Trabalho realizado por:
André Borges Nº 4
Gonçalo Relvas Nº 22
Pedro Oliveira Nº 24
Tiago Lopes Nº 26
 Durante este trabalho iremos em aspectos das
relações que estabelecemos com outras pessoas.
 Iremos tratar dos efeitos que as expectativas que
nós temos acerca dos outros e dos efeitos das
expectativas que outros têm a nosso respeito, e a
relação entre expectativas, estatuto e papel social.
 Também vamos abordar as Atitudes e as suas
Componentes, abordaremos a relação entre o
Comportamento e as Atitudes e a Formação e
Mudança de Atitudes.
 Iremos dar a conhecer a Teoria da Dissonância
Cognitiva de Leon Festinger.
 Ao encontramo-nos pela primeira vez com
uma pessoa estranha criamos impressões
sobre esta, e em função dessas impressões
vamos criar expectativas sobre a pessoa.
 As expectativas são mutuas.
 Nós formamos expectativas para facilitar a
leitura do mundo
 As expectativas podem ser influenciadas pelo
nosso humor
 Exemplo:
 Se estivermos num lugar qualquer e avistar-mos
uma pessoa vestida com a farda da
policia, iremos reconhecer que essa pessoa é um
agente da policia. A roupa serviu como indicio
para reconhecer que o individuo pertence a uma
determinada categoria social. A partir desta
categorização, desenvolve-se um conjunto de
expectativas sobre o seu comportamento.
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 Vemos uma pessoa
vestida com a farda
da policia
 Reconhecemos que
essa pessoa
pertence ao corpo
policial
 Formação de
expectativas sobre
o modo como o
agente vai agir
Dedução
Indução
 Tal como em outros processos mentais, as expectativas
formam-se no processo de socialização por influência
dos nossos valores, crenças, tradições e história pessoal
transmitidos pela família, pela escola, pelo grupo de
pares e pela comunicação social.
 Num país em que a farda policial seja totalmente
diferente da farda vestida pela PSP, que as expectativas
seriam totalmente diferentes.
 Nós de um agente da polícia esperamos que ele seja
capaz e estar disposto de proteger a sociedade de
violência e de crimes e que esteja disposto a defender
os direitos dos cidadãos.
 A Psicologia Social tem um grande interesse ao
estudo de expectativas pois, em certa medida, nós
comportamo-nos, geralmente, de acordo com o que os
outros esperam de nós
 Estatuto tem origem na palavra latina status
que significa posição
vertical, situação, condição.
 O estatuto é a situação de um
individuo, pelas relações em que se encontra
face aos outros membros do seu grupo
social. Esta posição é o resultado de uma
avaliação feita pelo seu grupo e determina o
nosso estatuto através das expectativas de
comportamento que os outros têm sobre nós.
 - Os estatutos atribuídos são impostos a todas
as pessoas à nascença, e são adquiridos por
simples factos, como pertencer ao sexo
masculino ou feminino, ou a uma determinada
etnia, ou de que estatuto é são os pais (como o
sistema de castas existente entre a comunidade
Hindu),entre outros.
 - Os estatutos adquiridos são aqueles em que o
individuo contribuiu para o obter, dependem dos
nossos esforços, da nossa vontade e da nossa
iniciativa (profissão, formação académica, entre
outras).
 Durante a exerção das funções
respectivas, há um conjunto de expectativas
mútuas que regulam as relações. Isto é, de
acordo com a função social que exerce
corresponde um determinado estatuto, ou
posição que ocupa na hierarquia social. Este
estatuto permite nós esperarmos
determinados comportamentos das outras
pessoas. Implicando assim um conjunto de
privilégios e direitos.
