 Uma resenha pode ser puramente
informativa, limitando-se a expor o conteúdo
do texto resenhado com a maior objetividade
possível. Nesse caso, confunde-se com o
resumo.
 A resenha crítica é a apresentação do
conteúdo de uma obra (resumo),
acompanhada de uma avaliação crítica.
 Como um gênero textual, uma resenha nada mais
é do que um texto em forma de síntese que
expressa a opinião do autor sobre um
determinado fato cultural, que pode ser um livro,
um filme, peças teatrais, exposições, shows etc
 Na ótica da circulação dos textos, é uma forma de
apresentar à sociedade uma nova produção
acadêmica;
 Na perspectiva do receptor, representa aos
pesquisadores e leitores em geral uma economia
de tempo e dinheiro em possíveis leituras
desnecessárias;
A resenha requer de quem a elabora, exigências
tais como:
◦ Competência de leitura;
◦ Capacidade de juízo crítico para distinguir claramente
o essencial do supérfluo.
◦ Conhecimento completo da obra;
Deve apresentar:
1. a referência completa do livro resenhado, sempre
precedendo o texto em si;
2. nome completo do resenhista, sua filiação
institucional, complementada ou não por um
minicurrículo;
3. Os títulos são opcionais;
◦ De que trata?
◦ De que modo o assunto é abordado?
◦ E com que objetivos?
◦ A quem se dirige? O leitor irá achá-lo útil?
◦ Quem o escreveu?
◦ Tem o objeto resenhado alguma característica
especial?
◦ Que conhecimentos prévios são exigidos para
entendê-lo?
◦ O tratamento dado ao tema é compreensivo?
◦ O filme etc foi feito de modo interessante e
agradável?
◦ As cenas, fotografias etc foram bem escolhidas?
◦ O filme foi bem organizado?
◦ Que resulta da comparação dessa obra com outras
similares (caso existam) e com outros trabalhos do
mesmo autor?
 Identifique a obra: coloque os dados
bibliográficos essenciais do livro ou artigo que
você vai resenhar;
 Apresente a obra: situe o leitor descrevendo
em poucas linhas todo o conteúdo do texto a
ser resenhado;
 Descreva a estrutura: fale sobre a divisão
em capítulos, em seções, sobre o foco
narrativo ou até, de forma sutil, o número de
páginas do texto completo;
 Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 2
a 4 parágrafos para resumir claramente o texto
resenhado;
 Análise crítica: Nessa parte, e apenas nessa
parte, você vai dar sua opinião. Argumente
baseando-se em teorias de outros autores,
fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se
de explicações que foram dadas em aula.
 Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e
já deu sua opinião, agora é hora de analisar para
quem o texto realmente é útil (se for útil para
alguém). Utilize elementos sociais ou
pedagógicos, baseie-se na idade, na
escolaridade, na renda etc.
 Identifique o autor: Cuidado! Aqui você fala quem
é o autor da obra que foi resenhada e não do autor
da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida
e de algumas outras obras do escritor ou
pesquisador.
 Assine e identifique-se: Agora sim. No
último parágrafo você escreve seu nome e
fala algo como “Aluno do 9º. Ano da EMEB
Educador Paulo Freire.
PROJETO RESENHA
CONTEXTO HISTÓRICO:
DITADURA MILITAR
(1964-1985)
Caminhando   (1968)
(Prá não dizer que não falei das flores)
Letra e música de Geraldo Vandré
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Festival Internacional da Canção
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Festival Internacional da Canção foi um concurso de
músicas nacionais e estrangeiras, anual, realizado no ginásio do
Maracanazinho, no Rio de Janeiro, e transmitido pela TV Rio (primeira
edição) e pela TV Globo. A música de abertura era composta por
Erlon Chaves chamava-se Hino do FIC. O apresentador oficial era
Hilton Gomes. O prêmio Galo de Ouro foi desenhado por Ziraldo e
confeccionado pela joalheria H.Stern.
Criado por Augusto Marzagão, durou de 1966 a 1972 (sete festivais).
Cada um tinha duas fases: a nacional, para escolher a melhor canção
brasileira, e a internacional, para eleger a melhor canção de todos os
países participantes — a concorrente brasileira era a vencedora da
fase nacional.
A música “Pra não dizer que não falei das flores” foi
apresentada no festival de 1968 e ficou em 2º. Lugar.
