Psicologia   Psicologia como ciência; Psicofisiologia Psicologia Social Psicologia do Desenvolvimento Motivação Aprendizagem e Memória Inteligência Personalidade
Psicologia como ciência Objecto/Objectivo A Psicologia é a ciência do  Comportamento directamente observável do ser humano e do animal e dos seus processos mentais, da relação entre o comportamento e os processos mentais, i.e., a forma como se influenciam, ou seja, os estados de Alma. O objectivo da psicologia é o de prever, controlar e explicar o comportamento humano através das formas de sentir, pensar e agir do ser humano. Psico/logia Psico -> Psiqué, Alma; Logia – logos -> Pensamento, Discurso, Razão; Psicologia Como Ciência: -> Objectos; -> Métodos; -> Aplicação;
Associacionismo  Consciência Objecto de estudo a experiência consciente Método: introspectivo
Behaviorismo Objecto: comportamento directamente observável
Caracterização de conceitos Wundt e o associacionismo  Pavlov e a reflexologia  Watson e o behaviorismo K öhler e o gestaltismo Freud e a psicanálise Piaget e o construtivismo Damásio e a emoção
Psicologia como ciência Da consciência aos comportamentos Objecto de estudo da psicologia:   estudo científico do comportamento directamente observável do ser humano e animal e dos seus processos mentais, da relação entre o comportamento e os processos mentais, com o objectivo de prever, controlar e explicar o comportamento e os processos mentais. Associacionismo Estruturalismo Wundt Behaviorismo Watson Reflexologia Pavlov  Gestaltismo Kohler Psicanálise Freud Construtivismo Piaget Bruner Cognição Damásio  Razão e emoção O.E.P: experiência consciente Objt.E.P: conhecer a estrutura da experiência consciente O.E.P: comportamento directamente observável Objt.E.P: prever, controlar e explicar as reacções O.E.P: reflexos Objt.E.P: aprender a associar um ENC a EN, controlando o comportamento  O.E.P: todo Objt.E.P: compreender a forma de configurar a experiência  O.E.P: inconsciente Objt.E.P: ter acesso a uma dimensão do psiquismo humano totalmente inconsciente O.E.P: estruturas da inteligência Objt.E.P: desenvolvimento das estruturas da inteligência  O.E.P: Objt.E.P: O.E.P: Objt.E.P: Estímulos Tácteis Auditivos e visuais O sujeito sente, auto analisa o que sente e deve relatar o que sente ao investigador Ao dar um determinado estímulo, numa determinada situação o sujeito deverá reagir de uma determinada maneira dependendo da situação.  E-R(S) R=F(S) ENC-RNC ENC+EN-RNC Resposta automáticas, espontâneas e involuntárias Parte - todo Inato Id. Ego Super ego Afectam o comportamento  .Sexualidade infantil .Estádios de desenvolvimento psicossexual S  -  M M  -  S Experiências anteriores Significado atribuído pelo sujeito personalidade O.E.P:  experiência consciente M.E.P:  introspecção controlada O.E.P:  comportamento directamente observável M.E.P:  experimental O.E.P:  reflexos M.E.P:  experimental O.E.P:  percepção do todo M.E.P:  experimental O.E.P:  inconsciente M.E.P:  psicanalítico O.E.P:  estruturas da inteligência M.E.P:  clínico O.E.P: M.E.P: O.E.P: M.E.P:
Métodos em psicologia Introspecção controlada Objecto de estudo são as formas de sentir com o objectivo de conhecer a estrutura da experiência consciente Experimental Objectivo é o de conhecer o comportamento humano e animal, e dar à psicologia o carácter de ciência objectiva e rigorosa. Usa técnicas de índole quantitativa. Clínico É o conjunto de metodologias e técnicas de índole qualitativa, que têm como objectivo estudar em profundidade o indivíduo, assunto ou problema. É uma avaliação global e aprofundada do sujeito tendo em conta a sua personalidade. (Processo) Psicanalítico É um método de exploração do inconsciente, i., é., uma zona do psiquismo humano a que não temos acesso por via da introspecção nem da racionalidade.  Estímulos tácteis, auditivos e visuais, dependendo da intensidade dos estímulos o sujeito sente, e dependendo da forma subjectiva do sujeito sentir, deve-se auto analisar aquilo que se sentiu e relatar ao investigador.  Criticas : - mobilidade dos estados de consciência; linguagem; emoção; impossibilidade de controlar a introspecção; Psicologia infantil, animal ou psicopatologia; não dá acesso ao inconsciente; não analisa o comportamento a estímulos directamente observável; alteração dos estados de consciência.   Hipótese prévia Dedução de uma relação de causa efeito, uma hipótese a ser testada na experimentação. Experimentação Para testar a hipótese forma-se o grupo experimental, onde se vai manipular a variável independente (factores) e ver se ela influencia a variável dependente (comportamento). Grupo de controlo onde se vão dar as condições ideais para comparar os resultados. Variáveis externas ou parasitas. Generalização dos resultados Generaliza-se o que foi estudado na amostra a toda a população para formular leis gerais do comportamento.   Críticas : população; metodológicas; éticas.  Clínico (relativo ao leito) Técnicas de observação clínica : anamnese e dados biográficos; entrevista e observação clínica; testes.  Qualidades dos testes : padronização; fidelidade; validade; sensibilidade.  Tipos de testes : inteligência; aptidão;  personalidade : questionários;  projectivos : Rorschach; Teste de Apercepção Temática; Teste da Pata Preta; Teste da Família; Teste de Frustração de Rosenzweig. Críticas sobre a aplicação dos testes : como instrumento de diagnóstico e prognóstico, i., é., o carácter estático dos resultados obtidos não reflecte o carácter dinâmico da personalidade e do psiquismo humano; valorizam o resultado e não têm em conta o processo; os raciocínio subjacentes às respostas dadas.  Associações livres Dizer livremente o que vem à mente Cenário adequado Resistência Interpretação dos sonhos Censura atenuada; o desejo de carácter afectivo ou sexual realiza-se de forma simbólica, disfarçada; Conteúdo manifesto e latente. Análise dos actos falhados Resultam da interferência de intenções diferentes que entram em conflito. São os desejos recalcados que dão origem aos actos falhados. Processo de transferência  inerente à relação psicanalista/paciente Estrutura da experiência consciente Sensações elementares Comportamento directamente observável O indivíduo em toda a sua dimensão - personalidade Inconsciente Sexualidade infantil  O ser humano é dominado por pulsões A importância da infância no comportamento adulto
Observação Laboratorial Este tipo de observação acontece quando se deseja controlar alguns factores que influenciam o comportamento para se manipularem as variáveis, nomeadamente a variável independente. Controlam-se assim, com mais eficácia as variáveis externas ou parasitas que são aquelas com as quais não se conta na investigação e que podem alterar os resultados obtidos na variável dependente. A observação laboratorial apresenta, contudo, algumas limitações, a saber : o ambiente é artificial, afectando por isso o comportamento dos sujeitos; há comportamentos que não podem ser observados em laboratório; (controlo experimental)o sujeito tende a comportar-se de acordo com o que julga serem as expectativas do observador; efeitos do experimentador, i.,é., o experimentador pode influenciar, involuntariamente, o comportamento dos sujeitos.  Naturalista É a observação e descrição do comportamento dos sujeitos no seu ambiente natural, é também designada de ecológica porque o indivíduo é observado no seu contexto de vida, privilegiando o binómio indivíduo meio.  Este tipo de  observação  pode ser  participante  ou não  participante . Ela é participante quando o indivíduo se integra na unidade social que vai estudar ao longo de um determinado período de tempo, participando nas actividades quotidianas, visa a apreensão qualitativa dos comportamentos sociais. A observação não participante o observador não intervém, não participa na experiência.  Sistemática Acontece quando o indivíduo realiza tarefas idênticas à do experimentador: formulação de hipóteses prévias, controlo na experimentação, a observação pode ocorrer no laboratório ou em contexto ecológico.
