dilson@catarino.pro.br  A nova ortografia  da Língua Portuguesa Prof. Dílson Catarino WWW. .com.br
Alfabeto O alfabeto da Língua Portuguesa conta com  vinte e seis  (26) letras:    A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z     Além dessas vinte e seis letras, há também o seguinte: - O  c cedilhado (Ç) ; - E os  dígrafos , que representam um só som: RR, SS, SC, SÇ, XC, XS, LH, NH, CH, QU, GU .
k, w, y São usadas em  símbolos internacionais  e em  palavras estrangeiras  e seus  derivados . Nada obsta, porém, que nos  antropônimos  (nomes de pessoas) se usem essas letras: - km, kg, W (watt); - waffle, ketchup, Kant, kantismo, kart, yakuza, yuppie; - Katya, Wilson, Yasmin. Obs.:  Mantêm-se  todas as  combinações gráficas  de nomes  estrangeiros  e seus derivados:  - beatlemaníacos, schopenhaueriano.   Recomenda-se, porém, que os  topônimos  (nomes de lugares) estrangeiros sejam substituídos por  formas aportuguesadas :   Nova Iorque, Munique, Zurique, Tóquio
Trema Não se usa mais o trema nos grupos  que, qui, gue, gui . A pronúncia do  u , porém, permanece a mesma. Obs.: Deve-se atentar para a pronúncia: - Não se pronuncia o  u : -  adquirir, extinguir, distinguir ; - A pronúncia é facultativa:  liquidar, liquidação, equivaler, equivalente ; -  Pronuncia-se o  u: quiproquó, sequência, sequela,  aguentar, cinquenta, tr anquilo,  arguir, consequência ; - P ronuncia-se  cu-in  ou  cwin:  quinquagésimo, quinquenal
Trema - Usa-se o trema, porém, nas palavras de origem estrangeira e seus derivados:  - Quem aprecia a cerveja München é um münchenista. - Os fãs de Gisele Bündchen são bündchenianos?
 
Monossílabos tônicos Os monossílabos tônicos (os que podem ser usados sozinhos numa frase) devem ser acentuados quando terminarem em  a, e, o, éu, éi, ói , seguidos ou não de  s: - pá, pás, pé, pés, mês, pó, pós, céu, véu, méis, sóis.   Obs.: os ditongos  eu, ei, oi , fechados, não são acentuados:  meu, boi, sei . Acentuam-se também os seguintes monossílabos: 1)  pôr:  verbo no infinitivo, para diferençar da preposição  por . Vou  pôr  meus sapatos e sair  por  aí. 2)  têm, vêm : 3ª pes. do plural do presente do indicativo de  ter  e de  vir . - Eles  têm  coragem, por isso  vêm  conversar.
Oxítonas As oxítonas (a última sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: 1)  a, e, o  (seguidas ou não de  lo, la, los, las ; seguidas ou não de  s ):   maracujás, comprá-los, rapé, vendê-los, jiló, cocô, compô-las   2)  éi, éu, ói  (ditongos abertos, seguidos ou não de  s ) : chapéu, troféu, herói, pastéis,   mas  comeu  e  remei  sem acento por serem ditongos fechados Obs.: Se os ditongos  ei  e  oi  estiverem na penúltima sílaba, não serão acentuados, sejam abertos ou fechados, a não ser que haja outra regra de acentuação a ser obedecida: heroico, paranoia, assembleia, estreia *  destróier  tem acento por ser paroxítona terminada em  r .
Oxítonas As oxítonas (a última sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: 3)  ém, éns:  amém, armazém, ele contém, ele intervém parabéns, tu conténs, tu intervéns 4)  êm:  somente a terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos derivados de  ter  e de  vir : eles contêm, eles intervêm
Dupla ortografia e pronúncia - Em algumas oxítonas terminadas em  e , admite-se tanto o acento agudo quanto o acento circunflexo:  bebé/bebê, bidé/bidê,  canapé/canapê, caraté/caratê,  croché/crochê, guiché/guichê,  matiné/matinê, nené/nenê,  puré/purê, rapé/rapê.   - Isso ocorre também com o substantivo  cocô/cocó .  - Admitem-se também formas como  judô/judo, metrô/metro .
Paroxítonas As paroxítonas (a penúltima sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: 1)  ei, ão, ã, i  (seguidas ou não de  s ),  us :   vôlei, órfãos, ímã, júri, ônus  Exceção: não se acentuam os prefixos e os falsos prefixos terminados em  i : semi, anti, arqui 2)  um, uns:    álbum, factótum, médiuns
Paroxítonas 3)  r, x, n, l, ps:   revólver, fênix, pólen, volátil, tríceps Exceção: não se acentuam os prefixos nem os falsos prefixos terminados em  r : super, hiper, inter 4)   ea, eo, ia, ie, io, ua, ue, uo  (ditongos decrescentes; seguidos ou não de  s ) : coletânea, instantâneo, polícia, cárie, pífio, tábua, tênue, vácuo
Paroxítonas Não se acentuam as paroxítonas terminadas em  a, e, o, oo, eem, em, ens  nem as paroxítonas que contenham os ditongos abertos  ei, oi  na penúltima sílaba. pata, dengue, tronco, coo, voo, deem, leem, item, itens,  ideia, Cananeia, jiboia, sequoia Exceção:  pôde , no passado, para diferençar de  pode , no presente.   * destróier  tem acento por ser paroxítona terminada em  r .
dupla ortografia e pronúncia Algumas paroxítonas ou proparoxítonas que têm a vogal tônica  e  ou  o  em fim de sílaba, seguida de  m  ou de  n  na sílaba subsequente, apresentam oscilação de timbre:  sêmen/sémen, fêmur/fémur, ônix/ónix, Fênix/Fénix,  pônei/pónei, pênis/pénis, tênis e ténis, bônus e bónus,  ônus/ónus, tônus/tónus, Vênus/Vénus, idôneo/idóneo,  gênero/género, Antônio/António, anatômico/anatómico,  crônica/crónica, gênio/génio, gêmeos/gémeos, fenômeno/fenómeno. Proparoxítonas As proparoxítonas (a antepenúltima sílaba é a tônica) devem ser sempre acentuadas, salvo a expressão  per capita  e os substantivos  habitat  e  performance .
