Desenvolvimento embrionário/fetal
Fisiologia fetal e da placenta
Acadêmica 5º Ano: Daiane dos Santos Santos
Prof. José Slaibi
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
COLEGIADO DE MEDICINA
Ilhéus, Julho 2019
INTRODUÇÃO: EMBRIOLOGIA
• Estudo do desenvolvimento pré-natal que envolve embriões e feto;
• Compreende: o estudo da ovulação, do transporte do ovócito, do
espermatozoide, da fecundação, da implantação, das relações materno
fetais, da circulação fetal, dos períodos críticos de desenvolvimento e das
causas de anomalias;
• Importância: O conhecimento da estrutura e da função é fundamental para
compreender as mudanças fisiológicas e auxiliar os fetos em sofrimento;
• A medicina fetal;
• Afastar o sentimento de culpa dos pais;
FATOS HISTÓRICOS: EMBRIOLOGIA
• Antiguidade:
▪ Aristóteles- Fundador da Embriologia. Embrião surge do sangue menstrual após
ativação pelo sêmen masculino; se desenvolve a partir de uma massa amorfa
“semente pouco misturada com uma alma nutritiva e todas as partes corpóreas”.
▪ Claudius Galeno- Livro “Sobre a Formação do Feto”- Descreveu o desenvolvimento e
a nutrição do feto e as estruturas hoje conhecidas como alantoide, âmnio e placenta.
• Idade Média:
▪ Constantinus Africanus de Salerno- Descreveu o desenvolvimento do embrião em
relação a cada mês durante a gestação.
FATOS HISTÓRICOS: EMBRIOLOGIA
• Renascimento:
▪ Leonardo da Vinci- Fez desenhos da dissecação do útero gravídico-Introduziu
medidas do crescimento pré-natal.
▪ William Harvey- “Revolução embriologia”- Esperma após entrar no útero sofria
metamorfose transformando em ovo e desenvolvendo o embrião.
▪ Regnier de Graaf- Observou ao microscópio pequenas câmaras em úteros de ovelhas
e concluiu que vinham de órgãos que ele chamou de ovários. Descreveu os folículos
ovarianos (Folículos de Graaf).
▪ Caspar Friedrich Wolff- Propôs o conceito das camadas no qual o “zigoto” produz
camadas que da origem ao embrião. Identificou massa de tecido que contribui para
o desenvolvimento dos sistemas urinário e genital (Corpos e ductos de Wolff).
ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO PRÉ-NATAL
• Estágio I : FECUNDAÇÃO;
• Estágio II: Desenvolvimento pré-embrionário- 6º DIA (Pré-implantação);
• Estágio III: IMPLANTAÇÃO- Desenvolvimento embrionário- 7º o 56º DIA (Maioria dos
avanços- 3ª e 8ª semanas).
• Período Fetal: A partir do 57º DIA até o nascimento (Diferenciação e crescimento
dos tecidos e órgãos);
Revisão
TRANSPORTE DOS GAMETAS
• O oócito completa a 2ª divisão meiótica; é expelido do folículo com o fluido folicular;
• A parede do folículo colapsa e forma o corpo lúteo;
• Transporte do oócito: 3 dias
▪ Movimentação das fímbrias das trompas sobre o
ovário;
▪ Corrente de fluido produzida pelos cílios das células
da mucosa;
▪ Deslocamento do oócito para o infundíbulo;
▪ Peristalse promove o deslocamento até a ampola;
(Permanece fecundável até 12h, após 24h se
degeneram).
• Transporte do espermatozoide: (5-45min)
▪ 200 a 600 milhões são depositados no orifício externo do útero, apenas 100 ou menos
alcançam o oócito.
▪ As prostaglandinas do sêmen e as contrações uterinas estimulam a motilidade uterina e
movimentação dos espermatozoides até a ampola tubária.
• Permanecem até 48h no trato genital feminino.
TRANSPORTE DOS GAMETAS
• Para ocorrer fertilização, os espermatozoides devem sofrer processo de CAPACITAÇÃO
(habilidade de sofrer reação acrossômica e de ligar-se à zona pelúcida (glicoproteína ZP3)
e adquirir hipermotilidade).
