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Realismo ok
CONTEXTO HISTÓRICO
Europa, Portugal e Brasil
EUROPA
 Transformações da sociedade europeia;
 Sem espaço para as exageradas idealizações
  românticas;
                 Liberalismo econômico (capitalismo)
 Segunda fase da Revolução Industrial;
                          Liberalismo político
                      Evolução do racionalismo
 Transformações do meio científico;
                         Negação da divindade
 Desenvolvimento do pensamento científico
                   Contestação política (socialismo)
     Lutas de trabalhadores contra burgueses (Comuna de Paris,
 Desenvolvimento das doutrinas filosóficas e
                                 1871)
  sociais.
Negação da divindade, baseia-se nos fatos da
  experiência, repele a metafísica e todo o sobrenatural e tem
D                 F
  OUTRINAS como base a astronomia.
                      ILOSÓFICAS
    Teoria que defende a ideia de que as espécies evoluem de
      Baseia-se com a capacidade de adaptaçãouma política
                  na ideia de que não se deve ter ao meio.
          acordo
     assistencialista, mas sim melhorar a sociedade como um
 Positivismo, de saúde, redução da jornada de trabalho e
  todo, pela educação, Auguste Comte;
 Evolucionismo, melhores salários.
                           de Charles Darwin;
   A distribuição igualitária dos bens de produção, extinguindo a
 Socialismo Utópico, de Saint-Simon, Fourier e
                 propriedade privada e a alienação.
  Proudhon.
 Socialismo Científico, de Karl Marx e Friedrich
  Engels;
    O ser humano é socialmente fruto de seu meio e de sua
 Idealismo alemão, de Hegel; mudança.
            criação, sem possibilidade de
 Negação do Cristianismo, de Renan;

 Determinismo, de Hippolyte Taine.
PORTUGAL
 Fragilidade do processo industrial;
 Questão Coimbrã, deflagrada por Feliciano de
  Castilho;
 Oposição ao ideal romântico pelos adeptos da
  ―Ideia Nova‖;
 Adoção de hábitos e costumes franceses;
      Instituída pela geração de 70,
 Conferências do Casino, na tentativa de revitalizar
     formada por Antero de Quental,
  Portugal;
    Eça de Queiroz, Oliveira Martins,
 O entre outros jovens intelectuais.
      movimento realista é introduzido por Eça de
  Queiróz.
TEXTO PARA ANÁLISE
Mais Luz!


Amem a noite os magros crapulosos,
E os que sonham com virgens impossíveis,
E os que inclinam, mudos e impassíveis,
À borda dos abismos silenciosos...


Tu, lua, com teus raios vaporosos,
Cobre-os, tapa-os e torna-os insensíveis,
Tanto aos vícios cruéis e inextinguíveis,
Como aos longos cuidados dolorosos!


Eu amarei a santa madrugada,
E o meio-dia, em vida refervendo,
E a tarde rumorosa e repousada.


Viva e trabalhe em plena luz: depois,
Seja-me dado ainda ver, morrendo,
O claro sol, amigo dos heróis!              Antero de Quental
POESIA DO REALISMO - PARNASIANISMO
 Engajamento com a reforma intelectual portuguesa;
 Denunciar os problemas que atrasam a sociedade;

 Principais autores: Antero de Quental, Teófilo
  Braga, Guerra Junqueiro, Gomes Leal e Cesário
  Verde;
 Cada autor busca uma forma de rompimento com o
  ideal romântico.
ANTERO DE QUENTAL
 Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 18
  de abril de 1842 — 11 de setembro de 1891);
 Principal mentor do movimento realista na poesia;
 Influenciado pela filosofia e literatura alemãs, além
  do socialismo de Proudhon;
 Foi um dos fundadores do Partido Socialista
  Português, em 10 de Janeiro de 1875;
 Comete suicídio no dia 11 de Setembro de 1891;
 Sua poesia pode ser dividida em:
     A das experiências juvenis
     A militante
     A de tom metafísico
GUERRA JUNQUEIRO
 Abílio Manuel Guerra Junqueiro (Freixo de
  Espada à Cinta, 17 de Setembro de 1850 —
  Lisboa, 7 de Julho de 1923);
 Escrevia poemas de forte cunho anticlerical e
  depois passou a se dedicar aos mais pobres e
  humildes;
 Publicou em 1885 no Porto ―A velhice do Padre
  Eterno‖;
 Depois de duras críticas, passa a se dedicar a
  escrever sobre os mais pobres e sobre a crise
  portuguesa.
TEXTO PARA ANÁLISE
                      Parasitas

No meio duma feira, uns poucos de palhaços
andavam a mostrar, em cima dum jumento
um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,         Charlatões
aborto que lhes dava um grande rendimento.

