AS BACIAS HIDROGRÁFICAS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Em Portugal a rede hidrográfica é dominada pelos rios luso-espanhóis, uma vez que cerca de 56 930 km 2   (64% do total) são ocupados pelas respectivas bacias hidrográficas, nomeadamente: Minho Lima Douro Tejo Guadiana
AS BACIAS HIDROGRÁFICAS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Portugal partilha com Espanha cinco bacias hidrográficas que ocupam cerca de 45% da Península Ibérica. Dos 264 560 Km 2  ocupados por estas, face ao território ibérico continental, 22% localizam-se no espaço nacional e 78% em Espanha.
AS BACIAS HIDROGRÁFICAS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Minho Lima Cávado Ave Douro Vouga Mondego Lis Ribeiras do Oeste Tejo Sado Guadiana Mira Ribeiras do Algarve
AS BACIAS HIDROGRÁFICAS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS RIO NASCENTE FOZ EXTENSÃO (Km) BACIA HIDROGRÁFICA (Km 2 ) Portugal Total Minho Serra de Meira nos Montes Cantábricos (Espanha) Caminha 75 120 8 144 Lima Lagoa de Antela (Espanha) Viana do Castelo 65 105 1 127 Cavado Serra do Larouco Esposende 124 124 1 593 Ave Serra da Cabreira Vila do Conde 87 87 11 335 Douro Serra de Urbion (Espanha) Porto 322 522 18 570 Vouga Serra da Lapa Aveiro 186 186 2 344 Mondego Serra da Estrela Figueira da Foz 305 305 6 658 Tejo Serra de Albarracim (Espanha) Lisboa 275 487 24 460 Sado Serra do Caldeirão Setúbal 245 245 6 271 Mira Serra do Caldeirão Vila Nova de Milfontes 160 160 1 025 Guadiana Serra de Alcaraz (Espanha) Vila Real de Santo António 260 332 11 300
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Balanço hídrico Consiste na distribuição da precipitação pela evapotranspiração e pelo escoamento superficial e subterrâneo. Evapotranspiração real (ETR) Corresponde à quantidade que se perde efectivamente para a atmosfera. Evapotranspiração potencial (ETP) Representa a perda máxima possível de água para a atmosfera em condições ideais de o solo estar completamente abastecido em água.
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS PRECIPITAÇÃO  - representa os ganhos de água que alimentam os recursos hídricos. EVAPOTRANSPIRAÇÃO  - representa as perdas de água para a atmosfera, a partir da evaporação dos rios, lagos, das albufeiras e do solo e da transpiração das plantas. ESCOAMENTO  - parte da água da precipitação que escorre à superfície ou em canais subterrâneos.
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS ESCOAMENTO MÉDIO ANUAL-  corresponde à parte da precipitação que em média escorre à superfície e em canais subterrâneos. ESCOAMENTO CONCENTRADO-   é o escoamento localizado num leito bem definido. ESCOAMENTO DIFUSO-   é o que ocorre numa rede hidrográfica instável formada por pequenos canais anastomosados (canais que se juntam e afastam frequentemente) pouco profundos que contornam todos os obstáculos (vegetação, calhaus, etc.).
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS O balanço hídrico pode ser: •  positivo  P>ETP: reconstituem-se as reservas de água no solo e a água em excesso alimenta o escoamento; •  negativo  P<ETP: situação de défice hídrico, a evapotranspiração faz-se a partir das reservas de água no solo. O escoamento sofre uma  forte influência da precipitação  que, em termos médios, cerca de  40%  alimenta o  escoamento , perdendo-se os restantes  60%  por  evapotranspiração real .
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS O balanço hídrico das bacias hidrográficas nacionais demonstra um contraste Norte/Sul: Norte -  com um balanço hídrico positivo, o que traduz excesso de água. Os valores mais elevados registam-se nas bacias do Cávado e do Lima. A bacia do Douro apresenta, devido ao contraste climático entre o Norte litoral e o Norte interior, um balanço hídrico relativamente equilibrado, apesar de ligeiramente negativo, resultante das elevadas temperaturas registadas no Verão.
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS O balanço hídrico das bacias hidrográficas nacionais demonstra um contraste Norte/Sul: Sul -  apresentam défice de água, um balanço hídrico negativo, com as do Guadiana e as do Sado a revelarem os valores mais baixos.
O BALANÇO HÍDRICO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Os contrastes regionais do balanço hídrico podem ser representados em 10 regiões hidrográficas, 8 no continente e 2 nas regiões autónomas. Regiões Hidrográficas Definem bacias hidrográficas com características climáticas semelhantes, podendo levar ao agrupamento de umas ou à separação de outras.