Psicologia pura e aplicada Organizacional Objectivos: Analisar a estrutura e funcionamento das instituições; Explicar e prever o comportamento dos indivíduos e dos grupos no interior das organizações; Analisar as relações formais e informais entre os indivíduos e os grupos; Estudar o clima, motivação e nível de satisfação dos trabalhadores. Analisar a relação entre as tarefas e os indivíduos; Promover a optimização do trabalho; Orientar o processo de selecção, recrutamento e formação dos trabalhadores; Analisar os processo de liderança; Participar no processo de avaliação institucional; Intervir nos processos institucionais. Instituições de intervenção: Empresas; Organizações governamentais e não governamentais. Educacional Promover o desenvolvimento e maturação psicológica; Clínica
Psicofisiologia Objecto/Objectivo O objecto de estudo da psicofisiologia são os fundamentos biológicos, que se vão tentar compreender e explicar, do Comportamento do ser humano e dos animais. O objectivo, trata-se do mesmo em qualquer área, ou seja, prever, controlar e explicar o comportamento humano e animal, através das formas de sentir, pensar e agir do ser humano e animal pelos seus fundamentos biológicos.. Psico/fisio/logia Psico -> Psiqué, Alma; Fisio-> Fundamentos inatos e biológicos; Fundamentos fisiológicos Logia - logos -> Pensamento, Discurso, Razão; Psicofisiologia: -> Sistema Nervoso (Processar); -> Sistema Endócrino (Hormonal); -> Genética (Hereditariedade);
Psicofisiologia As funções da espinal medula são de condução e coordenação. A função condutora possibilita a transmissão das mensagens da periferia para o centro e do centro para a periferia. Os nervos aferentes ou sensoriais possibilitam a transmissão das mensagens da periferia para o centro, os nervos eferentes ou motores possibilitam a transmissão das mensagens do centro para a periferia. A função coordenadora coordena o acto reflexo que é uma resposta automática a agressões do meio exterior e interior. O acto reflexo não vai ao cérebro, pois seria um desperdício de tempo.  As áreas primárias têm por função receber as informações provenientes nos órgãos dos sentidos, sentir os estímulos. As áreas secundárias processar a informação proveniente das áreas primárias, permite interpretar os estímulos, de modo a saber o que vemos, ouvimos, cheiramos, etc. As áreas primárias também se denominam de sensoriais e as secundárias de psicossensoriais.  O preconceito e um conceito formado antecipadamente sem fundamento sério, científico ou razoável que leva na maior parte dos casos a discriminação. A satisfação das necessidades de contacto e de conforto são mais importantes que a satisfação das necessidades primárias.  A atitude é uma tendência ou predisposição para agir de forma positiva ou negativa a determinado objecto ou fenómeno social. As três componentes são: cognitiva, afectiva e comportamental.
Psicologia Social O objecto de estudo da psicologia social são o processos psicológicos que estão na base das relações sociais, isto é, das relações dos indivíduos entre si, os indivíduos com os grupos e dos grupos entre si.  Com o objectivo de prever, controlar e explicar as relações sociais, através das formas de sentir, pensar e agir para se poderem melhorar essas Mesmas relações através do comportamento social.  Psicologia social O homem como ser social por natureza Grupos As atitudes
Psicologia do Desenvolvimento O objecto de estudo da psicologia do desenvolvimento é o conjunto de mudanças estruturais e comportamentais que ocorrem no indivíduo, ao nível psicológico e físico, desde o acto de fecundação até ao final da vida. A psicologia do desenvolvimento estuda as mudanças estruturais e comportamentais dos indivíduos ao longo do ciclo vital, os factores que entrevêem no desenvolvimento, motores, sociais, morais, cognitivos, etc.  Tem como objectivo prever, controlar e explicar o comportamento e forma como se altera para o poder melhorar. Compreende o comportamento e as suas mudanças através das formas de sentir, pensar e agir.  As perspectivas sobre o desenvolvimento Desenvolvimento e socialização Adolescência
Motivação A motivação é o conjunto de forças internas (energias) que levam o indivíduo a agir para atingir determinado objectivo ou finalidade.  A motivação e os tipos de motivação Teorias sobre a motivação Maslow Freud
Aprendizagem e Memória Objecto/Objectivo A aprendizagem é a mudança do comportamento e do conhecimento de forma relativamente estável e duradoira, que resulta da experiência e da prática, podendo ocorrer de forma consciente ou inconsciente e num processo pessoal ou interpessoal, porque tudo o que o homem aprende ocorre num contexto cultural. Porque se tem a capacidade de memorizar, isto é, de adquirir, reter e recordar a informação podemos conhecer os objectos do meio e,  atribuirmos um significado mais importante à realidade. A pessoa que aprende adquire novos hábitos, competências, associações informações, que lhe permitem adaptar-se ao meio e às alterações. Ou seja, adquirimos ou modificamos os nossos comportamentos como resultado da nossa experiência de vida. Na maior parte das espécies, os recém nascidos estão equipados, hereditariamente, com um conjunto de comportamentos que lhes permitem de imediato adquirir autonomia. O ser humano são menos dotados hereditariamente e, por isso, precisam do meio cultural e dos outros para aprenderem, durante um logo período de tempo a serem autónomos.  Aprendizagem Memória Conceito de aprendizagem
Aprendizagem por condicionamento clássico e operante A aprendizagem por condicionamento clássico é o tipo de aprendizagem em que o sujeito aprende de forma automática, espontânea, involuntária, o papel do sujeito é passivo na aprendizagem e ocorre de forma inconsciente. Pavlov, numa das situações experimentais, verificou que uma resposta, a salivação é normalmente desencadeada por um estímulo (carne). De seguida, Pavlov, apresentou o estímulo incondicionado associado a um estímulo neutro. Reparou que o cão continuava a salivar. A resposta, nesta situação continuava a ser incondicionada, pois o cão continuava a ver a carne. No entanto, o cão está a aprender, que cada vez que vê carne, ouve um sino. Aprendeu a responder a um estímulo neutro que tornou condicionado, logo a resposta ou o reflexo também é condicionada. Assim sendo, os processos do condicionamento clássico são: aquisição, extinção, recuperação espontânea, generalização do estímulo e discriminação do estímulo.
