Negros e Indígenas
No Brasil
Racismo no Brasil: triste herança
Relacionar o contexto histórico da
colonização com os impactos na
história atual, como o preconceito,
formas de racismo e intolerância
cultural bem como o descaso para com
os indígenas.
Influência que do passado, impacta no
presente e reflexão sobre o racismo
presente no cotidiano
Objetivos
• https://www.youtube.com/watch?
v=SmXYCMfh-so
Vamos ouvir
e refletir
Quantas raças?
Uma: a raça humana, porém a sociedade
cria todos os dias diferenças= raça social
(fenótipos, As diferenças de cor, traços
faciais e textura do cabelo , etc)
Quais são os tipos de raças no Brasil?
Segundo a Classificação do IBGE: Brancos,
Pardos, Negros, Indígenas, Amarelos.
Origem do racismo
• Entre 1501 e 1870, mais de 12,5 milhões de africanos foram raptados, vendidos como escravos e
transportados para o continente americano. Desses, 1 em cada 4 eram enviados para o Brasil, cerca de 4,8
milhões.
• Na segunda metade do século XIX, o Brasil contava com uma grande população negra, uma intensificação das
fugas e da formação de quilombos, pressão internacional – especialmente da Inglaterra – pelo fim da escravidão e
a necessidade de se adequar ao capitalismo, que estava em processo de expansão no país. O Brasil foi o maior
território escravista do hemisfério ocidental, foi o último a extinguir o tráfico negreiro e a escravidão.
• A abolição, sem a criação de mecanismos para um recomeço de vida e que integrassem a população negra à
sociedade livre e baseada no trabalho assalariado, levou essa população a continuar na pobreza, sem trabalho
ou com empregos precários, vivendo nas periferias das cidades, afastada dos bairros centrais, sem escolaridade
e, por consequência, sem direito a participar da política.
• O projeto conservador de modernização do Brasil não teve o interesse em integrar a população negra, mesmo porque era
orientado por ideários racialistas que associavam a mestiçagem ao atraso, portanto modernizar significava branquear a
sociedade brasileira,
O racismo estrutural
• Está presente em todos os lugares e em diversos momentos, inclusive em comentários desrespeitosos, que na
maioria das vezes passam despercebidos sob esse olhar crítico, pois estão tão arraigados em nossa sociedade, que
não são vistos como racistas.
• Alguns comentários racistas ocorrem em nosso cotidiano e por vezes não são notados.
• Trata-se de um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas embutido em nossos costumes e que promove, direta
ou indiretamente, a segregação ou o preconceito racial. Podemos tomar como exemplos duas situações:
1. O acesso de negros e indígenas a locais que foram, por muito tempo, espaços exclusivos da elite, como
universidades. O número de negros que tinham acesso aos cursos superiores de Medicina no Brasil antes das leis de
cotas era ínfimo, ao passo que a população negra estava relacionada, em sua maioria, à falta de acesso à escolaridade,
à pobreza e à exclusão social.
2. Falas e hábitos pejorativos incorporados ao nosso cotidiano tendem a reforçar essa forma de racismo, visto que
promovem a exclusão e o preconceito mesmo que indiretamente.
Will Smith e o
racismo estrutural
Racismo no Esporte
Durante um jogo da
Libertadores de 2014, o volante
Tinga, ex-Cruzeiro, foi vítima de
racismo durante uma partida
contra o Real Garcilaso-PER,
pela Copa Libertadores da
América. A torcida peruana
hostilizou o jogador ao imitar
sons de macaco quando ele
tocava na bola (foto: Washington
Alves/Cruzeiro)
• O lateral Daniel Alves foi alvo de
racismo numa partida entre
Barcelona e Villarreal. Um
torcedor lançou uma banana no
gramado para ofendê-lo, mas o
jogador respondeu comendo a
fruta. “Estou na Espanha há 11
anos e há 11 anos é dessa
maneira. Temos de rir dessa gente
atrasada”, disse (foto: AFP)
• Assim como Daniel Alves, Roberto
Carlos também foi insultado com
uma banana jogada das
arquibancadas. Em ação pelo
Campeonato Russo, porém, o ex-
lateral esquerdo reagiu de
maneira diferente e abandonou a
partida entre Anzhi e Krylia
Sovetov (foto: Sergio
Barzaghi/Gazeta Press)
Exemplos de racismo estrutural
• Falta de representatividade em programas de televisão
• Palavras da língua portuguesa: Alguns exemplos de palavras que se
utilizam do termo “negro” para referir-se a algo negativo são: Denegrir,
Lista negra, Mercado negro
• Falta de representatividade política: apesar de mais de 50% da
população brasileira se autodeclarar negra, apenas 17,8% dos
parlamentares que compõe o Congresso Federal é negra.
