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Profa. Andrea Dalforno
Introdução
SEMIÓTICA: teoria geral das apresentações         Semio é o estudo dos fenômenos
que leva em conta os signos sob todas as          culturais como sistemas de
formas e manifestações, que assumem               significado que pode ou não ter o
(lingüística ou não), enfatizando                 sistema de comunicação.
especialmente a propriedade de
convertibilidade recíproca entre os sistemas
significantes que integram. (Charles S. Peirce)   SEMIOSE = ação dos signos

SEMIÓTICA (Sematologia / Semasiologia /           “Ciência dos signos e dos processos
Semiologia) = teoria geral do signo               significativos (semiose) na natureza
                                                  na cultura.” (Nöth, 1995: 19)
Ciência dos signos e dos processos
significativos (semiose) na natureza e cultura.
                                                  “Todas as investigações sobre a
                                                  natureza dos signos, da significação
O objeto de estudo da semiótica é a               e da comunicação na história das
representação. Os signos servem para              ciências.” (Nöth, 1995: 20)
produzir referência, representar algo.
Introdução
Semiótica tem seu início com          SIGNOS
filósofos como John Locke (1632-           Evoluem
1704) que, no seu Ensay on human           São dinâmicos

undestaning (1960), postulou uma           São contextuais

‘Doutrina dos signos’ com o nome de   SIGNO em si (combinação)
SEMIOTIKÉ.                            SIGNO – Objeto (seleção)
                                      SIGNO – interpretante (uso)
                                      Morris – 3 dimensões da semiótica
O que é que os estudos semióticos        (estudo, linguagem) como metaciência
investigam?                                Estrutura formal
 A ação dos signos.                       Relação com objetos designados
                                           Pessoas que o usam
 Visão dinâmica da significação
 enquanto processo.                   3 dimensões
                                            Sintática
 Visa o processo dinâmico da               Semântica
 representação.                             Pragmática
Dimensões
A dimensão sintática trata da inter-     A dimensão semântica trata das
relação de vários elementos da           relações das escolhas formais com os
mensagem. Considera-se que o signo       conteúdos expressos pela forma, nesse
pode ser inserido em seqüências de       nível é considerado em relação que ele
outros signos com bases em regras de     significa. Signo X Significado.
combinação (a mensagem em si).           Ex: Utilizar em uma peça gráfica a cor
Teoria da                                vermelha por causa do Japão.
imagem, percepção, conhecimento da       Operação de seleção de signos.
linguagem visual em suporte gráfico.
Ex: combinar cor, tipografia, suporte.
                                         A dimensão pragmática trata da relação
Operação de combinação.                  de duas mensagens com seus usuários
                                         (público-alvo) e com seus materiais de
                                         produção, considera-se aqui as origens
                                         dos signos, seus efeitos nos
                                         destinatários e uso que deles se fazem.
                                         Operação de uso.
Dimensões
Sintática
Sua materialidade e regras de
combinação.


Semântica
Forma x Conteúdo =
Ícone, Índice, Símbolo.


Pragmática
Seu uso .
Arquitetura do pensamento de Peirce
A fenomenologia (phaneroscopia) é o         De acordo com Peirce, a semiótica está
ramo de uma ciência que trata da             no ramo da lógica.
descrição e classificação de
fenômenos, transitando do
conhecimento que pode ser apreendido         Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)
pelos sentidos, incluindo os sentidos         Gramática Especulativa: Signos e
subjetivos, ao verdadeiro saber. Fornece       formas de pensamentos, valor inicial
os fundamentos para 3 ciências                 (propedêutica).
normativas:                                   Lógica Crítica: Tipos de inferência.
                                              Metodêutica ou Retórica
 Estética (o ideal)
                                               Especulativa: Métodos que cada tipo
                                               de raciocínio dá origem.
 Ética (a conduta)
 Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)
Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)
Gramática Especulativa: sua tarefa é             Significação (mensagem em
de determinar o que deve ser                      sim)
verdadeiro quanto ao                               Qualidade (aspecto sensível):
representamem utilizado por toda                     pela qualidade tudo pode ser
inteligência científica a fim de que                 signo. Ex: Cor azul significa
possa incorporar um significado                      tranqüilidade.
qualquer.                                          Existência (aspecto
                                                     perseptível): pela existência
 Significação: a mensagem em si.                    tudo é signo.
  Possibilidades e limites da significação.        Lei (aspecto intelectivo): pela
 Objetivação: relação da mensagem                   lei tudo deve ser signo.
  com o objeto denotado.
 Interpretação: efeitos das mensagens
  sobre os intérpretes individuais e
  coletivos.
Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)
   Objetivação (relação              Interpretação (efeitos das
    mensagem-objeto)                    mensagens sobre os intérpretes
     Aspecto icônico (                 individuais e coletivos)
      referencialidade aberta): os        Nível emocional (qualidade
      ícones apresentam algum              de sentimento e emoções de
      grau de semelhança com               fato produzidas)
      qualidades de algum objeto.         Nível energético (ações
     Aspecto indicial                     físicas ou mentais impelidas
      (referencialidade direta e           pelo signo)
      ambígua): observa as marcas,        Nível lógico (a cognição
      traços e aspectos factuais.          produzida)
     Aspecto simbólico
      (referencialidade abstrata):
      observa as convenções,
      costumes, padrões estéticos,
      comportamentos, etc.
Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)
Lógica crítica (tipos de interferência)   “Um signo ou representamen, é tudo aquilo
                                          que, sob um certo modo, representa algo
 Abdução (processo de formação           para alguém, isto é, cria na mente dessa
 de uma hipótese explicativa)             pessoa um signo equivalente, ou talvez um
                                          signo mais desenvolvido. Ao signo assim
 Dedução (tem por função explicar        criado denomino interpretante do primeiro
 a hipótese)                              signo. O signo representa alguma coisa, seu
                                          objeto. Representa esse objeto não em todos
 Indução (funciona como processo         os seus aspectos, mas com referência a um
 para testar hipóteses)                   tipo de idéias que eu, por vezes, denominarei
                                          fundamento do representamen.”
                                                                  I
Metodêutica ou retórica                                           interpretante
especulativa (métodos que cada tipo
de raciocínio dá origem)



                                                    R                        O
                                                    representamen            objeto
DESIGN e LINGUAGEM
O designer é um tradutor que opera com as linguagens que lhes são externas
e as traduz para a linguagem visual gráfica.

