UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ
SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA
PEDAGOGIA
Cidade
2020
Cidade
2020
Cidade
Planaltina/DF
2023
PATRÍCIA PEREIRA FRANÇA ALVES
GESTÃO DO PROJETO EDUCATIVO
Planaltina/DF
2023
GESTÃO DO PROJETO EDUCATIVO
Projeto Educativo apresentado à Universidade
Norte do Paraná, como requisito parcial à
conclusão do Curso de Pedagogia.
Docente supervisor: Prof. Izabella Trevizan
Dias da Silva
PATRÍCIA PEREIRA FRANÇA ALVES
INTRODUÇÃO
“A ideia da inclusão se fundamenta numa filosofia que reconhece e aceita a
diversidade na vida em sociedade” (ARANHA, 2001, p. 12). Contudo, o modo como
esta ideia vem evoluindo tem se transformado no decorrer da história, sendo
considerada de diferentes maneiras e sempre interligada a valores sociais, morais,
éticos, filosóficos e religiosos. A atitude para com a diversidade expressa, de modo
geral, a atitude de cada sociedade, de cada cultura e de cada indivíduo para com
cada um de seus membros. Várias têm sido as concepções que procuram explicar o
comportamento diferente.
No Brasil, o interesse por este assunto foi suscitado nos debates antes e depois
da Constituição de 1988, assim como a LDB nº 9.394/96.
Ambas destacam a importância de promover a inclusão no sistema educacional
da educação especial, como modalidade de educação que permeia
transversalmente todos os níveis e as modalidades de ensino. Este assunto causa
grande polêmica, não só no âmbito escolar, mas também em todas as esferas
sociais, pois o movimento da inclusão social baseia-se no pressuposto de que a
diversidade é parte da natureza humana e que só uma sociedade que aprende a
lidar com esta diversidade poderá se considerar, efetivamente, uma sociedade
democrática. As leis brasileiras explicitam os direitos de todo cidadão, porém, na
prática social, quando o assunto é a inclusão há questionamentos da sociedade
como um todo. Se as discussões e reflexões sobre as diferentes maneiras de
implementar a inclusão, ainda não estão acontecendo em todo o universo escolar,
como será possível quebrar os paradigmas de uma escola excludente e elitista? Isto
se torna um entrave na construção de uma escola inclusiva, pois tudo é uma
caminhada e uma construção, elaborada com base em estudos, pesquisas e
reflexões que, por meio de um conhecimento mais amplo e aprofundado, traçam o
caminho da sensibilidade, voltado para uma escola de qualidade para todos,
ensinando e aprendendo, acolhendo as diferenças e os diferentes. A Educação
Especial insere-se nos diferentes níveis de educação escolar – Educação Básica
(Educação Infantil, Educação Fundamental e Ensino Médio) e Educação Superior –,
bem como na interação com as demais modalidades 31 da educação escolar, como
a educação de jovens e adultos, a educação profissional e a educação indígena. A
Educação Especial é um processo definido em uma proposta pedagógica,
assegurando um conjunto de recursos e serviços educacionais especiais,
organizados institucionalmente para apoiar, complementar, de modo a garantir e
promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam
necessidades educacionais especiais. Porém, entre os textos oficiais e a realidade
do cotidiano há um distanciamento no que se refere ao cumprimento integral da lei e
à aceitação do portador de necessidade especial como membro efetivo da
sociedade, capaz de participar e interagir com os outros – no exercício da cidadania.
Desde a antiguidade até os dias atuais, as diversas camadas da sociedade
demonstram dificuldades e preconceitos em conviver com pessoas portadoras de
deficiência (MARTINS, 2006). Pode-se afirmar que a atitude para com a pessoa
excepcional expressa, de algum modo, a atitude de cada sociedade, de cada
cultura, de cada indivíduo para com um de seus membros. O descaso para com a
pessoa considerada “diferente” tem sido arrastado durante, praticamente, toda a
história da humanidade. Pode-se, por exemplo, reportar para o período da Idade
Antiga, em que a concepção de deficiência era atribuída a um poder chamado de
sobrenatural, uma concepção demonológica da doença mental. Assim, esse
indivíduo era perseguido, condenado à morte, porque não tinha utilidade,
principalmente para lutar nas guerras travadas pelos povos daquele momento
histórico (MARTINS, 2006). A compreensão da História da humanidade é primordial
para responder as indagações do presente, pois retrata a forma de pensar de uma
determinada época podendo esta ser alterada no decorrer do tempo. Santos (2001,
p. 19) lembra que, antes do termo inclusão, surgiu o da integração social.
Nos dias atuais, pode-se entender como inclusiva uma sociedade em que todos
têm o direito de ser diferente quando a igualdade os descaracteriza e de ser iguais,
quando a diferença inferioriza, como já dizia um dito popular: “Somos diferentes mas
somos iguais, o que nos difere um dos outros são as nossas diferenças físicas,
jamais as nossas desigualdades sociais...”
OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL
O objetivo é apresentar a relação entre a gestão escolar e a proposta de
educação inclusiva.