Os magros histriões, hipócritas, devassos,
exploravam assim a flor do sentimento,
e o monstro arregalava os grandes olhos baços,
uns olhos sem calor e sem entendimento.

E toda a gente deu esmola aos tais ciganos:          Artistas que andam ou
Deram esmola até mendigos quase nus.                dançam em corda bamba.
E eu, ao ver este quadro, apóstolos romanos,

eu lembrei-me de vós, funâmbulos da cruz,
que andais pelo universo, há mil e tantos anos,
exibindo, explorando o corpo de Jesus.
EÇA DE QUEIRÓS
 Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 —
  Paris, 16 de agosto de 1900;
 Primeiros trabalhos foram publicados na revista
  "Gazeta de Portugal‖;
 Exerce a função de jornalista e advogado, sendo
  editor do periódico O Distrito de Évora;
 Funda a ―Revista de Portugal‖;

 Viveu na Inglaterra e na França após ingressar
  como diplomata;
 Tem como primeiro romance realista o livro ―O
  Crime do Padre Amaro‖, escrito em 1875.
EÇA DE QUEIRÓS
   Livros Importantes
       O Crime do Padre Amaro (1875)
       O Primo Basílio (1878)
       A relíquia (1887)
       Os Maias (1888)
       A Ilustre Casa de Ramires (1900)
       A cidade e as serras (1901, póstumo)
BRASIL
 Acontece o Segundo Reinado (de 1840 a 1889);
 Monocultura cafeeira, que ainda usa mão-de-obra
  escrava;
 Proclamação da República, em 15 de novembro
  de 1889;
 Traz da Europa novas doutrinas, como o
  determinismo, o socialismo utópico, o
  evolucionismo, a negação do cristianismo etc.
BRASIL
 Desinteresse pelo ambiente natural;
 Preferência pelo ambiente urbano;

 Começa no Brasil oficialmente em 1881, com a
  publicação do livro ―O Mulato‖, de Aluísio Azevedo;
 Dentro da literatura, podemos dividir o realismo em
  três aspectos:
     Prosa realista e naturalista
     Poesia parnasiana
     Teatro de costumes
CARACTERÍSTICAS DO REALISMO
Realismo, Naturalismo e Parnasianismo
PARNASIANISMO
 Nome vem da revista Le Parnasse contemporain;
 É contra os ideais românticos;

 Retoma o culto da forma;
     Volta da importância do estudo da métrica
     Uso de uma linguagem rebuscada
     Uso dos ideais clássicos de arte

 Gosto pela descrição nítida;
 Sensações que devem descrever a realidade;

 Arte pela arte;

 Conceitos que não devem levar a abstrações;

 Artificialismos.
Composição poética que surgiu na Grécia
                            Antiga, se divide em estrofes semelhantes
PARNASIANISMO              entre si, tanto pelo número como pela medida
                                              dos versos.
   A poesia passa a   retomar as seguintes formas: por quatorze
                              Composição poética, formada
                            Composição que contém qualquer por dois de
                                versos geralmente distribuídos número
       Ode                             quartetos e dois tercetos.
                              versos e cujo estribilho é constante, ou seja,
       Soneto              Estrofe de oito versos sobre em determinados
                             tem versos que se repetem duas rimas, na
                            qual o 4º e o 7º versos são repetições do 1º e
       Rondó               Forma de verso fixa oda estrofe. comumente
                                            locais que consiste
                            o 8º é repetição do 2 .
                            em três estrofes com rimas recorrentes, uma
       Triolé              oferta e refrão idêntico para cada parte.
       Balada
 A adoção do verso alexandrino, de doze sílabas
  poéticas;
 O uso de rimas ricas, ou seja, palavras que rimam
  não pertencem ao mesmo grupo gramatical.
Adjetivo
EXEMPLO
  1    2 3       4 5 6 7        8 9 10 11 12
Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava…