Letras i e u Oxítonas :  As palavras terminadas pelas letras  i  e  u  terão essas letras acentuadas quando ocorrer o seguinte com elas: -  i  e  u  precedidas de outra vogal ou de ditongo decrescente ( au, ei, ui ...),  - seguidas ou não de  s , mas não de outra consoante nem de outra vogal, -  i  seguida ou não de  lo, la, los, las . baú, baús, caí, Piauí, tuiuiú, construí-la cair, caiu, ruim
Letras i e u Paroxítonas : As palavras que contiverem as letras  i  e  u  na penúltima sílaba terão essas letras acentuadas quando ocorrer o seguinte com elas: -  i  e  u  precedidas de outra vogal, mas não de ditongo decrescente ( au, ei, ui ...),  - seguidas ou não de  s , mas não de outra consoante na mesma sílaba nem de  nh  na sílaba subsequente:  caía, balaústre, cuíca, saída, sairmos, praiinha, feiura, cheiinho Exceção:  xiita : duas vogais idênticas já formam hiato. Obs.: Suponha-se a existência dos nomes próprios  Maiume  e  Maiúmi . Este é acentuado por ser paroxítona teminada em  i ; aquele sem acento por ser a letra  u  na penúltima sílaba antecedida do ditongo decrescente  ai .
eem / oo - N ão se acentuam mais as terminações  eem  e  oo : deem, leem, veem, creem,  voo, doo, coo, enjoo, magoo.
Acentos diferenciais Não mais se acentuam as seguintes palavras: Para (verbo):  Ele não para de falar; Verbo pelar : eu pelo, tu pelas, ele pela; Pelo(s) (substantivo):  O pelo do cachorro; Polo(s) (substantivo) : Polo Norte; Pera(s) (sustantivo) : A pera não estava boa; Verbo coar :  eu coo, tu coas, ele coa.
Acentos diferenciais - amámos / amamos:  a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo de qualquer verbo pode ou não receber acento gráfico, para distinguir-se da primeira pessoa do plural do presente do indicativo Ontem nós falámos (ou falamos) com ele.  Nós falamos com ele todos os dias. - dêmos / demos:  a 1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo pode ou não receber acento gráfico, para distinguir-se da 1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo :  Espero que nos dêmos (ou demos) bem a partir de agora. Já demos o presente dele.
Acentos diferenciais - fôrma / forma:  Pode-se acentuar, facultativamente, o substantivo  fôrma , com o  o  fechado, para distingui-lo do substantivo ou da forma verbal  forma , com o  o  aberto:    A fôrma (ou forma) do bolo.   Essa escola forma bons advogados. Ele está fora de forma. Mantém-se o acento nas seguintes palavras: - Pôde (verbo no passado) / Pode (no presente):   Ontem ele não pôde vir; hoje pode. - Pôr (verbo) / por (prep) :  Vou pôr meus sapatos e sair por aí.
Verbos terminados em guar, quar, quir - Verbos com essas terminações (aguar, desaguar, enxaguar, averiguar, apaziguar, obliquar, delinquir, etc) admitem dupla pronúncia nas formas rizotônicas: (Não mais se acentua a sílaba  GU  ou  QU) . Formas rizotônicas:   eu, tu, ele  e  eles  do  pres. do ind . e do  pres. do subj .:  eu enxáguo, tu enxáguas, ele enxágua, eles enxáguam eu enxaguo, tu enxaguas, ele enxagua (a sílaba tônica é GU) que eu enxágue, tu enxágues, ele enxágue, eles enxáguem que eu enxague, tu enxagues, ele enxague, eles enxaguem (a sílaba tônica é GU)
arguir e redarguir Nas formas rizotônicas:   - O  u  perde o acento agudo quando seguido de  e  ou de  i :  eles arguem  (ar-GU-em).   - tu  e  ele  do presente do indicativo terminam em ditongo decrescente, ou seja, as letras  ui  pertencem à mesma sílaba, sendo o  u  a vogal e o  i  a semivogal:  tu ar-guis  (pronuncia-se  ar-gUis  – como em  fui ) ele ar-gui  (pronuncia-se  ar-gUi  – como em  fui ) As demais formas rizotônicas mantêm o hiato entre o  u  e a vogal subsequente. eu ar-gu-o, eles ar-gu-em que eu ar-gu-a, que tu ar-gu-as,  que ele ar-gu-a, que eles ar-gu-am
arguir e redarguir 2) Nas formas arrizotônicas:   - O  u  perde a tonicidade, formando um hiato entre o  u  e a vogal temática  i nós ar-gu-í-mos, vós ar-gu-ís que nós ar-gu-a-mos, que vós ar-gu-ais eu ar-gu-í, ele ar-gu-iu, nós ar-gu-í-mos, eles ar-gu-í-ram eu ar-gu-í-a, ele ar-gu-í-a, nós ar-gu-í-a-mos, eles ar-gu-í-am eu ar-gu-i-rei, ele ar-gu-i-rá, eles ar-gu-i-rão se eu ar-gu-ís-se, ele ar-gu-ís-se, eles ar-gu-ís-sem quando eu ar-gu-ir, ele ar-gu-ir, eles ar-gu-í-rem
 
Sequências consonânticas Nos conjuntos  cç, ct, pc, pç, pt, bd, bt, gd, mn  e  tm , a primeira consoante  é facultativa em algumas palavras, como: aspecto, cacto, caracteres, dicção, facto, sector, concepção, corrupto, recepção, assumpção, sumptuoso, súbdito, amígdala, amnistia, indemnizar, omnipotente, aritmética... aspeto, cato, carateres, dição, fato, setor, conceção, corruto, receção, assunção, suntuoso, súdito, amídala, anistia, indenizar, onipotente, ari mética...
Vogais nasais A vogal  a  nasal tônica em final de palavra ou que preceda hífen tem sua nasalização representada por til. As demais vogais por  m  ou por  n  se seguidas de  s: afã, grã, lã, Irã, Belém, clarins som, dons, zum-zum, zum-zuns Obs.: A terminação  am , sempre átona, só se emprega em flexões verbais:  amam, deixam, puseram
Verbos terminados em -ear Os verbos terminados em  ear  recebem um  i  depois do  e  nas formas rizotônicas. eu receio, tu receias, ele receia, nós receamos, vós receais, eles receiam. que eu receie, tu receies, ele receie, nós receemos, vós receeis, eles receiem.
Verbos terminados em -iar Os verbos terminados em  iar  têm conjugação regular. Há, porém, dois grupos especiais: 1-  mediar, intermediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar : recebem um  e  antes do  i  nas formas rizotônicas: eu anseio, tu anseias, ele anseia,  nós ansiamos, vós ansiais,  eles anseiam que eu intermedeie, tu intermedeies, ele intermedeie,  nós intermediemos, vós intermedieis,  eles intermedeiem
Verbos terminados em -iar 2- Os verbos ligados a substantivos com as terminações átonas  ia, io  admitem dupla grafia nas formas rizotônicas: - Negociar  (verbo ligado ao substantivo  negócio ) eu negocio, tu negocias, ele negocia, eles negociam eu negoceio, tu negoceias, ele negoceia, eles negoceiam - Premiar  (verbo ligado ao substantivo  prêmio ) eu premio, tu premias, ele premia, eles premiam eu premeio, tu premeias, ele premeia, eles premeiam
 
Apóstrofo - Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para indicar contração ou aglutinação entre uma preposição e um elemento, quando este pertencer propriamente a um conjunto vocabular distinto:    Ela não gostou d ’O caçador de sabedoria , o livro que escrevi;  N' Os Lusíadas  encontra-se a história do povo português.   Troquei  Crime e Castigo  pel'Os Sertões.    - Pode-se também escrever sem o apóstrofo, com a preposição íntegra:    Ela não gostou de  O caçador de sabedoria , o livro que escrevi; Em  Os Lusíadas  encontra-se a história do povo português.   Troquei  Crime e Castigo  por  Os Sertões .