O ESCOAMENTO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Apresenta desigualdades: a nível temporal a nível espacial / Geográfico
O ESCOAMENTO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS 1- A irregularidade temporal do escoamento: Acompanha a variação média anual da precipitação , sendo caracterizado por grande variabilidade sazonal: os meses que registam os valores de precipitação mais elevados são também os de maior escoamento; os meses e ocorrência de períodos prolongados de seca levam a um decréscimo do escoamento, mais sentido em cursos de água relativamente pequenos.
O ESCOAMENTO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS 1- A irregularidade temporal do escoamento: Também se verifica uma irregularidade interanual do escoamento , o que leva a grandes variações na disponibilidade dos recursos hídricos: nos anos mais chuvosos, pode ultrapassar os 800 mm; nos anos mais secos, chega a ser inferior a 100 mm.
O ESCOAMENTO ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS 2- A desigual repartição geográfica do escoamento: A distribuição geográfica do escoamento segue a da precipitação. REPARTIÇÃO GEOGRÁFICA DO ESCOAMENTO Regiões com maior escoamento anual (> 400 mm/ano) Bacias hidrográficas com escoamento médio anual superior à média do continente Causas - Noroeste (>1000 mm/ano); - cordilheira central - rio Tejo - rio Lima (>1390 mm) Elevada precipitação: - Por serem mais montanhosas; - Por serem mais afectadas pelos ventos húmidos de Oeste, pelas perturbações frontais e pelas baixas pressões subpolares. Regiões com menor escoamento anual (< 200 mm/ano) Bacias hidrográficas com escoamento médio anual inferior à média do continente Causas - Nordeste - Sul do Tejo Rios a Sul da bacia hidrográfica do Tejo e sector interior da bacia hidrográfica do Douro, como: - no Sado (155 mm); - rio Mira; - ribeiras do Algarve. Baixa precipitação: - a Nordeste está protegido pelas montanhas concordantes, que são responsáveis pela perda de humidade das massas de ar oceânicas; - o Sul sofre uma maior influência das altas pressões subtropicais, que originam tempo seco.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Existem 3 tipos de rios: Perene  - quando a água escoa durante todo o  ano; Intermitente  - quando na generalidade escoa  durante a estação húmida e seca durante  a estação seca; Efémero  - quando existe apenas durante ou  imediatamente após os períodos de  precipitação.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Existem 3 tipos de rios: A maioria dos rios são perenes, mas os 3 tipos de podem surgir no mesmo rio em função deum conjunto de factores: o clima (temperatura e precipitação); o relevo (forma, declive); a natureza dos terrenos (permeável, impermeável); o coberto vegetal; a acção antrópica.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Os cursos de água têm um regime irregular (especialmente no Sul), e mesmo torrencial, pois os caudais são: no Inverno, muito elevados, devido à precipitação mais elevada e às menores temperaturas, o que leva à diminuição da evaporação; no Verão, muito baixos ou nulos, devido aos menores quantitativos pluviométricos e às temperaturas mais elevadas, o que favorece o aumento da evaporação.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Em termos espaciais Os caudais dos rios são inferiores no Sul, em consequência: dos baixos quantitativos pluviométricos e das temperaturas mais elevadas, que conduzem a uma maior evaporação; ao relevo menos acidentado; à menor cobertura vegetal.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Assim: no  Norte , os rios apresentam um caudal mais elevado e o seu regime caracteriza-se pela ocorrência de cheias frequentes no Inverno e início da Primavera e pela diminuição do caudal no Verão, apesar de haver sempre escoamento. no  Sul , os rios têm caudais mais baixos e um regime caracterizado pela ocorrência de cheias pouco frequentes no Inverno e na Primavera e pelo decréscimo acentuado dos caudais do período de Verão, havendo mesmo rios sem escoamento.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A Acção do Homem De forma positiva: Construção de barragens , que permitem regularizar os caudais durante o ano: Na época em que os quantitativos pluviométricos são muito elevados, há retenção de água nas albufeiras, visando atenuar a ocorrência de cheias; Na época em que a precipitação é escassa impedem que deixe de haver escoamento, ou seja, que os rios sequem totalmente, uma vez que a água armazenada permite manter um escoamento mínimo -  caudal ecológico .
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A Acção do Homem De forma positiva: Construção de barragens , que permitem regularizar os caudais durante o ano: Na época em que os quantitativos pluviométricos são muito elevados, há retenção de água nas albufeiras, visando atenuar a ocorrência de cheias; Na época em que a precipitação é escassa impedem que deixe de haver escoamento, ou seja, que os rios sequem totalmente, uma vez que a água armazenada permite manter um escoamento mínimo -  caudal ecológico .