• Reação acrossômica ( Quebra e modificação da membrana da célula; Liberação de
enzimas – hialuronidase e acrosina)
TRANSPORTE DOS GAMETAS
FERTILIZAÇÃO – FASES-24h
Passagem do
espermatozoide
pela corona
radiata;
Penetração do
espermatozoide
na zona
pelúcida;
Fusão das
membranas
plasmáticas;
Oócito finaliza
2ª divisão
meiótica;
Formação dos
pronúcleos –
masculino e
feminino;
Condensação
dos
cromossomos;
1ª divisão
mitótica do
zigoto.
CLIVAGEM -30h após a fecundação
• Divisões mitóticas do zigoto Rápido aumento do número
de células e redução do tamanho (blastômeros).
• 12 a 32 blastômeros- Mórula (3 dias após a fecundação)-
alcança o útero;
• Cavidade blastocística (espaço preenchido por líquido no
interior da mórula) – 4 dias após a fertilização: Separa o
blastômeros em:
• Trofoblasto (camada externa-placenta)
• Embrioblasto (camada interna-embrião)
• Blastocisto fixa-se ao endométrio(Implantação) – 6-7 dias
após a fertilização.
INVASÃO E PLACENTAÇÃO
• Na segunda semana após a ovulação,
inicia-se a formação da placenta;
• O trofoblasto se diferencia:
▪ Citotrofoblasto (camada interna e
celular, mononucleada, composta
por células mitoticamente ativas);
▪ Sinciciotrofoblasto (camada externa)
INVASÃO E PLACENTAÇÃO
▪ Sinciciotrofoblasto (camada externa - massa protoplasmática, multinucleada, em rápida
expansão, não se observam limites celulares- forma prolongamentos digitiformes que se
estendem pelo endométrio e invadem tecido conjuntivo);
▪ As células do tecido conjuntivo em torno do sitio da implantação acumulam glicogênio e
lipídios. Algumas dessas (células deciduais) degeneram na região de penetração do
sinciciotrofoblasto e tornam-se fonte de nutrição embrionária.
▪ O sinciciotrofoblasto começa a produzir a hCG;
IMPLANTAÇÃO E ESTRUTURAS EXTRA EMBRIONÁRIAS
• A implantação do blastocisto completa durante
a segunda semana do desenvolvimento. (6-10
dias após ovulação);
• O embrioblasto forma o disco embrionário
bilaminar (Formam tecidos e órgãos) composto
por:
▪ Epiblasto (células mais espessas, voltadas para o
Citotrofoblasto);
▪ Hipoblasto(células cuboides, voltado para a
cavidade exocelômica);
IMPLANTAÇÃO E ESTRUTURAS EXTRA EMBRIONÁRIAS
• Ainda na segunda semana, formam-se as
estruturas extraembrionárias:
▪ Cavidade amniótica; (Entre o epiblasto e o
citotrofoblasto)
▪ Saco vitelínico; (Membrana exocelômica
+hipoblasto)
▪ Saco coriônico; (Envolve o s. aminiótico, o s.
vitelínico e o disco embrionário)
DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO
• O desenvolvimento do embrião a partir do disco embrionário começa no início da terceira
semana (Corresponde a 1ª semana após a ausência de menstruação);
• A gastrulação- disco embrionário bilaminar torna-se trilaminar e representa o início da
morfogênese;
• Inicialmente, ocorre a formação da linha primitiva na superfície do epiblasto;
• Identificação do eixo cefalo (nó primitivo) -caudal do embrião.
DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO
• As células mesenquemiais formam o tecido
de sustentação-tecido conjuntivo.
▪ Mesoblasto (Mesoderma indiferenciado)
▪ Endoderma
▪ Ectoderma
• Formação da notocorda (células que
migraram entre o nó e a fosseta primitivas)
▪ Canal notocordal até a placa pré-cordal -
futuro local da cavidade oral;
▪ Lateralmente formam os primórdios do
coração;
▪ Caudalmente forma a membrana cloacal-
futuro ânus;
DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO
• Alantóide- 16ºdia: Surge do saco vitelínico, se expande para o córion e forma vasos sanguíneos
que servirão à placenta.
• Formação do tubo neural- termina na 4ª semana
▪ Ectoderma da placa neural- Formam SNC (encéfalo e medula), retina
• Formação da crista neural- Originam os gânglios dos nervos cranianos V, VII, IX e X, células da
adrenal;
• Formação dos somitos- 20- 35 dias- 38 a 44 pares ao lado do tubo neural- esqueleto axial,
músculos e derme adjacentes.
