USG Obstétrica
Universidade Estadual de Santa Cruz
Departamento de Ciências da Saúde
Colegiado de Medicina
Novembro/2019
Discente: Domingos Carlos A.B Filho
Docente: José Slaibi
ULTRASSONOGRAFIA
Vantagens
MÉTODO
DIAGNÓSTICO
NÃO
INVASIVO
SEM
LIBERAÇÃO DE
RADIAÇÃO
NÃO
DELETÉRIO
ACESSÍVEL
BAIXO CUSTO
2
ULTRASSONOGRAFIA
Limitações
3
EXAMINADOR
DEPENDENTE
QUALIDADE
DO APARELHO
DIFICULDADES
TÉCNICAS:
obesidade materna,
posição fetal, volume
amniótico, gestação
múltipla
4
 Ideal quando utilizada em associação com
 História
 Exame físico
 Exames laboratoriais relevantes
 Frequentemente utilizada como primeiro instrumento na avaliação das complicações da gestação.
 OMS preconiza a realização de três exames ultrassonográficos na gestação:
 1° trimestre: entre 11 e 14 semanas.
 2° trimestre: entre 20 e 24 semanas.
 3° trimestre: entre 32 e 36 semanas.
PN baixo risco: quatro exames
Transvaginal no período embrionário
Morfológica do primeiro trimestre
Morfológica do segundo trimestre
Avaliação de crescimento fetal no terceiro trimestre
ULTRASSONOGRAFIA NO PRÉ NATAL
5
ULTRASSONOGRAFIA: PRINCIPAIS INDICAÇÕES
 Primeiro trimestre:
 Viabilidade
 Idade Gestacional
 Determinação da corionicidade em gestação gemelar
 Morfológico do 1° trimestre/ Rastreamento de malformações
Confirmar gravidez intrauterina
Gestação ectópica?
6
ULTRASSONOGRAFIA: PRINCIPAIS INDICAÇÕES
 Segundo trimestre:
 Morfologia fetal
Datação da gestação
Bem estar fetal
 Terceiro trimestre:
 Crescimento Fetal e Vitalidade Fetal
Avaliação do líquido amniótico/ cordão umbilical
Placenta
Avaliação clínica
Caridotocografia
PBF
Dopllevelocimetria
7
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Transvaginal
 IG: 7 semanas( precoce)
 Finalidade: IG e viabilidade da gestação
8
VIABILIDADE
 É Capacidade de evolução normal da gestação
 Associação com valores de B hCG/ DUM
 Tópica x Ectópica
Quais estruturas devem ser avaliadas?
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
9
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
10
 USG Transvaginal
 Primeiro sinal indireto e ultrassonográfico
da gestação (4 semanas)- Aspecto
hiperecóico
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
11
 Saco gestacional é o primeiro sinal diagnóstico –
4 semanas e 3 dias;
 Estrutura arredondada, anecoica, cística, halo
hiperceóico
 Cresce aproximadamente 1mm/dia.
 Níveis séricos de beta-hCG variam de 1000-
2000mUI/mL.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
Saco Gestacional
> 4 semanas
12
 Gestação inicial
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Gestacao inicial. O saco
gestacional (refere-se a
cavidade corionica – delimitada
pelas setas mais espessas) e
ocupado por duas cavidades
repletas de fluidos: a cavidade
amniotica (CA – delimitada pelas
setas mais finas) e o espaco
exocelomico (EEC).
13
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 A vesícula vitelínica é a estrutura a ser identificada à
ultrassonografia após o saco gestacional;
 5 semanas:
 estrutura circular, excêntrica, com conteúdo líquido, bem
definida, medindo aproximadamente 3 a 4 mm de
diâmetro.
 A medida da vesícula vitelínica aumenta
gradativamente entre 6 e 12 semanas, quando começa
a declinar( desaparece- normal!)
14
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Desenvolvimento embrionário:
 Visualizado: ao final de 5 semanas
 Linha hiperceóica, 2-3 mm, adjacente à VV.
15
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 6 semanas
16
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
Figura 12
• 7 semanas : o tamanho do embrião varia de 7 a 12 mm;
A partir dessa fase, o embrião cresce aproximadamente 1 mm/dia.
17
ZUGAIB, 2016.
• Com 8 semanas, o comprimento do embrião varia de 13 a 20 mm;
Os membros já podem ser visualizados como pequenos apêndices;
• Com 9 semanas, o embrião assume a forma típica em C e o comprimento cabeça-nádega
é maior do que 20 mm (21 a 31 mm).
18
Figura 15
USG ABDOMINAL DETECTA AS MESMAS ESTRUTURAS COM 1 SEMANA DE ATRASO
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Frequência cardíaca
 Embrião > 2mm ( +)- a partir de 5
semanas
 5-10% sem BC( normal)
19 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Determinação da Corionicidade
Gestações múltiplas
 1 placenta para cada feto= dicoriônico
 1 saco amniótico para cada
feto=diamniótico
 Dividem a mesma
placenta=monocoriônico
 Dividem o mesmo saco amniótico=
monoamniótico
20 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Determinação da Corionicidade
 Gestações múltiplas
 1 placenta para cada feto= dicoriônico
 1 saco amniótico para cada
feto=diamniótico
 Dividem a mesma
placenta=monocoriônico
 Dividem o mesmo saco amniótico=
monoamniótico
21 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Ovários, útero e anexos
 Miomas, anomalias uterinas
 Corpo lúteo
22 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
 Diagnóstico de abortamento
 Interrupção da gestação antes de 20
semanas ou peso fetal <500g
 Aborto retido
 Abortamento incompleto
 Abortamento completo
 Gestação anembrionada
 Gestação ectópica; (Anel tubário:
imagem anecoica com halo
hiperecoico)
 Doença trofoblástica gestacional.
23
ZUGAIB, 2016.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
24
ZUGAIB, 2016.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
25
 IDADE GESTACIONAL
 Em cerca de 10 a 45% das gestações, a data da última menstruação (DUM) não é
conhecida ou não é confiável;
 A datação da gestação pela USG deve ser estabelecida o mais precocemente
possível;
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
PRIMEIRO TRIMESTRE
DIÂMETRO DO SACO GESTACIONAL Sem visualização do embrião
TAMANHO DO EMBRIÃO Antes de 9 ou 10 semanas
COMPRIMENTO CABEÇA-NÁDEGAS Até 13 semanas completas
26
 IDADE GESTACIONAL
 Em cerca de 10 a 45% das gestações, a data da última menstruação (DUM) não é
conhecida ou não é confiável;
 A datação da gestação pela USG deve ser estabelecida o mais precocemente
possível;
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
PRIMEIRO TRIMESTRE
DIÂMETRO DO SACO GESTACIONAL Sem visualização do embrião
TAMANHO DO EMBRIÃO Antes de 9 ou 10 semanas
COMPRIMENTO CABEÇA-NÁDEGAS Até 13 semanas completas
27
ZUGAIB, 2016.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
28
Figura 17
 O Comprimento Cabeça Nádega
(CCN) é o parâmetro mais fidedigno.
Erro de 5-7 dias;
Erro da DUM: 7-14 dias
29
DATAÇÃO DA GESTAÇÃO
SEGUNDO E TERCEIRO TRIMESTRES
MEDIDA DO DIÂMETRO BIPARIETAL Boa acurácia <20 semanas
MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA CEFÁLICA Menor variabilidade <28 semanas
MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL Pior parâmetro para IG- Melhor( PESO)
MEDIDA DO COMPRIMENTO DO FÊMUR Melhor parâmetro >28 semanas( isolado)
30
ZUGAIB, 2016.
DATAÇÃO DA GESTAÇÃO
31
ZUGAIB, 2016.
32 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
 11- 13 semanas e 6 dias
 O que avaliar?
