O cortiço
Aluízio de Azevedo
Personagens
• O Cortiço" - Personagens
• Os personagens da obra são psicologicamente superficiais, ou seja,
há a primazia de tipos sociais. Os principais são:
JOÃO ROMÃO – taverneiro português, dono da pedreira e do
cortiço. Representa o capitalista explorador.
BERTOLEZA – quitandeira, escrava cafuza que mora com João
Romão, para quem ela trabalha como uma máquina.
MIRANDA – comerciante português. Principal opositor de João
Romão. Mora num sobrado aburguesado, ao lado do cortiço.
JERÔNIMO – português “cavouqueiro”, trabalhador da pedreira de
João Romão, representa a disciplina do trabalho.
• RITA BAIANA – mulata sensual e provocante que
promove os pagodes no cortiço. Representa a
mulher brasileira.
PIEDADE – portuguesa que é casada com Jerônimo.
Representa a mulher européia.
CAPOEIRA FIRMO – mulato e companheiro que se
envolve com Rita Baiana.
• ARRAIA-MIÚDA – representada por
lavadeiras, caixeiros, trabalhadores da
pedreira e pelo policial Alexandre.
Narrador
• A obra é narrada em terceira pessoa, com
narrador onisciente (que tem conhecimento
de tudo), como propunha o movimento
naturalista. O narrador tem poder total na
estrutura do romance: entra no pensamento
dos personagens, faz julgamentos e tenta
comprovar, como se fosse um cientista, as
influências do meio, da raça e do momento
histórico.
• O foco da narração, a princípio, mantém uma
aparência de imparcialidade, como se o
narrador se apartasse, à semelhança de um
deus, do mundo por ele criado. No entanto,
isso é ilusório, porque o procedimento de
representar a realidade de forma objetiva já
configura uma posição ideologicamente
tendenciosa.
Tempo
• Em O Cortiço, o tempo é trabalhado de
maneira linear, com princípio, meio e
desfecho da narrativa. A história se desenrola
no Brasil do século XIX, sem precisão de datas.
Há, no entanto, que ressaltar a relação do
tempo com o desenvolvimento do cortiço e
com o enriquecimento de João Romão.
Espaço
• São dois os espaços explorados na obra. O
primeiro é o cortiço, amontoado de casebres
mal-arranjados, onde os pobres vivem. Esse
espaço representa a mistura de raças e a
promiscuidade das classes baixas. Funciona
como um organismo vivo. Junto ao cortiço
estão a pedreira e a taverna do português
João Romão.
• O segundo espaço, que fica ao lado do cortiço,
é o sobrado aristocratizante do comerciante
Miranda e de sua família. O sobrado
representa a burguesia ascendente do século
XIX. Esses espaços fictícios são enquadrados
no cenário do bairro de Botafogo, explorando
a exuberante natureza local como meio
determinante. Dessa maneira, o sol abrasador
do litoral americano funciona como elemento
corruptor do homem local.
O cortiço 2

O cortiço 2

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    Personagens • O Cortiço"- Personagens • Os personagens da obra são psicologicamente superficiais, ou seja, há a primazia de tipos sociais. Os principais são: JOÃO ROMÃO – taverneiro português, dono da pedreira e do cortiço. Representa o capitalista explorador. BERTOLEZA – quitandeira, escrava cafuza que mora com João Romão, para quem ela trabalha como uma máquina. MIRANDA – comerciante português. Principal opositor de João Romão. Mora num sobrado aburguesado, ao lado do cortiço. JERÔNIMO – português “cavouqueiro”, trabalhador da pedreira de João Romão, representa a disciplina do trabalho.
  • 3.
    • RITA BAIANA– mulata sensual e provocante que promove os pagodes no cortiço. Representa a mulher brasileira. PIEDADE – portuguesa que é casada com Jerônimo. Representa a mulher européia. CAPOEIRA FIRMO – mulato e companheiro que se envolve com Rita Baiana.
  • 4.
    • ARRAIA-MIÚDA –representada por lavadeiras, caixeiros, trabalhadores da pedreira e pelo policial Alexandre.
  • 5.
    Narrador • A obraé narrada em terceira pessoa, com narrador onisciente (que tem conhecimento de tudo), como propunha o movimento naturalista. O narrador tem poder total na estrutura do romance: entra no pensamento dos personagens, faz julgamentos e tenta comprovar, como se fosse um cientista, as influências do meio, da raça e do momento histórico.
  • 6.
    • O focoda narração, a princípio, mantém uma aparência de imparcialidade, como se o narrador se apartasse, à semelhança de um deus, do mundo por ele criado. No entanto, isso é ilusório, porque o procedimento de representar a realidade de forma objetiva já configura uma posição ideologicamente tendenciosa.
  • 7.
    Tempo • Em OCortiço, o tempo é trabalhado de maneira linear, com princípio, meio e desfecho da narrativa. A história se desenrola no Brasil do século XIX, sem precisão de datas. Há, no entanto, que ressaltar a relação do tempo com o desenvolvimento do cortiço e com o enriquecimento de João Romão.
  • 8.
    Espaço • São doisos espaços explorados na obra. O primeiro é o cortiço, amontoado de casebres mal-arranjados, onde os pobres vivem. Esse espaço representa a mistura de raças e a promiscuidade das classes baixas. Funciona como um organismo vivo. Junto ao cortiço estão a pedreira e a taverna do português João Romão.
  • 9.
    • O segundoespaço, que fica ao lado do cortiço, é o sobrado aristocratizante do comerciante Miranda e de sua família. O sobrado representa a burguesia ascendente do século XIX. Esses espaços fictícios são enquadrados no cenário do bairro de Botafogo, explorando a exuberante natureza local como meio determinante. Dessa maneira, o sol abrasador do litoral americano funciona como elemento corruptor do homem local.