A aprendizagem por condicionamento operante consiste em associar uma respota, que já faz parte do próprio comportamento, a uma situação, fazendo seguir a essa resposta um reforço. A natureza do reforço pode ser desejável, reforço positivo, ou indesejável, reforço negativo. O reforço positivo é quando um estímulo leva ao aumento da intensidade do comportamento ou resposta. O reforço negativo é quando estímulo é retirado e aumenta a probabilidade de ocorrência da resposta. Negativo porque significa que se suprime um acontecimento desagradável. Para os behavioristas o comportamento está completamente dependente do meio. No condicionamento clássico a resposta é desencadeada por um estímulo condicionado, isto é, é involuntária, no condicionamento operante ou aprendizagem instrumental, a resposta é emitida por um acto voluntário. O sujeito opera sobre o meio para obter a recompensa. Assim sendo, a aprendizagem resulta de recompensas. Para Thorndike a aprendizagem resulta de consequências de um comportamento. Para Skinner a tendência para emitir respostas operantes fortalecida pelas consequências. São as consequências de m comportamento que vão influenciar as futuras acções do indivíduo.
Aprendizagem por observação e imitação Este tipo de aprendizagem  acontece porque observamos o que os outros fazem e as suas consequências  dos seus comportamentos. A aprendizagem por observação e imitação consiste na reprodução de uma sequência de acções produzidas por alguém, que serve de modelo, daí a modelação ou modelagem, na presença de um certo estímulo e, em seguida, de reforço. Os processo da aprendizagem social são em primeiro lugar a aquisição, em que há atenção e retenção mnésica, e uma fase de execução, na qual são necessários recursos internos e uma razão para o fazer.  Este tipo de aprendizagem acontece por reforço vicariante, ou reforço indirecto. Vemos o comportamento de alguém que é considerado o modelo e tentamos imitá-lo.  Aprendizagem pela manipulação de símbolos ou de representações. Este tipo de aprendizagem tem que ver com a transformação dos conteúdos na memória de longo prazo, isto é, na memória que dura toda vida e que tem uma capacidade ilimitada. Esta traduz-se por  uma mudança das estruturas do conhecimento, nas redes semânticas, nos esquemas de acontecimento e de acção. Há a aquisição de conhecimentos e a aquisição de competências. A aquisição de conhecimentos tem que ver com os acontecimentos, objectos e relação entre eles. A aquisição de competências tem que ver com a capacidade de realizar algo prático. Estas duas formas de aprendizagem estão relacionadas com os dois tipos de memória de longo prazo que são a memória declarativa e não declarativa.
Inteligência Objecto/Objectivo A inteligência vem do termo latino  intelligentia , e significa a capacidade que temos em captar o meio e compreendê-lo. A inteligência é a capacidade de enfrentar situações novas e de se adaptar a elas de uma forma rápida e eficiente; é a capacidade de utilizar, com eficácia conceitos abstractos; é a capacidade de fazer relacionações e aprender rapidamente  Possibilidade de inteligir, isto é, captar os objectos do meio para que se possa adaptar a um determinado meio social. Inteligência  – Conceito – distinção entre Int. prática, social e conceptual – Instrumentos de medida – Q.I. - WAIS Composição da inteligência Análise factorial (Spearman) Análise multifactorial (Thurstone) As inteligências múltiplas Caracterização do pensamento convergente e divergente – Criatividade. Características da personalidade criativa.
Inteligência Conceito de Inteligência Distinção entre inteligência prática, social e conceptual Inteligência e os seus instrumentos de medida – Q.I. – WAIS Composição da inteligência: análise factorial (Spearman); análise multifactorial (Thurstone); teoria das inteligências múltiplas (Gardner). Os factores que influenciam a inteligência: hereditariedade, sociais e expectativas. Inteligência e criatividade – pensamento convergente e divergente As características da personalidade criativa
Conceito de Inteligência A inteligência vem do termo latino  intelligentia , e significa a capacidade que temos em captar o meio e compreendê-lo. A inteligência é a capacidade de enfrentar situações novas e de se adaptar a elas de uma forma rápida e eficiente; é a capacidade de utilizar, com eficácia conceitos abstractos; é a capacidade de fazer relacionações e aprender rapidamente  Possibilidade de inteligir, isto é, captar os objectos do meio para que se possa adaptar a um determinado meio social.
Distinção entre inteligência:  prática  – capacidade de percepcionar relações ao nível da actividade concreta, envolvendo a manipulação de objectos. Manifesta-se empiricamente pelo uso e fabrico de objectos, estando na base das respostas concretas aos problemas do quotidiano. Recorre à capacidade de estabelecer representações perceptivas;  social , manifesta-se na vida relacional e na resolução de problemas interpessoais, recorre fundamentalmente à intuição;  conceptual , também designada de racional ou abstracta, pressupõe o recurso da linguagem e outros sistemas simbólicos e manifesta-se nas capacidades de compreensão, raciocínio lógico, resolução de problemas e tomadas de decisão.
As  três capacidades de adaptação ao meio , capacidade de pensar abstractamente e capacidade de aprender, estão interligadas, constituindo os diferentes aspectos da inteligência.  Inteligência e os seus instrumentos de medida – Q.I. – WAIS
IM/IC*100=QI 80-89 – Lentidão 90-109-Inteligência média 110-119-Inteligência superior 120-140-Inteligência muito superior Críticas aos testes de inteligência: são utilizados de forma redutora; levam à discriminação social e racial ( estúpido ); a linguagem; confundem inteligência com QI; estão padronizados para determinada classe social; não têm em conta o aspecto emocional de quem realiza o teste.  Wais Escala de inteligência de Wechsler para adultos
Composição da inteligência  Análise factorial (Spearman) O objectivo é estabelecer correlações entre as várias aptidões da inteligência:  memória, percepção, fluência verbal e lógica .  Vai defender a existência de uma inteligência geral, de carácter fundamentalmente inato. Quem tiver uma boa inteligência geral ( Factor G), terá também uma boa inteligência específica (factor S). É o factor G que dinamiza a inteligência e os factores específicos.  Análise multifactorial (Thurstone) Existem sete aptidões mentais primárias ligadas a tarefas específicas e independentes umas das outras. Vai negar o factor G. As inteligências são: Aptidão numérica; compreensão verbal; memória; fluidez verbal; raciocínio; aptidão espacial e visual; rapidez perceptual.
Teoria das inteligências múltiplas  (Gardner)  Psicólogo cognitivista, que defende que a inteligência é múltipla, isto é, depende de aptidões que devem ser trabalhadas para se tornarem em capacidades efectivas. Os psicólogos cognitivista vão tentar conhecer os processos cognitivos envolvidos nos comportamentos inteligentes. Existem 9 inteligências múltiplas com regras de funcionamento próprio e que actuam de forma independente: I. linguística, lógico-matemática, espacial, musical, intrapessoal, interpessoal, corporal cinestésica, naturalista (capacidade de reconhecer e distinguir plantas e animais) e existencial (capacidade de colocar questões sobre o sentido da existência).