33
DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE, CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE
 Zigozidade  número de zigotos (massas embrionárias)
 Corionicidade  número de placentas
 Amnionicidade  número de bolsas amnióticas
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
Figura 18
34
DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE, CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE
• DIZIGÓTICOS  sempre dicoriônicos e diamnióticos
• MONOZIGÓTICOS
 1/3 → divisão da massa embrionária nos 3 primeiros dias (Dicoriônica/ Diamniótica)
 2/3 → divisão da massa embrionária entre 3° e 8-9° dia (Monocoriônica/ Diamniótica)
 1% → divisão da massa embrionária após o 8-9° dia (Monocoriônica/ Monoamniótica)
 Divisão da massa embrionária após o 12-13° dia – (Gemelaridade imperfeita/Gêmeos
Siameses)
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
35
ZUGAIB, 2016.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
36
DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE, CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE
 SINAL DO T = Monocoriônica
Figura 20
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
Figura 21
37
DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE, CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE
 SINAL DO LAMBDA = Dicoriônica
Figura 23 Figura 24
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
38
EXAME MORFOLÓGICO DO 1° TRIMESTRE: Rastreamento de anomalias cromossômicas e
malformações:
• 1. Translucência Nucal
• 2. Osso Nasal
• 3. Frequência cardíaca fetal
• 4. Fluxo sanguíneo através da válvula tricúspide;
• 5. Fluxo sanguíneo através do ducto venoso;
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
39
1. TRANSLUCÊNCIA NUCAL
• Corresponde ao acúmulo de líquido na nuca
do feto
• A IG considerada ótima para a medida da TN
é entre 11 a 13 semanas e 6 dias.
• O comprimento cabeça-nádega (CCN)
mínimo é de 45 mm e o máximo de 84 mm.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
Figura 26
• Oferece um método eficaz de rastreamento da síndrome de Down, outras
cromossomopatias, malformações cardíacas, esqueléticas e síndromes genéticas.
• Valor normal ≤ 2,5 mm
40
1. TRANSLUCÊNCIA NUCAL
Segundo alguns autores, a prevalência de malformações estruturais graves em fetos sem
anomalias cromossômicas aumenta com o acréscimo da espessura da TN:
1,6%  TN abaixo do percentil 95 para a IG;
2,5%  TN entre os percentis 95 e 99 (TN=3,5 mm);
10%  TN mede de 3,6 a 4,4 mm;
19%  TN mede de 4,5 a 5,4 mm;
24%  TN entre 5,5 e 6,4 mm;
46%  TN é maior do que 6,5 mm.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
41
2. OSSO NASAL
• Deve ser visualizado entre 11 semanas e 13 sem e 6 dias
de gestação
• Alta associação entre a ausência do osso nasal e a
trissomia do cromossomo 21 e outras anomalias
cromossômicas.
• Taxa de falso-positivo de 5%
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
Figura 27
Figura 28
42
3. FREQUÊNCIA CARDÍACA FETAL
• A FCF passa de 100 bpm na 5ª semana para 170 bpm na 10ª semana, nas gestações normais. Na
14ª semana, diminui para uma média 155 bpm.
• É reconhecida a associação entre a trissomia do 13 e a Sind. de Turner com a presença de
taquicardia, ao passo que na trissomia do 18 e na triploidia se nota bradicardia fetal.
Figura 29
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
43
4. FLUXO SANGUÍNEO ATRAVÉS DA VÁLVULA TRICÚSPIDE
• O diagnóstico de regurgitação da tricúspide, no 1° trimestre, dá-se quando estiver presente
em pelo menos metade da sístole e com velocidade maior que 80 cm/s.
• Regurgitação tricúspide serve como alerta para presença de defeito cardíaco
Figura 30
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
44
5. FLUXO SANGUÍNEO ATRAVÉS DO DUCTO
VENOSO
• A onda de fluxo sanguíneo no ducto venoso é
característica, com alta velocidade durante a sístole
ventricular (onda S) e a diástole (onda D), e fluxo
anterógrado durante a contração atrial (onda A).
• Padrões anormais de fluxo no ducto venoso incluem:
 Índice de pulsatilidade alta para a idade
gestacional
 ausência da onda A
 Presença de onda A reversa.
• O fluxo anormal está associado com
• anomalias cromossômicas e malformações.
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE Figura 31
Figura 32
Figura 33
AVALIAÇÃO DA MORFOLOGIA FETAL
11 semanas: embrião  feto ~ 42 mm
12 semanas: anatomia externa e órgãos internos nitidamente
Morfogênese completa com 11 semanas
(80% das malformações ocorrem antes desse período)
45 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
POLO CEFÁLICO
-Integridade da calota craniana
-Corte transverso: integridade da foice cerebral e os
plexos coroides(Borboleta)
-Fossa posterior:
cerebelo e cisterna magna
46 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
FACE
-Corte transverso: cavidades orbitárias e
cristalino
-Corte sagital: translucência nucal e osso
nasal
-Perfil da face
TÓRAX
-Corte transverso: 4 câmaras cardíacas e
proporção com o tórax
-Comparação da lateralidade do coração
com a do estômago
47 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
ZUGAIB, 2016.
ABDOME
-Corte transverso: estômago
Parede abdominal
Inserção do cordão
RINS E BEXIGA
-Rins: hiperecoico com centro hipo
Malformações: agenesia renal bilateral,
hidronefrose, megabexiga
-Coronal: bexiga( 13 semanas)
-Doppler: artérias vesicais
48
ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
COLUNA VERTEBRAL
-Corte sagital e coronal
-Detectáveis: malformações grosseiras, ex.:
agenesia de sacro, defeito extenso
-Indetectável: espinhas bífidas
EXTREMIDADES
-Quatro membros e segmentos
-Posição de mãos e pés
-Dígitos das mãos
49 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
50
• > 18 semanas
• Adequado: 20-24 semanas
• Quais parâmetros avaliar?
ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
51
Objetivos
• Biometria fetal e avaliação do crescimento fetal
• Idade Gestacional( biometria fetal + corno posterior do ventrículo cerebral
lateral,cerebelo, cisterna magna, prega nucal, osso nasal, úmero, diâmetro
AP das pelves renais e pés).
• Orientação para exames complementares/ Prognóstico
ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
52
MORFOLOGIA FETAL
Biometria fetal: Parte importante na avaliação do 2º e 3º trimestres; A partir
de 14 semanas:
• Diâmetro biparietal
• Circunferência cefálica
• Circunferência abdominal
• Medida do fêmur
• Medida do úmero
• Distância biocular
ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
DIÂMETRO BIPARIETAL
53
ZUGAIB, 2016.
CIRCUNFERÊNCIA CEFÁLICA
54
ZUGAIB, 2016.
Diretamente pelo aparelho:
elipse (D1+D2) x 1,57
D1: menor eixo, superfície externa
D2: maior eixo
CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
55
ZUGAIB, 2016.
Axial transversa ao nível do fígado
Mais arredondada o possível
Mensuração:
Elipse
(D1+D2) x 1,57
COMPRIMENTO DO FÊMUR
56
ZUGAIB, 2016.
Transdutor alinhado ao longo do eixo
longitudinal do osso
Paralelo
Porção ossificada da diáfise
GENITÁLIA
Raramente há indicação médica
Exceção: doenças ligadas ao sexo
Google Imagens
57 ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
AVALIAÇÃO DO COLO UTERINO
-Predição de parto prematuro
- Comprimento do colo uterino
- DOPLLEVELOCIMETRIA DE ARTÉRIAS
UTERINAS
58 ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
- Informações sobre a perfusão utero-
placentária
59
• > 34 semanas
• Peso
• Outros prâmetros
ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
60
1. CRESCIMENTO E VITALIDADE FETAL
• Estimativa do peso
• Movimentação ativa: presença de movimentos corporais e respiratórios
• BCF +
• Doppler cordão umbilical
• Doppler artéria cerebral média
Figura 40
ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
ESTIMATIVA DO PESO FETAL
 Importante para o seguimento de muitas complicações obstétricas;
 Auxilia na determinação da probabilidade de sobrevivência neonatal
 escolha da via de parto e em alguns locais na necessidade de
encaminhamento para centros especializados.