Democracia racial
• Democracia racial é o estado de plena igualdade entre as pessoas independentemente de
raça, cor ou etnia.
• No mundo atual, apesar do fim da escravização e da condenação de práticas e de
ideologias racistas, ainda não existe democracia racial, visto que há um abismo imenso
que segrega populações negras, indígenas e aborígenes da população branca.
• Quando falamos em democracia em sentido amplo, não estamos falando apenas de
possibilidade de participação política mas também de igualdade de direitos, igualdade
social, igualdade racial e liberdade garantida a todas as pessoas.
• Pensar em democracia racial requer, portanto, pensar em uma sociedade em que todas
as pessoas, independentemente de sua origem étnico-racial e da cor de suas peles,
sejam livres e tenham direitos iguais.
Expressões racistas
• “Cor de pele”: Aprende-se desde criança que “cor de pele” é aquele lápis meio rosado, meio bege. Mas é evidente que o tom não
representa a pele de todas as pessoas, principalmente em um país como o Brasil.
• “Doméstica”: Negros eram tratados como animais rebeldes e que precisavam de “corretivos”, para serem “domesticados”.
• “Mulata”: Na língua espanhola, referia-se ao filhote macho do cruzamento de cavalo com jumenta ou de jumento com égua. A
enorme carga pejorativa é ainda maior quando se diz “mulata tipo exportação”, reiterando a visão do corpo da mulher negra como
mercadoria.
• “Cor do pecado”: Utilizada como elogio, se associa ao imaginário da mulher negra sensualizada. A ideia de pecado também é ainda
mais negativa em uma sociedade pautada na religião, como a brasileira.
• Ter um pé na cozinha”: Forma racista de falar de uma pessoa com origem negra. Infeliz recordação do período da escravidão em que
o único lugar permitido às mulheres negras era a cozinha da casa grande.
• “Cabelo ruim”: Fios “rebeldes”, “cabelo duro”, “carapinha”, “mafuá”, “piaçava” e outros tantos derivados depreciam o cabelo afro. Por
vários séculos, causaram a negação do próprio corpo e a baixa autoestima entre as mulheres negras sem o “desejado” cabelo liso.
• “Denegrir”: Sinônimo de difamar, possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo, “manchando” uma
reputação antes “limpa”.
• “A coisa tá preta”: A fala racista se reflete na associação entre “preto” e uma situação desconfortável, desagradável, difícil, perigosa.
• Serviço de preto”: Mais uma vez a palavra preto aparece como algo ruim. Desta vez, representa uma tarefa malfeita, realizada de
forma errada, em uma associação racista ao trabalho que seria realizado pelo negro.
• Inveja branca: Mais uma expressão que associa o negro ao comportamento negativo. Inveja é algo ruim, mas se ela for branca é
suavizada.
Negros que marcaram a história
Autores colecionam um importante
legado de conhecimento, talento e
resistência em um país ainda
racista, são eles:
• Machado de Assis: Autodidata e
de origem humilde, Joaquim Maria
Machado de Assis (1839-1808)
nasceu no Morro do Livramento, no
Rio de Janeiro (RJ), e começou sua
carreira publicando sonetos e
folhetins em jornais cariocas.
Carolina Maria de
Jesus
• Moradora da Favela do Canindé, em São Paulo (SP), Carolina
Maria de Jesus (1914 – 1977
• Cursou apenas as primeiras séries do Ensino Básico, mas
costumava utilizar diários para registrar diversos detalhes sobre o
seu cotidiano difícil, marcado pela miséria, entre outras
dificuldades enfrentadas por uma mulher negra, pobre e mãe
daquela época. Em 1958 o jornalista Audálio Dantas foi à favela
do Canindé escrever uma matéria sobre o local, que se expandia
próximo ao Rio Tietê. O jornalista se encantou com a história de
Carolina e publicou parte do material em 1958 em um jornal do
grupo Folha de S. Paulo e em 1959 na revista .
• Essas publicações projetaram Carolina como escritora, e em
1960, a autora lançou sua obra mais conhecida, Quarto de
despejo, que contém parte dos relatos registrados em mais de 20
cadernos que possuía em casa. Atualmente, a obra já foi
traduzida para 14 idiomas e vendida em mais de 40 países.
• Em maio de 2017, a Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
incluíram o livro Quarto de despejo como leitura obrigatória para
os seus vestibulares.