                          OLAVO BILAC – Inania Verba
                             Verbo
TEXTO PARA ANÁLISE
Vaso Chinês
                                           por Alberto de Oliveira
Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio
Entre um leque e o começo de um bordado.
Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado
Na tinta ardente, de um calor sombrio.
Mas, talvez por contraste à desventura —
Quem o sabe? — de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.
Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.
ALBERTO DE OLIVEIRA
 Antônio Mariano Alberto de Oliveira (Saquarema,
  28 de abril de 1857 — Niterói, 19 de Janeiro de
  1937);
 Participou da famosa "Batalha do Parnaso",
  ocorrida no Diário do Rio de Janeiro entre 1878 e
  1881;
 Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de
  Letras;
 Eleito ―Príncipe dos Poetas Brasileiros‖;

 Na poesia destaca-se pelo rigor métrico e formal,
  cuja base era portuguesa e francesa.
OLAVO BILAC
 Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de
  Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de
  Janeiro, 28 de dezembro de 1918);
 Foi poeta e jornalista;

 Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de
  Letras;
 Autor do Hino da Bandeira;

 Eleito o ―poeta das estrelas‖;

 Sua poesia é marcada por temas femininos,
  nacionalistas, filosóficos.
PROSA DO REALISMO
 Falta de subjetividade;
 Denúncia social, sobretudo da burguesia;

 Crítica aos costumes e às instituições tradicionais,
  através da narração de costumes;
 Objetividade e racionalização;

 Determinismo;                      Trata-se de evitar o uso de
                                     temas fantasiosos, que vai
 Descritivismo de cenas, situações e contra o subjetivismo.
                                        de
  pensamentos;
 Recorre ao tipo e a situação típica;

 Personagens verossímeis, nem bons e nem maus.
RAUL POMPEIA
 Raul d'Ávila Pompeia (Angra dos Reis, 12 de abril
  de 1863 — Rio de Janeiro, 25 de dezembro de
  1895)
 Publicou em 1880 seu primeiro romance, Uma
  tragédia no Amazonas;
 Participa das correntes que incorporavam o
  materialismo e o positivismo;
 Em 1888, deu início à publicação de um folhetim na
  Gazeta de Notícias ;
 No mesmo ano publicou o romance O Ateneu;

 Dedicou o resto de sua carreira a uma produção de
  cunho nativista.
RAUL POMPEIA
   Obras
     1880 - Uma tragédia no Amazonas (romance)
     1888 - O Ateneu (romance)
     1883 - Canções sem metro (prosa)
     1882 - As joias da Coroa (panfleto satírico)
MACHADO DE ASSIS
 Joaquim Maria Machado de Assis (21 de junho
  de 1839 — 29 de setembro de 1908);
                          Sobretudo pela forma como critica a sociedade
 Foi um escritor que produziu prosa, poesia e teatro, além de
                         burguesa, seus vícios e seus costumes,
  além de diversas crônicas; toda a sua hipocrisia moral.
                                                      O narrador, por
 Foi um escritor que passou pelo Romantismo e se
                                                     exemplo, passa a
  consolidou no Realismo;                          interagir com o leitor.
 Seu estilo é sempre irônico, amargo e pessimista;

