SEMINÁRIO CHUVAS
                                      E DESASTRES URBANOS




- SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS –

ENCHENTES URBANAS: NECESSIDADE DE
 UMA ARTICULAÇÃO GOVERNAMENTAL



   Eng. Mário Cicareli Pinheiro
   POTAMOS Engenharia e Hidrologia Ltda.
   mario.cicareli@potamos.com.br
SEMINÁRIO CHUVAS
                                             E DESASTRES URBANOS

OS MITOS E VERDADES A RESPEITO DAS CAUSAS E
SOLUÇÕES PARA AS ENCHENTES URBANAS
                           OS MITOS

   Medidas não-estruturais como única medida viável;
   Canhão hidráulico e as obras de macrodrenagem;
   Operação das barragens como causa das enchentes;
   O remanso de reservatórios causa enchentes a montante;
   Preservação das matas ciliares;
   O assoreamento dos cursos de água;
   As bacias de rejeitos das mineradoras;
   Os cursos de água urbanos devem ser mantidos em leito
    natural;
   Construção de barraginhas.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                             E DESASTRES URBANOS

OS MITOS E VERDADES A RESPEITO DAS CAUSAS E
SOLUÇÕES PARA AS ENCHENTES URBANAS
                         AS VERDADES

   As enchentes são fenômenos naturais;
   Os efeitos nocivos das enchentes resultam da ocupação das
    áreas de risco hidrológico;
   A importância dos estudos de diagnóstico antes de serem
    iniciados os projetos ou as obras;
   Os municípios têm buscado soluções isoladas para os seus
    problemas;
   Não existe assoreamento nos cursos de água por conta do
    equilíbrio entre descargas sólidas e líquidas;
   A importância da combinação de medidas estruturais e não-
    estruturais;
   Para as “barraginhas” terem efeito de controle de cheias os
    volumes acumulados devem ser superiores a 20 mm nas áreas
    urbanas e a 100 mm nas grandes bacias.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                        E DESASTRES URBANOS

LINHA DO TEMPO DO PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL
   1775: Estados Unidos criam o U.S. Army Corps of Engineers;
   1820: surgem as primeiras ferrovias na Inglaterra;
   1850: Halfeld inicia estudos para a navegação do rio São Francisco;
   1855: Cristiano Otoni elabora o I Plano Ferroviário do Brasil;
   1855: saneamento da cidade do Rio de Janeiro;
   1889: a malha ferroviária brasileira alcança 9355 km;
   1897: construção da primeira usina hidrelétrica nos EUA;
   1897: construção da primeira usina hidrelétrica no Brasil;
   1915: a malha ferroviária brasileira alcança 26.642 km;
   1925: início da construção de rodovias no Brasil;
   1927: ocorrência de grandes enchentes nos EUA;
   1927: EUA promulgam o “Flood Control Act”;
   1929: depressão econômica nos EUA;
   1931: criação do TVA – Tennessee Valley Authority;
   1934: promulgação do Código de Águas no Brasil;
   1946: criação do DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento;
   1946: criação da CVSF – Companhia Vale do São Francisco;
   1950: início da expansão das rodovias;
   1950: início da construção das grandes usinas hidrelétricas;
   1950: início da implantação das medidas não-estruturais para controle de
    cheias nos EUA.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                          E DESASTRES URBANOS

LINHA DO TEMPO DO PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL
   1960: início do Projeto CANANBRA – Inventário Hidrelétrico;
   1967: mudança do nome CVSF para SUVALE;
   1970: desativação maciça da malha ferroviária;
   1973: início do projeto da UHE Itaipu;
   1974: mudança do nome SUVALE para CODEVASF;
   1977: início da operação dos reservatórios das usinas hidrelétricas com a
    finalidade de controle de cheias;
   1979: grande enchente nos vales dos rios São Francisco e Doce;
   1980: Grupo Interministerial de Trabalho para Realizar Estudos para a
    Prevenção e o Controle das Enchentes (Rio Doce e Rio São Francisco);
   1980: DNOS projeta e constrói diques nas cidades de Pirapora, Januária;
   1981: criação da CPI para investigar as causas das enchentes no rio São
    Francisco;
   1987: promulgação da Constituição da República;
   1990: extinção do DNOS e PORTOBRÁS;
   1995: tentativa de retomar a navegação fluvial no rio São Francisco;
   1997: promulgação da Lei Federal 9433 instituindo a Política Nacional de
    Recursos Hídricos.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                        E DESASTRES URBANOS