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS CAUDAL ECOLÓGICO   Caudal mínimo necessário a manter no curso de água a jusante de uma barragem que permita assegurar a conservação e a protecção dos ecossistemas aquáticos naturais, a protecção das espécies com interesse comercial e desportivo, a conservação e a manutenção dos ecossistemas ricícolas.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A Acção do Homem De forma negativa: Intensificando as consequências das cheias  quando: constrói edifícios sobre linhas de água, o que constitui uma obstrução ao escoamento; impede a infiltração de água no solo, aumentando a escorrência superficial; destrói o coberto vegetal, o que aumenta o escoamento superficial e a quantidade de matérias arrastadas pela água.
OS CAUDAIS E O REGIME DOS RIOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A variação anual do caudal de um rio acaba por se reflectir no seu  LEITO , podendo levar a situações de cheias ou escoamento nulo.
OS LAGOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Em Portugal, não se verifica a existência de lagos (reservatórios de água doce ou salobra - doce mais salgada), mas apenas de algumas lagoas pouco profundas e mais pequenas do que os lagos.
OS LAGOS ÁGUA -  AS ÁGUAS SUPERFICIAIS As lagoas podem ter uma origem: marinha e fluvial,  em que   algumas contactam permanentemente com o mar, mas outras apenas contactam com o mar em situações de cheias e tempestades ou pela intervenção do Homem. glaciária , localizadas sobretudo nas áreas de maior altitude da Serra da Estrela; tectónica , localizadas, por exemplo, no Maciço Calcário Estremenho, como as de Mira e Minde; vulcânica , que surgem em depressões resultantes do abatimento das crateras, o que leva à formação das caldeiras; acção antrópica , as que resultam da acção do Homem - albufeiras.

Recursos Hídricos

  • 1.
    AS BACIAS HIDROGRÁFICASÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Em Portugal a rede hidrográfica é dominada pelos rios luso-espanhóis, uma vez que cerca de 56 930 km 2 (64% do total) são ocupados pelas respectivas bacias hidrográficas, nomeadamente: Minho Lima Douro Tejo Guadiana
  • 2.
    AS BACIAS HIDROGRÁFICASÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Portugal partilha com Espanha cinco bacias hidrográficas que ocupam cerca de 45% da Península Ibérica. Dos 264 560 Km 2 ocupados por estas, face ao território ibérico continental, 22% localizam-se no espaço nacional e 78% em Espanha.
  • 3.
    AS BACIAS HIDROGRÁFICASÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Minho Lima Cávado Ave Douro Vouga Mondego Lis Ribeiras do Oeste Tejo Sado Guadiana Mira Ribeiras do Algarve
  • 4.
    AS BACIAS HIDROGRÁFICASÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS RIO NASCENTE FOZ EXTENSÃO (Km) BACIA HIDROGRÁFICA (Km 2 ) Portugal Total Minho Serra de Meira nos Montes Cantábricos (Espanha) Caminha 75 120 8 144 Lima Lagoa de Antela (Espanha) Viana do Castelo 65 105 1 127 Cavado Serra do Larouco Esposende 124 124 1 593 Ave Serra da Cabreira Vila do Conde 87 87 11 335 Douro Serra de Urbion (Espanha) Porto 322 522 18 570 Vouga Serra da Lapa Aveiro 186 186 2 344 Mondego Serra da Estrela Figueira da Foz 305 305 6 658 Tejo Serra de Albarracim (Espanha) Lisboa 275 487 24 460 Sado Serra do Caldeirão Setúbal 245 245 6 271 Mira Serra do Caldeirão Vila Nova de Milfontes 160 160 1 025 Guadiana Serra de Alcaraz (Espanha) Vila Real de Santo António 260 332 11 300
  • 5.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Balanço hídrico Consiste na distribuição da precipitação pela evapotranspiração e pelo escoamento superficial e subterrâneo. Evapotranspiração real (ETR) Corresponde à quantidade que se perde efectivamente para a atmosfera. Evapotranspiração potencial (ETP) Representa a perda máxima possível de água para a atmosfera em condições ideais de o solo estar completamente abastecido em água.
  • 6.
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  • 7.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS PRECIPITAÇÃO - representa os ganhos de água que alimentam os recursos hídricos. EVAPOTRANSPIRAÇÃO - representa as perdas de água para a atmosfera, a partir da evaporação dos rios, lagos, das albufeiras e do solo e da transpiração das plantas. ESCOAMENTO - parte da água da precipitação que escorre à superfície ou em canais subterrâneos.