Relação entre a inteligência e os diversos factores Hereditariedade  (inato): a inteligência é um produto entre a hereditariedade e o meio. A hereditariedade define os limites, isto é, as potencialidades que um meio adequado irá potenciar.  Factores sociais : tem que ver com o meio em que estamos inseridos, a qualidade dos estímulos potencia o desenvolvimento qualitativo da inteligência. Expectativas: positivas/negativas:  estas vão influenciar os aspectos intelectuais dos indivíduos pelas expectativas feitas sobre eles, sobretudo pelas pessoas mais significativas, como por exemplo: pais, professores, etc. Os sujeitos tendem a ajustar-se às expectativas, pelo facto de elas influenciarem o auto conceito, a motivação através do efeito pigmalião, isto é, efeito de profecia.
Pensamento convergente e divergente – a criatividade A inteligência serve para resolver problemas. Podemos resolver problemas de duas maneiras: utilizando o pensamento convergente e divergente, utilizando as estratégias adequadas. O  pensamento convergente  é a existência de uma resposta ou conclusão que surge como única. É um pensamento orientado pela objectividade, e em direcção a uma resposta que surge como única e como a melhor. É pensamento dominado pela lógica e objectividade. O  pensamento divergente  é caracterizado por uma exploração mental de soluções várias, diferentes e originais para um mesmo problema. Este tipo de pensamento leva à criatividade. Pessoas criativas têm uma fluência de ideias imaginativas, uma flexibilidade e uma sensibilidade que as torna capazes de aprenderem relações, não visíveis, existentes nos problemas.
A criatividade As três características essenciais da criatividade são:  fluidez, flexibilidade e originalidade.  A  fluidez  conduz o criador a propor um grande número de soluções onde a maior parte dos indivíduos só encontra algumas.  A  flexibilidade  é a qualidade que permite passar facilmente de uma categoria de coisas, ou de um aspecto de um problema, a outra, em vez de se limitar apenas a um ponto de vista.  A  originalidade , enfim, constitui a característica por excelência do pensamento divergente, criatividade no sentido em que a obra criada resulta da síntese de uma nova combinação de ideias.
A personalidade criativa Características da personalidade criativa: Autonomia  no seu pensamento e acções. Este tipo de personalidade não se integra facilmente num grupo e não se submete aos valores do mesmo – inconformismo.  Tende a ser  menos dogmática  e mais relativista na sua concepção de vida - crítica.  Admite os aspectos  irracionais  do seu comportamento; Prefere a complexidade  e a novidade à simplicidade e ao conhecido – tem um espírito de descoberta.  Aprecia  bom humor  e tem um bom sentido de humor (mas não é palhaço, como os alunos da 3, 4 e 5ª feira do meio dia de psicologia).
A Personalidade Conceito de Personalidade Natureza da personalidade Factores gerais que influenciam a personalidade Teorias da Personalidade:  Psicanalítica  ou psicossocial ou  aprendizagem social  ou humanista ou  auto-realização  ou necessidades psicológicas
Personalidade Objecto/Objectivo A personalidade é o elemento relativamente estável e duradoiro que nos integra numa totalidade dinâmica e nos dá uma conduta comportamental estável, é a nossa estrutura que subjaz às características de cada um de nós, é o que nos torna únicos diferenciando-nos uns dos outros. Conjunto de padrões do comportamento relativamente estáveis e duradouros, que nos integram numa totalidade  dinâmica e que nos distinguem uns dos outros. É a personalidade que nos dá a nossa  Consistência (mantém-se ao longo da vida),  Essencialidade (é aquilo que somos em si mesmo),  Estabilidade (permite prever os comportamentos),  continuidade ( permite prever os comportamentos nas mais diversas situações sociais) e  Estrutura (permite distinguir-nos dos outros).  Dinamicidade (é dinâmica porque é uma construção pessoal com os outros)  Conceito de Personalidade Natureza da personalidade Factores gerais que influenciam a personalidade Teorias da Personalidade:  Psicanalítica  ou psicossocial ou  aprendizagem social  ou humanista ou  auto-realização  ou necessidades psicológicas
Natureza da personalidade   é ser dinâmica A personalidade é uma construção pessoal decorre ao longo de toda a vida. Tem os seus alicerces no temperamento, sendo também fruto de uma elaboração da nossa história de vida, onde integramos todas as nossas experiências pessoais. Tem que ver com a dimensão fisiológica, intelectual, emocional, socio-moral, sendo também independente da representação de si, que cada um tem, da sua auto estima (auto conceito).  A personalidade caracteriza-se por autonomia, auto controlo, capacidade de comunicação, expressão de ideias e afectos, e construção dos projectos de vida de cada um.  A personalidade tem uma natureza dinâmica, pois é uma construção pessoal que ocorre ao longo de toda vida e onde ocorrem diversos factores tais como:
Influências hereditárias – hereditariedade: O património genético do indivíduo define-se na sua singularidade morfológica, nomeadamente a constituição física e no funcionamento do sistema nervoso e endócrino, que são em grande parte hereditários. O padrão genético estabelecido no memento da concepção influencia as características da personalidade que uma pessoa desenvolverá.  Meio social – socialização: A família, os grupos e a cultura a que se pertence, desempenham um papel determinante na construção da personalidade. Esta construção é feita através do processo de integração do indivíduo em determinada sociedade, isto é, a socialização, em que a família, sobretudo nos primeiros anos assume um papel decisivo pelas características e qualidade das relações existentes e dos estilos educativos.  Experiências pessoais – infância e adolescência – positivas e negativas: as experiências pessoais abarcam as vivências de cada um e tem uma importância decisiva no desenvolvimento emocional da infância e adolescência na construção da personalidade. A qualidade das relações precoces, nomeadamente na infância e na adolescência, fundamentalmente pelo processo de vinculação e construção da identidade possibilitam a construção das bases da personalidade de cada um. A estruturação e organização da personalidade depende da vivencia experiências pessoais de cada um, sejam elas positivas ou negativas. Quer as experiências positivas quer as negativas afectam a construção da +personalidade.
Teoria da personalidade – Freud e a teoria psicanalítica É corpo teórico explicativo da estrutura do aparelho psíquico (Id., Ego e Super Ego), da vida mental psíquica e afectiva, é um processo terapêutico das perturbações da personalidade. Libido Mecanismos de defesa do ego: recalcamento; racionalização; projecção
Esquema   Psicologia como Ciência Definir o que se vai estudar COMPORTAMENTO Objectivo : -Prever, controlar e explicar; Sentir, pensar e agir; Psicofisiologia Fund. Inatos  O que Vai Afectar em 1º Lugar Psicologia Social Fund. Sociais  Psicologia do Desenvolvimento Sujeito  Meio  Experiências  Significado dependendo da Motivação PERSONALIDADE Aprendizagem e Memória Inteligência Totalidade Dinamicidade Univocidade Globalidade Estabilidade

Psicologia ( unidades com objectivos)

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    Psicologia Psicologia como ciência; Psicofisiologia Psicologia Social Psicologia do Desenvolvimento Motivação Aprendizagem e Memória Inteligência Personalidade
  • 2.