 A maioria das fórmulas é uma função polinomial ou exponencial relacionando as
medidas de biometria fetal;
 Estudos do HC-FMUSP indicam que a melhor forma é a de Hadlock;
61
ESTIMATIVA DO PESO FETAL - HADLOCK
Hadlock 1: Log10(Peso)=1,304 + (0,05281xCA) + (0,1938xF) - (0,004xCAxF)
Hadlock 2: Log10(Peso)=1,335 - (0,0034xCAxF) + (0,0316xDBP) + (0,0457xCA) +
(0,1623xF)
Hadlock 3: Log10(Peso)=1,326 - (0,00326xCAxF) + (0,0107xCC) + (0,0438xCA) +
(0,158xF)
Hadlock 4: Log10(Peso)=1,3596 - (0,00386xCAxF) + (0,0064xCC) +
(0,00061xDBPxCA) + (0,0424xCA) + (0,174xF)
 Observou-se uma variação do peso estimado em relação ao peso no
nascimento de até 10% em 79,2% dos casos e de até 15% em 92,4% dos casos;
 O erro percentual foi maior nos fetos com peso inferior a 1.000 g;
62
63
2. AVALIAÇÃO DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
• O volume do LA muda com a idade gestacional, aumentando de 8 semanas até cerca de 33/34
semanas de gestação. Após este período existe um leve declínio até o termo.
• Subjetivo x Semiquantitativo
Figura 41
ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
64
AVALIAÇÃO DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
• Técnica da medida do maior bolsão vertical - mede o maior bolsão vertical, livre de cordão
e partes fetais. Normal entre 20 mm e 80 mm.
• É simples e reprodutível. Boa para avaliação do LA em gestações múltiplas.
• Índice do líquido amniótico (ILA)- utiliza a medida do maior bolsão vertical em cada um
dos quatro quadrantes do útero.
• As medidas de cada bolsão devem estar livres de alças de cordão e partes fetais..
ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
65
AVALIAÇÃO DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
Figura 42
ZUGAIB, 2016.
66
AVALIAÇÃO DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
Figura 43
ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
ZUGAIB, 2016.
67
3. AVALIAÇÃO DA PLACENTA
• Localização e relação com orifício interno do colo uterino
• Maturidade
ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS
ASPECTO HIPERECOICO DO ENDOMÉTRIO Reação decidual
SACO GESTACIONAL CIRCUNDADO PELAS
VILOSIDADES CORIÔNICAS (ANEL HIPERECÓICO)
Entre 4 e 5 semanas
SACO GESTACIONAL IMPLANTADO A partir de 6 semanas
PEQUENO ESPESSAMENTO GRANULAR DIFUSO
TÍPICO - PLACENTA
7 semanas – Transvaginal
9 semanas – Transabdominal
COMPLEXO SUBPLACENTÁRIO A partir de 10 semanas
AVALIAÇÃO DA PLACENTA - LOCALIZAÇÃO
TIPOS DE PLACENTA PRÉVIA
CENTRO-TOTAL Recobre completamente o orifício interno
do colo.
CENTRO-PARCIAL Recobre parcialmente o orifício interno do
colo.
MARGINAL Atinge mas não recobre o orifício interno do
colo.
DE BAIXA INSERÇÃO Encontra-se no segmento uterino inferior
mas sem atingir o orifício interno do colo.
68
Figura 45
AVALIAÇÃO DA PLACENTA - LOCALIZAÇÃO
69
ZUGAIB, 2016.
MATURIDADE DA PLACENTA – GRAU PLACENTÁRIO
 Quanto à presença de pontos ecoicos no parênquima placentário, secundários
ao depósito de cálcio;
 A incidência de calcificação placentária aumenta com a evolução da
gestação, iniciando-se após 23 semanas, com 33 semanas chega a 90%;
GRAUS PLACENTÁRIOS
GRAU 0 Presença de placa coriônica lisa e textura placentária
homogênea.
GRAU I Presença de ondulação na placa coriônica e textura placentária
com pontos ecoicos esparsos.
GRAU II Presença de imagens hiperecóicas lineares na placa basal
(calcificações).
GRAU III Presença de calcificações em todo o contorno dos cotilédones.
70
CLASSIFICAÇÃO DE GRANNUM, BERKIWITZ, HOBBINS (1979)
GRAU 0 GRAU 1
71
ZUGAIB, 2016.
GRAU 2 GRAU 3
72
ZUGAIB, 2016.
Grau III < 34 semanas - diminuição do volume de LA e sofrimento fetal;
Após 37 semanas de gestação, aproximadamente 60% das placentas são de grau II; 20%,
de grau III; e 20%, de grau I (HC-FMUSP).
AVALIAÇÃO DA PLACENTA - ACRETISMO
ACRETISMO PLACENTÁRIO
ACRETA Aderida ao miométrio mas não invade. 78%
INCRETA Invade o miométrio. 17%
PERCRETA Invade serosa e órgãos adjacentes. 5%
73
ZUGAIB, 2016.
AVALIAÇÃO DA PLACENTA - DPP
 A incidência de DPP varia de 0,5 a 1,5% em todos os partos, com uma taxa de
mortalidade perinatal de 17 a 60%.
 A utilização da USG no diagnóstico de DPP é limitada, uma vez que em apenas 25%
dos casos é possível detectar o hematoma retroplacentário.
74
AVALIAÇÃO DO CORDÃO UMBILICAL
Anormalidades do cordão:
Vasa previa
De tamanho
 Média de comprimento do cordão: 55cm.
 Valores entre 30 e 120 cm podem ser considerados normais.
 Muito longos: oclusão vascular por trombose, nós verdadeiros e
prolapso durante o parto.
 Muito curtos: DPP, inversão uterina e hemorragia.
75
Rara,
Vasos placentários desprotegidos da
placenta ou do cordão umbilical
atravessam o segmento inferior do
útero.
AVALIAÇÃO DO CORDÃO UMBILICAL
Anormalidades do cordão: Artéria umbilical única
De espiralação
Da posição
A espiralação anormal do cordão
(hipoespiralado ou hiperespiralado),
foi associada ao mau prognóstico
da gestação.
 Normalmente, o cordão umbilical
repousa sobre a parede abdominal
anterior ou próximo dos membros
fetais;
 Em alguns casos, podem ocorrer
circulares cervicais ou nos membros.
 Está relacionada com:
o Anomalias estruturais fetais
o Anomalias placentárias
o Anomalias cromossômicas
o Síndromes genéticas
o Restrição do crescimento fetal
o Baixo peso fetal ao nascimento
o Prematuridade.
o Óbito fetal
o Alterações placentárias
76
AVALIAÇÃO DO COLO UTERINO
 Predição do parto prematuro;
 Via vaginal é a de melhor acurácia;
 Mede-se a distância entre os orifícios
interno e externo;
 Níveis de corte estimam que o colo
curto varia de 15 a 30 mm (20mm).
77
ZUGAIB, 2016.
78 USG 3D/ 4D
• No modo 3D são adquiridas múltiplas
imagens no modo B, tornando possível a
avaliação volumétrica e reconstrução em
outros planos
• No modo 4D (que conta o tempo como a
quarta dimensão) mostra essas mesmas
imagens, só que em movimento
Figura 48
79
DOPPLERFLUXOMETRIA
• ARTÉRIA UTERINA
• ARTÉRIA UMBILICAL
• ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA
80
DOPPLERFLUXOMETRIA
• ARTÉRIA UTERINA
 Avaliação da CIRCULAÇÃO MATERNA
 Adaptações do organismo materno (invasões trofoblásticas)
 Normal = desaparece incisura protodiastólica bilateral > 24-26ª semana
 Marcador de risco para CIUR e pré eclâmpsia.
Figura 49
81
DOPPLERFLUXOMETRIA
• ARTÉRIA UMBILICAL
 Avalia CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA
 Diagnóstico insuficiência placentária
 Resistência deve estar cada vez mais baixa  Melhora do fluxo
 Alterado  aumento da resistência, diástole 0 ou reversa.