 Possui um estilo literário inovador, trazendo
  diversas marcas pessoais a estética realista;
 Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de
  Letras, inspirada na academia francesa.
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS
 Foi publicado originalmente como um folhetim, em
  1880 e em livro no ano de 1881;
 Mostra um amadurecimento da escrita de Machado
  de Assis;
 O enredo se baseia na história contada por um
  defunto, onde este começa a narrar a sua biografia;
 É a primeira obra na literatura brasileira cujo
  narrador interage com o leitor;
 É carregada de ironias e sarcasmos
PROSA DO NATURALISMO
 Uso de teorias científicas, para provar que o
  homem é fruto do meio e da hereditariedade;
 Analisa-se comunidades e não somente os
  indivíduos;
 Os personagens têm traços de patologias, que irão
  influenciar suas atitudes;
 O primeiro romance naturalista é ―O mulato (1881)‖
  do maranhense Aluísio de Azevedo;
 Neste tipo de romance aparecem personagens
  homossexuais, prostitutas, doentes mentais,
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  • 3. EUROPA  Transformações da sociedade europeia;  Sem espaço para as exageradas idealizações românticas; Liberalismo econômico (capitalismo)  Segunda fase da Revolução Industrial; Liberalismo político Evolução do racionalismo  Transformações do meio científico; Negação da divindade  Desenvolvimento do pensamento científico Contestação política (socialismo) Lutas de trabalhadores contra burgueses (Comuna de Paris,  Desenvolvimento das doutrinas filosóficas e 1871) sociais.
  • 4. Negação da divindade, baseia-se nos fatos da experiência, repele a metafísica e todo o sobrenatural e tem D F OUTRINAS como base a astronomia. ILOSÓFICAS Teoria que defende a ideia de que as espécies evoluem de Baseia-se com a capacidade de adaptaçãouma política na ideia de que não se deve ter ao meio. acordo assistencialista, mas sim melhorar a sociedade como um  Positivismo, de saúde, redução da jornada de trabalho e todo, pela educação, Auguste Comte;  Evolucionismo, melhores salários. de Charles Darwin; A distribuição igualitária dos bens de produção, extinguindo a  Socialismo Utópico, de Saint-Simon, Fourier e propriedade privada e a alienação. Proudhon.  Socialismo Científico, de Karl Marx e Friedrich Engels; O ser humano é socialmente fruto de seu meio e de sua  Idealismo alemão, de Hegel; mudança. criação, sem possibilidade de  Negação do Cristianismo, de Renan;  Determinismo, de Hippolyte Taine.
  • 5. PORTUGAL  Fragilidade do processo industrial;  Questão Coimbrã, deflagrada por Feliciano de Castilho;  Oposição ao ideal romântico pelos adeptos da ―Ideia Nova‖;  Adoção de hábitos e costumes franceses; Instituída pela geração de 70,  Conferências do Casino, na tentativa de revitalizar formada por Antero de Quental, Portugal; Eça de Queiroz, Oliveira Martins,  O entre outros jovens intelectuais. movimento realista é introduzido por Eça de Queiróz.
  • 6. TEXTO PARA ANÁLISE Mais Luz! Amem a noite os magros crapulosos, E os que sonham com virgens impossíveis, E os que inclinam, mudos e impassíveis, À borda dos abismos silenciosos... Tu, lua, com teus raios vaporosos, Cobre-os, tapa-os e torna-os insensíveis, Tanto aos vícios cruéis e inextinguíveis, Como aos longos cuidados dolorosos! Eu amarei a santa madrugada, E o meio-dia, em vida refervendo, E a tarde rumorosa e repousada. Viva e trabalhe em plena luz: depois, Seja-me dado ainda ver, morrendo, O claro sol, amigo dos heróis! Antero de Quental
  • 7. POESIA DO REALISMO - PARNASIANISMO  Engajamento com a reforma intelectual portuguesa;  Denunciar os problemas que atrasam a sociedade;  Principais autores: Antero de Quental, Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Gomes Leal e Cesário Verde;  Cada autor busca uma forma de rompimento com o ideal romântico.
  • 8. ANTERO DE QUENTAL  Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 18 de abril de 1842 — 11 de setembro de 1891);  Principal mentor do movimento realista na poesia;  Influenciado pela filosofia e literatura alemãs, além do socialismo de Proudhon;  Foi um dos fundadores do Partido Socialista Português, em 10 de Janeiro de 1875;  Comete suicídio no dia 11 de Setembro de 1891;  Sua poesia pode ser dividida em:  A das experiências juvenis  A militante  A de tom metafísico