“Poderíamos sintetizar o trabalho do designer como um profissional que está
sendo sempre solicitado a fazer traduções...o designer é um tradutor para a
linguagem visual gráfica, que lhe é a própria.” (Homem de Melo, 1994: 12)

“O designer possui, basicamente, duas possibilidades de articulação: uma
que se realiza no sentido horizontal e que tem propriedades combinatórias,
outra que se realiza no sentido vertical, em profundidade, e que tem
propriedades associativas. As relações combinatórias determinam os
aspectos formais do produto; as relações associativas, seus aspectos
simbólicos. O significado do produto como um todo, resulta na soma desses
dois aspectos ou eixos de significação.” (Escorel, 2000: 64)
SEMIÓTICA e DESIGN
É em conformidade com a natureza de linguagem do design, com sua
caracterização como atividade projetual e com sua intrínseca correlação com
a arte e com a ciência, que se impõe a escolha de semiótica de extração
peirceana como referencial teórico e metodológico. Sobretudo, pela
amplitude da noção de signo em Peirce e pela sua proposição da inferência
abdutiva, que subjaz ao método semiótico e que é concebido como o ponto
de partida da invenção, tanto na arte como na ciência.


É a própria natureza da linguagem da prática projetual e sua inter-relação
como os discursos da arte e da ciência que impõem a necessidade de um
método.
OS CONCEITOS DE SIGNO
Como operam as linguagens (Saussurre)




Obs: Cada campo da linguagem tem características semióticas próprias.
3 categorias universais do signo (Peirce)
     Primeiridade: Mônada, qualidade, espontaneidade. O
     primeiro pensamento na mente. Todo signo passa por esse
     estágio. Mente e signo se torna um só. Nível do sintático.
     Verbo: Sentir.

     Secundidade: Díada, existência, ação e reação; aqui e agora.
     O signo afeta a mente e a mente reage. Ação. Perceptiva. Ex.:
     O jeito automático que dirigimos um carro.

     Terceiridade: Tríade, generalização, mediação, sígnica, o
     signo afeta a mente que reage e busca outro signo.
     Inferir, através do signo à inferências. Verdade lógica.
OS CONCEITOS DE SIGNO
1.1 Representamen
1.1.1 Abstrativo
Um signo abstrativo pode sugerir pela qualidade. Pela qualidade tudo pode
ser signo. (quali-signo).

1.1.2 Concretivo
Pela existência, tudo é signo (sin-signo).
Ex.: Cadeira preta da sala de aula: A existência da cadeira mostra que é uma
sala de aula e pela qualidade que ela é sobril.


1.1.3 Coletivo
Pela lei, tudo deve ser signo (legi-signo). O padrão torna o signo
reconhecível.
A que os signos se referem?

O fundamento determina a maneira como
os signos se referem aos objetos. O objeto
imediato dá acesso ao objeto dinâmico.
2.1 Objeto Imediato
É o modo lógico como o representamen apresenta o objeto dinâmico dentro
do processo do signo.


2.2.1 Descritivo
Declara os caracteres do objeto dinâmico, forma primariamente sensível.


2.1.2 Designativo
Dirige a atenção para o objeto dinâmico, modo proeminentemente físico.


2.1.3 Copulante
Expressam relações lógicas do objeto dinâmico, modo dominante
intelectivo.
A relação signo objeto
Como o objeto imediato dá acesso ao objeto dinâmico?


1. Ícone: Tem como fundamento uma qualidade. Se apresenta e sugere o
objeto dinâmico por similaridade. O objeto imediato é a própria qualidade
que ele exibe. Ex.: A arte.


Existem três níveis de ícone:
   Imagem: semelhança no nível da aparência (Ex.: frutas artificiais)
   Diagrama: semelhança entre as relações internas do signo e as relações
    internas do objeto dinâmico. (Ex.: Diagrama representando homens e
    mulheres existentes em uma sala de aula).
   Metáfora: semelhança entre significado do representamen
    (representante) e do representado (objeto dinâmico)
A relação signo objeto
2. Índice: Tem como fundamento uma existência concreta, indica o objeto
dinâmico por contigüidade; o objeto imediato não se confunde com o
fundamento, ele é a maneira como o índice é capaz de indicar o objeto
dinâmico (conexões físicas). Todos os índices envolvem ícones, mas não são
os ícones que o fazem funcionar como signo daquele objeto determinado.
Para agir indexicalmente o signo deve ser considerado seu aspecto
existencial como parte de um outro existente para o qual o índice aponta e
de que o índice é uma parte.


O índice precisa sempre de um meio físico. A linguagem visual é
prioritariamente visual.


Ex.: A fotografia é um índice.
A relação signo objeto
3. Símbolo: O fundamento é uma lei que opera de modo condicional.
Representa aquilo que a lei prescreve por uma convenção que ele
represente.