VASOS SANGUINEOS E SANGUE
• Inicia-se na 3ª semana- primórdios da circulação útero placentária;
• Vasculogênese- Formação de vasos pela reunião de angioblastos(ilhotas sanguíneas);
• Angiogênese- Formação de vasos pela ramificação de vasos existentes;
• Os vasos primitivos unem-se a outros vasos e formam o sistema cardiovascular primitivo;
• Os hemocitoblastos, que são células sanguíneas primitivas, derivam das células endoteliais
desses vasos sanguíneos;
• A formação do sangue (Hematogênese) começa na 5ª semana, forma-se no fígado, baço,
medula óssea e linfonodos;
5ª a 8ª SEMANAS- DESENVOLVIMENTO
EMBRIONÁRIO
• 5ª SEMANA: Crescimento acentuado da cabeça,
desenvolvimento da face, rins mesonéfricos;
• 6ª SEMANA: Diferenciação dos membros superiores, primórdios
dos dedos, saliências auriculares, olhos evidentes, cabeça
curvada sobre a proeminência cardíaca;
• 7ª SEMANA: Diferenciação dos dedos, ossificação dos membros
superiores;
• 8ª SEMANA: Dedos separados, movimentos voluntários dos
membros, ossificação do fêmur, embrião com características
nitidamente humanas.
• O desenvolvimento do aparelho urogenital é indiferenciado nos
dois gêneros até a oitava semana. Dois componentes
constituem o trato urogenital nesse período: os precursores dos
órgãos reprodutivos internos (ductos de Wolff e os de Müller) e
os precursores da genitália externa (seio e tubérculo urogenital).
9ª a 20ª SEMANAS- DESENVOLVIMENTO FETAL
• Da 9ª a 12ª semanas:
▪ Crescimento corporal superior ao crescimento da cabeça;
▪ Formação da urina e lançamento no líquido aminiótico;
▪ 9 semanas- 5 cm, face larga, olhos separados, pálpebras fundidas, pernas curtas e coxas pequenas;
genitália externa de difícil diferenciação;
▪ 12 semanas- 8,5 cm, ossificação do crânio e ossos longos, intestino na porção abdominal, diferenciação
visível da genitália externa;
▪ Deglutição fetal inicia-se entre a 10a e a 12a semanas de gestação;
• 13ª a 16ª semanas:
▪ Crescimento rápido-19cm;
▪ Movimentos dos membros visíveis ao Ultrassom;
▪ 16 semanas- Ovários já diferenciados, olhos centralizados
• 17ª a 20ª semanas:
▪ Crescimento mais lento;
▪ Movimentos fetais percebidos pela mãe, sobrancelhas, cabelo (lanugo), verniz caseosa;
▪ Testículos começam a descer;
21ª A 34ª SEMANAS- DESENVOLVIMENTO FETAL
• 21ª a 24ª semanas:
▪ Ganho de peso, unhas, movimento dos olhos, surfactante pulmonar;
• 26ª a 29ª semanas:
▪ Pulmões e vasos já realizam trocas gasosas, SNC já controla os movimentos respiratórios e
a temperatura;
▪ Eritropoiese no baço; a partir de 29 semanas ocorre na medula;
▪ Crescem até 28 cm;
• 30ª a 34ª semanas:
▪ Reflexo pupilar dos olhos à luz; pele mais lisa,
34ª A 38ª SEMANAS- DESENVOLVIMENTO FETAL
• Circunferência abdominal e cefálica quase iguais, após 37 semanas CA maior
que CF;
• 38 semanas- 36 cm, crescimento mais lento;
• Ganha cerca de 14g por dia de peso;
• Testículos já estão no escroto;
PLACENTA
• Funções:
▪ promover as trocas gasosas materno-fetais, permitir o transporte de nutrientes ao feto,
a excreção de metabólitos; e assegurar a produção local de hormônios e enzimas.