  • 9. GUERRA JUNQUEIRO  Abílio Manuel Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à Cinta, 17 de Setembro de 1850 — Lisboa, 7 de Julho de 1923);  Escrevia poemas de forte cunho anticlerical e depois passou a se dedicar aos mais pobres e humildes;  Publicou em 1885 no Porto ―A velhice do Padre Eterno‖;  Depois de duras críticas, passa a se dedicar a escrever sobre os mais pobres e sobre a crise portuguesa.
  • 10. TEXTO PARA ANÁLISE Parasitas No meio duma feira, uns poucos de palhaços andavam a mostrar, em cima dum jumento um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços, Charlatões aborto que lhes dava um grande rendimento. Os magros histriões, hipócritas, devassos, exploravam assim a flor do sentimento, e o monstro arregalava os grandes olhos baços, uns olhos sem calor e sem entendimento. E toda a gente deu esmola aos tais ciganos: Artistas que andam ou Deram esmola até mendigos quase nus. dançam em corda bamba. E eu, ao ver este quadro, apóstolos romanos, eu lembrei-me de vós, funâmbulos da cruz, que andais pelo universo, há mil e tantos anos, exibindo, explorando o corpo de Jesus.
  • 11. EÇA DE QUEIRÓS  Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 — Paris, 16 de agosto de 1900;  Primeiros trabalhos foram publicados na revista "Gazeta de Portugal‖;  Exerce a função de jornalista e advogado, sendo editor do periódico O Distrito de Évora;  Funda a ―Revista de Portugal‖;  Viveu na Inglaterra e na França após ingressar como diplomata;  Tem como primeiro romance realista o livro ―O Crime do Padre Amaro‖, escrito em 1875.
  • 12. EÇA DE QUEIRÓS  Livros Importantes  O Crime do Padre Amaro (1875)  O Primo Basílio (1878)  A relíquia (1887)  Os Maias (1888)  A Ilustre Casa de Ramires (1900)  A cidade e as serras (1901, póstumo)
  • 13. BRASIL  Acontece o Segundo Reinado (de 1840 a 1889);  Monocultura cafeeira, que ainda usa mão-de-obra escrava;  Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889;  Traz da Europa novas doutrinas, como o determinismo, o socialismo utópico, o evolucionismo, a negação do cristianismo etc.
  • 14. BRASIL  Desinteresse pelo ambiente natural;  Preferência pelo ambiente urbano;  Começa no Brasil oficialmente em 1881, com a publicação do livro ―O Mulato‖, de Aluísio Azevedo;  Dentro da literatura, podemos dividir o realismo em três aspectos:  Prosa realista e naturalista  Poesia parnasiana  Teatro de costumes
  • 15. CARACTERÍSTICAS DO REALISMO Realismo, Naturalismo e Parnasianismo
  • 16. PARNASIANISMO  Nome vem da revista Le Parnasse contemporain;  É contra os ideais românticos;  Retoma o culto da forma;  Volta da importância do estudo da métrica  Uso de uma linguagem rebuscada  Uso dos ideais clássicos de arte  Gosto pela descrição nítida;  Sensações que devem descrever a realidade;  Arte pela arte;  Conceitos que não devem levar a abstrações;  Artificialismos.
  • 17. Composição poética que surgiu na Grécia Antiga, se divide em estrofes semelhantes PARNASIANISMO entre si, tanto pelo número como pela medida dos versos.  A poesia passa a retomar as seguintes formas: por quatorze Composição poética, formada Composição que contém qualquer por dois de versos geralmente distribuídos número  Ode quartetos e dois tercetos. versos e cujo estribilho é constante, ou seja,  Soneto Estrofe de oito versos sobre em determinados tem versos que se repetem duas rimas, na qual o 4º e o 7º versos são repetições do 1º e  Rondó Forma de verso fixa oda estrofe. comumente locais que consiste o 8º é repetição do 2 . em três estrofes com rimas recorrentes, uma  Triolé oferta e refrão idêntico para cada parte.  Balada  A adoção do verso alexandrino, de doze sílabas poéticas;  O uso de rimas ricas, ou seja, palavras que rimam não pertencem ao mesmo grupo gramatical.