Apóstrofo - Em combinações da preposição  a  com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos não há o uso do apóstrofo:    A importância atribuída a  A Relíquia  é exagerada.  Quando me refiro a  O Estado de S. Paulo  falo do jornal, não do Estado propriamente dito.     A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica:  à ,  ao .
Apóstrofo - Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para separar uma contração ou aglutinação vocabular, quando o elemento for  forma pronominal  aplicável a Deus, a Jesus, à mãe de Jesus, à Providência, etc. e se lhe quer dar realce com o uso de maiúscula:    Não se discutem os milagres d'Ele.   Confiemos n'Aquele que nos deu a vida.   - Em combinações com a preposição  a  não há o uso do apóstrofo:    Rezemos a Aquela que nos protege.   Obedeçamos a Aquele que nos deu a vida.     A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica:  àquele, àquela .
Apóstrofo - Emprega-se o apóstrofo, facultativamente, nas ligações das formas  santo  e  santa , quando importa representar a eliminação das vogais finais  o  e  a :    Sant'Ana, Sant'Iago.     Pode-se escrever também sem o apóstrofo:    Santa Ana, Santo Tiago .    Se tais ligações se tornarem perfeitas unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos:    ilhéu de Santana, Santana de Parnaíba, ilha de Santiago.
Apóstrofo - Emprega-se o apóstrofo para assinalar, no interior de certos compostos, sempre hifenizados, a eliminação da letra  e  pertencente à preposição  de , em combinação com substantivos:    estrela-d'alva,  galinha-d'angola,  pau-d'alho,  pau-d´água.
 
Maiúsculas e minúsculas A letra  minúscula  inicial é usada:    1) Nos nomes dos dias, meses, estações do ano:    segunda-feira; outubro; primavera.     2) Nos usos de  fulano ,  sicrano  e  beltrano .     3) Nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas):    norte ( N ), sul ( S ), leste ( L  ou  E ), oeste ( O  ou  W )      4) Nos axiônimos (forma cortês de tratamento e expressão de reverência):    O senhor doutor João Bento   O bacharel Cláudio Abujanra   O cardeal João de Arruda
Maiúsculas e minúsculas - A letra  maiúscula  inicial é usada:    1) Nos antropônimos (nomes de pessoas), reais ou fictícios, ou de seres mitológicos:    Pedro Marques, Branca de Neve, D. Quixote, Netuno.      2) Nos topônimos (nomes próprios de lugares), reais ou fictícios:    Lisboa, Luanda, Atlântida.    3) Nos nomes que designam instituições:    Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 4) Nos nomes de festas e festividades:    Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos.  Obs.: O substantivo  carnaval  escreve-se com minúscula.
Maiúsculas e minúsculas A letra  maiúscula  inicial é usada: 5) Nos títulos de jornais, revistas e publicações periódicas, que devem ser escritos em itálico:    Folha de Londrina ,  O Estado de São Paulo ,  Gazeta do Povo .      6) Nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente:    O Nordeste (por “nordeste do Brasil”) tem-se desenvolvido muito nos últimos anos.      7) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionais, com maiúsculas iniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas:    FAO, ONU; H2O, Sr., V. Exª.
Maiúsculas e minúsculas Usa-se  maiúscula  ou  minúscula , facultativamente, em:    1) Nos nomes de obras literárias:  O primeiro elemento deve ser escrito com inicial maiúscula; os demais vocábulos podem ser escritos com minúscula ou com maiúscula, facultativamente, salvo nos nomes próprios nele contidos, que devem ser escritos com as iniciais maiúsculas, tudo em  itálico , quando escrito em computador, ou entre aspas quando manuscrito:    Menino de engenho  ( ou  Menino do Engenho)     Memórias póstumas de Brás Cubas  ( ou  Memórias Póstumas de Brás Cubas )       2) Nos hagiônimos (palavras sagradas e nomes próprios referentes a crenças de qualquer religião):    A santa Gertrudes ( ou  A Santa Gertrudes)
Maiúsculas e minúsculas 3) Nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas:    português (ou Português), matemática (ou Matemática).    4) Em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente; em início de versos e em nomes de logradouros públicos, de templos e de edifícios:  A rua Cassiano Ricardo (ou A Rua Cassiano Ricardo),  O largo do Carmo (ou O Largo do Carmo),   A igreja da Glória (ou A Igreja da Glória),   O palácio do Alvorada (ou O Palácio do Alvorada),   O edifício Independência (ou o Edifício Independência).
 
Palavras compostas - Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição cujos elementos constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido:    ano-luz, arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, azul-escuro, luso-brasileiro, afro-asiático, anglo-americano, conta-gotas, guarda-chuva, vaga-lume,  boa-noite, bom-dia, boa-tarde,  para-raios, para-choque, para-brisa, para-lama.     Obs.: Certos compostos perderam a noção de composição. Por isso, grafam-se aglutinadamente:    girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paramédico, paramilitar, parapente, parapsicologia
-Usa-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas:    abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde,  bem-me-quer  (nome de planta que também se dá à margarida e ao  malmequer* ) , andorinha-grande, formiga-branca, aranha-caranguejeira, andorinha-do-mar, cobra-d'água, bem-te-vi.     *   malmequer  escreve-se com seus elementos aglutinados. Elementos repetidos  - Hifenizam-se os elementos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonântica:   blá-blá-blá, zum-zum, reco-reco, pingue-pongue, zigue-zague,  zás-trás, lero-lero, tim-tim, tique-taque, ti-ti-ti. espécies botânicas e zoológicas
encadeamento vocabular - Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que formem encadeamento vocabular e nas combinações históricas :     a ponte Rio-Niterói, o percurso Itapema-Bombinhas,  a ligação Angola-Moçambique, a estrada Londrina-Maringá. - Hifeniza-se a estrutura verbal ligada a pronome oblíquo átono mesoclítico ou enclítico:   deu-se, dar-se-á, lembrei-me, ver-nos-emos, encontramo-nos estrutura verbal
- Usa-se também o hífen nas formas pronominais enclíticas ao advérbio  eis  e nas combinações pronominais no-lo(s) e vo-lo(s) Ei-lo que surge por trás das montanhas. Os presentes, dar-vo-los ei amanhã. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais  quer  e  requer  em vez de  quere  e  requere , estas foram conservadas no caso de ênclise: Seus documentos, quere-os? O passaporte, requere-o em São Paulo. São, porém, igualmente legítimas as estruturas verbais  qué-lo  e  requé--lo. estrutura verbal
topônimos - Hifenizam-se os topônimos (nomes próprios de lugares) iniciados por  grão,   grã  ou por  forma   verbal  ou ainda se houver  artigo entre os seus elementos :    Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-Quatro, Quebra-Dentes,  Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes.     Obs.:  Guiné-Bissau  e  Timor-Leste  são escritos com hífen. - Os demais topônimos compostos escrevem-se sem hífen. Seus adjetivos pátrios, porém, são hifenizados:   Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Porto Alegre, Belo Horizonte.   mato-grossense, mato-grossense-do-sul,  porto-alegrense, belo-horizontino.