Figura 50
82
DOPPLERFLUXOMETRIA
• ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA
 Avalia CIRCULAÇÃO FETAL
 Normal  vaso de alta resistência
 Avalia CENTRALIZAÇÃO FETAL
Figura 53
83
DOPPLERFLUXOMETRIA
INSUFICIENCIA PLACENTÁRIA
RESISTÊNCIA UMBILICAL
PRIORIZA ÓRGÃOS NOBRES – Cerebro, coração, suprarrenal
CENTRALIZAÇÃO FETAL
RESISTENCIA ACM
84
ECOCARDIOGRAFIA FETAL
 Estudo anatômico e funcional do coração fetal
 Período ideal: 28 semanas
 12-16 semanas: muito alto risco
INDICAÇÕES ABSOLUTAS:
Cardiopatias congênitas
RELATIVAS:
IDADE MATERNA AVANÇADA
FERTILIZAÇÃO IN VITRO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 O primeiro trimestre é o melhor período para datação da gestação;
 Uma vez estabelecida a datação da gestação, os exames ultrassonográficos
subsequentes servirão de parâmetro de crescimentos;
 A via preferencial para realização do exame ultrassonográfico no período embrionário é
a transvaginal;
 A melhor idade gestacional para realização do exame morfológico de primeiro trimestre
é com 12 semanas;
 O melhor período para realização da avaliação morfológica de segundo trimestre é
entre 20 e 24 semanas;
 A descrição da localização placentária em relação ao orifício interno do colo deve
constar em todas as avaliações ultrassonográficas de segundo e terceiro trimestres.
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REFERÊNCIAS
 BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília:
Ministério da Saúde, 2012. (Cadernos de Atenção Básica, 32).
 Embriologia Clínica de Moore, 2013.
 Williams Ginecology. 3ª Ed. McGraw-Hill, 2016.
 www.fetalmedicine.com.
 Rezende JR, Montenegro CAB. Obstetricia Fundamental, 13ed. Guanabara
Koogan, 2014.
 ZUGAIB, Marcelo. Obstetrícia. Ed. Manole, 3ª edição, São Paulo, 2016.
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Seminário USG Obstétrica.pptx...........

  • 1.
    USG Obstétrica Universidade Estadualde Santa Cruz Departamento de Ciências da Saúde Colegiado de Medicina Novembro/2019 Discente: Domingos Carlos A.B Filho Docente: José Slaibi
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  • 3.
  • 4.
    4  Ideal quandoutilizada em associação com  História  Exame físico  Exames laboratoriais relevantes  Frequentemente utilizada como primeiro instrumento na avaliação das complicações da gestação.  OMS preconiza a realização de três exames ultrassonográficos na gestação:  1° trimestre: entre 11 e 14 semanas.  2° trimestre: entre 20 e 24 semanas.  3° trimestre: entre 32 e 36 semanas. PN baixo risco: quatro exames Transvaginal no período embrionário Morfológica do primeiro trimestre Morfológica do segundo trimestre Avaliação de crescimento fetal no terceiro trimestre ULTRASSONOGRAFIA NO PRÉ NATAL
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    5 ULTRASSONOGRAFIA: PRINCIPAIS INDICAÇÕES Primeiro trimestre:  Viabilidade  Idade Gestacional  Determinação da corionicidade em gestação gemelar  Morfológico do 1° trimestre/ Rastreamento de malformações Confirmar gravidez intrauterina Gestação ectópica?
  • 6.
    6 ULTRASSONOGRAFIA: PRINCIPAIS INDICAÇÕES Segundo trimestre:  Morfologia fetal Datação da gestação Bem estar fetal  Terceiro trimestre:  Crescimento Fetal e Vitalidade Fetal Avaliação do líquido amniótico/ cordão umbilical Placenta Avaliação clínica Caridotocografia PBF Dopllevelocimetria
  • 7.
    7 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE:Período embrionário  Transvaginal  IG: 7 semanas( precoce)  Finalidade: IG e viabilidade da gestação
  • 8.
    8 VIABILIDADE  É Capacidadede evolução normal da gestação  Associação com valores de B hCG/ DUM  Tópica x Ectópica Quais estruturas devem ser avaliadas? ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
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    9 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE:Período embrionário
  • 10.
    10  USG Transvaginal Primeiro sinal indireto e ultrassonográfico da gestação (4 semanas)- Aspecto hiperecóico ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
  • 11.
    11  Saco gestacionalé o primeiro sinal diagnóstico – 4 semanas e 3 dias;  Estrutura arredondada, anecoica, cística, halo hiperceóico  Cresce aproximadamente 1mm/dia.  Níveis séricos de beta-hCG variam de 1000- 2000mUI/mL. ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário Saco Gestacional > 4 semanas
  • 12.
    12  Gestação inicial ULTRASSONOGRAFIA1° TRIMESTRE: Período embrionário  Gestacao inicial. O saco gestacional (refere-se a cavidade corionica – delimitada pelas setas mais espessas) e ocupado por duas cavidades repletas de fluidos: a cavidade amniotica (CA – delimitada pelas setas mais finas) e o espaco exocelomico (EEC).
  • 13.
    13 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE:Período embrionário  A vesícula vitelínica é a estrutura a ser identificada à ultrassonografia após o saco gestacional;  5 semanas:  estrutura circular, excêntrica, com conteúdo líquido, bem definida, medindo aproximadamente 3 a 4 mm de diâmetro.  A medida da vesícula vitelínica aumenta gradativamente entre 6 e 12 semanas, quando começa a declinar( desaparece- normal!)
  • 14.
    14 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE:Período embrionário  Desenvolvimento embrionário:  Visualizado: ao final de 5 semanas  Linha hiperceóica, 2-3 mm, adjacente à VV.
  • 15.
    15 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE:Período embrionário  6 semanas
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    16 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE:Período embrionário Figura 12 • 7 semanas : o tamanho do embrião varia de 7 a 12 mm; A partir dessa fase, o embrião cresce aproximadamente 1 mm/dia.
  • 17.
    17 ZUGAIB, 2016. • Com8 semanas, o comprimento do embrião varia de 13 a 20 mm; Os membros já podem ser visualizados como pequenos apêndices; • Com 9 semanas, o embrião assume a forma típica em C e o comprimento cabeça-nádega é maior do que 20 mm (21 a 31 mm).
  • 18.
    18 Figura 15 USG ABDOMINALDETECTA AS MESMAS ESTRUTURAS COM 1 SEMANA DE ATRASO ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
  • 19.
     Frequência cardíaca Embrião > 2mm ( +)- a partir de 5 semanas  5-10% sem BC( normal) 19 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
  • 20.
     Determinação daCorionicidade Gestações múltiplas  1 placenta para cada feto= dicoriônico  1 saco amniótico para cada feto=diamniótico  Dividem a mesma placenta=monocoriônico  Dividem o mesmo saco amniótico= monoamniótico 20 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
  • 21.
     Determinação daCorionicidade  Gestações múltiplas  1 placenta para cada feto= dicoriônico  1 saco amniótico para cada feto=diamniótico  Dividem a mesma placenta=monocoriônico  Dividem o mesmo saco amniótico= monoamniótico 21 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
  • 22.
     Ovários, úteroe anexos  Miomas, anomalias uterinas  Corpo lúteo 22 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
  • 23.
     Diagnóstico deabortamento  Interrupção da gestação antes de 20 semanas ou peso fetal <500g  Aborto retido  Abortamento incompleto  Abortamento completo  Gestação anembrionada  Gestação ectópica; (Anel tubário: imagem anecoica com halo hiperecoico)  Doença trofoblástica gestacional. 23 ZUGAIB, 2016. ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE: Período embrionário
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    24 ZUGAIB, 2016. ULTRASSONOGRAFIA 1°TRIMESTRE: Período embrionário
  • 25.