Alice Ball (1892 -
1916)
• Além de ser a primeira mulher a se
formar na Universidade do Havaí,
Alice criou, aos 23 anos, o método
Ball, um tratamento químico que
ajudou a curar a lepra e aliviou a vida
de centenas de pessoas, que não
foram mais obrigadas a se exilar de
suas famílias.
• Ball morreu aos 24 anos,
provavelmente por ter inalado gás
clorídrico no laboratório. Em todo ano
bissexto, no dia 29 de fevereiro,
comemora-se o Alice Ball Day no
Havaí.
Milton Santos
(1926 - 2001)
• Nascido em 3 de maio de 1926, em Brocas de
Macaíba (BA), Santos formou-se em Direito pela
Universidade Federal da Bahia (UFBA) e fez
doutorado em Geografia pela Universidade de
Estrasburgo. Ele trabalhou como jornalista, redator e
professor.
• Por causa do golpe militar em 1964, ele passou a
ser professor itirenante em diversos países e
faculdades, como a Paris-Sorbonne, na França e o
MIT (Massachusetts Institute of Technology). O
geógrafo retornou ao Brasil em 1977 e publicou o
livro "Por uma Geografia Nova" em 1978. Recebeu
20 títulos de Doutor Honoris Causa e fundou
laboratórios de geografia em países da Europa,
África e América. Santos foi o primeiro brasileiro a
ganhar o Prêmio Vautrin Lud (considerado o Nobel
da Geografia)
Patricia Bath (1942
- )
• Bath é a oftalmologista responsável
por criar o tratamento a laser para a
catarata, procedimento
revolucionário e bem menos
doloroso aos pacientes. Além disso,
ela também é fundadora do Instituto
Americano pela Prevenção da
Cegueira e sua attuação profissional
foi fundamental para ampliar o
oferecimento de serviços
oftalmológicos para comunidades
pobres.
Luiz Gama (1830 -
1882)
• Nascido na capital da Bahia, Salvador, Luiz Gonzaga
Pinto da Gama é considerado o Patrono da Abolição da
Escravidão do Brasil, pelo serviços prestados aos negros
escravizados na época em que viveu.
• Nasceu livre, filho de pai branco, de família portuguesa,
e mãe negra, mas foi escravizado aos 10 anos de idade e
assim permaneceu até o final da adolescência, quando
advogou pela sua própria liberdade, conseguindo-a.
• É considerado um dos raros intelectuais negros do Brasil
do século XIX, quando a escravidão ainda era legal e o
país vivia sob uma monarquia. Mesmo sem formação,
exercia advocacia, principalmente para libertação de
pessoas negras escravizadas ou acusadas de algum
crime. Também foi jornalista, e escritor

Racismo para debate e reflexão

  • 1.
    Negros e Indígenas NoBrasil Racismo no Brasil: triste herança
  • 2.
    Relacionar o contextohistórico da colonização com os impactos na história atual, como o preconceito, formas de racismo e intolerância cultural bem como o descaso para com os indígenas. Influência que do passado, impacta no presente e reflexão sobre o racismo presente no cotidiano Objetivos
  • 3.
  • 4.
    Quantas raças? Uma: araça humana, porém a sociedade cria todos os dias diferenças= raça social (fenótipos, As diferenças de cor, traços faciais e textura do cabelo , etc) Quais são os tipos de raças no Brasil? Segundo a Classificação do IBGE: Brancos, Pardos, Negros, Indígenas, Amarelos.
  • 5.
    Origem do racismo •Entre 1501 e 1870, mais de 12,5 milhões de africanos foram raptados, vendidos como escravos e transportados para o continente americano. Desses, 1 em cada 4 eram enviados para o Brasil, cerca de 4,8 milhões. • Na segunda metade do século XIX, o Brasil contava com uma grande população negra, uma intensificação das fugas e da formação de quilombos, pressão internacional – especialmente da Inglaterra – pelo fim da escravidão e a necessidade de se adequar ao capitalismo, que estava em processo de expansão no país. O Brasil foi o maior território escravista do hemisfério ocidental, foi o último a extinguir o tráfico negreiro e a escravidão. • A abolição, sem a criação de mecanismos para um recomeço de vida e que integrassem a população negra à sociedade livre e baseada no trabalho assalariado, levou essa população a continuar na pobreza, sem trabalho ou com empregos precários, vivendo nas periferias das cidades, afastada dos bairros centrais, sem escolaridade e, por consequência, sem direito a participar da política. • O projeto conservador de modernização do Brasil não teve o interesse em integrar a população negra, mesmo porque era orientado por ideários racialistas que associavam a mestiçagem ao atraso, portanto modernizar significava branquear a sociedade brasileira,
  • 6.