O objeto imediato de um símbolo é o modo como o símbolo representado
dinâmico, o recorte que o símbolo faz de seu contexto de referência.


Todo símbolo pode incluir quali-signos icônicos e sin-signos indiciais, mas é o
caráter de lei que o faz representar determinado objeto dinâmico.


Ex.: Marca do MacDonald´s. ícone: vermelho, amarelo, redondo. Ícone de
imagem: batata-frita que forma o “M”. Por lei, por pertencer ao Sistema de
Identidade Visual é um símbolo.
2.2 Objeto dinâmico
Coisa sugerida, apontada pelo signo.


2.2.1 Possível
Objeto dinâmico de um ícone é um possível.
O ícone precisa do índice e símbolo para se tornar preciso. O ícone por si
só, pode criar diversas interpretações.


2.2.2 Ocorrência
O objeto dinâmico de um índice é uma ocorrência.


2.2.3 Necessitante
O objeto dinâmico de um símbolo é um necessitante.
Como os signos são interpretados?

Interpretante: O efeito interpretativo que
o signo produz em uma mente possível.
3.1 Interpretante Imediato
Potencial interpretativo do signo, nível abstrato. Tudo que o signo pode
produzir em uma mente.


3.1.1 Hipotético
Os quali-signos são possibilidades, logo suas semelhanças com os objetos
são hipotéticas.


3.1.2 Categórico
Os sin-signos indiciais informam algo cuja aplicabilidade é imediata. Aqui e
agora.


3.1.3 Relativos
Os legi-signos fornecem informações sobre classes universais e geram uma
lei ou regra como interpretantes.
3.2 Interpretante dinâmico
Efeito do signo atualizado no intérprete, depende do interpretante imediato
e do repertório do intérprete.


3.2.1 Emocional
Um quali-signo só pode gerar algo da ordem de uma qualidade de
sentimento, semelhantes as qualidades do signo. Serve para passar
informações em aberto – ícone.


3.2.2 Energético
Um sin-signo só pode gerar uma ação física mental – índice e ícone.


3.2.3 Lógico
O legi-signo gera uma interpretação lógica por meio de uma regra
interpretativa internalizada pelo intérprete – índice, ícone e símbolo.
3.3 Interpretante final
Limite desejável, mas não atingível    3.3.3 Argumento
do interpretante (impossível esgotar   Equivale a uma inferência lógica,
o signo). O signo sempre gera outro    representa o objeto em seu caráter
signo. Esse processo chama-se          de signo.
semiose limitada.


3.3.1 Rema
Equivale a um termo. Representa o
objeto em seus caracteres.


3.3.2 Dicente
Equivale a uma
proposição, representa o objeto com
respeito à sua existência real.
A classificação dos signos (Peirce)

                                    signo em relação   signo em relação
                  signo em si           ao objeto      ao interpretante
                                        dinâmico             final
                  quali-signo            ícone              rema
Primeiridade
               uma pura qualidade     semelhança          um termo
                   sin-signo            índice            dicente
Secundidade
                                     conexão física    uma preposição
                                                         argumento
                   legi-signo           símbolo
Tercereidade                                            uma referência
                  uma lei geral        convenção
                                                           lógica
1 Quali-signo: sensível
1.1.1 quali-signo icônico remático: poder imediato de significação; a
sensação produz o interpretante hipotético, o quali-signo sugere qualidades
semelhantes a ele, só funciona como signo por causa da qualidade. Ex:. O
timbre de um instrumento, a cor, textura.
2 Sin-signo: perceptível
2.1.1 sin-signo-icônico-remático: a qualidade da coisa encarnada nele é que
faz dele um signo.
Ex.: Semelhante à imagem. Imagem, diagrama, metáfora.
Imagem: Caricatura da pessoa.
Diagrama: Mapa do caminho de casa
Metáfora: Fulana tem pele de pêssego. Lixeira do Windows que
significa, simula a idéia de descartar um arquivo.


2.2.1 sin-signo-indicial-remático: coexistência física, ação e reação.
Ex.: Pegada na praia. Conexão física.


2.2.2 sin-signo-indicial-dicente: coexistência física, ação e reação.
Ex.: Pegada na praia, alguém passou ali, direção norte-sul. Conexão física.
Questão particular daquele momento.
3 Legi-signo: inteligível
3.1.1 legi-signo-icônico-remático: uma qualidade que funciona como lei. Ex.: Todo
diagrama de faculdade tem o modelo “x”. Miau serve para qualquer gato e o
reconheço como um gato. O sin-signo é uma réplica de legi-signo. Ex.: óculos são
todos iguais, por isso reconheço o que são óculos. Os meus óculos são particulares.


3.2.1 legi-signo-indicial-remático: uma lei que precisa da coexistência física com o
objeto para funcionar como tal. Precisa de mais informações.


3.2.2 legi-signo-indicial-dicente: uma lei que precisa ou coexistência física com o
objeto para funcionar como tal e que também fornece mais informação sobre o
objeto que o anterior.

3.3.2 legi-signo-simbólico-dicente: signo lógico com mais informações sobre o
objeto anterior.

3.3.3 legi-signo-simbólico-argumentativo: argumento: inferência lógica. Signo
genuíno.
METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA
OBJETO: determinar o objeto e delimitar o seu recorte;
OBJETIVOS: estabelecer os objetivos da análise e o(s) aspecto(s) semióticos(s);
PROFUNDIDADE: dimensionar a análise; o que implica o grau de profundidade da descrição do objeto
imediato do signo.


O Fundamento do signo:
Nível 1 – Sintaxe – Significação – O signo / mensagem em si
Nível 2 – Semântica – Objetivação – Relação do signo/mensagem com o objeto dinâmico.
Nível 3 – Pragmática – Interpretação – Relação do signo/mensagem com o interpretante.