 “Se encontrasse alguém pela primeira vez, e
se esse alguém pusesse de repente a mão
dentro da sua boca, ficaria por certo bastante
surpreendido. Ou, então, suponha que uma
pessoa que nunca viu antes o manda despir-
se. A sua reacção seria difícil de prever. E, no
entanto, todos nós passamos por situações
desse tipo sem pestanejar. …
 “…Quando o individuo que lhe coloca a mão
na boca é um dentista, ou quando o estranho
que o manda despir é um médico, a situação
apresentasse num contexto em que esse
comportamento é esperado. …”
 Os psicólogos sociais utilizam os termos estatuto
e papel para descrever este tipo de
comportamento esperado. O estatuto é a posição
que ocupamos na hierarquia de prestígio da
sociedade. Papel é o comportamento que se
espera de nós devido ao estatuto particular que
temos. O conformismo é essencial ao estatuto e
ao papel, porque o estatuto nos cria uma
obrigação de agir (representar o papel) da
maneira que a sociedade espera (conformismo
com as expectativas sociais).”

SPRINTHALL, N e SPRINTHALL, R., Psicologia do
Adolescente, F.C. Gulbenkian, 1994, p.489
 A cada estatuto corresponde um papel, isto
é, um conjunto de comportamentos que são
esperados de um sujeito com determinado
estatuto. Nota-se assim uma
complementaridade entre estatuto e papel.
Uma pessoa pode ter diversos estatutos e por
isso diversos papéis.
 Numa sociedade, os papéis sociais já estão pré-
concebidos, compreendendo um conjunto de
comportamentos padrão. Estes comportamentos
estão de tal forma interiorizado que os membros
sabem quais as reacções que um comportamento
seu pode provocar. Isto denomina-se expectativa
de conduta.
 As expectativas afectam o modo de interagir
entre as pessoas, o que por sua vez influencia a
nossa auto-imagem e comportamento.
 Foram feitas algumas experiências acerca deste
assunto, que ajudaram na conclusão de algumas
ideias interessantes. Numa delas consistia em
colocar homens e mulheres em contacto através de
um telefone. A metade os homens foi-lhes dito que
as mulheres com quem estavam a falar eram
bonitas e simpáticas. Os homens iniciaram a
conversa de uma forma meiga e alegre. Quando
disseram aos homens que as mulheres eram
feias, os efeitos foram contrários, eles iniciaram a
conversa de uma forma pouco simpática e alegre.
Por sua vez, a mulher, que desconhecia a opinião
que tinha sido transmitida, respondia de maneira
alegre e meiga, ou de forma mais fria e distante
conforme o modo como o homem falava. Esta
experiência obteve os mesmos resultados quando
os papéis se invertiam, quando a mulher recebia a
informação da beleza do homem com quem falava.
 O desempenho simultâneo de vários papéis
sociais pode ser gerador de conflitos internos
no individuo que os desempenha. Face à
incompatibilidade, a pessoa que vive o
conflito sente sentimentos de ansiedade e
tensão.
 Existem três tipos de conflitos: conflitos
interpapéis (por exemplo: uma mulher que
tem dificuldades de conciliar o papel de mãe
e o papel de gerente da empresa), conflito
intrapapéis (exemplificando: a exposição
pública inerente ao papel de actor e a sua
timidez), conflito de descontinuidade de
papéis (ex.: alguém que que estava habituado
a assumir o papel e que de repente é
afastado desse papel e passa a exercer um
outro papel com o qual não se identifica).
 O efeito das expectativas na nossa vida
é bastante interessante de estudar, pois
sem nós termos consciência, elas
influenciam o de quem nos rodeia,
que por sua vez influencia o nosso
comportamento.
 Um dos psicólogos que se envolveu
mais no estudo deste fenómeno foi
Robert Rosenthal, professor norte-
americano de psicologia. Ele realizou
345 experiências de modo a estudar
esta área. Sendo uma delas o estudo das
expectativas dos professores sobre os
alunos.
 Ele, de modo a estudar o efeito das
expectativas dos professores nos
alunos, realizou uma pesquisa, no início do
ano escolar, na escola primária Oak School
(onde o director era Lenore Jacobson) no sul
de São Francisco, EUA, localizada num
bairro.As crianças como pertencentes a um
meio social desfavorecido tinham maus
resultados escolares como seria previsto.
 Robert aplicou a todas as crianças de dezoito
salas de aula um teste de inteligência (teste
T.O.G.A. de Flanagan). Em cada sala de aula, os
psicólogos escolheram 20% das crianças por
sorteio aleatório, e disseram aos seus
professores (que desconheciam do sorteio) que
os resultados do teste daquelas crianças
indicavam que elas poderiam apresentar
surpreendentes resultados positivos no
desempenho intelectual durante o ano. A única
diferença das escolhidas em relação às outras era
apenas a expectativa criada na mente dos
professores.