    O racismo estrutural •Está presente em todos os lugares e em diversos momentos, inclusive em comentários desrespeitosos, que na maioria das vezes passam despercebidos sob esse olhar crítico, pois estão tão arraigados em nossa sociedade, que não são vistos como racistas. • Alguns comentários racistas ocorrem em nosso cotidiano e por vezes não são notados. • Trata-se de um conjunto de práticas, hábitos, situações e falas embutido em nossos costumes e que promove, direta ou indiretamente, a segregação ou o preconceito racial. Podemos tomar como exemplos duas situações: 1. O acesso de negros e indígenas a locais que foram, por muito tempo, espaços exclusivos da elite, como universidades. O número de negros que tinham acesso aos cursos superiores de Medicina no Brasil antes das leis de cotas era ínfimo, ao passo que a população negra estava relacionada, em sua maioria, à falta de acesso à escolaridade, à pobreza e à exclusão social. 2. Falas e hábitos pejorativos incorporados ao nosso cotidiano tendem a reforçar essa forma de racismo, visto que promovem a exclusão e o preconceito mesmo que indiretamente.
  • 7.
    Will Smith eo racismo estrutural
  • 10.
  • 11.
    Durante um jogoda Libertadores de 2014, o volante Tinga, ex-Cruzeiro, foi vítima de racismo durante uma partida contra o Real Garcilaso-PER, pela Copa Libertadores da América. A torcida peruana hostilizou o jogador ao imitar sons de macaco quando ele tocava na bola (foto: Washington Alves/Cruzeiro)
  • 12.
    • O lateralDaniel Alves foi alvo de racismo numa partida entre Barcelona e Villarreal. Um torcedor lançou uma banana no gramado para ofendê-lo, mas o jogador respondeu comendo a fruta. “Estou na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira. Temos de rir dessa gente atrasada”, disse (foto: AFP)
  • 13.
    • Assim comoDaniel Alves, Roberto Carlos também foi insultado com uma banana jogada das arquibancadas. Em ação pelo Campeonato Russo, porém, o ex- lateral esquerdo reagiu de maneira diferente e abandonou a partida entre Anzhi e Krylia Sovetov (foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
  • 14.
    Exemplos de racismoestrutural • Falta de representatividade em programas de televisão • Palavras da língua portuguesa: Alguns exemplos de palavras que se utilizam do termo “negro” para referir-se a algo negativo são: Denegrir, Lista negra, Mercado negro • Falta de representatividade política: apesar de mais de 50% da população brasileira se autodeclarar negra, apenas 17,8% dos parlamentares que compõe o Congresso Federal é negra.
  • 15.
    Democracia racial • Democraciaracial é o estado de plena igualdade entre as pessoas independentemente de raça, cor ou etnia. • No mundo atual, apesar do fim da escravização e da condenação de práticas e de ideologias racistas, ainda não existe democracia racial, visto que há um abismo imenso que segrega populações negras, indígenas e aborígenes da população branca. • Quando falamos em democracia em sentido amplo, não estamos falando apenas de possibilidade de participação política mas também de igualdade de direitos, igualdade social, igualdade racial e liberdade garantida a todas as pessoas. • Pensar em democracia racial requer, portanto, pensar em uma sociedade em que todas as pessoas, independentemente de sua origem étnico-racial e da cor de suas peles, sejam livres e tenham direitos iguais.
  • 16.
    Expressões racistas • “Corde pele”: Aprende-se desde criança que “cor de pele” é aquele lápis meio rosado, meio bege. Mas é evidente que o tom não representa a pele de todas as pessoas, principalmente em um país como o Brasil. • “Doméstica”: Negros eram tratados como animais rebeldes e que precisavam de “corretivos”, para serem “domesticados”. • “Mulata”: Na língua espanhola, referia-se ao filhote macho do cruzamento de cavalo com jumenta ou de jumento com égua. A enorme carga pejorativa é ainda maior quando se diz “mulata tipo exportação”, reiterando a visão do corpo da mulher negra como mercadoria. • “Cor do pecado”: Utilizada como elogio, se associa ao imaginário da mulher negra sensualizada. A ideia de pecado também é ainda mais negativa em uma sociedade pautada na religião, como a brasileira. • Ter um pé na cozinha”: Forma racista de falar de uma pessoa com origem negra. Infeliz recordação do período da escravidão em que o único lugar permitido às mulheres negras era a cozinha da casa grande. • “Cabelo ruim”: Fios “rebeldes”, “cabelo duro”, “carapinha”, “mafuá”, “piaçava” e outros tantos derivados depreciam o cabelo afro. Por vários séculos, causaram a negação do próprio corpo e a baixa autoestima entre as mulheres negras sem o “desejado” cabelo liso. • “Denegrir”: Sinônimo de difamar, possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo, “manchando” uma reputação antes “limpa”. • “A coisa tá preta”: A fala racista se reflete na associação entre “preto” e uma situação desconfortável, desagradável, difícil, perigosa. • Serviço de preto”: Mais uma vez a palavra preto aparece como algo ruim. Desta vez, representa uma tarefa malfeita, realizada de forma errada, em uma associação racista ao trabalho que seria realizado pelo negro. • Inveja branca: Mais uma expressão que associa o negro ao comportamento negativo. Inveja é algo ruim, mas se ela for branca é suavizada.
