Aula 2 - Conceito de Parasitismo - -introdução.ppt
1.
CICLOS PARASITÁRIOS EPROCESSOS PATOLÓGICOS
• Prof (a) M.V. MSc Renata Lima de Freitas
2.
Conceito de Parasitismo
Oparasitismo é uma relação unilateral em que um
organismo (parasito) vive às custas de outro
(hospedeiro), dependendo dele para nutrição e
sobrevivência. Essa relação pode ser:
• Monoxeno: O parasito completa seu ciclo em um
único hospedeiro (ex.: Entamoeba histolytica).
• Heteroxeno: Requer dois ou mais hospedeiros
para completar o ciclo (ex.: Schistosoma mansoni).
3.
Tipos de Parasitos
1Ectoparasitos
Vivem na superfície do
hospedeiro (ex.: Tunga penetrans,
causador do bicho-de-pé).
2 Endoparasitos
Habitam tecidos ou cavidades
internas (ex.: Plasmodium spp.,
causador da malária).
4.
Fatores para oSucesso do Parasitismo
Contato adequado
Formas infectantes (cistos,
ovos, larvas) devem alcançar
o hospedeiro (ex.: ingestão
de água contaminada por
cistos de protozoários).
Habitat favorável
Condições fisiológicas
específicas, como pH
intestinal ou disponibilidade
de nutrientes.
Mecanismos de defesa
Neutralização de enzimas
digestivas ou resistência ao
sistema imunológico do
hospedeiro.
5.
Mecanismos de Infecção
Penetraçãopassiva
• Ingestão de ovos ou cistos (ex.: Ascaris lumbricoides).
• Inoculação por vetores (ex.: Leishmania
transmitida por flebotomíneos).
Penetração ativa
• Liberação de enzimas proteolíticas para
atravessar tecidos (ex.: larvas de
ancilostomídeos penetrando a pele).
6.
Interação Hospedeiro-Parasito
Resposta imune
Ohospedeiro desenvolve reações como
inflamação granulomatosa (aglomerados de
macrófagos e eosinófilos) para isolar parasitos,
como ocorre na esquistossomose.
Adaptação do parasito
Alguns utilizam moléculas do hospedeiro para
sobreviver (ex.: Plasmodium depende da
hemoglobina para obter ferro).
7.
Importância em SaúdePública
Diagnóstico precoce
Identificação de ovos,
larvas ou cistos em
amostras biológicas.
Medidas profiláticas
Saneamento básico, uso
de calçados e educação
sanitária.
8.
Identificação e Classificação
deParasitos
A identificação e classificação de parasitos são
etapas fundamentais na Parasitologia, permitindo
compreender suas características, ciclos de vida e
impacto na saúde animal e humana.
9.
Principais Grupos deParasitos
Ectoparasitos
Parasitos externos como piolhos, percevejos e ácaros
Helmintos
Vermes multicelulares (nematódeos e platelmintos)
Protozoários
Organismos unicelulares como Giardia e Plasmodium
Os parasitos que afetam humanos e outros animais podem ser classificados em três categorias princi
• Protozoários: Giardia duodenalis, Entamoeba histolytica.
• Helmintos: Vermes multicelulares subdivididos em:
• Nematódeos (vermes redondos): Exemplo: Ascaris lumbricoides.
• Platelmintos (vermes achatados): Incluem cestódeos (ex.: Taenia solium,) e
trematódeos (ex.: Schistosoma mansoni).
• Ectoparasitos: Parasitos externos como piolhos (Pediculus humanus), percevejos (Cimex
lectularius) e ácaros (Demodex folliculorum em humanos; Demodex canis em cães), que
podem causar irritações cutâneas ou transmitir patógenos.
10.
Métodos de Identificação
1Protozoários
Exame de fezes por métodos como
montagem úmida com solução salina ou
coloração especial para identificar cistos
ou trofozoítos.
2 Helmintos
Observação microscópica de ovos, larvas
ou segmentos de vermes em fezes ou
outros fluidos corporais.
3 Ectoparasitos
Inspeção visual direta ou uso de
microscopia para identificar características
morfológicas, como número de patas ou
estruturas específicas do exoesqueleto.
11.
Critérios de Classificação
Morfologia
Estruturasexternas e internas,
como presença de ventosas
nos platelmintos ou ausência
de sistema digestivo nos
cestódeos.