 No final do ano escolar, todas as crianças
voltaram a ser testadas com exactamente o
mesmo teste de inteligência. A maioria das
crianças, cujos professores tinham a
expectativa de que elas iriam ter um grande
crescimento no desempenho
intelectual, tiveram resultados no teste bem
superiores ao resto dos alunos da escola.
 Quando os professores foram chamados para
descrever o comportamento destes casos, os
professores insistiam que eles tinham uma
enorme alegria, curiosidade, originais e
adaptáveis.
 Aquelas crianças no início do ano lectivo não
eram diferentes das outras. Mas esperando que
elas se comportassem como crianças inteligentes
e talentosas, os professores trataram-nas como
se elas fossem melhores que as outras e a este
efeito que nós denominamos por Efeito
Pigmalião.
 Entretanto, Rosenthal estudou as atitudes dos
professores face às outras
crianças, analisando um subgrupo que
apresentava sucesso escolar e
desenvolvimento intelectual, mas que não foi
assinalado aos professores. Os professores
consideraram essas crianças menos
interessantes e adaptadas em relação às
outras. Ou seja, os alunos que foram bem-
sucedidos sem que os professores previssem
foram encarados de forma negativa pelos
professores.
 Estes estudos demonstraram o efeito
Rosenthal, que tem três componentes:
 - Os alunos em que os professores têm
boas expectativas tendem a ter bons
resultados;
 -Os alunos de quem não se esperam
grandes resultados tendem a sair-se menos
bem;
 -Os alunos que fazem
progressos, contrariando as expectativas, são
vistos negativamente pelo professor.
 Uma outra experiência realizada por
Rosenthal foi para estudar o efeito das
expectativas dos investigadores e chegou à
conclusão que os
investigadores, inconscientemente, afectavam
o resultado dos seus estudos.
 Rosenthal chamou um grupo de investigadores para
verificarem uma experiência falsa organizada por ele. A
experiência falsa consistia em colocar 2 grupos de ratos
(em que todos os ratos eram iguais). Informaram os
investigadores que o 1º grupo de ratos era fruto de
cruzamentos genéticos seleccionados, prevendo-se, por
isso, que estes fossem mais astutos e passassem
labirintos de forma mais rápida do que o outro grupo
(grupo de controlo). Os ratos em que os investigadores
tinham expectativas altas acabaram por terem melhores
resultados do que os demais, apesar de serem iguais aos
outros. Rosenthal inferiu que os investigadores reflectiam
as suas expectativas positivas, manipulando-os mais
cuidadosamente, protegendo-os mais e incentivando-os.
 Estas e outras experiências parecidas com
resultados idênticos não permitiram estabelecer
uma relação directa entre expectativas positivas
dos professores e sucesso dos alunos. Nem o
contrário, expectativas negativas prejudicarem o
futuro dos alunos. A única coisa que se
conseguiu constatar é que há uma tendência de
os alunos apresentarem mais progressos quando
as expectativas são mais positivas. Concluiu
também que geralmente este processo não é
consciente.
 De um modo geral, atitudes são tendências
para responder a um objecto social –
situação, pessoa, grupo acontecimento – de
modo favorável ou desfavorável.
 As atitudes não são, portanto, um
comportamento mas uma predisposição, uma
tendência relativamente estável para uma
pessoa se comportar de uma certa maneira.
 As atitudes desempenham um papel
importante no modo como processamos a
informação do nosso quotidiano.
 As atitudes permitem-nos:
interpretar, processar e organizar as
informações. É graças a este processo que
podemos explicar o facto de, perante
diversas situações, adversidades, casos da
vida, haver diferentes interpretações das
mesmas pelas pessoas.
Por exemplo: Um jogo de
futebol.
Os apoiantes de cada uma
das equipas, com certeza
terão diferentes opiniões em
relação a diferentes lances,
muitas vezes opiniões
contraditórias.
