como realizar leituras dos textos produzidos. O texto, como objetivo apenas de sala de aula, já não é atrativo para os alunos, portanto essa é uma forma de encontrar novas possibilidades para incentivá-los.
  • 3. Por isso, é extremamente necessário um novo processo para modificar essa realidade. O nosso desafio, enquanto mestres responsáveis pelos processos de ensino- aprendizagem estão em criar situações de sala de aula que permitam aos alunos a apropriação desta diversidade e, principalmente, que se pense em como veicular e significar os diferentes textos existentes em nossa sociedade dentro da sala de aula. Paulo Freire nos fala em sua Pedagogia da autonomia da boniteza de ser gente, da boniteza de ser professor: ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Ele chama a atenção para a essencialidade do componente estético da formação do educador. Colocamos uma epigrafe que fala de sonho e de sentido que querem dizer a mesma coisa. Sentido quer dizer caminho não percorrido, mas que se deseja percorrer, portanto, significa projeto, sonho, utopia. Aprender e ensinar com sentido é aprender e ensinar com um sonho na mente. A pedagogia serve de guia para realizar esse sonho... (FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 67. In GADOTTI, Moacir - Novo Hamburgo: Feevale, 2003. p. 1) Inserir de maneira gradual as novas regras ortográficas que começaram a vigorar no dia 1º de janeiro de 2009. E apesar de serem obrigatórios apenas em 2012 os professores da EMEF Pinheiros estão se adequando a nova ortografia. Para isso, estão levando para a sala de aula uma proposta lúdica para os alunos. As professoras do 5º ano (4ª série) pretendem com este projeto que os alunos façam uma série de atividades para que se familiarizem com as novas regras. A grande dificuldade dos professores é como fazer com que as novas regras sejam absorvidas pelos alunos que já estão tão habituados com a ortografia antiga. OBJETIVOS Gerais Desenvolver no aluno o gosto pela produção de texto; Dar condições adequadas para um crescimento do aluno em suas produções, não apenas na aula de Português; Entender a linguagem como algo significativo à medida que é empregada enquanto prática social; ESPECÍFICOS Aperfeiçoar-se quanto à produção de texto em geral; Ser capaz de proceder autocorreção dos textos;
  • 4. Compreender as leituras propiciadas pela literatura infanto-juvenil como oportunidades ímpares de conhecimento do mundo não só da fantasia, mas também da realidade do dia-a-dia dos homens e mulheres em sociedade e em sua relação com os outros e com a natureza; Compreender que a aprendizagem da língua “padrão culta” nas séries iniciais do Ensino Fundamental se dá principalmente pelo uso social da linguagem em situações diversas de prática social; Demonstrar segurança no emprego da língua, evidenciando isso, através da escrita com correção gramatical, ortográfica, pontuação, textualidade e clareza; Metodologia Pesquisar, em jornais e revistas, caricaturas, slogans, charges, logotipos e cartuns, recortando-os e colando-os em folhas para organizar uma espécie de álbum com textos desse tipo de linguagem; Pesquisar a respeito de Quadrinhos (Histórias em Quadrinhos), evidenciando, mediante produção escrita teórico-prática os tipos de balões usados nas HQ; Fazer levantamento das revistas em quadrinhos encontradas nas bancas de jornal, biblioteca da escola e entre as manuseadas pelos alunos das séries iniciais, trazendo exemplares para a sala de aula; Ler, para fundamentar-se, autores e obras que tratam de Quadrinhos, comentando, em sala, a síntese da leitura realizada, expondo-a, em seguida, em painel; Criar Histórias em Quadrinhos, editando a obra; Criar texto na forma poética que poderá servir como recurso didático, a exemplo de jingles informativos, e outros textos em forma também de poesia como anúncio poético, textos em forma de prosa; Criar poesias como atividade livre e de prazer estético; Ler poemas/poesias para divertir-se; TURMAS QUE PARTICIPARÃO DO PROJETO 4ª série A -31 alunos professora: JOANA DARQUE CARDOSO SANTOS 4ª série B -30 alunos professora: MARIA IRACEMA
  • 5. 4ª série C -32 alunos professora: HELENA 4ª série D -28 alunos professora: HELENA 4ª série E -32 alunos professora: LIDIANE DURAÇÃO DO PROJETO Este projeto terá duração de fevereiro a dezembro de 2009 como experiências e, havendo um resultado expressivo nesse período, será estendido a outras turmas no ano de 2010. AÇÕES Interpretar textos de diversas modalidades para que o aluno tenha contato com textos bem produzidos, ou seja, demonstrando estrutura, conteúdo e gramática compatíveis com o ensino de Português. Mostrar para o aluno as diversas formas de estruturar um texto: narrativo, descrito, dissertativo. Produzir junto, na sala de aula, textos coletivos, com a participação dos alunos e do professor. Fazer uma correção, adequação e melhora do texto junto com os alunos para que os mesmos adquiram essa habilidade. Trabalhar, inicialmente, com temas mais simples e relacionados com o cotidiano dos alunos, para que o mesmo não sinta dificuldade de pensar sobre esse ou aquele assunto. Incentivar qualquer progresso apresentado pelo aluno, bem como elogiar qualquer demonstração interessante em sua produção, seja nas idéias, na estrutura ou no uso gramatical. Corrigir o texto do aluno, usando o novo Código de regras de ortografia, para que o próprio aluno modifique e melhore seu texto em outra etapa do trabalho. Colocar alguns dos textos dos alunos no BLOG diário da 4ª série intitulado “http://4seriea-joaninha.blogspot.com”, na Internet para valorizar a produção, ou seja, evitar que o texto seja lido apenas pelo professor. Levar os alunos na sala de multimídia para que eles tomem contato com os textos lançados no BLOG e façam o seu comentário sobre tais textos. Fazer correção e melhora do texto a partir de comentários sobre as produções, feitos no BLOG.
