UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE
Centro de Pós-Graduação
PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu
Curso de ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO - TURMA EST 10

Diminuição dos riscos em prensas
antigas e obsoletas

Marcelo Gandra Falcone

Orientador: Nilton Francisco Rejowski

São Paulo
2009
i
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE
Centro de Pós-Graduação
PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu
Curso de ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO - TURMA EST 10

Diminuição dos riscos em prensas
antigas e obsoletas

Marcelo Gandra Falcone

Orientador: Nilton Francisco Rejowski

Monografia apresentada ao Centro de Pós
Graduação da Universidade Nove de Julho
Uninove, como requisito final à obtenção
do grau de Especialista em Engenharia de
Segurança do Trabalho.

São Paulo
2009
ii
Falcone, Marcelo Gandra
Diminuição dos riscos em prensas antigas e obsoletas./
Marcelo Gandra Falcone – São Paulo, SP: Uninove / Universidade
Nove de Julho, Departamento de Pós Graduação, 2009.
i-xx, 1-121 - f.:141: il.; 31 cm.
Orientador: Nilton Francisco Rejowski
Monografia (pós graduação “Latu Sensu”) –: Uninove /
Universidade Nove de Julho, Pós Graduação de Engenharia em
Segurança do Trabalho, dezembro de 2009.
Referências bibliográficas: f. 74-76
1. Prensas. 2. Engenharia de Segurança do Trabalho. 3.
Dispositivos em prensas. 4. Acidentes do trabalho. 5. NR12. 6.
Braço mecânico. 7. Duplo comando. 8. Ferramenta fechada.
9.Proteção e enclausuramento - Monografia. I. Rejowsk, Nilton
Francisco i. II. Uninove / Universidade Nove de Julho. III Diminuição
dos riscos em prensas antigas e obsoletas.

iii
Diminuição dos Riscos em Prensas Antigas e Obsoletas

Por

Marcelo Gandra Falcone

Monografia apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em
Engenharia De Segurança Do Trabalho,
para obtenção do grau de Especialista em
Engenharia De Segurança Do Trabalho,
pela Banca Examinadora, formada por:

________________________________________________________
Presidente: Prof. Nilton Francisco Rejowski – orientador, Uninove

Membro: Prof. Marcelo Eloy Fernandes, Uninove

________________________________________________________
Membro: Profa. Eliacy Cavalcanti Lelis, Uninove

São Paulo,

de

de 2009.

iv
Dedico esta obra as mulheres de minha vida,
mulheres estas, que de forma desprendida e
comprometida,
tanto procuram dar apoio,
proteção e estimulo
criando motivação,
sentimentos mais nobres e um colorido especial,
em meu dia a dia, permitindo que pudesse me
embrenhar em novos desafios, investindo em
sabedoria e conhecimento, criando uma pequena
ferramenta que pudesse entusiasmar as pessoas
pensarem em modernizar equipamentos em prol
da segurança e respeito à integridade física de
nossos companheiros de trabalho, algo difícil
dentro desta turbulenta e apressada rotina do
trabalho que vivemos intensamente durante nossa
breve existência.
À minha adorada esposa Alessandra,
Rosa, minha mãe querida
Minhas filhas de coração Zig, Ziginha e Mayara,
Dedico também ao meu pai Prof. Dr. Áureo
Gilberto Falcone, meu mentor, orientador e
sublime exemplo e a nossa filha Gabriela que nos
deixou no momento de nascer para virar estrela e
brilhar em nossas vidas como uma lembrança feliz
cheia de esplendor e luz. (em memória).

v
Agradecimentos

Aos colegas da Equacional Elétrica e Mecânica Ltda., pois todas as soluções
encontradas foram feitas com apoio integral dos senhores Marcos Gandra
Falcone, Rosa Cheganças Gandra Falcone, Carlos Laffitte Junior, Ivan Eduardo
Chabu e José Américo Milanese. Estas soluções em sua maioria foram
idealizadas pelo Sr José Américo e projetadas e executadas pelos funcionários da
Equacional, até mesmo em finais de semana. Foi o apoio da Alta direção da
empresa e dos funcionários que viabilizou este trabalho.
Agradeço ao Eduardo “Marcelinho”, que fez os desenhos técnicos contidos neste
trabalho.
Agradeço ao Daniel pelas fotografias cedidas.
Agradeço aos Colegas de Contru da PMSP, Karina, Raul, Roberto, Francisco
Miguel, Joel, Aguinaldo, Renato e Kuniaki, pelo incentivo e organização que
proporcionaram meu ingresso no curso e posteriormente persistindo e fazendo
que esta corrente me levasse a ter coragem e suportar um curso de 680 horas.
Agradeço a meu Professor orientador: Nilton Francisco Rejowski pelas palavras e
atos de encorajamento e que apesar da sobrecarga de trabalho destinou o tempo
necessário para a concretização deste trabalho.
Agradeço aquele que disse enquanto eu estava fazendo a nova avaliação de
riscos após as modificações e não quis seu nome revelado para evitar confronto
com as chefias: “Hoje, o funcionário policia os colegas, procurando evitar
acidentes e a CIPA deixou de ser uma reunião para aqueles que querem
estabilidade de emprego e tomar cafezinho, para tornar-se mais atuante nas
ações corretivas e preventivas”.
Agradeço a São João Bosco pela obra de São Francisco de Sales e exemplos de
persistência e coragem.

vi
Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e,
mesmo assim, ainda gosta de você.
Kim Hubbad – In "O melhor do mau humor",
coletadas por Ruy Castro, Companhia das Letras
- São Paulo, 1990.
vii
RESUMO

Estudo de caso sobre a instalação de dispositivos de proteção coletivas em
prensas mecânicas e similares antigas e obsoletas, utilizadas na estamparia de
peças metálicas, visando à diminuição dos riscos e adequação as normas de
segurança vigentes brasileiras e internacionais.

Palavras-chave: Segurança 1, Proteção 2, Prensa 3.

viii
ABSTRACT

Case study on the installation of collective protection at power presses and similar
old and obsolete, used in metals stamping parts, in order to decrease the risks and
the adequacy of existing security standards here and abroad.
Keywords: security 1, protection 2, presses 3.

ix
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Quantidade de acidentes do Trabalho ..................................................... 6
Figura 2: Acidente do Trabalho ............................................................................... 8
Figura 3: Porcentual de acidentes graves por função do Trabalhador .................... 9
Figura 4: Fatores ocasionadores de Acidentes ..................................................... 10
Figura 5: Custos do Acidente de Trabalho ............................................................ 13
Figura 6: Hierarquia das leis................................................................................. 14
Figura 7: Normas Regulamentadoras do MTE ...................................................... 15
Figura 8: Normas Técnicas ................................................................................... 17
Figura 9: Hierarquia das Normas .......................................................................... 18
Figura 10: Prensa excêntrica de 300 toneladas .................................................... 20
Figura 11: Vista Interna do Galpão Estamparia e Usinagem da Equacional ......... 26
Figura 12 : Estampo enclausurado........................................................................ 34
Figura 13 : Estampo fehado para disco padrão..................................................... 35
Figura 14: Chapa estampada de rotor (consultar apendice B) .............................. 35
Figura 15: Prensa excêntrica de 200 toneladas acionada por pedal..................... 36
Figura 16: Prensa excêntrica numero 31............................................................... 39
Figura 17: Prensa excêntrica numero 38............................................................... 39
Figura 18: Prensa excêntrica numero 38............................................................... 40
Figura 19: Prensa excêntrica numero 37............................................................... 40
Figura 20: Prensa excêntrica numero 35............................................................... 41
Figura 21: Pinças. ................................................................................................. 41
Figura 22: Pinça magnética................................................................................... 42
Figura 23: Pinça magnética em uso ...................................................................... 43
Figura 24: Cadeira ergonomicamente adaptada ................................................... 43
Figura 25: Cadeira ergonomicamente adaptada ................................................... 45
Figura 26: Cadeira ergonomicamente adaptada ................................................... 45
Figura 27: Cadeado com sinalização .................................................................... 46
Figura 28: Sinalização chave de bloqueio para manutenção ................................ 47
Figura 29: Sinalização chave de bloqueio para manutenção ................................ 48
Figura 30: Prensa 42 Adaptada Pelo Projeto. ....................................................... 49

x
Figura 31: Prensa 43 - Adaptada Pelo Projeto. ..................................................... 50
Figura 32: Prensa 44 - Adaptada Pelo Projeto. ..................................................... 51
Figura 33: Pedal de acionamento.......................................................................... 52
Figura 34: Exemplo de comando bimanual. .......................................................... 53
Figura 35: Pedestal para Comando Bi-Manual ajustável....................................... 54
Figura 36: Kit de acionamento Bimanual:.............................................................. 55
Figura 36: Grau de Severidade ............................................................................. 61
Figura 37: Grau de Permanência na área de Risco .............................................. 62
Figura 38: Grau de Possibilidade de Evitar o Risco .............................................. 62
Figura 39: Critérios de Avaliação do Risco............................................................ 63
Figura 40: Avaliação do Risco............................................................................... 63
Figura 42: Operador com EPI utilizando uma máquina “retrofitada” ..................... 65
Figura 43: Maquete da Nova Fabrica da Equacional (prev. 2010) ........................ 88
Figura 44: Hidrogeradores da PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009 ......... 89
Figura 45: Hidrogeradores da PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009 ......... 89
Figura 51: Esquema de Seqüência de estamparia................................................ 99
Figura 52: Exemplo de disco cortado. ................................................................. 100
Figura 53: Esquema de protocolo dimensional ................................................... 101
Figura 54: Chapa ranhura do estator .................................................................. 102
Figura 55: Empilhamento das Sobras do Estator ................................................ 103
Figura 56: Protocolo Dimensional (Instrução de Trabalho) ................................. 104
Figura 57: Disco do rotor (sobra do estator, Fig. 55)........................................... 105
Figura 58: Chapa ranhura do estator .................................................................. 106
Figura 59: Protocolo Dimensional ....................................................................... 108
Figura 60: Núcleo de rotor montado sobre o eixo com barramento condutor...... 109
Figura 61: Núcleo de estator montado com tirantes............................................ 110
Figura 62: Chapa ranhura do estator. ................................................................. 110

xi
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Cronograma......................................................................................... 28
Tabela 2 – Modelo de identificação da Empresa................................................... 29
Tabela 3 – Modelo de identificação das Prensas e Equipamentos similares ........ 31
Tabela 4 – Modelo de Cronograma de “Retrofiting” .............................................. 32
Tabela 5 – Modelo de ficha de procedimento........................................................ 33
Tabela 6 – Modelo de Controle de Treinamento 1 ................................................ 33
Tabela 7 - Tabela 1 – Anexo A da norma NBR 13760 .......................................... 37
Tabela 8 - Tabela 4 da norma NBR NM ISO 13853 .............................................. 38
Tabela 9 – Tabela de Controle de Treinamento 2 (Ver Tabela 6, pág. 34) ........... 60
Tabela 10 – Tabela de Critérios de Severidade para definição do Risco.............. 61
Tabela 11 – Tabela de Critérios de permanência para definição dos Riscos........ 61
Tabela 12 – Tabela de Critérios de Possibilidade de Evitar o Risco ..................... 62
Tabela 13 – Riscos Ocupacionais. ........................................................................ 64
Tabela 14 – Equipamentos de Proteção Individual (Epi´s). Uso Obrigatório......... 64
Tabela 15 – Equipamentos de Uso Obrigatório em Atividades Específicas. ......... 65
Tabela 16 – Sistemas De Proteção Coletiva (EPC´s) De Uso Obrigatório............ 65
Tabela 17 - Gradação das Multas (em UFIR)........................................................ 71
Tabela 18 - Classificação das Infrações................................................................ 72
Tabela 19 – Multa referente a reincidência ........................................................... 72
Tabela 20 – Valores das Multas em Reais ............................................................ 73
Tabela 21 – Máquinas e Ferramentas disponíveis................................................ 92
Tabela 22 - Velocidade de estampagem (limites por inércia da chapa). ............... 97

LISTA DE DESENHOS
Desenho 1 – Croquis da Equacional ..................................................................... 30
Desenho 2 – Projeto da mão mecânica da prensa 42........................................... 49
Desenho 3 – Projeto da mão mecânica da prensa 43........................................... 50
Desenho 4 – Projeto da mão mecânica da prensa 44........................................... 51

xii
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AAF - Análise de Árvore de Falhas
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
ABPA- Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes
ACGIH - American Conference of Governametal Industrial Higienists
AI - Agente de Inspeção
ANSI - American National Standards Institute
ANVS - Associação Nacional de Vigilância Sanitária
APR - Análise Preliminar de Riscos
ARE - Análise de Risco Específico
ART - Anotação de Responsabilidade Técnica
ASME - American Society of Mechanical Engineers
ASO - Atestado de Saúde Ocupacional
AT - Acidente de Trabalho
AVCB - Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros
BDI - Benefícios e Despesas Indiretas
C - Código do EPI. Por exemplo: C = 118.211-0/I=3
CA - Certificado de Aprovação
CAT - Comunicado de Acidente de Trabalho
CCT - Convenção Coletiva do Trabalho
CEI - Cadastro Específico do INSS
CEN – Comitê Europeu de Normalização
CGC - Cadastro Geral de Pessoa Física
CID - Código Identificador de Doença; Classificação Internacional de Doenças
CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CLT - Consolidação das Leis do Trabalho
CNAE - Código Nacional de Atividades Econômicas
CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
CTPS - Carteira de Trabalho Previdência Social

xiii
dB - Decibel
DIN - Deutsche Industrien Normen, Deutsches Institut für Normung
DNSST - Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalho
DORT - Distúrbio(S) Osteomuscular(Es) Relacionado(S) ao Trabalho
DRT - Delegacia Regional do Trabalho
DRTE - Delegacia Regional do Trabalho e Emprego
DSST - Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho
EN. - Norma Européia
EPC - Equipamento de Proteção Coletiva
EPI - Equipamento de Proteção Individual
EST - Engenheiro de Segurança do Trabalho; Engenharia de Segurança do
Trabalho
FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
FISP - Folha de Informação Sobre o Produto
FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico
FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Seg. e Med. do
Trabalho
GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e
Informações à Previdência Social.
GHE - Grupo Homogêneo de Exposição
GHR - Grupo Homogêneo de Risco
GLP - Gás Liquefeito de Petróleo
GNV - Gás Natural Veicular
GR - Grau De Risco
HSTA - Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente
I - Grau de Infração. Por exemplo: C = 118.211-0/I=3
IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis
IBUTG - Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo
IN - Instrução Normativa. Sucede-se ao IN um número. Por exemplo IN-84
INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social

xiv
ISO - International Organization for Standardization
LEM - Laudo de exame médico
Leq - Level equivalent
LEO - Limite de Exposição Ocupacional
LER - Lesão por Esforço Repetitivo
LER/DORT - Lesão por Esforço Repetitivo / Distúrbios Osteomusculares
Relacionados ao Trabalho
LP - Líquido penetrante
LT - limite de tolerância
LTCA - Laudo Técnico de Condições Ambientais
LTCAT - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho.
MBA - Master of Business Administration
MRA - Mapa de Risco Ambiental
MTb - Ministério do Trabalho
MTE - Ministério do Trabalho e Emprego
NBR - Norma brasileira
Neq - Nível Equivalente, o mesmo que Leq
NE - Nível de Exposição
NEN - Nível de Exposição Normalizado
NFPA - National Fire Protection Association
NHO - Norma de Higiene Ocupacional
NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health
NIT - Número de Identificação do Trabalhador
NOB - Norma Operacional Básica
NR - Norma Regulamentadora
NRR - Nível de Redução de Ruído
NRR-SF - Noise Reduction Rating - Subject Fit
NT - Notas Técnicas do MTE. Procedimentos de fiscalização das DRTs
OCRA - Occupational Repetitive Assessement
OHSAS - Ocupational Health Safety Assessment Series
OIT - Organização Internacional do Trabalho (em Inglês, ILO)

xv
OMS - Organização Mundial da Saúde
ONG - Organização Não-Governamental
OS - Ordem de Serviço
OSHA - Occupational Safety and Health Administration
PAE - Plano de Ação Emergencial
PAIR - Perda Auditiva Induzida por Ruído
PAIRO - Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional
PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador
PCA - Programa de Conservação Auditiva
PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Construção Civil
PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
PDCA - Plan, Do, Check, Act
PH - Profissional Habilitado
pH - Potencial Hidrogenio-iônico
PMOC - Plano de Manutenção, Operação e Controle
PPD - Pessoa Portadora de Deficiência
PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário
PPR - Programa de Proteção Respiratória
PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
PPRPS - Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares.
PPS - Procedimento Padrão de Segurança
PRAT - Pedido de Reconsideração de Acidente de Trabalho
PRODAT - Programa Nacional de Melhoria de Informações Estatísticas Sobre
Doenças e Acidentes do Trabalho
PSS - Programa de Saúde e Segurança
PSSTR - Programa Saúde e Segurança do Trabalhador Rural
PT - Permissão de Trabalho
RG - Registro Geral (Cédula Identidade)
RNC - Relatório de Não-Conformidade
RT - Responsável Técnico

xvi
SAT - Seguro de Acidente de Trabalho
SEESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do
Trabalho
SENAI - Serviço Nacional de Aprendizado Industrial
SESI - Serviço Social da Indústria
SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do
Trabalho
SESST - Serviço Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador
Portuário
SEST - Serviço Especializado em Segurança do Trabalho
SGSST - Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho
SICAF - Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores
SIPAT- Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho
S (5S) - Seiri, Seiton, Seison, Seiketsu e Shitsuke
SSST - Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho
SST - Saúde e Segurança do Trabalho
SUS - Sistema Único de Saúde
TDS - Treinamento de Segurança
TE - Temperatura Efetiva
TEC - Temperatura Efetiva Corrigida
TIG - Tungsten Inert Gas - tipo de solda
TRT - Tribunal Regional do Trabalho
TST - Técnico de Segurança do Trabalho
TST - Tribunal Superior do Trabalho
UFIR - Unidade Fiscal de Referência

xvii
SUMÁRIO
1

INTRODUÇÃO ................................................................................................. 1

2

OBJETIVO ....................................................................................................... 5

3

JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 6

4

REVISÃO BIBLIOGRAFICA:.......................................................................... 14
4.1

Segurança de Máquinas: Leis e Normas ................................................ 14

4.1.1 Hierarquia das Leis.............................................................................. 14
4.2

Leis ......................................................................................................... 15

4.3

Portarias.................................................................................................. 15

4.4

NR e NT da ABNT................................................................................... 16

4.5

Convenções Coletivas: ........................................................................... 18

4.6

Definição de Prensas e Dispositivos de Proteção................................... 19

4.6.1 Dispositivos de proteção na zona de prensagem ou de trabalho: ....... 20
4.6.2 Proteção da zona de prensagem ou de trabalho................................. 21
4.6.3 Válvulas de segurança ........................................................................ 22
4.6.4 Dispositivos de parada de emergência................................................ 23
4.6.5 Monitoramento do curso do martelo .................................................... 24
4.6.6 Comandos elétricos de segurança ...................................................... 24
4.6.7 Pedais de acionamento ....................................................................... 24
4.6.8 Proteção das transmissões de força ................................................... 25
4.6.9 Aterramento elétrico ............................................................................ 25
4.6.10

Ferramentas..................................................................................... 25

4.6.11

Sistemas de retenção mecânica ...................................................... 25

4.6.12

Equipamentos similares específicos ................................................ 26

xviii
5

METODOLOGIA............................................................................................. 27
5.1

6

cronograma ............................................................................................. 28

DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA .......................................................... 29
6.1

Implantação do PPRPS .......................................................................... 29

6.1.1 Formação de uma equipe gestora:...................................................... 29
6.1.2 Formulação do PPRPS: ...................................................................... 29
6.2

PROCEDIMENTOS PARA ELIMINAÇÂO DE RISCOS .......................... 34

6.2.1 Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas ..................... 34
6.2.2 Utilizar proteções móveis ou dispositivos de proteção . ...................... 36
6.2.3 Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas)......................... 41
6.2.4 Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente ............................... 43
6.2.5 Fornecer Sistema de Bloqueio ............................................................ 46
6.2.6 Mão Mecânica para segurar o disco.................................................... 48
6.2.7 Modificação do sistema de pedais (hoje mecanicos) .......................... 52
6.2.8 Comando Bimanual ............................................................................. 53
6.2.9 Soluções não adotadas ....................................................................... 56
6.2.10
6.2.11

Nova Avaliação de Riscos Após Adaptações e Resultados............. 60

6.2.12

7

Fornecer informação, instrução, treinamento e supervisão ............. 58

Ordem de Serviço para Prensista .................................................... 64

CONCLUSÕES .............................................................................................. 66
7.1

CUSTO DE IMPLANTAÇÃO DO PROJETO.......................................... 66

7.1.1 Custo de treinamento: ......................................................................... 66
7.1.2 Custo das modificações físicas: .......................................................... 67
7.1.3 Custo total do projeto: ......................................................................... 68
7.2

CUSTO DE UM ACIDENTE COM AFASTAMENTO POR 30 DIAS........ 68

7.3

CUSTO DE MULTAS REFERENTES AO NÃO CUMPRIMENTO DAS

NORMAS ........................................................................................................... 70

xix
7.4

COMPARAÇÃO DOS CUSTOS.............................................................. 73

7.5

CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................... 74

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ...................................................................... 76

GLOSSÁRIO ......................................................................................................... 79

APÊNDICES.......................................................................................................... 85
APÊNDICE A – Equacional Elétrica e Mecânica Ltda, empresa que cedeu
espaço para a pesquisa..................................................................................... 85
APÊNDICE B – Estampagem de núcleos magnéticos em motores elétricos .... 90

ANEXOS ............................................................................................................. 111
ANEXO A – ORDEM DE SERVIÇO PRENSISTA – EQUACIONAL 2009 ....... 111
ANEXO B – LAUDO TÉCNICO DE RUÍDO – EQUACIONAL 2009................. 116

xx
1

INTRODUÇÃO

O Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares
(PPRPS) é um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança
que devem ser implantadas em prensas e equipamentos similares. O PPRPS
deve ser aplicado nos estabelecimentos que possuem prensas e/ou equipamentos
similares, objetivando que nenhum trabalhador deve executar as suas atividades
expondo-se às zonas de risco desprotegidas.

Devido à alta incidência de acidentes de trabalho registrados no Brasil que
atingem membros superiores dos trabalhadores e considerando que prensas e
equipamentos similares são responsáveis por mais da metade dos acidentes de
trabalho com mutilação analisados pela Inspeção de Segurança e Saúde no
Trabalho,

alguns

Sindicatos

de

Trabalhadores

conseguiram

inserir

nas

Convenções Coletivas o Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e
Similares (PPRPS) com o objetivo de garantir a proteção adequada à integridade
física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos nas diversas formas e
etapas do uso das prensas e equipamentos similares.

O Ministério do Trabalho vem desenvolvendo Notas Técnicas, pois pretende
integrar o PPRS as Normas Regulamentadoras como uma nova NR ou como um
anexo a NR12 – Maquinas e Equipamentos e com isto transformar o PPRPS em
obrigatoriedade extensível a todos trabalhadores expostos a este risco. Esta
padronização permite homogeneizar os procedimentos da fiscalização do
Trabalho e julgamento em ações Trabalhistas.

Cabe lembrar que a Constituição Federal assegura a adoção de medidas de
proteção contra os riscos inerentes ao trabalho (art. 7o, inciso XXII), o respeito à
dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho (art. 1o, incisos III
e IV), observada a função social da propriedade (art. 170, inciso VI) e o artigo 184
da CLT onde determina que todas as máquinas e equipamentos devem ser
dotadas dos dispositivos necessários para a prevenção de acidentes de trabalho.
1
Dos trabalhos desenvolvidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego podemos
citar a Nota Técnica NT016 que é à base da maioria dos PPRPS existentes nas
indústrias. Acordos Coletivos entre Sindicatos de Trabalhadores e Sindicatos
Patronais. No estado de São Paulo existe a Convenção Coletiva de melhoria das
condições de trabalho em prensas e equipamentos similares, injetoras de plástico
e tratamento galvânico de superfícies das Indústrias Metalúrgicas que é
praticamente cópia literal da NT do MTE. A Nota Técnica NT016 originou-se da
reunião do Grupo Técnico sobre Prensas e Equipamentos Similares do Ministério
do Trabalho e Emprego, realizada no dia 17 de março de 2005, com objetivo de
revisar a Nota Técnica NT / DSST / n.º 37, de 16 de dezembro de 2004, na
aplicação das normas sempre focado na segurança e princípios de boa prática
para a proteção de prensas e equipamentos similares com base nas Normas a
saber:


NBRNM 213/1 e 2 - Segurança de máquinas Conceitos fundamentais,
princípios gerais de projeto;



NBR 14009 - Segurança de máquinas - Princípios para apreciação de risco;



NBR 14153 - Segurança de máquinas - Partes de sistemas de comando
relacionadas à segurança - Princípios gerais para projeto;



NBRNM-ISO 13852 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança
para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores;



NBRNM-ISO 13853 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança
para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros inferiores;



NBRNM-ISO 13854 - Segurança de máquinas - Folgas mínimas para evitar
esmagamento de partes do corpo humano;



NBR 13970 - Segurança de máquinas - Temperaturas para superfícies
acessíveis - Dados ergonômicos;



NBR 13759 - Segurança de máquinas - Equipamentos de parada de
emergência - Aspectos funcionais - Princípios para projeto;



NBRNM 272 - Segurança de máquinas - Proteções - Requisitos gerais para
o projeto e construção de proteções fixas e móveis;

2


NBRNM 273 - Segurança de máquinas - Dispositivos de intertravamento
associados a proteções - Princípios para projeto e seleção;



NBR 14152 - Segurança de máquinas - Dispositivos de comando bi
manuais - Aspectos funcionais e princípios para projeto;



NBR 14154 - Segurança de máquinas - Prevenção de partida inesperada,
NBR 13930 - Prensas mecânicas - Requisitos de segurança;



IEC EN 61496, partes 1 e 2 - Safety of Machinery - Electro-sensitive
Protective, Equipment;



EN 692 – Mechanical Presses- Safety;



EN 999 - Safety of Machinery – The Positioning of Protective Equipment in
Respect of Approach Speeds of Parts of the Human Body;



Artigos 184 a 186 da CLT;



Normas Regulamentadora NR-12 – Maquinas e Equipamentos.

Devido às experiências bem sucedidas dos sindicatos de trabalhadores,
empregadores e poder público no sentido de regulamentar as condições de
trabalho com prensas e equipamentos similares, podemos afirmar que hoje a
indústria dispõe de tecnologia suficiente para a proteção de prensas e similares,
de forma a evitar acidentes, além do fato da Convenção n.o 119 da Organização
Internacional do Trabalho, ratificada pelo Brasil e com vigência nacional desde 16
de abril de 1993, proíbe a venda, locação, cessão a qualquer título, exposição e
utilização de máquinas e equipamentos novos ou usados sem dispositivos de
proteção adequados. Porém no parque industrial brasileiro ainda ocorre à
utilização de equipamentos obsoletos e que oferecem riscos de acidentes.

São considerados dispositivos de proteção aos riscos existentes na zona de
prensagem ou de trabalho:


Enclausuramento da zona de prensagem, com frestas ou passagens que
não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme
as NBRNMISO 13852 e 13854. Pode ser constituído de proteções fixas ou
móveis dotados de intertravamento por meio de chaves de segurança,

3
garantindo

a

pronta

paralisação

da

máquina

sempre

que

forem

movimentadas, removidas ou abertas, conforme a NBRNM 272;


Ferramenta

fechada,

significando

o

enclausuramento

do

par

de

ferramentas, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos
dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNM-ISO 13852 e
13854;


Cortina de luz com redundância e auto-teste, classificada como tipo ou
categoria 4, conforme a IEC EN 61496, partes 1 e 2, a EN 999 e a NBR
14009, conjugada com comando bi manual com simultaneidade e auto
teste, tipo IIIC, conforme a NBR 14152 e o item 4.5 da NBR 13930.
Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela(s)
cortina(s),

devem

existir

proteções

fixas

ou

móveis

dotados

de

intertravamento por meio de chaves de segurança, conforme a NBRNM
272. O número de comandos bi manuais deve corresponder ao número de
operadores na máquina, com chave seletora de posições tipo yale ou outro
sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental
da máquina sem que todos os comandos sejam acionados, conforme a
NBR 14154.

Sempre que as prensas e equipamentos similares sofrerem transformação
substancial esta deve ser realizada mediante projeto mecânico elaborado por
profissional

legalmente

habilitado,

acompanhado

de

Anotação

de

Responsabilidade Técnica (ART). O projeto deverá conter memória de cálculo de
dimensionamento dos componentes, especificação dos materiais empregados e
memorial descritivo de todos os componentes.
De acordo com as Convenções Coletivas e com a NT016/DSS/2005, podem
ser adotadas, em caráter excepcional, outras medidas de proteção e
dispositivos de segurança nas prensas e equipamentos similares, desde que
garantam a mesma eficácia das proteções e dispositivos mencionados,
atendendo o disposto nas Normas Técnicas oficiais vigentes.

4
2

OBJETIVO

O objetivo desta pesquisa é introduzir criar condições de segurança suficientes
para prevenir a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho durante a utilização
de prensas e similares, obsoletas que oferecem riscos de acidentes de acordo
com

as

Convenções

Coletivas,

Normas

Técnicas

oficiais

e

com

a

NT016/DSS/2004, onde é permitido que sejam adotadas, em caráter excepcional,
outras medidas de proteção e dispositivos de segurança nas prensas e
equipamentos similares, desde que garantam a mesma eficácia das proteções do
enclausuramento da zona de prensagem, a ferramenta fechada e a Cortina de
luz com redundância .

Por que outras medidas? Porque é necessário em um programa de adaptação,
prever o custo-benefício em relação ao desejado e a aceitação do operador do
novo sistema em uma maquina que ele já estava condicionado em operar de outra
forma, ou seja, é mais fácil uma um prensista se adaptar a uma maquina nova do
que a uma adaptação. Nem sempre as opções oferecidas pelas Convenções
Coletivas, Normas Técnicas oficiais e com a NT016/DSS/2004 são adaptáveis a
maquina existe, ou a prova de “gambiarras” pelo operador (com exceção da
ferramenta fechada).

Com a pesquisa procuraremos provar que as modificações introduzidas foram
eficientes quanto à prevenção e como se trata de uma verificação junto ao usuário
em curto prazo, a pesquisa tem um valor intangível indicativo da qualidade
percebida pelo operador da maquina, resultando em um valor indicativo
(qualitativo), portanto também será executada uma analise do custo do acidente
do trabalho em comparação ao custo da prevenção adotada, procurando
demonstrar a viabilidade, ou seja, que o custo de prevenção é menor que o custo
de um eventual acidente ou de um processo de fiscalização.

5
3

JUSTIFICATIVA

De acordo com Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2006 do Ministério
da Previdencia

Social., as doenças profissionais e os acidentes de trabalho

constituem um importante problema de saúde pública em todo o mundo. As
estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam a ocorrência
anual de 160 milhões de doenças profissionais, 250 milhões de acidentes de
trabalho e 330 mil óbitos no mundo.

Segundo foi divulgado no site do INSS, em 2007 a Previdência Social gastou R$
10,7 bilhões com benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho
e de atividades insalubres. No ano de 2006, foram R$ 9,94 bilhões. De acordo
com o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2007, cerca de 653 mil
acidentes do trabalho foram registrados no INSS naquele ano, número 27,5%
superior ao de 2006.

