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ATENÇÃO À
CRIANÇA
SARAMPO
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SARAMPO
• A vacina é a principal medida preventiva eficaz contra o
Sarampo.
• É preciso criar estratégias midiáticas, nos diversos meios de
comunicação, para informar profissionais de saúde,
população e comunidade sobre o Sarampo.
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SARAMPO
Objetivos dessa apresentação:
• Apresentar os principais aspectos relacionados ao Sarampo, desde sua
etiologia, epidemiologia, transmissão, clínica, diagnóstico, tratamento e
vacinação.
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SARAMPO
Etiologia
• O vírus do sarampo é RNA envelopado com um sorotipo
• Gênero: Morbillivirus
• Família: Paramyxoviridae.
• Período de incubação: 8 a 12 dias da exposição
• Aparecimento dos sintomas: 7 a 21 dias da exposição
O homem é o único hospedeiro
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SARAMPO
Epidemiologia
• Em 2019, foram confirmados 7.972 casos de sarampo, destes 6.498 (81,4%) foram
confirmados por critério laboratorial e 1.483 (18,6%) por critério clínico epidemiológico.
• O aumento de notificações ocorreu a partir da Semana Epidemiológica (SE) 24 até a SE 32
quando foi observado o pico dos registros.
• No período de 14/07/2019 a 05/10/2019 (SE 29-40), foram notificados 37.551 casos
suspeitos. Destes, 6.192 (16,5%) foram confirmados, 20.175 (53,7%) estão em
investigação e 11.185 (29,8%) foram descartados.
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SARAMPO
Distribuição dos casos de sarampo por Semana Epidemiológica do início do
exantema e classificação final (Brasil, 2019)
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SARAMPO
Transmissão
• É necessária uma elevada imunidade de rebanho (entre 90,6% e 96,3%) para que a
circulação viral seja interrompida.
• A transmissão do vírus ocorre a partir de gotículas de pessoas doentes ao espirrar, tossir,
falar ou respirar próximo.
• Tem uma taxa de ataque de 90% em indivíduos susceptíveis.
Sarampo -> Extremamente contagioso!
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SARAMPO
Transmissão
• O pico de incidência ocorre nos meses mais frios
• Contágio: 4 dias antes a 4 dias depois do exantema
• Imunocomprometidos podem transmitir por todo o tempo da doença
A circulação do vírus é considerada interrompida quando: passarem 12 semanas
consecutivas ou mais sem novos casos na mesma cadeia de transmissão.
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SARAMPO
Clínica
Paciente com febre e exantema maculopapular,
acompanhados de um ou mais dos sinais e sintomas:
Tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da
idade e situação vacinal.
• Exantema maculopapular começando na face se
espalhando pelo corpo no sentido cefalocaudal e
centrífugamente.
• Sinal de Koplik nos pródromos.
Definição de Caso Suspeito
Sinal de Koplik: pequenos
pontos brancos
(máculas), com halo
eritematoso difuso, que
aparecem na mucosa
bucal, antecedendo ao
exantema.
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SARAMPO
Evolução dos Sinais e Sintomas do Sarampo
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SARAMPO
Complicações
Complicações:
• Otite 1:10
• Pneumonia 1:20
• Encefalite 1:1000 (destes 10% morrem)
• Panencefalite esclerozante subaguda 4-11:100.000
Complicações e mortes são mais frequentes abaixo de 5 anos e em
imunocomprometidos.
Mortalidade 1-3:1000
(habitualmente causa respiratória
ou neurológica)
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SARAMPO
Mortalidade
• Foram confirmados 13 óbitos por sarampo no Brasil em 2019, sendo 12 no estado de São
Paulo e um no estado de Pernambuco. 6.498 casos e 13 óbitos ≅ 2:1000 em 2019 até a
SE 40!
• Sete óbitos (53,8%) ocorreram em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa
etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos.
• Sete casos eram do sexo masculino, apenas um caso era vacinado contra o sarampo!