locuções - Não se hifenizam as locuções em geral, com raras exceções:   fim de semana, sala de aula, camisa de Vênus, ponto e vírgula, comum de dois, à parte, à vontade, à toa ( adjetivo ou advérbio ), tão somente, de repente, um maria vai com as outras,  bumba meu boi, dia a dia ( substantivo ou advérbio)   Exceções:  água-de-colônia, cor-de-rosa, pé-de-meia,  mais-que-perfeito, dois-pontos,  ao deus-dará, à queima-roupa. - Hifenizam-se, porém, os compostos em cujo interior há a eliminação da letra  e  pertencente à preposição  de , em combinação com substantivos e com o uso de apóstrofo:    estrela-d’alva, galinha-d’angola, pau-d’alho, pau-d’água.
Usos do hífen Usos do hífen em palavras formadas por prefixos ou por falsos prefixos, como os seguintes: ab, ad, aero  agro, além,  alfa,  ante,  anti, aquém,  arqui,  auto, bem, beta,  bi,  bio,  circum,  co,  contra,  di,  eletro,  entre, ex, extra,  foto,  gama,  geo,  giga, grã, grão, hetero,  hidro, hiper,  hipo,  homo,  infra,  intra,  inter, lacto,  lipo,  macro, mal,  maxi,  mega,  meso,  micro,  mini,  mono, morfo,  multi,  nefro,  neo,  neuro, ob,  paleo,  pan,  peri,  pluri,  poli, pós, pré, pró, proto,  pseudo,  psico, recém, retro, sem, semi, sob, sub, sobre, super,  supra, tele,  tetra,  tri,  ultra,  etc.
Prefixos ou falsos prefixos terminados em vogal: Com hífen somente se o segundo elemento for iniciado por  H  ou pela  mesma vogal  que termina o prefixo/falso prefixo:    anti-higiênico, mini-horta, eletro-ótica, sobre-humano,  anti-imperialista, anti-inflamatório, auto-observação,  contra-ataque, micro-ondas, ultra-absorvente, arqui-inimigo.     -o- antiaéreo, antialérgico, anticristo, antiaids,  semiextensivo, extravirgem,  pseudoatleta,  neoarcadismo, infraestrutura, ultraesquerdismo.
Prefixos ou falsos prefixos terminados em vogal: - Se o prefixo/falso prefixo terminar em vogal e o segundo elemento se iniciar por  R  ou por  S  essas letras se duplicam:    antirreligioso, antissocial, contrarregra, antessala,  minissaia, autorretrato,  semirreta,  ultrassom,  semisselvagem, suprarrenal,  suprassumo, pseudossábio,  infrassom, intrarregional, intrassetorial,  contrarreforma, contrassenha, ressurgir, ressecar, corroer
Prefixos ou falsos prefixos terminados em consoante: - Com hífen se o segundo elemento for iniciado por  H, R  ou pela  mesma consoante  que termina o prefixo/falso prefixo:    hiper-requintado, inter-racial, sub-bibliotecário,  super-resistente, ab-rupto ( e não abrupto) sob-roda, ad-rogar  (adotar) , inter-regional,  super-homem, hiper-humano, circum-medida, sub-humano.
co-/ re-/ pro-/ pre- / des- / in- Os prefixos  co-, re-, pro-, pre-, des-, in-  aglutinam-se, sem hífen, com o segundo elemento, mesmo que este seja iniciado por  h  ou pela mesma vogal:  Obs.:  pro-  e  pre-  com som fechado.   coobrigação, coordenar, cooperar, coautor, coerdeiro, coerdar, reeleito, reeducar, reabilitar, reabitar,  reelenizar ( retornar ao caráter grego ), reeroificar ( tornar herói de novo ), reesitar ( hesitar novamente ),  procônsul, propor, procurvado,  preanunciar, preestabelecer, preexistir desumano, desregular, desrespeitar, desservir.   inábil, inumano
bem / mal - Com hífen se o segundo elemento for iniciado por  H  ou  vogal . Como já visto,  bem  tem hífen antes de  m  também e  mal , antes de  l .    bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado, bem-educado, mal-educado,  bem-mantido, mal-limpo.   bendito, bendizer, benfeitor, benquerer, benquisto,  malcriado, malditoso, malfalante, malnascido,  malvisto, malmequer, malsucedido.    Obs.:  bem  também pode ter hífen antes de outras consoantes em algumas palavras:    bem-disposto, bem-dotado, bem-me-quer,  bem-nascido, bem-vindo.
circum / pan - Com hífen se o segundo elemento for iniciado por  H ,  vogal,   M  ou  N:    circum-navegação, pan-americano, circum-murado -  Com esses elementos, usa-se sempre o hífen:    ex-presidente, sem-vergonha, além-mar, aquém-fronteira,  recém-chegado, vice-prefeito, sota-piloto, soto-capitão, grão-duque, grã-duquesa, grã-fino. ex / sem / além / aquém / recém / vice /  soto / sota / grã / grão
pós / pré / pró -  Diante desses elementos, usa-se o hífen se forem tônicos e abertos:   pós-operatório, pós-graduação, pós-parto,  pré-natal, pré-operatório, pré-vestibular,  pró-americano, pró-aborto, pró-exportação.   Porém  pospor, predeterminar, preestabelecer, preexistir , por ser o  o  fechado.  não Não se hifeniza a palavra  não  com função prefixal:   Assinado pacto de não agressão.
açu / guaçu / mirim - Com os sufixos de origem tupi-guarani  açu, guaçu  e  mirim , usa-se o hífen se a última sílaba do elemento anterior for acentuada ou quando a pronúncia exigir que se separem os elementos :     abaré-guaçu  (grande feiticeiro) , andá-açu  (espécie de árvore) ,  ingá-mirim  (espécie de árvore),  capim-açu  (espécie de erva). translineação Se a partição de palavras no final da linha coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte:    erva-   -doce

Nova Ortografia

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    dilson@catarino.pro.br Anova ortografia da Língua Portuguesa Prof. Dílson Catarino WWW. .com.br
  • 2.