LINHA DO TEMPO DO PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL
   2000: criação da ANA – Agência Nacional de Águas;
   2000: início do crescimento da economia mundial;
   2003: problemas políticos desarticulam a AHSFRA – Administração da Hidrovia
    do São Francisco;
   2011: evento catastrófico na Serra Fluminense;
   2012: enchentes generalizadas em Minas Gerais;
   2012: Minas Gerais não apresenta um plano articulado para o controle e a
    prevenção de cheias no Estado;
   2012: a malha ferroviária brasileira é de 28.000 km, basicamente a mesma
    planejada na época do Segundo Império.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                        E DESASTRES URBANOS

ALGUMAS ENCHENTES EM MINAS GERAIS
   1942: bacias dos rios Grande e São Francisco;
   1949: bacia do rio São Francisco;
   1957: cidades do Sul de Minas;
   1979: bacias dos rios Doce e São Francisco;
   1980: bacias dos rios São Francisco e Grande;
   1982: bacia do rio São Francisco;
   1983: bacia do rio São Francisco;
   1985: bacias dos rios Grande e São Francisco;
   1992: bacia do rio Grande;
   1997: bacias do rio Doce e Alto São Francisco;
   2000: bacia do rio Sapucaí;
   2003: cidade de Ponte Nova;
   2004: cidades de Ponte Nova e Caratinga;
   2007: cidade de Muriaé;
   2008: Zona da Mata e bacia do Alto São Francisco;
   2012: Estado de Minas Gerais.
SEMINÁRIO CHUVAS
RISCO INTRÍNSECO DA PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO   E DESASTRES URBANOS
         – TR variando de 2 a 5 anos
SEMINÁRIO CHUVAS
                            E DESASTRES URBANOS
CIDADE EM PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO
SEMINÁRIO CHUVAS
                        E DESASTRES URBANOS


CONCEITOS DE CURSO DE ÁGUA NATURAL
SEMINÁRIO CHUVAS
                              E DESASTRES URBANOS

EQUILÍBRIO MORFODINÂMICO DOS CURSOS DE ÁGUA
SEMINÁRIO CHUVAS
                                  E DESASTRES URBANOS

EQUILÍBRIO MORFODINÂMICO – CASO DE APARECIDA DE
                    GOIÂNIA
SEMINÁRIO CHUVAS
                     E DESASTRES URBANOS

CASO APARECIDA DE GOIÂNIA
SEMINÁRIO CHUVAS
                        E DESASTRES URBANOS

EROSÃO EM LEITOS FLUVIAIS URBANOS
SEMINÁRIO CHUVAS
                            E DESASTRES URBANOS
CONCEITOS DE OBRAS DE CONTROLE DE CHEIAS
           EM ÁREAS URBANAS
SEMINÁRIO CHUVAS
                    E DESASTRES URBANOS

CASO DA CIDADE DE LONDRINA
SEMINÁRIO CHUVAS
                                              E DESASTRES URBANOS

CASOS PRÁTICOS: MEDIDAS COMBINADAS
    Av. Nossa Senhora da Piedade em Belo Horizonte
SEMINÁRIO CHUVAS
                                    E DESASTRES URBANOS

CASOS PRÁTICOS: MEDIDAS COMBINADAS

                Parque Ribeirão Ipanema em Ipatinga-MG
SEMINÁRIO CHUVAS
                                        E DESASTRES URBANOS
CASOS PRÁTICOS: OBRAS EXISTENTES
         Bacia de Detenção em Uberaba
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                        E DESASTRES URBANOS