  • 6. Ilustrar os trabalhos através de fotos e outras imagens para tornar mais atrativos os trabalhos dos alunos. Incentivar o maior número de pessoas (inclusive fora da escola) para conhecerem e comentarem os trabalhos no BLOG, uma vez que isso dará maior incentivo aos alunos, produtores dos textos. Essa comunicação será feita, principalmente, através da Internet para que os alunos, a cada dia, tenham maior domínio dessa tecnologia. Trabalhar as novas regras de maneira que não sejam apenas decoradas pelos alunos, eles terão que pesquisar e comparar as duas ortografias e, posteriormente, abrir espaço para debates, apresentando motivos que levaram ao acordo. Além das pesquisas e das discussões em classe, serão criadas produções usando imagem e escrita que podem ficar expostas no pátio da escola para que todos tenham a oportunidade de conhecer os trabalhos. (confecção de cartazes sobre temas diversos) sabemos que não adianta despejar todas as novas regras sobre o aluno de uma só vez. Então serão trabalhadas as mudanças pouco a pouco. Em alguns casos, é improdutivo ensinar a regra nova sem recapitular alguns conceitos trabalhados no passado. Pois não adianta dizer que cai o acento nas paroxítonas com ditongos abertos se o aluno não sabe o que é paroxítona e o que é ditongo. Com isso serão retomados esses e outros conceitos. Sabemos que o período de transição entre as duas formas de grafia é de 4 anos, e nos professores não podemos considerar erro a opção do aluno por uma ou outra. Mas há algo que podemos fazer: Nos textos produzidos pelo estudante, podemos destacar os termos redigidos na regra antiga, explicitando a nova regra. Quando o aluno usar uma palavra que mudou, é possível sublinhá-la e inserir a margem um comentário sobre a nova regra, para ajudar o estudante a fixá-la. Como toda a turma esta trabalhando livros didáticos ou textos ainda com a grafia antiga, os alunos serão alertados a sempre que surgir uma palavra que teve a grafia alterada, para ele adicionar uma observação ao texto quando copiado no caderno ou a lápis no próprio livro. Sabemos da importância de conversar com os alunos sobre o porquê das mudanças, bem como explicar que estas mudanças têm um objetivo, para que eles possam compreender e assimilar mais facilmente. "As crianças questionam o 'porque' das coisas, das mudanças, mas em compensação aceitam com mais facilidade". Produção de livro sobre as produções de textos desenvolvidas durante o projeto e sua publicação.
  • 7. RECURSOS HUMANOS Todo o trabalho com os textos, nesse período experimental, será conduzido pelos professores. RECURSOS MATERIAIS Os recursos materiais serão os mesmos usados na sala de aula normalmente, além dos recursos da sala de multimídia. CONCLUSÃO Com o envolvimento dos participantes (professor e alunos), o resultado será, sem dúvida, muito promissor. Esse projeto será mais um passo dado em prol do aluno, evitando principalmente que ele perca o estímulo na sala de aula. Dessa forma, acredita- se que haverá uma melhora substancial nas produções de textos e, conseqüentemente, melhor resultados nos estudos, de modo geral. Produção de livro sobre as produções de textos desenvolvidas durante o projeto e sua publicação. Avaliação: A avaliação é constante, levando em conta os registros e relatórios de cada etapa do projeto feitos pelas organizadoras do mesmo. As reflexões sobre os relatórios levarão em conta o interesse da turma, seus resultados e relevância para a aprendizagem das crianças quanto ao desenvolvimento da linguagem, produção e aprimoramento dos textos, conteúdos e a relevância social para a comunidade a que se destina. Bibliografia: CITELLI, Beatriz. Produção e leitura de textos no ensino fundamental - 3 ed. Editora Cortez, São Paulo, 2003. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 32 ed., São Paulo, Cortez, 1996. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 67. GERALDI, João Vanderley (org). O texto na sala de aula. São Paulo, Ática, 1997.
  • 8. NETO, Antônio Gil. A produção de textos na escola. Edições Loyola. São Paulo, 1996. GADOTTI, Moacir -Boniteza de um sonho: ensinar e aprender com sentido – Novo Hamburgo: Feevale, 2003. P.1