▪ Hormônios:
▪ hCG- 2ª semana, mantém o corpo lúteo impedindo o início do ciclo menstrual;
▪ Progesterona- Manutenção da gravidez;
▪ Estrogênios;
▪ Lactogênio placentário- lactação
• Desenvolvimento placentário:
• A partir da quarta semana, o embrião passa a receber nutrientes do sangue materno
proveniente das artérias uteroplacentárias;
PLACENTA – INVASÃO TROFOBLÁSTICA
• O saco coriônico é coberto por vilosidades coriônicas, com o crescimento 8ª semana, as
vilosidades associadas à decídua capsular (voltadas para o concepto) degeneram,
ficam avascular e formam o córion liso.
• As vilosidades associadas à decídua basal, aumentam, se ramificam formando o córion
viloso.
• O córion viloso firma-se à decídua basal pela capa citotrofoblástica e ancoram o saco
coriônico;
• A invasão trofoblástica
modifica a vasculatura
materna;
• As artérias e veias
endometriais passam
pelas fendas
citotrofoblásticas;
• Espaços intervilosos- locais
contendo sangue
materno oriundo das
artérias espiraladas e
drenado pelas veias
endometriais;
• Os septos placentários
formam os cotilédones ( 2
ou mais vilosidades);
PLACENTA – INVASÃO TROFOBLÁSTICA
PLACENTA - CRESCIMENTO
• A placenta apresenta cerca de vinte a quarenta cotilédones,
responsáveis pelo crescimento do órgão.
• A placenta, em geral, apresenta forma redonda ou ovalada e
duas faces:
• Materna
• Fetal.
• No primeiro trimestre, a velocidade de crescimento da placenta
supera a do crescimento fetal.
• Por volta da 17ª semana de gestação, o peso da placenta é
equivalente ao peso do feto.
• No termo, o peso corresponde a cerca de 1/6 do peso fetal:
• 300 a 600g.
• volume médio - 460 ml.
• A placenta humana é do tipo hemocorial, discoidal e
deciduada
• A partir do quarto mês, a placenta encontra-se formada.
FISIOLOGIA PLACENTÁRIA
• O sangue fetal pouco oxigenado flui para a
placenta pelas duas artérias umbilicais;
• No local que o cordão se une à placenta, as artérias
umbilicais formam os ramos coriônicos, penetram
nas vilosidades aproximando do sangue materno;
(Geralmente não há mistura);
• Após a troca o sangue fetal retorna pelas veias
coriônicas até o cordão e forma a veia umbilical;
• O sangue materno chega no intervalo intervilosos
pelas artérias espiraladas e dirige-se para a placa
coriônica impulsionado pela pressão arterial
materna;
• Ele banha a superfície externa das vilosidades
coriônicas, ocorrendo as trocas metabólicas e
gasosas;
• O sangue retorna pelas veias endometriais;
MEMBRANAS
• Membrana placentária- Tecidos extrafetais (sinciciotrofoblastos, tecido conjuntivo e
endotélio).
▪ Serve como barreira para moléculas, metabólitos, toxinas e hormônios que mesmo
presentes na circulação materna não cruzam a membrana em quantidade suficiente
para afetar o embrião/feto.
• Membrana amniocoriônica
▪ O saco amniótico cresce mais rápido que o saco coriônico, consequentemente o
Âmnio e o córion se fundem, formando a membrana amniocoriônica.
▪ É a membrana que se rompe durante o trabalho de parto.
▪ Ao se romper, o líquido amniótico escapa para o exterior através do colo e vagina.
FISIOLOGIA FETAL
• Período fetal - ocorre o crescimento e a maturação das estruturas formadas no período
embrionário;
• A 20ª semana marca a metade da gravidez;
• O feto apresenta peso de aproximadamente 300 g.
• Na 28ª semana: comprimento 25-27 cm, peso fetal -1.100 g;
• Na 32ª semana, o feto tem cerca de 28 cm, com peso ao redor de 1.800 g.
• Na 40ª semana, o feto está completamente desenvolvido e com peso ao redor de 3.400g.
• OBS: Parto: 266 dias ou 38 semanas após fecundação = 280 dias ou 40 semanas da DUM.
REFERÊNCIAS
• CUNNINGHAM, F. Gary et al. Obstetricia de Williams. McGraw Hill Brasil, 2016.
• MOORE, Keith L. et al. Embriologia clínica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016
• ZUGAIB, Marcelo. Obstetrícia. Ed. Manole, 2ª edição, São Paulo, 2012.