    25  IDADE GESTACIONAL Em cerca de 10 a 45% das gestações, a data da última menstruação (DUM) não é conhecida ou não é confiável;  A datação da gestação pela USG deve ser estabelecida o mais precocemente possível; ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE PRIMEIRO TRIMESTRE DIÂMETRO DO SACO GESTACIONAL Sem visualização do embrião TAMANHO DO EMBRIÃO Antes de 9 ou 10 semanas COMPRIMENTO CABEÇA-NÁDEGAS Até 13 semanas completas
  • 26.
    26  IDADE GESTACIONAL Em cerca de 10 a 45% das gestações, a data da última menstruação (DUM) não é conhecida ou não é confiável;  A datação da gestação pela USG deve ser estabelecida o mais precocemente possível; ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE PRIMEIRO TRIMESTRE DIÂMETRO DO SACO GESTACIONAL Sem visualização do embrião TAMANHO DO EMBRIÃO Antes de 9 ou 10 semanas COMPRIMENTO CABEÇA-NÁDEGAS Até 13 semanas completas
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  • 28.
    28 Figura 17  OComprimento Cabeça Nádega (CCN) é o parâmetro mais fidedigno. Erro de 5-7 dias; Erro da DUM: 7-14 dias
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  • 30.
    DATAÇÃO DA GESTAÇÃO SEGUNDOE TERCEIRO TRIMESTRES MEDIDA DO DIÂMETRO BIPARIETAL Boa acurácia <20 semanas MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA CEFÁLICA Menor variabilidade <28 semanas MEDIDA DA CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL Pior parâmetro para IG- Melhor( PESO) MEDIDA DO COMPRIMENTO DO FÊMUR Melhor parâmetro >28 semanas( isolado) 30 ZUGAIB, 2016.
  • 31.
  • 32.
    32 ULTRASSONOGRAFIA 1°TRIMESTRE  11- 13 semanas e 6 dias  O que avaliar?
  • 33.
    33 DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE,CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE  Zigozidade  número de zigotos (massas embrionárias)  Corionicidade  número de placentas  Amnionicidade  número de bolsas amnióticas ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE Figura 18
  • 34.
    34 DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE,CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE • DIZIGÓTICOS  sempre dicoriônicos e diamnióticos • MONOZIGÓTICOS  1/3 → divisão da massa embrionária nos 3 primeiros dias (Dicoriônica/ Diamniótica)  2/3 → divisão da massa embrionária entre 3° e 8-9° dia (Monocoriônica/ Diamniótica)  1% → divisão da massa embrionária após o 8-9° dia (Monocoriônica/ Monoamniótica)  Divisão da massa embrionária após o 12-13° dia – (Gemelaridade imperfeita/Gêmeos Siameses) ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
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  • 36.
    36 DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE,CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE  SINAL DO T = Monocoriônica Figura 20 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE Figura 21
  • 37.
    37 DETERMINAÇÃO DA ZIGOZIDADE,CORIONICIDADE E AMNIONICIDADE  SINAL DO LAMBDA = Dicoriônica Figura 23 Figura 24 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 38.
    38 EXAME MORFOLÓGICO DO1° TRIMESTRE: Rastreamento de anomalias cromossômicas e malformações: • 1. Translucência Nucal • 2. Osso Nasal • 3. Frequência cardíaca fetal • 4. Fluxo sanguíneo através da válvula tricúspide; • 5. Fluxo sanguíneo através do ducto venoso; ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
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    39 1. TRANSLUCÊNCIA NUCAL •Corresponde ao acúmulo de líquido na nuca do feto • A IG considerada ótima para a medida da TN é entre 11 a 13 semanas e 6 dias. • O comprimento cabeça-nádega (CCN) mínimo é de 45 mm e o máximo de 84 mm. ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE Figura 26 • Oferece um método eficaz de rastreamento da síndrome de Down, outras cromossomopatias, malformações cardíacas, esqueléticas e síndromes genéticas. • Valor normal ≤ 2,5 mm
  • 40.
    40 1. TRANSLUCÊNCIA NUCAL Segundoalguns autores, a prevalência de malformações estruturais graves em fetos sem anomalias cromossômicas aumenta com o acréscimo da espessura da TN: 1,6%  TN abaixo do percentil 95 para a IG; 2,5%  TN entre os percentis 95 e 99 (TN=3,5 mm); 10%  TN mede de 3,6 a 4,4 mm; 19%  TN mede de 4,5 a 5,4 mm; 24%  TN entre 5,5 e 6,4 mm; 46%  TN é maior do que 6,5 mm. ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 41.
    41 2. OSSO NASAL •Deve ser visualizado entre 11 semanas e 13 sem e 6 dias de gestação • Alta associação entre a ausência do osso nasal e a trissomia do cromossomo 21 e outras anomalias cromossômicas. • Taxa de falso-positivo de 5% ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE Figura 27 Figura 28
  • 42.
    42 3. FREQUÊNCIA CARDÍACAFETAL • A FCF passa de 100 bpm na 5ª semana para 170 bpm na 10ª semana, nas gestações normais. Na 14ª semana, diminui para uma média 155 bpm. • É reconhecida a associação entre a trissomia do 13 e a Sind. de Turner com a presença de taquicardia, ao passo que na trissomia do 18 e na triploidia se nota bradicardia fetal. Figura 29 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 43.
    43 4. FLUXO SANGUÍNEOATRAVÉS DA VÁLVULA TRICÚSPIDE • O diagnóstico de regurgitação da tricúspide, no 1° trimestre, dá-se quando estiver presente em pelo menos metade da sístole e com velocidade maior que 80 cm/s. • Regurgitação tricúspide serve como alerta para presença de defeito cardíaco Figura 30 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 44.
    44 5. FLUXO SANGUÍNEOATRAVÉS DO DUCTO VENOSO • A onda de fluxo sanguíneo no ducto venoso é característica, com alta velocidade durante a sístole ventricular (onda S) e a diástole (onda D), e fluxo anterógrado durante a contração atrial (onda A). • Padrões anormais de fluxo no ducto venoso incluem:  Índice de pulsatilidade alta para a idade gestacional  ausência da onda A  Presença de onda A reversa. • O fluxo anormal está associado com • anomalias cromossômicas e malformações. ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE Figura 31 Figura 32 Figura 33
  • 45.
    AVALIAÇÃO DA MORFOLOGIAFETAL 11 semanas: embrião  feto ~ 42 mm 12 semanas: anatomia externa e órgãos internos nitidamente Morfogênese completa com 11 semanas (80% das malformações ocorrem antes desse período) 45 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 46.
    POLO CEFÁLICO -Integridade dacalota craniana -Corte transverso: integridade da foice cerebral e os plexos coroides(Borboleta) -Fossa posterior: cerebelo e cisterna magna 46 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 47.
    FACE -Corte transverso: cavidadesorbitárias e cristalino -Corte sagital: translucência nucal e osso nasal -Perfil da face TÓRAX -Corte transverso: 4 câmaras cardíacas e proporção com o tórax -Comparação da lateralidade do coração com a do estômago 47 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE ZUGAIB, 2016.
  • 48.
    ABDOME -Corte transverso: estômago Paredeabdominal Inserção do cordão RINS E BEXIGA -Rins: hiperecoico com centro hipo Malformações: agenesia renal bilateral, hidronefrose, megabexiga -Coronal: bexiga( 13 semanas) -Doppler: artérias vesicais 48 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 49.
    COLUNA VERTEBRAL -Corte sagitale coronal -Detectáveis: malformações grosseiras, ex.: agenesia de sacro, defeito extenso -Indetectável: espinhas bífidas EXTREMIDADES -Quatro membros e segmentos -Posição de mãos e pés -Dígitos das mãos 49 ULTRASSONOGRAFIA 1° TRIMESTRE
  • 50.
    50 • > 18semanas • Adequado: 20-24 semanas • Quais parâmetros avaliar? ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
  • 51.
    51 Objetivos • Biometria fetale avaliação do crescimento fetal • Idade Gestacional( biometria fetal + corno posterior do ventrículo cerebral lateral,cerebelo, cisterna magna, prega nucal, osso nasal, úmero, diâmetro AP das pelves renais e pés). • Orientação para exames complementares/ Prognóstico ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
  • 52.