DESORDEM INSTITUCIONAL
   As enchentes são percebidas inicialmente pelas municipalidades 
    Administração Pública Municipal;
   Os municípios não têm quadros técnicos para diagnosticar o problema;
   Surgem as interpretações equivocadas por meio dos mitos;
   As soluções para o controle de cheias podem ter abrangência além das
    fronteiras municipais;
   A Administração Pública Estadual não possui planos consistentes para
    solucionar o problema;
   As soluções para o controle de cheias podem ter abrangência além das
    fronteiras estaduais;
   A Administração Pública Federal não possui planos consistentes para
    solucionar o problema;
   Surgem liberações de verbas para obras sem projetos;
   O encaminhamento do problema é feito sob o foco exclusivamente político;
   As equipes técnicas dos órgãos encarregados de aprovação dos projetos
    fazem análises criteriosas;
   Os trabalhos são interrompidos pela dificuldade de execução de projetos.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                        E DESASTRES URBANOS
OPINIÕES: “Aspectos Institucionais do Controle das Inundações
Urbanas”, Carlos E. M. Tucci

   Caracterização das inundações: enchentes em áreas ribeirinhas e enchentes
    devido à urbanização;
   O processo crescente de urbanização e o impacto crescente da cidade no
    escoamento;
   No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes
    que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas
    por parte de algumas cidades;
   Falta de conhecimento sobre controle de enchentes por parte dos planejadores
    urbanos;
   Desorganização, nos níveis federal e estaduais, sobre controle de enchentes;
   Falta de educação da população sobre controle de enchentes.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                           E DESASTRES URBANOS
OPINIÕES: “Fundamentos para a Gestão de Recursos Hídricos”,
Flávio Terra Barth e Cid Tomanik Pompeu

   Aspectos institucionais e jurídicos pertinentes aos recursos hídricos no Brasil;
   Importância de integrar os planos globais e setoriais de aproveitamento e
    controle dos recursos hídricos;
   A participação do público em geral na gestão dos recursos hídricos deve ser
    uma das formas de viabilização política na gestão desses recursos; entretanto,
    essa participação deverá ser, preferencialmente, sob modos de informação e
    consulta, sem que a Administração Pública decline do seu dever de decidir
    entre alternativas.
   Nos maiores centros urbanos do País, a Administração Pública tem extrema
    dificuldade de disciplinar e controlar o uso do solo e a construção de
    edificações. As leis de parcelamento sofrem grandes pressões para serem
    mudadas, e os Legislativos, frequentemente, fazem as mudanças sem as
    devidas considerações técnicas, levando em conta mais os aspectos políticos.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                         E DESASTRES URBANOS
EXEMPLOS DE PRECONCEITOS E DE LACUNA INSTITUCIONAL
   O projeto de controle de cheias indeferido por causa do preconceito do
    “Canhão Hidráulico”;
   A cidade A e o PAC;
   A cidade B e o PAC;
   A cidade C e o zoneamento da planície de inundação a jusante da usina
    hidrelétrica;
   A cidade D e o zoneamento da planície de inundação a jusante da usina
    hidrelétrica;
   A atuação do Ministério Público com a enchente na cidade D;
   O debate na Câmara dos Vereadores da cidade E;
   A cidade F e a interferência das obras de mineração;
   O projeto da cidade G feito por uma empresa de mineração e a imperiosa
    necessidade de integração em toda a bacia hidrográfica;
   A destinação de grandes verbas para as obras de dragagem, sem o devido
    diagnóstico do problema;
   O problema da cidade H sendo atribuído à operação de usinas a fio-d’água e
    ao remanso do reservatório de jusante;
   A dificuldade conceitual de estabelecer o conceito de preservação de fundos
    de vale na capital estadual;
   O conflito entre os Governos Estadual e Federal no caso das enchentes na
    bacia do rio X.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                       E DESASTRES URBANOS

ALGUNS CRÉDITOS
   PDMAT – Plano Diretor de Macro Drenagem do Alto Tietê;
   Planos e projetos do DAEE-SP;
   O trabalho nacional da Defesa Civil;
   Os sistemas de alerta operados pela ANA e CPRM;
   A operação dos reservatórios do setor elétrico;
   O diagnóstico e o planejamento da cidade de Passos-MG (caso de município
    sem interligação hidráulica);
   O plano de controle de cheias das bacias dos rios Pomba e Muriaé (ANA);
   O caso bem sucedido do entendimento do Ministério Público no caso da
    cidade de Ponte Nova;
   Os trabalhos do Banco Mundial: Uberaba e Betim.
SEMINÁRIO CHUVAS
                                                          E DESASTRES URBANOS