Signo – Contemplar os quali-signos: abrir-se aos fenômenos; desautomatizar a percepção; tornar-se sensível
aos aspectos qualitativos do signo.
Observar – Discriminar os sin-signos: observar o fenômeno; discriminar os limites entre o signo e o contexto,
as partes do todo; perceber a singularidade do fenômeno.
Abstrair – Generalizar, ler os legi-signos: abstrair o geral do particular; observar as regualridades.


OBS: todo o processo anterior corresponde a uma descrição da peça a ser estudada.
METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA
Ter em mente que:
   Todo sin-signo é parte de uma classe;
   Os sin-signos materializam os quali-signos;
   Os legi-signos são princípios gerais que determinam os sin-signos.


A referencialidade do signo:
   Analisar o objeto imediato
           Contemplar o aspecto qualitativo do signo: disponibilizar para poder de sugestão, evocação e
              associação que a aparência do signo exibe.
           Considerar o aspecto existente: obeservar a materialidade do signo como parte do universo que
              ele pertence; o objeto imediato aparece como parte do objeto dinâmico.
           Levar em conta o aspecto de lei: o objeto imediato é um certo recorte, aspecto ou ponto de
              vista interpretativo apresentado do objeto dinâmico.
   Analisar o objeto dinâmico
           Aspecto iônico do signo: referencialidade aberta; os ícones apresentam algum grau de
              semelhança com as qualidades de algum objeto.
           Aspecto indicial: referencialidade direta e pouco ambígua; atentar para as direções que os
              signos apontam; observar as formas, marcas, traços e aspectos factuais.
           Aspecto de simbólico: referencialidade abstrata; observar as convenções, costumes, padrões
              estéticos, comportamentos etc.
METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA
A interpretação do signo:
   Analisar o interpretante imediato
           Nos ícones: as possibilidades são abertas e dependem das cadeias associativas dos interpretes.
           Nos índices: as possibilidades são mais fechadas; reconhecimento da ligação existencial entre o
              signo e o objeto ou objetos.
           Nos símbolos: possibilidades inesgotáveis; produz a semiose ilimitada.
           Deve-se ter objetividade semiótica, isto é, respeitar as potencialidades intrínsecas dos signos
              para sugerir, indicar e representar.


   Analisar o interpretante dinâmico
           O nível emocional: qualidade de sentimento e emoções de fato produzidas.
           O nível energético: ações físicas ou mentais impelidas pelo signo.
           O nível lógico: a cognição produzida.


   Analisar o interpretante final
           Limite final, mas inatingível que os interpretantes dinâmicos apontam.
1 As mensagens em si.        2 A referencialidade das mensagens.                    3 A interpretação das mensagens.

1.1 O fundamento do          2.1 O objeto imediato      2.2 O objeto dinâmico.      3.1 O interpretante       3.2.1 O interpretante     3.3 O interpretante final.
signo                        Depende do                 Considerar o                imediato.                 dinâmico.                 Limite ideal, mas
Passo fenomenológico         fundamento do signo.       fundamento e o objeto       Interno ao signo:         Níveis interpretativos    inatingível que os
                                                        imediato como base          latente.                  que o signo produz num    interpretantes
                                                        desta análise.                                        determinado intérprete.   dinâmicos apontam.

1.1.1 Abrir-se aos           2.1.1 Considerar o         2.2.1 Aspecto icônico:      3.1.1 Nos ícones:         3.2.1 Nível emocional:    3.3.1 Rema.
fenômenos                    aspecto qualitativo do     referencialidade aberta.    possibilidades abertas.   qualidades de             Um termo como efeito
Contemplar os quali-         signo.                     Os ícones apresentam        Dependem das cadeias      sentimentos e emoções     final.
signos                       Disponibilidade para o     algum grau de               associativas dos          de fato produzidas.
Estar sensível aos           poder de sugestão,         semelhança com as           intérpretes.
aspectos qualitativos        evocação e associação      qualidades de algum
SENTIR                       que a aparência do         objeto
                             signo.                     Observar o que eles
                                                        sugerem ou evocam do
                                                        objeto dinâmico

1.1.2 Observar os            2.1.2 Considerar o         2.2.2 Aspecto indicial:     3.1.2 Nos índices:        3.2.2 Nível energético:   3.2.2 Dicente.
fenômenos.                   aspecto existencial        referencialidade direta e   possibilidades fechadas. ações físicas e mentais    Uma proposição como
Discriminar os sin-signos    particular.                pouco ambígua.              Reconhecimento da         impelidas pelo signo.     efeito final.
Perceber a singularidade     O objeto imediato do       Atentar para as direções    ligação existencial entre
dos signos                   signo aparece como         que o signo aponta.         o signo e o objeto
Delimitar o signo do         parte do objeto            Observar as formas,         dinâmico.
contexto, as partes do       dinâmico.                  vestígios, marcas, traços
todo.                                                   e aspectos factuais.
PERCEBER


1.1.3 Abstrair o geral do    2.1.3 Considerar o     2.2.3 Aspectos            3.1.3 Nos símbolos:             3.2.3 Nível lógico: A   3.3.3 Argumento.
particular                   aspecto de lei do signo.
                                                    simbólicos:               possibilidades                  cognição produzida pelo Uma inferência lógica
Identificar os legi-signos   O objeto imediato é um referencialidade          inexauríveis.                   signo.                  como efeito final.
Observar as                  certo recorte          abstrata.                 Produz a semiose
regularidades                apresentado do objeto  Observar as convenções, ilimitada.
GENERALIZAR                  dinâmico.              costumes, valores
                                                    coletivos, padrões
                                                    estéticos e
                                                    comportamentais etc.
SANTAELLA, Lúcia. Semiótica Aplicada, São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. Cap II.
Orientação para compreensão da tabela
LINHA 1
Poderes sugestivos do ícone
Aspectos qualitativos icônicos
LINHA 2
Poderes indicativos dos índices
Aspectos singulares / indicativos
LINHA 3
Poderes representativos dos símbolos
Aspectos convencionais simbólicos