A escola regular vem recebendo alunos com deficiência, diante dessa situação,
algumas questões emergem, principalmente com relação entre a gestão escolar a
educação inclusiva e as orientações dos documentos oficiais. Sabemos que
educação inclusiva é um dos novos desafios impostos à gestão escolar, em face das
novas demandas que a escola enfrenta, no contexto de uma sociedade que se
democratiza e se transforma. A escola se encontra, hoje, no centro de atenções da
sociedade, porque se reconhece que a educação, na sociedade globalizada e
economia centrada no conhecimento, constituem grande valor estratégico para o
desenvolvimento de qualquer sociedade, assim como condição importante para a
qualidade de vida das pessoas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Compreender a função do gestor escolar diante da educação inclusiva;
 Entender os conceitos que envolvem a educação inclusiva, refletindo sobre o
entendimento do que são integração e inclusão no contexto educativo.
 Identificar como cada profissional percebe a situação das crianças com
deficiências dentro da Instituição.
 Analisar quais são os desafios e perspectivas para uma Inclusão de qualidade.
PROBLEMATIZAÇÃO
De que forma o sistema de gestão de escolas públicas e particulares tem se
estruturado a fim de realizar a inclusão escolar? Em caráter secundário são
destacados os seguintes questionamentos:
 O que é inclusão escolar?
 Quais os principais conceitos, características e propostas relativas à
inclusão escolar das pessoas com deficiências, em específico com
TDAH?
 Qual é a importância da gestão escolar na edificação desse processo
de inclusão?
 Como está sendo realizado o processo de inclusão das pessoas com
deficiências nas escolas da rede pública e particular?
 Qual o papel da equipe gestora como promotora e articuladora de
mudanças no processo educativo, para garantir que a escola seja
inclusiva?
 Quais as ações realizadas pela equipe gestora para a edificação desse
processo?
 Qual a importância da gestão escolar nos dois perfis educacionais
referente a atuação da gestão escolar, na busca de oferecer uma
educação inclusiva?
REFERENCIAL TEÓRICO
Sabe-se que a educação de pessoas com deficiência é tema de grandes
debates e também de conquistas. Muito já se avançou, mas ainda há muito a
conquistar, pois é direito do ser humano ter uma educação de qualidade. É
fundamental fazermos uma retrospectiva dos movimentos internacionais e nacionais
com relação à deficiência. Tratar-se-á de imediato dos movimentos internacionais.
Os estudos mostram que na história da educação, até o século XVIII, as noções a
respeito da deficiência eram basicamente ligadas a misticismo e ocultismo, de
acordo com Mazzotta, (2003, p.16). O conceito de diferenças individuais não era
compreendido ou avaliado. Mazzotta (2003, p. 16-17) conta que foi na Europa que
aconteceram os primeiros movimentos pelo atendimento aos deficientes, refletindo
mudanças nos grupos sociais, concretizando-se em medidas educacionais,
expandindo-as para os Estados Unidos e Canadá e, posteriormente, para outros
países, inclusive o Brasil. Em sua análise criteriosa Mazzotta (2003), constata que a
primeira obra impressa sobre a educação de deficientes teve autoria de Jean-Paul
Bonet, sendo editada na França em 1620 com o título “Redação das Letras e Arte de
Ensinar os Mudos a Falar”. Constatou, também, que a primeira instituição
especializada para a educação de surdos-mudos foi fundada pelo abade Charles M.
Eppée em 1770, na cidade de Paris, sendo este abade quem inventou o método dos
sinais. Outro dado de relevância que Mazzotta (2003) informa, é de que em 1829,
Louis Braille, fez uma adaptação no código militar de comunicação noturna, proposto
por Barbier, para as necessidades dos cegos, criando assim, o método Braille. Em
1832, conforme Mazzotta (2003) teve início em Munique, Alemanha, a instituição
voltada ao atendimento dos deficientes físicos. Anos mais tarde (1838), o médico
Jean Marc Itard comprovou métodos sistematizados para o ensino de deficientes ou
retardados mentais. No período de 1870 a 1956 a educadora Maria Montessori
contribui grandemente para a evolução da educação especial. Mazzotta (2003)
ressalta que no período de 1850 a 1920, nos Estados Unidos, houve um aumento
crescente das escolas residenciais que era um modelo europeu, onde havia o
atendimento para os deficientes mentais. Na última década do século XIX as escolas
residências não eram mais consideradas apropriadas para a educação do deficiente
mental. Assim, no período de 1896 a 1913 foram abertas classes especiais para
doentes mentais, cegos e amblíopes4 . Ainda de acordo com o autor, por volta de
1950, os pais de crianças com desenvolvimento mental retardado se organizaram na
National Association for Retarded Children – NARC, a qual foi inspiradora da criação
das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAEs – no Brasil. Vale
lembrar, um movimento importantíssimo, o qual impulsionou a educação especial.
Em Jomtien, na Tailândia, em 1990, acontece a Conferência Mundial sobre
Educação para Todos, momento em que foi elaborado um documento que reafirma o
direito de todos à educação e propõe as medidas necessárias para se alcançar os
objetivos propostos. Outro acontecimento de grande relevância aconteceu em 1994,
a Declaração de Salamanca, que culminou no documento as “Regras Padrões sobre
Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiências”, isto é, tratam dos
princípios, políticas e práticas na área das pessoas com deficiências. Esse
movimento foi altamente significativo em favor da inclusão, fortalecendo essa ideia
em vários países, inclusive no Brasil. No fim do século XVIII e começo do século XIX
a educação especial no Brasil encontrou pouca manifestação, não havia interesse
por parte do governo central em oferecê-la à população, pois os deficientes não
eram motivo de preocupação. Nessa abordagem, Jannuzzi remete-nos à seguinte
situação:
A educação das crianças deficientes surgiu institucionalmente, mas de maneira
tímida, no conjunto das concretizações possíveis das ideias liberais que tiveram
divulgação no Brasil no fim do século XVIII e começo do século XIX. Essas ideias já
estavam presentes em alguns movimentos como, por exemplo, a Inconfidência
Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817),
que reuniram numa mesma luta uma série de profissionais: [...] (JANNUZZI, 2012, p.