RECOMENDAÇÕES
   Para os municípios: elaborar planos de drenagem urbana e mapeamento das
    planícies de inundação;
   Para os municípios: elaborar estudos de diagnóstico do problema das
    enchentes, com alternativas conceituais de soluções;
   Para o Governo Estadual: elaborar um Plano Global de Controle de Cheias e
    estabelecer uma base para assessorar os municípios em termos técnicos e de
    orientação na busca de recursos;
   Para o Governo Federal: cessar a liberação de verbas e programas sem os
    devidos respaldos em planos e programas;
   Para o Governo Federal: organizar as articulações entre a ANA, a Secretaria de
    Recursos Hídricos e o Ministério das Cidades.

Mário Cicareli (Potamos engenharia)

  • 1.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS - SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS – ENCHENTES URBANAS: NECESSIDADE DE UMA ARTICULAÇÃO GOVERNAMENTAL Eng. Mário Cicareli Pinheiro POTAMOS Engenharia e Hidrologia Ltda. mario.cicareli@potamos.com.br
  • 2.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS OS MITOS E VERDADES A RESPEITO DAS CAUSAS E SOLUÇÕES PARA AS ENCHENTES URBANAS OS MITOS  Medidas não-estruturais como única medida viável;  Canhão hidráulico e as obras de macrodrenagem;  Operação das barragens como causa das enchentes;  O remanso de reservatórios causa enchentes a montante;  Preservação das matas ciliares;  O assoreamento dos cursos de água;  As bacias de rejeitos das mineradoras;  Os cursos de água urbanos devem ser mantidos em leito natural;  Construção de barraginhas.
  • 3.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS OS MITOS E VERDADES A RESPEITO DAS CAUSAS E SOLUÇÕES PARA AS ENCHENTES URBANAS AS VERDADES  As enchentes são fenômenos naturais;  Os efeitos nocivos das enchentes resultam da ocupação das áreas de risco hidrológico;  A importância dos estudos de diagnóstico antes de serem iniciados os projetos ou as obras;  Os municípios têm buscado soluções isoladas para os seus problemas;  Não existe assoreamento nos cursos de água por conta do equilíbrio entre descargas sólidas e líquidas;  A importância da combinação de medidas estruturais e não- estruturais;  Para as “barraginhas” terem efeito de controle de cheias os volumes acumulados devem ser superiores a 20 mm nas áreas urbanas e a 100 mm nas grandes bacias.
  • 4.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS LINHA DO TEMPO DO PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL  1775: Estados Unidos criam o U.S. Army Corps of Engineers;  1820: surgem as primeiras ferrovias na Inglaterra;  1850: Halfeld inicia estudos para a navegação do rio São Francisco;  1855: Cristiano Otoni elabora o I Plano Ferroviário do Brasil;  1855: saneamento da cidade do Rio de Janeiro;  1889: a malha ferroviária brasileira alcança 9355 km;  1897: construção da primeira usina hidrelétrica nos EUA;  1897: construção da primeira usina hidrelétrica no Brasil;  1915: a malha ferroviária brasileira alcança 26.642 km;  1925: início da construção de rodovias no Brasil;  1927: ocorrência de grandes enchentes nos EUA;  1927: EUA promulgam o “Flood Control Act”;  1929: depressão econômica nos EUA;  1931: criação do TVA – Tennessee Valley Authority;  1934: promulgação do Código de Águas no Brasil;  1946: criação do DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento;  1946: criação da CVSF – Companhia Vale do São Francisco;  1950: início da expansão das rodovias;  1950: início da construção das grandes usinas hidrelétricas;  1950: início da implantação das medidas não-estruturais para controle de cheias nos EUA.
  • 5.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS LINHA DO TEMPO DO PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL  1960: início do Projeto CANANBRA – Inventário Hidrelétrico;  1967: mudança do nome CVSF para SUVALE;  1970: desativação maciça da malha ferroviária;  1973: início do projeto da UHE Itaipu;  1974: mudança do nome SUVALE para CODEVASF;  1977: início da operação dos reservatórios das usinas hidrelétricas com a finalidade de controle de cheias;  1979: grande enchente nos vales dos rios São Francisco e Doce;  1980: Grupo Interministerial de Trabalho para Realizar Estudos para a Prevenção e o Controle das Enchentes (Rio Doce e Rio São Francisco);  1980: DNOS projeta e constrói diques nas cidades de Pirapora, Januária;  1981: criação da CPI para investigar as causas das enchentes no rio São Francisco;  1987: promulgação da Constituição da República;  1990: extinção do DNOS e PORTOBRÁS;  1995: tentativa de retomar a navegação fluvial no rio São Francisco;  1997: promulgação da Lei Federal 9433 instituindo a Política Nacional de Recursos Hídricos.