    Alfabeto O alfabetoda Língua Portuguesa conta com vinte e seis (26) letras:   A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z   Além dessas vinte e seis letras, há também o seguinte: - O c cedilhado (Ç) ; - E os dígrafos , que representam um só som: RR, SS, SC, SÇ, XC, XS, LH, NH, CH, QU, GU .
  • 3.
    k, w, ySão usadas em símbolos internacionais e em palavras estrangeiras e seus derivados . Nada obsta, porém, que nos antropônimos (nomes de pessoas) se usem essas letras: - km, kg, W (watt); - waffle, ketchup, Kant, kantismo, kart, yakuza, yuppie; - Katya, Wilson, Yasmin. Obs.: Mantêm-se todas as combinações gráficas de nomes estrangeiros e seus derivados: - beatlemaníacos, schopenhaueriano.   Recomenda-se, porém, que os topônimos (nomes de lugares) estrangeiros sejam substituídos por formas aportuguesadas :   Nova Iorque, Munique, Zurique, Tóquio
  • 4.
    Trema Não seusa mais o trema nos grupos que, qui, gue, gui . A pronúncia do u , porém, permanece a mesma. Obs.: Deve-se atentar para a pronúncia: - Não se pronuncia o u : - adquirir, extinguir, distinguir ; - A pronúncia é facultativa: liquidar, liquidação, equivaler, equivalente ; - Pronuncia-se o u: quiproquó, sequência, sequela, aguentar, cinquenta, tr anquilo, arguir, consequência ; - P ronuncia-se cu-in ou cwin: quinquagésimo, quinquenal
  • 5.
    Trema - Usa-seo trema, porém, nas palavras de origem estrangeira e seus derivados: - Quem aprecia a cerveja München é um münchenista. - Os fãs de Gisele Bündchen são bündchenianos?
  • 6.
  • 7.
    Monossílabos tônicos Osmonossílabos tônicos (os que podem ser usados sozinhos numa frase) devem ser acentuados quando terminarem em a, e, o, éu, éi, ói , seguidos ou não de s: - pá, pás, pé, pés, mês, pó, pós, céu, véu, méis, sóis. Obs.: os ditongos eu, ei, oi , fechados, não são acentuados: meu, boi, sei . Acentuam-se também os seguintes monossílabos: 1) pôr: verbo no infinitivo, para diferençar da preposição por . Vou pôr meus sapatos e sair por aí. 2) têm, vêm : 3ª pes. do plural do presente do indicativo de ter e de vir . - Eles têm coragem, por isso vêm conversar.
  • 8.
    Oxítonas As oxítonas(a última sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: 1) a, e, o (seguidas ou não de lo, la, los, las ; seguidas ou não de s ): maracujás, comprá-los, rapé, vendê-los, jiló, cocô, compô-las 2) éi, éu, ói (ditongos abertos, seguidos ou não de s ) : chapéu, troféu, herói, pastéis, mas comeu e remei sem acento por serem ditongos fechados Obs.: Se os ditongos ei e oi estiverem na penúltima sílaba, não serão acentuados, sejam abertos ou fechados, a não ser que haja outra regra de acentuação a ser obedecida: heroico, paranoia, assembleia, estreia * destróier tem acento por ser paroxítona terminada em r .
  • 9.
    Oxítonas As oxítonas(a última sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: 3) ém, éns: amém, armazém, ele contém, ele intervém parabéns, tu conténs, tu intervéns 4) êm: somente a terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos derivados de ter e de vir : eles contêm, eles intervêm
  • 10.
    Dupla ortografia epronúncia - Em algumas oxítonas terminadas em e , admite-se tanto o acento agudo quanto o acento circunflexo:  bebé/bebê, bidé/bidê, canapé/canapê, caraté/caratê, croché/crochê, guiché/guichê, matiné/matinê, nené/nenê, puré/purê, rapé/rapê.   - Isso ocorre também com o substantivo cocô/cocó . - Admitem-se também formas como judô/judo, metrô/metro .
  • 11.
    Paroxítonas As paroxítonas(a penúltima sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: 1) ei, ão, ã, i (seguidas ou não de s ), us : vôlei, órfãos, ímã, júri, ônus Exceção: não se acentuam os prefixos e os falsos prefixos terminados em i : semi, anti, arqui 2) um, uns: álbum, factótum, médiuns
  • 12.
    Paroxítonas 3) r, x, n, l, ps: revólver, fênix, pólen, volátil, tríceps Exceção: não se acentuam os prefixos nem os falsos prefixos terminados em r : super, hiper, inter 4) ea, eo, ia, ie, io, ua, ue, uo (ditongos decrescentes; seguidos ou não de s ) : coletânea, instantâneo, polícia, cárie, pífio, tábua, tênue, vácuo
  • 13.
    Paroxítonas Não seacentuam as paroxítonas terminadas em a, e, o, oo, eem, em, ens nem as paroxítonas que contenham os ditongos abertos ei, oi na penúltima sílaba. pata, dengue, tronco, coo, voo, deem, leem, item, itens, ideia, Cananeia, jiboia, sequoia Exceção: pôde , no passado, para diferençar de pode , no presente. * destróier tem acento por ser paroxítona terminada em r .
  • 14.
    dupla ortografia epronúncia Algumas paroxítonas ou proparoxítonas que têm a vogal tônica e ou o em fim de sílaba, seguida de m ou de n na sílaba subsequente, apresentam oscilação de timbre:  sêmen/sémen, fêmur/fémur, ônix/ónix, Fênix/Fénix, pônei/pónei, pênis/pénis, tênis e ténis, bônus e bónus, ônus/ónus, tônus/tónus, Vênus/Vénus, idôneo/idóneo, gênero/género, Antônio/António, anatômico/anatómico, crônica/crónica, gênio/génio, gêmeos/gémeos, fenômeno/fenómeno. Proparoxítonas As proparoxítonas (a antepenúltima sílaba é a tônica) devem ser sempre acentuadas, salvo a expressão per capita e os substantivos habitat e performance .
  • 15.
    Letras i eu Oxítonas : As palavras terminadas pelas letras i e u terão essas letras acentuadas quando ocorrer o seguinte com elas: - i e u precedidas de outra vogal ou de ditongo decrescente ( au, ei, ui ...), - seguidas ou não de s , mas não de outra consoante nem de outra vogal, - i seguida ou não de lo, la, los, las . baú, baús, caí, Piauí, tuiuiú, construí-la cair, caiu, ruim
  • 16.