    52 MORFOLOGIA FETAL Biometria fetal:Parte importante na avaliação do 2º e 3º trimestres; A partir de 14 semanas: • Diâmetro biparietal • Circunferência cefálica • Circunferência abdominal • Medida do fêmur • Medida do úmero • Distância biocular ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
  • 53.
  • 54.
    CIRCUNFERÊNCIA CEFÁLICA 54 ZUGAIB, 2016. Diretamentepelo aparelho: elipse (D1+D2) x 1,57 D1: menor eixo, superfície externa D2: maior eixo
  • 55.
    CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL 55 ZUGAIB, 2016. Axialtransversa ao nível do fígado Mais arredondada o possível Mensuração: Elipse (D1+D2) x 1,57
  • 56.
    COMPRIMENTO DO FÊMUR 56 ZUGAIB,2016. Transdutor alinhado ao longo do eixo longitudinal do osso Paralelo Porção ossificada da diáfise
  • 57.
    GENITÁLIA Raramente há indicaçãomédica Exceção: doenças ligadas ao sexo Google Imagens 57 ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE
  • 58.
    AVALIAÇÃO DO COLOUTERINO -Predição de parto prematuro - Comprimento do colo uterino - DOPLLEVELOCIMETRIA DE ARTÉRIAS UTERINAS 58 ULTRASSONOGRAFIA 2° TRIMESTRE - Informações sobre a perfusão utero- placentária
  • 59.
    59 • > 34semanas • Peso • Outros prâmetros ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
  • 60.
    60 1. CRESCIMENTO EVITALIDADE FETAL • Estimativa do peso • Movimentação ativa: presença de movimentos corporais e respiratórios • BCF + • Doppler cordão umbilical • Doppler artéria cerebral média Figura 40 ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
  • 61.
    ESTIMATIVA DO PESOFETAL  Importante para o seguimento de muitas complicações obstétricas;  Auxilia na determinação da probabilidade de sobrevivência neonatal  escolha da via de parto e em alguns locais na necessidade de encaminhamento para centros especializados.  A maioria das fórmulas é uma função polinomial ou exponencial relacionando as medidas de biometria fetal;  Estudos do HC-FMUSP indicam que a melhor forma é a de Hadlock; 61
  • 62.
    ESTIMATIVA DO PESOFETAL - HADLOCK Hadlock 1: Log10(Peso)=1,304 + (0,05281xCA) + (0,1938xF) - (0,004xCAxF) Hadlock 2: Log10(Peso)=1,335 - (0,0034xCAxF) + (0,0316xDBP) + (0,0457xCA) + (0,1623xF) Hadlock 3: Log10(Peso)=1,326 - (0,00326xCAxF) + (0,0107xCC) + (0,0438xCA) + (0,158xF) Hadlock 4: Log10(Peso)=1,3596 - (0,00386xCAxF) + (0,0064xCC) + (0,00061xDBPxCA) + (0,0424xCA) + (0,174xF)  Observou-se uma variação do peso estimado em relação ao peso no nascimento de até 10% em 79,2% dos casos e de até 15% em 92,4% dos casos;  O erro percentual foi maior nos fetos com peso inferior a 1.000 g; 62
  • 63.
    63 2. AVALIAÇÃO DOLÍQUIDO AMNIÓTICO • O volume do LA muda com a idade gestacional, aumentando de 8 semanas até cerca de 33/34 semanas de gestação. Após este período existe um leve declínio até o termo. • Subjetivo x Semiquantitativo Figura 41 ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
  • 64.
    64 AVALIAÇÃO DO LÍQUIDOAMNIÓTICO • Técnica da medida do maior bolsão vertical - mede o maior bolsão vertical, livre de cordão e partes fetais. Normal entre 20 mm e 80 mm. • É simples e reprodutível. Boa para avaliação do LA em gestações múltiplas. • Índice do líquido amniótico (ILA)- utiliza a medida do maior bolsão vertical em cada um dos quatro quadrantes do útero. • As medidas de cada bolsão devem estar livres de alças de cordão e partes fetais.. ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE
  • 65.
    65 AVALIAÇÃO DO LÍQUIDOAMNIÓTICO ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE Figura 42 ZUGAIB, 2016.
  • 66.
    66 AVALIAÇÃO DO LÍQUIDOAMNIÓTICO Figura 43 ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE ZUGAIB, 2016.
  • 67.
    67 3. AVALIAÇÃO DAPLACENTA • Localização e relação com orifício interno do colo uterino • Maturidade ULTRASSONOGRAFIA 3° TRIMESTRE ACHADOS ULTRASSONOGRÁFICOS ASPECTO HIPERECOICO DO ENDOMÉTRIO Reação decidual SACO GESTACIONAL CIRCUNDADO PELAS VILOSIDADES CORIÔNICAS (ANEL HIPERECÓICO) Entre 4 e 5 semanas SACO GESTACIONAL IMPLANTADO A partir de 6 semanas PEQUENO ESPESSAMENTO GRANULAR DIFUSO TÍPICO - PLACENTA 7 semanas – Transvaginal 9 semanas – Transabdominal COMPLEXO SUBPLACENTÁRIO A partir de 10 semanas
  • 68.
    AVALIAÇÃO DA PLACENTA- LOCALIZAÇÃO TIPOS DE PLACENTA PRÉVIA CENTRO-TOTAL Recobre completamente o orifício interno do colo. CENTRO-PARCIAL Recobre parcialmente o orifício interno do colo. MARGINAL Atinge mas não recobre o orifício interno do colo. DE BAIXA INSERÇÃO Encontra-se no segmento uterino inferior mas sem atingir o orifício interno do colo. 68 Figura 45
  • 69.
    AVALIAÇÃO DA PLACENTA- LOCALIZAÇÃO 69 ZUGAIB, 2016.
  • 70.
    MATURIDADE DA PLACENTA– GRAU PLACENTÁRIO  Quanto à presença de pontos ecoicos no parênquima placentário, secundários ao depósito de cálcio;  A incidência de calcificação placentária aumenta com a evolução da gestação, iniciando-se após 23 semanas, com 33 semanas chega a 90%; GRAUS PLACENTÁRIOS GRAU 0 Presença de placa coriônica lisa e textura placentária homogênea. GRAU I Presença de ondulação na placa coriônica e textura placentária com pontos ecoicos esparsos. GRAU II Presença de imagens hiperecóicas lineares na placa basal (calcificações). GRAU III Presença de calcificações em todo o contorno dos cotilédones. 70 CLASSIFICAÇÃO DE GRANNUM, BERKIWITZ, HOBBINS (1979)
  • 71.
    GRAU 0 GRAU1 71 ZUGAIB, 2016.
  • 72.
    GRAU 2 GRAU3 72 ZUGAIB, 2016. Grau III < 34 semanas - diminuição do volume de LA e sofrimento fetal; Após 37 semanas de gestação, aproximadamente 60% das placentas são de grau II; 20%, de grau III; e 20%, de grau I (HC-FMUSP).
  • 73.
    AVALIAÇÃO DA PLACENTA- ACRETISMO ACRETISMO PLACENTÁRIO ACRETA Aderida ao miométrio mas não invade. 78% INCRETA Invade o miométrio. 17% PERCRETA Invade serosa e órgãos adjacentes. 5% 73 ZUGAIB, 2016.
  • 74.
    AVALIAÇÃO DA PLACENTA- DPP  A incidência de DPP varia de 0,5 a 1,5% em todos os partos, com uma taxa de mortalidade perinatal de 17 a 60%.  A utilização da USG no diagnóstico de DPP é limitada, uma vez que em apenas 25% dos casos é possível detectar o hematoma retroplacentário. 74
  • 75.