Figura 1: Quantidade de acidentes do Trabalho

Fonte: DATAPREV, CAT., Arquivo 6Act01_07, do Anuário estatístico de acidentes do
trabalho, 2006. Brasília; Ministério da Previdência e Assistência Social. Disponível em:
http://www.mps.gov.br/conteudoDinamico.php?id=490

6
De acordo com dados publicados no site do Sindicato dos Metalúrgicos de São
Paulo e Mogi das Cruzes, filiado a Força Sindical a cada duas horas de trabalho,
morrem no país, três trabalhadores e a cada minuto de trabalho, ocorrem três
acidentes. O problema dos acidentes de trabalho assume maiores proporções do
que as estatísticas existentes permitem estimar, e o seu dimensionamento real,
inclusive quanto ao custo social, tem sido dificultado por diversos fatores.

A principal fonte de dados estatísticos sobre acidentes de trabalho no Brasil é o
Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), cujos dados oficiais se referem
apenas aos acidentes registrados e ocorridos entre os trabalhadores segurados,
não estando incluídos aqueles ocorridos com os trabalhadores do setor informal,
que representam importante parcela da população economicamente ativa. Os
demais fatores envolvidos são:



As restrições que a legislação acidentária progressivamente sofreu na
conceituação do acidente e das doenças relacionadas ao trabalho;



As restrições à concessão de benefícios por parte do INSS;



A falta de conhecimento do procedimento correto de notificação;



A pressão do trabalho ou o medo de que a ocorrência de uma exposição
possa refletir a falta de habilidade individual;



O fato de a notificação ser um procedimento demorado e também
complicado;



A parcela ainda restrita de organizações de trabalhadores envolvidas em
relação a esse assunto.

7
Figura 2: Acidente do Trabalho

Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano,
FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br

Em analise ao artigo original “Acidentes graves do trabalho na Capital do Estado
de São Paulo (Brasil)” publicada na Revista Saúde Pública vol.15 nº1 São
Paulo Feb. 1981 do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde
Pública da USP, dos autores Diogo Pupo Nogueira; Jorge da Rocha Gomes; Naim
Sawaia verificamos que a maioria dos acidentes de grande gravidade que resultou
em incapacidade permanente foi mais elevado nos acidentes provenientes das
pequenas empresas e mais elevado ainda entre os prensistas. Uma explicação
para os 56,9% de incapacitados permanentes em conseqüência de acidentes
ocorridos nas pequenas empresas, são suas condições precárias de segurança e
medicina do trabalho, além de problemas com a assistência médica aos
acidentados tais como: equipamentos obsoletos e sem proteção, falta de
treinamento e conhecimento dos riscos, excesso de confiança, demoras no
atendimento de emergência, agravamento de lesões por tratamento caseiro,
permanência no trabalho apesar da lesão, retorno ao trabalho precocemente,
entre outros.

8
Figura 3: Porcentual de acidentes graves por função do Trabalhador

Fonte: Rev. Saúde Pública vol.15 nº1 São Paulo Feb. 1981, artigo “Acidentes graves do trabalho
na Capital do Estado de São Paulo (Brasil)”, acesso em 11/05/2009 as 11:00 hrs:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101981000100002

Na continuidade ainda é observado que dentre os vários fatores que ocasionaram
os acidentes a maior freqüência modal recaiu no trabalho com prensas. Quase
sempre os acidentes em prensas são de natureza grave incluindo, na maioria das
vezes, perdas anatômicas importantes. Recomenda-se atenção especial para as
prensas mecânicas excêntricas, onde maior risco envolve as operações em
prensas com sistema de alimentação manual, comando tipo pedal e estampos tipo
aberto.

9
Figura 4: Fatores ocasionadores de Acidentes

Fonte: Rev. Saúde Pública vol.15 no.1 São Paulo Feb. 1981, artigo “Acidentes graves do
trabalho na Capital do Estado de São Paulo (Brasil)”,acesso em 11/05/2009:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101981000100002

10
Em estudo realizado por Adelmo do Valle Sousa Leão, advogado empresarial
trabalhista, com especialização em RH / MBA pela USP, que atua no Peixoto e
Cury Advogados S.C em seu artigo “Mapeamento de risco de acidente evita ações
do

INSS”,

disponível

no

Site

Conjur

-

Consultor

Jurídico

–

http://www.conjur.com.br, publicou:
...“ A Lei 8.213/91 já estabelecia, em seu artigo 120, a possibilidade de o INSS ingressar
com “ação regressiva” para obter o ressarcimento, junto a empresas negligentes quanto
às normas de segurança e higiene do trabalho, de gastos com benefícios pagos pela
Previdência Social. Esse risco de passivo para as empresas já é real e agora tende a se
intensificar. Com o déficit da Previdência estimado em R$ 38 bilhões para 2009, a
tendência é haver um aumento de ações de regresso.
Segundo foi divulgado, em 2007 a Previdência Social gastou R$ 10,7 bilhões com
benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho e de atividades
insalubres. No ano anterior, foram R$ 9,94 bilhões. De acordo com o Anuário Estatístico
da Previdência Social de 2007, cerca de 653 mil acidentes do trabalho foram registrados
no INSS naquele ano, número 27,5% superior ao de 2006.
O Decreto 6.042/07, ao regular o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e o Nexo Técnico
Epidemiológico de Prevenção (NTEP), estabelece que a perícia médica do INSS, quando
constatar indícios de culpa ou dolo por parte do empregador em relação à causa geradora
dos benefícios por incapacidade concedidos, deverá oficiar a Procuradoria do INSS. A
perícia deve, então, subsidiar a Procuradoria com evidências e demais meios de prova
colhidos, notadamente quanto aos programas de gerenciamento de riscos ocupacionais,
para ajuizamento de ação regressiva contra os responsáveis, e possibilitar o
ressarcimento à Previdência Social do pagamento de benefícios por morte ou por
incapacidade permanente ou temporária.
As empresas já vêm observando com atenção as normas de segurança e higiene, mas
isso, isoladamente, não resolve o problema. As empresas devem gerenciar e,
especialmente, mapear os afastamentos, no sentido de descobrir os seus focos e origens,
que podem ser dos mais variados, como motivos ergonômicos, o medo de perder o
emprego ou até um gerente que não sabe lidar com seus subordinados. Os afastamentos
podem até ter origem por fatores externos e isso precisa ser detectado pelas empresas, o
que, na maioria das vezes, não vem ocorrendo com eficácia.
Um bom monitoramento dos afastamentos facilitará a defesa da empresa em recursos
administrativos e judiciais, especialmente nas ações de regresso do INSS. As empresas
devem estar atentas também a medidas que evidenciem e comprovem o cumprimento
das normas de segurança, para se defenderem de demandas dessa natureza sem
grandes transtornos.
Conforme noticiado pela Previdência, em 2008 a Procuradoria Regional Federal da 4º
Região, em parceria com o INSS, ajuizou ação regressiva acidentária perante a Justiça
Federal de Porto Alegre contra uma empresa metalúrgica que, segundo a petição inicial,
foi negligente no cumprimento e fiscalização das normas de proteção e segurança dos
trabalhadores. Segundo o informe, a “empresa reconheceu a culpa por acidente

11
acontecido com trabalhador, que sofreu a amputação de sete dedos das mãos ao operar
uma prensa mecânica sem os dispositivos obrigatórios de segurança, tanto que na ação
indenizatória movida pelo acidentado na Justiça do Trabalho firmou acordo de R$ 1,479
milhão, com danos morais e materiais”.

Ante o transcrito podemos concluir que o INSS não pretende assumir, ou pelo
menos pretende dificultar o pagamento dos valores indenizatórios referentes a
acidentes do trabalho. Portanto o risco de acidentes do trabalho esta se
transformando em risco de passivo trabalhista ou no mínimo um risco de sofrer
ações regressivas. Segundo os especialistas em acidentes do trabalho os
afastamentos da empresa (por acidentes ou não) geram vários custos para a
empresa que não são inventariados, sendo que ela deve contabilizar e administrar
melhor esse fluxo, especialmente em época de crise. Gerenciamento e ações de
melhoria no âmbito da Segurança e Saúde do Trabalho podem representar uma
grande economia para a empresa.

Voltando a introdução deste trabalho é importante lembrar que o Programa de
Prevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares (PPRS) é um
planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança que devem ser
introduzidas em prensas e equipamentos similares, objetivando que nenhum
trabalhador deve executar as suas atividades expondo-se às zonas de risco
desprotegidas o programa é um meio de capacitação dos trabalhadores, como
forma de envolvê-los, de modo comprometido, com a segurança e saúde no
trabalho. Como exemplo do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais) o PPRPS (Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e
Similares), promove a proteção coletiva, entre outros, sempre com a participação
e o envolvimento de todos os interessados na questão, ou seja, os especialistas
em segurança e saúde no trabalho, profissionais de manutenção, da conservação,
da produção, de projetos, trabalhadores especializados, técnicos e auxiliares, e
representantes da direção da empresa.

12
Figura 5: Custos do Acidente de Trabalho

Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano,
FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br

Existem estudos de associações medicas e dissertações de mestrado que
provam que o custo do tratamento é dez vezes maior que o da prevenção.

Portanto, além da busca pela qualidade na segurança e saúde no trabalho, a
conseqüente diminuição dos riscos no trabalho e dos riscos de passivo para as
empresas, o PPRPS acaba permitindo que trabalhadores comprometidos e
trabalhando de forma comprometida com segurança, produzam com mais
qualidade, maior produtividade criando um ambiente saudável, seguro e
financeiramente mais favorável.

13
4
4.1

REVISÃO BIBLIOGRAFICA:
Segurança de Máquinas: Leis e Normas

4.1.1 Hierarquia das Leis
De acordo com os preceitos do Direito do Trabalho as Leis seguem uma
hierarquia definida por:
1ª Constituição Federal – Emenda Constitucional:
2ª Decreto Lei, Leis Complementares, Leis Ordinárias e Leis Delegadas
3ª

Atos Normativos ( Decretos, Resoluções, Portarias, Medidas Provisórias,

Regimentos Internos, Ordem de Serviços, Convênios):
4ª Normas,
5ª Contratos, Convenções e Ordens de Serviço das Empresas
Figura 6: Hierarquia das leis

Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano,
FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br

14
4.2

Leis


O Decreto Lei 5452, de 1 de maio de 1943 aprova a CONSOLIDAÇÕES
DAS LEIS DO TRABALHO - CLT



4.3

Lei 6.514, de 22 de dezembro de 1977 altera o Capitulo V do Titulo II da
CLT relativo à Segurança e Medicina do Trabalho

Portarias


Portaria 3214, de 08 de Junho de 1978 aprova as Normas
Regulamentadoras – NRs. Possuem força de lei; são de caráter abrangente
e fiscalizatório. São utilizadas pelos fiscais do trabalho para autuar
empresas

Figura 7: Normas Regulamentadoras do MTE

Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano,
FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br

15
4.4

NR e NT da ABNT


Normas Técnicas da ABNT:

o Normas tipo A: que definem com rigor conceitos fundamentais,
princípios de projetos e aspectos gerais válidos para todos os tipos
de máquinas.

o Normas tipo B: que tratam de um aspecto ou de um tipo de
dispositivo condicionador de segurança, aplicáveis a uma gama
extensa de máquinas, sendo.


Normas tipo B1: sobre aspectos particulares de segurança
(por exemplo, distâncias de segurança, temperatura de
superfície, ruído).



Normas tipo B2: sobre dispositivos condicionadores de
segurança (por exemplo, comandos bi manuais, dispositivos
de

intertravamento,

dispositivos

sensíveis

à

pressão,

proteções).

o Normas tipo C: que dão prescrição detalhadas de segurança
aplicáveis a uma máquina em particular ou a um grupo de máquinas.



Outros dispositivos normativos:

o Notas Técnicas

o Notas do MTE. Podem harmonizar o procedimento de fiscalização
das DRTs, exemplo: N.T. 46/2005


Abrangência: Todo o Brasil;



Máquinas: Prensas, similares e maq. com cilindros rotativos;



Define medidas necessárias para segurança das maquinas;

16
Figura 8: Normas Técnicas

Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano,
FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br

17
4.5

Convenções Coletivas:


Convenções Coletivas são acordos que visam à melhoria das condições de
trabalho;
Exemplo: P.P.R.P.S. e P.P.R.M.I.
o Abrangência: Ind. Metalúrgicas do estado de S.P;
o Máquinas PPRPS: Prensas, similares e maq. com cilindros rotativos;
o Máquinas PPRMI: Injetoras de plástico e elastômeros
o Definem medidas necessárias p/ a segurança das maquina;
o Estabelece cronograma de implantação das medidas(prazo máx.
04/2007).

Figura 9: Hierarquia das Normas

Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano,
FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br

18
4.6

Definição de Prensas e Dispositivos de Proteção

Prensas são equipamentos utilizados onde materiais diversos em placa ou chapa
são trabalhados sob operações de conformação ou corte, onde o movimento do
martelo (punção) é proveniente de um sistema hidráulico (cilindro hidráulico) ou de
um sistema mecânico (o movimento rotativo é transformado em linear através de
sistemas de bielas, manivelas ou fusos).

As prensas são máquinas ferramentas utilizadas, principalmente, na metalurgia
básica e na fabricação de produtos de metal para a fabricação de máquinas
elétricas (motores e geradores), linha branca (geladeiras, fogões, ventiladores,
exaustores) máquinas e equipamentos, máquinas de escritório e equipamentos de
informática, móveis com predominância de metal, veículos automotores, reboques
e carrocerias.

Como especificado no parágrafo anterior, as prensas são usadas para conformar,
moldar, cortar, furar, cunhar e vazar peças, nesses processos existe sempre um
martelo (punção) cujo movimento é proveniente de um sistema hidráulico (cilindro
hidráulico) ou de um sistema mecânico (em que o movimento rotativo é
transformado em linear através de um sistema de bielas, manivelas ou fusos). Há
uma grande variedade de tipos e modelos de prensas, que variam quanto ao tipo,
modelo, tamanho e capacidade de aplicação de força ou velocidade.

No mercado, encontramos prensas com capacidade de carga de poucos quilos até
prensas de mais de 50.000 toneladas de força. No parque industrial brasileiro a
maioria das prensas é do tipo excêntrica que é a mais perigosa. O acionamento
das prensas pode ser feito por pedais, botoeiras simples, por comando bi manual
ou por acionamento contínuo.

19
Figura 10: Prensa excêntrica de 300 toneladas

Fonte: Brasil, SENAI Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São
Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx
Para efeito do PPRPS são considerados os seguintes tipos de prensas,
independentemente de sua capacidade:


Prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta;



Prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem;



Prensas de fricção com acionamento por fuso;



Prensas hidráulicas;



Outros tipos de prensas não relacionadas anteriormente.

4.6.1 Dispositivos de proteção na zona de prensagem ou de trabalho:
 Enclausuramento da zona de prensagem, com frestas ou passagens que
não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme
as NBRNMISO 13852 e 13854. Pode ser constituído de proteções fixas ou
móveis dotados de intertravamento por meio de chaves de segurança,
garantindo

a

pronta

paralisação

da

máquina

sempre

movimentadas, removidas ou abertas, conforme a NBRNM 272;

20

que

forem


Ferramenta

fechada,

significando

o

enclausuramento

do

par

de

ferramentas, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos
dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNM-ISO 13852 e
13854;


Cortina de luz com redundância e auto-teste, classificada como tipo ou
categoria 4, conforme a IEC EN 61496, partes 1 e 2, a EN 999 e a NBR
14009, conjugada com comando bi manual com simultaneidade e auto
teste, tipo IIIC, conforme a NBR 14152 e o item 4.5 da NBR 13930.
Havendo possibilidade de acesso áreas de risco não monitoradas pela(s)
cortina(s),

devem

existir

proteções

fixas

ou

móveis

dotados

de

intertravamento por meio de chaves de segurança, conforme a NBRNM
272. O número de comandos bi manuais deve corresponder ao número de
operadores na máquina, com chave seletora de posições tipo yale ou outro
sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental
da máquina sem que todos os comandos sejam acionados, conforme a
NBR 14154.

4.6.2 Proteção da zona de prensagem ou de trabalho
 As prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de
acoplamento equivalente (de ciclo completo), as prensas de fricção com
acionamento por fuso e seus respectivos equipamentos similares não
podem permitir o ingresso das mãos ou dos dedos dos operadores nas
áreas de risco, devendo adotar as seguintes proteções na zona de
prensagem ou de trabalho:
o Ser enclausuradas, com proteções fixas, e, havendo necessidade de
troca freqüente de ferramentas, com proteções móveis dotadas de
intertravamento com bloqueio, por meio de chave de segurança, de
modo a permitir a abertura somente após a parada total dos
movimentos de risco ou;
o Operar somente com ferramentas fechadas.

21


As

prensas

hidráulicas,

freio/embreagem,

seus

as

prensas

respectivos

mecânicas

equipamentos

excêntricas
similares

com
e

os

dispositivos pneumáticos devem adotar as seguintes proteções na zona de
prensagem ou de trabalho:
o Ser enclausuradas, com proteções fixas ou móveis dotadas de
intertravamento com chave de segurança ou;
o Operar somente com ferramentas fechadas ou;
o Utilizar cortina de luz conjugada com comando bi manual.
4.6.3 Válvulas de segurança
 As prensas mecânicas

excêntricas

com

freio/embreagem e

seus

respectivos equipamentos similares devem ser comandados por válvula de
segurança específica, de fluxo cruzado, conforme o item 4.7 da NBR 13930
e a EN 692, classificadas como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009.


A prensa ou equipamento similar deve possuir rearme manual, incorporado
à válvula de segurança ou em qualquer outro componente do sistema, de
modo a impedir qualquer acionamento adicional em caso de falha.



Nos modelos de válvulas com monitoração dinâmica externa por
pressostato, micro-switches ou sensores de proximidade, esta deve ser
realizada por Controlador Lógico Programável (CLP) de segurança ou
lógica equivalente, com redundância e auto-teste, classificados como tipo
ou categoria 4, conforme a NBR 14009.



Somente podem ser utilizados silenciadores de escape que não
apresentem risco de entupimento, ou que tenham passagem livre
correspondente ao diâmetro nominal, de maneira a não interferirem no
tempo de frenagem.



Quando forem utilizadas válvulas de segurança independentes para o
comando de prensas e equipamentos similares com freio e embreagem
separados, estas devem ser interligadas de modo a estabelecer uma
monitoração dinâmica entre si, assegurando que o freio seja imediatamente
aplicado caso a embreagem seja liberada durante o ciclo, e também para
impedir que a embreagem seja acoplada caso a válvula do freio não atue.
22


Os sistemas de alimentação de ar comprimido para circuitos pneumáticos
de prensas e similares devem garantir a eficácia das válvulas de
segurança, possuindo purgadores ou sistema de secagem do ar e sistema
de lubrificação automática com óleo específico para este fim.



As prensas hidráulicas, seus respectivos equipamentos similares e os
dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de segurança específica
ou sistema de segurança que possua a mesma característica e eficácia.



As prensas hidráulicas, seus respectivos equipamentos similares e os
dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de retenção que impeça
a queda do martelo em caso de falha do sistema hidráulico ou pneumático.

4.6.4 Dispositivos de parada de emergência
 As prensas e equipamentos similares devem dispor de dispositivos de
parada de emergência, que garantam a interrupção imediata do movimento
da máquina ou equipamento, conforme a NBR 13759.


Quando utilizados comandos bi manuais conectáveis por tomadas
(removíveis) que contenham botão de parada de emergência, este não
pode ser o único, devendo haver dispositivo de parada de emergência no
painel ou corpo da máquina ou equipamento.



Havendo vários comandos bi manuais para o acionamento de uma prensa
ou equipamento similar, estes devem ser ligados de modo a se garantir o
funcionamento adequado do botão de parada de emergência de cada um
deles.



Nas prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema
de acoplamento equivalente (de ciclo completo) e em seus equipamentos
similares, admite-se o uso de dispositivos de parada que não cessem
imediatamente o movimento da máquina ou equipamento, em razão da
inércia do sistema.

23
4.6.5 Monitoramento do curso do martelo
 Nas prensas hidráulicas, prensas

mecânicas

excêntricas

com

freio/embreagem e respectivos equipamentos similares, não enclausurados,
ou cujas ferramentas não sejam fechadas, o martelo deverá ser monitorado
por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à
máquina, com controle de interrupção da transmissão, conforme o item 4.9
da NBR13930.
4.6.6 Comandos elétricos de segurança
 As chaves de segurança das proteções móveis, as cortinas de luz, os
comandos bi manuais, as chaves seletoras de posições tipo yale e os
dispositivos de parada de emergência devem ser ligados a comandos
elétricos de segurança, ou seja, CLP ou relés de segurança, com
redundância e auto-teste, classificados como tipo ou categoria 4, conforme
a NBR 14009, com rearme manual. As chaves seletoras de posições tipo
yale para seleção do número de comandos bi manuais devem ser ligadas a
comando eletro-eletrônico de segurança de lógica programável (CLP ou
relé de segurança). Caso os dispositivos de segurança sejam ligados a CLP
de segurança, o software instalado deverá garantir a sua eficácia, de forma
a reduzir ao mínimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana,
em seu projeto, devendo ainda possuir sistema de verificação de
conformidade, a fim de evitar o comprometimento de qualquer função
relativa à segurança, bem como não permitir alteração do software básico
pelo usuário, conforme o item 4.10 da NBR 13930 e o item 12.3 da EN
60204.1
4.6.7 Pedais de acionamento
 As prensas e equipamentos similares que têm sua zona de prensagem ou
de trabalho enclausurada ou utilizam somente ferramentas fechadas podem
ser acionadas por pedal com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica,
desde que instaladas no interior de uma caixa de proteção, atendendo ao
disposto na NBR NM ISO 13852.
Obs.: Não é admitido o uso de pedais com atuação mecânica.
24
4.6.8 Proteção das transmissões de força
 As transmissões de força, como volantes, polias, correias e engrenagens,
devem ter proteção fixa, integral e resistente, através de chapa ou outro
material rígido (por exemplo chapa quadriculada) que impeça o ingresso
das mãos e dedos nas áreas de risco, conforme a NBRNM 13852. Nas
prensas excêntricas mecânicas deve haver também uma proteção fixa das
bielas e das pontas de seus eixos que resistam aos esforços de solicitação
em caso de ruptura. Nas prensas de fricção com acionamento por fuso
devem ter os volantes verticais e horizontais protegidos, de modo que não
sejam arremessados em caso de ruptura do fuso.
4.6.9 Aterramento elétrico
 As prensas e equipamentos similares devem possuir aterramento elétrico,
conforme as NBR 5410 e NBR 5419.
4.6.10 Ferramentas
 As ferramentas devem ser construídas de forma que evitem a projeção de
rebarbas nos operadores e não ofereçam riscos adicionais. As ferramentas
devem ser armazenadas em locais próprios e seguros. As ferramentas
devem ser fixadas às máquinas de forma adequada, sem improvisações,
com a máquina desligada e travada para evitar acionamento acidental
durante o processo de “Set-Up”.
4.6.11 Sistemas de retenção mecânica
 Todas as prensas devem possuir um sistema de retenção mecânica, para
travar a maquina antes do início dos trabalhos. O componente de retenção
mecânica utilizado deve ser pintado na cor amarela e dotado de interligação
eletromecânica, conectado ao comando central da máquina de forma a
impedir, durante a sua utilização, o funcionamento da prensa.

Obs.: Nas situações onde não seja possível o uso do sistema de retenção
mecânica, devem ser adotadas medidas alternativas que garantam o mesmo
resultado, como por exemplo, chave elétrica geral com chave tranca.

25
4.6.12 Equipamentos similares específicos
 As guilhotinas, tesouras e cisalhadoras devem possuir grades de proteção
fixas e, havendo necessidade de intervenção freqüente nas lâminas, devem
possuir grades de proteção móveis dotadas de intertravamento com
bloqueio, por meio de chave de segurança, para impedir o ingresso das
mãos e dedos dos operadores nas áreas de risco, conforme a NBR NM-ISO
13852.


Os rolos laminadores, laminadoras, calandras e outros equipamentos
similares devem ter seus cilindros protegidos, de forma a não permitir o
acesso às áreas de risco, ou ser dotados de outro sistema de proteção de
mesma eficácia. Dispositivos de parada e retrocesso de emergências
acessíveis de qualquer ponto do posto de trabalho são obrigatórios, mas
não eliminam a necessidade da exigência das grades de proteção fixa.

Figura 11: Vista Parcial Interna do Galpão Estamparia e Usinagem da Equacional

Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional

26
5

METODOLOGIA

A proposta desta pesquisa é diminuir os riscos em prensas antigas e obsoletas.
Vão ser projetados dispositivos de segurança suficientes para prevenir a
ocorrência de acidentes e doenças do trabalho durante a utilização dos
equipamentos que possam oferecer riscos de acidentes.
A atividade será medida através de uma avaliação preliminar dos riscos existentes
na

configuração atual

dos equipamentos antes da implementação

das

modificações e com a construção de um protótipo para medição e avaliação dos
riscos e o custo de implementação após executada a modificação conforme
projeto.
Para reduzir o risco os equipamentos serão reprojetados (“Retrofiting”) e os
operadores conscientizados por meio de 3 diferentes ações:


Eliminar ou reduzir os riscos tanto quanto possível mediante a introdução
de modificações no design da máquina:



Modificação do sistema de pedais (hoje mecânicos)



Introdução de sistema bi manual




Mão Mecânica para segurar o disco

Botão de parada de emergência

Tomar as medidas de proteção necessárias, em relação ao que não pode
ser eliminado.



Informar operadores para os riscos residuais, decorrentes de “ignorar”
medidas recomendáveis ou adotar atalhos para realizar o trabalho.

A hierarquia entre as medidas que serão tomadas quando a eliminação do perigo
não ocorre na primeira fase do projeto de reprojeto da máquina. Serão elas:


Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas



Utilizar proteção móvel ou dispositivo de proteção, tais como grade, etc.



Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas)



Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente



Fornecer informação, instrução, treinamento e supervisão

27
5.1

cronograma

Este projeto de pesquisa está estimado para ser executado em 7 meses (a partir
de junho de 2009), conforme as etapas abaixo:

Etapas:



Pesquisa bibliográfica



Analise dos Riscos



Formulação do texto final para envio ao orientador até 23/11/2009



Levantamento de dados



Projeto dos Dispositivos



Instalação e teste dos dispositivos e equipamentos previstos na pesquisa



Treinamento dos operadores.



Nova analise de Risco



Processamento e análise dos resultados.



Redação final.



Defesa da Monografia (data provável dia 12 de dezembro de 2009)

Tabela 1 – Cronograma
cronograma

jun/09

jul/09

ago/09

1. Pesquisa bibliográfica
2. Analise dos Riscos
3. Formulação do texto Prof Nilton
4. Levantamento de dados
5. Projeto dos Dispositivos
6. Instalação e teste dos dispostivos
e equipamentos previstos na
pesquisa
7. Treinamento dos operadores.
8. Nova analise de Risco
9. Processamento e análise dos
resultados.
10. Redação final.
11. Defesa da Monografia

28

set/09

out/09

nov/09

dez/09

jan/10
6

6.1

DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA

Implantação do PPRPS

O Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares
(PPRS) é um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança
que devem ser implementadas em prensas e equipamentos similares. Um grupo
gestor será formado para analisar os riscos e programar as melhorias propostas
nesta pesquisa. objetivando que nenhum trabalhador deve executar as suas
atividades expondo-se às zonas de risco desprotegidas.

6.1.1 Formação de uma equipe gestora:
 Engenheiro de Segurança do Trabalho


Responsável pelo RH (Representante da Alta Direção da Empresa)



Supervisor de Produção



Líder do Setor de Estamparia



Representante da Área de Projetos



Representante da CIPA

6.1.2 Formulação do PPRPS:
6.1.2.1 Identificação da empresa

Tabela 2 – Modelo de identificação da Empresa
Razão Social
Endereço
Atividade
Nº de prensas/similares
Nº de funcionários
Responsável
Fonte: Senai/SP
6.1.2.2 Planta baixa com a localização das prensas

29
Desenho 1 – Croquis da Equacional

Fonte: Gentilmente cedido por Equacional

6.1.2.3 Identificação de cada prensa/equipamento similar

30
Tabela 3 – Modelo de identificação das Prensas e Equipamentos similares
FICHA No 001
Equipamento:
Tipo:
Capacidade:
Local:
Equipamentos
Tipo
Auxiliares

6.1.2.3.1.1.1.1.1
Existentes

Fabricante
:
Modelo:
Ano Fab.:
Inventário:
Modelo

Fabricante

Sistemas ou dispositivos de proteção

Necessário implantar
Ações

Quem

Revisão e inspeção do equipamento
Responsável

Data

Fonte: Senai/SP

6.1.2.4 Cronograma de correção e instalação

31

Quando
Tabela 4 – Modelo de Cronograma de “Retrofiting”
Equipamento
Nº
Correção necessária

001

002

003

004

Fonte: Senai/SP

32

Prazo
Assina
Responsável
dias
tura
6.1.2.5 Procedimentos seguros para troca de estampos e matrizes (O quadro
deve indicar as etapas de trabalho envolvidas na troca de ferramentas, os
riscos envolvidos nessa troca e o procedimento seguro a adotar em cada
etapa)
Tabela 5 – Modelo de ficha de procedimento
PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO
Troca de estampos e matrizes
AÇÃO:
Etapas de trabalho

Existência de riscos

Procedimento Seguro

APLICÁVEL AOS SEGUINTES CARGOS OU FUNÇÕES

Elab. 1a
edição

Revisão
data

Doc.

Téc. de Supervisor
segurança da área

Gerente
da área

Departa
mento

Fonte: Senai/SP

6.1.2.6 Controle de treinamento (preencher o quadro com informações sobre
um treinamento que será dado aos prensistas da empresa)
Tabela 6 – Modelo de Controle de Treinamento 1
CONTROLE DE TREINAMENTO
CURSO:

Ministrado em
Carga horária

Validade

MINISTRADO POR:

Os participantes aqui mencionados e listados confirmam ter recebido treinamento específico
seguindo o Programa de Prevenção de Riscos de Prensas e Similares “PPRPS”
Participantes
Nome

Cargo

Conteúdo programático

Fonte: Senai/SP

33

Setor

Assinatura
6.2

PROCEDIMENTOS PARA ELIMINAÇÂO DE RISCOS

Etapa onde serão realizados levantamentos técnicos das prensas, ferramental,
tipos de peças estampadas, proteção existentes, elaboração dos croquis de
proteções necessárias, implementação dos dispositivos escolhidos, relatório
fotográfico, registro das modificações, consolidação dos projetos de adaptação,
recolhimento das ART´s referentes ao “retrofiting”, elaboração dos procedimentos
seguros de operações.

6.2.1 Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas
Figura 12 : Estampo enclausurado

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx
Características:
 O estampo é fechado e só permite a entrada do material mas não da mão
do operador.
A proteção para enclausuramento do estampo deve ser:


forte e robusta e não pode ser facilmente removida



fabricada em chapa, tela de aço ou policarbonato.

Comentários:


Pode ser utilizado em qualquer tipo de prensa.



Deve ser previsto quando se projeta o estampo da prensa.

34


Para alguns tipos de peça sua utilização não é possível.



Oferece segurança total.

Ações executadas:


Compra de 04 estampos fechados para furos padrão



Mudança de Procedimento: os demais furos padrão e recorte do estator
rotor feita serão executados em ranhuradeira com faca combinada

Figura 13 : Estampo fechado para disco padrão

Fotografia gentilmente cedida por Equacional
Figura 14: Chapa estampada de rotor (consultar apêndice B)

Fotografia gentilmente cedida por Equacional
35
6.2.2 Utilizar proteções móveis ou dispositivos de proteção tais
grades, etc.
Figura 15: Prensa excêntrica de 200 toneladas acionada por pedal

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx
Características:
O enclausuramento de partes móveis da máquina é uma proteção mecânica de
algumas partes da máquina:


deve ser forte e robusta e fabricada em chapa, tela de aço ou
policarbonato, na forma de grades, barras ou capas;



quando o acesso a uma parte é constante, o enclausuramento deve ser
feito por proteção que não seja facilmente removível; quando o acesso a
ela é raro, a parte deve ser enclausurada por proteção fixa.