06)
Para Vygotsky (1995), os princípios do desenvolvimento humano são os
mesmos para todos os sujeitos. Todo ser humano é educável. Todas as crianças
devem ser educadas. Na sua visão, a fragilidade da deficiência é também uma força
que move o sujeito para as suas realizações. Isso significa pensar nos opostos como
partes de um todo. A deficiência faz parte da subjetividade de muitas pessoas, que
se constituem como sujeitos sociais, com base, simultaneamente, na fragilidade e na
força dessa condição e em suas possibilidades educativas. ( LIMA, 2006, p.21).
Sassaki (1997, p.40) conceitua a inclusão social não como algo já consolidado, mas
como um movimento contínuo, como um processo pelo qual a sociedade se adapta
para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades
especiais e simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na no
qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar
problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para
todos (SASSAKI, 1997).
A inserção da criança no ambiente escolar regular pode favorecer a experimentação
de uma diversidade maior de atividades (Mantoan,1997; Santos 1998;
Erwin,Scheiber,1999). Essas promovem o desenvolvimento global da criança, o
aprimoramento de habilidades e capacidades, a superação de dificuldades a
descoberta de que ela é parte integrante e atuante de uma sociedade. Sua inserção
também possibilita à criança aprender que o ambiente social é constituído de
diferentes pessoas, com diferentes características e que essas diferenças devem ser
respeitadas, ou seja, que a sociedade é sinônimo de diversidade.
Segundo Pessotti (1986), por exemplo, a evolução social no tratamento das pessoas
com deficiência propicia benefícios não só a elas próprias, mas a sociedade em
geral. A diminuição da discriminação e os conhecimentos obtidos a partir da
convivência com as pessoas com necessidades especiais são alguns desses
ganhos. (LIMA, 2006, p.21).
Segundo Amaral (2003), a educação inclusiva propõe que todos os indivíduos com
deficiências ingressem na rede regular de ensino, calcada no princípio de educação
para todos.
A legislação é explícita quanto à obrigação das escolas de acolher as crianças que
se apresentam para a matrícula. Por outro lado é importante que esse acolhimento
não seja formal e que o aluno com deficiência tenha condições efetivas de realizar
integralmente suas potencialidades. (LIMA, 2007, p.37).
O papel do adulto, em uma proposta de Educação Infantil voltada para a abordagem
sócio construtivista, é mediar as interações da criança com as outras crianças e com
o meio físico e simbólico da instituição. (VEIGA, Márcia Moreira, A organização do
trabalho educativo, p. 187).
O “treinamento” dos atuais e futuros professores comuns e especiais é
indispensável. Esses treinamentos deverão enfocar os conceitos inclusivistas como
autonomia, independência, equiparação de oportunidades, inclusão social da
deficiência, rejeição zero e vida independente. (SASSAKI; 1998, p.9).
Os benefícios que todos podem alcançar no convívio com a diferença torna o
ambiente escolar mais rico e mediador de múltiplas aprendizagens, ampliando trocas
afetivas, sociais e intelectuais entre os sujeitos envolvidos, desenvolvendo atitudes
como respeito, solidariedade e tolerância, como assegura Veiga.
Bueno (1999) menciona que incluir não é apenas colocar a pessoa com
deficiências dentro de uma classe regular, é, sobretudo considerar a diversidade e
conseguir dar conta das especificidades culturais, étnicas, religiosas, entre outras.
Incluir é uma forma mais elevada de democratizar o sistema educacional, dando
oportunidade para aquele que por algum motivo estão fora da escola.
MÉTODO
Quando falamos sobre o processo de inclusão escolar partimos da ideia de
que a inclusão é mais do que simplesmente adaptações no espaço físico para o
aluno com deficiência. Determina-se a importância de transformações profundas na
escola, incluindo metodologias, currículos e, principalmente, o envolvimento de todos
que fazem parte dos processos inclusivos, em que o gestor é fundamental na
execução das atividades desenvolvidas na escola. A partir disso, busca-se
compreender o que diz a lei referente ao gestor educacional frente à inclusão de
sujeitos com deficiência nas escolas. Neste contexto, a LDB 9.394/96 no seu art. 14
define :
Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática
do ensino público
na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e
conforme os seguintes princípios:
I – participação dos profissionais da educação na elaboração do
projeto pedagógico da escola;
II – participação das comunidades escolar e local em conselhos
escolares ou equivalentes
A gestão democrática no cenário educacional é tema de grandes
questionamentos, principalmente na escola pública que tem a tendência em
interiorizar uma gestão pautada no conservadorismo de atitudes autoritárias.