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SARAMPO
Diagnóstico Diferencial
É fundamental garantir estoque estratégico de insumos
laboratoriais para diagnóstico do sarampo e outros vírus do
diagnóstico diferencial, tais como: rubéola, dengue,
Parvovírus B19, zika, chikungunya, oropouche, mayaro, etc.
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SARAMPO
Diagnóstico
• Isolamento do vírus em cultura celular
• IgM e IgG ELISA (O método padrão ouro para medição de títulos de anticorpos
protetores, a neutralização por redução de placas de lise (micro PRNT)
• PCR-RT
O ideal é coletar amostras em sangue, urina e secreção respiratória para aumentar a
sensibilidade de detecção
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SARAMPO
Uso de sorologia para verificação de soroconversão à vacina
• Os exames sorológicos comercialmente disponíveis baseados
na técnica de ELISA, apesar de possuírem alto valor preditivo
positivo, tem baixa sensibilidade para detectar níveis
protetores de anticorpos, especialmente quando em baixos
títulos.
• Considerando a alta probabilidade de soroconversão após a
vacina, o uso de exames de ELISA para avaliação da imunidade
tende a gerar altas taxas de falsos negativos em pessoas
imunocompetentes adequadamente vacinadas.
Não se recomenda a
realização de sorologia
para avaliação de
imunidade prévia em
pessoas sabidamente
vacinadas e
imunocompetentes.
• O método padrão ouro para medição de títulos de anticorpos protetores, a neutralização
por redução de placas de lise (micro PRNT), é um método caro e trabalhoso, habitualmente
disponível apenas em laboratórios de pesquisa.
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SARAMPO
Tratamento
• Oferta abundante de líquido, com hidratação venosa se necessária;
• Antitérmicos para o controle da febre;
• Soro fisiológico para limpeza ocular;
• Soro fisiológico nasal;
• Tratamento com antimicrobianos nos casos acompanhados de infecções secundárias.
O tratamento é sintomático!
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SARAMPO
Vitamina A
A vitamina A deve ser administrada em duas doses: imediatamente ao diagnóstico e
repetida no dia seguinte.
As doses diárias de idade específicas recomendadas são:
Lactentes menores de 6
meses
50.000 UI por via oral
Lactentes de 6 a 11
meses
100.000 UI por via oral
Crianças de 12 meses ou
mais
200.000 UI por via oral
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SARAMPO
Esquema Vacinal recomendado
• Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas
as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas
(dose extra).
Dose zero
• Crianças que completarem 12 meses (1 ano).Primeira dose
• Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.Segunda dose
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SARAMPO
Esquema Vacinal recomendado
Tomou apenas uma dose até os 29 anos de
idade:
• Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu
apenas uma dose, recomenda-se completar o
esquema vacinal com a segunda dose da
vacina;
• Quem comprova as duas doses da vacina do
sarampo, não deve se vacinar novamente.
Não tomou nenhuma dose,
perdeu o cartão ou não se
lembra?
• De 1 a 29 anos - São necessárias
duas doses;
• De 30 a 49 anos - Apenas uma
dose.
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SARAMPO
Ocorrência de casos de Sarampo em pessoas previamente vacinadas
Sua efetividade é dependente do número de doses prévias e da idade à vacinação, sendo:
• 84% em pessoas vacinadas antes dos 12 meses de idade;
• 92,5% em pessoas vacinadas após os 12 meses;
• entre 95% a 99% em pessoas vacinadas com duas doses da vacina.
O bloqueio vacinal seletivo
deve ser realizado em até
72 horas em todos os
contatos do caso suspeito
durante a investigação.
Importância de realizar ações que minimizem as
oportunidades perdidas de vacinação, otimizando a vacina
especialmente por meio da busca de pessoas não vacinadas
ou com esquema incompleto para o sarampo, conforme o
Calendário Nacional de Vacinação
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SARAMPO
Imunoglobulina
O uso de imunoglobulina é recomendado particularmente após exposição ao caso suspeito
de sarampo, de maneira a reduzir o risco da infecção e de complicações, dentro de seis dias
após a primeira exposição em:
• Crianças menores de seis meses;
• Gestantes sem evidência de imunidade prévia ao sarampo (um dose válida de vacina
tríplice, a partir de um ano de idade);
• Indivíduos imunocomprometidos sem evidência de imunidade prévia ao sarampo e
aqueles imunodeprimidos graves, independente de história prévia de vacinação ou
doença.