Comentários: Em qualquer equipamento, as partes móveis podem atingir o
operador. A instalação de proteções mecânicas protegem o operador.

Características:
A proteção para enclausuramento da zona de prensagem pode ser fixa ou móvel,
e deve ser:


forte e robusta e não pode ser facilmente removida
36


fabricada em chapa, tela de aço ou policarbonato



projetada para passar apenas o material e não a mão e os dedos do
operador



ligada eletricamente por sensores ao comando da prensa, fazendo com que
ela não funcione se for retirada

Comentários: A proteção não pode interferir na possibilidade de inspeção da
prensa.

Ações executadas:


Cobertura das partes móveis com proteções de chapa de aço



Cobertura das áreas de prensagem com tela de aço



Parâmetros utilizados:

Tabela 7 - Tabela 1 – Anexo A da norma NBR 13760

Fonte: Norma NBR 13760:1996 (Cancelada)- Tabela 01 do Anexo A (conclusão)

37
Tabela 8 - Tabela 4 da norma NBR NM ISO 13853

Fonte: norma NBR NM ISO 13853 - ABNT

38
Figura 16: Prensa excêntrica numero 31

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

Figura 17: Prensa excêntrica numero 38

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

39
Figura 18: Prensa excêntrica numero 38

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

Figura 19: Prensa excêntrica numero 37

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

40
Figura 20: Prensa excêntrica numero 35

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

6.2.3 Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas)
Figura 21: Pinças.

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx

41
Características:
As pinças e tenazes são usadas, em geral, para o forjamento a morno e a



quente. O uso de pinças e tenazes em forjamento a frio só se justifica como
alternativa provisória antes da implantação de outros sistemas de segurança.
Comentários: É comum que os próprios operadores produzam suas próprias
pinças e tenazes, o que pode causar problemas, pois não há como garantir que a
matéria-prima tenha a qualidade necessária.
Ações executadas:


Compradas 05 pinças magnéticas idênticas às usadas na Brastemp

Figura 22: Pinça magnética

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

42
Figura 23: Pinça magnética em uso

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

6.2.4 Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente
Figura 24: Cadeira ergonomicamente adaptada

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx

43
Características:
1. Base: Uma cadeira moderna possui 5 pés de apoio na base.
2. Assento: O assento deve possuir o bordo anterior curvado para baixo e
controles de altura, de forma que possa ajustá-la mantendo suas coxas
paralelas ao chão. A parte posterior da panturrilha (batata da perna) deve
ficar afastada do assento no mínimo de 2 ou 3 centímetros
3. Apoio lombar : Este deve apoiar a região lombar da coluna. Este apoio deve
possuir ajuste de altura e inclinação, independente dos ajustes do assento.
Comentários


O apoio lombar bem ajustado, auxilia na sustentação de toda a coluna.
Sem este apoio, esta sustentação é toda realizada pela musculatura da
coluna, concentrando todo o peso da parte superior do corpo na ultima
vértebra lombar. Sem o apoio e dependendo do tempo que se permanece
sentado, a musculatura pode entrar em fadiga gerando desconforto.



A necessidade de apoio de braço em alguns casos deve ser opcional, pois
em determinadas atividades ele pode atrapalhar gerando desconforto.
Devemos lembrar que este equipamento é um apoio e não um suporte.
Assim, não recomendamos a utilização constante do apoio durante
operação prolongada. Mesmo com um bom apoio de braço deve-se realizar
pausas ou micro pausas.



O assento deve distribuir o peso do corpo de maneira uniforme. O ajuste
alto demais, tende a comprimir a parte posterior da coxa próximo ao joelho.
Baixa demais, a força de compressão tende a se localizar apenas nas
nádegas. Ambas as situações geram desconforto e dificultam a circulação
sanguínea.

Ações executadas:


Compradas 06 cadeiras adaptadas ergonomicamente.

44
Figura 25: Cadeira ergonomicamente adaptada

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

Figura 26: Cadeira ergonomicamente adaptada

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

45
6.2.5 Fornecer Sistema de Bloqueio
Figura 27: Cadeado com sinalização

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx
Características:
São peças que permitem o travamento dos dispositivos de isolamento de energia.
Ou seja, com esses dispositivos evitam-se energizações acidentais.
A manipulação incorreta de válvulas, o acionamento acidental de disjuntores de
plugs industriais, de painéis elétricos, de chaves elétricas, etc. podem colocar em
risco a vida dos trabalhadores.
Para as diferentes fontes de energia, existem inúmeros dispositivos de bloqueio
que podem prevenir riscos no ambiente de trabalho e evitar a ocorrência de
acidentes.
Tipos de dispositivos de bloqueio:


Bloqueadores de válvulas: de esfera, de gaveta, borboleta, etc.



Multibloqueadores: em aço, em alumínio, em plástico, etc.



Etiquetas de segurança.



Cadeados industriais , supercadeado ou Bloqueador pneumático.

Comentários: É importante lembrar que o bloqueio é apenas uma das fases do
controle de energia. Todos os dispositivos de comando devem ser sinalizados e
bloqueados, o que inclui, naturalmente o bloqueio da energia elétrica. A decisão
do quê e de como bloquear depende de cuidadosa análise de fontes de energia.

46
Ações executadas:


Todas as máquinas foram equipadas com chave geral I/O



Compradas Plaquetas (Etiquetas de segurança).

Figura 28: Sinalização chave de bloqueio para manutenção

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

47
6.2.6 Mão Mecânica para segurar o disco

Figura 29: Sinalização chave de bloqueio para manutenção

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx
Características:


Pode

ser

robotizada,

fazendo

movimentos

de

acamamento

e

posicionamento da matéria prima durante a estampagem.


Pode ser complementada por cortina de luz pois se o operador colocar a
mão em zona de prensagem a prensa pára.

Comentários: Pinça magnética não é mão mecânica. A pinça é um paliativo que
não oferece a proteção necessária ao operador e deve ser evitada, o braço aqui
sugerido é composto de um braço regulável, um atuador pneumático(BelAir), uma
válvula pneumática 5/2 posições (BelAir), Lubrifil mini (BelAir), Regulador de fluxo,
conexões e bolachas de posicionamento.
Ações executadas:


As maquinas 42, 43, e 44 foram equipadas com braços mecânicos de
projeto próprio da Equacional (solução caseira para minimizar custos).

48
Figura 30: Prensa 42 Adaptada Pelo Projeto.

Fotografia gentilmente cedida por Equacional
Desenho 2 – Projeto da mão mecânica da prensa 42

Fonte: Equacional Elétrica e Mecânica LTDA.

49
Figura 31: Prensa 43 - Adaptada Pelo Projeto.

Fotografia gentilmente cedida por Equacional
Desenho 3 – Projeto da mão mecânica da prensa 43

Fonte: Equacional Elétrica e Mecânica LTDA.
50
Figura 32: Prensa 44 - Adaptada Pelo Projeto.

Fotografia gentilmente cedida por Equacional
Desenho 4 – Projeto da mão mecânica da prensa 44

Fonte: Equacional Elétrica e Mecânica LTDA.

51
6.2.7 Modificação do sistema de pedais (hoje mecânicos)
Figura 33: Pedal de acionamento.

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx
Características:
É uma alavanca projetada para ser operada pelos pés do operador, em



prensas do tipo com engate por chaveta.
Dispositivo que permite que o operador controle o funcionamento da



prensa, ativando-a ou parando-a com um de seus pés.


O pedal pode ter atuação elétrica, pneumática ou hidráulica.



É proibida, pelo Parágrafo 1º da Clausula 6ª da Convenção, a utilização de

pedais com acionamento mecânico em prensas ou equipamentos similares.
O pedal deve ser instalado numa caixa de proteção.



Comentários: Os pedais de acionamento devem ser usados em prensas que têm
sua zona de prensagem enclausurada ou utilizam somente ferramentas fechadas,
pois o operador pode inadvertidamente ativar a prensa enquanto suas mãos se
encontram na zona de prensagem.
Ações executadas:


Eliminação os pedais mecânicos.



Introdução de sistema bi manual.



Introdução do Botão de parada de emergência.

52
6.2.8 Comando Bi manual
Figura 34: Exemplo de comando bi manual.

Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo,
1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx
Características:


Apresenta-se de diferentes formas, segundo o tipo de prensa em que
estiver instalado: para excêntricas com engate por chaveta, o comando bi
manual deve obrigar o operador a manter-se afastado da zona de
prensagem;



Em prensas excêntricas com freio/embreagem, os comandos ficam perto da
zona de prensagem, mas impedem que as mãos se aproximem dela.



Dois botões de comando que devem ser pressionados simultaneamente
(defasagem de tempo inferior a 0,5 segundos), para que a prensa funcione.
Se um dos botões não estiver pressionado a máquina é impedida de
continuar funcionando.



Obriga o operador a estar com as duas mãos no dispositivo impedindo-o de
chegar à zona de prensagem.



O design da prensa deve impedir a operação inadequada da prensa. Deve
ser corretamente construído e instalado.



O comando bi-manual comutado por temporizador não permite que os
operadores travem um dos comandos e passem a alimentar a prensa com
a mão que ficou livre.

53


Com o temporizador, os comandos devem ser atuados simultaneamente
em determinado tempo, exigindo que o operador esteja com as duas mãos
ocupadas até o início do movimento.

Comentários: Não é um dispositivo completamente seguro; ele protege apenas o
operador, não protege outras pessoas que transitam perto da prensa.
Ações executadas:


Eliminação os pedais mecânicos.



Pedestal ajustável marca New teck (051) 3484-6993 (R$286,00) e Botão
cogumelo de mínimo esforço e botão de parada de emergência monitorado
de segurança de 22 mm.



Kits pneumáticos para comando Bi-Manual ARD (protótipo R$ 1.560,00
demais unidades R$ 510,00).



Instalação: Equipe de Manutenção própria.

Figura 35: Pedestal para Comando Bi-Manual ajustável

Fonte: Catalogo New-teck
54
Figura 36: Kit de acionamento Bi manual:

Fonte: Catalogo Equipamentos de segurança ARD Indústria e Comércio Ltda.

55
6.2.9 Soluções não adotadas
A nota técnica NT016/DSS/2004 recomenda a utilização:


Cortina de luz com redundância



Válvulas de segurança



Monitoramento do curso do martelo



Sistemas de retenção mecânica

A nota técnica e a convenção coletiva recomendam utilizar cortina de luz
conjugada com comando bi manual. Foi utilizado o comando bi manual. A cortina
de luz nas condições estruturais inviabiliza o uso das prensas mecânicas onde o
operador fica sentado. Seu uso é recomendado para prensas hidráulicas com
extrator de grande porte, onde o risco não se limita aos membros superiores. Nas
prensas trabalhadas o risco limita-se somente aos membros superiores. Na
prensa hidráulica foi criada uma gaiola externa na área de risco feita de chapa
perfurada e com a porta de acesso intertravada com o acionamento da bomba
hidráulica, ou seja, a prensa só pode ser acionada com a gaiola fechada.

No sistema hidráulico, a norma EN 693 recomenda a utilização de válvulas
monitoradas eletricamente. Isso implica na troca de todos os componentes
hidráulicos. A solução adotada descrita acima elimina a válvula.

O monitoramento do martelo deve ser realizado nas prensas hidráulicas, prensas
mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos equipamentos
similares, não enclausurados, ou cujas ferramentas não sejam fechadas, o martelo
deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado
mecanicamente à máquina, com controle de interrupção da transmissão, conforme
o item 4.9 da NBR13930. Neste trabalho a empresa optou por usar somente
ferramentas fechadas atendendo esta recomendação de outra forma.

56
Sistema de retenção mecânica compostos de um calço de segurança, ou seja ,
uma barra de aço que impeça a queda da parte superior da prensa durante uma
operação de troca de ferramenta e/ou manutenção. Este calço deve ser ligado ao
comando da máquina de forma a impedir que ela seja acionada se o calço estiver
fora da sua posição de repouso. Com esta ligação impede-se que a máquina seja
acionada com o calço dentro da área de prensagem. Normalmente dimensiona-se
a resistência mecânica do calço para o peso das partes móveis. Assim, deve
evitar que a força exercida pela máquina, que facilmente chega a algumas
toneladas, seja aplicada diretamente sobre o calço. As modificações no sistema
elétrico foram feitas de forma a melhorar o quadro elétrico e adaptando-o com
mais espaço, componentes e ligações novas. Para substituição deste item foi feito
conforme a orientação da NT016/DSS/2004 onde especifica que nas situações
onde não seja possível o uso do sistema de retenção mecânica, devem ser
adotadas medidas alternativas que garantam o mesmo resultado, como por
exemplo, chave elétrica geral com chave tranca, no caso foi utilizada chave
elétrica geral do tipo chave com indicação de ligado e desligado (Chave I/O, pag.
47, fig. 28).

O custo para estas modificações supera facilmente a casa das dezenas de
milhares de reais. A empresa decidiu não realizar estas modificações. De acordo
com as Convenções Coletivas e com a NT016/DSS/2004, podem ser adotadas,
em caráter excepcional, outras medidas de proteção e dispositivos de segurança
nas prensas e equipamentos similares, desde que garantam a mesma eficácia das
proteções e dispositivos mencionados, atendendo o disposto nas Normas
Técnicas oficiais vigentes, as modificações mecânicas foram feitas com o
acréscimo das grades de proteção e a analise de riscos comprova o atendimento
ao NT016/DSS/2004. com base na NBR NM 272 - 2002 - Segurança de Maquinas
- Proteções - Requisitos Gerais para o Projeto e Construção de proteções fixas e
móveis.
Conclusão: Nenhuma outra modificação se faz necessária.

57
6.2.10

Fornecer informação, instrução, treinamento e supervisão

O treinamento de profissionais é indispensável para garantir uma operação com
qualidade e com segurança. A capacitação deve atingir todas as instâncias da
empresa, desde o técnico ou engenheiro de segurança até operadores e
profissionais de manutenção.

Para a introdução de dispositivos de segurança nas máquinas, os profissionais
devem ser preparados para conhecer as possibilidades existentes no mercado e
decidirem em relação aos dispositivos mais adequados para cada uma das
máquinas específicas.

Ao introduzir modificações nas máquinas para aumentar a segurança é
indispensável que os profissionais sejam preparados para a nova situação e que
compreendam o significado das modificações.

O treinamento específico para operadores de prensas ou equipamentos similares
deve obedecer ao seguinte currículo básico:

a) Tipos de prensas ou similares
b) Princípio de funcionamento
c) Sistemas de proteção
d) Possibilidades de falhas dos equipamentos
e) Responsabilidade do operador
f) Responsabilidade da chefia imediata
g) Riscos na movimentação e troca dos estampos e matrizes
h) Calços de proteção
i) Outros

58
O treinamento específico para movimentação e troca de ferramentas, estampos e
matrizes deverão ser ministradas para os operadores e funcionários responsáveis
pela troca e ajuste dos conjuntos de ferramentas em prensas e similares, devendo
conter:
a) Tipos de estampos e matrizes
b) Movimentação e transporte
c) Responsabilidades na supervisão e operação de troca dos estampos e
matrizes
d) Meios de fixá-los à máquina
e) Calços de segurança
f) Lista de checagem (check list) de montagem
g) Outros.

Obs: O treinamento básico para trabalhadores envolvidos em atividades
com prensas e equipamentos similares deverá ser ministrado com
condição fundamental, antes do início das atividades, conforme o
disposto no item 1.7, alínea “b”, da NR-1

O responsável pelo treinamento deve :
a) Controlar as características dos treinamentos que já foram ou serão
executados.
b) Possuir documentação relativa à comprovação da participação do
funcionário no treinamento e uma declaração assinada pelo próprio
funcionário atestando que efetivamente recebeu o treinamento.
c) Possuir comprovação do conteúdo programático desenvolvido no curso.

59
6.2.10.1

Controle de treinamento

Tabela 9 – Tabela de Controle de Treinamento 2 (Ver Tabela 6, pág. 34)
CONTROLE DE TREINAMENTO
CURSO:

Ministrado em
Carga horária

Validade

MINISTRADO POR:

Os participantes aqui mencionados e listados confirmam ter recebido treinamento específico
seguindo o Programa de Prevenção de Riscos de Prensas e Similares “PPRPS”

Participantes
Nome

Cargo

Setor

Assinatura

Conteúdo programático

Fonte: Senai/SP

6.2.11

Nova Avaliação de Riscos Após Adaptações e Resultados

Para efeito de segurança em prensas, considera-se que um risco é uma função da
severidade do dano possível e da probabilidade de ocorrência desse dano. Um
dos princípios da avaliação de risco é o de que ela deve ser realizada durante
todas as fases da “vida” das máquinas, o que implica acompanhamento constante
e permanente para garantia de segurança. Além desse princípio, outro se refere à
idéia de que a avaliação de risco implica julgamentos que se apóiam em métodos
qualitativos e, na medida do possível, em quantitativos.

Para que seja possível avaliar os riscos envolvidos em prensas, recomenda-se o
uso de alguns critérios baseados na NBR 14009 Princípios para apreciação de

Riscos; EN954-1 - Anexo B e várias outras normas em vigência.
60
Esses critérios válidos para qualquer máquina e equipamento têm como limites:



a gravidade prevista pelo dano

Tabela 10 – Tabela de Critérios de Severidade para definição do Risco
S=

Severidade (gravidade) de ferimento potencial
S1 -> Leve (em geral inteiramente reversível, por
exemplo, arranhão, contusão)
S2 -> Grave (em geral irreversível, incluindo morte)

Figura 36: Grau de Severidade

Fonte: http://senaisp.webensino.com.br/sistema/webensino/portal/portal/prensas



a permanência em áreas perigosas

Tabela 11 – Tabela de Critérios de permanência para definição dos Riscos
F=

duração ou freqüência de exposição ao risco
F1 -> Exposição pouco freqüente e/ou curta exposição (quando o
acesso somente é necessário de tempo em tempo e/ou a
exposição acontece por um curto período)
F2 -> Exposição freqüente e contínua ou de longa duração (se a
pessoa se encontra exposta freqüentemente ao ponto de risco)

61
Figura 37: Grau de Permanência na área de Risco

Fonte: http://senaisp.webensino.com.br/sistema/webensino/portal/portal/prensas



a possibilidade de evitar o risco

Tabela 12 – Tabela de Critérios de Possibilidade de Evitar o Risco
P = Possibilidade de evitar o risco
P1 -> Possível sob condições específicas (o operador
reconhece o risco e evita ferimentos)
P2 -> Pouco possível (o operador não reconhece o risco e
não evita ferimentos)

Figura 38: Grau de Possibilidade de Evitar o Risco

Fonte: http://senaisp.webensino.com.br/sistema/webensino/portal/portal/prensas

Geralmente se encontram relacionados à velocidade à qual se origina, a
proximidade do ponto de risco, o nível de treinamento e a experiência do
operador. Se, na opinião do responsável, o operador reconhece o risco e evita
ferimentos, deverá selecionar P1, e em caso contrário, P2.

62


Verificação do Risco NBR14009 / EN954-1 - Anexo B

Uma vez definido o Risco conforme figura 40, devesse comparar o Risco
comparar com Risco inicial / Final e fazer tabela comparativa das melhorias
obtidas.

Figura 39: Critérios de Avaliação do Risco

Fonte: Catalogo da Prensas Jundiaí “Cuidados na Compra de uma Prensa
Excêntrica com Acoplamento Freio Embreagem.” - NERINO FERRARI FILHO
Figura 40: Avaliação do Risco

Fonte: Catalogo da Prensas Jundiaí “Cuidados na Compra de uma Prensa
Excêntrica com Acoplamento Freio Embreagem.” - NERINO FERRARI FILHO

63
6.2.12

Ordem de Serviço para Prensista

De acordo com a NR-01 da Portaria 3.214/78, cabe ao empregador elaborar
ordens de serviço sobre segurança e medicina do trabalho com o intuito de
prevenção e ao trabalhador cumprir o estabelecido no Artigo 157, item II e Artigo
158 da CLT, com nova redação dada pela lei nº 6514 de 22/12/1977. Toda vez
que mudamos os equipamentos, máquinas, “layout”, condição do ambiente ou
procedimento, equivale a uma nova condição de risco, portanto uma nova ordem
de serviço deve ser elaborada para a função. A ordem de serviço completa para
prensista na revisão 2009, encontra-se no anexo “A” deste trabalho. Abaixo estão
descritos os riscos avaliados, EPI´s e EPC´s recomendados:
Tabela 13 – Riscos Ocupacionais.

Tabela 14 – Equipamentos de Proteção Individual (Epi´s). Uso Obrigatório.

64
Tabela 15 – Equipamentos de Uso Obrigatório em Atividades Específicas.

Tabela 16 – Sistemas De Proteção Coletiva (EPC´s) De Uso Obrigatório.

Figura 42: Operador com EPI utilizando uma máquina “retrofitada”

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

65
7

CONCLUSÕES

7.1

CUSTO DE IMPLANTAÇÃO DO PROJETO

Para analisar o custo de implantação do projeto e necessário definir alguns
parâmetros:



número de trabalhadores da empresa (entre 51 e 100);



salário médio de operador da prensa (prensista)= R$ 4,68 p/h (R$
1,029,60);



custo indireto do trabalhador nesta faixa salarial ( inclui assistência médica,
seguro em grupo, assistência odontológica, cesta básica, vale transporte,
INSS, férias e 13º): 132%;



Custo do salário = R$ 2.388,67;



Custo com BDI por parada de maquina neste setor: 103%;



HH= R$ 22,04 (para 220 horas);



uma UFIR = R$ 1,0641 (a UFIR foi extinta e este é seu último valor).

7.1.1

Custo de treinamento:

Formação de uma equipe gestora: 36 HH;
Avaliação de Riscos: 24 HH;
Formulação do PPRPS: 24 HH;
Fornecer informação, instrução, treinamento e supervisão: 72 HH;
Nova Avaliação de Riscos Após Adaptações e Resultados: 30 HH;

Custo treinamento = 186 HH = R$ 4.099,44.

66
7.1.2


Custo das modificações físicas:
Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas:
Preço médio unitário = R$ 820,00
05 Unidades = R$4.100,00



Utilizar proteções móveis ou dispositivos de proteção, tais grades, etc.
Preço médio unitário = R$ 396,00
08 unidades = R$ 3.168,00



Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas)
Preço unitário = R$ 42,00
05 unidades = R$ 210,00



Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente
Preço unitário = R$ 332,00
06 lugares = R$ 1.992,00



Fornecer Sistema de Bloqueio
Botão segurança= R$ 61,00
Chave 0-I = R$ 32,00
08 unidades = R$ 744,00



Mão Mecânica para segurar o disco
Cada dispositivo = R$ 1.203, 00
03 maquinas = R$ 3.609,00



Modificação do sistema de pedais
Preço médio unitário = R$ 450,00
07 maquinas = R$ 3.150,00



Comando Bi manual
Preço médio unitário = R$ 890,00
08 maquinas = R$ 7.120,00

Custo dos equipamentos implementados = R$ 24.093,00

67
7.1.3

Custo total do projeto:

CUSTO TOTAL = MDO APLICADA + MATERIAL
CUSTO TOTAL = R$ 4.099,44 + R$ 24.093,00 = R$ 28.192,44

7.2

CUSTO DE UM ACIDENTE COM AFASTAMENTO POR 30 DIAS

Para analisar o custo de um acidente vamos considerar um acidente simples sem
mutilação com afastamento normal de 15 dias pela empresa e 15 pelo INSS

a) Vamos utilizar os mesmos valores do item 7.1:


número de trabalhadores da empresa (entre 51 e 100);



salário médio de operador da prensa (prensista)= R$ 4,68 p/h (R$
1,029,60);



custo indireto do trabalhador nesta faixa salarial ( inclui assistência médica,
seguro em grupo, assistência odontológica, cesta básica, vale transporte,
INSS, férias e 13º): 132%;



Custo do salário = R$ 2.388,67;



Custo BDI por parada de maquina neste setor: 103%;



HH= R$ 22,04 (para 220 horas);



uma UFIR = R$ 1,0641 (a UFIR foi extinta e este é seu último valor).

b) Embasamento teórico e formulação matemática :

Pesquisa feita pela Fundacentro revelou a necessidade de modificar os conceitos
tradicionais de custos de acidentes e propôs uma nova sistemática para a sua
elaboração, com enfoque prático, denominada Custo Efetivo dos Acidentes, como
descrito a seguir ( ver na página 13 à Figura 5: Custos do Acidente de Trabalho):

68
Ce = C - i
Ce = Custo efetivo do acidente
C = Custo do acidente
i = Indenizações e ressarcimento recebidos por meio de seguro ou de terceiros
(valor líquido)

C = C1 + C2 + C3

C1 = Custo correspondente ao tempo de afastamento (até os 15 primeiros dias)
em conseqüência de acidente com lesão;

C2 = Custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e
materiais danificados (acidentes com danos a propriedade);

C3 = Custo complementares relativos às lesões (assistência médica e primeiro
socorros) e os danos a propriedade (outros custos operacionais, como os
resultantes de paralisações, manutenções e lucros interrompidos).

C1 = R$ 2.388,67 / 2 = R$ 1.194,33
C2 = R$ 0,00
C3 = reposição de 220 HH = R$ 4.848,80
C3 = primeiros socorros = R$ 110,00
C3 = perda de bônus assistência médica = 2% de R$ 12.450,00 = R$ 249,00
C3 = Aumento da carga de seguro do INSS sobre a folha nos níveis de risco de
acidentes do trabalho = 0,2% de R$ 233.000,00 = R$ 466,00
C3 = emissão da CAT = 2HH = R$ 44,08

i = R$ 0,00
Ce = Custo de um acidente = R$ 6.912,21

69
7.3

CUSTO DE MULTAS REFERENTES AO NÃO CUMPRIMENTO DAS
NORMAS

Parâmetros utilizados:


número de trabalhadores da empresa (entre 51 e 100);



HH= R$ 22,04 (para 220 horas);



uma UFIR = R$ 1,0641 (a UFIR foi extinta e este é seu último valor).

As Normas brasileiras que tratam de equipamentos semelhantes à prensa são:
Norma Regulamentadora 12; PPRPS (Programa de Prevenção de Risco em
Prensas e Similares) e NT016/DSS/2004. Dentre estas normas, a NR 12 –
Máquinas e Equipamentos, é a única que apresenta penalidades referentes ao
não cumprimento dos itens contidos na mesma, os quais são:

“12.2. Normas de segurança para dispositivos de acionamento, partida e parada
de máquinas e equipamentos:
12.2.1. As máquinas e os equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e
parada localizada de modo que: a) Seja acionado ou desligado pelo operador na
sua posição de trabalho; (112.009-3 / I2)
12.2.2. As máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo, que não
tenham proteção adequada, oferecendo risco ao operador, devem ter dispositivos
apropriados de segurança para o seu acionamento. (112.014-0 / I2)
12.3. Normas sobre proteção de máquinas e equipamentos:
12.3.3. As máquinas e os equipamentos que ofereçam risco de ruptura de suas
partes, projeção de peças ou partes destas, devem ter os seus movimentos,
alternados ou rotativos, protegidos. (112.019-0 / I2)
12.3.4. As máquinas e os equipamentos que, no seu processo de trabalho, lancem
partículas de material, devem ter proteção, para que essas partículas não
ofereçam riscos. (112.020-4 / I2)
12.3.8. Os protetores removíveis só podem ser retirados para execução de
limpeza, lubrificação, reparo e ajuste, ao fim das quais devem ser,
obrigatoriamente, recolocados. (112.024-7 / I1)

Trecho extraído da NR-12

70
E a Norma Regulamentadora NR 28 – Fiscalização e Penalidades, apresenta os
seguintes itens e tabelas referentes às penalidades:

“28.3. Penalidades:
28.3.1. As infrações aos preceitos legais e / ou regulamentadores sobre segurança
e saúde do trabalhador terão as penalidades aplicadas conforme o disposto na
Tabela de gradação de multas (Tabela 17).”
Trecho extraído da NR-28
Tabela 17 - Gradação das Multas (em UFIR)

Fonte: Tabela 2 da Norma Regulamentadora 28

71
Obedecendo às infrações previstas na tabela de classificação das infrações
(Tabela 18)

Tabela 18 - Classificação das Infrações

Fonte: Tabela 3 da Norma Regulamentadora 28
‘28.3.1.1. Em caso de reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização,
emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei, a multa será
aplicada na forma do art. 201, parágrafo único, da CLT, conforme os seguintes
valores estabelecidos no Tabela 19.”

Tabela 19 – Multa referente à reincidência

A seguir tem-se a Tabela 20 relacionando os valores de cada penalidade que a
empresa possa sofrer antes da execução do projeto. Tomou-se como valor da
gradação, uma média entre o menor e o maior valor da penalidade.

72
Tabela 20 – Valores das Multas em Reais

Considerando que a empresa sofra apenas uma penalidade em cada caso e não
seja reincidente, o valor total será de R$ 9.902,52 por máquina.

Numero de máquinas “retrofitadas” = 8;
Multa total para 8 máquinas= R$ 9.902,52 x 8 = R$ 79.220,16.

7.4

COMPARAÇÃO DOS CUSTOS

Investimento unitário por maquina no projeto = R$ 28.192,44 / 8 = R$
3.524.05;
Ganho em prevenção = R$ 6.912,21 + R$ 9.902,52 = R$ 16.814,73;

73
7.5

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Embora a empresa onde se realizou o projeto tenha permitido fotografar e fazer
uma avaliação quantitativa dos riscos e acidentes, pois ela permitiu o acesso aos
livros de CIPA, registros de acidentes, afastamentos médicos e aos atestados de
faltas, foi feita a opção da avaliação final pelo método da comparação do custo
benefício, pois a avaliação dos acidentes e riscos demandaria muito tempo (a
espera de ocorrer mais um, possibilidade muito remota após as melhorias
efetuadas).

Este método de avaliação adotado demandou pouco tempo e possibilitou fazer
uma avaliação qualitativa muito precisa, através da simples observação, reuniões
com usuários, custos aplicados, estudo de desenhos técnicos e com dos
resultados obtidos em relação às normas consideradas.

Ao longo da avaliação da empresa em questão foi observado que mesmo sem
medições quantitativas é possível fazer melhorias visando diminuição de riscos.
Estes riscos, para obtermos resultados práticos, devem estar claramente definidos
pela equipe de colaboradores, ajudando a produzir parâmetros para o Sanitarista
fornecer o EPC e/ou EPI ou mudanças de processos, como no caso uma
mudança de Layout que envolve tempo e custos, pois o objetivo final é a melhoria
da qualidade de vida como derivada de um comprometimento pessoal de todos
que compõe a organização.

Dentre toda a legislação existente e normas técnicas que recomendam a
colocação de dispositivos de segurança, a consciência da prevenção é o maior
recurso contra acidentes. Pois desta consciência surge à motivação para buscar
recursos e meios de melhorar o ambiente do trabalho.

74
No caso pode-se verificar que diversos itens foram instalados demandando
trabalho, projeto e recursos de várias pessoas para se chegar ao resultado final
apresentado nas figuras (Desenhos técnicos e fotografias).

Em um primeiro instante, o profissional de segurança ou a pessoa consciente dos
riscos e perigos existentes iria se perguntar como a máquina foi comprada e, pior
ainda, utilizada durante tantos anos sem essas proteções.

Deve-se lembrar, no entanto, que a atual conscientização dos riscos existentes em
prensas custou o exemplo de milhares de pessoas que sofreram algum tipo de
acidente durante sua jornada de trabalho.