COLUNA 1 – Corresponde a Sintaxe (Significação)
COLUNA 2 – Corresponde a Semântica (Objetivação)
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SEMIÓTICA | CONCEITOS DE SIGNO

  • 2. Introdução SEMIÓTICA: teoria geral das apresentações Semio é o estudo dos fenômenos que leva em conta os signos sob todas as culturais como sistemas de formas e manifestações, que assumem significado que pode ou não ter o (lingüística ou não), enfatizando sistema de comunicação. especialmente a propriedade de convertibilidade recíproca entre os sistemas significantes que integram. (Charles S. Peirce) SEMIOSE = ação dos signos SEMIÓTICA (Sematologia / Semasiologia / “Ciência dos signos e dos processos Semiologia) = teoria geral do signo significativos (semiose) na natureza na cultura.” (Nöth, 1995: 19) Ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e cultura. “Todas as investigações sobre a natureza dos signos, da significação O objeto de estudo da semiótica é a e da comunicação na história das representação. Os signos servem para ciências.” (Nöth, 1995: 20) produzir referência, representar algo.
  • 3. Introdução Semiótica tem seu início com SIGNOS filósofos como John Locke (1632-  Evoluem 1704) que, no seu Ensay on human  São dinâmicos undestaning (1960), postulou uma  São contextuais ‘Doutrina dos signos’ com o nome de SIGNO em si (combinação) SEMIOTIKÉ. SIGNO – Objeto (seleção) SIGNO – interpretante (uso) Morris – 3 dimensões da semiótica O que é que os estudos semióticos (estudo, linguagem) como metaciência investigam?  Estrutura formal  A ação dos signos.  Relação com objetos designados  Pessoas que o usam  Visão dinâmica da significação enquanto processo. 3 dimensões  Sintática  Visa o processo dinâmico da  Semântica representação.  Pragmática
  • 4. Dimensões A dimensão sintática trata da inter- A dimensão semântica trata das relação de vários elementos da relações das escolhas formais com os mensagem. Considera-se que o signo conteúdos expressos pela forma, nesse pode ser inserido em seqüências de nível é considerado em relação que ele outros signos com bases em regras de significa. Signo X Significado. combinação (a mensagem em si). Ex: Utilizar em uma peça gráfica a cor Teoria da vermelha por causa do Japão. imagem, percepção, conhecimento da Operação de seleção de signos. linguagem visual em suporte gráfico. Ex: combinar cor, tipografia, suporte. A dimensão pragmática trata da relação Operação de combinação. de duas mensagens com seus usuários (público-alvo) e com seus materiais de produção, considera-se aqui as origens dos signos, seus efeitos nos destinatários e uso que deles se fazem. Operação de uso.
  • 5. Dimensões Sintática Sua materialidade e regras de combinação. Semântica Forma x Conteúdo = Ícone, Índice, Símbolo. Pragmática Seu uso .
  • 6. Arquitetura do pensamento de Peirce A fenomenologia (phaneroscopia) é o De acordo com Peirce, a semiótica está ramo de uma ciência que trata da no ramo da lógica. descrição e classificação de fenômenos, transitando do conhecimento que pode ser apreendido  Lógica crítica ou Semiótica (a verdade) pelos sentidos, incluindo os sentidos  Gramática Especulativa: Signos e subjetivos, ao verdadeiro saber. Fornece formas de pensamentos, valor inicial os fundamentos para 3 ciências (propedêutica). normativas:  Lógica Crítica: Tipos de inferência.  Metodêutica ou Retórica  Estética (o ideal) Especulativa: Métodos que cada tipo de raciocínio dá origem.  Ética (a conduta)  Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)
  • 7. Lógica crítica ou Semiótica (a verdade) Gramática Especulativa: sua tarefa é  Significação (mensagem em de determinar o que deve ser sim) verdadeiro quanto ao  Qualidade (aspecto sensível): representamem utilizado por toda pela qualidade tudo pode ser inteligência científica a fim de que signo. Ex: Cor azul significa possa incorporar um significado tranqüilidade. qualquer.  Existência (aspecto perseptível): pela existência  Significação: a mensagem em si. tudo é signo. Possibilidades e limites da significação.  Lei (aspecto intelectivo): pela  Objetivação: relação da mensagem lei tudo deve ser signo. com o objeto denotado.  Interpretação: efeitos das mensagens sobre os intérpretes individuais e coletivos.
  • 8. Lógica crítica ou Semiótica (a verdade)  Objetivação (relação  Interpretação (efeitos das mensagem-objeto) mensagens sobre os intérpretes  Aspecto icônico ( individuais e coletivos) referencialidade aberta): os  Nível emocional (qualidade ícones apresentam algum de sentimento e emoções de grau de semelhança com fato produzidas) qualidades de algum objeto.  Nível energético (ações  Aspecto indicial físicas ou mentais impelidas (referencialidade direta e pelo signo) ambígua): observa as marcas,  Nível lógico (a cognição traços e aspectos factuais. produzida)  Aspecto simbólico (referencialidade abstrata): observa as convenções, costumes, padrões estéticos, comportamentos, etc.