  • 18. Adjetivo EXEMPLO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava, O que a boca não diz, o que a mão não escreve? - Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve, Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava… OLAVO BILAC – Inania Verba Verbo
  • 19. TEXTO PARA ANÁLISE Vaso Chinês por Alberto de Oliveira Estranho mimo, aquele vaso! Vi-o Casualmente, uma vez, de um perfumado Contador sobre o mármor luzidio Entre um leque e o começo de um bordado. Fino artista chinês, enamorado, Nele pusera o coração doentio Em rubras flores de um sutil lavrado Na tinta ardente, de um calor sombrio. Mas, talvez por contraste à desventura — Quem o sabe? — de um velho mandarim Também lá estava a singular figura. Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a Sentia um não sei quê com aquele chim De olhos cortados à feição de amêndoa.
  • 20. ALBERTO DE OLIVEIRA  Antônio Mariano Alberto de Oliveira (Saquarema, 28 de abril de 1857 — Niterói, 19 de Janeiro de 1937);  Participou da famosa "Batalha do Parnaso", ocorrida no Diário do Rio de Janeiro entre 1878 e 1881;  Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras;  Eleito ―Príncipe dos Poetas Brasileiros‖;  Na poesia destaca-se pelo rigor métrico e formal, cuja base era portuguesa e francesa.
  • 21. OLAVO BILAC  Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918);  Foi poeta e jornalista;  Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras;  Autor do Hino da Bandeira;  Eleito o ―poeta das estrelas‖;  Sua poesia é marcada por temas femininos, nacionalistas, filosóficos.
  • 22. PROSA DO REALISMO  Falta de subjetividade;  Denúncia social, sobretudo da burguesia;  Crítica aos costumes e às instituições tradicionais, através da narração de costumes;  Objetividade e racionalização;  Determinismo; Trata-se de evitar o uso de temas fantasiosos, que vai  Descritivismo de cenas, situações e contra o subjetivismo. de pensamentos;  Recorre ao tipo e a situação típica;  Personagens verossímeis, nem bons e nem maus.
  • 23. RAUL POMPEIA  Raul d'Ávila Pompeia (Angra dos Reis, 12 de abril de 1863 — Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 1895)  Publicou em 1880 seu primeiro romance, Uma tragédia no Amazonas;  Participa das correntes que incorporavam o materialismo e o positivismo;  Em 1888, deu início à publicação de um folhetim na Gazeta de Notícias ;  No mesmo ano publicou o romance O Ateneu;  Dedicou o resto de sua carreira a uma produção de cunho nativista.
  • 24. RAUL POMPEIA  Obras  1880 - Uma tragédia no Amazonas (romance)  1888 - O Ateneu (romance)  1883 - Canções sem metro (prosa)  1882 - As joias da Coroa (panfleto satírico)
  • 25. MACHADO DE ASSIS  Joaquim Maria Machado de Assis (21 de junho de 1839 — 29 de setembro de 1908); Sobretudo pela forma como critica a sociedade  Foi um escritor que produziu prosa, poesia e teatro, além de burguesa, seus vícios e seus costumes, além de diversas crônicas; toda a sua hipocrisia moral. O narrador, por  Foi um escritor que passou pelo Romantismo e se exemplo, passa a consolidou no Realismo; interagir com o leitor.  Seu estilo é sempre irônico, amargo e pessimista;  Possui um estilo literário inovador, trazendo diversas marcas pessoais a estética realista;  Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, inspirada na academia francesa.
  • 26. MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS  Foi publicado originalmente como um folhetim, em 1880 e em livro no ano de 1881;  Mostra um amadurecimento da escrita de Machado de Assis;  O enredo se baseia na história contada por um defunto, onde este começa a narrar a sua biografia;  É a primeira obra na literatura brasileira cujo narrador interage com o leitor;  É carregada de ironias e sarcasmos
  • 27. PROSA DO NATURALISMO  Uso de teorias científicas, para provar que o homem é fruto do meio e da hereditariedade;  Analisa-se comunidades e não somente os indivíduos;  Os personagens têm traços de patologias, que irão influenciar suas atitudes;  O primeiro romance naturalista é ―O mulato (1881)‖ do maranhense Aluísio de Azevedo;  Neste tipo de romance aparecem personagens homossexuais, prostitutas, doentes mentais, alcoólatras e toda a sorte de ―maus-elementos‖.