OBRIGADA!

EMBRIOLOGIA E PLA.......CENTA DAIANE.pdf

  • 1.
    Desenvolvimento embrionário/fetal Fisiologia fetale da placenta Acadêmica 5º Ano: Daiane dos Santos Santos Prof. José Slaibi UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE COLEGIADO DE MEDICINA Ilhéus, Julho 2019
  • 2.
    INTRODUÇÃO: EMBRIOLOGIA • Estudodo desenvolvimento pré-natal que envolve embriões e feto; • Compreende: o estudo da ovulação, do transporte do ovócito, do espermatozoide, da fecundação, da implantação, das relações materno fetais, da circulação fetal, dos períodos críticos de desenvolvimento e das causas de anomalias; • Importância: O conhecimento da estrutura e da função é fundamental para compreender as mudanças fisiológicas e auxiliar os fetos em sofrimento; • A medicina fetal; • Afastar o sentimento de culpa dos pais;
  • 3.
    FATOS HISTÓRICOS: EMBRIOLOGIA •Antiguidade: ▪ Aristóteles- Fundador da Embriologia. Embrião surge do sangue menstrual após ativação pelo sêmen masculino; se desenvolve a partir de uma massa amorfa “semente pouco misturada com uma alma nutritiva e todas as partes corpóreas”. ▪ Claudius Galeno- Livro “Sobre a Formação do Feto”- Descreveu o desenvolvimento e a nutrição do feto e as estruturas hoje conhecidas como alantoide, âmnio e placenta. • Idade Média: ▪ Constantinus Africanus de Salerno- Descreveu o desenvolvimento do embrião em relação a cada mês durante a gestação.
  • 4.
    FATOS HISTÓRICOS: EMBRIOLOGIA •Renascimento: ▪ Leonardo da Vinci- Fez desenhos da dissecação do útero gravídico-Introduziu medidas do crescimento pré-natal. ▪ William Harvey- “Revolução embriologia”- Esperma após entrar no útero sofria metamorfose transformando em ovo e desenvolvendo o embrião. ▪ Regnier de Graaf- Observou ao microscópio pequenas câmaras em úteros de ovelhas e concluiu que vinham de órgãos que ele chamou de ovários. Descreveu os folículos ovarianos (Folículos de Graaf). ▪ Caspar Friedrich Wolff- Propôs o conceito das camadas no qual o “zigoto” produz camadas que da origem ao embrião. Identificou massa de tecido que contribui para o desenvolvimento dos sistemas urinário e genital (Corpos e ductos de Wolff).
  • 5.
    ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTOPRÉ-NATAL • Estágio I : FECUNDAÇÃO; • Estágio II: Desenvolvimento pré-embrionário- 6º DIA (Pré-implantação); • Estágio III: IMPLANTAÇÃO- Desenvolvimento embrionário- 7º o 56º DIA (Maioria dos avanços- 3ª e 8ª semanas). • Período Fetal: A partir do 57º DIA até o nascimento (Diferenciação e crescimento dos tecidos e órgãos);
  • 6.
  • 7.
    TRANSPORTE DOS GAMETAS •O oócito completa a 2ª divisão meiótica; é expelido do folículo com o fluido folicular; • A parede do folículo colapsa e forma o corpo lúteo; • Transporte do oócito: 3 dias ▪ Movimentação das fímbrias das trompas sobre o ovário; ▪ Corrente de fluido produzida pelos cílios das células da mucosa; ▪ Deslocamento do oócito para o infundíbulo; ▪ Peristalse promove o deslocamento até a ampola; (Permanece fecundável até 12h, após 24h se degeneram).
  • 8.
    • Transporte doespermatozoide: (5-45min) ▪ 200 a 600 milhões são depositados no orifício externo do útero, apenas 100 ou menos alcançam o oócito. ▪ As prostaglandinas do sêmen e as contrações uterinas estimulam a motilidade uterina e movimentação dos espermatozoides até a ampola tubária. • Permanecem até 48h no trato genital feminino. TRANSPORTE DOS GAMETAS
  • 9.