  • 9. Lógica crítica ou Semiótica (a verdade) Lógica crítica (tipos de interferência) “Um signo ou representamen, é tudo aquilo que, sob um certo modo, representa algo  Abdução (processo de formação para alguém, isto é, cria na mente dessa de uma hipótese explicativa) pessoa um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Ao signo assim  Dedução (tem por função explicar criado denomino interpretante do primeiro a hipótese) signo. O signo representa alguma coisa, seu objeto. Representa esse objeto não em todos  Indução (funciona como processo os seus aspectos, mas com referência a um para testar hipóteses) tipo de idéias que eu, por vezes, denominarei fundamento do representamen.” I Metodêutica ou retórica interpretante especulativa (métodos que cada tipo de raciocínio dá origem) R O representamen objeto
  • 10. DESIGN e LINGUAGEM O designer é um tradutor que opera com as linguagens que lhes são externas e as traduz para a linguagem visual gráfica. “Poderíamos sintetizar o trabalho do designer como um profissional que está sendo sempre solicitado a fazer traduções...o designer é um tradutor para a linguagem visual gráfica, que lhe é a própria.” (Homem de Melo, 1994: 12) “O designer possui, basicamente, duas possibilidades de articulação: uma que se realiza no sentido horizontal e que tem propriedades combinatórias, outra que se realiza no sentido vertical, em profundidade, e que tem propriedades associativas. As relações combinatórias determinam os aspectos formais do produto; as relações associativas, seus aspectos simbólicos. O significado do produto como um todo, resulta na soma desses dois aspectos ou eixos de significação.” (Escorel, 2000: 64)
  • 11. SEMIÓTICA e DESIGN É em conformidade com a natureza de linguagem do design, com sua caracterização como atividade projetual e com sua intrínseca correlação com a arte e com a ciência, que se impõe a escolha de semiótica de extração peirceana como referencial teórico e metodológico. Sobretudo, pela amplitude da noção de signo em Peirce e pela sua proposição da inferência abdutiva, que subjaz ao método semiótico e que é concebido como o ponto de partida da invenção, tanto na arte como na ciência. É a própria natureza da linguagem da prática projetual e sua inter-relação como os discursos da arte e da ciência que impõem a necessidade de um método.
  • 13. Como operam as linguagens (Saussurre) Obs: Cada campo da linguagem tem características semióticas próprias.
  • 14. 3 categorias universais do signo (Peirce)  Primeiridade: Mônada, qualidade, espontaneidade. O primeiro pensamento na mente. Todo signo passa por esse estágio. Mente e signo se torna um só. Nível do sintático. Verbo: Sentir.  Secundidade: Díada, existência, ação e reação; aqui e agora. O signo afeta a mente e a mente reage. Ação. Perceptiva. Ex.: O jeito automático que dirigimos um carro.  Terceiridade: Tríade, generalização, mediação, sígnica, o signo afeta a mente que reage e busca outro signo. Inferir, através do signo à inferências. Verdade lógica.
  • 16. 1.1 Representamen 1.1.1 Abstrativo Um signo abstrativo pode sugerir pela qualidade. Pela qualidade tudo pode ser signo. (quali-signo). 1.1.2 Concretivo Pela existência, tudo é signo (sin-signo). Ex.: Cadeira preta da sala de aula: A existência da cadeira mostra que é uma sala de aula e pela qualidade que ela é sobril. 1.1.3 Coletivo Pela lei, tudo deve ser signo (legi-signo). O padrão torna o signo reconhecível.
  • 17. A que os signos se referem? O fundamento determina a maneira como os signos se referem aos objetos. O objeto imediato dá acesso ao objeto dinâmico.
  • 18. 2.1 Objeto Imediato É o modo lógico como o representamen apresenta o objeto dinâmico dentro do processo do signo. 2.2.1 Descritivo Declara os caracteres do objeto dinâmico, forma primariamente sensível. 2.1.2 Designativo Dirige a atenção para o objeto dinâmico, modo proeminentemente físico. 2.1.3 Copulante Expressam relações lógicas do objeto dinâmico, modo dominante intelectivo.
  • 19. A relação signo objeto Como o objeto imediato dá acesso ao objeto dinâmico? 1. Ícone: Tem como fundamento uma qualidade. Se apresenta e sugere o objeto dinâmico por similaridade. O objeto imediato é a própria qualidade que ele exibe. Ex.: A arte. Existem três níveis de ícone:  Imagem: semelhança no nível da aparência (Ex.: frutas artificiais)  Diagrama: semelhança entre as relações internas do signo e as relações internas do objeto dinâmico. (Ex.: Diagrama representando homens e mulheres existentes em uma sala de aula).  Metáfora: semelhança entre significado do representamen (representante) e do representado (objeto dinâmico)
  • 20. A relação signo objeto 2. Índice: Tem como fundamento uma existência concreta, indica o objeto dinâmico por contigüidade; o objeto imediato não se confunde com o fundamento, ele é a maneira como o índice é capaz de indicar o objeto dinâmico (conexões físicas). Todos os índices envolvem ícones, mas não são os ícones que o fazem funcionar como signo daquele objeto determinado. Para agir indexicalmente o signo deve ser considerado seu aspecto existencial como parte de um outro existente para o qual o índice aponta e de que o índice é uma parte. O índice precisa sempre de um meio físico. A linguagem visual é prioritariamente visual. Ex.: A fotografia é um índice.