Entende-se, que a escola é vista como organização social, humana e cultural, em
que todos os envolvidos devem ter suas funções determinadas, participando de
maneira ativa nos processos da escola, para desenvolver com êxito as atividades
planejadas. Neste sentido, faz-se necessário um gestor que promova uma política de
gestão democrática participativa na comunidade escolar, partindo desse principio, a
escola precisa rever o papel do gestor. A Constituição Federal (1988) estabeleceu
princípios para a educação brasileira a obrigatoriedade, a gratuidade, a liberdade, a
igualdade e gestão democrática, sendo esses regulamentados por leis. Neste
contexto, os educadores lutam por uma gestão democrática em prol de uma
educação de qualidade e com equidade. Nessa abordagem, em uma gestão
democrática se faz necessário a participação de todos os segmentos da comunidade
escolar, induzindo-os à construção de atitudes dinâmicas, apontadas pela
diversidade e pelos distintos modos de compreender a escola. Pensar em uma
instituição com gestão democrática é ter uma escola que se baseia em regras que
dá direitos de participação iguais aos estudantes, professores e funcionários. Esses
ambientes ou espaços de ensino colocam os jovens estudantes e as suas vozes
como os atores centrais do processo educacional, em cada aspecto das operações
da escola, incluindo aprendizagem, ensino e liderança. Os adultos, professores são
pedagogos e facilitadores que participam do processo educacional, auxiliando nas
atividades de acordo com os interesses dos estudantes que as escolheram. Assim,
na escola democrática todos estão comprometidos numa construção coletiva e na
responsabilidade das relações entre os sujeitos, em que a educação é vista como o
alicerce para o ser humano, que tem como objetivo êxito em sua vida pessoal e
profissional. Segundo Saviani (2000), mesmo participando de uma sociedade
capitalista, é viável uma educação que não seja reprodutora da situação vigente,
adequada aos interesses da maioria, pois, a educação interfere sobre a sociedade,
podendo contribuir para a sua própria transformação. Diante do exposto, é
fundamental que a escola clarifique o seu real papel perante a sociedade que é de
formar cidadãos críticos, participativos, construtores do seu saber, capazes de se
solidarizar com os demais, também, de serem capazes de enfrentar o mundo do
trabalho, realizando-se profissionalmente e valendo-se de atitudes humanas e de
respeito ao outro.
Desse modo, se faz necessário compreender a ação pedagógica do gestor
escolar, pois se entende que este é um dos principais responsáveis para promover a
política de gestão democrática, buscando envolver a todos nos processos que
acontecem no ambiente escolar. Nos processos inclusivos é fundamental que o
gestor promova a inclusão, aperfeiçoando os procedimentos pedagógicos em sala
de aula e na organização da escola, por meio da busca da qualidade e da
transparência nos atos da gestão escolar.
CRONOGRAMA
Trata-se do esquema que apresenta a descrição das etapas e a previsão do
tempo necessário para sua realização (sempre respeitando o prazo máximo de
entrega do Projeto, de acordo com as informações disponibilizadas no Ambiente
Virtual de Aprendizagem). O cronograma precisa estar de acordo com o previsto na
metodologia. Você pode utilizar o modelo apresentado a seguir e fazer as
adequações necessárias à sua pesquisa.
Etapas do Projeto Período
1. Planejamento: Apresentação do
projeto junto à gestão das escolas.
Uma semana
2. Execução: Apresentação do projeto à
gestão da escola.
 Desenvolvimento de algumas
atividades de simulação que poderiam
ocorrer no cotidiano da sala de aula.
 Analisar a gestão escolar e apresentar
propostas de educação inclusiva na
escola – Proposta de ações mais
efetivas.
Um semestre
3. Avaliação: Apresentação do projeto à
gestão da escola.
 Desenvolvimento de algumas
atividades de simulação que poderiam
ocorrer no cotidiano da sala de aula.
 Analisar a gestão escolar e apresentar
propostas de educação inclusiva na
escola – Proposta de ações mais
efetivas.
Uma semana
RECURSOS
Os recursos utilizados serão:
 Mobiliários
 Materiais didáticos e jogos pedagógicos
 Recursos Pedagógicos
 Folhetos
 Materiais de decoração
 Murais
AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada por meio dos registros, de acordo com a
participação da comunidade escolar nas atividades, segundo o interesse dos alunos,
professores e de todos os que estiverem participando das ações propostas. A
avaliação será feita ainda, por meio de discussão, da participação e do debate
realizado entre os alunos e professores direcionados para a indisciplina na sala de
aula.
REFERÊNCIAS
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de transtornos mentais – DSM-IV-TR.4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
ANDRADE, E.R. Quadro clínico do Transtorno de Déficit de
Atenção/Hiperatividade. Porto Alegre: ArtMed Editora, 2003.
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professores e inclusão escolar de pessoas com deficiência: análise de resumos de
artigos na base Scielo. Rev. psicopedag. vol.27 no.84 São Paulo 2010.
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DUTRA, Cláudia. P.; GRIBOSKI, Cláudia M. Gestão para Inclusão. Revista de
Educação Especial, Santa Maria, n. 26, p. 9-17, 2005.
MENDES, Enicéia G. Bases Históricas da Educação Especial no Brasil e a
Perspectiva da Educação Inclusiva. (texto produzido para a disciplina Educação
Especial no Brasil-UFSCar) – mimeo, 2000
PRIETO, Rosângela G. Perspectivas para construção da escola inclusiva no Brasil.
In: In: PALHARES, Marina S. e MARINS, Simone C. F. (Orgs.). Escola Inclusiva.
São Carlos: EDUFSCar, 2002. p. 45-60.
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RODRIGUES, David (Org.). Inclusão e educação: dozes olhares sobre a educação
inclusiva. São Paulo: Summus, 2006. p. 299-318.
SAGE, Daniel D. Estratégias administrativas para a realização do ensino inclusivo.
In: STAINBACK, Susan; STAINBACK William (Orgs.). Inclusão: um guia para
educadores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. p.129-141.

Portfólio Gestão do Projeto Educativo

  • 1.