    • Para ocorrerfertilização, os espermatozoides devem sofrer processo de CAPACITAÇÃO (habilidade de sofrer reação acrossômica e de ligar-se à zona pelúcida (glicoproteína ZP3) e adquirir hipermotilidade). • Reação acrossômica ( Quebra e modificação da membrana da célula; Liberação de enzimas – hialuronidase e acrosina) TRANSPORTE DOS GAMETAS
  • 10.
    FERTILIZAÇÃO – FASES-24h Passagemdo espermatozoide pela corona radiata; Penetração do espermatozoide na zona pelúcida; Fusão das membranas plasmáticas; Oócito finaliza 2ª divisão meiótica; Formação dos pronúcleos – masculino e feminino; Condensação dos cromossomos; 1ª divisão mitótica do zigoto.
  • 11.
    CLIVAGEM -30h apósa fecundação • Divisões mitóticas do zigoto Rápido aumento do número de células e redução do tamanho (blastômeros). • 12 a 32 blastômeros- Mórula (3 dias após a fecundação)- alcança o útero; • Cavidade blastocística (espaço preenchido por líquido no interior da mórula) – 4 dias após a fertilização: Separa o blastômeros em: • Trofoblasto (camada externa-placenta) • Embrioblasto (camada interna-embrião) • Blastocisto fixa-se ao endométrio(Implantação) – 6-7 dias após a fertilização.
  • 12.
    INVASÃO E PLACENTAÇÃO •Na segunda semana após a ovulação, inicia-se a formação da placenta; • O trofoblasto se diferencia: ▪ Citotrofoblasto (camada interna e celular, mononucleada, composta por células mitoticamente ativas); ▪ Sinciciotrofoblasto (camada externa)
  • 13.
    INVASÃO E PLACENTAÇÃO ▪Sinciciotrofoblasto (camada externa - massa protoplasmática, multinucleada, em rápida expansão, não se observam limites celulares- forma prolongamentos digitiformes que se estendem pelo endométrio e invadem tecido conjuntivo); ▪ As células do tecido conjuntivo em torno do sitio da implantação acumulam glicogênio e lipídios. Algumas dessas (células deciduais) degeneram na região de penetração do sinciciotrofoblasto e tornam-se fonte de nutrição embrionária. ▪ O sinciciotrofoblasto começa a produzir a hCG;
  • 14.
    IMPLANTAÇÃO E ESTRUTURASEXTRA EMBRIONÁRIAS • A implantação do blastocisto completa durante a segunda semana do desenvolvimento. (6-10 dias após ovulação); • O embrioblasto forma o disco embrionário bilaminar (Formam tecidos e órgãos) composto por: ▪ Epiblasto (células mais espessas, voltadas para o Citotrofoblasto); ▪ Hipoblasto(células cuboides, voltado para a cavidade exocelômica);
  • 15.
    IMPLANTAÇÃO E ESTRUTURASEXTRA EMBRIONÁRIAS • Ainda na segunda semana, formam-se as estruturas extraembrionárias: ▪ Cavidade amniótica; (Entre o epiblasto e o citotrofoblasto) ▪ Saco vitelínico; (Membrana exocelômica +hipoblasto) ▪ Saco coriônico; (Envolve o s. aminiótico, o s. vitelínico e o disco embrionário)
  • 16.
    DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO • Odesenvolvimento do embrião a partir do disco embrionário começa no início da terceira semana (Corresponde a 1ª semana após a ausência de menstruação); • A gastrulação- disco embrionário bilaminar torna-se trilaminar e representa o início da morfogênese; • Inicialmente, ocorre a formação da linha primitiva na superfície do epiblasto; • Identificação do eixo cefalo (nó primitivo) -caudal do embrião.
  • 17.
    DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO • Ascélulas mesenquemiais formam o tecido de sustentação-tecido conjuntivo. ▪ Mesoblasto (Mesoderma indiferenciado) ▪ Endoderma ▪ Ectoderma • Formação da notocorda (células que migraram entre o nó e a fosseta primitivas) ▪ Canal notocordal até a placa pré-cordal - futuro local da cavidade oral; ▪ Lateralmente formam os primórdios do coração; ▪ Caudalmente forma a membrana cloacal- futuro ânus;
  • 18.
    DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO • Alantóide-16ºdia: Surge do saco vitelínico, se expande para o córion e forma vasos sanguíneos que servirão à placenta. • Formação do tubo neural- termina na 4ª semana ▪ Ectoderma da placa neural- Formam SNC (encéfalo e medula), retina • Formação da crista neural- Originam os gânglios dos nervos cranianos V, VII, IX e X, células da adrenal; • Formação dos somitos- 20- 35 dias- 38 a 44 pares ao lado do tubo neural- esqueleto axial, músculos e derme adjacentes.
  • 19.
    VASOS SANGUINEOS ESANGUE • Inicia-se na 3ª semana- primórdios da circulação útero placentária; • Vasculogênese- Formação de vasos pela reunião de angioblastos(ilhotas sanguíneas); • Angiogênese- Formação de vasos pela ramificação de vasos existentes; • Os vasos primitivos unem-se a outros vasos e formam o sistema cardiovascular primitivo; • Os hemocitoblastos, que são células sanguíneas primitivas, derivam das células endoteliais desses vasos sanguíneos; • A formação do sangue (Hematogênese) começa na 5ª semana, forma-se no fígado, baço, medula óssea e linfonodos;
  • 20.
    5ª a 8ªSEMANAS- DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO • 5ª SEMANA: Crescimento acentuado da cabeça, desenvolvimento da face, rins mesonéfricos; • 6ª SEMANA: Diferenciação dos membros superiores, primórdios dos dedos, saliências auriculares, olhos evidentes, cabeça curvada sobre a proeminência cardíaca; • 7ª SEMANA: Diferenciação dos dedos, ossificação dos membros superiores; • 8ª SEMANA: Dedos separados, movimentos voluntários dos membros, ossificação do fêmur, embrião com características nitidamente humanas. • O desenvolvimento do aparelho urogenital é indiferenciado nos dois gêneros até a oitava semana. Dois componentes constituem o trato urogenital nesse período: os precursores dos órgãos reprodutivos internos (ductos de Wolff e os de Müller) e os precursores da genitália externa (seio e tubérculo urogenital).
  • 21.
    9ª a 20ªSEMANAS- DESENVOLVIMENTO FETAL • Da 9ª a 12ª semanas: ▪ Crescimento corporal superior ao crescimento da cabeça; ▪ Formação da urina e lançamento no líquido aminiótico; ▪ 9 semanas- 5 cm, face larga, olhos separados, pálpebras fundidas, pernas curtas e coxas pequenas; genitália externa de difícil diferenciação; ▪ 12 semanas- 8,5 cm, ossificação do crânio e ossos longos, intestino na porção abdominal, diferenciação visível da genitália externa; ▪ Deglutição fetal inicia-se entre a 10a e a 12a semanas de gestação; • 13ª a 16ª semanas: ▪ Crescimento rápido-19cm; ▪ Movimentos dos membros visíveis ao Ultrassom; ▪ 16 semanas- Ovários já diferenciados, olhos centralizados • 17ª a 20ª semanas: ▪ Crescimento mais lento; ▪ Movimentos fetais percebidos pela mãe, sobrancelhas, cabelo (lanugo), verniz caseosa; ▪ Testículos começam a descer;
  • 22.
    21ª A 34ªSEMANAS- DESENVOLVIMENTO FETAL • 21ª a 24ª semanas: ▪ Ganho de peso, unhas, movimento dos olhos, surfactante pulmonar; • 26ª a 29ª semanas: ▪ Pulmões e vasos já realizam trocas gasosas, SNC já controla os movimentos respiratórios e a temperatura; ▪ Eritropoiese no baço; a partir de 29 semanas ocorre na medula; ▪ Crescem até 28 cm; • 30ª a 34ª semanas: ▪ Reflexo pupilar dos olhos à luz; pele mais lisa,
  • 23.
    34ª A 38ªSEMANAS- DESENVOLVIMENTO FETAL • Circunferência abdominal e cefálica quase iguais, após 37 semanas CA maior que CF; • 38 semanas- 36 cm, crescimento mais lento; • Ganha cerca de 14g por dia de peso; • Testículos já estão no escroto;
  • 24.
    PLACENTA • Funções: ▪ promoveras trocas gasosas materno-fetais, permitir o transporte de nutrientes ao feto, a excreção de metabólitos; e assegurar a produção local de hormônios e enzimas. ▪ Hormônios: ▪ hCG- 2ª semana, mantém o corpo lúteo impedindo o início do ciclo menstrual; ▪ Progesterona- Manutenção da gravidez; ▪ Estrogênios; ▪ Lactogênio placentário- lactação • Desenvolvimento placentário: • A partir da quarta semana, o embrião passa a receber nutrientes do sangue materno proveniente das artérias uteroplacentárias;
  • 25.