Das flores aos aviões
Um dos grandes heróis dos festivais, Geraldo Vandré abandonou a
carreira e vive no anonimato
Vitor Nuzzi
Nunca uma vice-campeã fez tanto barulho num festival. “Pra
Não Dizer que Não Falei das Flores”, ou “Caminhando”,
de Geraldo Vandré, ficou apenas em segundo lugar na fase nacional do
3º Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo em
1968 – perdeu para “Sabiá”, de Chico Buarque e Tom Jobim. Mas até
hoje é cantada em toda manifestação de rua. Tornou-se a
“Marselhesa” brasileira, em definição de Millôr Fernandes. Ou a “anti-
Marselhesa”, segundo Nelson Rodrigues. E marcou a despedida
involuntária de Vandré, que nunca mais tocaria profissionalmente no
Brasil. De todos os artistas famosos que deixaram o país no período
do regime militar, foi o único a não retomar a carreira. Só ameaçou
voltar em 1982, quando cantou no Paraguai.Para alguns, “Caminhando”
foi uma resposta a setores da esquerda que criticaram Vandré após o
1º de Maio de 1968, quando manifestantes de esquerda apedrejaram
o governador paulista Abreu Sodré – o compositor foi “acusado” de
ter se solidarizado com o político...
O ano era conturbado e a música, como era de se esperar, repercutiu
mal nos meios militares. Maquiado e de passaporte falso, Vandré deixou o país
durante o Carnaval de 1969. Voltou ao Brasil em meados de 1973. Em novembro
de 1970, gravou na França o seu quinto e último LP, Das Terras de Benvirá. O
sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregísilo. 
Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nasceu em João Pessoa (PB), em 12 de
setembro de 1935. Começou a cursar o ginásio no colégio São José, em Nazaré
da Mata (PE), entre 1949 e 1950. Nos dois anos seguintes, estudou no colégio
Granbery, em Juiz de Fora (MG), onde também estudou o ex-presidente Itamar
Franco. De 1957 a 1961, estudou Direito na Universidade do Distrito Federal,
atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Aos 71 anos, Vandré
optou pelo anonimato. Mora sozinho no centro de São Paulo, mas viaja
constantemente. No início de novembro de 2006, esteve no Rio e ficou
hospedado, como de outras vezes, no hotel do Clube da Aeronáutica. Tem
paixão por aviões – desde criança, segundo ele. Em 23 de outubro de 1985,
compôs “Fabiana”, em homenagem à Força Aérea Brasileira. Segundo pessoas
próximas, ainda faz música, inclusive erudita. Em raríssimas entrevistas, negou
ter sido preso ou torturado.
RESENHA: 1968 – O ano que modificou a história dos brasileiros
Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”
(trecho da música “Prá nao dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré)
Durante a ditadura
militar qualquer
manifestação ou
organização feita para
questionar a situação
política da época era
censurada, as pessoas que
as compunham eram
exiladas, mortas ou
desapareciam.
MúsicaMúsica
Elis Regina
Gilberto Gil
Cálice
>> Chico Buarque
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada para a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, o pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça
Resenha 9o. ano
Resenha 9o. ano

Resenha 9o. ano

  • 2.
     Uma resenhapode ser puramente informativa, limitando-se a expor o conteúdo do texto resenhado com a maior objetividade possível. Nesse caso, confunde-se com o resumo.  A resenha crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra (resumo), acompanhada de uma avaliação crítica.
  • 4.
     Como umgênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc
  • 5.
     Na óticada circulação dos textos, é uma forma de apresentar à sociedade uma nova produção acadêmica;  Na perspectiva do receptor, representa aos pesquisadores e leitores em geral uma economia de tempo e dinheiro em possíveis leituras desnecessárias;
  • 6.
    A resenha requerde quem a elabora, exigências tais como: ◦ Competência de leitura; ◦ Capacidade de juízo crítico para distinguir claramente o essencial do supérfluo. ◦ Conhecimento completo da obra;
  • 7.
    Deve apresentar: 1. areferência completa do livro resenhado, sempre precedendo o texto em si; 2. nome completo do resenhista, sua filiação institucional, complementada ou não por um minicurrículo; 3. Os títulos são opcionais;
  • 8.
    ◦ De quetrata? ◦ De que modo o assunto é abordado? ◦ E com que objetivos? ◦ A quem se dirige? O leitor irá achá-lo útil? ◦ Quem o escreveu? ◦ Tem o objeto resenhado alguma característica especial? ◦ Que conhecimentos prévios são exigidos para entendê-lo?
  • 9.
    ◦ O tratamentodado ao tema é compreensivo? ◦ O filme etc foi feito de modo interessante e agradável? ◦ As cenas, fotografias etc foram bem escolhidas? ◦ O filme foi bem organizado? ◦ Que resulta da comparação dessa obra com outras similares (caso existam) e com outros trabalhos do mesmo autor?
  • 10.
     Identifique aobra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;  Apresente a obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
  • 11.
     Descreva aestrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;  Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 2 a 4 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
  • 12.
     Análise crítica:Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula.  Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém). Utilize elementos sociais ou pedagógicos, baseie-se na idade, na escolaridade, na renda etc.
  • 13.