    Psicologia como ciênciaObjecto/Objectivo A Psicologia é a ciência do Comportamento directamente observável do ser humano e do animal e dos seus processos mentais, da relação entre o comportamento e os processos mentais, i.e., a forma como se influenciam, ou seja, os estados de Alma. O objectivo da psicologia é o de prever, controlar e explicar o comportamento humano através das formas de sentir, pensar e agir do ser humano. Psico/logia Psico -> Psiqué, Alma; Logia – logos -> Pensamento, Discurso, Razão; Psicologia Como Ciência: -> Objectos; -> Métodos; -> Aplicação;
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    Associacionismo ConsciênciaObjecto de estudo a experiência consciente Método: introspectivo
  • 4.
    Behaviorismo Objecto: comportamentodirectamente observável
  • 5.
    Caracterização de conceitosWundt e o associacionismo Pavlov e a reflexologia Watson e o behaviorismo K öhler e o gestaltismo Freud e a psicanálise Piaget e o construtivismo Damásio e a emoção
  • 6.
    Psicologia como ciênciaDa consciência aos comportamentos Objecto de estudo da psicologia: estudo científico do comportamento directamente observável do ser humano e animal e dos seus processos mentais, da relação entre o comportamento e os processos mentais, com o objectivo de prever, controlar e explicar o comportamento e os processos mentais. Associacionismo Estruturalismo Wundt Behaviorismo Watson Reflexologia Pavlov Gestaltismo Kohler Psicanálise Freud Construtivismo Piaget Bruner Cognição Damásio Razão e emoção O.E.P: experiência consciente Objt.E.P: conhecer a estrutura da experiência consciente O.E.P: comportamento directamente observável Objt.E.P: prever, controlar e explicar as reacções O.E.P: reflexos Objt.E.P: aprender a associar um ENC a EN, controlando o comportamento O.E.P: todo Objt.E.P: compreender a forma de configurar a experiência O.E.P: inconsciente Objt.E.P: ter acesso a uma dimensão do psiquismo humano totalmente inconsciente O.E.P: estruturas da inteligência Objt.E.P: desenvolvimento das estruturas da inteligência O.E.P: Objt.E.P: O.E.P: Objt.E.P: Estímulos Tácteis Auditivos e visuais O sujeito sente, auto analisa o que sente e deve relatar o que sente ao investigador Ao dar um determinado estímulo, numa determinada situação o sujeito deverá reagir de uma determinada maneira dependendo da situação. E-R(S) R=F(S) ENC-RNC ENC+EN-RNC Resposta automáticas, espontâneas e involuntárias Parte - todo Inato Id. Ego Super ego Afectam o comportamento .Sexualidade infantil .Estádios de desenvolvimento psicossexual S - M M - S Experiências anteriores Significado atribuído pelo sujeito personalidade O.E.P: experiência consciente M.E.P: introspecção controlada O.E.P: comportamento directamente observável M.E.P: experimental O.E.P: reflexos M.E.P: experimental O.E.P: percepção do todo M.E.P: experimental O.E.P: inconsciente M.E.P: psicanalítico O.E.P: estruturas da inteligência M.E.P: clínico O.E.P: M.E.P: O.E.P: M.E.P:
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    Métodos em psicologiaIntrospecção controlada Objecto de estudo são as formas de sentir com o objectivo de conhecer a estrutura da experiência consciente Experimental Objectivo é o de conhecer o comportamento humano e animal, e dar à psicologia o carácter de ciência objectiva e rigorosa. Usa técnicas de índole quantitativa. Clínico É o conjunto de metodologias e técnicas de índole qualitativa, que têm como objectivo estudar em profundidade o indivíduo, assunto ou problema. É uma avaliação global e aprofundada do sujeito tendo em conta a sua personalidade. (Processo) Psicanalítico É um método de exploração do inconsciente, i., é., uma zona do psiquismo humano a que não temos acesso por via da introspecção nem da racionalidade. Estímulos tácteis, auditivos e visuais, dependendo da intensidade dos estímulos o sujeito sente, e dependendo da forma subjectiva do sujeito sentir, deve-se auto analisar aquilo que se sentiu e relatar ao investigador. Criticas : - mobilidade dos estados de consciência; linguagem; emoção; impossibilidade de controlar a introspecção; Psicologia infantil, animal ou psicopatologia; não dá acesso ao inconsciente; não analisa o comportamento a estímulos directamente observável; alteração dos estados de consciência. Hipótese prévia Dedução de uma relação de causa efeito, uma hipótese a ser testada na experimentação. Experimentação Para testar a hipótese forma-se o grupo experimental, onde se vai manipular a variável independente (factores) e ver se ela influencia a variável dependente (comportamento). Grupo de controlo onde se vão dar as condições ideais para comparar os resultados. Variáveis externas ou parasitas. Generalização dos resultados Generaliza-se o que foi estudado na amostra a toda a população para formular leis gerais do comportamento. Críticas : população; metodológicas; éticas. Clínico (relativo ao leito) Técnicas de observação clínica : anamnese e dados biográficos; entrevista e observação clínica; testes. Qualidades dos testes : padronização; fidelidade; validade; sensibilidade. Tipos de testes : inteligência; aptidão; personalidade : questionários; projectivos : Rorschach; Teste de Apercepção Temática; Teste da Pata Preta; Teste da Família; Teste de Frustração de Rosenzweig. Críticas sobre a aplicação dos testes : como instrumento de diagnóstico e prognóstico, i., é., o carácter estático dos resultados obtidos não reflecte o carácter dinâmico da personalidade e do psiquismo humano; valorizam o resultado e não têm em conta o processo; os raciocínio subjacentes às respostas dadas. Associações livres Dizer livremente o que vem à mente Cenário adequado Resistência Interpretação dos sonhos Censura atenuada; o desejo de carácter afectivo ou sexual realiza-se de forma simbólica, disfarçada; Conteúdo manifesto e latente. Análise dos actos falhados Resultam da interferência de intenções diferentes que entram em conflito. São os desejos recalcados que dão origem aos actos falhados. Processo de transferência inerente à relação psicanalista/paciente Estrutura da experiência consciente Sensações elementares Comportamento directamente observável O indivíduo em toda a sua dimensão - personalidade Inconsciente Sexualidade infantil O ser humano é dominado por pulsões A importância da infância no comportamento adulto
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    Observação Laboratorial Estetipo de observação acontece quando se deseja controlar alguns factores que influenciam o comportamento para se manipularem as variáveis, nomeadamente a variável independente. Controlam-se assim, com mais eficácia as variáveis externas ou parasitas que são aquelas com as quais não se conta na investigação e que podem alterar os resultados obtidos na variável dependente. A observação laboratorial apresenta, contudo, algumas limitações, a saber : o ambiente é artificial, afectando por isso o comportamento dos sujeitos; há comportamentos que não podem ser observados em laboratório; (controlo experimental)o sujeito tende a comportar-se de acordo com o que julga serem as expectativas do observador; efeitos do experimentador, i.,é., o experimentador pode influenciar, involuntariamente, o comportamento dos sujeitos. Naturalista É a observação e descrição do comportamento dos sujeitos no seu ambiente natural, é também designada de ecológica porque o indivíduo é observado no seu contexto de vida, privilegiando o binómio indivíduo meio. Este tipo de observação pode ser participante ou não participante . Ela é participante quando o indivíduo se integra na unidade social que vai estudar ao longo de um determinado período de tempo, participando nas actividades quotidianas, visa a apreensão qualitativa dos comportamentos sociais. A observação não participante o observador não intervém, não participa na experiência. Sistemática Acontece quando o indivíduo realiza tarefas idênticas à do experimentador: formulação de hipóteses prévias, controlo na experimentação, a observação pode ocorrer no laboratório ou em contexto ecológico.