  • 8.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS ESCOAMENTO MÉDIO ANUAL- corresponde à parte da precipitação que em média escorre à superfície e em canais subterrâneos. ESCOAMENTO CONCENTRADO- é o escoamento localizado num leito bem definido. ESCOAMENTO DIFUSO- é o que ocorre numa rede hidrográfica instável formada por pequenos canais anastomosados (canais que se juntam e afastam frequentemente) pouco profundos que contornam todos os obstáculos (vegetação, calhaus, etc.).
  • 9.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS O balanço hídrico pode ser: • positivo P>ETP: reconstituem-se as reservas de água no solo e a água em excesso alimenta o escoamento; • negativo P<ETP: situação de défice hídrico, a evapotranspiração faz-se a partir das reservas de água no solo. O escoamento sofre uma forte influência da precipitação que, em termos médios, cerca de 40% alimenta o escoamento , perdendo-se os restantes 60% por evapotranspiração real .
  • 10.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS
  • 11.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS O balanço hídrico das bacias hidrográficas nacionais demonstra um contraste Norte/Sul: Norte - com um balanço hídrico positivo, o que traduz excesso de água. Os valores mais elevados registam-se nas bacias do Cávado e do Lima. A bacia do Douro apresenta, devido ao contraste climático entre o Norte litoral e o Norte interior, um balanço hídrico relativamente equilibrado, apesar de ligeiramente negativo, resultante das elevadas temperaturas registadas no Verão.
  • 12.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS O balanço hídrico das bacias hidrográficas nacionais demonstra um contraste Norte/Sul: Sul - apresentam défice de água, um balanço hídrico negativo, com as do Guadiana e as do Sado a revelarem os valores mais baixos.
  • 13.
    O BALANÇO HÍDRICOÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Os contrastes regionais do balanço hídrico podem ser representados em 10 regiões hidrográficas, 8 no continente e 2 nas regiões autónomas. Regiões Hidrográficas Definem bacias hidrográficas com características climáticas semelhantes, podendo levar ao agrupamento de umas ou à separação de outras.
  • 14.
    O ESCOAMENTO ÁGUA- AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Apresenta desigualdades: a nível temporal a nível espacial / Geográfico
  • 15.
    O ESCOAMENTO ÁGUA- AS ÁGUAS SUPERFICIAIS 1- A irregularidade temporal do escoamento: Acompanha a variação média anual da precipitação , sendo caracterizado por grande variabilidade sazonal: os meses que registam os valores de precipitação mais elevados são também os de maior escoamento; os meses e ocorrência de períodos prolongados de seca levam a um decréscimo do escoamento, mais sentido em cursos de água relativamente pequenos.
  • 16.
    O ESCOAMENTO ÁGUA- AS ÁGUAS SUPERFICIAIS 1- A irregularidade temporal do escoamento: Também se verifica uma irregularidade interanual do escoamento , o que leva a grandes variações na disponibilidade dos recursos hídricos: nos anos mais chuvosos, pode ultrapassar os 800 mm; nos anos mais secos, chega a ser inferior a 100 mm.
  • 17.
    O ESCOAMENTO ÁGUA- AS ÁGUAS SUPERFICIAIS 2- A desigual repartição geográfica do escoamento: A distribuição geográfica do escoamento segue a da precipitação. REPARTIÇÃO GEOGRÁFICA DO ESCOAMENTO Regiões com maior escoamento anual (> 400 mm/ano) Bacias hidrográficas com escoamento médio anual superior à média do continente Causas - Noroeste (>1000 mm/ano); - cordilheira central - rio Tejo - rio Lima (>1390 mm) Elevada precipitação: - Por serem mais montanhosas; - Por serem mais afectadas pelos ventos húmidos de Oeste, pelas perturbações frontais e pelas baixas pressões subpolares. Regiões com menor escoamento anual (< 200 mm/ano) Bacias hidrográficas com escoamento médio anual inferior à média do continente Causas - Nordeste - Sul do Tejo Rios a Sul da bacia hidrográfica do Tejo e sector interior da bacia hidrográfica do Douro, como: - no Sado (155 mm); - rio Mira; - ribeiras do Algarve. Baixa precipitação: - a Nordeste está protegido pelas montanhas concordantes, que são responsáveis pela perda de humidade das massas de ar oceânicas; - o Sul sofre uma maior influência das altas pressões subtropicais, que originam tempo seco.