    UNIVERSIDADE NORTE DOPARANÁ SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA PEDAGOGIA Cidade 2020 Cidade 2020 Cidade Planaltina/DF 2023 PATRÍCIA PEREIRA FRANÇA ALVES GESTÃO DO PROJETO EDUCATIVO
  • 2.
    Planaltina/DF 2023 GESTÃO DO PROJETOEDUCATIVO Projeto Educativo apresentado à Universidade Norte do Paraná, como requisito parcial à conclusão do Curso de Pedagogia. Docente supervisor: Prof. Izabella Trevizan Dias da Silva PATRÍCIA PEREIRA FRANÇA ALVES
  • 3.
    INTRODUÇÃO “A ideia dainclusão se fundamenta numa filosofia que reconhece e aceita a diversidade na vida em sociedade” (ARANHA, 2001, p. 12). Contudo, o modo como esta ideia vem evoluindo tem se transformado no decorrer da história, sendo considerada de diferentes maneiras e sempre interligada a valores sociais, morais, éticos, filosóficos e religiosos. A atitude para com a diversidade expressa, de modo geral, a atitude de cada sociedade, de cada cultura e de cada indivíduo para com cada um de seus membros. Várias têm sido as concepções que procuram explicar o comportamento diferente. No Brasil, o interesse por este assunto foi suscitado nos debates antes e depois da Constituição de 1988, assim como a LDB nº 9.394/96. Ambas destacam a importância de promover a inclusão no sistema educacional da educação especial, como modalidade de educação que permeia transversalmente todos os níveis e as modalidades de ensino. Este assunto causa grande polêmica, não só no âmbito escolar, mas também em todas as esferas sociais, pois o movimento da inclusão social baseia-se no pressuposto de que a diversidade é parte da natureza humana e que só uma sociedade que aprende a lidar com esta diversidade poderá se considerar, efetivamente, uma sociedade democrática. As leis brasileiras explicitam os direitos de todo cidadão, porém, na prática social, quando o assunto é a inclusão há questionamentos da sociedade como um todo. Se as discussões e reflexões sobre as diferentes maneiras de implementar a inclusão, ainda não estão acontecendo em todo o universo escolar, como será possível quebrar os paradigmas de uma escola excludente e elitista? Isto se torna um entrave na construção de uma escola inclusiva, pois tudo é uma caminhada e uma construção, elaborada com base em estudos, pesquisas e reflexões que, por meio de um conhecimento mais amplo e aprofundado, traçam o caminho da sensibilidade, voltado para uma escola de qualidade para todos, ensinando e aprendendo, acolhendo as diferenças e os diferentes. A Educação Especial insere-se nos diferentes níveis de educação escolar – Educação Básica (Educação Infantil, Educação Fundamental e Ensino Médio) e Educação Superior –, bem como na interação com as demais modalidades 31 da educação escolar, como a educação de jovens e adultos, a educação profissional e a educação indígena. A Educação Especial é um processo definido em uma proposta pedagógica,
  • 4.
    assegurando um conjuntode recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar, de modo a garantir e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais. Porém, entre os textos oficiais e a realidade do cotidiano há um distanciamento no que se refere ao cumprimento integral da lei e à aceitação do portador de necessidade especial como membro efetivo da sociedade, capaz de participar e interagir com os outros – no exercício da cidadania. Desde a antiguidade até os dias atuais, as diversas camadas da sociedade demonstram dificuldades e preconceitos em conviver com pessoas portadoras de deficiência (MARTINS, 2006). Pode-se afirmar que a atitude para com a pessoa excepcional expressa, de algum modo, a atitude de cada sociedade, de cada cultura, de cada indivíduo para com um de seus membros. O descaso para com a pessoa considerada “diferente” tem sido arrastado durante, praticamente, toda a história da humanidade. Pode-se, por exemplo, reportar para o período da Idade Antiga, em que a concepção de deficiência era atribuída a um poder chamado de sobrenatural, uma concepção demonológica da doença mental. Assim, esse indivíduo era perseguido, condenado à morte, porque não tinha utilidade, principalmente para lutar nas guerras travadas pelos povos daquele momento histórico (MARTINS, 2006). A compreensão da História da humanidade é primordial para responder as indagações do presente, pois retrata a forma de pensar de uma determinada época podendo esta ser alterada no decorrer do tempo. Santos (2001, p. 19) lembra que, antes do termo inclusão, surgiu o da integração social. Nos dias atuais, pode-se entender como inclusiva uma sociedade em que todos têm o direito de ser diferente quando a igualdade os descaracteriza e de ser iguais, quando a diferença inferioriza, como já dizia um dito popular: “Somos diferentes mas somos iguais, o que nos difere um dos outros são as nossas diferenças físicas, jamais as nossas desigualdades sociais...” OBJETIVOS OBJETIVO GERAL O objetivo é apresentar a relação entre a gestão escolar e a proposta de educação inclusiva.
  • 5.