  • 9.
    Psicologia pura eaplicada Organizacional Objectivos: Analisar a estrutura e funcionamento das instituições; Explicar e prever o comportamento dos indivíduos e dos grupos no interior das organizações; Analisar as relações formais e informais entre os indivíduos e os grupos; Estudar o clima, motivação e nível de satisfação dos trabalhadores. Analisar a relação entre as tarefas e os indivíduos; Promover a optimização do trabalho; Orientar o processo de selecção, recrutamento e formação dos trabalhadores; Analisar os processo de liderança; Participar no processo de avaliação institucional; Intervir nos processos institucionais. Instituições de intervenção: Empresas; Organizações governamentais e não governamentais. Educacional Promover o desenvolvimento e maturação psicológica; Clínica
  • 10.
    Psicofisiologia Objecto/Objectivo Oobjecto de estudo da psicofisiologia são os fundamentos biológicos, que se vão tentar compreender e explicar, do Comportamento do ser humano e dos animais. O objectivo, trata-se do mesmo em qualquer área, ou seja, prever, controlar e explicar o comportamento humano e animal, através das formas de sentir, pensar e agir do ser humano e animal pelos seus fundamentos biológicos.. Psico/fisio/logia Psico -> Psiqué, Alma; Fisio-> Fundamentos inatos e biológicos; Fundamentos fisiológicos Logia - logos -> Pensamento, Discurso, Razão; Psicofisiologia: -> Sistema Nervoso (Processar); -> Sistema Endócrino (Hormonal); -> Genética (Hereditariedade);
  • 11.
    Psicofisiologia As funçõesda espinal medula são de condução e coordenação. A função condutora possibilita a transmissão das mensagens da periferia para o centro e do centro para a periferia. Os nervos aferentes ou sensoriais possibilitam a transmissão das mensagens da periferia para o centro, os nervos eferentes ou motores possibilitam a transmissão das mensagens do centro para a periferia. A função coordenadora coordena o acto reflexo que é uma resposta automática a agressões do meio exterior e interior. O acto reflexo não vai ao cérebro, pois seria um desperdício de tempo. As áreas primárias têm por função receber as informações provenientes nos órgãos dos sentidos, sentir os estímulos. As áreas secundárias processar a informação proveniente das áreas primárias, permite interpretar os estímulos, de modo a saber o que vemos, ouvimos, cheiramos, etc. As áreas primárias também se denominam de sensoriais e as secundárias de psicossensoriais. O preconceito e um conceito formado antecipadamente sem fundamento sério, científico ou razoável que leva na maior parte dos casos a discriminação. A satisfação das necessidades de contacto e de conforto são mais importantes que a satisfação das necessidades primárias. A atitude é uma tendência ou predisposição para agir de forma positiva ou negativa a determinado objecto ou fenómeno social. As três componentes são: cognitiva, afectiva e comportamental.
  • 12.
    Psicologia Social Oobjecto de estudo da psicologia social são o processos psicológicos que estão na base das relações sociais, isto é, das relações dos indivíduos entre si, os indivíduos com os grupos e dos grupos entre si. Com o objectivo de prever, controlar e explicar as relações sociais, através das formas de sentir, pensar e agir para se poderem melhorar essas Mesmas relações através do comportamento social. Psicologia social O homem como ser social por natureza Grupos As atitudes
  • 13.
    Psicologia do DesenvolvimentoO objecto de estudo da psicologia do desenvolvimento é o conjunto de mudanças estruturais e comportamentais que ocorrem no indivíduo, ao nível psicológico e físico, desde o acto de fecundação até ao final da vida. A psicologia do desenvolvimento estuda as mudanças estruturais e comportamentais dos indivíduos ao longo do ciclo vital, os factores que entrevêem no desenvolvimento, motores, sociais, morais, cognitivos, etc. Tem como objectivo prever, controlar e explicar o comportamento e forma como se altera para o poder melhorar. Compreende o comportamento e as suas mudanças através das formas de sentir, pensar e agir. As perspectivas sobre o desenvolvimento Desenvolvimento e socialização Adolescência
  • 14.
    Motivação A motivaçãoé o conjunto de forças internas (energias) que levam o indivíduo a agir para atingir determinado objectivo ou finalidade. A motivação e os tipos de motivação Teorias sobre a motivação Maslow Freud
  • 15.
    Aprendizagem e MemóriaObjecto/Objectivo A aprendizagem é a mudança do comportamento e do conhecimento de forma relativamente estável e duradoira, que resulta da experiência e da prática, podendo ocorrer de forma consciente ou inconsciente e num processo pessoal ou interpessoal, porque tudo o que o homem aprende ocorre num contexto cultural. Porque se tem a capacidade de memorizar, isto é, de adquirir, reter e recordar a informação podemos conhecer os objectos do meio e, atribuirmos um significado mais importante à realidade. A pessoa que aprende adquire novos hábitos, competências, associações informações, que lhe permitem adaptar-se ao meio e às alterações. Ou seja, adquirimos ou modificamos os nossos comportamentos como resultado da nossa experiência de vida. Na maior parte das espécies, os recém nascidos estão equipados, hereditariamente, com um conjunto de comportamentos que lhes permitem de imediato adquirir autonomia. O ser humano são menos dotados hereditariamente e, por isso, precisam do meio cultural e dos outros para aprenderem, durante um logo período de tempo a serem autónomos. Aprendizagem Memória Conceito de aprendizagem
  • 16.
    Aprendizagem por condicionamentoclássico e operante A aprendizagem por condicionamento clássico é o tipo de aprendizagem em que o sujeito aprende de forma automática, espontânea, involuntária, o papel do sujeito é passivo na aprendizagem e ocorre de forma inconsciente. Pavlov, numa das situações experimentais, verificou que uma resposta, a salivação é normalmente desencadeada por um estímulo (carne). De seguida, Pavlov, apresentou o estímulo incondicionado associado a um estímulo neutro. Reparou que o cão continuava a salivar. A resposta, nesta situação continuava a ser incondicionada, pois o cão continuava a ver a carne. No entanto, o cão está a aprender, que cada vez que vê carne, ouve um sino. Aprendeu a responder a um estímulo neutro que tornou condicionado, logo a resposta ou o reflexo também é condicionada. Assim sendo, os processos do condicionamento clássico são: aquisição, extinção, recuperação espontânea, generalização do estímulo e discriminação do estímulo.