    Letras i eu Paroxítonas : As palavras que contiverem as letras i e u na penúltima sílaba terão essas letras acentuadas quando ocorrer o seguinte com elas: - i e u precedidas de outra vogal, mas não de ditongo decrescente ( au, ei, ui ...), - seguidas ou não de s , mas não de outra consoante na mesma sílaba nem de nh na sílaba subsequente: caía, balaústre, cuíca, saída, sairmos, praiinha, feiura, cheiinho Exceção: xiita : duas vogais idênticas já formam hiato. Obs.: Suponha-se a existência dos nomes próprios Maiume e Maiúmi . Este é acentuado por ser paroxítona teminada em i ; aquele sem acento por ser a letra u na penúltima sílaba antecedida do ditongo decrescente ai .
  • 17.
    eem / oo- N ão se acentuam mais as terminações eem e oo : deem, leem, veem, creem, voo, doo, coo, enjoo, magoo.
  • 18.
    Acentos diferenciais Nãomais se acentuam as seguintes palavras: Para (verbo): Ele não para de falar; Verbo pelar : eu pelo, tu pelas, ele pela; Pelo(s) (substantivo): O pelo do cachorro; Polo(s) (substantivo) : Polo Norte; Pera(s) (sustantivo) : A pera não estava boa; Verbo coar : eu coo, tu coas, ele coa.
  • 19.
    Acentos diferenciais -amámos / amamos: a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo de qualquer verbo pode ou não receber acento gráfico, para distinguir-se da primeira pessoa do plural do presente do indicativo Ontem nós falámos (ou falamos) com ele. Nós falamos com ele todos os dias. - dêmos / demos: a 1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo pode ou não receber acento gráfico, para distinguir-se da 1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo : Espero que nos dêmos (ou demos) bem a partir de agora. Já demos o presente dele.
  • 20.
    Acentos diferenciais -fôrma / forma: Pode-se acentuar, facultativamente, o substantivo fôrma , com o o fechado, para distingui-lo do substantivo ou da forma verbal forma , com o o aberto:   A fôrma (ou forma) do bolo. Essa escola forma bons advogados. Ele está fora de forma. Mantém-se o acento nas seguintes palavras: - Pôde (verbo no passado) / Pode (no presente): Ontem ele não pôde vir; hoje pode. - Pôr (verbo) / por (prep) : Vou pôr meus sapatos e sair por aí.
  • 21.
    Verbos terminados emguar, quar, quir - Verbos com essas terminações (aguar, desaguar, enxaguar, averiguar, apaziguar, obliquar, delinquir, etc) admitem dupla pronúncia nas formas rizotônicas: (Não mais se acentua a sílaba GU ou QU) . Formas rizotônicas: eu, tu, ele e eles do pres. do ind . e do pres. do subj .: eu enxáguo, tu enxáguas, ele enxágua, eles enxáguam eu enxaguo, tu enxaguas, ele enxagua (a sílaba tônica é GU) que eu enxágue, tu enxágues, ele enxágue, eles enxáguem que eu enxague, tu enxagues, ele enxague, eles enxaguem (a sílaba tônica é GU)
  • 22.
    arguir e redarguirNas formas rizotônicas:   - O u perde o acento agudo quando seguido de e ou de i : eles arguem (ar-GU-em).   - tu e ele do presente do indicativo terminam em ditongo decrescente, ou seja, as letras ui pertencem à mesma sílaba, sendo o u a vogal e o i a semivogal: tu ar-guis (pronuncia-se ar-gUis – como em fui ) ele ar-gui (pronuncia-se ar-gUi – como em fui ) As demais formas rizotônicas mantêm o hiato entre o u e a vogal subsequente. eu ar-gu-o, eles ar-gu-em que eu ar-gu-a, que tu ar-gu-as, que ele ar-gu-a, que eles ar-gu-am
  • 23.
    arguir e redarguir2) Nas formas arrizotônicas:   - O u perde a tonicidade, formando um hiato entre o u e a vogal temática i nós ar-gu-í-mos, vós ar-gu-ís que nós ar-gu-a-mos, que vós ar-gu-ais eu ar-gu-í, ele ar-gu-iu, nós ar-gu-í-mos, eles ar-gu-í-ram eu ar-gu-í-a, ele ar-gu-í-a, nós ar-gu-í-a-mos, eles ar-gu-í-am eu ar-gu-i-rei, ele ar-gu-i-rá, eles ar-gu-i-rão se eu ar-gu-ís-se, ele ar-gu-ís-se, eles ar-gu-ís-sem quando eu ar-gu-ir, ele ar-gu-ir, eles ar-gu-í-rem
  • 24.
  • 25.
    Sequências consonânticas Nosconjuntos cç, ct, pc, pç, pt, bd, bt, gd, mn e tm , a primeira consoante é facultativa em algumas palavras, como: aspecto, cacto, caracteres, dicção, facto, sector, concepção, corrupto, recepção, assumpção, sumptuoso, súbdito, amígdala, amnistia, indemnizar, omnipotente, aritmética... aspeto, cato, carateres, dição, fato, setor, conceção, corruto, receção, assunção, suntuoso, súdito, amídala, anistia, indenizar, onipotente, ari mética...
  • 26.
    Vogais nasais Avogal a nasal tônica em final de palavra ou que preceda hífen tem sua nasalização representada por til. As demais vogais por m ou por n se seguidas de s: afã, grã, lã, Irã, Belém, clarins som, dons, zum-zum, zum-zuns Obs.: A terminação am , sempre átona, só se emprega em flexões verbais: amam, deixam, puseram
  • 27.
    Verbos terminados em-ear Os verbos terminados em ear recebem um i depois do e nas formas rizotônicas. eu receio, tu receias, ele receia, nós receamos, vós receais, eles receiam. que eu receie, tu receies, ele receie, nós receemos, vós receeis, eles receiem.
  • 28.
    Verbos terminados em-iar Os verbos terminados em iar têm conjugação regular. Há, porém, dois grupos especiais: 1- mediar, intermediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar : recebem um e antes do i nas formas rizotônicas: eu anseio, tu anseias, ele anseia, nós ansiamos, vós ansiais, eles anseiam que eu intermedeie, tu intermedeies, ele intermedeie, nós intermediemos, vós intermedieis, eles intermedeiem
  • 29.
    Verbos terminados em-iar 2- Os verbos ligados a substantivos com as terminações átonas ia, io admitem dupla grafia nas formas rizotônicas: - Negociar (verbo ligado ao substantivo negócio ) eu negocio, tu negocias, ele negocia, eles negociam eu negoceio, tu negoceias, ele negoceia, eles negoceiam - Premiar (verbo ligado ao substantivo prêmio ) eu premio, tu premias, ele premia, eles premiam eu premeio, tu premeias, ele premeia, eles premeiam
  • 30.