    AVALIAÇÃO DO CORDÃOUMBILICAL Anormalidades do cordão: Vasa previa De tamanho  Média de comprimento do cordão: 55cm.  Valores entre 30 e 120 cm podem ser considerados normais.  Muito longos: oclusão vascular por trombose, nós verdadeiros e prolapso durante o parto.  Muito curtos: DPP, inversão uterina e hemorragia. 75 Rara, Vasos placentários desprotegidos da placenta ou do cordão umbilical atravessam o segmento inferior do útero.
  • 76.
    AVALIAÇÃO DO CORDÃOUMBILICAL Anormalidades do cordão: Artéria umbilical única De espiralação Da posição A espiralação anormal do cordão (hipoespiralado ou hiperespiralado), foi associada ao mau prognóstico da gestação.  Normalmente, o cordão umbilical repousa sobre a parede abdominal anterior ou próximo dos membros fetais;  Em alguns casos, podem ocorrer circulares cervicais ou nos membros.  Está relacionada com: o Anomalias estruturais fetais o Anomalias placentárias o Anomalias cromossômicas o Síndromes genéticas o Restrição do crescimento fetal o Baixo peso fetal ao nascimento o Prematuridade. o Óbito fetal o Alterações placentárias 76
  • 77.
    AVALIAÇÃO DO COLOUTERINO  Predição do parto prematuro;  Via vaginal é a de melhor acurácia;  Mede-se a distância entre os orifícios interno e externo;  Níveis de corte estimam que o colo curto varia de 15 a 30 mm (20mm). 77 ZUGAIB, 2016.
  • 78.
    78 USG 3D/4D • No modo 3D são adquiridas múltiplas imagens no modo B, tornando possível a avaliação volumétrica e reconstrução em outros planos • No modo 4D (que conta o tempo como a quarta dimensão) mostra essas mesmas imagens, só que em movimento Figura 48
  • 79.
    79 DOPPLERFLUXOMETRIA • ARTÉRIA UTERINA •ARTÉRIA UMBILICAL • ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA
  • 80.
    80 DOPPLERFLUXOMETRIA • ARTÉRIA UTERINA Avaliação da CIRCULAÇÃO MATERNA  Adaptações do organismo materno (invasões trofoblásticas)  Normal = desaparece incisura protodiastólica bilateral > 24-26ª semana  Marcador de risco para CIUR e pré eclâmpsia. Figura 49
  • 81.
    81 DOPPLERFLUXOMETRIA • ARTÉRIA UMBILICAL Avalia CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA  Diagnóstico insuficiência placentária  Resistência deve estar cada vez mais baixa  Melhora do fluxo  Alterado  aumento da resistência, diástole 0 ou reversa. Figura 50
  • 82.
    82 DOPPLERFLUXOMETRIA • ARTÉRIA CEREBRALMÉDIA  Avalia CIRCULAÇÃO FETAL  Normal  vaso de alta resistência  Avalia CENTRALIZAÇÃO FETAL Figura 53
  • 83.
    83 DOPPLERFLUXOMETRIA INSUFICIENCIA PLACENTÁRIA RESISTÊNCIA UMBILICAL PRIORIZAÓRGÃOS NOBRES – Cerebro, coração, suprarrenal CENTRALIZAÇÃO FETAL RESISTENCIA ACM
  • 84.
    84 ECOCARDIOGRAFIA FETAL  Estudoanatômico e funcional do coração fetal  Período ideal: 28 semanas  12-16 semanas: muito alto risco INDICAÇÕES ABSOLUTAS: Cardiopatias congênitas RELATIVAS: IDADE MATERNA AVANÇADA FERTILIZAÇÃO IN VITRO
  • 85.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS  Oprimeiro trimestre é o melhor período para datação da gestação;  Uma vez estabelecida a datação da gestação, os exames ultrassonográficos subsequentes servirão de parâmetro de crescimentos;  A via preferencial para realização do exame ultrassonográfico no período embrionário é a transvaginal;  A melhor idade gestacional para realização do exame morfológico de primeiro trimestre é com 12 semanas;  O melhor período para realização da avaliação morfológica de segundo trimestre é entre 20 e 24 semanas;  A descrição da localização placentária em relação ao orifício interno do colo deve constar em todas as avaliações ultrassonográficas de segundo e terceiro trimestres. 85
  • 86.
    REFERÊNCIAS  BRASIL. Ministérioda Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Cadernos de Atenção Básica, 32).  Embriologia Clínica de Moore, 2013.  Williams Ginecology. 3ª Ed. McGraw-Hill, 2016.  www.fetalmedicine.com.  Rezende JR, Montenegro CAB. Obstetricia Fundamental, 13ed. Guanabara Koogan, 2014.  ZUGAIB, Marcelo. Obstetrícia. Ed. Manole, 3ª edição, São Paulo, 2016. 86

Notas do Editor

  • #7 O perfil biofísico fetal baseia-se na hipótese de que as atividades biofísicas são reflexo do grau de oxigenação do sistema nervoso central do feto e estuda atividades biofísicas fetais (frequência cardíaca, movimentos corpóreos, movimentos respiratórios e tônus) e volume de liquido amniótico, objetivando predizer o sofrimento fetal. Inclui quatro parâmetros que são marcadores agudos de sofrimento fetal, isto é, que se alteram rapidamente na ocorrência de hipoxia fetal, e um marcador crônico de sofrimento fetal, que é a análise do volume de líquido amniótico A dopplervelocimetria estuda os fluxos sanguíneos em territórios materno e fetal e permite a avaliação da hemodinâmica placentária, nas faces materna e fetal.
  • #8 Objetivo: determinar a IG e viabilidade da gestação
  • #9 Objetivo: determinar a IG e viabilidade da gestação
  • #10 Objetivo: determinar a IG e viabilidade da gestação
  • #11 O espessamento decidual e o primeiro sinal indireto e ultrassonografico da gestacao, podendo ser visualizado a ultrassonografia transvaginal no final de 4 semanas.
  • #26 http://slideplayer.com.br/slide/1874174/8/images/3/Comprimento+cabe%C3%A7a-n%C3%A1degas.jpg
  • #27 http://slideplayer.com.br/slide/1874174/8/images/3/Comprimento+cabe%C3%A7a-n%C3%A1degas.jpg
  • #29 Fetalmed.net
  • #30 Fetalmed.net
  • #35 Os gêmeos podem ser dizigóticos (dois óvulos fecundados) ou monozigóticos (separação fetal após a fecundação de um óvulo). Os dizigóticos são cerca de 70% dos gemelares, e serão sempre dicoriônicos e diamnióticos (DC/DA), embora possam ter duas placentas ou uma placenta fundida. Gêmeos monozigóticos cuja divisão ocorreu até o 3º dia também serão DC/DA (cerca de 20%). Se a divisão ocorreu entre o 4º e o 8º dia (70%), será monocoriônica/diamniótica (MC/DA). Por fim, tendo acontecido após o 8º dia, será monocoriônica/monoamniótica (MC/MA). O período ideal para a determinação da corionicidade e amnionicidade pela ultra-sonografia é o primeiro trimestre. Nesse período, temos o córion espesso e ecogênico, portanto se houver uma parede espessa entre os embriões, o diagnóstico será de gestação DC/DA. Se não houver essa parede espessa, deve ser avaliado o(s) âmnio(s). Até 10 semanas, uma gestação MC/DA terá uma fina lâmina (o âmnio) circundando cada embrião; a partir desse período, essas lâminas acabam se fundindo e formando uma única lâmina, ainda delgada, separando os embriões. Se ela existir, a gestação é MC/DA; se nada houver separando os embriões, é MC/MA.
