A Restauração da  Independência : a  instauração da casa de  Bragança?
Indicadores de aprendizagem Refere os factores que concorreram para a Restauração da Independência em Portugal
Competências Compreensão histórica Comunicação
SENTIMENTOS ANTICASTELHANOS Filipe, a quem mais amas? As damas E quais são os teus exercícios? Os vícios E enquanto majestade? Crueldade Que teve em ti Portugal? Grande mal E de seres seu senhor? Gram rigor Que teve dos castelhanos? Grandes danos
Que nos quer o teu conselheiro? Dinheiro Tu, de nós que queres mais? Reais E dos viúvos e dos defuntos? Tributos Que tirava dos coitados? Cruzados Que fazia do seu ouro? Tizouro Que coisas o reino mais sente? Tirarem-lhe gente
Qual está o reino estimado? Roubado Como o deixaste cá tu? Nu E qual se fora inimigo? Mal ferido Já está convalescente E pello bem que se segue E de tão grande rigor Viva o seu libertador Quarto João Rey Português Porque de cativo o fez Contente, alegre e senhor. Panfleto popular anónimo relativo à Restauração, 1641 (Biblioteca Municipal de Évora).
Que razões explicam crise do Império espanhol?
No final do século XVI a Espanha iniciou um período de crise. Desenvolvimento de novas potências na Europa do Norte. Derrota contra os ingleses na Armada Invencível (1588)
Nos inícios do século XVII, a Espanha entrou numa fase de crise económica e social. A produção agrícola e industrial decaiu. Os metais preciosos provenientes da América diminuíram. Entre 1621 e 1648, a Espanha envolveu-se na Guerra dos 30 anos.
Que factores concorreram para a Restauração da  Independência de Portugal?
A RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA – 1 DE DEZEMBRO DE 1640 1- O Domínio Filipino seria  um cativeiro de 60 anos. Os inimigos de Espanha Tornaram-se inimigos De Portugal.
2- A Espanha, envolvida na Guerra, mobilizava as  forças militares disponíveis. O Conde-duque de Olivares mandava recrutar soldados Portugueses para os  Campos de Batalha. 3- A guerra agravara os Impostos. Não tardou A eclodir a Revolta Popular, em várias partes do reino: no Porto,  em Lisboa e, sobretudo, Em Évora.
4- A tensão política aumentava. Perante as ameaças do Povo, a  Nobreza entrava em pânico. Ao abrir do ano de 1640, resolveu-se tomar uma atitude. 5- Não consentiremos que o Ministro de  Filipe III faça de Portugal uma província de Espanha.
6- Iremos a Vila  Viçosa dizer a D. João que aceite A coroa de seus avós. 7- Antes que o conde-duque o leve daqui e o faça Vice-Rei de Milão. 8- Se não aceitar, faremos de Portugal, uma República. 9- Os conjurados não voltariam atrás. Multiplicar-se-iam as reuniões secretas.
10- E desencadeia-se, rapidamente, um golpe.
11- O velho D. Miguel de Almada vem à varanda, com a  voz embargada pela emoção… 12- LIBERDADE PORTUGUESES! VIVA EL-REI D. JOÃO IV!
13- A notícia da Restauração correu célebre pela Península. Em Madrid, o Duque de Olivares estava optimista. 14- Boas Novas Senhor. Vossa Majestade tem mais um Grão-Ducado.
15- Porque encontrara o melhor pretexto para anexar Portugal. Mas enganava-se.  D. João de Bragança veio para Lisboa e foi Aclamado pelo Povo.
16- O Rei agradeceu à Imaculada Conceição o êxito da Restauração.
17- Os trabalhos da consolidação da Independência Estavam para vir. Em 1641, reuniram cortes. 18- O poder vem de Deus. E a Nação é quem o restituiu ao Legítimo Soberano.
19- Activaram-se os mecanismos Diplomáticos para que a Independência fosse  reconhecida nas Cortes estrangeiras. Não foi tarefa fácil, sobretudo em Roma.
20- E em França, onde o astuto Cardeal Richelieu se mantinha na atitude de ambiguidade.
21- Era difícil também o apoio de Inglaterra, agitada pela Guerra Civil, onde Carlos I fora Decapitado e governava Cromwell.
22- No Ultramar, reconquistavam-se praças perdidas. No Brasil os sermões do Padre António Vieira mobilizavam os Portugueses contra o inimigo.
23- Todos os esforços se concentravam na defesa da Pátria. O Tratado de Whitehall Renovava  a Aliança Anglo-Lusa e Catarina de Bragança casava com Carlos II de Inglaterra.
24- No ano de 1665, o exército do Marquês de Marialva  esmagava os Espanhóis na Batalha de Montes Claros.
25- A paz, no entanto, estava por fazer. A conjura contra o rei não desarmava.
26- Consumou-se um novo golpe de Estado. D. Pedro assumiu a regência até D. Afonso, Encarcerado em Sintra, terminar os seus dias.
27- No ano de 1668, celebrava-se finalmente a Paz com a Espanha no Convento de Santo Elói.