  • 18.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Existem 3 tipos de rios: Perene - quando a água escoa durante todo o ano; Intermitente - quando na generalidade escoa durante a estação húmida e seca durante a estação seca; Efémero - quando existe apenas durante ou imediatamente após os períodos de precipitação.
  • 19.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Existem 3 tipos de rios: A maioria dos rios são perenes, mas os 3 tipos de podem surgir no mesmo rio em função deum conjunto de factores: o clima (temperatura e precipitação); o relevo (forma, declive); a natureza dos terrenos (permeável, impermeável); o coberto vegetal; a acção antrópica.
  • 20.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Os cursos de água têm um regime irregular (especialmente no Sul), e mesmo torrencial, pois os caudais são: no Inverno, muito elevados, devido à precipitação mais elevada e às menores temperaturas, o que leva à diminuição da evaporação; no Verão, muito baixos ou nulos, devido aos menores quantitativos pluviométricos e às temperaturas mais elevadas, o que favorece o aumento da evaporação.
  • 21.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Em termos espaciais Os caudais dos rios são inferiores no Sul, em consequência: dos baixos quantitativos pluviométricos e das temperaturas mais elevadas, que conduzem a uma maior evaporação; ao relevo menos acidentado; à menor cobertura vegetal.
  • 22.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Assim: no Norte , os rios apresentam um caudal mais elevado e o seu regime caracteriza-se pela ocorrência de cheias frequentes no Inverno e início da Primavera e pela diminuição do caudal no Verão, apesar de haver sempre escoamento. no Sul , os rios têm caudais mais baixos e um regime caracterizado pela ocorrência de cheias pouco frequentes no Inverno e na Primavera e pelo decréscimo acentuado dos caudais do período de Verão, havendo mesmo rios sem escoamento.
  • 23.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A Acção do Homem De forma positiva: Construção de barragens , que permitem regularizar os caudais durante o ano: Na época em que os quantitativos pluviométricos são muito elevados, há retenção de água nas albufeiras, visando atenuar a ocorrência de cheias; Na época em que a precipitação é escassa impedem que deixe de haver escoamento, ou seja, que os rios sequem totalmente, uma vez que a água armazenada permite manter um escoamento mínimo - caudal ecológico .
  • 24.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A Acção do Homem De forma positiva: Construção de barragens , que permitem regularizar os caudais durante o ano: Na época em que os quantitativos pluviométricos são muito elevados, há retenção de água nas albufeiras, visando atenuar a ocorrência de cheias; Na época em que a precipitação é escassa impedem que deixe de haver escoamento, ou seja, que os rios sequem totalmente, uma vez que a água armazenada permite manter um escoamento mínimo - caudal ecológico .
  • 25.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS CAUDAL ECOLÓGICO Caudal mínimo necessário a manter no curso de água a jusante de uma barragem que permita assegurar a conservação e a protecção dos ecossistemas aquáticos naturais, a protecção das espécies com interesse comercial e desportivo, a conservação e a manutenção dos ecossistemas ricícolas.
  • 26.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A Acção do Homem De forma negativa: Intensificando as consequências das cheias quando: constrói edifícios sobre linhas de água, o que constitui uma obstrução ao escoamento; impede a infiltração de água no solo, aumentando a escorrência superficial; destrói o coberto vegetal, o que aumenta o escoamento superficial e a quantidade de matérias arrastadas pela água.
  • 27.
    OS CAUDAIS EO REGIME DOS RIOS ÁGUA - AS ÁGUAS SUPERFICIAIS A variação anual do caudal de um rio acaba por se reflectir no seu LEITO , podendo levar a situações de cheias ou escoamento nulo.
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    OS LAGOS ÁGUA- AS ÁGUAS SUPERFICIAIS Em Portugal, não se verifica a existência de lagos (reservatórios de água doce ou salobra - doce mais salgada), mas apenas de algumas lagoas pouco profundas e mais pequenas do que os lagos.
  • 29.
    OS LAGOS ÁGUA- AS ÁGUAS SUPERFICIAIS As lagoas podem ter uma origem: marinha e fluvial, em que algumas contactam permanentemente com o mar, mas outras apenas contactam com o mar em situações de cheias e tempestades ou pela intervenção do Homem. glaciária , localizadas sobretudo nas áreas de maior altitude da Serra da Estrela; tectónica , localizadas, por exemplo, no Maciço Calcário Estremenho, como as de Mira e Minde; vulcânica , que surgem em depressões resultantes do abatimento das crateras, o que leva à formação das caldeiras; acção antrópica , as que resultam da acção do Homem - albufeiras.