Outro exemplo: Um
carro
Com certeza o carro
não será do agrado de
todos, para umas
pessoas o carro é
bonito, para outras o
carro é feio. Para uns é
um carro útil, para
outros não.
 Nas atitudes, podem distinguir-se três componentes:
Cognitiva, afectiva e comportamental. Componentes
estas que são construídas ao longo da vida, sendo mais
incidentes durante a infância e a adolescência.
◦ Componente cognitiva
◦ Constituída pelo conjunto de ideias, crenças, informações que
se tem em relação a um certo objecto social
(objecto, pessoa, situação, grupo).
◦ Componente afectiva
◦ Esta componente é de carácter afectivo ou valorativo e refere-
se aos sentimentos positivos ou negativos relativamente ao
objecto social (pessoa, grupo, objecto, situação).
◦ Componente comportamental
◦ É o resultado das interacções estabelecidas entre os elementos
cognitivos e afectivos. Trata-se de uma predisposição ou
intenção relativamente ao que pretendemos fazer ou dizer, ou
seja, da tendência para reagir e actuar de dada forma.
 Estas três componentes estão relacionadas entre si
 É a partir de uma ideia ou informação a que se atribui
um sentimento que, por sua vez, desenvolve um
conjunto de comportamentos.
 Por exemplo: Ouve-se muitas vezes médicos ( e não
só) dizer que fazer exercício faz bem à saúde. Essa
informação vai ter um impacto em quem a ouve ou lê
(um sentimento), ou seja, vão pensar que são
iniciativas boas porque o resultado final é positivo. E
é aí que se desenvolve um comportamento. As
pessoas, dependendo de vários factores (força de
vontade, estado de saúde), vão ou não fazer exercício
físico.
 Dissonância cognitiva é um termo da psicologia
social e é uma teoria que foi criada por Leon
Festinguer e Carlsmith. Dissonância Cognitiva é
um sentimento desagradável que pode acontecer
quando a pessoa sustenta duas atitudes que se
opõem. A teoria foi desenvolvida através de uma
investigação que se fez na década de
cinquenta, essa investigação foi feita a uma seita
religiosa que tinha previsto que num certo dia de
Dezembro daquele ano o mundo iria acabar e
quando esse dia chegou nada aconteceu.
 Sempre que uma informação ou acontecimento
contradiz o sistema de representações, as
convicções, a atitude de uma pessoa, gera-se um
mal-estar e uma inquietação que têm de ser
resolvidos:
◦ Ou muda-se o sistema de crenças;
◦ Ou reinterpreta a informação que a contradiz;
◦ Reformularam as crenças anteriores.
 As razões quanto mais fracas forem, o
sentimento da dissonância é maior sendo
também a motivação maior para mudar a atitude
que faz com que haja esta inconsistência.
 Exemplo:
 Contra as touradas de morte- Para resolver esta
contrariedade o individuo por um lado, desvaloriza a
morte dos animais nos matadouros com a
argumentação “É uma morte rápida” mas por um
outro lado, poderá a ser a favor do aborto e para
eliminar esta divergência em que defende a vida
animal e não ter a mesma opção que em relação a
vida humana, pode argumentar da seguinte forma “A
vida humana só começa a partir de um determinado
período como por exemplo 12 semanas de gestações
intra-uterino”. Eliminando os elementos fornecidos
pela realidade transformando-a naquilo em que
deseja através dos seus argumentos.
 Nietzsche fala da transvaloração, é o
processo em que os valores vão-se
modificando com o passar do tempo. Das
primeiras vezes a nossa inconsciência refuga
as contradições em relação aos seus
princípios e por fim admite o que antes era
improvável. Sendo a mudança lenta e de
grande ansiedade.
 Mudar crenças que fogem ao normal e que já estão
enraizadas e expor as ideias fazem parte da terapia que
gera a dissonância cognitiva que não é confortável e sendo
assim torna-se difícil de mudar as crenças. Então sendo
assim os psicoterapeutas em vez de dar ordens fazem
perguntas que levam os pacientes a pensar para que
tenham crenças diferentes.
 Dissonância cognitiva pode-se serenar de várias maneiras:
 Mudando as duas convicções
 Alterando a percepção da importância de uma delas
 Acrescentando mais uma informação
 Negando a relação entre as duas convicções/informações
que nos temos

Relações Interpessoais

  • 1.