  • 21. A relação signo objeto 3. Símbolo: O fundamento é uma lei que opera de modo condicional. Representa aquilo que a lei prescreve por uma convenção que ele represente. O objeto imediato de um símbolo é o modo como o símbolo representado dinâmico, o recorte que o símbolo faz de seu contexto de referência. Todo símbolo pode incluir quali-signos icônicos e sin-signos indiciais, mas é o caráter de lei que o faz representar determinado objeto dinâmico. Ex.: Marca do MacDonald´s. ícone: vermelho, amarelo, redondo. Ícone de imagem: batata-frita que forma o “M”. Por lei, por pertencer ao Sistema de Identidade Visual é um símbolo.
  • 22. 2.2 Objeto dinâmico Coisa sugerida, apontada pelo signo. 2.2.1 Possível Objeto dinâmico de um ícone é um possível. O ícone precisa do índice e símbolo para se tornar preciso. O ícone por si só, pode criar diversas interpretações. 2.2.2 Ocorrência O objeto dinâmico de um índice é uma ocorrência. 2.2.3 Necessitante O objeto dinâmico de um símbolo é um necessitante.
  • 23. Como os signos são interpretados? Interpretante: O efeito interpretativo que o signo produz em uma mente possível.
  • 24. 3.1 Interpretante Imediato Potencial interpretativo do signo, nível abstrato. Tudo que o signo pode produzir em uma mente. 3.1.1 Hipotético Os quali-signos são possibilidades, logo suas semelhanças com os objetos são hipotéticas. 3.1.2 Categórico Os sin-signos indiciais informam algo cuja aplicabilidade é imediata. Aqui e agora. 3.1.3 Relativos Os legi-signos fornecem informações sobre classes universais e geram uma lei ou regra como interpretantes.
  • 25. 3.2 Interpretante dinâmico Efeito do signo atualizado no intérprete, depende do interpretante imediato e do repertório do intérprete. 3.2.1 Emocional Um quali-signo só pode gerar algo da ordem de uma qualidade de sentimento, semelhantes as qualidades do signo. Serve para passar informações em aberto – ícone. 3.2.2 Energético Um sin-signo só pode gerar uma ação física mental – índice e ícone. 3.2.3 Lógico O legi-signo gera uma interpretação lógica por meio de uma regra interpretativa internalizada pelo intérprete – índice, ícone e símbolo.
  • 26. 3.3 Interpretante final Limite desejável, mas não atingível 3.3.3 Argumento do interpretante (impossível esgotar Equivale a uma inferência lógica, o signo). O signo sempre gera outro representa o objeto em seu caráter signo. Esse processo chama-se de signo. semiose limitada. 3.3.1 Rema Equivale a um termo. Representa o objeto em seus caracteres. 3.3.2 Dicente Equivale a uma proposição, representa o objeto com respeito à sua existência real.
  • 27. A classificação dos signos (Peirce) signo em relação signo em relação signo em si ao objeto ao interpretante dinâmico final quali-signo ícone rema Primeiridade uma pura qualidade semelhança um termo sin-signo índice dicente Secundidade conexão física uma preposição argumento legi-signo símbolo Tercereidade uma referência uma lei geral convenção lógica
  • 28. 1 Quali-signo: sensível 1.1.1 quali-signo icônico remático: poder imediato de significação; a sensação produz o interpretante hipotético, o quali-signo sugere qualidades semelhantes a ele, só funciona como signo por causa da qualidade. Ex:. O timbre de um instrumento, a cor, textura.
  • 29. 2 Sin-signo: perceptível 2.1.1 sin-signo-icônico-remático: a qualidade da coisa encarnada nele é que faz dele um signo. Ex.: Semelhante à imagem. Imagem, diagrama, metáfora. Imagem: Caricatura da pessoa. Diagrama: Mapa do caminho de casa Metáfora: Fulana tem pele de pêssego. Lixeira do Windows que significa, simula a idéia de descartar um arquivo. 2.2.1 sin-signo-indicial-remático: coexistência física, ação e reação. Ex.: Pegada na praia. Conexão física. 2.2.2 sin-signo-indicial-dicente: coexistência física, ação e reação. Ex.: Pegada na praia, alguém passou ali, direção norte-sul. Conexão física. Questão particular daquele momento.
  • 30. 3 Legi-signo: inteligível 3.1.1 legi-signo-icônico-remático: uma qualidade que funciona como lei. Ex.: Todo diagrama de faculdade tem o modelo “x”. Miau serve para qualquer gato e o reconheço como um gato. O sin-signo é uma réplica de legi-signo. Ex.: óculos são todos iguais, por isso reconheço o que são óculos. Os meus óculos são particulares. 3.2.1 legi-signo-indicial-remático: uma lei que precisa da coexistência física com o objeto para funcionar como tal. Precisa de mais informações. 3.2.2 legi-signo-indicial-dicente: uma lei que precisa ou coexistência física com o objeto para funcionar como tal e que também fornece mais informação sobre o objeto que o anterior. 3.3.2 legi-signo-simbólico-dicente: signo lógico com mais informações sobre o objeto anterior. 3.3.3 legi-signo-simbólico-argumentativo: argumento: inferência lógica. Signo genuíno.
  • 31. METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA OBJETO: determinar o objeto e delimitar o seu recorte; OBJETIVOS: estabelecer os objetivos da análise e o(s) aspecto(s) semióticos(s); PROFUNDIDADE: dimensionar a análise; o que implica o grau de profundidade da descrição do objeto imediato do signo. O Fundamento do signo: Nível 1 – Sintaxe – Significação – O signo / mensagem em si Nível 2 – Semântica – Objetivação – Relação do signo/mensagem com o objeto dinâmico. Nível 3 – Pragmática – Interpretação – Relação do signo/mensagem com o interpretante. Signo – Contemplar os quali-signos: abrir-se aos fenômenos; desautomatizar a percepção; tornar-se sensível aos aspectos qualitativos do signo. Observar – Discriminar os sin-signos: observar o fenômeno; discriminar os limites entre o signo e o contexto, as partes do todo; perceber a singularidade do fenômeno. Abstrair – Generalizar, ler os legi-signos: abstrair o geral do particular; observar as regualridades. OBS: todo o processo anterior corresponde a uma descrição da peça a ser estudada.