  • #37 http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1356129214Gesta%C3%A7%C3%A3o.pdf
  • #38 http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1356129214Gesta%C3%A7%C3%A3o.pdf
  • #39 Os gêmeos podem ser dizigóticos (dois óvulos fecundados) ou monozigóticos (separação fetal após a fecundação de um óvulo). Os dizigóticos são cerca de 70% dos gemelares, e serão sempre dicoriônicos e diamnióticos (DC/DA), embora possam ter duas placentas ou uma placenta fundida. Gêmeos monozigóticos cuja divisão ocorreu até o 3º dia também serão DC/DA (cerca de 20%). Se a divisão ocorreu entre o 4º e o 8º dia (70%), será monocoriônica/diamniótica (MC/DA). Por fim, tendo acontecido após o 8º dia, será monocoriônica/monoamniótica (MC/MA). O período ideal para a determinação da corionicidade e amnionicidade pela ultra-sonografia é o primeiro trimestre. Nesse período, temos o córion espesso e ecogênico, portanto se houver uma parede espessa entre os embriões, o diagnóstico será de gestação DC/DA. Se não houver essa parede espessa, deve ser avaliado o(s) âmnio(s). Até 10 semanas, uma gestação MC/DA terá uma fina lâmina (o âmnio) circundando cada embrião; a partir desse período, essas lâminas acabam se fundindo e formando uma única lâmina, ainda delgada, separando os embriões. Se ela existir, a gestação é MC/DA; se nada houver separando os embriões, é MC/MA.
  • #41 http://diplomadomedico.com/wp-content/uploads/2015/09/1725.jpg
  • #43 http://www.fcm.unicamp.br/drpixel/sites/fcm.unicamp.br.drpixel/files/FCF_US.jpg
  • #44 http://www.fcm.unicamp.br/drpixel/pt-br/metodos-de-imagem/rastreamento-ultrassonogr%C3%A1fico-de-cromossomopatias-no-primeiro-trimestre-da
  • #45 http://www.fcm.unicamp.br/drpixel/pt-br/metodos-de-imagem/rastreamento-ultrassonogr%C3%A1fico-de-cromossomopatias-no-primeiro-trimestre-da
  • #46 A partir de 11 semanas, o embrião passa a ser denominado feto e o comprimento cabeça-nádegas mede mais do que 42 mm. Daí em diante, a visualização anatômica de seus vários segmentos torna-se mais nítida e é possível diagnosticar algumas malformações. Com 12 semanas, já se evidenciam mais nitidamente toda a anatomia externa e os órgãos internos. O cerebelo, a fossa posterior, os tálamos e as órbitas estão mais bem de!nidos do que antes. O palato anterior pode ser visualizado. Os dígitos das mãos e algumas vezes dos pés já podem ser identi!cados e contados. O diafragma pode ser visualizado. O estômago e a bexiga estão presentes na maioria das vezes. As costelas e a coluna vertebral já estão bem de!nidas e podem ser avaliadas. A morfogênese fetal já está completa com 11 semanas e mais de 80% das malformações desenvolvem-se antes desse período. Vários são os estudos na literatura relatando detecção de malformações no primeiro trimestre da gestação, e isso é possível pela melhor resolução dos aparelhos e pela introdução da avaliação morfológica fetal nesse período da gestação. A avaliação da morfologia pode ser feita por via abdominal ou vaginal, contanto que se obtenha resolução adequada para avaliar todas as estruturas que podem ser examinadas nessa fase da gestação. Com 13 semanas, pouca informação adicional é obtida em relação ao exame feito com 12 semanas; entretanto, observa-se com melhor nitidez as estruturas fetais. Agora, os dedos dos pés são melhor visualizados, assim como a face. O coração também é visualizado com nitidez maior do que com 12 semanas e é possível avaliar as quatro câmaras e, em alguns casos, detectar anomalias cardíacas.
  • #47 Os parâmetros do polo cefálico a serem avaliados são: ! Integridade da calota craniana, tentando descartar anencefalia e outros defeitos de fechamento do crânio. No corte transverso do polo cefálico, avaliar a integridade da foice cerebral e os plexos coroides , que nessa fase se assemelham a uma borboleta, descartando malformação do tipo holoprosencefalia.  (uma malformação cerebral complexa resultante da clivagem incompleta do prosencéfalo, entre os dias 18 e 28 de gestação) Avaliar a fossa posterior, na qual com 12 a 13 semanas já se evidenciam o cerebelo e a cisterna magna
  • #48 Avaliação da face ! Corte transverso demonstrando as cavidades orbitárias e, quando possível, o cristalino. ! Corte sagital do polo cefálico e da face para avaliação da translucência nucal. ! Corte sagital da face e avaliação da presença ou ausência do osso nasal. Avaliação do perfil da face. Avaliação do tórax Corte transverso do tórax e avaliação das quatro câmaras cardíacas e proporção do coração comparado com o tórax Descendo com o corte transverso, compara-se a lateralidade do coração com a do estômago.
  • #49 Avaliação do abdome Corte transverso do abdome e identi!cação do estômago Corte transverso do abdome com visualização da parede abdominal e da inserção do cordão umbilical . O fechamento da parede abdominal já se completou com 12 semanas, ou seja, a herniação !siológica do intestino já retornou para a cavidade abdominal. No primeiro trimestre, os rins têm aparência hiperecoica com centro hipoecoico, que representa urina na pelve renal. A bexiga deve ser sempre visualizada a partir de 13 semanas. As malformações do sistema urinário já descritas com diagnóstico precoce são: agenesia renal bilateral, rim policístico do tipo infantil, rim multicístico, hidronefrose e megabexiga. A bexiga é avaliada na visão coronal da pelve fetal e, para facilitar sua visualização, pode-se utilizar o Doppler colorido para identi!car as artérias vesicais.
  • #50 Avaliação da coluna vertebral Nesse tipo de avaliação, deve-se obter corte sagital e coronal da coluna vertebral . Malformações grosseiras na coluna vertebral são passíveis de detecção nessa fase da gestação, como agenesia de sacro e defeito extenso na coluna; entretanto, espinhas bí!das de tamanho moderado ou pequeno podem não ser detectadas Nessa avaliação, deve-se identi!car os quatro membros com todos os seus segmentos e avaliar o posicionamento das mãos e dos pés e os dígitos das mãos .
  • #53 http://www.fcm.unicamp.br/drpixel/pt-br/metodos-de-imagem/biometria-fetal
  • #58 Genitália: a avaliação da genitália raramente apresenta indicação médica, como nas doenças ligadas ao sexo e nos casos de suspeita de genitália ambígua.
  • #59 Genitália: a avaliação da genitália raramente apresenta indicação médica, como nas doenças ligadas ao sexo e nos casos de suspeita de genitália ambígua.
  • #60 http://www.fcm.unicamp.br/drpixel/pt-br/metodos-de-imagem/fundamentos-da-ultrassonografia-em-ginecologia-e-obstetr%C3%Adcia Numero de vasos e implantação Redistribuição hemodinâmica do fluxo sangüíneo fetal, resultando em perfusão preferencial de órgãos nobres, tais como: cérebro, coração e glândulas adrenais, em detrimento da perfusão de pulmão, rins, baço e esqueleto
  • #61 http://www.fcm.unicamp.br/drpixel/pt-br/metodos-de-imagem/fundamentos-da-ultrassonografia-em-ginecologia-e-obstetr%C3%Adcia Numero de vasos e implantação Redistribuição hemodinâmica do fluxo sangüíneo fetal, resultando em perfusão preferencial de órgãos nobres, tais como: cérebro, coração e glândulas adrenais, em detrimento da perfusão de pulmão, rins, baço e esqueleto
  • #64 http://www.rb.org.br/imagens/v38n5a06fig01.gif
  • #65 Phelan
  • #66 Fetalmed Em 1990, Moore e Cayle(3) descreveram uma curva de normalidade, com respectivos desvios-padrão para cada idade gestacional, em que o ILA maior que o percentil 95 indica polidrâmnio e menor que o percentil 5 indica oligoidrâmnio.
  • #67 Fetalmed Em 1990, Moore e Cayle(3) descreveram uma curva de normalidade, com respectivos desvios-padrão para cada idade gestacional, em que o ILA maior que o percentil 95 indica polidrâmnio e menor que o percentil 5 indica oligoidrâmnio.
  • #68 https://desmitificandomitos.files.wordpress.com/2017/03/e97074b14ba79d030169fcfec601e82d.png?w=900