As modificações realizadas nestas prensas foram sem dúvidas bem vindas no
sentido de melhorar a forma de trabalho e evitar riscos maiores em operações de
estamparia, manutenção e troca de ferramental/ajuste.

Para consolidação destas novas atitudes focadas na Higiene e Segurança do
Trabalho acredita-se que um sistema gestor de melhorias continuas com o
comprometimento de todos os níveis organizacionais consistente em propulsor de
transformações de posturas, mentalidade e nos métodos de trabalho que tem por
resultado final condições mais seguras e saudáveis no ambiente de trabalho.

Além destas novas atitudes e da eliminação dos riscos mencionados, as empresas
tem obrigações legais. Operar fora da legislação, além de ser contra o principio do
respeito aos direitos de dignidade do homem, devemos considerar o risco
financeiro proveniente de ações fiscais do MTE da ordem de R$ 79.220,16 e um
custo do trabalho da ordem de R$ 6.912,21 para um acidente leve (sem
ocorrência de lesão grave, mutilação ou morte). Os riscos podem ser evitados com
um custo de prevenção de apenas R$ 28.192,44.

75
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Brasil. Ministério da Previdência e Assistência Social. Anuário estatístico de
acidentes do trabalho, 2006. Brasília; Ministério da Previdência e Assistência
Social.
[citado
2009
Junho
12].
Disponível
em:
http://www.mps.gov.br/conteudoDinamico.php?id=490

Elisabete de Fátima Polo de Almeida Nunes1, Nilva Maria de Souza2, Mara
Ferreira Ribeiro3, Renata Baldo, Dissertação de Mestrado: “Notificação de
acidentes de trabalho nas Unidades Básicas de Saúde de londrina”, Londrina
10/2009,
http://www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v8n1/v8n1_artigo_1.pdf.
e
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http://br.monografias.com/trabalhos-pdf900/acidentes-trabalho-hospital/acidentestrabalho-hospital.pdf

Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Sindicato dos. Convenção coletiva
dos Metalúrgicos e Trabalhadores de Indústrias de Injeção de Plástico – dia
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Ribeiro, Adonai Técnico em Segurança do Trabalho Cord. Técnico ST do Sind.
dos Metalúrgicos de SP, Diretor do SINTESP (Sind. Téc. Seg. Trab. no Est. de
SP),” Mapeamento de risco de acidente evita ações do INSS comentários sobre o
artigo de Adelmo do Valle Souza Leão”, São Paulo 2009, Fonte:
http://www.maquinariscozero.org.br/news/news.asp?TID=58&PN=1

Leão, Adelmo do Valle Sousa Leão é advogado empresarial trabalhista, com
especialização em RH pelo MBA da USP, atua no Peixoto e Cury Advogados S.C,
“Mapeamento de risco de acidente evita ações do INSS”, São Paulo janeiro de
2009, Fonte: Conjur - Consultor Jurídico – http://www.conjur.com.br

Brasil, Ministério do Trabalho e Emprego, NOTA TÉCNICA N.º 16 / DSST dia
08/06/2009, Fonte: http://www.movimatic.com.br/popup_home/NT016Prensas.pdf

Brasil, FUNDACENTRO – Ministério do Trabalho e Emprego “NORMAS DE
SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, São Paulo , manual da Fundacentro por Roberto

76
do Valle Giuliano coordenador nacional do programa de proteção de máquinas da
FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br

Brasil, SENAI – SST – Segurança e Saúde do Trabalhador, Manual SISTEMA DE
PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997, fonte em 2009-06-13 as 12:00hrs:
http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx

Bel Air, Bel Air Pneumática e Hidráulica Ltda, Catálogo de Pneumática, São Paulo,
2009, Fonte 13/06/09 - 10:50 hrs: http://www.belair-ar.com.br/principal.htm

Brasil, Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da
USP , Diogo Pupo Nogueira; Jorge da Rocha Gomes; Naim Sawaia, artigo
“Acidentes graves do trabalho na Capital do Estado de São Paulo (Brasil)”, Rev.
Saúde Pública vol.15 no.1 São Paulo Feb. 1981, Fonte em 11/05/2009 as
11:00hrs:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003489101981000100002

Manual de segurança e saúde no trabalho. / Gerência de Segurança e Saúde no
Trabalho. – São Paulo: SESI, 2006. p240. : il. color. ; 28 cm. – (Coleção Manuais ;
Indústria Gráfica).

EQUIPE ATLAS, “MANUAIS DE LEGISLAÇÃO, SEGURANÇA E MEDICINA DO
TRABALHO”. Edit. Atlas, 62ª Edição, São Paulo, 2008. NR 12 - Máquinas e
equipamentos

Hittig, Aladar.”ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS”, 1 a Edição, 1962. Editora e
Tipográfica Carioca, São Caetano do Sul, SP, 1962. 355p.

Martignoni, Alfonso. “MÁQUINAS DE CORRENTE ALTERNADA”, 5ª edição,
1987. Editora Globo S.A. Rio de Janeiro, RJ, 1968, 410p.

77
Mini Collins. DICIONÁRIO INGLÊS-PORTUGUÊS PORTUGUÊS-INGLES, 2ª
edição, 1994. São Paulo, SP: Edições Siciliano, 1999. 231p.

NBR NM - 272:2002 - Segurança de máquinas - Proteções - Requisitos gerais
para o projeto e construção de proteções fixas e móveis

NBR NM - 273:2002 - Segurança de máquinas - Dispositivos de intertravamento
associados a proteções - Princípios para projeto e seleção

NBR 13758:1996 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para
impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros inferiores

NBR 13760:1996 - Segurança de máquinas - Folgas mínimas para evitar
esmagamento de partes do corpo humano

NBR 13761:1996 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para
impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores

NBR 13930:2001 - Prensas mecânicas - Requisitos de segurança

NBR 14152:1998 - Segurança de máquinas - Dispositivos de comando bi manuais
- Aspectos funcionais e princípios para projeto

78
GLOSSÁRIO

1. Acidente de Trabalho : Aquele que acontece no exercício do trabalho a
serviço da empresa,provocando lesão corporal ou perturbação funcional
podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da
capacidade para o trabalho.Equiparam-se aos acidentes de trabalho:
 o acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem
da empresa fora do local de trabalho.
 o acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da
empresa.
 o acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho
para casa.
 doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho.
 doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho.
2. Acidente Fatal: o acidente que provoca a morte do trabalhador.
3. Acidente Grave: quando provoca lesões incapacitantes no trabalhador.
4. Adicional de Insalubridade: adicional que deve ser pago ao trabalhador que
trabalha em condições de insalubridade. O exercício de trabalho em
condições de insalubridade assegura ao trabalhador a percepção de
adicional incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente à:
 40% para insalubridade de grau máximo,
 20% para insalubridade de grau médio,
 10% para insalubridade de grau mínimo.
5. Adicional de Periculosidade: adicional que deve ser pago ao trabalhador
que trabalha em condições de periculosidade. O exercício de trabalho em
condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de 30%
sobre o salário, sem acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou
participação nos lucros da empresa.
6. Agentes ergonômicos: desajustes de ritmo e freqüência de trabalho,
equipamento e instrumentos utilizados na atividade profissional que podem
gerar desgaste físico, emocional, fadiga, sono, dores musculares na coluna
e articulações.
7. Antropometria: ciência que estuda as medidas das partes do corpo humano
e suas proporções. Geralmente a finalidade dos estudos da Antropometria
é classificatória e comparativa.
8. Área de Controle das Máquinas: posto de trabalho do operador.

79
9. ART: Anotação de Responsabilidade Técnica, segundo as normas vigentes
no sistema CONFEA/CREA.
10. ASO: atestado de saúde ocupacional. Atestado emitido pelo médico, em
virtude da consulta clínica, quer seja ela feita por motivo de admissão
(admissional), periódica, de mudança de função, de retorno ao trabalho ou
demissional.
11. Aterramento Elétrico: ligação à terra que assegura a fuga das correntes
elétricas indesejáveis.
12. Bancada: mesa de trabalho.
13. BDI (em cultura anglófona e mais comumente, Benefícios e Despesas
Indiretas) é conceito de Engenharia de custos e significa a parcela de custo
que, agregada ao custo direto de um empreendimento, obra ou serviço,
devidamente orçado, permite apurar o seu custo total. Tem por finalidade
suportar custos que, conquanto não-diretamente incorridos na composição
do binômio "material versus elementos operativos sobre o material
(tradicionalmente denominado apenas mão-de-obra), todavia incorrem
também na composição geral do custo total.
14. Biqueira: proteção metálica presente na parte da frente de alguns calçados
de segurança. A biqueira em geral é de aço e tem por objetivo proteger o
pé do usuário contra quedas de objetos.
15. Botão cogumelo: Dispositivo de corte de energia elétrica para parada de
máquinas.
16. Botoeira: dispositivo de partida e parada de máquinas.
17. CAT: Comunicação de Acidente do Trabalho.
18. Capacete: equipamento de proteção individual destinado a proteção da
cabeça.
19. CGC: inscrição da empresa no Cadastro Geral de Contribuintes do
Ministério da Fazenda. Hoje foi substituído pelo CNPJ.
20. Chave Blindada: chave elétrica protegida por uma caixa metálica, isolando
as partes condutoras de contatos elétricos.
21. Chave Elétrica de Bloqueio: é a chave interruptora de corrente.

80
22. Chave fim de Curso: dispositivo limitador de curso dispositivo destinado a
limitar um movimento até determinado ponto em que ele desliga o
movimento.
23. Chave Magnética: dispositivo com dois circuitos básicos, de comando e de
força, destinados a ligar e desligar quaisquer circuitos elétricos, com
comando local ou à distância (controle remoto).
24. dB (decibel): símbolo de decibel. Símbolo de um décimo do Bel, Unidade
internacional para indicação da intensidade de pressão sonora.
25. dB (A) (dê-bê-a): indicação do nível de intensidade sonora medida com
instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de
compressão "A". O dB (A) é usado para definir limites de ruídos contínuos
ou intermitentes.
26. dB (C) (dê-bê-cê): indicação do nível de intensidade sonora medida com
instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de
compressão "C". O dB (C) é usado para definir limites de ruídos de impacto.
27. Decibel: décima parte do Bel, unidade de intensidade sonora no Sistema
Internacional de Unidades. Símbolo dB.
28. Decibelímetro: aparelho utilizado para medir a intensidade do som.
29. Dispositivo Limitador de Curso: dispositivo destinado a limitar um
movimento até determinado ponto.
30. Doenças do Trabalho: são aquelas doenças que podem ser adquiridas ou
desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é
realizado, expondo o trabalhador a agentes nocivos a saúde. Exemplo:
dores de coluna em motorista que trabalha em condições inadequadas
31. DORT: Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.
32. Engastamento: fixação rígida da peça à estrutura.
33. Engenharia de Segurança do Trabalho: ramo da Engenharia que se dedica
a planejar, elaborar programas e a desenvolver soluções que visam
minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, como também
proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.
34. EPC: Equipamento de Proteção Coletivo – todo dispositivo ou equipamento
destinado a eliminação ou diminuição de um risco ocupacional.

81
35. EPI: Equipamento de Proteção Individual – todo dispositivo de uso
individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do
trabalhador.
36. Ergonomia (do Grego ergon, trabalho + nomos, lei): Ergonomia é o conjunto
de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários a
concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser
utilizados com o máximo de conforto e eficácia (Wisner – 1972). A
ergonomia tem por objetivo adaptar o trabalho ao homem, bem como
melhorar as condições de trabalho e as relações homem-máquina. A
Ergonomia pode ser construtiva, corretiva e cognitiva.
37. Estabelecimento: cada uma das unidades da empresa, funcionando em
lugares diferentes.
38. Estampos: Dispositivo ou ferramenta composto de duas partes (negativo e
positivo) utilizado em prensas de estamparia.
39. Ferramenta: utensílio empregado pelo trabalhador para realização de
tarefas, ou denominação de videas de torno ou estampos.
40. Ferramenta Pneumática: ferramenta acionada por ar comprimido.
41. Gaiola Protetora: estrutura de proteção usada em torno de escadas fixas
para evitar queda de pessoas.
42. Isolantes: são materiais que não conduzem corrente elétrica, ou seja,
oferecem alta resistência elétrica.
43. Legalmente Habilitado: profissional que possui habilitação exigida pela lei.
44. LER – Lesão por Esforço Repetitivo: O termo LER refere-se a um conjunto
de doenças que atingem principalmente os membros superiores, atacam
músculos, nervos e tendões provocando irritações e inflamação dos
mesmos. A LER é geralmente causada por movimentos repetidos e
contínuos com conseqüente sobrecarga do sistema músculo-esquelético. O
esforço excessivo, má postura, stress e más condições de trabalho também
contribuem para aparecimento da LER. Em casos extremos pode causar
sérios danos aos tendões, dor e perda de movimentos. A LER inclui várias
doenças entre as quais, tenossinovite, tendinites, epicondilite, síndrome do
túnel do carpo, bursite, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico e
síndrome do pronador redondo. Alguns especialistas e entidades preferem,
atualmente, denominar as LER por DORT ou LER/DORT. A LER também é
conhecida por L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo). A LER pode ser
classificada em:
 Nível 1 – se a doença for identificada nesta fase, caracterizada por algumas
pontadas, pode ser curada facilmente;
82




Nível 2 – dor mais intensa, porém tolerável, mais localizada, acompanhada
de calor e formigamento;
Nível 3 – nem o repouso consegue, nesta fase, fazer com que a dor
diminua por completo. Incapacidade para certas funções simples;
Nível 4 – dores insuportáveis e só pioram tornado a parte afetada dolorida,
sem força e deformada. Nesta fase o paciente tem depressão, ansiedade,
insônia e angústia. A doença já não tem mais cura.

45. Luva: equipamento de proteção individual destinado a proteção das mãos e
ou antebraço.
46. Mapa de Riscos: mapa que tem por objetivo indicar os riscos de um
ambiente de trabalho. Constitui-se uma planta do ambiente de trabalho, na
qual se indicam através de círculos coloridos os diversos tipos de riscos. Os
círculos variam de tamanho, sendo tanto maior quanto maior a gravidade
do risco indicado. No mapa de riscos o usam-se as seguintes cores:
 O verde representa risco físico, o vermelho risco químico, o marrom risco
biológico, o amarelo risco ergonômico e o azul risco mecânico.
47. Máquina: equipamento ou dispositivo próprio para converter energia em
movimento ou para utilizar e pôr em ação uma fonte natural de energia.
48. NR: Norma Regulamentadora. As NRs são elaboradas por comissão
tripartite incluindo governo, empregados e empregadores e publicadas pelo
Ministério do Trabalho e Emprego.
49. OSHA – Occupational Safety and Health Administration: organização
americana de segurança e saúde do trabalho. A OSHA dedica-se a prevenir
acidentes, doenças e mortes relacionadas ao trabalho. Foi criada em 1971,
está vinculada ao U.S. Department of Labor e tem sua sede em Washington
DC;
50. Perfil Profissiográfico: descrição detalhada e individualizada de cada uma
das funções existentes em uma empresa, levando em conta tarefas,
equipamentos de proteção individual e coletivos, equipamentos e máquinas
utilizadas, meio ambiente de trabalho, ritmo de trabalho, área de trabalho,
entre outros.
51. Período de Trabalho: é o tempo durante o qual o trabalhador fica submetido
à pressão maior que a do ar atmosférico excluindo-se o período de
descompressão;
52. Pilão: peça utilizada para imprimir golpes, por gravidade, força hidráulica,
pneumática ou explosão.

83
53. Pistão: Embolo utilizada para imprimir golpes, por gravidade, força
hidráulica, pneumática ou explosão;
54. Postura: Posição ou posições que o corpo humano assume durante a
realização de uma tarefa.
55. Prensa: é uma máquina que, através da força de pressão, pode dar forma,
cortar, separar, comprimir, esmagar as mais diferentes variedades de
materiais. Segundo a força de energia motora, podemos distingui-lo como:
excêntrica, fricção, mecânica, hidráulica, hidráulica a quente, prensa rápida,
pneumática, a vapor, entre outros.
56. Protetor auricular: equipamento de proteção individual destinado a atenuar
ruídos. Há diversos tipos de protetores auriculares. Destacam-se os do tipo
abafador e de inserção.
57. Protetor Removível: dispositivo destinado à proteção das partes móveis e
de transmissão de força mecânica de máquinas e equipamentos.
58. Risco: possibilidade real ou potencial capaz de causar lesão e ou morte,
danos ou perdas patrimoniais, interrupção de processo de produção ou de
afetar a comunidade ou o meio ambiente.
59. Segurança do Trabalho – conjuntos de medidas que: são adotadas visando
minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como
proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.
60. Trava de Segurança: sistema de segurança de travamento de máquinas e
elevadores.
61. Válvula de Retenção: a que possui em seu interior um dispositivo de
vedação que sirva para determinar único sentido de direção do fluxo.

84
APÊNDICES

APÊNDICE A – Equacional Elétrica e Mecânica Ltda, empresa que cedeu
espaço para a pesquisa.
Ficha Cadastral
Razão Social: Equacional Elétrica e Mecânica Ltda.
Endereço: Rua: Secundino Domingues, nº787 – Jardim Independência
Cidade: São Paulo Estado: São Paulo
C.E.P.: 03223-110
Telefone: (11) 2100-0777
Telefax: (11) 2100-0779
Site – http://www.equacional.com.br
Email - Depto. Vendas: vendas@equacional.com.br
Ramo de Atividade: Montagem e fabricação de equipamentos elétricos,
eletromecânicos, mecânicos e hidráulicos.
Inscrição no CGC/MF: 46.488.482/0001-71
Inscrição Estadual: 109.248.229.119
Inscrição Municipal: 8.090.859-4
Data da Fundação: 01/06/1974
Registro na JUCESP: 718.346 em 20/06/1974
CNAE: 13.23
Número de empregados: 68
Grau de risco: GR 3
Dimensionamento da CIPA = 8 membros
Sócios Gerentes:
Rosa Cheganças Gandra Falcone
Carlos Laffitte Júnior
Marcos Gandra Falcone

85
Histórico
A Equacional Elétrica e Mecânica LTDA é uma empresa privada especializada em
projetar e fabricar motores e geradores elétricos, freios eletromagnéticos e
eletrodinamométricos, reguladores de tensão de indução e equipamentos para
instituições de ensino. É também fabricante de réplicas de equipamentos de
produção descontinuada ou importados.
A Equacional Elétrica e Mecânica foi fundada em junho de 1974. A empresa
iniciou suas atividades em São Paulo, Capital. Nessa época fabricava e
comercializava, para fins de ensino técnico, motores, geradores e transformadores
elétricos destinados às escolas técnicas e de engenharia. Todavia, novas
oportunidades e desafios oferecidos pelo mercado levaram a companhia a
ingressar de forma definitiva no setor de bens de capital a partir de 1981.
Passou, então, a projetar e a fabricar as mais variadas máquinas sob encomenda,
sendo a sua gama de produtos formada por motores e geradores, peças e
componentes. Simultaneamente, desenvolveu setores internos destinados ao
reparo de motores e geradores, à fabricação de porta-escovas, comutadores e
outros componentes. Passou ainda a prestar serviços de balanceamento,
assistência técnica, projetos, re-projetos, estamparia, caldeiraria, montagem de
painéis, usinagem e engenharia de campo.
Seu histórico de sucesso comercial inclui, ainda, a produção de mais de 200.000
comunicações a clientes, 24.000 unidades de novos produtos especiais sob
encomenda, 20.000 reparos de alta tecnologia, mais de 1.000 assistências
técnicas e cerca de 32.000 desenhos mecânicos.
Seu desempenho se completa com o desenvolvimento de centenas de motores
para fins específicos de médio porte, além de mais de 5.500 projetos elétricos
totalmente diferenciados, dentre outros dados de destaque.

86
Mudanças tecnológicas e de mercado a partir de 1991 levaram a empresa
repensar seu papel no mercado fazendo pequenas modificações em seu perfil de
atuação sem mudar o seu principal foco de atuação, ou seja, o mercado de
máquinas elétricas especiais.
Sua equipe é formada por 80 funcionários, constantemente treinada com destaque
para o seu corpo de engenheiros altamente especializados no desenvolvimento de
produtos próprios para as indústrias automobilística, siderúrgica e naval, além de
escolas técnicas e de engenharia.
A partir deste momento com a abertura de mercado e mudanças tecnológicas no
conceito das máquinas e equipamentos, a empresa optou por diminuir a
verticalização e focar nas em suas principais vantagens competitivas, passando a
atuar quase que exclusivamente nos segmentos de mercado de Siderurgia, SucroAlcooleira, Tração Elétrica e movimento de cargas em geral. Intensificou suas
atividades principalmente na área de reparos e desenvolvimento.
A empresa participa ativamente na assessoria e desenvolvimento de projetos de
máquinas sob encomenda, quer para máquinas de séries padronizadas, quer para
máquinas especiais e protótipos de pesquisa e desenvolvimento de maior
conteúdo tecnológico e nos reparos que exigem qualificação técnica diferenciada.
Aparecendo em oitavo lugar entre os principais fabricantes e reparadores do setor
de motores e geradores, a empresa mantém contratos de parceria industrial com a
Siemens do Brasil, ratificados na Alemanha, como para a fabricação de motores
de centrífugas de açúcar, motores de guinchos para navios, motores de corrente
contínua, peças e componentes para motores Siemens, e de serviços. Seu
contínuo investimento na qualidade inclui a introdução de um programa de
qualidade total focado em tecnologia e treinamento.

87
Hoje a empresa ocupa instalações industriais alugadas, contando com 4.550 m²
de área construída num terreno de 5.600 m² com conservação de grau mediano
visando não à qualidade percebida e sim a continuidade do processo (foco
serviço).
A empresa esta investindo em novas soluções de produção como a substituição
de prensas por maquinas de corte laser e Fresas CNC para substituição de
plainas e furadeiras radiais, maquinas de risco elevado.
Uma nova planta fabril esta sendo executada em terreno próprio com preceitos de
Segurança contra Incêndio e Segurança do Trabalho de ultima geração.

Figura 43: Maquete da Nova Fabrica da Equacional (prev. 2010)

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

88
Figura 44: Hidrogeradores da PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

Figura 45: Hidrogeradores da PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009

Fotografia gentilmente cedida por Equacional
89
APÊNDICE B – Estampagem de núcleos magnéticos em motores elétricos
Os núcleos magnéticos são constituídos do empilhamento de chapas estampadas
ranhuradas do estator e do rotor. O material utilizado é a chapa tratada para fins
elétricos.

Os materiais a serem utilizados, a forma, dimensões, quantidade e

disposição variam conforme a especificação de motor para motor, ou seja, para
cada tipo de motor elétrico com características diferentes teremos um
estampagem diferente. Para possibilitar este universo de chapas diferentes temos
diversos tipos de ferramentas diferentes, materiais diferentes entre outras
possibilidades.

1.1 Materiais.
Os materiais básicos são:


Aço doce (ferro fundido laminado com teor de carbono SAE-1020)



Aço doce para fins elétricos (ferro fundido laminado a frio com teor de
carbono SAE-1020, com porcentagem mínima de silício que não altera
propriedades de abrasão do aço 1020)



Aço silicioso (ferro fundido laminado a frio com teor de carbono SAE-1020,
com porcentagem controlada de silício conforme especificação de perdas).
Estes materiais podem ser fornecidos em rolos de 1020mm de largura,
chapas de 1000 x 2000mm ou “blank” cortado.

Figura 45 – “Blank”

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

90
A opção do tipo de material ou a forma de recebimento é de acordo com o
maquinário a ser utilizado e projeto da maquina em si. Normalmente o material
recebido em rolo é utilizado em processo de estampagem onde as prensas têm
alimentador automático, porém antes de utilizar o rolo é necessário cortá-lo em
fitas na largura equivalente ao diâmetro externo da chapa do estator. Como
vantagem podemos dizer que nesta forma de recebimento o custo de aquisição é
mais baixo, porém aumenta uma etapa no processo. A chapa de 2000 x1000mm
requer o mesmo processo do rolo, porém sua utilização é indicada para processos
sem alimentação automática e o custo de aquisição é 15% do que o do rolo. Já
adquirir o blank pronto elimina ao corte da chapa e do rolo, além de minimizar as
perdas de material, porém ele é de aquisição mais cara (da ordem de 100% com
relação ao rolo).
2. Maquinário.
Os mais utilizados são:


Prensas excêntricas



Prensas Hidráulicas



Picotadeiras



Guilhotinas



Tesouras rotativas



Alimentadores

Após a implementação do PPRPS, foram eliminados do processo:



Tesoura rotativa: substituída por ferramentas do tipo punção combinadas
com faca de corte para retirada do miolo. Esta ferramenta montada na
prensa picotadeira, permite em uma única operação fazer o diâmetro
externo do estator, ranhuras do estator, diâmetro interno do estator e o
diâmetro externo do rotor. A sobra desta etapa de estamparia já é o disco
(matéria prima) aonde será feita a próxima etapa, ou seja, material acabado
onde estão estampadas as ranhuras do rotor.

91


Prensa Excêntrica dupla de 150 toneladas com “queixo quebrado”: Com a
adoção de ferramentas padronizadas fechadas para furo central e chaveta
em etapa única concentro-se o numero de diâmetros internos para eixos e
os mesmos foram dimensionados para a utilização da prensa simples de
150 toneladas da indústrias mecânicas Jundiaí.



Alimentadores: Devido o espaço físico e o “Lay –out” da empresa e tipo das
prensas, após analise de riscos e custos preliminares, foi concluído que é
inviável para o “status quo” analisado a implementação de alimentares
automáticos que não oferecessem riscos. Foi decidido continuar a
aquisição de matéria prima na forma de blank´s, apesar do custo de
aquisição de matéria prima ser maior.

Tabela 21 – Máquinas e Ferramentas disponíveis

92
3. Estampos.

São inúmeros tipos e a escolha vai de acordo com o projeto do motor e com a
quantidade de chapas a serem estampas. Por exemplo, para fabricar 100 motores
com

pacotes

de

100mm

com

chapa

de

0,5mm,

serão

necessárias

aproximadamente 20.000 chapas, portanto devido ao numero de repetições de
corte estes estampos devem ser dimensionados para não perderem o corte e
produzirem a mínima imperfeição de “amassadura da superfície” ou produção de
“rebarbas”.

Nº de chapas = (nº de máquinas x L pacote magnético x Fp) / espessura da chapa

No caso o Fp considerado foi 1 (um), porém na realidade de devido a rugosidade
da superfície das chapas, recobrimento das mesmas e imperfeições de
estamparia (rebarba), por maior que for a capacidade da prensa hidráulica
utilizada para conformar (apertar) o pacote de Chapas este numero gira por volta
de 89%, ou seja, 0,89 pu. O resultado disto é que a parte magnética fica reduzida
em 11% com relação ao comprimento total.

Voltando ao estampos, eles normalmente são constituídos de base universal,
matriz, encosto, punção, facas de avanço e fechamento. O material utilizado para
fabricação é um bloco de aço ferramenta do tipo “D2” e são ajustadas no formato
final em ferramentarias com matrizes de eletro-erosão ou laser.

Os punções e matrizes normalmente são projetados com sobre metal para permitir
o processo de afiação em retifica de mesa.

As figuras de 46 até 49 exemplificam alguns tipos:

93
Figura 46: Estampo utilizado para cortes de discos, pólos, centro de arrasto.

Fonte: Livro ” ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS” de Aladar Hittig.

94
Figura 47 - Estampo utilizado para abrir ranhuras.

Fonte: Livro ” ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS” de Aladar Hittig.

95
Figura 48 - Estampo de punção, utilizado para ranhuras de rotor, canais de
guia, furos, rasgos de chavetas.

Fonte: Livro ” ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS” de Aladar Hittig.
Figura 49: Estampo progressivo de rotor e estator.

Fotografia gentilmente cedida por Equacional

96
4. Processo de Estampagem de chapas em discos para rotores e estatores
de máquinas rotativas.

4.1. Preparação da Máquina


Limpar ferramentas e apoio da máquina;



Montar o ferramental da máquina;



Ajustar e fixar a ferramenta

4.2. Regulagem da Máquina
Os valores de golpes por minuto que a máquina trabalhará para estampagem
devem ser determinados pela tabela abaixo.
Tabela 22 - Velocidade de estampagem (limites por inércia da chapa).

Fonte: Gentilmente cedido por COSINOX

97
4.3. Estampagem do disco padrão

Fazer estampagem do Disco Padrão conforme especificado. A seqüência das
figuras de 50 até 52 exemplificam o processo:

Figura 50: Blank com furo de centro e pino de arraste.

Fotografia gentilmente cedida por Equacional.

98
Figura 51: Esquema de Seqüência de estamparia

Esquema gentilmente cedido por Cosinox

99
Figura 52: Exemplo de disco cortado.

Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional

100
4.4. Controle dimensional em Produto Acabado.

Executar o Controle Dimensional na primeira chapa estampada e depois num
intervalo de 100 em 100 chapas. O nível máximo de aceitação de rebarba nesta
fase é de 0,050mm. Preencher Protocolo Dimensional conforme figura 53:

Figura 53: Esquema de protocolo dimensional

Esquema gentilmente cedido por Cosinox.

101
4.5. Estampagem da Chapa do Estator

Estampar ranhuras e o diâmetro interno da Chapa do Estator. A seqüência das
figuras de 54 até 55 exemplifica o processo:

Figura 54: Chapa ranhura do estator

Fonte: Fotografia Gentilmente cedida por Equacional

O empilhamento da sobra do seu diâmetro interno (que será utilizado para a
fabricação da Chapa do Rotor) deverá ser intercalado á 90 graus. Empilhar as
sobras internas das Chapas do Estator tomando como referência o rasgo da
chaveta que é deslocado conforme projeto em n graus em relação à chaveta
central.

102
Figura 55: Empilhamento das Sobras do Estator

Fonte: Esquema gentilmente cedido por Cosinox

4.7. Estampagem da Chapa do Rotor

Estampar as chapas do rotor, a partir do disco interno do estator (Ver figuras 56 e
57).

103
Figura 56: Protocolo Dimensional (Instrução de Trabalho)

Fonte: Esquema gentilmente cedido por Cosinox

104
Figura 57: Disco do rotor (sobra do estator, Fig. 55)

Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional

4.8. Estampagem dos Furos de Ventilação:

Executada somente se solicitado pelo projeto.

4.9. Controle Dimensional dos Furos de Ventilação:

Variação máxima de 0,05 mm.Executar o controle dimensional na primeira chapa
estampada e depois num intervalo de 100 em 100 chapas. O nível de aceitação
máxima de rebarba nesta fase é de 0,080 mm.

105
4.10. Estampagem das Ranhuras

Uma vez disponível a matéria prima (disco sobra do estator) as chapas serão
novamente submetidas à operação de estampagem de ranhuras nas prensas
picotadeiras.

O empilhamento da sobra do seu diâmetro interno (será utilizado para a fabricação
de motores menores) deverá ser intercalado á 90 graus. Empilhar as sobras
internas das Chapas do rotor tomando como referência o rasgo da chaveta, porém
desta vez o empilhamento deve ser feito em alinhamento sem deslocamento em
relação ao furo de arraste.

Figura 58: Chapa ranhura do estator

Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional

106
4.11 Controle Dimensional das Ranhuras
Executar o Controle Dimensional na primeira chapa estampada e depois num
intervalo de 100 em 100 chapas.O nível máximo de aceitação de rebarba nesta
fase é de 0,080 mm.
4.12. Estampagem do Diâmetro Interno do Rotor
Tomar um dente (ranhura) como referência e marcar com pincel atômico todo o
pacote empilhado.
4.13 Estampar o diâmetro interno.
O diâmetro interno deve ser estampado com ferramenta de faca de guia junto ao
punção durante posicionando a chapa pelo dente, marcado no pino guia da
ferramenta, ou seja, esta operação se faz simultaneamente a estampagem das
ranhuras.