  • 31.
    Apóstrofo - Usa-seo apóstrofo, facultativamente, para indicar contração ou aglutinação entre uma preposição e um elemento, quando este pertencer propriamente a um conjunto vocabular distinto:   Ela não gostou d ’O caçador de sabedoria , o livro que escrevi; N' Os Lusíadas encontra-se a história do povo português. Troquei Crime e Castigo pel'Os Sertões.   - Pode-se também escrever sem o apóstrofo, com a preposição íntegra:   Ela não gostou de O caçador de sabedoria , o livro que escrevi; Em Os Lusíadas encontra-se a história do povo português. Troquei Crime e Castigo por Os Sertões .
  • 32.
    Apóstrofo - Emcombinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos não há o uso do apóstrofo:   A importância atribuída a A Relíquia é exagerada. Quando me refiro a O Estado de S. Paulo falo do jornal, não do Estado propriamente dito.   A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: à , ao .
  • 33.
    Apóstrofo - Usa-seo apóstrofo, facultativamente, para separar uma contração ou aglutinação vocabular, quando o elemento for forma pronominal aplicável a Deus, a Jesus, à mãe de Jesus, à Providência, etc. e se lhe quer dar realce com o uso de maiúscula:   Não se discutem os milagres d'Ele. Confiemos n'Aquele que nos deu a vida.   - Em combinações com a preposição a não há o uso do apóstrofo:   Rezemos a Aquela que nos protege. Obedeçamos a Aquele que nos deu a vida.   A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: àquele, àquela .
  • 34.
    Apóstrofo - Emprega-seo apóstrofo, facultativamente, nas ligações das formas santo e santa , quando importa representar a eliminação das vogais finais o e a :   Sant'Ana, Sant'Iago.   Pode-se escrever também sem o apóstrofo:   Santa Ana, Santo Tiago .   Se tais ligações se tornarem perfeitas unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos:   ilhéu de Santana, Santana de Parnaíba, ilha de Santiago.
  • 35.
    Apóstrofo - Emprega-seo apóstrofo para assinalar, no interior de certos compostos, sempre hifenizados, a eliminação da letra e pertencente à preposição de , em combinação com substantivos:   estrela-d'alva, galinha-d'angola, pau-d'alho, pau-d´água.
  • 36.
  • 37.
    Maiúsculas e minúsculasA letra minúscula inicial é usada:   1) Nos nomes dos dias, meses, estações do ano:   segunda-feira; outubro; primavera.   2) Nos usos de fulano , sicrano e beltrano .    3) Nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas):   norte ( N ), sul ( S ), leste ( L ou E ), oeste ( O ou W )     4) Nos axiônimos (forma cortês de tratamento e expressão de reverência):   O senhor doutor João Bento O bacharel Cláudio Abujanra O cardeal João de Arruda
  • 38.
    Maiúsculas e minúsculas- A letra maiúscula inicial é usada:   1) Nos antropônimos (nomes de pessoas), reais ou fictícios, ou de seres mitológicos:   Pedro Marques, Branca de Neve, D. Quixote, Netuno.    2) Nos topônimos (nomes próprios de lugares), reais ou fictícios:   Lisboa, Luanda, Atlântida.   3) Nos nomes que designam instituições:   Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 4) Nos nomes de festas e festividades:   Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos. Obs.: O substantivo carnaval escreve-se com minúscula.
  • 39.
    Maiúsculas e minúsculasA letra maiúscula inicial é usada: 5) Nos títulos de jornais, revistas e publicações periódicas, que devem ser escritos em itálico:   Folha de Londrina , O Estado de São Paulo , Gazeta do Povo .     6) Nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente:   O Nordeste (por “nordeste do Brasil”) tem-se desenvolvido muito nos últimos anos.     7) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionais, com maiúsculas iniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas:   FAO, ONU; H2O, Sr., V. Exª.
  • 40.
    Maiúsculas e minúsculasUsa-se maiúscula ou minúscula , facultativamente, em:   1) Nos nomes de obras literárias: O primeiro elemento deve ser escrito com inicial maiúscula; os demais vocábulos podem ser escritos com minúscula ou com maiúscula, facultativamente, salvo nos nomes próprios nele contidos, que devem ser escritos com as iniciais maiúsculas, tudo em itálico , quando escrito em computador, ou entre aspas quando manuscrito:   Menino de engenho ( ou Menino do Engenho)   Memórias póstumas de Brás Cubas ( ou Memórias Póstumas de Brás Cubas )     2) Nos hagiônimos (palavras sagradas e nomes próprios referentes a crenças de qualquer religião):   A santa Gertrudes ( ou A Santa Gertrudes)
  • 41.
    Maiúsculas e minúsculas3) Nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas:   português (ou Português), matemática (ou Matemática).   4) Em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente; em início de versos e em nomes de logradouros públicos, de templos e de edifícios: A rua Cassiano Ricardo (ou A Rua Cassiano Ricardo), O largo do Carmo (ou O Largo do Carmo), A igreja da Glória (ou A Igreja da Glória), O palácio do Alvorada (ou O Palácio do Alvorada), O edifício Independência (ou o Edifício Independência).
  • 42.
  • 43.
    Palavras compostas -Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição cujos elementos constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido:   ano-luz, arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, azul-escuro, luso-brasileiro, afro-asiático, anglo-americano, conta-gotas, guarda-chuva, vaga-lume, boa-noite, bom-dia, boa-tarde, para-raios, para-choque, para-brisa, para-lama.   Obs.: Certos compostos perderam a noção de composição. Por isso, grafam-se aglutinadamente:   girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paramédico, paramilitar, parapente, parapsicologia
  • 44.
    -Usa-se o hífennas palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas:   abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde, bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer* ) , andorinha-grande, formiga-branca, aranha-caranguejeira, andorinha-do-mar, cobra-d'água, bem-te-vi.   * malmequer escreve-se com seus elementos aglutinados. Elementos repetidos - Hifenizam-se os elementos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonântica:   blá-blá-blá, zum-zum, reco-reco, pingue-pongue, zigue-zague, zás-trás, lero-lero, tim-tim, tique-taque, ti-ti-ti. espécies botânicas e zoológicas
  • 45.
    encadeamento vocabular -Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que formem encadeamento vocabular e nas combinações históricas :   a ponte Rio-Niterói, o percurso Itapema-Bombinhas, a ligação Angola-Moçambique, a estrada Londrina-Maringá. - Hifeniza-se a estrutura verbal ligada a pronome oblíquo átono mesoclítico ou enclítico:   deu-se, dar-se-á, lembrei-me, ver-nos-emos, encontramo-nos estrutura verbal
  • 46.