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SARAMPO
É fundamental fortalecer a capacidade dos sistemas de
Vigilância Epidemiológica do Sarampo e reforçar as
equipes de investigação oportuna e adequada dos
casos notificados.
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Referências
• Brasil. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z. Sarampo: sintomas, prevenção, causas, complicações e tratamento. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/>
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico 28. Vigilância epidemiológica do sarampo no Brasil 2019: Semanas Epidemiológicas 28 a 39 de
2019.
• Karron RA, Luongo C, Mateo JS, Wanionek K, Collins PL, Buchholz UJ. Safety and Immunogenicity of the Respiratory Syncytial Virus Vaccine RSV/ΔNS2/Δ1313/I1314L in RSV-
Seronegative Children. J Infect Dis. 2019 Oct 12. pii: jiz408. doi: 10.1093/infdis/jiz408. [Epub ahead of print] PubMed PMID: 31605113.
• Centers for Disease Control and Prevention. Photos of Measles and People with Measles
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico 19. Vigilância Epidemiológica do sarampo no Brasil, Semanas Epidemiológicas 23 a 34 de 2019.
• Brasil. Estado do Piauí. Prefeitura de Teresina. Fundação Municipal de Saúde. Diretoria de Vigilância em Saúde. Núcleo de Doenças Imunopreveníveis. Nota Informativa 07/2018:
Orientações Gerais Sobre Sarampo – Profissionais de Saúde.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis.Plano de Contingência para Resposta às Emergências de Saúde
Pública : sarampo [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da
Saúde, 2016.
• Sociedade Brasileira de Infectologia. Sarampo. Disponível Em: <https://www.infectologia.org.br/>
• Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Departamentos Científicos. Atualização sobre Sarampo.
• Brasil. Estado de São Paulo. Prefeitura do Município de São Paulo. Secretaria Municipal de Saúde. Coordenadoria de Vigilância e Saúde. Medidas de controle de sarampo – Atualizada
em julho 2019.
ATENÇÃO À
CRIANÇA
portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
Material de 12 de novembro de 2019
Disponível em: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br
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Sarampo

  • 2. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO • A vacina é a principal medida preventiva eficaz contra o Sarampo. • É preciso criar estratégias midiáticas, nos diversos meios de comunicação, para informar profissionais de saúde, população e comunidade sobre o Sarampo.
  • 3. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Objetivos dessa apresentação: • Apresentar os principais aspectos relacionados ao Sarampo, desde sua etiologia, epidemiologia, transmissão, clínica, diagnóstico, tratamento e vacinação.
  • 4. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Etiologia • O vírus do sarampo é RNA envelopado com um sorotipo • Gênero: Morbillivirus • Família: Paramyxoviridae. • Período de incubação: 8 a 12 dias da exposição • Aparecimento dos sintomas: 7 a 21 dias da exposição O homem é o único hospedeiro
  • 5. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Epidemiologia • Em 2019, foram confirmados 7.972 casos de sarampo, destes 6.498 (81,4%) foram confirmados por critério laboratorial e 1.483 (18,6%) por critério clínico epidemiológico. • O aumento de notificações ocorreu a partir da Semana Epidemiológica (SE) 24 até a SE 32 quando foi observado o pico dos registros. • No período de 14/07/2019 a 05/10/2019 (SE 29-40), foram notificados 37.551 casos suspeitos. Destes, 6.192 (16,5%) foram confirmados, 20.175 (53,7%) estão em investigação e 11.185 (29,8%) foram descartados.