28- Doravante, a grande batalha a travar era a da Restauração da economia. O país estava exausto das rendas, o comércio paralisado, a indústria abandonada.
29- A nova política económica mandava edificar fábricas, gastar manufacturas Nacionais. 30- A mim,  Conde da Ericeira, cabe a tarefa de equilibrar e  fortalecer as  finanças.
32- No dia 1 de Dezembro de 2007, fez precisamente, 367 anos da Restauração da Independência de Portugal. 31- O desenvolvimento de Portugal Fazia-se ao ritmo da Europa. Reactivava-se a Rota Triangular do Atlântico e aproveitavam-se as  Matérias-primas coloniais.
Recrutamento de tropas (envolvimento dos portugueses nas guerras internacionais). Lançamento de impostos (aumento do custo de vida). Ataque aos privilégios das regiões. Promessas feitas nas Cortes de Tomar em 1581 foram sendo esquecidas. Que factores concorreram para a Restauração da Independência de Portugal? Possessões Ultramarinas portuguesas eram atacadas por Holandeses, Franceses e Ingleses.
MOTIM DE ÉVORA (Revolta do Manuelinho). Tudo isto levou a várias   REVOLTAS POPULARES .
D. João IV O Restaurador  (1640-1656) 4ª Dinastia - Bragança
Coroação de D. João IV
SÍNTESE A Espanha vive um período de crise. RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL – 1 de DEZEMBRO de 1640. A Sociedade Portuguesa estava descontente com o domínio Filipino: Agravamento dos impostos (aumento do custo de vida); Recrutamento de tropas portuguesas; Envolvimento nas guerras internacionais; Promessas feitas nas cortes de Tomar quebradas; Possessões portuguesas ultramarinas atacadas.
CONCLUSÃO No séc. XVII, a Espanha passou por uma crise económica e social. O seu envolvimento na Guerra dos 30 anos acarretou a necessidade de recrutar novas tropas e lançar mais impostos.  A sociedade portuguesa estava na generalidade descontente com a política filipina. A nobreza aproveitou-se das dificuldades de Espanha para no dia 1 de Dezembro de 1640 restaurar a independência.

Restauração

  • 1.
    A Restauração da Independência : a instauração da casa de Bragança?
  • 2.
    Indicadores de aprendizagemRefere os factores que concorreram para a Restauração da Independência em Portugal
  • 3.
  • 4.
    SENTIMENTOS ANTICASTELHANOS Filipe,a quem mais amas? As damas E quais são os teus exercícios? Os vícios E enquanto majestade? Crueldade Que teve em ti Portugal? Grande mal E de seres seu senhor? Gram rigor Que teve dos castelhanos? Grandes danos
  • 5.
    Que nos quero teu conselheiro? Dinheiro Tu, de nós que queres mais? Reais E dos viúvos e dos defuntos? Tributos Que tirava dos coitados? Cruzados Que fazia do seu ouro? Tizouro Que coisas o reino mais sente? Tirarem-lhe gente
  • 6.
    Qual está oreino estimado? Roubado Como o deixaste cá tu? Nu E qual se fora inimigo? Mal ferido Já está convalescente E pello bem que se segue E de tão grande rigor Viva o seu libertador Quarto João Rey Português Porque de cativo o fez Contente, alegre e senhor. Panfleto popular anónimo relativo à Restauração, 1641 (Biblioteca Municipal de Évora).
  • 7.
    Que razões explicamcrise do Império espanhol?
  • 8.
    No final doséculo XVI a Espanha iniciou um período de crise. Desenvolvimento de novas potências na Europa do Norte. Derrota contra os ingleses na Armada Invencível (1588)
  • 9.
    Nos inícios doséculo XVII, a Espanha entrou numa fase de crise económica e social. A produção agrícola e industrial decaiu. Os metais preciosos provenientes da América diminuíram. Entre 1621 e 1648, a Espanha envolveu-se na Guerra dos 30 anos.
  • 10.
    Que factores concorrerampara a Restauração da Independência de Portugal?
  • 11.
    A RESTAURAÇÃO DAINDEPENDÊNCIA – 1 DE DEZEMBRO DE 1640 1- O Domínio Filipino seria um cativeiro de 60 anos. Os inimigos de Espanha Tornaram-se inimigos De Portugal.
  • 12.
    2- A Espanha,envolvida na Guerra, mobilizava as forças militares disponíveis. O Conde-duque de Olivares mandava recrutar soldados Portugueses para os Campos de Batalha. 3- A guerra agravara os Impostos. Não tardou A eclodir a Revolta Popular, em várias partes do reino: no Porto, em Lisboa e, sobretudo, Em Évora.
  • 13.
    4- A tensãopolítica aumentava. Perante as ameaças do Povo, a Nobreza entrava em pânico. Ao abrir do ano de 1640, resolveu-se tomar uma atitude. 5- Não consentiremos que o Ministro de Filipe III faça de Portugal uma província de Espanha.