4.14 Empilhar as chapas do rotor:
O “empilhamento” deve ser feito tomando como referência a marcação do pincel
atômico. Assim como no estator o empilhamento da chapa acabada do rotor será
executada tomando como referência o rasgo da chaveta que é deslocado
conforme projeto em n graus em relação à chaveta central, porém agora em
relação ao eixo no lugar da carcaça.

4.15. Controle Dimensional no Diâmetro Interno do Rotor
Preencher

Protocolo

Dimensional

conforme

figura:

Executar

o

Controle

Dimensional na primeira chapa estampada e depois num intervalo de 100 em 100
chapas. O nível máximo de aceitação para rebarba nesta fase é de 0,080 mm.

107
Figura 59: Protocolo Dimensional

Fonte: Esquema gentilmente cedido por Equacional

108
5. Montagem dos núcleos

A forma de execução mais comum de pacote de rotor é a indicada na figura 60. O
processo consiste empilhar as chapas estampadas do rotor sobre o eixo ou
dispositivo e prensar até atingir o fator de empilhamento e a dimensão correta e
travar por meio de anel elástico, anel roscado, encosto soldado, ou outro meio
mecânico de trava. Uma vez montado o núcleo o barramento pode ser introduzido
por meio de injeção de metal condutor ou barras de metal condutor.

Figura 60: Núcleo de rotor montado sobre o eixo com barramento condutor.

Fonte: In “Máquinas de Corrente Alternada, de Alfonso Martignoni, pág. 180, fig.
147”.

A montagem do estator pode ser feita de varias formas. Assim como o rotor o
processo consiste empilhar as chapas estampadas do estator diretamente dentro
da carcaça ou sobre dispositivo e prensar até atingir o fator de empilhamento e a
dimensão correta, quando o valor for obtido é necessário travar de forma
permanente. A forma mais comum de execução é a prensagem em dispositivo e
solda dos canais externos do estator ou grapas de fixação e 2 discos de

109
compressão (superior e inferior). Também podemos montar com tirantes que
passam por furos estampados na chapa do estator, e parafusam sob pressão os
discos de compressão (ver figura 61) ou finalmente como no exemplo do rotor
montar sobre um encosto inferior na carcaça e soldar o disco de compressão em
um canal feito na carcaça conforme fotografia da figura 62.

Figura 61: Núcleo de estator montado com tirantes.

Fonte: In “Máquinas de Corrente Alternada, de Alfonso Martignoni, pág. 181, fig.
148”.

Figura 62: Chapa ranhura do estator.

Fonte: Fotografia Gentilmente cedida por Equacional

110
ANEXOS

ANEXO A – ORDEM DE SERVIÇO PRENSISTA – EQUACIONAL 2009

I – ATIVIDADE OPERACIONAL:

Cargo: PRENSISTA.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: Executar serviços de prensista
utilizando prensas existentes na Equacional para os serviços de corte de chapas
de metais depois que o modelo esta pronto.

OBS: As atividades não citadas aqui que são combatíveis com a função poderão
ser delegadas pela empresa ao profissional.

II – RISCOS OCUPACIONAIS NAS ATIVIDADES E RESPECTIVAS LESÕES
CORPORAIS.

POSSIVEIS
CORPORAIS:
PAIR
–
Perda
Induzida por ruído

RISCOS OCUPACIONAL-AGENTES
1-FÍSICO
2-ERGONOMICO

3- DE ACIDENTES

Ruído
Postura inadequada
Esforço físico
Projeção de partículas
Batida contra objetos
Máquina sem proteção

111

LESÕES
Auditiva

Lesões ósteo-musculares.
Lesões oculares.
Lesões ósteo-musculares
Lesões
em
membro
superiores.
III

–

EQUIPAMENTOS

DE

PROTEÇÃO

INDIVIDUAL

(EPIs)

DE

USO

OBRIGATÓRIO.
III - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs) DE USO
OBRIGATÓRIO
EQUIPAMENTOS
DE
PROTEÇÃO
ATIVIDADE
INDIVIDUAL
Óculos de segurança Incolor
Durante todo o expediente nas
áreas classificadas.
Protetor Auricular tipo plug ou concha
Calçado de segurança com biqueira
Durante todo o expediente.
metálica.

IV – SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA (SPC) DE USO OBRIGATÓRIO.

1- Sistema de proteção das prensas;
2- Extintor de Incêndio;
3- Aterramento de instalações e redes elétricas e isolamento físico da área em que
irá realizar as operações de manutenção;
4- Sinalização de Segurança.

V – PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS ANTES DE INICIAR A OPERAÇÃO.

1-Observar a área antes de começar a operação;
2-Observar a condição de segurança do local e/ou equipamento antes realizar a
operação;
3-Observar se os EPIs que estão sendo usados são específicos da área, e se
estão em condições de uso;
4-Caso necessário providenciar EPIs específicos;
5-Após a utilização manter o EPI, no armário destinado á sua guarda;
6-Na ocorrência de qualquer CONDIÇÃO ANORMAL (condição não prevista,
impeditiva e/ou abaixo dos padrões mínimos de segurança) durante a execução

112
do trabalho, a operação deverá ser paralisada IMEDIATAMENTE e o fato
comunicado ao superior imediato e ao RH para a avaliação da mesma.

VI – PROIBIÇÕES:

É proibido utilizar Operar Ponte Rolante, sem estar devidamente habilitado e
qualificado (NR – 11).
É proibido realizar a operação na ocorrência de falta de qualquer EPI e/ou OS
acima relacionados; e sem que esteja em perfeitas condições de saúde;
É proibido realizar atividades na ocorrência de condição anormal de trabalho;
É proibido realizar serviços em altura sem estar utilizando o cinto de segurança
e/ou equipamento adequado;
É proibido realizar qualquer operação utilizando anéis, pulseiras ou outros adornos
pessoais;
Manter cabelos curtos, caso contrário conservá-los presos utilizando boné ou
outro dispositivo semelhante;
É proibido utilizar jato de ar comprimido para limpeza pessoal;
É proibido realizar qualquer operação se não houver condições de aplicação das
PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS acima relacionadas;
Durante o expediente e deslocamentos (da casa ao trabalho e vice-versa) evitar
correrias, brincadeiras ou atitudes incompatíveis com o bom relacionamento inter
pessoal.

VII – PROCEDIMENTOS EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO:

Comunicar IMEDIATAMENTE à Supervisão e RH, procurando fornecer TODAS as
informações solicitadas;

113
Prestar primeiros socorros ao acidentado SOMENTE se for apto (treinado e
certificado) para este procedimento;
Somente remover o acidentado com ferimento grave com autorização do
socorrista (pessoa treinada e habilitada para prestar primeiros socorros);
Manter afastadas do local do acidente pessoas estranhas às ações de socorro;
Efetuar o isolamento do local do acidente com orientação do RH e/ou Cipeiro
e/ou Presidente da CIPA.

VIII – PRINCIPAIS CUIDADOS AMBIENTAIS:

Recolher todo lixo gerado na área e levar para os depósitos específicos;
Evitar o derramamento de produtos químicos no solo. Caso isso ocorra,
providenciar contenção, de maneira a evitar atingir área de preservação
permanente, cursos de água, etc., e avisar imediatamente o encarregado;
Proteger a fauna e a flora;
Não matar animais silvestres;
Cumprir rigorosamente as orientações quanto aos cuidados com a preservação
ambiental.

IX – REQUISITOS DA QUALIDADE

Todas as funções têm procedimentos em relação à GARANTIA DA QUALIDADE,
onde os funcionários deverão se conscientizar que o processo de fabricação está
diretamente ligado a QUALIDADE, tomando assim todos os cuidados necessários
para que o processo saía da melhor maneira possível.
Todos os funcionários são co-responsáveis pelo sistema da Qualidade, pela
preservação dos Recursos financeiros, máquinas, equipamentos, ferramentas e
pelo Ambiente de Trabalho (Manter limpo, organizado e arrumado). Deverão fazer

114
o preenchimento dos formulários para que a qualidade possa verificar uma não
conformidade e solicitação de mão de obra, material e manutenção corretiva.
Competências:

Cargo
Prensista

Envolvimento (conscientização)
Competências
Assegurar conformidade do produto, - Preferência 2º grau
prazos e matéria prima.
Completo
- Noções de Metrologia.
Treinamento
específico “On the Job”

X – DECLARAÇÃO DO TRABALHADOR EXECUTANTE DA OPERAÇÃO:

DECLARO ter recebido informações, orientações, treinamento e uma cópia
desta OSSMT e respectivo PST, para permitir a execução de trabalho seguro na
atividade de PRENSISTA.

DECLARO também estar ciente de que a não obediência das normas
estabelecidas

neste

DOCUMENTO,

poderá

sujeitar-me

disciplinares definidas nos dispositivos legais aplicáveis.

Nome:
Data:

Cargo: PRENSISTA.
Assinatura:

115

às

penalidades
ANEXO B – LAUDO TÉCNICO DE RUÍDO – EQUACIONAL 2009

Av. Paulista, 2.073 – Horsa I – conj. 1.820
Cerqueira César - São Paulo – SP
Fone 011. 3283.3626 – 3262.2128

IBEA
Instituto Brasileiro de Engenharia,
Arquitetura e Proteção Ambiental

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – NR-9

LAUDOS TÉCNICOS DOS RISCOS
Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1.977, Normas Regulamentadoras (NR),
aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 8.06.1.978
NR-9 e NR-7 Portaria nº 24, de 29 de dezembro de 1.994

RUÍDO

1. INTRODUÇÃO

No mês de agosto/2008 foi procedida uma inspeção na Área Industrial da
EQUACIONAL, para fazer o levantamento quantitativo do Nível de Ruído.
Cumpre esclarecer que os resultados do levantamento implicam em parecer
essencialmente técnico e científico das condições de exposição existente nas
atividades analisadas, não objetivando necessariamente, a interpretação de
questões trabalhistas.

116
2. INVESTIGAÇÃO

Foi feito um estudo das várias seções de trabalho com base na legislação em
vigor (Lei nº 6.514- NR-15 - anexo nº 1), e que obedeceram as

seguintes

avaliações:


Localização, identificação e caracterização dos principais pontos de
permanência dos funcionários.



Avaliação quantitativa da exposição do Nível de Ruído.



Enquadramento da legislação.

2.1. Síntese da Investigação
Tem como objetivo geral, a determinação dos locais, quanto à exposição ao Ruído
e sua adequada caracterização obtido através dos níveis de pressão sonora.

Objetivam, finalmente, gerar recomendações finais de medidas de controle com
abordagem de atuação nas fontes, trajetórias e/ou indivíduos.

3. LEGISLAÇÃO / NORMALIZAÇÃO

Estas investigações e conclusões foram feitas de maneira mais rigorosa possível,
estudando as situações, não somente à luz da Portaria 3214 - NR-15 e Anexo 1,
mas também com base nas vastas normas técnicas existentes.

4. INSTRUMENTAÇÃO E METODOLOGIA

As medições de Níveis de Ruído foram baseadas na NR-15, Anexo 1, da Portaria
3214, utilizando-se aparelho decibelímetro da Marca Simpson mod. 886-Tipo 2,
117
para detecção dos níveis contínuos e intermitentes, operando no circuito de
compensação A circuito da resposta lenta (slow).

As leituras foram realizadas em vários pontos do ambiente num plano horizontal
de 1,70 m. e próximo aos ouvidos do operador/funcionário (local de trabalho).

Procedimentos adotados durante as medições:


Antes do início das medições o equipamento foi calibrado com Calibrador
Simpson mod. 890 - USA;



O medidor ficará afastado das superfícies refletivas;



Os níveis foram medidos com as máquinas em funcionamento;



As medidas foram feitas no local de trabalho dos funcionários.

5. EPI / TERMO DE RESPONSABILIDADE

5.1. Considerações Gerais sobre o Uso de Equipamento de Proteção Individual
Os equipamentos de Proteção Individual, usualmente identificado pela sigla “EPI”,
formam, em conjunto, um recurso amplamente empregado para a segurança do
trabalhador no exercício de suas funções. Assumem, por essa razão, papel de
grande responsabilidade, para preservação da incolumidade do trabalhador contra
os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho.

Os “EPI’s” são empregados, rotineiramente ou excepcionalmente, em quatro
principais circunstâncias, a saber:

1º - Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos não controláveis por
outros meios técnicos de segurança.

2º - Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por
outros recursos técnicos.

118
3º - Em casos de emergências ou seja, quando a rotina do trabalho é quebrada
por qualquer anormalidade, exigindo o uso de proteção complementar e
temporária pelos trabalhadores envolvidos.

4º - A título precário, em período de instalação, reparos ou substituição dos meios
que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco.

Em suma, os “EPI”são empregados, na maioria dos casos, quando recursos de
ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a
eliminação de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador.

6. MEDIÇÃO DE RUÍDO CONTÍNUO E INTERMITENTE

Os resultados da quantificação do nível de ruído estão apresentados em planilhas,
ou seja, TABELA I

7. ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS
Após os resultados obtidos segue abaixo uma tabela de Interpretação dos
resultados.
Valor em dB(A)
Encontrado

Situação da
Exposição

Inferior a 85
86 a 90

Aceitável
Temporariament
e aceitável

91 a 95

Inaceitável

96 a 100

Inaceitável

101 a 105

106 a 115

Inaceitável

Inaceitável

Condição Técnica da
Situação

De atenção; uso de protetor
auricular
Séria; uso de protetor auricular; controle
semestral de audiometria
Crítica; uso de protetor auricular; controle
semestral de audiometria e encaminhamento
ao otorrino.
De emergência; uso de protetor auricular,
com certas restrições; controle semestral de
audiometria e encaminhamento ao otorrino; e
controle de exposição.
De emergência; uso de protetor auricular,
com certas restrições; controle semestral de
audiometria e encaminhamento ao otorrino; e
obrigatoriedade de controle da exposição.

119

Nível de atuação
Recomendação para as
Ações de Controle

De rotina
Preferencial

Urgente

Imediata

Interrompa
a exposição
prolongada
VALORES MEDIDOS EM AVALIAÇÃO QUANTITATIVA

PONTO
Nº
1

LOCAL
COMPRESSOR

NÍVEL MEDIDO
LT=85 Db(A)
86

O COMPRESSOR ESTÁ ISOLADO DA
FÁBRICA NÃO CAUSANDO RISCO AOS
FUNCIONÁRIOS

2
3
4
4B
5

CARPINTARIA
SERRA, DOBRA
FERRARI P/ CORTE
LIXADEIRA
SOLDA

6
6A
6B
6C

USINAGEM
FREZA 1
FREZA 2
FURADEIRA

84
82
80

obrigatório o uso de protetor
Protetor auricular opcional
obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor
obrig. uso de protetor/controle médico/
medidas coletivas
obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor

6D
6E
6F
7
8
8A
8B

FREZA DE 3 A 8
FREZA DE 9 A 13
TORNO HORIZONTAL
SALA DE PROVAS
ESTAMPARIA
PRENSA
PICOTADEIRA
PNEUMÁTICA
PICOTADEIRA
AS DUAS PICOTADEIRAS
FUNCIONANDO
MONTAGEM
CONSERTO
Bancada 1
Bancada 2
Bancada 3
ENROLAMENTO
LIMPEZA DE MOTOR
LAVAGEM DE MOTOR
MANUT. E CONSERTO DE
MOTOR
RECPÇÃO
ADMINISTRAÇÃO,
ESCRITÓRIOS

82
82
83
89
93
95

obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor

94
98
81
79
79
78
78
77
79/86
84
80

obrigatório o uso de protetor
obrigatório o uso de protetor, aplicar
medidas coletivas, controle médico
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional
Protetor auricular opcional

65
63

-

8C
8D
9
11
11A
11B
11C
12
13
14
15
16
17

89
76
94
99/101
92/96

RECOMENDAÇÕES

OBSERVAÇÕES

Ruído acima dos limites estabelecidos pode causar os seguintes danos aos
Trabalhadores:


Cansaço



Irritação



Dores de Cabeça



Diminuição da Audição

120


Aumento da Pressão Arterial



Problemas do Aparelho Digestivo



Taquicardia



Perigo de Infarto

TODOS OS FUNCIONÁRIOS EXPOSTOS À NÍVEIS ACIMA DE 85 dB’s
DEVERÃO SER SUBMETIDOS A AUDIOMETRIAS TONAIS PERIÓDICAMENTE.
LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO
CONTÍNUO OU INTERMITENTES
Níveis de Ruído
dB(A)
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
98
100
102
104
105
106
108
110
112
114

Máxima Exposição diária
permissível
8 horas
7 horas
6 horas
5 horas
4 horas e 30 min.
4 horas
3 horas e 30 min.
3 horas
2 horas e 40 min.
2 horas e 15 min.
2 horas
1 hora e 45 min.
1 hora e 15 min.
1 hora
45 min.
35 min.
30 min.
25 min.
20 min.
15 min.
10 min.
8 min.

Este laudo técnico de avaliação ocupacional tem validade de 1 (hum) ano, a partir
da data da emissão deste documento, desde que não haja alteração substancial
do processo, do arranjo físico e das instalações.

________________________________
Engª SILVANIA BUDOYA BUJAN LAMAS
CREA Nº 0601784928

São Paulo, 10 de agosto de 2009.