    - Usa-se tambémo hífen nas formas pronominais enclíticas ao advérbio eis e nas combinações pronominais no-lo(s) e vo-lo(s) Ei-lo que surge por trás das montanhas. Os presentes, dar-vo-los ei amanhã. Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais quer e requer em vez de quere e requere , estas foram conservadas no caso de ênclise: Seus documentos, quere-os? O passaporte, requere-o em São Paulo. São, porém, igualmente legítimas as estruturas verbais qué-lo e requé--lo. estrutura verbal
  • 47.
    topônimos - Hifenizam-seos topônimos (nomes próprios de lugares) iniciados por grão, grã ou por forma verbal ou ainda se houver artigo entre os seus elementos :   Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-Quatro, Quebra-Dentes, Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes.   Obs.: Guiné-Bissau e Timor-Leste são escritos com hífen. - Os demais topônimos compostos escrevem-se sem hífen. Seus adjetivos pátrios, porém, são hifenizados:   Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Porto Alegre, Belo Horizonte.   mato-grossense, mato-grossense-do-sul, porto-alegrense, belo-horizontino.
  • 48.
    locuções - Nãose hifenizam as locuções em geral, com raras exceções:   fim de semana, sala de aula, camisa de Vênus, ponto e vírgula, comum de dois, à parte, à vontade, à toa ( adjetivo ou advérbio ), tão somente, de repente, um maria vai com as outras, bumba meu boi, dia a dia ( substantivo ou advérbio)   Exceções: água-de-colônia, cor-de-rosa, pé-de-meia, mais-que-perfeito, dois-pontos, ao deus-dará, à queima-roupa. - Hifenizam-se, porém, os compostos em cujo interior há a eliminação da letra e pertencente à preposição de , em combinação com substantivos e com o uso de apóstrofo:   estrela-d’alva, galinha-d’angola, pau-d’alho, pau-d’água.
  • 49.
    Usos do hífenUsos do hífen em palavras formadas por prefixos ou por falsos prefixos, como os seguintes: ab, ad, aero agro, além, alfa, ante, anti, aquém, arqui, auto, bem, beta, bi, bio, circum, co, contra, di, eletro, entre, ex, extra, foto, gama, geo, giga, grã, grão, hetero, hidro, hiper, hipo, homo, infra, intra, inter, lacto, lipo, macro, mal, maxi, mega, meso, micro, mini, mono, morfo, multi, nefro, neo, neuro, ob, paleo, pan, peri, pluri, poli, pós, pré, pró, proto, pseudo, psico, recém, retro, sem, semi, sob, sub, sobre, super, supra, tele, tetra, tri, ultra, etc.
  • 50.
    Prefixos ou falsosprefixos terminados em vogal: Com hífen somente se o segundo elemento for iniciado por H ou pela mesma vogal que termina o prefixo/falso prefixo:   anti-higiênico, mini-horta, eletro-ótica, sobre-humano, anti-imperialista, anti-inflamatório, auto-observação, contra-ataque, micro-ondas, ultra-absorvente, arqui-inimigo.   -o- antiaéreo, antialérgico, anticristo, antiaids, semiextensivo, extravirgem, pseudoatleta, neoarcadismo, infraestrutura, ultraesquerdismo.
  • 51.
    Prefixos ou falsosprefixos terminados em vogal: - Se o prefixo/falso prefixo terminar em vogal e o segundo elemento se iniciar por R ou por S essas letras se duplicam:   antirreligioso, antissocial, contrarregra, antessala, minissaia, autorretrato, semirreta, ultrassom, semisselvagem, suprarrenal, suprassumo, pseudossábio, infrassom, intrarregional, intrassetorial, contrarreforma, contrassenha, ressurgir, ressecar, corroer
  • 52.
    Prefixos ou falsosprefixos terminados em consoante: - Com hífen se o segundo elemento for iniciado por H, R ou pela mesma consoante que termina o prefixo/falso prefixo:   hiper-requintado, inter-racial, sub-bibliotecário, super-resistente, ab-rupto ( e não abrupto) sob-roda, ad-rogar (adotar) , inter-regional, super-homem, hiper-humano, circum-medida, sub-humano.
  • 53.
    co-/ re-/ pro-/pre- / des- / in- Os prefixos co-, re-, pro-, pre-, des-, in- aglutinam-se, sem hífen, com o segundo elemento, mesmo que este seja iniciado por h ou pela mesma vogal: Obs.: pro- e pre- com som fechado.   coobrigação, coordenar, cooperar, coautor, coerdeiro, coerdar, reeleito, reeducar, reabilitar, reabitar, reelenizar ( retornar ao caráter grego ), reeroificar ( tornar herói de novo ), reesitar ( hesitar novamente ), procônsul, propor, procurvado, preanunciar, preestabelecer, preexistir desumano, desregular, desrespeitar, desservir. inábil, inumano
  • 54.
    bem / mal- Com hífen se o segundo elemento for iniciado por H ou vogal . Como já visto, bem tem hífen antes de m também e mal , antes de l .   bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado, bem-educado, mal-educado, bem-mantido, mal-limpo.   bendito, bendizer, benfeitor, benquerer, benquisto, malcriado, malditoso, malfalante, malnascido, malvisto, malmequer, malsucedido.   Obs.: bem também pode ter hífen antes de outras consoantes em algumas palavras:   bem-disposto, bem-dotado, bem-me-quer, bem-nascido, bem-vindo.
  • 55.
    circum / pan- Com hífen se o segundo elemento for iniciado por H , vogal, M ou N:   circum-navegação, pan-americano, circum-murado - Com esses elementos, usa-se sempre o hífen:   ex-presidente, sem-vergonha, além-mar, aquém-fronteira, recém-chegado, vice-prefeito, sota-piloto, soto-capitão, grão-duque, grã-duquesa, grã-fino. ex / sem / além / aquém / recém / vice / soto / sota / grã / grão
  • 56.
    pós / pré/ pró - Diante desses elementos, usa-se o hífen se forem tônicos e abertos:   pós-operatório, pós-graduação, pós-parto, pré-natal, pré-operatório, pré-vestibular, pró-americano, pró-aborto, pró-exportação.   Porém pospor, predeterminar, preestabelecer, preexistir , por ser o o fechado. não Não se hifeniza a palavra não com função prefixal:   Assinado pacto de não agressão.
  • 57.
    açu / guaçu/ mirim - Com os sufixos de origem tupi-guarani açu, guaçu e mirim , usa-se o hífen se a última sílaba do elemento anterior for acentuada ou quando a pronúncia exigir que se separem os elementos :   abaré-guaçu (grande feiticeiro) , andá-açu (espécie de árvore) , ingá-mirim (espécie de árvore), capim-açu (espécie de erva). translineação Se a partição de palavras no final da linha coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte:   erva- -doce