  • 6.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS LINHA DO TEMPO DO PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL  2000: criação da ANA – Agência Nacional de Águas;  2000: início do crescimento da economia mundial;  2003: problemas políticos desarticulam a AHSFRA – Administração da Hidrovia do São Francisco;  2011: evento catastrófico na Serra Fluminense;  2012: enchentes generalizadas em Minas Gerais;  2012: Minas Gerais não apresenta um plano articulado para o controle e a prevenção de cheias no Estado;  2012: a malha ferroviária brasileira é de 28.000 km, basicamente a mesma planejada na época do Segundo Império.
  • 7.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS ALGUMAS ENCHENTES EM MINAS GERAIS  1942: bacias dos rios Grande e São Francisco;  1949: bacia do rio São Francisco;  1957: cidades do Sul de Minas;  1979: bacias dos rios Doce e São Francisco;  1980: bacias dos rios São Francisco e Grande;  1982: bacia do rio São Francisco;  1983: bacia do rio São Francisco;  1985: bacias dos rios Grande e São Francisco;  1992: bacia do rio Grande;  1997: bacias do rio Doce e Alto São Francisco;  2000: bacia do rio Sapucaí;  2003: cidade de Ponte Nova;  2004: cidades de Ponte Nova e Caratinga;  2007: cidade de Muriaé;  2008: Zona da Mata e bacia do Alto São Francisco;  2012: Estado de Minas Gerais.
  • 8.
    SEMINÁRIO CHUVAS RISCO INTRÍNSECODA PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO E DESASTRES URBANOS – TR variando de 2 a 5 anos
  • 9.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CIDADE EM PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO
  • 10.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CONCEITOS DE CURSO DE ÁGUA NATURAL
  • 11.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS EQUILÍBRIO MORFODINÂMICO DOS CURSOS DE ÁGUA
  • 12.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS EQUILÍBRIO MORFODINÂMICO – CASO DE APARECIDA DE GOIÂNIA
  • 13.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CASO APARECIDA DE GOIÂNIA
  • 14.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS EROSÃO EM LEITOS FLUVIAIS URBANOS
  • 15.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CONCEITOS DE OBRAS DE CONTROLE DE CHEIAS EM ÁREAS URBANAS
  • 16.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CASO DA CIDADE DE LONDRINA
  • 17.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CASOS PRÁTICOS: MEDIDAS COMBINADAS Av. Nossa Senhora da Piedade em Belo Horizonte
  • 18.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CASOS PRÁTICOS: MEDIDAS COMBINADAS Parque Ribeirão Ipanema em Ipatinga-MG
  • 19.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS CASOS PRÁTICOS: OBRAS EXISTENTES Bacia de Detenção em Uberaba
  • 20.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS DESORDEM INSTITUCIONAL  As enchentes são percebidas inicialmente pelas municipalidades  Administração Pública Municipal;  Os municípios não têm quadros técnicos para diagnosticar o problema;  Surgem as interpretações equivocadas por meio dos mitos;  As soluções para o controle de cheias podem ter abrangência além das fronteiras municipais;  A Administração Pública Estadual não possui planos consistentes para solucionar o problema;  As soluções para o controle de cheias podem ter abrangência além das fronteiras estaduais;  A Administração Pública Federal não possui planos consistentes para solucionar o problema;  Surgem liberações de verbas para obras sem projetos;  O encaminhamento do problema é feito sob o foco exclusivamente político;  As equipes técnicas dos órgãos encarregados de aprovação dos projetos fazem análises criteriosas;  Os trabalhos são interrompidos pela dificuldade de execução de projetos.