  • 6. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Distribuição dos casos de sarampo por Semana Epidemiológica do início do exantema e classificação final (Brasil, 2019)
  • 7. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Transmissão • É necessária uma elevada imunidade de rebanho (entre 90,6% e 96,3%) para que a circulação viral seja interrompida. • A transmissão do vírus ocorre a partir de gotículas de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo. • Tem uma taxa de ataque de 90% em indivíduos susceptíveis. Sarampo -> Extremamente contagioso!
  • 8. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Transmissão • O pico de incidência ocorre nos meses mais frios • Contágio: 4 dias antes a 4 dias depois do exantema • Imunocomprometidos podem transmitir por todo o tempo da doença A circulação do vírus é considerada interrompida quando: passarem 12 semanas consecutivas ou mais sem novos casos na mesma cadeia de transmissão.
  • 9. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Clínica Paciente com febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos sinais e sintomas: Tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da idade e situação vacinal. • Exantema maculopapular começando na face se espalhando pelo corpo no sentido cefalocaudal e centrífugamente. • Sinal de Koplik nos pródromos. Definição de Caso Suspeito Sinal de Koplik: pequenos pontos brancos (máculas), com halo eritematoso difuso, que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema.
  • 11. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Complicações Complicações: • Otite 1:10 • Pneumonia 1:20 • Encefalite 1:1000 (destes 10% morrem) • Panencefalite esclerozante subaguda 4-11:100.000 Complicações e mortes são mais frequentes abaixo de 5 anos e em imunocomprometidos. Mortalidade 1-3:1000 (habitualmente causa respiratória ou neurológica)
  • 12. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Mortalidade • Foram confirmados 13 óbitos por sarampo no Brasil em 2019, sendo 12 no estado de São Paulo e um no estado de Pernambuco. 6.498 casos e 13 óbitos ≅ 2:1000 em 2019 até a SE 40! • Sete óbitos (53,8%) ocorreram em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos. • Sete casos eram do sexo masculino, apenas um caso era vacinado contra o sarampo!
  • 13. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Diagnóstico Diferencial É fundamental garantir estoque estratégico de insumos laboratoriais para diagnóstico do sarampo e outros vírus do diagnóstico diferencial, tais como: rubéola, dengue, Parvovírus B19, zika, chikungunya, oropouche, mayaro, etc.
  • 14. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Diagnóstico • Isolamento do vírus em cultura celular • IgM e IgG ELISA (O método padrão ouro para medição de títulos de anticorpos protetores, a neutralização por redução de placas de lise (micro PRNT) • PCR-RT O ideal é coletar amostras em sangue, urina e secreção respiratória para aumentar a sensibilidade de detecção
  • 15. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Uso de sorologia para verificação de soroconversão à vacina • Os exames sorológicos comercialmente disponíveis baseados na técnica de ELISA, apesar de possuírem alto valor preditivo positivo, tem baixa sensibilidade para detectar níveis protetores de anticorpos, especialmente quando em baixos títulos. • Considerando a alta probabilidade de soroconversão após a vacina, o uso de exames de ELISA para avaliação da imunidade tende a gerar altas taxas de falsos negativos em pessoas imunocompetentes adequadamente vacinadas. Não se recomenda a realização de sorologia para avaliação de imunidade prévia em pessoas sabidamente vacinadas e imunocompetentes. • O método padrão ouro para medição de títulos de anticorpos protetores, a neutralização por redução de placas de lise (micro PRNT), é um método caro e trabalhoso, habitualmente disponível apenas em laboratórios de pesquisa.
  • 16. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Tratamento • Oferta abundante de líquido, com hidratação venosa se necessária; • Antitérmicos para o controle da febre; • Soro fisiológico para limpeza ocular; • Soro fisiológico nasal; • Tratamento com antimicrobianos nos casos acompanhados de infecções secundárias. O tratamento é sintomático!