    Trabalho realizado por: AndréBorges Nº 4 Gonçalo Relvas Nº 22 Pedro Oliveira Nº 24 Tiago Lopes Nº 26
  • 2.
     Durante estetrabalho iremos em aspectos das relações que estabelecemos com outras pessoas.  Iremos tratar dos efeitos que as expectativas que nós temos acerca dos outros e dos efeitos das expectativas que outros têm a nosso respeito, e a relação entre expectativas, estatuto e papel social.  Também vamos abordar as Atitudes e as suas Componentes, abordaremos a relação entre o Comportamento e as Atitudes e a Formação e Mudança de Atitudes.  Iremos dar a conhecer a Teoria da Dissonância Cognitiva de Leon Festinger.
  • 4.
     Ao encontramo-nospela primeira vez com uma pessoa estranha criamos impressões sobre esta, e em função dessas impressões vamos criar expectativas sobre a pessoa.  As expectativas são mutuas.
  • 5.
     Nós formamosexpectativas para facilitar a leitura do mundo  As expectativas podem ser influenciadas pelo nosso humor
  • 6.
     Exemplo:  Seestivermos num lugar qualquer e avistar-mos uma pessoa vestida com a farda da policia, iremos reconhecer que essa pessoa é um agente da policia. A roupa serviu como indicio para reconhecer que o individuo pertence a uma determinada categoria social. A partir desta categorização, desenvolve-se um conjunto de expectativas sobre o seu comportamento.
  • 7.
    Filmstrip Click to Begin >>0 >> 1 >> 2 >> 3 >> 4 >> VIDEO Click to edit Master subtitle style
  • 8.
     Vemos umapessoa vestida com a farda da policia  Reconhecemos que essa pessoa pertence ao corpo policial  Formação de expectativas sobre o modo como o agente vai agir Dedução Indução
  • 9.
     Tal comoem outros processos mentais, as expectativas formam-se no processo de socialização por influência dos nossos valores, crenças, tradições e história pessoal transmitidos pela família, pela escola, pelo grupo de pares e pela comunicação social.  Num país em que a farda policial seja totalmente diferente da farda vestida pela PSP, que as expectativas seriam totalmente diferentes.  Nós de um agente da polícia esperamos que ele seja capaz e estar disposto de proteger a sociedade de violência e de crimes e que esteja disposto a defender os direitos dos cidadãos.  A Psicologia Social tem um grande interesse ao estudo de expectativas pois, em certa medida, nós comportamo-nos, geralmente, de acordo com o que os outros esperam de nós
  • 10.
     Estatuto temorigem na palavra latina status que significa posição vertical, situação, condição.  O estatuto é a situação de um individuo, pelas relações em que se encontra face aos outros membros do seu grupo social. Esta posição é o resultado de uma avaliação feita pelo seu grupo e determina o nosso estatuto através das expectativas de comportamento que os outros têm sobre nós.
  • 11.
     - Osestatutos atribuídos são impostos a todas as pessoas à nascença, e são adquiridos por simples factos, como pertencer ao sexo masculino ou feminino, ou a uma determinada etnia, ou de que estatuto é são os pais (como o sistema de castas existente entre a comunidade Hindu),entre outros.  - Os estatutos adquiridos são aqueles em que o individuo contribuiu para o obter, dependem dos nossos esforços, da nossa vontade e da nossa iniciativa (profissão, formação académica, entre outras).
  • 12.
     Durante aexerção das funções respectivas, há um conjunto de expectativas mútuas que regulam as relações. Isto é, de acordo com a função social que exerce corresponde um determinado estatuto, ou posição que ocupa na hierarquia social. Este estatuto permite nós esperarmos determinados comportamentos das outras pessoas. Implicando assim um conjunto de privilégios e direitos.
  • 13.
     “Se encontrassealguém pela primeira vez, e se esse alguém pusesse de repente a mão dentro da sua boca, ficaria por certo bastante surpreendido. Ou, então, suponha que uma pessoa que nunca viu antes o manda despir- se. A sua reacção seria difícil de prever. E, no entanto, todos nós passamos por situações desse tipo sem pestanejar. …
  • 14.