  • 17.
    Negros que marcarama história Autores colecionam um importante legado de conhecimento, talento e resistência em um país ainda racista, são eles: • Machado de Assis: Autodidata e de origem humilde, Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1808) nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro (RJ), e começou sua carreira publicando sonetos e folhetins em jornais cariocas.
  • 18.
    Carolina Maria de Jesus •Moradora da Favela do Canindé, em São Paulo (SP), Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977 • Cursou apenas as primeiras séries do Ensino Básico, mas costumava utilizar diários para registrar diversos detalhes sobre o seu cotidiano difícil, marcado pela miséria, entre outras dificuldades enfrentadas por uma mulher negra, pobre e mãe daquela época. Em 1958 o jornalista Audálio Dantas foi à favela do Canindé escrever uma matéria sobre o local, que se expandia próximo ao Rio Tietê. O jornalista se encantou com a história de Carolina e publicou parte do material em 1958 em um jornal do grupo Folha de S. Paulo e em 1959 na revista . • Essas publicações projetaram Carolina como escritora, e em 1960, a autora lançou sua obra mais conhecida, Quarto de despejo, que contém parte dos relatos registrados em mais de 20 cadernos que possuía em casa. Atualmente, a obra já foi traduzida para 14 idiomas e vendida em mais de 40 países. • Em maio de 2017, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) incluíram o livro Quarto de despejo como leitura obrigatória para os seus vestibulares.
  • 19.
    Alice Ball (1892- 1916) • Além de ser a primeira mulher a se formar na Universidade do Havaí, Alice criou, aos 23 anos, o método Ball, um tratamento químico que ajudou a curar a lepra e aliviou a vida de centenas de pessoas, que não foram mais obrigadas a se exilar de suas famílias. • Ball morreu aos 24 anos, provavelmente por ter inalado gás clorídrico no laboratório. Em todo ano bissexto, no dia 29 de fevereiro, comemora-se o Alice Ball Day no Havaí.
  • 20.
    Milton Santos (1926 -2001) • Nascido em 3 de maio de 1926, em Brocas de Macaíba (BA), Santos formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e fez doutorado em Geografia pela Universidade de Estrasburgo. Ele trabalhou como jornalista, redator e professor. • Por causa do golpe militar em 1964, ele passou a ser professor itirenante em diversos países e faculdades, como a Paris-Sorbonne, na França e o MIT (Massachusetts Institute of Technology). O geógrafo retornou ao Brasil em 1977 e publicou o livro "Por uma Geografia Nova" em 1978. Recebeu 20 títulos de Doutor Honoris Causa e fundou laboratórios de geografia em países da Europa, África e América. Santos foi o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Vautrin Lud (considerado o Nobel da Geografia)
  • 21.
    Patricia Bath (1942 -) • Bath é a oftalmologista responsável por criar o tratamento a laser para a catarata, procedimento revolucionário e bem menos doloroso aos pacientes. Além disso, ela também é fundadora do Instituto Americano pela Prevenção da Cegueira e sua attuação profissional foi fundamental para ampliar o oferecimento de serviços oftalmológicos para comunidades pobres.
  • 22.
    Luiz Gama (1830- 1882) • Nascido na capital da Bahia, Salvador, Luiz Gonzaga Pinto da Gama é considerado o Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil, pelo serviços prestados aos negros escravizados na época em que viveu. • Nasceu livre, filho de pai branco, de família portuguesa, e mãe negra, mas foi escravizado aos 10 anos de idade e assim permaneceu até o final da adolescência, quando advogou pela sua própria liberdade, conseguindo-a. • É considerado um dos raros intelectuais negros do Brasil do século XIX, quando a escravidão ainda era legal e o país vivia sob uma monarquia. Mesmo sem formação, exercia advocacia, principalmente para libertação de pessoas negras escravizadas ou acusadas de algum crime. Também foi jornalista, e escritor