121

Monografia marcelo eng seg

  • 1.
    UNIVERSIDADE NOVE DEJULHO – UNINOVE Centro de Pós-Graduação PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu Curso de ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO - TURMA EST 10 Diminuição dos riscos em prensas antigas e obsoletas Marcelo Gandra Falcone Orientador: Nilton Francisco Rejowski São Paulo 2009 i
  • 2.
    UNIVERSIDADE NOVE DEJULHO – UNINOVE Centro de Pós-Graduação PÓS-GRADUAÇÃO Lato Sensu Curso de ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO - TURMA EST 10 Diminuição dos riscos em prensas antigas e obsoletas Marcelo Gandra Falcone Orientador: Nilton Francisco Rejowski Monografia apresentada ao Centro de Pós Graduação da Universidade Nove de Julho Uninove, como requisito final à obtenção do grau de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho. São Paulo 2009 ii
  • 3.
    Falcone, Marcelo Gandra Diminuiçãodos riscos em prensas antigas e obsoletas./ Marcelo Gandra Falcone – São Paulo, SP: Uninove / Universidade Nove de Julho, Departamento de Pós Graduação, 2009. i-xx, 1-121 - f.:141: il.; 31 cm. Orientador: Nilton Francisco Rejowski Monografia (pós graduação “Latu Sensu”) –: Uninove / Universidade Nove de Julho, Pós Graduação de Engenharia em Segurança do Trabalho, dezembro de 2009. Referências bibliográficas: f. 74-76 1. Prensas. 2. Engenharia de Segurança do Trabalho. 3. Dispositivos em prensas. 4. Acidentes do trabalho. 5. NR12. 6. Braço mecânico. 7. Duplo comando. 8. Ferramenta fechada. 9.Proteção e enclausuramento - Monografia. I. Rejowsk, Nilton Francisco i. II. Uninove / Universidade Nove de Julho. III Diminuição dos riscos em prensas antigas e obsoletas. iii
  • 4.
    Diminuição dos Riscosem Prensas Antigas e Obsoletas Por Marcelo Gandra Falcone Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia De Segurança Do Trabalho, para obtenção do grau de Especialista em Engenharia De Segurança Do Trabalho, pela Banca Examinadora, formada por: ________________________________________________________ Presidente: Prof. Nilton Francisco Rejowski – orientador, Uninove Membro: Prof. Marcelo Eloy Fernandes, Uninove ________________________________________________________ Membro: Profa. Eliacy Cavalcanti Lelis, Uninove São Paulo, de de 2009. iv
  • 5.
    Dedico esta obraas mulheres de minha vida, mulheres estas, que de forma desprendida e comprometida, tanto procuram dar apoio, proteção e estimulo criando motivação, sentimentos mais nobres e um colorido especial, em meu dia a dia, permitindo que pudesse me embrenhar em novos desafios, investindo em sabedoria e conhecimento, criando uma pequena ferramenta que pudesse entusiasmar as pessoas pensarem em modernizar equipamentos em prol da segurança e respeito à integridade física de nossos companheiros de trabalho, algo difícil dentro desta turbulenta e apressada rotina do trabalho que vivemos intensamente durante nossa breve existência. À minha adorada esposa Alessandra, Rosa, minha mãe querida Minhas filhas de coração Zig, Ziginha e Mayara, Dedico também ao meu pai Prof. Dr. Áureo Gilberto Falcone, meu mentor, orientador e sublime exemplo e a nossa filha Gabriela que nos deixou no momento de nascer para virar estrela e brilhar em nossas vidas como uma lembrança feliz cheia de esplendor e luz. (em memória). v
  • 6.
    Agradecimentos Aos colegas daEquacional Elétrica e Mecânica Ltda., pois todas as soluções encontradas foram feitas com apoio integral dos senhores Marcos Gandra Falcone, Rosa Cheganças Gandra Falcone, Carlos Laffitte Junior, Ivan Eduardo Chabu e José Américo Milanese. Estas soluções em sua maioria foram idealizadas pelo Sr José Américo e projetadas e executadas pelos funcionários da Equacional, até mesmo em finais de semana. Foi o apoio da Alta direção da empresa e dos funcionários que viabilizou este trabalho. Agradeço ao Eduardo “Marcelinho”, que fez os desenhos técnicos contidos neste trabalho. Agradeço ao Daniel pelas fotografias cedidas. Agradeço aos Colegas de Contru da PMSP, Karina, Raul, Roberto, Francisco Miguel, Joel, Aguinaldo, Renato e Kuniaki, pelo incentivo e organização que proporcionaram meu ingresso no curso e posteriormente persistindo e fazendo que esta corrente me levasse a ter coragem e suportar um curso de 680 horas. Agradeço a meu Professor orientador: Nilton Francisco Rejowski pelas palavras e atos de encorajamento e que apesar da sobrecarga de trabalho destinou o tempo necessário para a concretização deste trabalho. Agradeço aquele que disse enquanto eu estava fazendo a nova avaliação de riscos após as modificações e não quis seu nome revelado para evitar confronto com as chefias: “Hoje, o funcionário policia os colegas, procurando evitar acidentes e a CIPA deixou de ser uma reunião para aqueles que querem estabilidade de emprego e tomar cafezinho, para tornar-se mais atuante nas ações corretivas e preventivas”. Agradeço a São João Bosco pela obra de São Francisco de Sales e exemplos de persistência e coragem. vi
  • 7.
    Amigo é aqueleque sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você. Kim Hubbad – In "O melhor do mau humor", coletadas por Ruy Castro, Companhia das Letras - São Paulo, 1990. vii
  • 8.
    RESUMO Estudo de casosobre a instalação de dispositivos de proteção coletivas em prensas mecânicas e similares antigas e obsoletas, utilizadas na estamparia de peças metálicas, visando à diminuição dos riscos e adequação as normas de segurança vigentes brasileiras e internacionais. Palavras-chave: Segurança 1, Proteção 2, Prensa 3. viii
  • 9.
    ABSTRACT Case study onthe installation of collective protection at power presses and similar old and obsolete, used in metals stamping parts, in order to decrease the risks and the adequacy of existing security standards here and abroad. Keywords: security 1, protection 2, presses 3. ix
  • 10.
    LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura1: Quantidade de acidentes do Trabalho ..................................................... 6 Figura 2: Acidente do Trabalho ............................................................................... 8 Figura 3: Porcentual de acidentes graves por função do Trabalhador .................... 9 Figura 4: Fatores ocasionadores de Acidentes ..................................................... 10 Figura 5: Custos do Acidente de Trabalho ............................................................ 13 Figura 6: Hierarquia das leis................................................................................. 14 Figura 7: Normas Regulamentadoras do MTE ...................................................... 15 Figura 8: Normas Técnicas ................................................................................... 17 Figura 9: Hierarquia das Normas .......................................................................... 18 Figura 10: Prensa excêntrica de 300 toneladas .................................................... 20 Figura 11: Vista Interna do Galpão Estamparia e Usinagem da Equacional ......... 26 Figura 12 : Estampo enclausurado........................................................................ 34 Figura 13 : Estampo fehado para disco padrão..................................................... 35 Figura 14: Chapa estampada de rotor (consultar apendice B) .............................. 35 Figura 15: Prensa excêntrica de 200 toneladas acionada por pedal..................... 36 Figura 16: Prensa excêntrica numero 31............................................................... 39 Figura 17: Prensa excêntrica numero 38............................................................... 39 Figura 18: Prensa excêntrica numero 38............................................................... 40 Figura 19: Prensa excêntrica numero 37............................................................... 40 Figura 20: Prensa excêntrica numero 35............................................................... 41 Figura 21: Pinças. ................................................................................................. 41 Figura 22: Pinça magnética................................................................................... 42 Figura 23: Pinça magnética em uso ...................................................................... 43 Figura 24: Cadeira ergonomicamente adaptada ................................................... 43 Figura 25: Cadeira ergonomicamente adaptada ................................................... 45 Figura 26: Cadeira ergonomicamente adaptada ................................................... 45 Figura 27: Cadeado com sinalização .................................................................... 46 Figura 28: Sinalização chave de bloqueio para manutenção ................................ 47 Figura 29: Sinalização chave de bloqueio para manutenção ................................ 48 Figura 30: Prensa 42 Adaptada Pelo Projeto. ....................................................... 49 x
  • 11.
    Figura 31: Prensa43 - Adaptada Pelo Projeto. ..................................................... 50 Figura 32: Prensa 44 - Adaptada Pelo Projeto. ..................................................... 51 Figura 33: Pedal de acionamento.......................................................................... 52 Figura 34: Exemplo de comando bimanual. .......................................................... 53 Figura 35: Pedestal para Comando Bi-Manual ajustável....................................... 54 Figura 36: Kit de acionamento Bimanual:.............................................................. 55 Figura 36: Grau de Severidade ............................................................................. 61 Figura 37: Grau de Permanência na área de Risco .............................................. 62 Figura 38: Grau de Possibilidade de Evitar o Risco .............................................. 62 Figura 39: Critérios de Avaliação do Risco............................................................ 63 Figura 40: Avaliação do Risco............................................................................... 63 Figura 42: Operador com EPI utilizando uma máquina “retrofitada” ..................... 65 Figura 43: Maquete da Nova Fabrica da Equacional (prev. 2010) ........................ 88 Figura 44: Hidrogeradores da PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009 ......... 89 Figura 45: Hidrogeradores da PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009 ......... 89 Figura 51: Esquema de Seqüência de estamparia................................................ 99 Figura 52: Exemplo de disco cortado. ................................................................. 100 Figura 53: Esquema de protocolo dimensional ................................................... 101 Figura 54: Chapa ranhura do estator .................................................................. 102 Figura 55: Empilhamento das Sobras do Estator ................................................ 103 Figura 56: Protocolo Dimensional (Instrução de Trabalho) ................................. 104 Figura 57: Disco do rotor (sobra do estator, Fig. 55)........................................... 105 Figura 58: Chapa ranhura do estator .................................................................. 106 Figura 59: Protocolo Dimensional ....................................................................... 108 Figura 60: Núcleo de rotor montado sobre o eixo com barramento condutor...... 109 Figura 61: Núcleo de estator montado com tirantes............................................ 110 Figura 62: Chapa ranhura do estator. ................................................................. 110 xi
  • 12.
    LISTA DE TABELAS Tabela1 – Cronograma......................................................................................... 28 Tabela 2 – Modelo de identificação da Empresa................................................... 29 Tabela 3 – Modelo de identificação das Prensas e Equipamentos similares ........ 31 Tabela 4 – Modelo de Cronograma de “Retrofiting” .............................................. 32 Tabela 5 – Modelo de ficha de procedimento........................................................ 33 Tabela 6 – Modelo de Controle de Treinamento 1 ................................................ 33 Tabela 7 - Tabela 1 – Anexo A da norma NBR 13760 .......................................... 37 Tabela 8 - Tabela 4 da norma NBR NM ISO 13853 .............................................. 38 Tabela 9 – Tabela de Controle de Treinamento 2 (Ver Tabela 6, pág. 34) ........... 60 Tabela 10 – Tabela de Critérios de Severidade para definição do Risco.............. 61 Tabela 11 – Tabela de Critérios de permanência para definição dos Riscos........ 61 Tabela 12 – Tabela de Critérios de Possibilidade de Evitar o Risco ..................... 62 Tabela 13 – Riscos Ocupacionais. ........................................................................ 64 Tabela 14 – Equipamentos de Proteção Individual (Epi´s). Uso Obrigatório......... 64 Tabela 15 – Equipamentos de Uso Obrigatório em Atividades Específicas. ......... 65 Tabela 16 – Sistemas De Proteção Coletiva (EPC´s) De Uso Obrigatório............ 65 Tabela 17 - Gradação das Multas (em UFIR)........................................................ 71 Tabela 18 - Classificação das Infrações................................................................ 72 Tabela 19 – Multa referente a reincidência ........................................................... 72 Tabela 20 – Valores das Multas em Reais ............................................................ 73 Tabela 21 – Máquinas e Ferramentas disponíveis................................................ 92 Tabela 22 - Velocidade de estampagem (limites por inércia da chapa). ............... 97 LISTA DE DESENHOS Desenho 1 – Croquis da Equacional ..................................................................... 30 Desenho 2 – Projeto da mão mecânica da prensa 42........................................... 49 Desenho 3 – Projeto da mão mecânica da prensa 43........................................... 50 Desenho 4 – Projeto da mão mecânica da prensa 44........................................... 51 xii
  • 13.
    LISTA DE ABREVIATURASE SIGLAS AAF - Análise de Árvore de Falhas ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ABPA- Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes ACGIH - American Conference of Governametal Industrial Higienists AI - Agente de Inspeção ANSI - American National Standards Institute ANVS - Associação Nacional de Vigilância Sanitária APR - Análise Preliminar de Riscos ARE - Análise de Risco Específico ART - Anotação de Responsabilidade Técnica ASME - American Society of Mechanical Engineers ASO - Atestado de Saúde Ocupacional AT - Acidente de Trabalho AVCB - Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros BDI - Benefícios e Despesas Indiretas C - Código do EPI. Por exemplo: C = 118.211-0/I=3 CA - Certificado de Aprovação CAT - Comunicado de Acidente de Trabalho CCT - Convenção Coletiva do Trabalho CEI - Cadastro Específico do INSS CEN – Comitê Europeu de Normalização CGC - Cadastro Geral de Pessoa Física CID - Código Identificador de Doença; Classificação Internacional de Doenças CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT - Consolidação das Leis do Trabalho CNAE - Código Nacional de Atividades Econômicas CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia CTPS - Carteira de Trabalho Previdência Social xiii
  • 14.
    dB - Decibel DIN- Deutsche Industrien Normen, Deutsches Institut für Normung DNSST - Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalho DORT - Distúrbio(S) Osteomuscular(Es) Relacionado(S) ao Trabalho DRT - Delegacia Regional do Trabalho DRTE - Delegacia Regional do Trabalho e Emprego DSST - Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho EN. - Norma Européia EPC - Equipamento de Proteção Coletiva EPI - Equipamento de Proteção Individual EST - Engenheiro de Segurança do Trabalho; Engenharia de Segurança do Trabalho FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FISP - Folha de Informação Sobre o Produto FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Seg. e Med. do Trabalho GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. GHE - Grupo Homogêneo de Exposição GHR - Grupo Homogêneo de Risco GLP - Gás Liquefeito de Petróleo GNV - Gás Natural Veicular GR - Grau De Risco HSTA - Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente I - Grau de Infração. Por exemplo: C = 118.211-0/I=3 IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBUTG - Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo IN - Instrução Normativa. Sucede-se ao IN um número. Por exemplo IN-84 INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social xiv
  • 15.
    ISO - InternationalOrganization for Standardization LEM - Laudo de exame médico Leq - Level equivalent LEO - Limite de Exposição Ocupacional LER - Lesão por Esforço Repetitivo LER/DORT - Lesão por Esforço Repetitivo / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho LP - Líquido penetrante LT - limite de tolerância LTCA - Laudo Técnico de Condições Ambientais LTCAT - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho. MBA - Master of Business Administration MRA - Mapa de Risco Ambiental MTb - Ministério do Trabalho MTE - Ministério do Trabalho e Emprego NBR - Norma brasileira Neq - Nível Equivalente, o mesmo que Leq NE - Nível de Exposição NEN - Nível de Exposição Normalizado NFPA - National Fire Protection Association NHO - Norma de Higiene Ocupacional NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health NIT - Número de Identificação do Trabalhador NOB - Norma Operacional Básica NR - Norma Regulamentadora NRR - Nível de Redução de Ruído NRR-SF - Noise Reduction Rating - Subject Fit NT - Notas Técnicas do MTE. Procedimentos de fiscalização das DRTs OCRA - Occupational Repetitive Assessement OHSAS - Ocupational Health Safety Assessment Series OIT - Organização Internacional do Trabalho (em Inglês, ILO) xv
  • 16.
    OMS - OrganizaçãoMundial da Saúde ONG - Organização Não-Governamental OS - Ordem de Serviço OSHA - Occupational Safety and Health Administration PAE - Plano de Ação Emergencial PAIR - Perda Auditiva Induzida por Ruído PAIRO - Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador PCA - Programa de Conservação Auditiva PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Construção Civil PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PDCA - Plan, Do, Check, Act PH - Profissional Habilitado pH - Potencial Hidrogenio-iônico PMOC - Plano de Manutenção, Operação e Controle PPD - Pessoa Portadora de Deficiência PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário PPR - Programa de Proteção Respiratória PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRPS - Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares. PPS - Procedimento Padrão de Segurança PRAT - Pedido de Reconsideração de Acidente de Trabalho PRODAT - Programa Nacional de Melhoria de Informações Estatísticas Sobre Doenças e Acidentes do Trabalho PSS - Programa de Saúde e Segurança PSSTR - Programa Saúde e Segurança do Trabalhador Rural PT - Permissão de Trabalho RG - Registro Geral (Cédula Identidade) RNC - Relatório de Não-Conformidade RT - Responsável Técnico xvi
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    SAT - Segurode Acidente de Trabalho SEESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho SENAI - Serviço Nacional de Aprendizado Industrial SESI - Serviço Social da Indústria SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho SESST - Serviço Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador Portuário SEST - Serviço Especializado em Segurança do Trabalho SGSST - Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho SICAF - Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores SIPAT- Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho S (5S) - Seiri, Seiton, Seison, Seiketsu e Shitsuke SSST - Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho SST - Saúde e Segurança do Trabalho SUS - Sistema Único de Saúde TDS - Treinamento de Segurança TE - Temperatura Efetiva TEC - Temperatura Efetiva Corrigida TIG - Tungsten Inert Gas - tipo de solda TRT - Tribunal Regional do Trabalho TST - Técnico de Segurança do Trabalho TST - Tribunal Superior do Trabalho UFIR - Unidade Fiscal de Referência xvii
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    SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 1 2 OBJETIVO....................................................................................................... 5 3 JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 6 4 REVISÃO BIBLIOGRAFICA:.......................................................................... 14 4.1 Segurança de Máquinas: Leis e Normas ................................................ 14 4.1.1 Hierarquia das Leis.............................................................................. 14 4.2 Leis ......................................................................................................... 15 4.3 Portarias.................................................................................................. 15 4.4 NR e NT da ABNT................................................................................... 16 4.5 Convenções Coletivas: ........................................................................... 18 4.6 Definição de Prensas e Dispositivos de Proteção................................... 19 4.6.1 Dispositivos de proteção na zona de prensagem ou de trabalho: ....... 20 4.6.2 Proteção da zona de prensagem ou de trabalho................................. 21 4.6.3 Válvulas de segurança ........................................................................ 22 4.6.4 Dispositivos de parada de emergência................................................ 23 4.6.5 Monitoramento do curso do martelo .................................................... 24 4.6.6 Comandos elétricos de segurança ...................................................... 24 4.6.7 Pedais de acionamento ....................................................................... 24 4.6.8 Proteção das transmissões de força ................................................... 25 4.6.9 Aterramento elétrico ............................................................................ 25 4.6.10 Ferramentas..................................................................................... 25 4.6.11 Sistemas de retenção mecânica ...................................................... 25 4.6.12 Equipamentos similares específicos ................................................ 26 xviii
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    5 METODOLOGIA............................................................................................. 27 5.1 6 cronograma .............................................................................................28 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA .......................................................... 29 6.1 Implantação do PPRPS .......................................................................... 29 6.1.1 Formação de uma equipe gestora:...................................................... 29 6.1.2 Formulação do PPRPS: ...................................................................... 29 6.2 PROCEDIMENTOS PARA ELIMINAÇÂO DE RISCOS .......................... 34 6.2.1 Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas ..................... 34 6.2.2 Utilizar proteções móveis ou dispositivos de proteção . ...................... 36 6.2.3 Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas)......................... 41 6.2.4 Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente ............................... 43 6.2.5 Fornecer Sistema de Bloqueio ............................................................ 46 6.2.6 Mão Mecânica para segurar o disco.................................................... 48 6.2.7 Modificação do sistema de pedais (hoje mecanicos) .......................... 52 6.2.8 Comando Bimanual ............................................................................. 53 6.2.9 Soluções não adotadas ....................................................................... 56 6.2.10 6.2.11 Nova Avaliação de Riscos Após Adaptações e Resultados............. 60 6.2.12 7 Fornecer informação, instrução, treinamento e supervisão ............. 58 Ordem de Serviço para Prensista .................................................... 64 CONCLUSÕES .............................................................................................. 66 7.1 CUSTO DE IMPLANTAÇÃO DO PROJETO.......................................... 66 7.1.1 Custo de treinamento: ......................................................................... 66 7.1.2 Custo das modificações físicas: .......................................................... 67 7.1.3 Custo total do projeto: ......................................................................... 68 7.2 CUSTO DE UM ACIDENTE COM AFASTAMENTO POR 30 DIAS........ 68 7.3 CUSTO DE MULTAS REFERENTES AO NÃO CUMPRIMENTO DAS NORMAS ........................................................................................................... 70 xix
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    7.4 COMPARAÇÃO DOS CUSTOS..............................................................73 7.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................... 74 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ...................................................................... 76 GLOSSÁRIO ......................................................................................................... 79 APÊNDICES.......................................................................................................... 85 APÊNDICE A – Equacional Elétrica e Mecânica Ltda, empresa que cedeu espaço para a pesquisa..................................................................................... 85 APÊNDICE B – Estampagem de núcleos magnéticos em motores elétricos .... 90 ANEXOS ............................................................................................................. 111 ANEXO A – ORDEM DE SERVIÇO PRENSISTA – EQUACIONAL 2009 ....... 111 ANEXO B – LAUDO TÉCNICO DE RUÍDO – EQUACIONAL 2009................. 116 xx
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    1 INTRODUÇÃO O Programa dePrevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares (PPRPS) é um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança que devem ser implantadas em prensas e equipamentos similares. O PPRPS deve ser aplicado nos estabelecimentos que possuem prensas e/ou equipamentos similares, objetivando que nenhum trabalhador deve executar as suas atividades expondo-se às zonas de risco desprotegidas. Devido à alta incidência de acidentes de trabalho registrados no Brasil que atingem membros superiores dos trabalhadores e considerando que prensas e equipamentos similares são responsáveis por mais da metade dos acidentes de trabalho com mutilação analisados pela Inspeção de Segurança e Saúde no Trabalho, alguns Sindicatos de Trabalhadores conseguiram inserir nas Convenções Coletivas o Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares (PPRPS) com o objetivo de garantir a proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos nas diversas formas e etapas do uso das prensas e equipamentos similares. O Ministério do Trabalho vem desenvolvendo Notas Técnicas, pois pretende integrar o PPRS as Normas Regulamentadoras como uma nova NR ou como um anexo a NR12 – Maquinas e Equipamentos e com isto transformar o PPRPS em obrigatoriedade extensível a todos trabalhadores expostos a este risco. Esta padronização permite homogeneizar os procedimentos da fiscalização do Trabalho e julgamento em ações Trabalhistas. Cabe lembrar que a Constituição Federal assegura a adoção de medidas de proteção contra os riscos inerentes ao trabalho (art. 7o, inciso XXII), o respeito à dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho (art. 1o, incisos III e IV), observada a função social da propriedade (art. 170, inciso VI) e o artigo 184 da CLT onde determina que todas as máquinas e equipamentos devem ser dotadas dos dispositivos necessários para a prevenção de acidentes de trabalho. 1
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    Dos trabalhos desenvolvidospelo Ministério do Trabalho e Emprego podemos citar a Nota Técnica NT016 que é à base da maioria dos PPRPS existentes nas indústrias. Acordos Coletivos entre Sindicatos de Trabalhadores e Sindicatos Patronais. No estado de São Paulo existe a Convenção Coletiva de melhoria das condições de trabalho em prensas e equipamentos similares, injetoras de plástico e tratamento galvânico de superfícies das Indústrias Metalúrgicas que é praticamente cópia literal da NT do MTE. A Nota Técnica NT016 originou-se da reunião do Grupo Técnico sobre Prensas e Equipamentos Similares do Ministério do Trabalho e Emprego, realizada no dia 17 de março de 2005, com objetivo de revisar a Nota Técnica NT / DSST / n.º 37, de 16 de dezembro de 2004, na aplicação das normas sempre focado na segurança e princípios de boa prática para a proteção de prensas e equipamentos similares com base nas Normas a saber:  NBRNM 213/1 e 2 - Segurança de máquinas Conceitos fundamentais, princípios gerais de projeto;  NBR 14009 - Segurança de máquinas - Princípios para apreciação de risco;  NBR 14153 - Segurança de máquinas - Partes de sistemas de comando relacionadas à segurança - Princípios gerais para projeto;  NBRNM-ISO 13852 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores;  NBRNM-ISO 13853 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros inferiores;  NBRNM-ISO 13854 - Segurança de máquinas - Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano;  NBR 13970 - Segurança de máquinas - Temperaturas para superfícies acessíveis - Dados ergonômicos;  NBR 13759 - Segurança de máquinas - Equipamentos de parada de emergência - Aspectos funcionais - Princípios para projeto;  NBRNM 272 - Segurança de máquinas - Proteções - Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções fixas e móveis; 2
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     NBRNM 273 -Segurança de máquinas - Dispositivos de intertravamento associados a proteções - Princípios para projeto e seleção;  NBR 14152 - Segurança de máquinas - Dispositivos de comando bi manuais - Aspectos funcionais e princípios para projeto;  NBR 14154 - Segurança de máquinas - Prevenção de partida inesperada, NBR 13930 - Prensas mecânicas - Requisitos de segurança;  IEC EN 61496, partes 1 e 2 - Safety of Machinery - Electro-sensitive Protective, Equipment;  EN 692 – Mechanical Presses- Safety;  EN 999 - Safety of Machinery – The Positioning of Protective Equipment in Respect of Approach Speeds of Parts of the Human Body;  Artigos 184 a 186 da CLT;  Normas Regulamentadora NR-12 – Maquinas e Equipamentos. Devido às experiências bem sucedidas dos sindicatos de trabalhadores, empregadores e poder público no sentido de regulamentar as condições de trabalho com prensas e equipamentos similares, podemos afirmar que hoje a indústria dispõe de tecnologia suficiente para a proteção de prensas e similares, de forma a evitar acidentes, além do fato da Convenção n.o 119 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada pelo Brasil e com vigência nacional desde 16 de abril de 1993, proíbe a venda, locação, cessão a qualquer título, exposição e utilização de máquinas e equipamentos novos ou usados sem dispositivos de proteção adequados. Porém no parque industrial brasileiro ainda ocorre à utilização de equipamentos obsoletos e que oferecem riscos de acidentes. São considerados dispositivos de proteção aos riscos existentes na zona de prensagem ou de trabalho:  Enclausuramento da zona de prensagem, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNMISO 13852 e 13854. Pode ser constituído de proteções fixas ou móveis dotados de intertravamento por meio de chaves de segurança, 3
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    garantindo a pronta paralisação da máquina sempre que forem movimentadas, removidas ouabertas, conforme a NBRNM 272;  Ferramenta fechada, significando o enclausuramento do par de ferramentas, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNM-ISO 13852 e 13854;  Cortina de luz com redundância e auto-teste, classificada como tipo ou categoria 4, conforme a IEC EN 61496, partes 1 e 2, a EN 999 e a NBR 14009, conjugada com comando bi manual com simultaneidade e auto teste, tipo IIIC, conforme a NBR 14152 e o item 4.5 da NBR 13930. Havendo possibilidade de acesso a áreas de risco não monitoradas pela(s) cortina(s), devem existir proteções fixas ou móveis dotados de intertravamento por meio de chaves de segurança, conforme a NBRNM 272. O número de comandos bi manuais deve corresponder ao número de operadores na máquina, com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os comandos sejam acionados, conforme a NBR 14154. Sempre que as prensas e equipamentos similares sofrerem transformação substancial esta deve ser realizada mediante projeto mecânico elaborado por profissional legalmente habilitado, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). O projeto deverá conter memória de cálculo de dimensionamento dos componentes, especificação dos materiais empregados e memorial descritivo de todos os componentes. De acordo com as Convenções Coletivas e com a NT016/DSS/2005, podem ser adotadas, em caráter excepcional, outras medidas de proteção e dispositivos de segurança nas prensas e equipamentos similares, desde que garantam a mesma eficácia das proteções e dispositivos mencionados, atendendo o disposto nas Normas Técnicas oficiais vigentes. 4
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    2 OBJETIVO O objetivo destapesquisa é introduzir criar condições de segurança suficientes para prevenir a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho durante a utilização de prensas e similares, obsoletas que oferecem riscos de acidentes de acordo com as Convenções Coletivas, Normas Técnicas oficiais e com a NT016/DSS/2004, onde é permitido que sejam adotadas, em caráter excepcional, outras medidas de proteção e dispositivos de segurança nas prensas e equipamentos similares, desde que garantam a mesma eficácia das proteções do enclausuramento da zona de prensagem, a ferramenta fechada e a Cortina de luz com redundância . Por que outras medidas? Porque é necessário em um programa de adaptação, prever o custo-benefício em relação ao desejado e a aceitação do operador do novo sistema em uma maquina que ele já estava condicionado em operar de outra forma, ou seja, é mais fácil uma um prensista se adaptar a uma maquina nova do que a uma adaptação. Nem sempre as opções oferecidas pelas Convenções Coletivas, Normas Técnicas oficiais e com a NT016/DSS/2004 são adaptáveis a maquina existe, ou a prova de “gambiarras” pelo operador (com exceção da ferramenta fechada). Com a pesquisa procuraremos provar que as modificações introduzidas foram eficientes quanto à prevenção e como se trata de uma verificação junto ao usuário em curto prazo, a pesquisa tem um valor intangível indicativo da qualidade percebida pelo operador da maquina, resultando em um valor indicativo (qualitativo), portanto também será executada uma analise do custo do acidente do trabalho em comparação ao custo da prevenção adotada, procurando demonstrar a viabilidade, ou seja, que o custo de prevenção é menor que o custo de um eventual acidente ou de um processo de fiscalização. 5
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    3 JUSTIFICATIVA De acordo comAnuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2006 do Ministério da Previdencia Social., as doenças profissionais e os acidentes de trabalho constituem um importante problema de saúde pública em todo o mundo. As estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam a ocorrência anual de 160 milhões de doenças profissionais, 250 milhões de acidentes de trabalho e 330 mil óbitos no mundo. Segundo foi divulgado no site do INSS, em 2007 a Previdência Social gastou R$ 10,7 bilhões com benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho e de atividades insalubres. No ano de 2006, foram R$ 9,94 bilhões. De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2007, cerca de 653 mil acidentes do trabalho foram registrados no INSS naquele ano, número 27,5% superior ao de 2006. Figura 1: Quantidade de acidentes do Trabalho Fonte: DATAPREV, CAT., Arquivo 6Act01_07, do Anuário estatístico de acidentes do trabalho, 2006. Brasília; Ministério da Previdência e Assistência Social. Disponível em: http://www.mps.gov.br/conteudoDinamico.php?id=490 6
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    De acordo comdados publicados no site do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, filiado a Força Sindical a cada duas horas de trabalho, morrem no país, três trabalhadores e a cada minuto de trabalho, ocorrem três acidentes. O problema dos acidentes de trabalho assume maiores proporções do que as estatísticas existentes permitem estimar, e o seu dimensionamento real, inclusive quanto ao custo social, tem sido dificultado por diversos fatores. A principal fonte de dados estatísticos sobre acidentes de trabalho no Brasil é o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), cujos dados oficiais se referem apenas aos acidentes registrados e ocorridos entre os trabalhadores segurados, não estando incluídos aqueles ocorridos com os trabalhadores do setor informal, que representam importante parcela da população economicamente ativa. Os demais fatores envolvidos são:  As restrições que a legislação acidentária progressivamente sofreu na conceituação do acidente e das doenças relacionadas ao trabalho;  As restrições à concessão de benefícios por parte do INSS;  A falta de conhecimento do procedimento correto de notificação;  A pressão do trabalho ou o medo de que a ocorrência de uma exposição possa refletir a falta de habilidade individual;  O fato de a notificação ser um procedimento demorado e também complicado;  A parcela ainda restrita de organizações de trabalhadores envolvidas em relação a esse assunto. 7
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    Figura 2: Acidentedo Trabalho Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano, FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br Em analise ao artigo original “Acidentes graves do trabalho na Capital do Estado de São Paulo (Brasil)” publicada na Revista Saúde Pública vol.15 nº1 São Paulo Feb. 1981 do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP, dos autores Diogo Pupo Nogueira; Jorge da Rocha Gomes; Naim Sawaia verificamos que a maioria dos acidentes de grande gravidade que resultou em incapacidade permanente foi mais elevado nos acidentes provenientes das pequenas empresas e mais elevado ainda entre os prensistas. Uma explicação para os 56,9% de incapacitados permanentes em conseqüência de acidentes ocorridos nas pequenas empresas, são suas condições precárias de segurança e medicina do trabalho, além de problemas com a assistência médica aos acidentados tais como: equipamentos obsoletos e sem proteção, falta de treinamento e conhecimento dos riscos, excesso de confiança, demoras no atendimento de emergência, agravamento de lesões por tratamento caseiro, permanência no trabalho apesar da lesão, retorno ao trabalho precocemente, entre outros. 8
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    Figura 3: Porcentualde acidentes graves por função do Trabalhador Fonte: Rev. Saúde Pública vol.15 nº1 São Paulo Feb. 1981, artigo “Acidentes graves do trabalho na Capital do Estado de São Paulo (Brasil)”, acesso em 11/05/2009 as 11:00 hrs: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101981000100002 Na continuidade ainda é observado que dentre os vários fatores que ocasionaram os acidentes a maior freqüência modal recaiu no trabalho com prensas. Quase sempre os acidentes em prensas são de natureza grave incluindo, na maioria das vezes, perdas anatômicas importantes. Recomenda-se atenção especial para as prensas mecânicas excêntricas, onde maior risco envolve as operações em prensas com sistema de alimentação manual, comando tipo pedal e estampos tipo aberto. 9