    PLACENTA – INVASÃOTROFOBLÁSTICA • O saco coriônico é coberto por vilosidades coriônicas, com o crescimento 8ª semana, as vilosidades associadas à decídua capsular (voltadas para o concepto) degeneram, ficam avascular e formam o córion liso. • As vilosidades associadas à decídua basal, aumentam, se ramificam formando o córion viloso. • O córion viloso firma-se à decídua basal pela capa citotrofoblástica e ancoram o saco coriônico;
  • 26.
    • A invasãotrofoblástica modifica a vasculatura materna; • As artérias e veias endometriais passam pelas fendas citotrofoblásticas; • Espaços intervilosos- locais contendo sangue materno oriundo das artérias espiraladas e drenado pelas veias endometriais; • Os septos placentários formam os cotilédones ( 2 ou mais vilosidades); PLACENTA – INVASÃO TROFOBLÁSTICA
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    PLACENTA - CRESCIMENTO •A placenta apresenta cerca de vinte a quarenta cotilédones, responsáveis pelo crescimento do órgão. • A placenta, em geral, apresenta forma redonda ou ovalada e duas faces: • Materna • Fetal. • No primeiro trimestre, a velocidade de crescimento da placenta supera a do crescimento fetal. • Por volta da 17ª semana de gestação, o peso da placenta é equivalente ao peso do feto. • No termo, o peso corresponde a cerca de 1/6 do peso fetal: • 300 a 600g. • volume médio - 460 ml. • A placenta humana é do tipo hemocorial, discoidal e deciduada • A partir do quarto mês, a placenta encontra-se formada.
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    FISIOLOGIA PLACENTÁRIA • Osangue fetal pouco oxigenado flui para a placenta pelas duas artérias umbilicais; • No local que o cordão se une à placenta, as artérias umbilicais formam os ramos coriônicos, penetram nas vilosidades aproximando do sangue materno; (Geralmente não há mistura); • Após a troca o sangue fetal retorna pelas veias coriônicas até o cordão e forma a veia umbilical; • O sangue materno chega no intervalo intervilosos pelas artérias espiraladas e dirige-se para a placa coriônica impulsionado pela pressão arterial materna; • Ele banha a superfície externa das vilosidades coriônicas, ocorrendo as trocas metabólicas e gasosas; • O sangue retorna pelas veias endometriais;
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    MEMBRANAS • Membrana placentária-Tecidos extrafetais (sinciciotrofoblastos, tecido conjuntivo e endotélio). ▪ Serve como barreira para moléculas, metabólitos, toxinas e hormônios que mesmo presentes na circulação materna não cruzam a membrana em quantidade suficiente para afetar o embrião/feto. • Membrana amniocoriônica ▪ O saco amniótico cresce mais rápido que o saco coriônico, consequentemente o Âmnio e o córion se fundem, formando a membrana amniocoriônica. ▪ É a membrana que se rompe durante o trabalho de parto. ▪ Ao se romper, o líquido amniótico escapa para o exterior através do colo e vagina.
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    FISIOLOGIA FETAL • Períodofetal - ocorre o crescimento e a maturação das estruturas formadas no período embrionário; • A 20ª semana marca a metade da gravidez; • O feto apresenta peso de aproximadamente 300 g. • Na 28ª semana: comprimento 25-27 cm, peso fetal -1.100 g; • Na 32ª semana, o feto tem cerca de 28 cm, com peso ao redor de 1.800 g. • Na 40ª semana, o feto está completamente desenvolvido e com peso ao redor de 3.400g. • OBS: Parto: 266 dias ou 38 semanas após fecundação = 280 dias ou 40 semanas da DUM.
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    REFERÊNCIAS • CUNNINGHAM, F.Gary et al. Obstetricia de Williams. McGraw Hill Brasil, 2016. • MOORE, Keith L. et al. Embriologia clínica. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016 • ZUGAIB, Marcelo. Obstetrícia. Ed. Manole, 2ª edição, São Paulo, 2012.
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