  • 17.
    A aprendizagem porcondicionamento operante consiste em associar uma respota, que já faz parte do próprio comportamento, a uma situação, fazendo seguir a essa resposta um reforço. A natureza do reforço pode ser desejável, reforço positivo, ou indesejável, reforço negativo. O reforço positivo é quando um estímulo leva ao aumento da intensidade do comportamento ou resposta. O reforço negativo é quando estímulo é retirado e aumenta a probabilidade de ocorrência da resposta. Negativo porque significa que se suprime um acontecimento desagradável. Para os behavioristas o comportamento está completamente dependente do meio. No condicionamento clássico a resposta é desencadeada por um estímulo condicionado, isto é, é involuntária, no condicionamento operante ou aprendizagem instrumental, a resposta é emitida por um acto voluntário. O sujeito opera sobre o meio para obter a recompensa. Assim sendo, a aprendizagem resulta de recompensas. Para Thorndike a aprendizagem resulta de consequências de um comportamento. Para Skinner a tendência para emitir respostas operantes fortalecida pelas consequências. São as consequências de m comportamento que vão influenciar as futuras acções do indivíduo.
  • 18.
    Aprendizagem por observaçãoe imitação Este tipo de aprendizagem acontece porque observamos o que os outros fazem e as suas consequências dos seus comportamentos. A aprendizagem por observação e imitação consiste na reprodução de uma sequência de acções produzidas por alguém, que serve de modelo, daí a modelação ou modelagem, na presença de um certo estímulo e, em seguida, de reforço. Os processo da aprendizagem social são em primeiro lugar a aquisição, em que há atenção e retenção mnésica, e uma fase de execução, na qual são necessários recursos internos e uma razão para o fazer. Este tipo de aprendizagem acontece por reforço vicariante, ou reforço indirecto. Vemos o comportamento de alguém que é considerado o modelo e tentamos imitá-lo. Aprendizagem pela manipulação de símbolos ou de representações. Este tipo de aprendizagem tem que ver com a transformação dos conteúdos na memória de longo prazo, isto é, na memória que dura toda vida e que tem uma capacidade ilimitada. Esta traduz-se por uma mudança das estruturas do conhecimento, nas redes semânticas, nos esquemas de acontecimento e de acção. Há a aquisição de conhecimentos e a aquisição de competências. A aquisição de conhecimentos tem que ver com os acontecimentos, objectos e relação entre eles. A aquisição de competências tem que ver com a capacidade de realizar algo prático. Estas duas formas de aprendizagem estão relacionadas com os dois tipos de memória de longo prazo que são a memória declarativa e não declarativa.
  • 19.
    Inteligência Objecto/Objectivo Ainteligência vem do termo latino intelligentia , e significa a capacidade que temos em captar o meio e compreendê-lo. A inteligência é a capacidade de enfrentar situações novas e de se adaptar a elas de uma forma rápida e eficiente; é a capacidade de utilizar, com eficácia conceitos abstractos; é a capacidade de fazer relacionações e aprender rapidamente Possibilidade de inteligir, isto é, captar os objectos do meio para que se possa adaptar a um determinado meio social. Inteligência – Conceito – distinção entre Int. prática, social e conceptual – Instrumentos de medida – Q.I. - WAIS Composição da inteligência Análise factorial (Spearman) Análise multifactorial (Thurstone) As inteligências múltiplas Caracterização do pensamento convergente e divergente – Criatividade. Características da personalidade criativa.
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    Inteligência Conceito deInteligência Distinção entre inteligência prática, social e conceptual Inteligência e os seus instrumentos de medida – Q.I. – WAIS Composição da inteligência: análise factorial (Spearman); análise multifactorial (Thurstone); teoria das inteligências múltiplas (Gardner). Os factores que influenciam a inteligência: hereditariedade, sociais e expectativas. Inteligência e criatividade – pensamento convergente e divergente As características da personalidade criativa
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    Conceito de InteligênciaA inteligência vem do termo latino intelligentia , e significa a capacidade que temos em captar o meio e compreendê-lo. A inteligência é a capacidade de enfrentar situações novas e de se adaptar a elas de uma forma rápida e eficiente; é a capacidade de utilizar, com eficácia conceitos abstractos; é a capacidade de fazer relacionações e aprender rapidamente Possibilidade de inteligir, isto é, captar os objectos do meio para que se possa adaptar a um determinado meio social.
  • 22.
    Distinção entre inteligência: prática – capacidade de percepcionar relações ao nível da actividade concreta, envolvendo a manipulação de objectos. Manifesta-se empiricamente pelo uso e fabrico de objectos, estando na base das respostas concretas aos problemas do quotidiano. Recorre à capacidade de estabelecer representações perceptivas; social , manifesta-se na vida relacional e na resolução de problemas interpessoais, recorre fundamentalmente à intuição; conceptual , também designada de racional ou abstracta, pressupõe o recurso da linguagem e outros sistemas simbólicos e manifesta-se nas capacidades de compreensão, raciocínio lógico, resolução de problemas e tomadas de decisão.
  • 23.
    As trêscapacidades de adaptação ao meio , capacidade de pensar abstractamente e capacidade de aprender, estão interligadas, constituindo os diferentes aspectos da inteligência. Inteligência e os seus instrumentos de medida – Q.I. – WAIS
  • 24.
    IM/IC*100=QI 80-89 –Lentidão 90-109-Inteligência média 110-119-Inteligência superior 120-140-Inteligência muito superior Críticas aos testes de inteligência: são utilizados de forma redutora; levam à discriminação social e racial ( estúpido ); a linguagem; confundem inteligência com QI; estão padronizados para determinada classe social; não têm em conta o aspecto emocional de quem realiza o teste. Wais Escala de inteligência de Wechsler para adultos
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    Composição da inteligência Análise factorial (Spearman) O objectivo é estabelecer correlações entre as várias aptidões da inteligência: memória, percepção, fluência verbal e lógica . Vai defender a existência de uma inteligência geral, de carácter fundamentalmente inato. Quem tiver uma boa inteligência geral ( Factor G), terá também uma boa inteligência específica (factor S). É o factor G que dinamiza a inteligência e os factores específicos. Análise multifactorial (Thurstone) Existem sete aptidões mentais primárias ligadas a tarefas específicas e independentes umas das outras. Vai negar o factor G. As inteligências são: Aptidão numérica; compreensão verbal; memória; fluidez verbal; raciocínio; aptidão espacial e visual; rapidez perceptual.
  • 26.
    Teoria das inteligênciasmúltiplas (Gardner) Psicólogo cognitivista, que defende que a inteligência é múltipla, isto é, depende de aptidões que devem ser trabalhadas para se tornarem em capacidades efectivas. Os psicólogos cognitivista vão tentar conhecer os processos cognitivos envolvidos nos comportamentos inteligentes. Existem 9 inteligências múltiplas com regras de funcionamento próprio e que actuam de forma independente: I. linguística, lógico-matemática, espacial, musical, intrapessoal, interpessoal, corporal cinestésica, naturalista (capacidade de reconhecer e distinguir plantas e animais) e existencial (capacidade de colocar questões sobre o sentido da existência).