  • 14.
    6- Iremos aVila Viçosa dizer a D. João que aceite A coroa de seus avós. 7- Antes que o conde-duque o leve daqui e o faça Vice-Rei de Milão. 8- Se não aceitar, faremos de Portugal, uma República. 9- Os conjurados não voltariam atrás. Multiplicar-se-iam as reuniões secretas.
  • 15.
    10- E desencadeia-se,rapidamente, um golpe.
  • 16.
    11- O velhoD. Miguel de Almada vem à varanda, com a voz embargada pela emoção… 12- LIBERDADE PORTUGUESES! VIVA EL-REI D. JOÃO IV!
  • 17.
    13- A notíciada Restauração correu célebre pela Península. Em Madrid, o Duque de Olivares estava optimista. 14- Boas Novas Senhor. Vossa Majestade tem mais um Grão-Ducado.
  • 18.
    15- Porque encontrarao melhor pretexto para anexar Portugal. Mas enganava-se. D. João de Bragança veio para Lisboa e foi Aclamado pelo Povo.
  • 19.
    16- O Reiagradeceu à Imaculada Conceição o êxito da Restauração.
  • 20.
    17- Os trabalhosda consolidação da Independência Estavam para vir. Em 1641, reuniram cortes. 18- O poder vem de Deus. E a Nação é quem o restituiu ao Legítimo Soberano.
  • 21.
    19- Activaram-se osmecanismos Diplomáticos para que a Independência fosse reconhecida nas Cortes estrangeiras. Não foi tarefa fácil, sobretudo em Roma.
  • 22.
    20- E emFrança, onde o astuto Cardeal Richelieu se mantinha na atitude de ambiguidade.
  • 23.
    21- Era difíciltambém o apoio de Inglaterra, agitada pela Guerra Civil, onde Carlos I fora Decapitado e governava Cromwell.
  • 24.
    22- No Ultramar,reconquistavam-se praças perdidas. No Brasil os sermões do Padre António Vieira mobilizavam os Portugueses contra o inimigo.
  • 25.
    23- Todos osesforços se concentravam na defesa da Pátria. O Tratado de Whitehall Renovava a Aliança Anglo-Lusa e Catarina de Bragança casava com Carlos II de Inglaterra.
  • 26.
    24- No anode 1665, o exército do Marquês de Marialva esmagava os Espanhóis na Batalha de Montes Claros.
  • 27.
    25- A paz,no entanto, estava por fazer. A conjura contra o rei não desarmava.
  • 28.
    26- Consumou-se umnovo golpe de Estado. D. Pedro assumiu a regência até D. Afonso, Encarcerado em Sintra, terminar os seus dias.
  • 29.
    27- No anode 1668, celebrava-se finalmente a Paz com a Espanha no Convento de Santo Elói.
  • 30.
    28- Doravante, agrande batalha a travar era a da Restauração da economia. O país estava exausto das rendas, o comércio paralisado, a indústria abandonada.
  • 31.
    29- A novapolítica económica mandava edificar fábricas, gastar manufacturas Nacionais. 30- A mim, Conde da Ericeira, cabe a tarefa de equilibrar e fortalecer as finanças.
  • 32.
    32- No dia1 de Dezembro de 2007, fez precisamente, 367 anos da Restauração da Independência de Portugal. 31- O desenvolvimento de Portugal Fazia-se ao ritmo da Europa. Reactivava-se a Rota Triangular do Atlântico e aproveitavam-se as Matérias-primas coloniais.
  • 33.
    Recrutamento de tropas(envolvimento dos portugueses nas guerras internacionais). Lançamento de impostos (aumento do custo de vida). Ataque aos privilégios das regiões. Promessas feitas nas Cortes de Tomar em 1581 foram sendo esquecidas. Que factores concorreram para a Restauração da Independência de Portugal? Possessões Ultramarinas portuguesas eram atacadas por Holandeses, Franceses e Ingleses.
  • 34.
    MOTIM DE ÉVORA(Revolta do Manuelinho). Tudo isto levou a várias REVOLTAS POPULARES .
  • 35.
    D. João IVO Restaurador (1640-1656) 4ª Dinastia - Bragança
  • 36.
  • 37.
    SÍNTESE A Espanhavive um período de crise. RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL – 1 de DEZEMBRO de 1640. A Sociedade Portuguesa estava descontente com o domínio Filipino: Agravamento dos impostos (aumento do custo de vida); Recrutamento de tropas portuguesas; Envolvimento nas guerras internacionais; Promessas feitas nas cortes de Tomar quebradas; Possessões portuguesas ultramarinas atacadas.
  • 38.
    CONCLUSÃO No séc.XVII, a Espanha passou por uma crise económica e social. O seu envolvimento na Guerra dos 30 anos acarretou a necessidade de recrutar novas tropas e lançar mais impostos. A sociedade portuguesa estava na generalidade descontente com a política filipina. A nobreza aproveitou-se das dificuldades de Espanha para no dia 1 de Dezembro de 1640 restaurar a independência.