1
Localização
• Endoparasitos: Vivem dentro
do hospedeiro, ex. intestino
(Ascaris lumbricoides) ou na
corrente sanguínea
(Plasmodium spp.).
• Ectoparasitos: Permanecem
na superfície do corpo, como
ácaros e percevejos.
2
Ciclo de Vida
• Direto: O parasito completa
seu ciclo em um único
hospedeiro (ex.: Enterobius
vermicularis).
• Indireto: Requer múltiplos
hospedeiros para completar
o ciclo (ex.: Taenia solium).
3
12.
Importância na SaúdePública
1 Diagnóstico preciso das
parasitoses
2 Desenvolvimento de
estratégias eficazes de
controle e prevenção
3 Redução do impacto das
doenças parasitárias na
saúde pública global
A correta identificação e classificação dos parasitos é essencial para os pontos acima. Os
ciclos de vida e mecanismos de transmissão de parasitas variam conforme a espécie,
envolvendo interações complexas com hospedeiros e ambientes.
13.
Tipos de Ciclosde Vida
Monoxênico (Direto)
O parasita completa seu ciclo em um único
hospedeiro, sem necessidade de vetores
ou hospedeiros intermediários. Exemplos:
• Ascaris lumbricoides (lombriga): Os ovos
eliminados nas fezes contaminam água
ou alimentos e são ingeridos,
desenvolvendo-se no intestino humano.
• Entamoeba histolytica: Transmite-se por
ingestão de cistos em água ou
alimentos contaminados, sem migração
tecidual.
Heteroxênico (Indireto)
Exige dois ou mais hospedeiros para
completar o ciclo. Exemplos:
• Schistosoma mansoni (esquistossomo):
Ovos eliminados na água liberam
miracídios, que infectam caramujos
(hospedeiro intermediário). Cercárias
liberadas pelo caramujo penetram na
pele humana.
• Plasmodium spp. (malária): Requer
mosquitos Anopheles para a fase
sexuada e humanos para a
multiplicação assexuada.
14.
Mecanismos de Transmissão
Fecal-Oral
•Contaminação direta: Ovos ou cistos são transferidos das mãos
contaminadas para a boca (ex.: Enterobius vermicularis).
• Contaminação indireta: Ovos transportados por vetores
mecânicos (moscas, formigas) ou água contaminada (ex.:
Giardia duodenalis).
Penetração Cutânea
• Ativa: Larvas de ancilóstomos (Ancylostoma duodenale)
perfuram a pele de pés descalços em solo contaminado.
• Passiva: Cercárias de Schistosoma penetram durante contato com
água doce.
Vetores Biológicos
• Insetos: Mosquitos (Anopheles) transmitem Plasmodium
(malária), enquanto flebotomíneos transmitem
Leishmania.
Outras Vias
• Transfusão sanguínea ou transplante: Casos raros de
transmissão de Trypanosoma cruzi (doença de Chagas).
• Congênita: Toxoplasma gondii pode ser transmitido verticalmente
durante a gestação.
15.
Ciclo Tecidual eFatores de Transmissão
Ciclo Tecidual
Alguns parasitas migram para tecidos internos antes de se
estabelecerem no órgão-alvo:
Toxoplasma gondii: cistos em músculos e sistema nervoso após infecção ini
Plasmodium spp.: Esporozoítos migram para o fígado antes de infectar hem
Fatores que Influenciam a Transmissão
Ambientais: Saneamento inadequado favorece a persistência de ovos no s
Comportamentais: Hábitos como andar descalço ou consumo de água nã
tratada aumentam o risco.
Biológicos: Resistência de cistos a condições ambientais (ex.:
Entamoeba histolytica sobrevive semanas em água).
Parasita
Hospedeiro
Intermediári
o
Hospedeiro
Definitivo
Via de
Transmissão
Taenia solium Porco Humano Ingestão de
carne mal
cozida
Leishmania spp. Flebotomíneo Humano Picada do inseto
16.
Diagnóstico e Tratamentode Parasitoses
1
Diagnóstico
Identificação precisa do parasita
2
Métodos Laboratoriais
Técnicas específicas para cada tipo
3
Exames Clínicos
Avaliação dos sintomas e sinais
O diagnóstico de infecções parasitárias envolve métodos laboratoriais específicos e exames clínicos, variando conforme o
tipo de parasita.