  • 27.
    Relação entre ainteligência e os diversos factores Hereditariedade (inato): a inteligência é um produto entre a hereditariedade e o meio. A hereditariedade define os limites, isto é, as potencialidades que um meio adequado irá potenciar. Factores sociais : tem que ver com o meio em que estamos inseridos, a qualidade dos estímulos potencia o desenvolvimento qualitativo da inteligência. Expectativas: positivas/negativas: estas vão influenciar os aspectos intelectuais dos indivíduos pelas expectativas feitas sobre eles, sobretudo pelas pessoas mais significativas, como por exemplo: pais, professores, etc. Os sujeitos tendem a ajustar-se às expectativas, pelo facto de elas influenciarem o auto conceito, a motivação através do efeito pigmalião, isto é, efeito de profecia.
  • 28.
    Pensamento convergente edivergente – a criatividade A inteligência serve para resolver problemas. Podemos resolver problemas de duas maneiras: utilizando o pensamento convergente e divergente, utilizando as estratégias adequadas. O pensamento convergente é a existência de uma resposta ou conclusão que surge como única. É um pensamento orientado pela objectividade, e em direcção a uma resposta que surge como única e como a melhor. É pensamento dominado pela lógica e objectividade. O pensamento divergente é caracterizado por uma exploração mental de soluções várias, diferentes e originais para um mesmo problema. Este tipo de pensamento leva à criatividade. Pessoas criativas têm uma fluência de ideias imaginativas, uma flexibilidade e uma sensibilidade que as torna capazes de aprenderem relações, não visíveis, existentes nos problemas.
  • 29.
    A criatividade Astrês características essenciais da criatividade são: fluidez, flexibilidade e originalidade. A fluidez conduz o criador a propor um grande número de soluções onde a maior parte dos indivíduos só encontra algumas. A flexibilidade é a qualidade que permite passar facilmente de uma categoria de coisas, ou de um aspecto de um problema, a outra, em vez de se limitar apenas a um ponto de vista. A originalidade , enfim, constitui a característica por excelência do pensamento divergente, criatividade no sentido em que a obra criada resulta da síntese de uma nova combinação de ideias.
  • 30.
    A personalidade criativaCaracterísticas da personalidade criativa: Autonomia no seu pensamento e acções. Este tipo de personalidade não se integra facilmente num grupo e não se submete aos valores do mesmo – inconformismo. Tende a ser menos dogmática e mais relativista na sua concepção de vida - crítica. Admite os aspectos irracionais do seu comportamento; Prefere a complexidade e a novidade à simplicidade e ao conhecido – tem um espírito de descoberta. Aprecia bom humor e tem um bom sentido de humor (mas não é palhaço, como os alunos da 3, 4 e 5ª feira do meio dia de psicologia).
  • 31.
    A Personalidade Conceitode Personalidade Natureza da personalidade Factores gerais que influenciam a personalidade Teorias da Personalidade: Psicanalítica ou psicossocial ou aprendizagem social ou humanista ou auto-realização ou necessidades psicológicas
  • 32.
    Personalidade Objecto/Objectivo Apersonalidade é o elemento relativamente estável e duradoiro que nos integra numa totalidade dinâmica e nos dá uma conduta comportamental estável, é a nossa estrutura que subjaz às características de cada um de nós, é o que nos torna únicos diferenciando-nos uns dos outros. Conjunto de padrões do comportamento relativamente estáveis e duradouros, que nos integram numa totalidade dinâmica e que nos distinguem uns dos outros. É a personalidade que nos dá a nossa Consistência (mantém-se ao longo da vida), Essencialidade (é aquilo que somos em si mesmo), Estabilidade (permite prever os comportamentos), continuidade ( permite prever os comportamentos nas mais diversas situações sociais) e Estrutura (permite distinguir-nos dos outros). Dinamicidade (é dinâmica porque é uma construção pessoal com os outros) Conceito de Personalidade Natureza da personalidade Factores gerais que influenciam a personalidade Teorias da Personalidade: Psicanalítica ou psicossocial ou aprendizagem social ou humanista ou auto-realização ou necessidades psicológicas
  • 33.
    Natureza da personalidade é ser dinâmica A personalidade é uma construção pessoal decorre ao longo de toda a vida. Tem os seus alicerces no temperamento, sendo também fruto de uma elaboração da nossa história de vida, onde integramos todas as nossas experiências pessoais. Tem que ver com a dimensão fisiológica, intelectual, emocional, socio-moral, sendo também independente da representação de si, que cada um tem, da sua auto estima (auto conceito). A personalidade caracteriza-se por autonomia, auto controlo, capacidade de comunicação, expressão de ideias e afectos, e construção dos projectos de vida de cada um. A personalidade tem uma natureza dinâmica, pois é uma construção pessoal que ocorre ao longo de toda vida e onde ocorrem diversos factores tais como:
  • 34.
    Influências hereditárias –hereditariedade: O património genético do indivíduo define-se na sua singularidade morfológica, nomeadamente a constituição física e no funcionamento do sistema nervoso e endócrino, que são em grande parte hereditários. O padrão genético estabelecido no memento da concepção influencia as características da personalidade que uma pessoa desenvolverá. Meio social – socialização: A família, os grupos e a cultura a que se pertence, desempenham um papel determinante na construção da personalidade. Esta construção é feita através do processo de integração do indivíduo em determinada sociedade, isto é, a socialização, em que a família, sobretudo nos primeiros anos assume um papel decisivo pelas características e qualidade das relações existentes e dos estilos educativos. Experiências pessoais – infância e adolescência – positivas e negativas: as experiências pessoais abarcam as vivências de cada um e tem uma importância decisiva no desenvolvimento emocional da infância e adolescência na construção da personalidade. A qualidade das relações precoces, nomeadamente na infância e na adolescência, fundamentalmente pelo processo de vinculação e construção da identidade possibilitam a construção das bases da personalidade de cada um. A estruturação e organização da personalidade depende da vivencia experiências pessoais de cada um, sejam elas positivas ou negativas. Quer as experiências positivas quer as negativas afectam a construção da +personalidade.
  • 35.
    Teoria da personalidade– Freud e a teoria psicanalítica É corpo teórico explicativo da estrutura do aparelho psíquico (Id., Ego e Super Ego), da vida mental psíquica e afectiva, é um processo terapêutico das perturbações da personalidade. Libido Mecanismos de defesa do ego: recalcamento; racionalização; projecção
  • 36.
    Esquema Psicologia como Ciência Definir o que se vai estudar COMPORTAMENTO Objectivo : -Prever, controlar e explicar; Sentir, pensar e agir; Psicofisiologia Fund. Inatos O que Vai Afectar em 1º Lugar Psicologia Social Fund. Sociais Psicologia do Desenvolvimento Sujeito Meio Experiências Significado dependendo da Motivação PERSONALIDADE Aprendizagem e Memória Inteligência Totalidade Dinamicidade Univocidade Globalidade Estabilidade