     “…Quando oindividuo que lhe coloca a mão na boca é um dentista, ou quando o estranho que o manda despir é um médico, a situação apresentasse num contexto em que esse comportamento é esperado. …”
  • 15.
     Os psicólogossociais utilizam os termos estatuto e papel para descrever este tipo de comportamento esperado. O estatuto é a posição que ocupamos na hierarquia de prestígio da sociedade. Papel é o comportamento que se espera de nós devido ao estatuto particular que temos. O conformismo é essencial ao estatuto e ao papel, porque o estatuto nos cria uma obrigação de agir (representar o papel) da maneira que a sociedade espera (conformismo com as expectativas sociais).”  SPRINTHALL, N e SPRINTHALL, R., Psicologia do Adolescente, F.C. Gulbenkian, 1994, p.489
  • 16.
     A cadaestatuto corresponde um papel, isto é, um conjunto de comportamentos que são esperados de um sujeito com determinado estatuto. Nota-se assim uma complementaridade entre estatuto e papel. Uma pessoa pode ter diversos estatutos e por isso diversos papéis.
  • 17.
     Numa sociedade,os papéis sociais já estão pré- concebidos, compreendendo um conjunto de comportamentos padrão. Estes comportamentos estão de tal forma interiorizado que os membros sabem quais as reacções que um comportamento seu pode provocar. Isto denomina-se expectativa de conduta.  As expectativas afectam o modo de interagir entre as pessoas, o que por sua vez influencia a nossa auto-imagem e comportamento.
  • 18.
     Foram feitasalgumas experiências acerca deste assunto, que ajudaram na conclusão de algumas ideias interessantes. Numa delas consistia em colocar homens e mulheres em contacto através de um telefone. A metade os homens foi-lhes dito que as mulheres com quem estavam a falar eram bonitas e simpáticas. Os homens iniciaram a conversa de uma forma meiga e alegre. Quando disseram aos homens que as mulheres eram feias, os efeitos foram contrários, eles iniciaram a conversa de uma forma pouco simpática e alegre. Por sua vez, a mulher, que desconhecia a opinião que tinha sido transmitida, respondia de maneira alegre e meiga, ou de forma mais fria e distante conforme o modo como o homem falava. Esta experiência obteve os mesmos resultados quando os papéis se invertiam, quando a mulher recebia a informação da beleza do homem com quem falava.
  • 19.
     O desempenhosimultâneo de vários papéis sociais pode ser gerador de conflitos internos no individuo que os desempenha. Face à incompatibilidade, a pessoa que vive o conflito sente sentimentos de ansiedade e tensão.
  • 20.
     Existem trêstipos de conflitos: conflitos interpapéis (por exemplo: uma mulher que tem dificuldades de conciliar o papel de mãe e o papel de gerente da empresa), conflito intrapapéis (exemplificando: a exposição pública inerente ao papel de actor e a sua timidez), conflito de descontinuidade de papéis (ex.: alguém que que estava habituado a assumir o papel e que de repente é afastado desse papel e passa a exercer um outro papel com o qual não se identifica).
  • 21.
     O efeitodas expectativas na nossa vida é bastante interessante de estudar, pois sem nós termos consciência, elas influenciam o de quem nos rodeia, que por sua vez influencia o nosso comportamento.  Um dos psicólogos que se envolveu mais no estudo deste fenómeno foi Robert Rosenthal, professor norte- americano de psicologia. Ele realizou 345 experiências de modo a estudar esta área. Sendo uma delas o estudo das expectativas dos professores sobre os alunos.
  • 22.
     Ele, demodo a estudar o efeito das expectativas dos professores nos alunos, realizou uma pesquisa, no início do ano escolar, na escola primária Oak School (onde o director era Lenore Jacobson) no sul de São Francisco, EUA, localizada num bairro.As crianças como pertencentes a um meio social desfavorecido tinham maus resultados escolares como seria previsto.
  • 23.