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    Figura 4: Fatoresocasionadores de Acidentes Fonte: Rev. Saúde Pública vol.15 no.1 São Paulo Feb. 1981, artigo “Acidentes graves do trabalho na Capital do Estado de São Paulo (Brasil)”,acesso em 11/05/2009: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101981000100002 10
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    Em estudo realizadopor Adelmo do Valle Sousa Leão, advogado empresarial trabalhista, com especialização em RH / MBA pela USP, que atua no Peixoto e Cury Advogados S.C em seu artigo “Mapeamento de risco de acidente evita ações do INSS”, disponível no Site Conjur - Consultor Jurídico – http://www.conjur.com.br, publicou: ...“ A Lei 8.213/91 já estabelecia, em seu artigo 120, a possibilidade de o INSS ingressar com “ação regressiva” para obter o ressarcimento, junto a empresas negligentes quanto às normas de segurança e higiene do trabalho, de gastos com benefícios pagos pela Previdência Social. Esse risco de passivo para as empresas já é real e agora tende a se intensificar. Com o déficit da Previdência estimado em R$ 38 bilhões para 2009, a tendência é haver um aumento de ações de regresso. Segundo foi divulgado, em 2007 a Previdência Social gastou R$ 10,7 bilhões com benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho e de atividades insalubres. No ano anterior, foram R$ 9,94 bilhões. De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2007, cerca de 653 mil acidentes do trabalho foram registrados no INSS naquele ano, número 27,5% superior ao de 2006. O Decreto 6.042/07, ao regular o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e o Nexo Técnico Epidemiológico de Prevenção (NTEP), estabelece que a perícia médica do INSS, quando constatar indícios de culpa ou dolo por parte do empregador em relação à causa geradora dos benefícios por incapacidade concedidos, deverá oficiar a Procuradoria do INSS. A perícia deve, então, subsidiar a Procuradoria com evidências e demais meios de prova colhidos, notadamente quanto aos programas de gerenciamento de riscos ocupacionais, para ajuizamento de ação regressiva contra os responsáveis, e possibilitar o ressarcimento à Previdência Social do pagamento de benefícios por morte ou por incapacidade permanente ou temporária. As empresas já vêm observando com atenção as normas de segurança e higiene, mas isso, isoladamente, não resolve o problema. As empresas devem gerenciar e, especialmente, mapear os afastamentos, no sentido de descobrir os seus focos e origens, que podem ser dos mais variados, como motivos ergonômicos, o medo de perder o emprego ou até um gerente que não sabe lidar com seus subordinados. Os afastamentos podem até ter origem por fatores externos e isso precisa ser detectado pelas empresas, o que, na maioria das vezes, não vem ocorrendo com eficácia. Um bom monitoramento dos afastamentos facilitará a defesa da empresa em recursos administrativos e judiciais, especialmente nas ações de regresso do INSS. As empresas devem estar atentas também a medidas que evidenciem e comprovem o cumprimento das normas de segurança, para se defenderem de demandas dessa natureza sem grandes transtornos. Conforme noticiado pela Previdência, em 2008 a Procuradoria Regional Federal da 4º Região, em parceria com o INSS, ajuizou ação regressiva acidentária perante a Justiça Federal de Porto Alegre contra uma empresa metalúrgica que, segundo a petição inicial, foi negligente no cumprimento e fiscalização das normas de proteção e segurança dos trabalhadores. Segundo o informe, a “empresa reconheceu a culpa por acidente 11
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    acontecido com trabalhador,que sofreu a amputação de sete dedos das mãos ao operar uma prensa mecânica sem os dispositivos obrigatórios de segurança, tanto que na ação indenizatória movida pelo acidentado na Justiça do Trabalho firmou acordo de R$ 1,479 milhão, com danos morais e materiais”. Ante o transcrito podemos concluir que o INSS não pretende assumir, ou pelo menos pretende dificultar o pagamento dos valores indenizatórios referentes a acidentes do trabalho. Portanto o risco de acidentes do trabalho esta se transformando em risco de passivo trabalhista ou no mínimo um risco de sofrer ações regressivas. Segundo os especialistas em acidentes do trabalho os afastamentos da empresa (por acidentes ou não) geram vários custos para a empresa que não são inventariados, sendo que ela deve contabilizar e administrar melhor esse fluxo, especialmente em época de crise. Gerenciamento e ações de melhoria no âmbito da Segurança e Saúde do Trabalho podem representar uma grande economia para a empresa. Voltando a introdução deste trabalho é importante lembrar que o Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares (PPRS) é um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança que devem ser introduzidas em prensas e equipamentos similares, objetivando que nenhum trabalhador deve executar as suas atividades expondo-se às zonas de risco desprotegidas o programa é um meio de capacitação dos trabalhadores, como forma de envolvê-los, de modo comprometido, com a segurança e saúde no trabalho. Como exemplo do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) o PPRPS (Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares), promove a proteção coletiva, entre outros, sempre com a participação e o envolvimento de todos os interessados na questão, ou seja, os especialistas em segurança e saúde no trabalho, profissionais de manutenção, da conservação, da produção, de projetos, trabalhadores especializados, técnicos e auxiliares, e representantes da direção da empresa. 12
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    Figura 5: Custosdo Acidente de Trabalho Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano, FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br Existem estudos de associações medicas e dissertações de mestrado que provam que o custo do tratamento é dez vezes maior que o da prevenção. Portanto, além da busca pela qualidade na segurança e saúde no trabalho, a conseqüente diminuição dos riscos no trabalho e dos riscos de passivo para as empresas, o PPRPS acaba permitindo que trabalhadores comprometidos e trabalhando de forma comprometida com segurança, produzam com mais qualidade, maior produtividade criando um ambiente saudável, seguro e financeiramente mais favorável. 13
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    4 4.1 REVISÃO BIBLIOGRAFICA: Segurança deMáquinas: Leis e Normas 4.1.1 Hierarquia das Leis De acordo com os preceitos do Direito do Trabalho as Leis seguem uma hierarquia definida por: 1ª Constituição Federal – Emenda Constitucional: 2ª Decreto Lei, Leis Complementares, Leis Ordinárias e Leis Delegadas 3ª Atos Normativos ( Decretos, Resoluções, Portarias, Medidas Provisórias, Regimentos Internos, Ordem de Serviços, Convênios): 4ª Normas, 5ª Contratos, Convenções e Ordens de Serviço das Empresas Figura 6: Hierarquia das leis Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano, FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br 14
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    4.2 Leis  O Decreto Lei5452, de 1 de maio de 1943 aprova a CONSOLIDAÇÕES DAS LEIS DO TRABALHO - CLT  4.3 Lei 6.514, de 22 de dezembro de 1977 altera o Capitulo V do Titulo II da CLT relativo à Segurança e Medicina do Trabalho Portarias  Portaria 3214, de 08 de Junho de 1978 aprova as Normas Regulamentadoras – NRs. Possuem força de lei; são de caráter abrangente e fiscalizatório. São utilizadas pelos fiscais do trabalho para autuar empresas Figura 7: Normas Regulamentadoras do MTE Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano, FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br 15
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    4.4 NR e NTda ABNT  Normas Técnicas da ABNT: o Normas tipo A: que definem com rigor conceitos fundamentais, princípios de projetos e aspectos gerais válidos para todos os tipos de máquinas. o Normas tipo B: que tratam de um aspecto ou de um tipo de dispositivo condicionador de segurança, aplicáveis a uma gama extensa de máquinas, sendo.  Normas tipo B1: sobre aspectos particulares de segurança (por exemplo, distâncias de segurança, temperatura de superfície, ruído).  Normas tipo B2: sobre dispositivos condicionadores de segurança (por exemplo, comandos bi manuais, dispositivos de intertravamento, dispositivos sensíveis à pressão, proteções). o Normas tipo C: que dão prescrição detalhadas de segurança aplicáveis a uma máquina em particular ou a um grupo de máquinas.  Outros dispositivos normativos: o Notas Técnicas o Notas do MTE. Podem harmonizar o procedimento de fiscalização das DRTs, exemplo: N.T. 46/2005  Abrangência: Todo o Brasil;  Máquinas: Prensas, similares e maq. com cilindros rotativos;  Define medidas necessárias para segurança das maquinas; 16
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    Figura 8: NormasTécnicas Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano, FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br 17
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    4.5 Convenções Coletivas:  Convenções Coletivassão acordos que visam à melhoria das condições de trabalho; Exemplo: P.P.R.P.S. e P.P.R.M.I. o Abrangência: Ind. Metalúrgicas do estado de S.P; o Máquinas PPRPS: Prensas, similares e maq. com cilindros rotativos; o Máquinas PPRMI: Injetoras de plástico e elastômeros o Definem medidas necessárias p/ a segurança das maquina; o Estabelece cronograma de implantação das medidas(prazo máx. 04/2007). Figura 9: Hierarquia das Normas Fonte:“NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, por Roberto do Valle Giuliano, FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br 18
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    4.6 Definição de Prensase Dispositivos de Proteção Prensas são equipamentos utilizados onde materiais diversos em placa ou chapa são trabalhados sob operações de conformação ou corte, onde o movimento do martelo (punção) é proveniente de um sistema hidráulico (cilindro hidráulico) ou de um sistema mecânico (o movimento rotativo é transformado em linear através de sistemas de bielas, manivelas ou fusos). As prensas são máquinas ferramentas utilizadas, principalmente, na metalurgia básica e na fabricação de produtos de metal para a fabricação de máquinas elétricas (motores e geradores), linha branca (geladeiras, fogões, ventiladores, exaustores) máquinas e equipamentos, máquinas de escritório e equipamentos de informática, móveis com predominância de metal, veículos automotores, reboques e carrocerias. Como especificado no parágrafo anterior, as prensas são usadas para conformar, moldar, cortar, furar, cunhar e vazar peças, nesses processos existe sempre um martelo (punção) cujo movimento é proveniente de um sistema hidráulico (cilindro hidráulico) ou de um sistema mecânico (em que o movimento rotativo é transformado em linear através de um sistema de bielas, manivelas ou fusos). Há uma grande variedade de tipos e modelos de prensas, que variam quanto ao tipo, modelo, tamanho e capacidade de aplicação de força ou velocidade. No mercado, encontramos prensas com capacidade de carga de poucos quilos até prensas de mais de 50.000 toneladas de força. No parque industrial brasileiro a maioria das prensas é do tipo excêntrica que é a mais perigosa. O acionamento das prensas pode ser feito por pedais, botoeiras simples, por comando bi manual ou por acionamento contínuo. 19
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    Figura 10: Prensaexcêntrica de 300 toneladas Fonte: Brasil, SENAI Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Para efeito do PPRPS são considerados os seguintes tipos de prensas, independentemente de sua capacidade:  Prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta;  Prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem;  Prensas de fricção com acionamento por fuso;  Prensas hidráulicas;  Outros tipos de prensas não relacionadas anteriormente. 4.6.1 Dispositivos de proteção na zona de prensagem ou de trabalho:  Enclausuramento da zona de prensagem, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNMISO 13852 e 13854. Pode ser constituído de proteções fixas ou móveis dotados de intertravamento por meio de chaves de segurança, garantindo a pronta paralisação da máquina sempre movimentadas, removidas ou abertas, conforme a NBRNM 272; 20 que forem
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     Ferramenta fechada, significando o enclausuramento do par de ferramentas, com frestasou passagens que não permitam o ingresso dos dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBRNM-ISO 13852 e 13854;  Cortina de luz com redundância e auto-teste, classificada como tipo ou categoria 4, conforme a IEC EN 61496, partes 1 e 2, a EN 999 e a NBR 14009, conjugada com comando bi manual com simultaneidade e auto teste, tipo IIIC, conforme a NBR 14152 e o item 4.5 da NBR 13930. Havendo possibilidade de acesso áreas de risco não monitoradas pela(s) cortina(s), devem existir proteções fixas ou móveis dotados de intertravamento por meio de chaves de segurança, conforme a NBRNM 272. O número de comandos bi manuais deve corresponder ao número de operadores na máquina, com chave seletora de posições tipo yale ou outro sistema com função similar, de forma a impedir o funcionamento acidental da máquina sem que todos os comandos sejam acionados, conforme a NBR 14154. 4.6.2 Proteção da zona de prensagem ou de trabalho  As prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo), as prensas de fricção com acionamento por fuso e seus respectivos equipamentos similares não podem permitir o ingresso das mãos ou dos dedos dos operadores nas áreas de risco, devendo adotar as seguintes proteções na zona de prensagem ou de trabalho: o Ser enclausuradas, com proteções fixas, e, havendo necessidade de troca freqüente de ferramentas, com proteções móveis dotadas de intertravamento com bloqueio, por meio de chave de segurança, de modo a permitir a abertura somente após a parada total dos movimentos de risco ou; o Operar somente com ferramentas fechadas. 21
  • 42.
     As prensas hidráulicas, freio/embreagem, seus as prensas respectivos mecânicas equipamentos excêntricas similares com e os dispositivos pneumáticos devemadotar as seguintes proteções na zona de prensagem ou de trabalho: o Ser enclausuradas, com proteções fixas ou móveis dotadas de intertravamento com chave de segurança ou; o Operar somente com ferramentas fechadas ou; o Utilizar cortina de luz conjugada com comando bi manual. 4.6.3 Válvulas de segurança  As prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e seus respectivos equipamentos similares devem ser comandados por válvula de segurança específica, de fluxo cruzado, conforme o item 4.7 da NBR 13930 e a EN 692, classificadas como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009.  A prensa ou equipamento similar deve possuir rearme manual, incorporado à válvula de segurança ou em qualquer outro componente do sistema, de modo a impedir qualquer acionamento adicional em caso de falha.  Nos modelos de válvulas com monitoração dinâmica externa por pressostato, micro-switches ou sensores de proximidade, esta deve ser realizada por Controlador Lógico Programável (CLP) de segurança ou lógica equivalente, com redundância e auto-teste, classificados como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009.  Somente podem ser utilizados silenciadores de escape que não apresentem risco de entupimento, ou que tenham passagem livre correspondente ao diâmetro nominal, de maneira a não interferirem no tempo de frenagem.  Quando forem utilizadas válvulas de segurança independentes para o comando de prensas e equipamentos similares com freio e embreagem separados, estas devem ser interligadas de modo a estabelecer uma monitoração dinâmica entre si, assegurando que o freio seja imediatamente aplicado caso a embreagem seja liberada durante o ciclo, e também para impedir que a embreagem seja acoplada caso a válvula do freio não atue. 22
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     Os sistemas dealimentação de ar comprimido para circuitos pneumáticos de prensas e similares devem garantir a eficácia das válvulas de segurança, possuindo purgadores ou sistema de secagem do ar e sistema de lubrificação automática com óleo específico para este fim.  As prensas hidráulicas, seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de segurança específica ou sistema de segurança que possua a mesma característica e eficácia.  As prensas hidráulicas, seus respectivos equipamentos similares e os dispositivos pneumáticos devem dispor de válvula de retenção que impeça a queda do martelo em caso de falha do sistema hidráulico ou pneumático. 4.6.4 Dispositivos de parada de emergência  As prensas e equipamentos similares devem dispor de dispositivos de parada de emergência, que garantam a interrupção imediata do movimento da máquina ou equipamento, conforme a NBR 13759.  Quando utilizados comandos bi manuais conectáveis por tomadas (removíveis) que contenham botão de parada de emergência, este não pode ser o único, devendo haver dispositivo de parada de emergência no painel ou corpo da máquina ou equipamento.  Havendo vários comandos bi manuais para o acionamento de uma prensa ou equipamento similar, estes devem ser ligados de modo a se garantir o funcionamento adequado do botão de parada de emergência de cada um deles.  Nas prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta ou de sistema de acoplamento equivalente (de ciclo completo) e em seus equipamentos similares, admite-se o uso de dispositivos de parada que não cessem imediatamente o movimento da máquina ou equipamento, em razão da inércia do sistema. 23
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    4.6.5 Monitoramento docurso do martelo  Nas prensas hidráulicas, prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos equipamentos similares, não enclausurados, ou cujas ferramentas não sejam fechadas, o martelo deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à máquina, com controle de interrupção da transmissão, conforme o item 4.9 da NBR13930. 4.6.6 Comandos elétricos de segurança  As chaves de segurança das proteções móveis, as cortinas de luz, os comandos bi manuais, as chaves seletoras de posições tipo yale e os dispositivos de parada de emergência devem ser ligados a comandos elétricos de segurança, ou seja, CLP ou relés de segurança, com redundância e auto-teste, classificados como tipo ou categoria 4, conforme a NBR 14009, com rearme manual. As chaves seletoras de posições tipo yale para seleção do número de comandos bi manuais devem ser ligadas a comando eletro-eletrônico de segurança de lógica programável (CLP ou relé de segurança). Caso os dispositivos de segurança sejam ligados a CLP de segurança, o software instalado deverá garantir a sua eficácia, de forma a reduzir ao mínimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana, em seu projeto, devendo ainda possuir sistema de verificação de conformidade, a fim de evitar o comprometimento de qualquer função relativa à segurança, bem como não permitir alteração do software básico pelo usuário, conforme o item 4.10 da NBR 13930 e o item 12.3 da EN 60204.1 4.6.7 Pedais de acionamento  As prensas e equipamentos similares que têm sua zona de prensagem ou de trabalho enclausurada ou utilizam somente ferramentas fechadas podem ser acionadas por pedal com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, desde que instaladas no interior de uma caixa de proteção, atendendo ao disposto na NBR NM ISO 13852. Obs.: Não é admitido o uso de pedais com atuação mecânica. 24
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    4.6.8 Proteção dastransmissões de força  As transmissões de força, como volantes, polias, correias e engrenagens, devem ter proteção fixa, integral e resistente, através de chapa ou outro material rígido (por exemplo chapa quadriculada) que impeça o ingresso das mãos e dedos nas áreas de risco, conforme a NBRNM 13852. Nas prensas excêntricas mecânicas deve haver também uma proteção fixa das bielas e das pontas de seus eixos que resistam aos esforços de solicitação em caso de ruptura. Nas prensas de fricção com acionamento por fuso devem ter os volantes verticais e horizontais protegidos, de modo que não sejam arremessados em caso de ruptura do fuso. 4.6.9 Aterramento elétrico  As prensas e equipamentos similares devem possuir aterramento elétrico, conforme as NBR 5410 e NBR 5419. 4.6.10 Ferramentas  As ferramentas devem ser construídas de forma que evitem a projeção de rebarbas nos operadores e não ofereçam riscos adicionais. As ferramentas devem ser armazenadas em locais próprios e seguros. As ferramentas devem ser fixadas às máquinas de forma adequada, sem improvisações, com a máquina desligada e travada para evitar acionamento acidental durante o processo de “Set-Up”. 4.6.11 Sistemas de retenção mecânica  Todas as prensas devem possuir um sistema de retenção mecânica, para travar a maquina antes do início dos trabalhos. O componente de retenção mecânica utilizado deve ser pintado na cor amarela e dotado de interligação eletromecânica, conectado ao comando central da máquina de forma a impedir, durante a sua utilização, o funcionamento da prensa. Obs.: Nas situações onde não seja possível o uso do sistema de retenção mecânica, devem ser adotadas medidas alternativas que garantam o mesmo resultado, como por exemplo, chave elétrica geral com chave tranca. 25
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    4.6.12 Equipamentos similaresespecíficos  As guilhotinas, tesouras e cisalhadoras devem possuir grades de proteção fixas e, havendo necessidade de intervenção freqüente nas lâminas, devem possuir grades de proteção móveis dotadas de intertravamento com bloqueio, por meio de chave de segurança, para impedir o ingresso das mãos e dedos dos operadores nas áreas de risco, conforme a NBR NM-ISO 13852.  Os rolos laminadores, laminadoras, calandras e outros equipamentos similares devem ter seus cilindros protegidos, de forma a não permitir o acesso às áreas de risco, ou ser dotados de outro sistema de proteção de mesma eficácia. Dispositivos de parada e retrocesso de emergências acessíveis de qualquer ponto do posto de trabalho são obrigatórios, mas não eliminam a necessidade da exigência das grades de proteção fixa. Figura 11: Vista Parcial Interna do Galpão Estamparia e Usinagem da Equacional Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional 26
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    5 METODOLOGIA A proposta destapesquisa é diminuir os riscos em prensas antigas e obsoletas. Vão ser projetados dispositivos de segurança suficientes para prevenir a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho durante a utilização dos equipamentos que possam oferecer riscos de acidentes. A atividade será medida através de uma avaliação preliminar dos riscos existentes na configuração atual dos equipamentos antes da implementação das modificações e com a construção de um protótipo para medição e avaliação dos riscos e o custo de implementação após executada a modificação conforme projeto. Para reduzir o risco os equipamentos serão reprojetados (“Retrofiting”) e os operadores conscientizados por meio de 3 diferentes ações:  Eliminar ou reduzir os riscos tanto quanto possível mediante a introdução de modificações no design da máquina:   Modificação do sistema de pedais (hoje mecânicos)  Introdução de sistema bi manual   Mão Mecânica para segurar o disco Botão de parada de emergência Tomar as medidas de proteção necessárias, em relação ao que não pode ser eliminado.  Informar operadores para os riscos residuais, decorrentes de “ignorar” medidas recomendáveis ou adotar atalhos para realizar o trabalho. A hierarquia entre as medidas que serão tomadas quando a eliminação do perigo não ocorre na primeira fase do projeto de reprojeto da máquina. Serão elas:  Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas  Utilizar proteção móvel ou dispositivo de proteção, tais como grade, etc.  Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas)  Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente  Fornecer informação, instrução, treinamento e supervisão 27
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    5.1 cronograma Este projeto depesquisa está estimado para ser executado em 7 meses (a partir de junho de 2009), conforme as etapas abaixo: Etapas:  Pesquisa bibliográfica  Analise dos Riscos  Formulação do texto final para envio ao orientador até 23/11/2009  Levantamento de dados  Projeto dos Dispositivos  Instalação e teste dos dispositivos e equipamentos previstos na pesquisa  Treinamento dos operadores.  Nova analise de Risco  Processamento e análise dos resultados.  Redação final.  Defesa da Monografia (data provável dia 12 de dezembro de 2009) Tabela 1 – Cronograma cronograma jun/09 jul/09 ago/09 1. Pesquisa bibliográfica 2. Analise dos Riscos 3. Formulação do texto Prof Nilton 4. Levantamento de dados 5. Projeto dos Dispositivos 6. Instalação e teste dos dispostivos e equipamentos previstos na pesquisa 7. Treinamento dos operadores. 8. Nova analise de Risco 9. Processamento e análise dos resultados. 10. Redação final. 11. Defesa da Monografia 28 set/09 out/09 nov/09 dez/09 jan/10
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    6 6.1 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA Implantaçãodo PPRPS O Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares (PPRS) é um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança que devem ser implementadas em prensas e equipamentos similares. Um grupo gestor será formado para analisar os riscos e programar as melhorias propostas nesta pesquisa. objetivando que nenhum trabalhador deve executar as suas atividades expondo-se às zonas de risco desprotegidas. 6.1.1 Formação de uma equipe gestora:  Engenheiro de Segurança do Trabalho  Responsável pelo RH (Representante da Alta Direção da Empresa)  Supervisor de Produção  Líder do Setor de Estamparia  Representante da Área de Projetos  Representante da CIPA 6.1.2 Formulação do PPRPS: 6.1.2.1 Identificação da empresa Tabela 2 – Modelo de identificação da Empresa Razão Social Endereço Atividade Nº de prensas/similares Nº de funcionários Responsável Fonte: Senai/SP 6.1.2.2 Planta baixa com a localização das prensas 29
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    Desenho 1 –Croquis da Equacional Fonte: Gentilmente cedido por Equacional 6.1.2.3 Identificação de cada prensa/equipamento similar 30
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    Tabela 3 –Modelo de identificação das Prensas e Equipamentos similares FICHA No 001 Equipamento: Tipo: Capacidade: Local: Equipamentos Tipo Auxiliares 6.1.2.3.1.1.1.1.1 Existentes Fabricante : Modelo: Ano Fab.: Inventário: Modelo Fabricante Sistemas ou dispositivos de proteção Necessário implantar Ações Quem Revisão e inspeção do equipamento Responsável Data Fonte: Senai/SP 6.1.2.4 Cronograma de correção e instalação 31 Quando
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    Tabela 4 –Modelo de Cronograma de “Retrofiting” Equipamento Nº Correção necessária 001 002 003 004 Fonte: Senai/SP 32 Prazo Assina Responsável dias tura
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    6.1.2.5 Procedimentos segurospara troca de estampos e matrizes (O quadro deve indicar as etapas de trabalho envolvidas na troca de ferramentas, os riscos envolvidos nessa troca e o procedimento seguro a adotar em cada etapa) Tabela 5 – Modelo de ficha de procedimento PROCEDIMENTO SEGURO DE TRABALHO Troca de estampos e matrizes AÇÃO: Etapas de trabalho Existência de riscos Procedimento Seguro APLICÁVEL AOS SEGUINTES CARGOS OU FUNÇÕES Elab. 1a edição Revisão data Doc. Téc. de Supervisor segurança da área Gerente da área Departa mento Fonte: Senai/SP 6.1.2.6 Controle de treinamento (preencher o quadro com informações sobre um treinamento que será dado aos prensistas da empresa) Tabela 6 – Modelo de Controle de Treinamento 1 CONTROLE DE TREINAMENTO CURSO: Ministrado em Carga horária Validade MINISTRADO POR: Os participantes aqui mencionados e listados confirmam ter recebido treinamento específico seguindo o Programa de Prevenção de Riscos de Prensas e Similares “PPRPS” Participantes Nome Cargo Conteúdo programático Fonte: Senai/SP 33 Setor Assinatura
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    6.2 PROCEDIMENTOS PARA ELIMINAÇÂODE RISCOS Etapa onde serão realizados levantamentos técnicos das prensas, ferramental, tipos de peças estampadas, proteção existentes, elaboração dos croquis de proteções necessárias, implementação dos dispositivos escolhidos, relatório fotográfico, registro das modificações, consolidação dos projetos de adaptação, recolhimento das ART´s referentes ao “retrofiting”, elaboração dos procedimentos seguros de operações. 6.2.1 Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas Figura 12 : Estampo enclausurado Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Características:  O estampo é fechado e só permite a entrada do material mas não da mão do operador. A proteção para enclausuramento do estampo deve ser:  forte e robusta e não pode ser facilmente removida  fabricada em chapa, tela de aço ou policarbonato. Comentários:  Pode ser utilizado em qualquer tipo de prensa.  Deve ser previsto quando se projeta o estampo da prensa. 34
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     Para alguns tiposde peça sua utilização não é possível.  Oferece segurança total. Ações executadas:  Compra de 04 estampos fechados para furos padrão  Mudança de Procedimento: os demais furos padrão e recorte do estator rotor feita serão executados em ranhuradeira com faca combinada Figura 13 : Estampo fechado para disco padrão Fotografia gentilmente cedida por Equacional Figura 14: Chapa estampada de rotor (consultar apêndice B) Fotografia gentilmente cedida por Equacional 35
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    6.2.2 Utilizar proteçõesmóveis ou dispositivos de proteção tais grades, etc. Figura 15: Prensa excêntrica de 200 toneladas acionada por pedal Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Características: O enclausuramento de partes móveis da máquina é uma proteção mecânica de algumas partes da máquina:  deve ser forte e robusta e fabricada em chapa, tela de aço ou policarbonato, na forma de grades, barras ou capas;  quando o acesso a uma parte é constante, o enclausuramento deve ser feito por proteção que não seja facilmente removível; quando o acesso a ela é raro, a parte deve ser enclausurada por proteção fixa. Comentários: Em qualquer equipamento, as partes móveis podem atingir o operador. A instalação de proteções mecânicas protegem o operador. Características: A proteção para enclausuramento da zona de prensagem pode ser fixa ou móvel, e deve ser:  forte e robusta e não pode ser facilmente removida 36
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     fabricada em chapa,tela de aço ou policarbonato  projetada para passar apenas o material e não a mão e os dedos do operador  ligada eletricamente por sensores ao comando da prensa, fazendo com que ela não funcione se for retirada Comentários: A proteção não pode interferir na possibilidade de inspeção da prensa. Ações executadas:  Cobertura das partes móveis com proteções de chapa de aço  Cobertura das áreas de prensagem com tela de aço  Parâmetros utilizados: Tabela 7 - Tabela 1 – Anexo A da norma NBR 13760 Fonte: Norma NBR 13760:1996 (Cancelada)- Tabela 01 do Anexo A (conclusão) 37
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    Tabela 8 -Tabela 4 da norma NBR NM ISO 13853 Fonte: norma NBR NM ISO 13853 - ABNT 38
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    Figura 16: Prensaexcêntrica numero 31 Fotografia gentilmente cedida por Equacional Figura 17: Prensa excêntrica numero 38 Fotografia gentilmente cedida por Equacional 39
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    Figura 18: Prensaexcêntrica numero 38 Fotografia gentilmente cedida por Equacional Figura 19: Prensa excêntrica numero 37 Fotografia gentilmente cedida por Equacional 40
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    Figura 20: Prensaexcêntrica numero 35 Fotografia gentilmente cedida por Equacional 6.2.3 Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas) Figura 21: Pinças. Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx 41
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    Características: As pinças etenazes são usadas, em geral, para o forjamento a morno e a  quente. O uso de pinças e tenazes em forjamento a frio só se justifica como alternativa provisória antes da implantação de outros sistemas de segurança. Comentários: É comum que os próprios operadores produzam suas próprias pinças e tenazes, o que pode causar problemas, pois não há como garantir que a matéria-prima tenha a qualidade necessária. Ações executadas:  Compradas 05 pinças magnéticas idênticas às usadas na Brastemp Figura 22: Pinça magnética Fotografia gentilmente cedida por Equacional 42
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    Figura 23: Pinçamagnética em uso Fotografia gentilmente cedida por Equacional 6.2.4 Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente Figura 24: Cadeira ergonomicamente adaptada Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx 43
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    Características: 1. Base: Umacadeira moderna possui 5 pés de apoio na base. 2. Assento: O assento deve possuir o bordo anterior curvado para baixo e controles de altura, de forma que possa ajustá-la mantendo suas coxas paralelas ao chão. A parte posterior da panturrilha (batata da perna) deve ficar afastada do assento no mínimo de 2 ou 3 centímetros 3. Apoio lombar : Este deve apoiar a região lombar da coluna. Este apoio deve possuir ajuste de altura e inclinação, independente dos ajustes do assento. Comentários  O apoio lombar bem ajustado, auxilia na sustentação de toda a coluna. Sem este apoio, esta sustentação é toda realizada pela musculatura da coluna, concentrando todo o peso da parte superior do corpo na ultima vértebra lombar. Sem o apoio e dependendo do tempo que se permanece sentado, a musculatura pode entrar em fadiga gerando desconforto.  A necessidade de apoio de braço em alguns casos deve ser opcional, pois em determinadas atividades ele pode atrapalhar gerando desconforto. Devemos lembrar que este equipamento é um apoio e não um suporte. Assim, não recomendamos a utilização constante do apoio durante operação prolongada. Mesmo com um bom apoio de braço deve-se realizar pausas ou micro pausas.  O assento deve distribuir o peso do corpo de maneira uniforme. O ajuste alto demais, tende a comprimir a parte posterior da coxa próximo ao joelho. Baixa demais, a força de compressão tende a se localizar apenas nas nádegas. Ambas as situações geram desconforto e dificultam a circulação sanguínea. Ações executadas:  Compradas 06 cadeiras adaptadas ergonomicamente. 44
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    Figura 25: Cadeiraergonomicamente adaptada Fotografia gentilmente cedida por Equacional Figura 26: Cadeira ergonomicamente adaptada Fotografia gentilmente cedida por Equacional 45
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    6.2.5 Fornecer Sistemade Bloqueio Figura 27: Cadeado com sinalização Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Características: São peças que permitem o travamento dos dispositivos de isolamento de energia. Ou seja, com esses dispositivos evitam-se energizações acidentais. A manipulação incorreta de válvulas, o acionamento acidental de disjuntores de plugs industriais, de painéis elétricos, de chaves elétricas, etc. podem colocar em risco a vida dos trabalhadores. Para as diferentes fontes de energia, existem inúmeros dispositivos de bloqueio que podem prevenir riscos no ambiente de trabalho e evitar a ocorrência de acidentes. Tipos de dispositivos de bloqueio:  Bloqueadores de válvulas: de esfera, de gaveta, borboleta, etc.  Multibloqueadores: em aço, em alumínio, em plástico, etc.  Etiquetas de segurança.  Cadeados industriais , supercadeado ou Bloqueador pneumático. Comentários: É importante lembrar que o bloqueio é apenas uma das fases do controle de energia. Todos os dispositivos de comando devem ser sinalizados e bloqueados, o que inclui, naturalmente o bloqueio da energia elétrica. A decisão do quê e de como bloquear depende de cuidadosa análise de fontes de energia. 46
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    Ações executadas:  Todas asmáquinas foram equipadas com chave geral I/O  Compradas Plaquetas (Etiquetas de segurança). Figura 28: Sinalização chave de bloqueio para manutenção Fotografia gentilmente cedida por Equacional 47
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    6.2.6 Mão Mecânicapara segurar o disco Figura 29: Sinalização chave de bloqueio para manutenção Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Características:  Pode ser robotizada, fazendo movimentos de acamamento e posicionamento da matéria prima durante a estampagem.  Pode ser complementada por cortina de luz pois se o operador colocar a mão em zona de prensagem a prensa pára. Comentários: Pinça magnética não é mão mecânica. A pinça é um paliativo que não oferece a proteção necessária ao operador e deve ser evitada, o braço aqui sugerido é composto de um braço regulável, um atuador pneumático(BelAir), uma válvula pneumática 5/2 posições (BelAir), Lubrifil mini (BelAir), Regulador de fluxo, conexões e bolachas de posicionamento. Ações executadas:  As maquinas 42, 43, e 44 foram equipadas com braços mecânicos de projeto próprio da Equacional (solução caseira para minimizar custos). 48
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    Figura 30: Prensa42 Adaptada Pelo Projeto. Fotografia gentilmente cedida por Equacional Desenho 2 – Projeto da mão mecânica da prensa 42 Fonte: Equacional Elétrica e Mecânica LTDA. 49
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    Figura 31: Prensa43 - Adaptada Pelo Projeto. Fotografia gentilmente cedida por Equacional Desenho 3 – Projeto da mão mecânica da prensa 43 Fonte: Equacional Elétrica e Mecânica LTDA. 50
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    Figura 32: Prensa44 - Adaptada Pelo Projeto. Fotografia gentilmente cedida por Equacional Desenho 4 – Projeto da mão mecânica da prensa 44 Fonte: Equacional Elétrica e Mecânica LTDA. 51
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    6.2.7 Modificação dosistema de pedais (hoje mecânicos) Figura 33: Pedal de acionamento. Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Características: É uma alavanca projetada para ser operada pelos pés do operador, em  prensas do tipo com engate por chaveta. Dispositivo que permite que o operador controle o funcionamento da  prensa, ativando-a ou parando-a com um de seus pés.  O pedal pode ter atuação elétrica, pneumática ou hidráulica.  É proibida, pelo Parágrafo 1º da Clausula 6ª da Convenção, a utilização de pedais com acionamento mecânico em prensas ou equipamentos similares. O pedal deve ser instalado numa caixa de proteção.  Comentários: Os pedais de acionamento devem ser usados em prensas que têm sua zona de prensagem enclausurada ou utilizam somente ferramentas fechadas, pois o operador pode inadvertidamente ativar a prensa enquanto suas mãos se encontram na zona de prensagem. Ações executadas:  Eliminação os pedais mecânicos.  Introdução de sistema bi manual.  Introdução do Botão de parada de emergência. 52
  • 73.