  • 17. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Vitamina A A vitamina A deve ser administrada em duas doses: imediatamente ao diagnóstico e repetida no dia seguinte. As doses diárias de idade específicas recomendadas são: Lactentes menores de 6 meses 50.000 UI por via oral Lactentes de 6 a 11 meses 100.000 UI por via oral Crianças de 12 meses ou mais 200.000 UI por via oral
  • 18. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Esquema Vacinal recomendado • Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra). Dose zero • Crianças que completarem 12 meses (1 ano).Primeira dose • Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.Segunda dose
  • 19. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Esquema Vacinal recomendado Tomou apenas uma dose até os 29 anos de idade: • Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina; • Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não deve se vacinar novamente. Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra? • De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses; • De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.
  • 20. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Ocorrência de casos de Sarampo em pessoas previamente vacinadas Sua efetividade é dependente do número de doses prévias e da idade à vacinação, sendo: • 84% em pessoas vacinadas antes dos 12 meses de idade; • 92,5% em pessoas vacinadas após os 12 meses; • entre 95% a 99% em pessoas vacinadas com duas doses da vacina. O bloqueio vacinal seletivo deve ser realizado em até 72 horas em todos os contatos do caso suspeito durante a investigação. Importância de realizar ações que minimizem as oportunidades perdidas de vacinação, otimizando a vacina especialmente por meio da busca de pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto para o sarampo, conforme o Calendário Nacional de Vacinação
  • 21. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Imunoglobulina O uso de imunoglobulina é recomendado particularmente após exposição ao caso suspeito de sarampo, de maneira a reduzir o risco da infecção e de complicações, dentro de seis dias após a primeira exposição em: • Crianças menores de seis meses; • Gestantes sem evidência de imunidade prévia ao sarampo (um dose válida de vacina tríplice, a partir de um ano de idade); • Indivíduos imunocomprometidos sem evidência de imunidade prévia ao sarampo e aqueles imunodeprimidos graves, independente de história prévia de vacinação ou doença.
  • 22. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO É fundamental fortalecer a capacidade dos sistemas de Vigilância Epidemiológica do Sarampo e reforçar as equipes de investigação oportuna e adequada dos casos notificados.
  • 23. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br SARAMPO Referências • Brasil. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z. Sarampo: sintomas, prevenção, causas, complicações e tratamento. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/> • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico 28. Vigilância epidemiológica do sarampo no Brasil 2019: Semanas Epidemiológicas 28 a 39 de 2019. • Karron RA, Luongo C, Mateo JS, Wanionek K, Collins PL, Buchholz UJ. Safety and Immunogenicity of the Respiratory Syncytial Virus Vaccine RSV/ΔNS2/Δ1313/I1314L in RSV- Seronegative Children. J Infect Dis. 2019 Oct 12. pii: jiz408. doi: 10.1093/infdis/jiz408. [Epub ahead of print] PubMed PMID: 31605113. • Centers for Disease Control and Prevention. Photos of Measles and People with Measles • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico 19. Vigilância Epidemiológica do sarampo no Brasil, Semanas Epidemiológicas 23 a 34 de 2019. • Brasil. Estado do Piauí. Prefeitura de Teresina. Fundação Municipal de Saúde. Diretoria de Vigilância em Saúde. Núcleo de Doenças Imunopreveníveis. Nota Informativa 07/2018: Orientações Gerais Sobre Sarampo – Profissionais de Saúde. • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis.Plano de Contingência para Resposta às Emergências de Saúde Pública : sarampo [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. • Sociedade Brasileira de Infectologia. Sarampo. Disponível Em: <https://www.infectologia.org.br/> • Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Departamentos Científicos. Atualização sobre Sarampo. • Brasil. Estado de São Paulo. Prefeitura do Município de São Paulo. Secretaria Municipal de Saúde. Coordenadoria de Vigilância e Saúde. Medidas de controle de sarampo – Atualizada em julho 2019.
  • 24. ATENÇÃO À CRIANÇA portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Material de 12 de novembro de 2019 Disponível em: portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br Eixo: Atenção à Criança Aprofunde seus conhecimentos acessando artigos disponíveis na biblioteca do Portal. SARAMPO