     Identifique oautor: Cuidado! Aqui você fala quem é o autor da obra que foi resenhada e não do autor da resenha (no caso, você). Fale brevemente da vida e de algumas outras obras do escritor ou pesquisador.  Assine e identifique-se: Agora sim. No último parágrafo você escreve seu nome e fala algo como “Aluno do 9º. Ano da EMEB Educador Paulo Freire.
  • 15.
  • 17.
    Caminhando   (1968) (Prá nãodizer que não falei das flores) Letra e música de Geraldo Vandré Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não Nas escolas nas ruas, campos, construções Caminhando e cantado e seguindo a canção Vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer Pelos campos a fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo o canhão Vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer
  • 18.
    Há soldados armados,amados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição: De morrer pela pátria e viver sem razão Vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados, armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não Os amores na mente, as flores no chão A certeza na frente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição Vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora não espera acontecer
  • 19.
    Festival Internacional daCanção Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. O Festival Internacional da Canção foi um concurso de músicas nacionais e estrangeiras, anual, realizado no ginásio do Maracanazinho, no Rio de Janeiro, e transmitido pela TV Rio (primeira edição) e pela TV Globo. A música de abertura era composta por Erlon Chaves chamava-se Hino do FIC. O apresentador oficial era Hilton Gomes. O prêmio Galo de Ouro foi desenhado por Ziraldo e confeccionado pela joalheria H.Stern. Criado por Augusto Marzagão, durou de 1966 a 1972 (sete festivais). Cada um tinha duas fases: a nacional, para escolher a melhor canção brasileira, e a internacional, para eleger a melhor canção de todos os países participantes — a concorrente brasileira era a vencedora da fase nacional. A música “Pra não dizer que não falei das flores” foi apresentada no festival de 1968 e ficou em 2º. Lugar.
  • 20.
    Das flores aosaviões Um dos grandes heróis dos festivais, Geraldo Vandré abandonou a carreira e vive no anonimato Vitor Nuzzi Nunca uma vice-campeã fez tanto barulho num festival. “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”, ou “Caminhando”, de Geraldo Vandré, ficou apenas em segundo lugar na fase nacional do 3º Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo em 1968 – perdeu para “Sabiá”, de Chico Buarque e Tom Jobim. Mas até hoje é cantada em toda manifestação de rua. Tornou-se a “Marselhesa” brasileira, em definição de Millôr Fernandes. Ou a “anti- Marselhesa”, segundo Nelson Rodrigues. E marcou a despedida involuntária de Vandré, que nunca mais tocaria profissionalmente no Brasil. De todos os artistas famosos que deixaram o país no período do regime militar, foi o único a não retomar a carreira. Só ameaçou voltar em 1982, quando cantou no Paraguai.Para alguns, “Caminhando” foi uma resposta a setores da esquerda que criticaram Vandré após o 1º de Maio de 1968, quando manifestantes de esquerda apedrejaram o governador paulista Abreu Sodré – o compositor foi “acusado” de ter se solidarizado com o político...
  • 21.
    O ano eraconturbado e a música, como era de se esperar, repercutiu mal nos meios militares. Maquiado e de passaporte falso, Vandré deixou o país durante o Carnaval de 1969. Voltou ao Brasil em meados de 1973. Em novembro de 1970, gravou na França o seu quinto e último LP, Das Terras de Benvirá. O sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregísilo.  Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nasceu em João Pessoa (PB), em 12 de setembro de 1935. Começou a cursar o ginásio no colégio São José, em Nazaré da Mata (PE), entre 1949 e 1950. Nos dois anos seguintes, estudou no colégio Granbery, em Juiz de Fora (MG), onde também estudou o ex-presidente Itamar Franco. De 1957 a 1961, estudou Direito na Universidade do Distrito Federal, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Aos 71 anos, Vandré optou pelo anonimato. Mora sozinho no centro de São Paulo, mas viaja constantemente. No início de novembro de 2006, esteve no Rio e ficou hospedado, como de outras vezes, no hotel do Clube da Aeronáutica. Tem paixão por aviões – desde criança, segundo ele. Em 23 de outubro de 1985, compôs “Fabiana”, em homenagem à Força Aérea Brasileira. Segundo pessoas próximas, ainda faz música, inclusive erudita. Em raríssimas entrevistas, negou ter sido preso ou torturado.
  • 22.
    RESENHA: 1968 – O ano que modificou a história dos brasileiros Vem, vamos emboraque esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer” (trecho da música “Prá nao dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré)
  • 26.
    Durante a ditadura militarqualquer manifestação ou organização feita para questionar a situação política da época era censurada, as pessoas que as compunham eram exiladas, mortas ou desapareciam. MúsicaMúsica Elis Regina
  • 27.
  • 28.
    Cálice >> Chico Buarque Pai,afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada para a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a porca já não anda De muito usada a faca já não corta Como é difícil, o pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade Talvez o mundo não seja pequeno Nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado Quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça Minha cabeça perder teu juízo Quero cheirar fumaça de óleo diesel Me embriagar até que alguém me esqueça