  • 21.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS OPINIÕES: “Aspectos Institucionais do Controle das Inundações Urbanas”, Carlos E. M. Tucci  Caracterização das inundações: enchentes em áreas ribeirinhas e enchentes devido à urbanização;  O processo crescente de urbanização e o impacto crescente da cidade no escoamento;  No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas por parte de algumas cidades;  Falta de conhecimento sobre controle de enchentes por parte dos planejadores urbanos;  Desorganização, nos níveis federal e estaduais, sobre controle de enchentes;  Falta de educação da população sobre controle de enchentes.
  • 22.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS OPINIÕES: “Fundamentos para a Gestão de Recursos Hídricos”, Flávio Terra Barth e Cid Tomanik Pompeu  Aspectos institucionais e jurídicos pertinentes aos recursos hídricos no Brasil;  Importância de integrar os planos globais e setoriais de aproveitamento e controle dos recursos hídricos;  A participação do público em geral na gestão dos recursos hídricos deve ser uma das formas de viabilização política na gestão desses recursos; entretanto, essa participação deverá ser, preferencialmente, sob modos de informação e consulta, sem que a Administração Pública decline do seu dever de decidir entre alternativas.  Nos maiores centros urbanos do País, a Administração Pública tem extrema dificuldade de disciplinar e controlar o uso do solo e a construção de edificações. As leis de parcelamento sofrem grandes pressões para serem mudadas, e os Legislativos, frequentemente, fazem as mudanças sem as devidas considerações técnicas, levando em conta mais os aspectos políticos.
  • 23.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS EXEMPLOS DE PRECONCEITOS E DE LACUNA INSTITUCIONAL  O projeto de controle de cheias indeferido por causa do preconceito do “Canhão Hidráulico”;  A cidade A e o PAC;  A cidade B e o PAC;  A cidade C e o zoneamento da planície de inundação a jusante da usina hidrelétrica;  A cidade D e o zoneamento da planície de inundação a jusante da usina hidrelétrica;  A atuação do Ministério Público com a enchente na cidade D;  O debate na Câmara dos Vereadores da cidade E;  A cidade F e a interferência das obras de mineração;  O projeto da cidade G feito por uma empresa de mineração e a imperiosa necessidade de integração em toda a bacia hidrográfica;  A destinação de grandes verbas para as obras de dragagem, sem o devido diagnóstico do problema;  O problema da cidade H sendo atribuído à operação de usinas a fio-d’água e ao remanso do reservatório de jusante;  A dificuldade conceitual de estabelecer o conceito de preservação de fundos de vale na capital estadual;  O conflito entre os Governos Estadual e Federal no caso das enchentes na bacia do rio X.
  • 24.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS ALGUNS CRÉDITOS  PDMAT – Plano Diretor de Macro Drenagem do Alto Tietê;  Planos e projetos do DAEE-SP;  O trabalho nacional da Defesa Civil;  Os sistemas de alerta operados pela ANA e CPRM;  A operação dos reservatórios do setor elétrico;  O diagnóstico e o planejamento da cidade de Passos-MG (caso de município sem interligação hidráulica);  O plano de controle de cheias das bacias dos rios Pomba e Muriaé (ANA);  O caso bem sucedido do entendimento do Ministério Público no caso da cidade de Ponte Nova;  Os trabalhos do Banco Mundial: Uberaba e Betim.
  • 25.
    SEMINÁRIO CHUVAS E DESASTRES URBANOS RECOMENDAÇÕES  Para os municípios: elaborar planos de drenagem urbana e mapeamento das planícies de inundação;  Para os municípios: elaborar estudos de diagnóstico do problema das enchentes, com alternativas conceituais de soluções;  Para o Governo Estadual: elaborar um Plano Global de Controle de Cheias e estabelecer uma base para assessorar os municípios em termos técnicos e de orientação na busca de recursos;  Para o Governo Federal: cessar a liberação de verbas e programas sem os devidos respaldos em planos e programas;  Para o Governo Federal: organizar as articulações entre a ANA, a Secretaria de Recursos Hídricos e o Ministério das Cidades.