    A escola regularvem recebendo alunos com deficiência, diante dessa situação, algumas questões emergem, principalmente com relação entre a gestão escolar a educação inclusiva e as orientações dos documentos oficiais. Sabemos que educação inclusiva é um dos novos desafios impostos à gestão escolar, em face das novas demandas que a escola enfrenta, no contexto de uma sociedade que se democratiza e se transforma. A escola se encontra, hoje, no centro de atenções da sociedade, porque se reconhece que a educação, na sociedade globalizada e economia centrada no conhecimento, constituem grande valor estratégico para o desenvolvimento de qualquer sociedade, assim como condição importante para a qualidade de vida das pessoas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Compreender a função do gestor escolar diante da educação inclusiva;  Entender os conceitos que envolvem a educação inclusiva, refletindo sobre o entendimento do que são integração e inclusão no contexto educativo.  Identificar como cada profissional percebe a situação das crianças com deficiências dentro da Instituição.  Analisar quais são os desafios e perspectivas para uma Inclusão de qualidade. PROBLEMATIZAÇÃO De que forma o sistema de gestão de escolas públicas e particulares tem se estruturado a fim de realizar a inclusão escolar? Em caráter secundário são destacados os seguintes questionamentos:  O que é inclusão escolar?  Quais os principais conceitos, características e propostas relativas à inclusão escolar das pessoas com deficiências, em específico com TDAH?  Qual é a importância da gestão escolar na edificação desse processo de inclusão?  Como está sendo realizado o processo de inclusão das pessoas com deficiências nas escolas da rede pública e particular?  Qual o papel da equipe gestora como promotora e articuladora de
  • 6.
    mudanças no processoeducativo, para garantir que a escola seja inclusiva?  Quais as ações realizadas pela equipe gestora para a edificação desse processo?  Qual a importância da gestão escolar nos dois perfis educacionais referente a atuação da gestão escolar, na busca de oferecer uma educação inclusiva? REFERENCIAL TEÓRICO Sabe-se que a educação de pessoas com deficiência é tema de grandes debates e também de conquistas. Muito já se avançou, mas ainda há muito a conquistar, pois é direito do ser humano ter uma educação de qualidade. É fundamental fazermos uma retrospectiva dos movimentos internacionais e nacionais com relação à deficiência. Tratar-se-á de imediato dos movimentos internacionais. Os estudos mostram que na história da educação, até o século XVIII, as noções a respeito da deficiência eram basicamente ligadas a misticismo e ocultismo, de acordo com Mazzotta, (2003, p.16). O conceito de diferenças individuais não era compreendido ou avaliado. Mazzotta (2003, p. 16-17) conta que foi na Europa que aconteceram os primeiros movimentos pelo atendimento aos deficientes, refletindo mudanças nos grupos sociais, concretizando-se em medidas educacionais, expandindo-as para os Estados Unidos e Canadá e, posteriormente, para outros países, inclusive o Brasil. Em sua análise criteriosa Mazzotta (2003), constata que a primeira obra impressa sobre a educação de deficientes teve autoria de Jean-Paul Bonet, sendo editada na França em 1620 com o título “Redação das Letras e Arte de Ensinar os Mudos a Falar”. Constatou, também, que a primeira instituição especializada para a educação de surdos-mudos foi fundada pelo abade Charles M. Eppée em 1770, na cidade de Paris, sendo este abade quem inventou o método dos sinais. Outro dado de relevância que Mazzotta (2003) informa, é de que em 1829, Louis Braille, fez uma adaptação no código militar de comunicação noturna, proposto por Barbier, para as necessidades dos cegos, criando assim, o método Braille. Em 1832, conforme Mazzotta (2003) teve início em Munique, Alemanha, a instituição voltada ao atendimento dos deficientes físicos. Anos mais tarde (1838), o médico Jean Marc Itard comprovou métodos sistematizados para o ensino de deficientes ou
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    retardados mentais. Noperíodo de 1870 a 1956 a educadora Maria Montessori contribui grandemente para a evolução da educação especial. Mazzotta (2003) ressalta que no período de 1850 a 1920, nos Estados Unidos, houve um aumento crescente das escolas residenciais que era um modelo europeu, onde havia o atendimento para os deficientes mentais. Na última década do século XIX as escolas residências não eram mais consideradas apropriadas para a educação do deficiente mental. Assim, no período de 1896 a 1913 foram abertas classes especiais para doentes mentais, cegos e amblíopes4 . Ainda de acordo com o autor, por volta de 1950, os pais de crianças com desenvolvimento mental retardado se organizaram na National Association for Retarded Children – NARC, a qual foi inspiradora da criação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAEs – no Brasil. Vale lembrar, um movimento importantíssimo, o qual impulsionou a educação especial. Em Jomtien, na Tailândia, em 1990, acontece a Conferência Mundial sobre Educação para Todos, momento em que foi elaborado um documento que reafirma o direito de todos à educação e propõe as medidas necessárias para se alcançar os objetivos propostos. Outro acontecimento de grande relevância aconteceu em 1994, a Declaração de Salamanca, que culminou no documento as “Regras Padrões sobre Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiências”, isto é, tratam dos princípios, políticas e práticas na área das pessoas com deficiências. Esse movimento foi altamente significativo em favor da inclusão, fortalecendo essa ideia em vários países, inclusive no Brasil. No fim do século XVIII e começo do século XIX a educação especial no Brasil encontrou pouca manifestação, não havia interesse por parte do governo central em oferecê-la à população, pois os deficientes não eram motivo de preocupação. Nessa abordagem, Jannuzzi remete-nos à seguinte situação: A educação das crianças deficientes surgiu institucionalmente, mas de maneira tímida, no conjunto das concretizações possíveis das ideias liberais que tiveram divulgação no Brasil no fim do século XVIII e começo do século XIX. Essas ideias já estavam presentes em alguns movimentos como, por exemplo, a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817), que reuniram numa mesma luta uma série de profissionais: [...] (JANNUZZI, 2012, p. 06)