     Robert aplicoua todas as crianças de dezoito salas de aula um teste de inteligência (teste T.O.G.A. de Flanagan). Em cada sala de aula, os psicólogos escolheram 20% das crianças por sorteio aleatório, e disseram aos seus professores (que desconheciam do sorteio) que os resultados do teste daquelas crianças indicavam que elas poderiam apresentar surpreendentes resultados positivos no desempenho intelectual durante o ano. A única diferença das escolhidas em relação às outras era apenas a expectativa criada na mente dos professores.
  • 24.
     No finaldo ano escolar, todas as crianças voltaram a ser testadas com exactamente o mesmo teste de inteligência. A maioria das crianças, cujos professores tinham a expectativa de que elas iriam ter um grande crescimento no desempenho intelectual, tiveram resultados no teste bem superiores ao resto dos alunos da escola.
  • 25.
     Quando osprofessores foram chamados para descrever o comportamento destes casos, os professores insistiam que eles tinham uma enorme alegria, curiosidade, originais e adaptáveis.  Aquelas crianças no início do ano lectivo não eram diferentes das outras. Mas esperando que elas se comportassem como crianças inteligentes e talentosas, os professores trataram-nas como se elas fossem melhores que as outras e a este efeito que nós denominamos por Efeito Pigmalião.
  • 26.
     Entretanto, Rosenthalestudou as atitudes dos professores face às outras crianças, analisando um subgrupo que apresentava sucesso escolar e desenvolvimento intelectual, mas que não foi assinalado aos professores. Os professores consideraram essas crianças menos interessantes e adaptadas em relação às outras. Ou seja, os alunos que foram bem- sucedidos sem que os professores previssem foram encarados de forma negativa pelos professores.
  • 27.
     Estes estudosdemonstraram o efeito Rosenthal, que tem três componentes:  - Os alunos em que os professores têm boas expectativas tendem a ter bons resultados;  -Os alunos de quem não se esperam grandes resultados tendem a sair-se menos bem;  -Os alunos que fazem progressos, contrariando as expectativas, são vistos negativamente pelo professor.
  • 28.
     Uma outraexperiência realizada por Rosenthal foi para estudar o efeito das expectativas dos investigadores e chegou à conclusão que os investigadores, inconscientemente, afectavam o resultado dos seus estudos.
  • 29.
     Rosenthal chamouum grupo de investigadores para verificarem uma experiência falsa organizada por ele. A experiência falsa consistia em colocar 2 grupos de ratos (em que todos os ratos eram iguais). Informaram os investigadores que o 1º grupo de ratos era fruto de cruzamentos genéticos seleccionados, prevendo-se, por isso, que estes fossem mais astutos e passassem labirintos de forma mais rápida do que o outro grupo (grupo de controlo). Os ratos em que os investigadores tinham expectativas altas acabaram por terem melhores resultados do que os demais, apesar de serem iguais aos outros. Rosenthal inferiu que os investigadores reflectiam as suas expectativas positivas, manipulando-os mais cuidadosamente, protegendo-os mais e incentivando-os.
  • 30.
     Estas eoutras experiências parecidas com resultados idênticos não permitiram estabelecer uma relação directa entre expectativas positivas dos professores e sucesso dos alunos. Nem o contrário, expectativas negativas prejudicarem o futuro dos alunos. A única coisa que se conseguiu constatar é que há uma tendência de os alunos apresentarem mais progressos quando as expectativas são mais positivas. Concluiu também que geralmente este processo não é consciente.
  • 32.
     De ummodo geral, atitudes são tendências para responder a um objecto social – situação, pessoa, grupo acontecimento – de modo favorável ou desfavorável.  As atitudes não são, portanto, um comportamento mas uma predisposição, uma tendência relativamente estável para uma pessoa se comportar de uma certa maneira.  As atitudes desempenham um papel importante no modo como processamos a informação do nosso quotidiano.
  • 33.
     As atitudespermitem-nos: interpretar, processar e organizar as informações. É graças a este processo que podemos explicar o facto de, perante diversas situações, adversidades, casos da vida, haver diferentes interpretações das mesmas pelas pessoas.
  • 34.
    Por exemplo: Umjogo de futebol. Os apoiantes de cada uma das equipas, com certeza terão diferentes opiniões em relação a diferentes lances, muitas vezes opiniões contraditórias. Outro exemplo: Um carro Com certeza o carro não será do agrado de todos, para umas pessoas o carro é bonito, para outras o carro é feio. Para uns é um carro útil, para outros não.