Métodos diagnósticos são utilizados para identificar parasitas em animais. A escolha do método pode variar
dependendo do tipo de parasita em questão.
17.
Exame de Fezes
MétodosUtilizados
• Técnica de Kato-Katz: Eficaz para a
detecção de ovos de helmintos,
especialmente em infecções com carga
alta.
• Técnica de Willis: Preferida para a
identificação de ovos leves, como os de
Ancylostoma spp.
• Método de Faust: Utilizado para detectar
cistos e ovos em amostras fecais.
Parasitas Correspondentes
• Toxocara spp. (nematódeo)
• Ancylostoma spp. (ancilostomídeos)
• Giardia spp. (protozoário)
• Cystoisospora spp. (protozoário)
18.
Exame Sanguíneo
Esfregaço Sanguíneo
Paraidentificação de hemoparasitas como
Babesia e Leishmania.
Sorologia
Testes sorológicos para detectar anticorpos
contra patógenos como Ehrlichia e
Anaplasma.
Parasitas Correspondentes
• Babesia spp. (hemoparasita)
• Leishmania spp. (protozoário)
• Ehrlichia canis (bactéria)
19.
Técnicas Moleculares eMétodos Complementares
Técnicas Moleculares:
• PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Para identificação específica de DNA de parasitas.
• Parasitas Correspondentes: Leishmania spp., Ehrlichia spp.
Métodos Complementares:
• Exame Direto da Mucosa Intestinal: Para observar diretamente parasitas no intestino
durante procedimentos cirúrgicos ou necropsias.
• Sorologia: Detecta anticorpos contra Trypanosoma cruzi (doença de Chagas) ou Leishmania.
• PCR: Identifica material genético de parasitas em casos complexos
(ex.: diferenciação de espécies de Entamoeba).
Esses métodos são frequentemente utilizados em combinação para aumentar a precisão do
diagnóstico, especialmente em casos de infecções mistas ou quando a carga parasitária é baixa.
A escolha do método depende do tipo de parasita suspeito, da condição clínica do animal e dos
recursos disponíveis na prática veterinária.
20.
Considerações Terapêuticas
• Resistência:O uso excessivo de metronidazol pode levar a resistência em Giardia.
• Infecções mistas: Albendazol tem amplo espectro contra nematódeos e cestódeos
Medicamentos Contraindicados
1. Ivermectina
• Contraindicações: Não deve ser administrada em filhotes com menos de 6 semanas de idade e em certas raças, com
devido ao risco de neurotoxicidade.
• Alternativas: Milbemicina oxima e selamectina são opções mais seguras para o controle de ectoparasitas e vermino
2. Doxiciclina
• Contraindicações: É contraindicada durante a gestação, pois pode causar efeitos adversos no desenvolvimento feta
A vermifugação em cadelas e gatas prenhas é importante para prevenir a transmissão de parasitas aos filhotes.
É recomendado que a fêmea esteja com o controle parasitológico atualizado antes da gestação.
21.
Estratégias de Controle
Educaçãoem Saúde
Campanhas de conscientização
e materiais didáticos
1
Higiene Pessoal
Lavagem das mãos e cuidados com unhas
2
Saneamento Básico
Instalações sanitárias e tratamento da água
3
Segurança Alimentar
Preparação adequada dos alimentos
4
Vigilância Sanitária
Monitoramento de surtos e
afastamento de infectados
5
22.
Prevenção: Saneamento básico,uso de calçados e tratamento de água. Vigilância:
Triagem periódica em grupos de risco (crianças, profissionais de alimentação).
As medidas profiláticas são essenciais para a prevenção de parasitoses, que continuam a ser
um problema significativo de saúde pública, especialmente em comunidades vulneráveis.
Abaixo estão algumas das principais estratégias e práticas recomendadas:
Controle Ambiental
• Evitar contato com solo contaminado: Usar calçados ao andar em áreas potencialmente contamina
• Gerenciamento de resíduos: Implementar práticas adequadas de descarte de lixo e esgoto para re
a exposição a parasitas.
Ações Comunitárias
• Mobilização social: Envolver a comunidade na implementação de medidas preventivas, como mutir
de limpeza e campanhas de vacinação onde aplicável.
• Parcerias intersetoriais: Trabalhar com profissionais de saúde, educação e meio ambiente para cria
um ambiente seguro e saudável.