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    Para Vygotsky (1995),os princípios do desenvolvimento humano são os mesmos para todos os sujeitos. Todo ser humano é educável. Todas as crianças devem ser educadas. Na sua visão, a fragilidade da deficiência é também uma força que move o sujeito para as suas realizações. Isso significa pensar nos opostos como partes de um todo. A deficiência faz parte da subjetividade de muitas pessoas, que se constituem como sujeitos sociais, com base, simultaneamente, na fragilidade e na força dessa condição e em suas possibilidades educativas. ( LIMA, 2006, p.21). Sassaki (1997, p.40) conceitua a inclusão social não como algo já consolidado, mas como um movimento contínuo, como um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos (SASSAKI, 1997). A inserção da criança no ambiente escolar regular pode favorecer a experimentação de uma diversidade maior de atividades (Mantoan,1997; Santos 1998; Erwin,Scheiber,1999). Essas promovem o desenvolvimento global da criança, o aprimoramento de habilidades e capacidades, a superação de dificuldades a descoberta de que ela é parte integrante e atuante de uma sociedade. Sua inserção também possibilita à criança aprender que o ambiente social é constituído de diferentes pessoas, com diferentes características e que essas diferenças devem ser respeitadas, ou seja, que a sociedade é sinônimo de diversidade. Segundo Pessotti (1986), por exemplo, a evolução social no tratamento das pessoas com deficiência propicia benefícios não só a elas próprias, mas a sociedade em geral. A diminuição da discriminação e os conhecimentos obtidos a partir da convivência com as pessoas com necessidades especiais são alguns desses ganhos. (LIMA, 2006, p.21). Segundo Amaral (2003), a educação inclusiva propõe que todos os indivíduos com deficiências ingressem na rede regular de ensino, calcada no princípio de educação para todos. A legislação é explícita quanto à obrigação das escolas de acolher as crianças que se apresentam para a matrícula. Por outro lado é importante que esse acolhimento não seja formal e que o aluno com deficiência tenha condições efetivas de realizar integralmente suas potencialidades. (LIMA, 2007, p.37).
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    O papel doadulto, em uma proposta de Educação Infantil voltada para a abordagem sócio construtivista, é mediar as interações da criança com as outras crianças e com o meio físico e simbólico da instituição. (VEIGA, Márcia Moreira, A organização do trabalho educativo, p. 187). O “treinamento” dos atuais e futuros professores comuns e especiais é indispensável. Esses treinamentos deverão enfocar os conceitos inclusivistas como autonomia, independência, equiparação de oportunidades, inclusão social da deficiência, rejeição zero e vida independente. (SASSAKI; 1998, p.9). Os benefícios que todos podem alcançar no convívio com a diferença torna o ambiente escolar mais rico e mediador de múltiplas aprendizagens, ampliando trocas afetivas, sociais e intelectuais entre os sujeitos envolvidos, desenvolvendo atitudes como respeito, solidariedade e tolerância, como assegura Veiga. Bueno (1999) menciona que incluir não é apenas colocar a pessoa com deficiências dentro de uma classe regular, é, sobretudo considerar a diversidade e conseguir dar conta das especificidades culturais, étnicas, religiosas, entre outras. Incluir é uma forma mais elevada de democratizar o sistema educacional, dando oportunidade para aquele que por algum motivo estão fora da escola. MÉTODO Quando falamos sobre o processo de inclusão escolar partimos da ideia de que a inclusão é mais do que simplesmente adaptações no espaço físico para o aluno com deficiência. Determina-se a importância de transformações profundas na escola, incluindo metodologias, currículos e, principalmente, o envolvimento de todos que fazem parte dos processos inclusivos, em que o gestor é fundamental na execução das atividades desenvolvidas na escola. A partir disso, busca-se compreender o que diz a lei referente ao gestor educacional frente à inclusão de sujeitos com deficiência nas escolas. Neste contexto, a LDB 9.394/96 no seu art. 14 define : Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
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    II – participaçãodas comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes A gestão democrática no cenário educacional é tema de grandes questionamentos, principalmente na escola pública que tem a tendência em interiorizar uma gestão pautada no conservadorismo de atitudes autoritárias. Entende-se, que a escola é vista como organização social, humana e cultural, em que todos os envolvidos devem ter suas funções determinadas, participando de maneira ativa nos processos da escola, para desenvolver com êxito as atividades planejadas. Neste sentido, faz-se necessário um gestor que promova uma política de gestão democrática participativa na comunidade escolar, partindo desse principio, a escola precisa rever o papel do gestor. A Constituição Federal (1988) estabeleceu princípios para a educação brasileira a obrigatoriedade, a gratuidade, a liberdade, a igualdade e gestão democrática, sendo esses regulamentados por leis. Neste contexto, os educadores lutam por uma gestão democrática em prol de uma educação de qualidade e com equidade. Nessa abordagem, em uma gestão democrática se faz necessário a participação de todos os segmentos da comunidade escolar, induzindo-os à construção de atitudes dinâmicas, apontadas pela diversidade e pelos distintos modos de compreender