  • 32. METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA Ter em mente que:  Todo sin-signo é parte de uma classe;  Os sin-signos materializam os quali-signos;  Os legi-signos são princípios gerais que determinam os sin-signos. A referencialidade do signo:  Analisar o objeto imediato  Contemplar o aspecto qualitativo do signo: disponibilizar para poder de sugestão, evocação e associação que a aparência do signo exibe.  Considerar o aspecto existente: obeservar a materialidade do signo como parte do universo que ele pertence; o objeto imediato aparece como parte do objeto dinâmico.  Levar em conta o aspecto de lei: o objeto imediato é um certo recorte, aspecto ou ponto de vista interpretativo apresentado do objeto dinâmico.  Analisar o objeto dinâmico  Aspecto iônico do signo: referencialidade aberta; os ícones apresentam algum grau de semelhança com as qualidades de algum objeto.  Aspecto indicial: referencialidade direta e pouco ambígua; atentar para as direções que os signos apontam; observar as formas, marcas, traços e aspectos factuais.  Aspecto de simbólico: referencialidade abstrata; observar as convenções, costumes, padrões estéticos, comportamentos etc.
  • 33. METODOLOGIA DO TRABALHO DE SEMIÓTICA A interpretação do signo:  Analisar o interpretante imediato  Nos ícones: as possibilidades são abertas e dependem das cadeias associativas dos interpretes.  Nos índices: as possibilidades são mais fechadas; reconhecimento da ligação existencial entre o signo e o objeto ou objetos.  Nos símbolos: possibilidades inesgotáveis; produz a semiose ilimitada.  Deve-se ter objetividade semiótica, isto é, respeitar as potencialidades intrínsecas dos signos para sugerir, indicar e representar.  Analisar o interpretante dinâmico  O nível emocional: qualidade de sentimento e emoções de fato produzidas.  O nível energético: ações físicas ou mentais impelidas pelo signo.  O nível lógico: a cognição produzida.  Analisar o interpretante final  Limite final, mas inatingível que os interpretantes dinâmicos apontam.
  • 34. 1 As mensagens em si. 2 A referencialidade das mensagens. 3 A interpretação das mensagens. 1.1 O fundamento do 2.1 O objeto imediato 2.2 O objeto dinâmico. 3.1 O interpretante 3.2.1 O interpretante 3.3 O interpretante final. signo Depende do Considerar o imediato. dinâmico. Limite ideal, mas Passo fenomenológico fundamento do signo. fundamento e o objeto Interno ao signo: Níveis interpretativos inatingível que os imediato como base latente. que o signo produz num interpretantes desta análise. determinado intérprete. dinâmicos apontam. 1.1.1 Abrir-se aos 2.1.1 Considerar o 2.2.1 Aspecto icônico: 3.1.1 Nos ícones: 3.2.1 Nível emocional: 3.3.1 Rema. fenômenos aspecto qualitativo do referencialidade aberta. possibilidades abertas. qualidades de Um termo como efeito Contemplar os quali- signo. Os ícones apresentam Dependem das cadeias sentimentos e emoções final. signos Disponibilidade para o algum grau de associativas dos de fato produzidas. Estar sensível aos poder de sugestão, semelhança com as intérpretes. aspectos qualitativos evocação e associação qualidades de algum SENTIR que a aparência do objeto signo. Observar o que eles sugerem ou evocam do objeto dinâmico 1.1.2 Observar os 2.1.2 Considerar o 2.2.2 Aspecto indicial: 3.1.2 Nos índices: 3.2.2 Nível energético: 3.2.2 Dicente. fenômenos. aspecto existencial referencialidade direta e possibilidades fechadas. ações físicas e mentais Uma proposição como Discriminar os sin-signos particular. pouco ambígua. Reconhecimento da impelidas pelo signo. efeito final. Perceber a singularidade O objeto imediato do Atentar para as direções ligação existencial entre dos signos signo aparece como que o signo aponta. o signo e o objeto Delimitar o signo do parte do objeto Observar as formas, dinâmico. contexto, as partes do dinâmico. vestígios, marcas, traços todo. e aspectos factuais. PERCEBER 1.1.3 Abstrair o geral do 2.1.3 Considerar o 2.2.3 Aspectos 3.1.3 Nos símbolos: 3.2.3 Nível lógico: A 3.3.3 Argumento. particular aspecto de lei do signo. simbólicos: possibilidades cognição produzida pelo Uma inferência lógica Identificar os legi-signos O objeto imediato é um referencialidade inexauríveis. signo. como efeito final. Observar as certo recorte abstrata. Produz a semiose regularidades apresentado do objeto Observar as convenções, ilimitada. GENERALIZAR dinâmico. costumes, valores coletivos, padrões estéticos e comportamentais etc. SANTAELLA, Lúcia. Semiótica Aplicada, São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. Cap II.
  • 35. Orientação para compreensão da tabela LINHA 1 Poderes sugestivos do ícone Aspectos qualitativos icônicos LINHA 2 Poderes indicativos dos índices Aspectos singulares / indicativos LINHA 3 Poderes representativos dos símbolos Aspectos convencionais simbólicos COLUNA 1 – Corresponde a Sintaxe (Significação) COLUNA 2 – Corresponde a Semântica (Objetivação) COLUNA 3 – Corresponde a Pragmática (Interpretação)