  • 35.
     Nas atitudes,podem distinguir-se três componentes: Cognitiva, afectiva e comportamental. Componentes estas que são construídas ao longo da vida, sendo mais incidentes durante a infância e a adolescência. ◦ Componente cognitiva ◦ Constituída pelo conjunto de ideias, crenças, informações que se tem em relação a um certo objecto social (objecto, pessoa, situação, grupo). ◦ Componente afectiva ◦ Esta componente é de carácter afectivo ou valorativo e refere- se aos sentimentos positivos ou negativos relativamente ao objecto social (pessoa, grupo, objecto, situação). ◦ Componente comportamental ◦ É o resultado das interacções estabelecidas entre os elementos cognitivos e afectivos. Trata-se de uma predisposição ou intenção relativamente ao que pretendemos fazer ou dizer, ou seja, da tendência para reagir e actuar de dada forma.
  • 36.
     Estas trêscomponentes estão relacionadas entre si  É a partir de uma ideia ou informação a que se atribui um sentimento que, por sua vez, desenvolve um conjunto de comportamentos.  Por exemplo: Ouve-se muitas vezes médicos ( e não só) dizer que fazer exercício faz bem à saúde. Essa informação vai ter um impacto em quem a ouve ou lê (um sentimento), ou seja, vão pensar que são iniciativas boas porque o resultado final é positivo. E é aí que se desenvolve um comportamento. As pessoas, dependendo de vários factores (força de vontade, estado de saúde), vão ou não fazer exercício físico.
  • 38.
     Dissonância cognitivaé um termo da psicologia social e é uma teoria que foi criada por Leon Festinguer e Carlsmith. Dissonância Cognitiva é um sentimento desagradável que pode acontecer quando a pessoa sustenta duas atitudes que se opõem. A teoria foi desenvolvida através de uma investigação que se fez na década de cinquenta, essa investigação foi feita a uma seita religiosa que tinha previsto que num certo dia de Dezembro daquele ano o mundo iria acabar e quando esse dia chegou nada aconteceu.
  • 39.
     Sempre queuma informação ou acontecimento contradiz o sistema de representações, as convicções, a atitude de uma pessoa, gera-se um mal-estar e uma inquietação que têm de ser resolvidos: ◦ Ou muda-se o sistema de crenças; ◦ Ou reinterpreta a informação que a contradiz; ◦ Reformularam as crenças anteriores.  As razões quanto mais fracas forem, o sentimento da dissonância é maior sendo também a motivação maior para mudar a atitude que faz com que haja esta inconsistência.
  • 40.
     Exemplo:  Contraas touradas de morte- Para resolver esta contrariedade o individuo por um lado, desvaloriza a morte dos animais nos matadouros com a argumentação “É uma morte rápida” mas por um outro lado, poderá a ser a favor do aborto e para eliminar esta divergência em que defende a vida animal e não ter a mesma opção que em relação a vida humana, pode argumentar da seguinte forma “A vida humana só começa a partir de um determinado período como por exemplo 12 semanas de gestações intra-uterino”. Eliminando os elementos fornecidos pela realidade transformando-a naquilo em que deseja através dos seus argumentos.
  • 41.
     Nietzsche falada transvaloração, é o processo em que os valores vão-se modificando com o passar do tempo. Das primeiras vezes a nossa inconsciência refuga as contradições em relação aos seus princípios e por fim admite o que antes era improvável. Sendo a mudança lenta e de grande ansiedade.
  • 42.
     Mudar crençasque fogem ao normal e que já estão enraizadas e expor as ideias fazem parte da terapia que gera a dissonância cognitiva que não é confortável e sendo assim torna-se difícil de mudar as crenças. Então sendo assim os psicoterapeutas em vez de dar ordens fazem perguntas que levam os pacientes a pensar para que tenham crenças diferentes.  Dissonância cognitiva pode-se serenar de várias maneiras:  Mudando as duas convicções  Alterando a percepção da importância de uma delas  Acrescentando mais uma informação  Negando a relação entre as duas convicções/informações que nos temos