a escola. Pensar em uma instituição com gestão democrática é ter uma escola que se baseia em regras que dá direitos de participação iguais aos estudantes, professores e funcionários. Esses ambientes ou espaços de ensino colocam os jovens estudantes e as suas vozes como os atores centrais do processo educacional, em cada aspecto das operações da escola, incluindo aprendizagem, ensino e liderança. Os adultos, professores são pedagogos e facilitadores que participam do processo educacional, auxiliando nas atividades de acordo com os interesses dos estudantes que as escolheram. Assim, na escola democrática todos estão comprometidos numa construção coletiva e na responsabilidade das relações entre os sujeitos, em que a educação é vista como o alicerce para o ser humano, que tem como objetivo êxito em sua vida pessoal e profissional. Segundo Saviani (2000), mesmo participando de uma sociedade capitalista, é viável uma educação que não seja reprodutora da situação vigente, adequada aos interesses da maioria, pois, a educação interfere sobre a sociedade, podendo contribuir para a sua própria transformação. Diante do exposto, é fundamental que a escola clarifique o seu real papel perante a sociedade que é de formar cidadãos críticos, participativos, construtores do seu saber, capazes de se
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    solidarizar com osdemais, também, de serem capazes de enfrentar o mundo do trabalho, realizando-se profissionalmente e valendo-se de atitudes humanas e de respeito ao outro. Desse modo, se faz necessário compreender a ação pedagógica do gestor escolar, pois se entende que este é um dos principais responsáveis para promover a política de gestão democrática, buscando envolver a todos nos processos que acontecem no ambiente escolar. Nos processos inclusivos é fundamental que o gestor promova a inclusão, aperfeiçoando os procedimentos pedagógicos em sala de aula e na organização da escola, por meio da busca da qualidade e da transparência nos atos da gestão escolar. CRONOGRAMA Trata-se do esquema que apresenta a descrição das etapas e a previsão do tempo necessário para sua realização (sempre respeitando o prazo máximo de entrega do Projeto, de acordo com as informações disponibilizadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem). O cronograma precisa estar de acordo com o previsto na metodologia. Você pode utilizar o modelo apresentado a seguir e fazer as adequações necessárias à sua pesquisa. Etapas do Projeto Período 1. Planejamento: Apresentação do projeto junto à gestão das escolas. Uma semana 2. Execução: Apresentação do projeto à gestão da escola.  Desenvolvimento de algumas atividades de simulação que poderiam ocorrer no cotidiano da sala de aula.  Analisar a gestão escolar e apresentar propostas de educação inclusiva na escola – Proposta de ações mais efetivas. Um semestre
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    3. Avaliação: Apresentaçãodo projeto à gestão da escola.  Desenvolvimento de algumas atividades de simulação que poderiam ocorrer no cotidiano da sala de aula.  Analisar a gestão escolar e apresentar propostas de educação inclusiva na escola – Proposta de ações mais efetivas. Uma semana RECURSOS Os recursos utilizados serão:  Mobiliários  Materiais didáticos e jogos pedagógicos  Recursos Pedagógicos  Folhetos  Materiais de decoração  Murais AVALIAÇÃO A avaliação será realizada por meio dos registros, de acordo com a participação da comunidade escolar nas atividades, segundo o interesse dos alunos, professores e de todos os que estiverem participando das ações propostas. A avaliação será feita ainda, por meio de discussão, da participação e do debate realizado entre os alunos e professores direcionados para a indisciplina na sala de aula. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO DE PSIQUIATRIA AMERICANA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais – DSM-IV-TR.4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2002. ANDRADE, E.R. Quadro clínico do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Porto Alegre: ArtMed Editora, 2003.
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    ARAÚJO, M.V; RUSCHE,R. J; MOLINA, R; CARREIRO, L. R. R. Formação de professores e inclusão escolar de pessoas com deficiência: análise de resumos de artigos na base Scielo. Rev. psicopedag. vol.27 no.84 São Paulo 2010. ARANHA, Maria Salete F. Inclusão social e municipalização. In: MANZINI, Eduardo J. (Org.). Educação especial: temas atuais. Marília: UNESP, Publicações, 2001. BARROSO, João. O estudo da autonomia da escola: da autonomia decretada à autonomia construída. In: BARROSO, João (Org). O estudo da escola. Porto: Porto Editora. 1996. BRASIL. Câmara dos Deputados. Plano Nacional de Educação. Brasília: 09/01/2001. ARANHA, Maria Salete F. Inclusão social e municipalização. In: MANZINI, Eduardo J. (Org.). Educação especial: temas atuais. Marília: UNESP, Publicações, 2001. BARROSO, João. O estudo da autonomia da escola: da autonomia decretada à autonomia construída. In: BARROSO, João (Org). O estudo da escola. Porto: Porto Editora. 1996. DUTRA, Cláudia. P.; GRIBOSKI, Cláudia M. Gestão para Inclusão. Revista de Educação Especial, Santa Maria, n. 26, p. 9-17, 2005. MENDES, Enicéia G. Bases Históricas da Educação Especial no Brasil e a Perspectiva da Educação Inclusiva. (texto produzido para a disciplina Educação Especial no Brasil-UFSCar) – mimeo, 2000 PRIETO, Rosângela G. Perspectivas para construção da escola inclusiva no Brasil. In: In: PALHARES, Marina S. e MARINS, Simone C. F. (Orgs.). Escola Inclusiva. São Carlos: EDUFSCar, 2002. p. 45-60. RODRIGUES, David. Dez idéias (mal) feitas sobre a educação inclusiva. In: RODRIGUES, David (Org.). Inclusão e educação: dozes olhares sobre a educação inclusiva. São Paulo: Summus, 2006. p. 299-318. SAGE, Daniel D. Estratégias administrativas para a realização do ensino inclusivo. In: STAINBACK, Susan; STAINBACK William (Orgs.). Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. p.129-141.