    6.2.8 Comando Bimanual Figura 34: Exemplo de comando bi manual. Fonte: Brasil, Senai Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997 Site: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Características:  Apresenta-se de diferentes formas, segundo o tipo de prensa em que estiver instalado: para excêntricas com engate por chaveta, o comando bi manual deve obrigar o operador a manter-se afastado da zona de prensagem;  Em prensas excêntricas com freio/embreagem, os comandos ficam perto da zona de prensagem, mas impedem que as mãos se aproximem dela.  Dois botões de comando que devem ser pressionados simultaneamente (defasagem de tempo inferior a 0,5 segundos), para que a prensa funcione. Se um dos botões não estiver pressionado a máquina é impedida de continuar funcionando.  Obriga o operador a estar com as duas mãos no dispositivo impedindo-o de chegar à zona de prensagem.  O design da prensa deve impedir a operação inadequada da prensa. Deve ser corretamente construído e instalado.  O comando bi-manual comutado por temporizador não permite que os operadores travem um dos comandos e passem a alimentar a prensa com a mão que ficou livre. 53
  • 74.
     Com o temporizador,os comandos devem ser atuados simultaneamente em determinado tempo, exigindo que o operador esteja com as duas mãos ocupadas até o início do movimento. Comentários: Não é um dispositivo completamente seguro; ele protege apenas o operador, não protege outras pessoas que transitam perto da prensa. Ações executadas:  Eliminação os pedais mecânicos.  Pedestal ajustável marca New teck (051) 3484-6993 (R$286,00) e Botão cogumelo de mínimo esforço e botão de parada de emergência monitorado de segurança de 22 mm.  Kits pneumáticos para comando Bi-Manual ARD (protótipo R$ 1.560,00 demais unidades R$ 510,00).  Instalação: Equipe de Manutenção própria. Figura 35: Pedestal para Comando Bi-Manual ajustável Fonte: Catalogo New-teck 54
  • 75.
    Figura 36: Kitde acionamento Bi manual: Fonte: Catalogo Equipamentos de segurança ARD Indústria e Comércio Ltda. 55
  • 76.
    6.2.9 Soluções nãoadotadas A nota técnica NT016/DSS/2004 recomenda a utilização:  Cortina de luz com redundância  Válvulas de segurança  Monitoramento do curso do martelo  Sistemas de retenção mecânica A nota técnica e a convenção coletiva recomendam utilizar cortina de luz conjugada com comando bi manual. Foi utilizado o comando bi manual. A cortina de luz nas condições estruturais inviabiliza o uso das prensas mecânicas onde o operador fica sentado. Seu uso é recomendado para prensas hidráulicas com extrator de grande porte, onde o risco não se limita aos membros superiores. Nas prensas trabalhadas o risco limita-se somente aos membros superiores. Na prensa hidráulica foi criada uma gaiola externa na área de risco feita de chapa perfurada e com a porta de acesso intertravada com o acionamento da bomba hidráulica, ou seja, a prensa só pode ser acionada com a gaiola fechada. No sistema hidráulico, a norma EN 693 recomenda a utilização de válvulas monitoradas eletricamente. Isso implica na troca de todos os componentes hidráulicos. A solução adotada descrita acima elimina a válvula. O monitoramento do martelo deve ser realizado nas prensas hidráulicas, prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e respectivos equipamentos similares, não enclausurados, ou cujas ferramentas não sejam fechadas, o martelo deverá ser monitorado por sinais elétricos produzidos por equipamento acoplado mecanicamente à máquina, com controle de interrupção da transmissão, conforme o item 4.9 da NBR13930. Neste trabalho a empresa optou por usar somente ferramentas fechadas atendendo esta recomendação de outra forma. 56
  • 77.
    Sistema de retençãomecânica compostos de um calço de segurança, ou seja , uma barra de aço que impeça a queda da parte superior da prensa durante uma operação de troca de ferramenta e/ou manutenção. Este calço deve ser ligado ao comando da máquina de forma a impedir que ela seja acionada se o calço estiver fora da sua posição de repouso. Com esta ligação impede-se que a máquina seja acionada com o calço dentro da área de prensagem. Normalmente dimensiona-se a resistência mecânica do calço para o peso das partes móveis. Assim, deve evitar que a força exercida pela máquina, que facilmente chega a algumas toneladas, seja aplicada diretamente sobre o calço. As modificações no sistema elétrico foram feitas de forma a melhorar o quadro elétrico e adaptando-o com mais espaço, componentes e ligações novas. Para substituição deste item foi feito conforme a orientação da NT016/DSS/2004 onde especifica que nas situações onde não seja possível o uso do sistema de retenção mecânica, devem ser adotadas medidas alternativas que garantam o mesmo resultado, como por exemplo, chave elétrica geral com chave tranca, no caso foi utilizada chave elétrica geral do tipo chave com indicação de ligado e desligado (Chave I/O, pag. 47, fig. 28). O custo para estas modificações supera facilmente a casa das dezenas de milhares de reais. A empresa decidiu não realizar estas modificações. De acordo com as Convenções Coletivas e com a NT016/DSS/2004, podem ser adotadas, em caráter excepcional, outras medidas de proteção e dispositivos de segurança nas prensas e equipamentos similares, desde que garantam a mesma eficácia das proteções e dispositivos mencionados, atendendo o disposto nas Normas Técnicas oficiais vigentes, as modificações mecânicas foram feitas com o acréscimo das grades de proteção e a analise de riscos comprova o atendimento ao NT016/DSS/2004. com base na NBR NM 272 - 2002 - Segurança de Maquinas - Proteções - Requisitos Gerais para o Projeto e Construção de proteções fixas e móveis. Conclusão: Nenhuma outra modificação se faz necessária. 57
  • 78.
    6.2.10 Fornecer informação, instrução,treinamento e supervisão O treinamento de profissionais é indispensável para garantir uma operação com qualidade e com segurança. A capacitação deve atingir todas as instâncias da empresa, desde o técnico ou engenheiro de segurança até operadores e profissionais de manutenção. Para a introdução de dispositivos de segurança nas máquinas, os profissionais devem ser preparados para conhecer as possibilidades existentes no mercado e decidirem em relação aos dispositivos mais adequados para cada uma das máquinas específicas. Ao introduzir modificações nas máquinas para aumentar a segurança é indispensável que os profissionais sejam preparados para a nova situação e que compreendam o significado das modificações. O treinamento específico para operadores de prensas ou equipamentos similares deve obedecer ao seguinte currículo básico: a) Tipos de prensas ou similares b) Princípio de funcionamento c) Sistemas de proteção d) Possibilidades de falhas dos equipamentos e) Responsabilidade do operador f) Responsabilidade da chefia imediata g) Riscos na movimentação e troca dos estampos e matrizes h) Calços de proteção i) Outros 58
  • 79.
    O treinamento específicopara movimentação e troca de ferramentas, estampos e matrizes deverão ser ministradas para os operadores e funcionários responsáveis pela troca e ajuste dos conjuntos de ferramentas em prensas e similares, devendo conter: a) Tipos de estampos e matrizes b) Movimentação e transporte c) Responsabilidades na supervisão e operação de troca dos estampos e matrizes d) Meios de fixá-los à máquina e) Calços de segurança f) Lista de checagem (check list) de montagem g) Outros. Obs: O treinamento básico para trabalhadores envolvidos em atividades com prensas e equipamentos similares deverá ser ministrado com condição fundamental, antes do início das atividades, conforme o disposto no item 1.7, alínea “b”, da NR-1 O responsável pelo treinamento deve : a) Controlar as características dos treinamentos que já foram ou serão executados. b) Possuir documentação relativa à comprovação da participação do funcionário no treinamento e uma declaração assinada pelo próprio funcionário atestando que efetivamente recebeu o treinamento. c) Possuir comprovação do conteúdo programático desenvolvido no curso. 59
  • 80.
    6.2.10.1 Controle de treinamento Tabela9 – Tabela de Controle de Treinamento 2 (Ver Tabela 6, pág. 34) CONTROLE DE TREINAMENTO CURSO: Ministrado em Carga horária Validade MINISTRADO POR: Os participantes aqui mencionados e listados confirmam ter recebido treinamento específico seguindo o Programa de Prevenção de Riscos de Prensas e Similares “PPRPS” Participantes Nome Cargo Setor Assinatura Conteúdo programático Fonte: Senai/SP 6.2.11 Nova Avaliação de Riscos Após Adaptações e Resultados Para efeito de segurança em prensas, considera-se que um risco é uma função da severidade do dano possível e da probabilidade de ocorrência desse dano. Um dos princípios da avaliação de risco é o de que ela deve ser realizada durante todas as fases da “vida” das máquinas, o que implica acompanhamento constante e permanente para garantia de segurança. Além desse princípio, outro se refere à idéia de que a avaliação de risco implica julgamentos que se apóiam em métodos qualitativos e, na medida do possível, em quantitativos. Para que seja possível avaliar os riscos envolvidos em prensas, recomenda-se o uso de alguns critérios baseados na NBR 14009 Princípios para apreciação de Riscos; EN954-1 - Anexo B e várias outras normas em vigência. 60
  • 81.
    Esses critérios válidospara qualquer máquina e equipamento têm como limites:  a gravidade prevista pelo dano Tabela 10 – Tabela de Critérios de Severidade para definição do Risco S= Severidade (gravidade) de ferimento potencial S1 -> Leve (em geral inteiramente reversível, por exemplo, arranhão, contusão) S2 -> Grave (em geral irreversível, incluindo morte) Figura 36: Grau de Severidade Fonte: http://senaisp.webensino.com.br/sistema/webensino/portal/portal/prensas  a permanência em áreas perigosas Tabela 11 – Tabela de Critérios de permanência para definição dos Riscos F= duração ou freqüência de exposição ao risco F1 -> Exposição pouco freqüente e/ou curta exposição (quando o acesso somente é necessário de tempo em tempo e/ou a exposição acontece por um curto período) F2 -> Exposição freqüente e contínua ou de longa duração (se a pessoa se encontra exposta freqüentemente ao ponto de risco) 61
  • 82.
    Figura 37: Graude Permanência na área de Risco Fonte: http://senaisp.webensino.com.br/sistema/webensino/portal/portal/prensas  a possibilidade de evitar o risco Tabela 12 – Tabela de Critérios de Possibilidade de Evitar o Risco P = Possibilidade de evitar o risco P1 -> Possível sob condições específicas (o operador reconhece o risco e evita ferimentos) P2 -> Pouco possível (o operador não reconhece o risco e não evita ferimentos) Figura 38: Grau de Possibilidade de Evitar o Risco Fonte: http://senaisp.webensino.com.br/sistema/webensino/portal/portal/prensas Geralmente se encontram relacionados à velocidade à qual se origina, a proximidade do ponto de risco, o nível de treinamento e a experiência do operador. Se, na opinião do responsável, o operador reconhece o risco e evita ferimentos, deverá selecionar P1, e em caso contrário, P2. 62
  • 83.
     Verificação do RiscoNBR14009 / EN954-1 - Anexo B Uma vez definido o Risco conforme figura 40, devesse comparar o Risco comparar com Risco inicial / Final e fazer tabela comparativa das melhorias obtidas. Figura 39: Critérios de Avaliação do Risco Fonte: Catalogo da Prensas Jundiaí “Cuidados na Compra de uma Prensa Excêntrica com Acoplamento Freio Embreagem.” - NERINO FERRARI FILHO Figura 40: Avaliação do Risco Fonte: Catalogo da Prensas Jundiaí “Cuidados na Compra de uma Prensa Excêntrica com Acoplamento Freio Embreagem.” - NERINO FERRARI FILHO 63
  • 84.
    6.2.12 Ordem de Serviçopara Prensista De acordo com a NR-01 da Portaria 3.214/78, cabe ao empregador elaborar ordens de serviço sobre segurança e medicina do trabalho com o intuito de prevenção e ao trabalhador cumprir o estabelecido no Artigo 157, item II e Artigo 158 da CLT, com nova redação dada pela lei nº 6514 de 22/12/1977. Toda vez que mudamos os equipamentos, máquinas, “layout”, condição do ambiente ou procedimento, equivale a uma nova condição de risco, portanto uma nova ordem de serviço deve ser elaborada para a função. A ordem de serviço completa para prensista na revisão 2009, encontra-se no anexo “A” deste trabalho. Abaixo estão descritos os riscos avaliados, EPI´s e EPC´s recomendados: Tabela 13 – Riscos Ocupacionais. Tabela 14 – Equipamentos de Proteção Individual (Epi´s). Uso Obrigatório. 64
  • 85.
    Tabela 15 –Equipamentos de Uso Obrigatório em Atividades Específicas. Tabela 16 – Sistemas De Proteção Coletiva (EPC´s) De Uso Obrigatório. Figura 42: Operador com EPI utilizando uma máquina “retrofitada” Fotografia gentilmente cedida por Equacional 65
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    7 CONCLUSÕES 7.1 CUSTO DE IMPLANTAÇÃODO PROJETO Para analisar o custo de implantação do projeto e necessário definir alguns parâmetros:  número de trabalhadores da empresa (entre 51 e 100);  salário médio de operador da prensa (prensista)= R$ 4,68 p/h (R$ 1,029,60);  custo indireto do trabalhador nesta faixa salarial ( inclui assistência médica, seguro em grupo, assistência odontológica, cesta básica, vale transporte, INSS, férias e 13º): 132%;  Custo do salário = R$ 2.388,67;  Custo com BDI por parada de maquina neste setor: 103%;  HH= R$ 22,04 (para 220 horas);  uma UFIR = R$ 1,0641 (a UFIR foi extinta e este é seu último valor). 7.1.1 Custo de treinamento: Formação de uma equipe gestora: 36 HH; Avaliação de Riscos: 24 HH; Formulação do PPRPS: 24 HH; Fornecer informação, instrução, treinamento e supervisão: 72 HH; Nova Avaliação de Riscos Após Adaptações e Resultados: 30 HH; Custo treinamento = 186 HH = R$ 4.099,44. 66
  • 87.
    7.1.2  Custo das modificaçõesfísicas: Adotar proteções de enclausuramento nas ferramentas: Preço médio unitário = R$ 820,00 05 Unidades = R$4.100,00  Utilizar proteções móveis ou dispositivos de proteção, tais grades, etc. Preço médio unitário = R$ 396,00 08 unidades = R$ 3.168,00  Utilizar ferramentas de proteção (pinças magnéticas) Preço unitário = R$ 42,00 05 unidades = R$ 210,00  Fornecer mobiliário adequado ergonomicamente Preço unitário = R$ 332,00 06 lugares = R$ 1.992,00  Fornecer Sistema de Bloqueio Botão segurança= R$ 61,00 Chave 0-I = R$ 32,00 08 unidades = R$ 744,00  Mão Mecânica para segurar o disco Cada dispositivo = R$ 1.203, 00 03 maquinas = R$ 3.609,00  Modificação do sistema de pedais Preço médio unitário = R$ 450,00 07 maquinas = R$ 3.150,00  Comando Bi manual Preço médio unitário = R$ 890,00 08 maquinas = R$ 7.120,00 Custo dos equipamentos implementados = R$ 24.093,00 67
  • 88.
    7.1.3 Custo total doprojeto: CUSTO TOTAL = MDO APLICADA + MATERIAL CUSTO TOTAL = R$ 4.099,44 + R$ 24.093,00 = R$ 28.192,44 7.2 CUSTO DE UM ACIDENTE COM AFASTAMENTO POR 30 DIAS Para analisar o custo de um acidente vamos considerar um acidente simples sem mutilação com afastamento normal de 15 dias pela empresa e 15 pelo INSS a) Vamos utilizar os mesmos valores do item 7.1:  número de trabalhadores da empresa (entre 51 e 100);  salário médio de operador da prensa (prensista)= R$ 4,68 p/h (R$ 1,029,60);  custo indireto do trabalhador nesta faixa salarial ( inclui assistência médica, seguro em grupo, assistência odontológica, cesta básica, vale transporte, INSS, férias e 13º): 132%;  Custo do salário = R$ 2.388,67;  Custo BDI por parada de maquina neste setor: 103%;  HH= R$ 22,04 (para 220 horas);  uma UFIR = R$ 1,0641 (a UFIR foi extinta e este é seu último valor). b) Embasamento teórico e formulação matemática : Pesquisa feita pela Fundacentro revelou a necessidade de modificar os conceitos tradicionais de custos de acidentes e propôs uma nova sistemática para a sua elaboração, com enfoque prático, denominada Custo Efetivo dos Acidentes, como descrito a seguir ( ver na página 13 à Figura 5: Custos do Acidente de Trabalho): 68
  • 89.
    Ce = C- i Ce = Custo efetivo do acidente C = Custo do acidente i = Indenizações e ressarcimento recebidos por meio de seguro ou de terceiros (valor líquido) C = C1 + C2 + C3 C1 = Custo correspondente ao tempo de afastamento (até os 15 primeiros dias) em conseqüência de acidente com lesão; C2 = Custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e materiais danificados (acidentes com danos a propriedade); C3 = Custo complementares relativos às lesões (assistência médica e primeiro socorros) e os danos a propriedade (outros custos operacionais, como os resultantes de paralisações, manutenções e lucros interrompidos). C1 = R$ 2.388,67 / 2 = R$ 1.194,33 C2 = R$ 0,00 C3 = reposição de 220 HH = R$ 4.848,80 C3 = primeiros socorros = R$ 110,00 C3 = perda de bônus assistência médica = 2% de R$ 12.450,00 = R$ 249,00 C3 = Aumento da carga de seguro do INSS sobre a folha nos níveis de risco de acidentes do trabalho = 0,2% de R$ 233.000,00 = R$ 466,00 C3 = emissão da CAT = 2HH = R$ 44,08 i = R$ 0,00 Ce = Custo de um acidente = R$ 6.912,21 69
  • 90.
    7.3 CUSTO DE MULTASREFERENTES AO NÃO CUMPRIMENTO DAS NORMAS Parâmetros utilizados:  número de trabalhadores da empresa (entre 51 e 100);  HH= R$ 22,04 (para 220 horas);  uma UFIR = R$ 1,0641 (a UFIR foi extinta e este é seu último valor). As Normas brasileiras que tratam de equipamentos semelhantes à prensa são: Norma Regulamentadora 12; PPRPS (Programa de Prevenção de Risco em Prensas e Similares) e NT016/DSS/2004. Dentre estas normas, a NR 12 – Máquinas e Equipamentos, é a única que apresenta penalidades referentes ao não cumprimento dos itens contidos na mesma, os quais são: “12.2. Normas de segurança para dispositivos de acionamento, partida e parada de máquinas e equipamentos: 12.2.1. As máquinas e os equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e parada localizada de modo que: a) Seja acionado ou desligado pelo operador na sua posição de trabalho; (112.009-3 / I2) 12.2.2. As máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo, que não tenham proteção adequada, oferecendo risco ao operador, devem ter dispositivos apropriados de segurança para o seu acionamento. (112.014-0 / I2) 12.3. Normas sobre proteção de máquinas e equipamentos: 12.3.3. As máquinas e os equipamentos que ofereçam risco de ruptura de suas partes, projeção de peças ou partes destas, devem ter os seus movimentos, alternados ou rotativos, protegidos. (112.019-0 / I2) 12.3.4. As máquinas e os equipamentos que, no seu processo de trabalho, lancem partículas de material, devem ter proteção, para que essas partículas não ofereçam riscos. (112.020-4 / I2) 12.3.8. Os protetores removíveis só podem ser retirados para execução de limpeza, lubrificação, reparo e ajuste, ao fim das quais devem ser, obrigatoriamente, recolocados. (112.024-7 / I1) Trecho extraído da NR-12 70
  • 91.
    E a NormaRegulamentadora NR 28 – Fiscalização e Penalidades, apresenta os seguintes itens e tabelas referentes às penalidades: “28.3. Penalidades: 28.3.1. As infrações aos preceitos legais e / ou regulamentadores sobre segurança e saúde do trabalhador terão as penalidades aplicadas conforme o disposto na Tabela de gradação de multas (Tabela 17).” Trecho extraído da NR-28 Tabela 17 - Gradação das Multas (em UFIR) Fonte: Tabela 2 da Norma Regulamentadora 28 71
  • 92.
    Obedecendo às infraçõesprevistas na tabela de classificação das infrações (Tabela 18) Tabela 18 - Classificação das Infrações Fonte: Tabela 3 da Norma Regulamentadora 28 ‘28.3.1.1. Em caso de reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização, emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada na forma do art. 201, parágrafo único, da CLT, conforme os seguintes valores estabelecidos no Tabela 19.” Tabela 19 – Multa referente à reincidência A seguir tem-se a Tabela 20 relacionando os valores de cada penalidade que a empresa possa sofrer antes da execução do projeto. Tomou-se como valor da gradação, uma média entre o menor e o maior valor da penalidade. 72
  • 93.
    Tabela 20 –Valores das Multas em Reais Considerando que a empresa sofra apenas uma penalidade em cada caso e não seja reincidente, o valor total será de R$ 9.902,52 por máquina. Numero de máquinas “retrofitadas” = 8; Multa total para 8 máquinas= R$ 9.902,52 x 8 = R$ 79.220,16. 7.4 COMPARAÇÃO DOS CUSTOS Investimento unitário por maquina no projeto = R$ 28.192,44 / 8 = R$ 3.524.05; Ganho em prevenção = R$ 6.912,21 + R$ 9.902,52 = R$ 16.814,73; 73
  • 94.
    7.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Embora aempresa onde se realizou o projeto tenha permitido fotografar e fazer uma avaliação quantitativa dos riscos e acidentes, pois ela permitiu o acesso aos livros de CIPA, registros de acidentes, afastamentos médicos e aos atestados de faltas, foi feita a opção da avaliação final pelo método da comparação do custo benefício, pois a avaliação dos acidentes e riscos demandaria muito tempo (a espera de ocorrer mais um, possibilidade muito remota após as melhorias efetuadas). Este método de avaliação adotado demandou pouco tempo e possibilitou fazer uma avaliação qualitativa muito precisa, através da simples observação, reuniões com usuários, custos aplicados, estudo de desenhos técnicos e com dos resultados obtidos em relação às normas consideradas. Ao longo da avaliação da empresa em questão foi observado que mesmo sem medições quantitativas é possível fazer melhorias visando diminuição de riscos. Estes riscos, para obtermos resultados práticos, devem estar claramente definidos pela equipe de colaboradores, ajudando a produzir parâmetros para o Sanitarista fornecer o EPC e/ou EPI ou mudanças de processos, como no caso uma mudança de Layout que envolve tempo e custos, pois o objetivo final é a melhoria da qualidade de vida como derivada de um comprometimento pessoal de todos que compõe a organização. Dentre toda a legislação existente e normas técnicas que recomendam a colocação de dispositivos de segurança, a consciência da prevenção é o maior recurso contra acidentes. Pois desta consciência surge à motivação para buscar recursos e meios de melhorar o ambiente do trabalho. 74
  • 95.
    No caso pode-severificar que diversos itens foram instalados demandando trabalho, projeto e recursos de várias pessoas para se chegar ao resultado final apresentado nas figuras (Desenhos técnicos e fotografias). Em um primeiro instante, o profissional de segurança ou a pessoa consciente dos riscos e perigos existentes iria se perguntar como a máquina foi comprada e, pior ainda, utilizada durante tantos anos sem essas proteções. Deve-se lembrar, no entanto, que a atual conscientização dos riscos existentes em prensas custou o exemplo de milhares de pessoas que sofreram algum tipo de acidente durante sua jornada de trabalho. As modificações realizadas nestas prensas foram sem dúvidas bem vindas no sentido de melhorar a forma de trabalho e evitar riscos maiores em operações de estamparia, manutenção e troca de ferramental/ajuste. Para consolidação destas novas atitudes focadas na Higiene e Segurança do Trabalho acredita-se que um sistema gestor de melhorias continuas com o comprometimento de todos os níveis organizacionais consistente em propulsor de transformações de posturas, mentalidade e nos métodos de trabalho que tem por resultado final condições mais seguras e saudáveis no ambiente de trabalho. Além destas novas atitudes e da eliminação dos riscos mencionados, as empresas tem obrigações legais. Operar fora da legislação, além de ser contra o principio do respeito aos direitos de dignidade do homem, devemos considerar o risco financeiro proveniente de ações fiscais do MTE da ordem de R$ 79.220,16 e um custo do trabalho da ordem de R$ 6.912,21 para um acidente leve (sem ocorrência de lesão grave, mutilação ou morte). Os riscos podem ser evitados com um custo de prevenção de apenas R$ 28.192,44. 75
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    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Brasil. Ministérioda Previdência e Assistência Social. Anuário estatístico de acidentes do trabalho, 2006. Brasília; Ministério da Previdência e Assistência Social. [citado 2009 Junho 12]. Disponível em: http://www.mps.gov.br/conteudoDinamico.php?id=490 Elisabete de Fátima Polo de Almeida Nunes1, Nilva Maria de Souza2, Mara Ferreira Ribeiro3, Renata Baldo, Dissertação de Mestrado: “Notificação de acidentes de trabalho nas Unidades Básicas de Saúde de londrina”, Londrina 10/2009, http://www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v8n1/v8n1_artigo_1.pdf. e Acidentes de trabalho: um estudo sobre esta ocorrência em um hospital geral http://br.monografias.com/trabalhos-pdf900/acidentes-trabalho-hospital/acidentestrabalho-hospital.pdf Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Sindicato dos. Convenção coletiva dos Metalúrgicos e Trabalhadores de Indústrias de Injeção de Plástico – dia 08/06/09, http://www.movimatic.com.br/popup_home/ConvColeMetalSP_2006.pdf Ribeiro, Adonai Técnico em Segurança do Trabalho Cord. Técnico ST do Sind. dos Metalúrgicos de SP, Diretor do SINTESP (Sind. Téc. Seg. Trab. no Est. de SP),” Mapeamento de risco de acidente evita ações do INSS comentários sobre o artigo de Adelmo do Valle Souza Leão”, São Paulo 2009, Fonte: http://www.maquinariscozero.org.br/news/news.asp?TID=58&PN=1 Leão, Adelmo do Valle Sousa Leão é advogado empresarial trabalhista, com especialização em RH pelo MBA da USP, atua no Peixoto e Cury Advogados S.C, “Mapeamento de risco de acidente evita ações do INSS”, São Paulo janeiro de 2009, Fonte: Conjur - Consultor Jurídico – http://www.conjur.com.br Brasil, Ministério do Trabalho e Emprego, NOTA TÉCNICA N.º 16 / DSST dia 08/06/2009, Fonte: http://www.movimatic.com.br/popup_home/NT016Prensas.pdf Brasil, FUNDACENTRO – Ministério do Trabalho e Emprego “NORMAS DE SEGURANÇA EM MÁQUINAS”, São Paulo , manual da Fundacentro por Roberto 76
  • 97.
    do Valle Giulianocoordenador nacional do programa de proteção de máquinas da FUNDACENTRO, 2006, Fonte: http://www.fundacentro.gov.br Brasil, SENAI – SST – Segurança e Saúde do Trabalhador, Manual SISTEMA DE PROTEÇÃO DE PRENSAS, São Paulo, 1997, fonte em 2009-06-13 as 12:00hrs: http://www.senai.br/br/Publicacoes/snai_vc_pub.aspx Bel Air, Bel Air Pneumática e Hidráulica Ltda, Catálogo de Pneumática, São Paulo, 2009, Fonte 13/06/09 - 10:50 hrs: http://www.belair-ar.com.br/principal.htm Brasil, Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP , Diogo Pupo Nogueira; Jorge da Rocha Gomes; Naim Sawaia, artigo “Acidentes graves do trabalho na Capital do Estado de São Paulo (Brasil)”, Rev. Saúde Pública vol.15 no.1 São Paulo Feb. 1981, Fonte em 11/05/2009 as 11:00hrs: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003489101981000100002 Manual de segurança e saúde no trabalho. / Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho. – São Paulo: SESI, 2006. p240. : il. color. ; 28 cm. – (Coleção Manuais ; Indústria Gráfica). EQUIPE ATLAS, “MANUAIS DE LEGISLAÇÃO, SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO”. Edit. Atlas, 62ª Edição, São Paulo, 2008. NR 12 - Máquinas e equipamentos Hittig, Aladar.”ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS”, 1 a Edição, 1962. Editora e Tipográfica Carioca, São Caetano do Sul, SP, 1962. 355p. Martignoni, Alfonso. “MÁQUINAS DE CORRENTE ALTERNADA”, 5ª edição, 1987. Editora Globo S.A. Rio de Janeiro, RJ, 1968, 410p. 77
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    Mini Collins. DICIONÁRIOINGLÊS-PORTUGUÊS PORTUGUÊS-INGLES, 2ª edição, 1994. São Paulo, SP: Edições Siciliano, 1999. 231p. NBR NM - 272:2002 - Segurança de máquinas - Proteções - Requisitos gerais para o projeto e construção de proteções fixas e móveis NBR NM - 273:2002 - Segurança de máquinas - Dispositivos de intertravamento associados a proteções - Princípios para projeto e seleção NBR 13758:1996 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros inferiores NBR 13760:1996 - Segurança de máquinas - Folgas mínimas para evitar esmagamento de partes do corpo humano NBR 13761:1996 - Segurança de máquinas - Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores NBR 13930:2001 - Prensas mecânicas - Requisitos de segurança NBR 14152:1998 - Segurança de máquinas - Dispositivos de comando bi manuais - Aspectos funcionais e princípios para projeto 78
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    GLOSSÁRIO 1. Acidente deTrabalho : Aquele que acontece no exercício do trabalho a serviço da empresa,provocando lesão corporal ou perturbação funcional podendo causar morte, perda ou redução permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.Equiparam-se aos acidentes de trabalho:  o acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem da empresa fora do local de trabalho.  o acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da empresa.  o acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para casa.  doença profissional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho.  doença do trabalho (as doenças causadas pelas condições do trabalho. 2. Acidente Fatal: o acidente que provoca a morte do trabalhador. 3. Acidente Grave: quando provoca lesões incapacitantes no trabalhador. 4. Adicional de Insalubridade: adicional que deve ser pago ao trabalhador que trabalha em condições de insalubridade. O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a percepção de adicional incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente à:  40% para insalubridade de grau máximo,  20% para insalubridade de grau médio,  10% para insalubridade de grau mínimo. 5. Adicional de Periculosidade: adicional que deve ser pago ao trabalhador que trabalha em condições de periculosidade. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de 30% sobre o salário, sem acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. 6. Agentes ergonômicos: desajustes de ritmo e freqüência de trabalho, equipamento e instrumentos utilizados na atividade profissional que podem gerar desgaste físico, emocional, fadiga, sono, dores musculares na coluna e articulações. 7. Antropometria: ciência que estuda as medidas das partes do corpo humano e suas proporções. Geralmente a finalidade dos estudos da Antropometria é classificatória e comparativa. 8. Área de Controle das Máquinas: posto de trabalho do operador. 79
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    9. ART: Anotaçãode Responsabilidade Técnica, segundo as normas vigentes no sistema CONFEA/CREA. 10. ASO: atestado de saúde ocupacional. Atestado emitido pelo médico, em virtude da consulta clínica, quer seja ela feita por motivo de admissão (admissional), periódica, de mudança de função, de retorno ao trabalho ou demissional. 11. Aterramento Elétrico: ligação à terra que assegura a fuga das correntes elétricas indesejáveis. 12. Bancada: mesa de trabalho. 13. BDI (em cultura anglófona e mais comumente, Benefícios e Despesas Indiretas) é conceito de Engenharia de custos e significa a parcela de custo que, agregada ao custo direto de um empreendimento, obra ou serviço, devidamente orçado, permite apurar o seu custo total. Tem por finalidade suportar custos que, conquanto não-diretamente incorridos na composição do binômio "material versus elementos operativos sobre o material (tradicionalmente denominado apenas mão-de-obra), todavia incorrem também na composição geral do custo total. 14. Biqueira: proteção metálica presente na parte da frente de alguns calçados de segurança. A biqueira em geral é de aço e tem por objetivo proteger o pé do usuário contra quedas de objetos. 15. Botão cogumelo: Dispositivo de corte de energia elétrica para parada de máquinas. 16. Botoeira: dispositivo de partida e parada de máquinas. 17. CAT: Comunicação de Acidente do Trabalho. 18. Capacete: equipamento de proteção individual destinado a proteção da cabeça. 19. CGC: inscrição da empresa no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda. Hoje foi substituído pelo CNPJ. 20. Chave Blindada: chave elétrica protegida por uma caixa metálica, isolando as partes condutoras de contatos elétricos. 21. Chave Elétrica de Bloqueio: é a chave interruptora de corrente. 80
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    22. Chave fimde Curso: dispositivo limitador de curso dispositivo destinado a limitar um movimento até determinado ponto em que ele desliga o movimento. 23. Chave Magnética: dispositivo com dois circuitos básicos, de comando e de força, destinados a ligar e desligar quaisquer circuitos elétricos, com comando local ou à distância (controle remoto). 24. dB (decibel): símbolo de decibel. Símbolo de um décimo do Bel, Unidade internacional para indicação da intensidade de pressão sonora. 25. dB (A) (dê-bê-a): indicação do nível de intensidade sonora medida com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compressão "A". O dB (A) é usado para definir limites de ruídos contínuos ou intermitentes. 26. dB (C) (dê-bê-cê): indicação do nível de intensidade sonora medida com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compressão "C". O dB (C) é usado para definir limites de ruídos de impacto. 27. Decibel: décima parte do Bel, unidade de intensidade sonora no Sistema Internacional de Unidades. Símbolo dB. 28. Decibelímetro: aparelho utilizado para medir a intensidade do som. 29. Dispositivo Limitador de Curso: dispositivo destinado a limitar um movimento até determinado ponto. 30. Doenças do Trabalho: são aquelas doenças que podem ser adquiridas ou desencadeadas pelas condições inadequadas em que o trabalho é realizado, expondo o trabalhador a agentes nocivos a saúde. Exemplo: dores de coluna em motorista que trabalha em condições inadequadas 31. DORT: Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. 32. Engastamento: fixação rígida da peça à estrutura. 33. Engenharia de Segurança do Trabalho: ramo da Engenharia que se dedica a planejar, elaborar programas e a desenvolver soluções que visam minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, como também proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. 34. EPC: Equipamento de Proteção Coletivo – todo dispositivo ou equipamento destinado a eliminação ou diminuição de um risco ocupacional. 81
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    35. EPI: Equipamentode Proteção Individual – todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. 36. Ergonomia (do Grego ergon, trabalho + nomos, lei): Ergonomia é o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários a concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto e eficácia (Wisner – 1972). A ergonomia tem por objetivo adaptar o trabalho ao homem, bem como melhorar as condições de trabalho e as relações homem-máquina. A Ergonomia pode ser construtiva, corretiva e cognitiva. 37. Estabelecimento: cada uma das unidades da empresa, funcionando em lugares diferentes. 38. Estampos: Dispositivo ou ferramenta composto de duas partes (negativo e positivo) utilizado em prensas de estamparia. 39. Ferramenta: utensílio empregado pelo trabalhador para realização de tarefas, ou denominação de videas de torno ou estampos. 40. Ferramenta Pneumática: ferramenta acionada por ar comprimido. 41. Gaiola Protetora: estrutura de proteção usada em torno de escadas fixas para evitar queda de pessoas. 42. Isolantes: são materiais que não conduzem corrente elétrica, ou seja, oferecem alta resistência elétrica. 43. Legalmente Habilitado: profissional que possui habilitação exigida pela lei. 44. LER – Lesão por Esforço Repetitivo: O termo LER refere-se a um conjunto de doenças que atingem principalmente os membros superiores, atacam músculos, nervos e tendões provocando irritações e inflamação dos mesmos. A LER é geralmente causada por movimentos repetidos e contínuos com conseqüente sobrecarga do sistema músculo-esquelético. O esforço excessivo, má postura, stress e más condições de trabalho também contribuem para aparecimento da LER. Em casos extremos pode causar sérios danos aos tendões, dor e perda de movimentos. A LER inclui várias doenças entre as quais, tenossinovite, tendinites, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, bursite, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico e síndrome do pronador redondo. Alguns especialistas e entidades preferem, atualmente, denominar as LER por DORT ou LER/DORT. A LER também é conhecida por L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo). A LER pode ser classificada em:  Nível 1 – se a doença for identificada nesta fase, caracterizada por algumas pontadas, pode ser curada facilmente; 82
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       Nível 2 –dor mais intensa, porém tolerável, mais localizada, acompanhada de calor e formigamento; Nível 3 – nem o repouso consegue, nesta fase, fazer com que a dor diminua por completo. Incapacidade para certas funções simples; Nível 4 – dores insuportáveis e só pioram tornado a parte afetada dolorida, sem força e deformada. Nesta fase o paciente tem depressão, ansiedade, insônia e angústia. A doença já não tem mais cura. 45. Luva: equipamento de proteção individual destinado a proteção das mãos e ou antebraço. 46. Mapa de Riscos: mapa que tem por objetivo indicar os riscos de um ambiente de trabalho. Constitui-se uma planta do ambiente de trabalho, na qual se indicam através de círculos coloridos os diversos tipos de riscos. Os círculos variam de tamanho, sendo tanto maior quanto maior a gravidade do risco indicado. No mapa de riscos o usam-se as seguintes cores:  O verde representa risco físico, o vermelho risco químico, o marrom risco biológico, o amarelo risco ergonômico e o azul risco mecânico. 47. Máquina: equipamento ou dispositivo próprio para converter energia em movimento ou para utilizar e pôr em ação uma fonte natural de energia. 48. NR: Norma Regulamentadora. As NRs são elaboradas por comissão tripartite incluindo governo, empregados e empregadores e publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 49. OSHA – Occupational Safety and Health Administration: organização americana de segurança e saúde do trabalho. A OSHA dedica-se a prevenir acidentes, doenças e mortes relacionadas ao trabalho. Foi criada em 1971, está vinculada ao U.S. Department of Labor e tem sua sede em Washington DC; 50. Perfil Profissiográfico: descrição detalhada e individualizada de cada uma das funções existentes em uma empresa, levando em conta tarefas, equipamentos de proteção individual e coletivos, equipamentos e máquinas utilizadas, meio ambiente de trabalho, ritmo de trabalho, área de trabalho, entre outros. 51. Período de Trabalho: é o tempo durante o qual o trabalhador fica submetido à pressão maior que a do ar atmosférico excluindo-se o período de descompressão; 52. Pilão: peça utilizada para imprimir golpes, por gravidade, força hidráulica, pneumática ou explosão. 83
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    53. Pistão: Emboloutilizada para imprimir golpes, por gravidade, força hidráulica, pneumática ou explosão; 54. Postura: Posição ou posições que o corpo humano assume durante a realização de uma tarefa. 55. Prensa: é uma máquina que, através da força de pressão, pode dar forma, cortar, separar, comprimir, esmagar as mais diferentes variedades de materiais. Segundo a força de energia motora, podemos distingui-lo como: excêntrica, fricção, mecânica, hidráulica, hidráulica a quente, prensa rápida, pneumática, a vapor, entre outros. 56. Protetor auricular: equipamento de proteção individual destinado a atenuar ruídos. Há diversos tipos de protetores auriculares. Destacam-se os do tipo abafador e de inserção. 57. Protetor Removível: dispositivo destinado à proteção das partes móveis e de transmissão de força mecânica de máquinas e equipamentos. 58. Risco: possibilidade real ou potencial capaz de causar lesão e ou morte, danos ou perdas patrimoniais, interrupção de processo de produção ou de afetar a comunidade ou o meio ambiente. 59. Segurança do Trabalho – conjuntos de medidas que: são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. 60. Trava de Segurança: sistema de segurança de travamento de máquinas e elevadores. 61. Válvula de Retenção: a que possui em seu interior um dispositivo de vedação que sirva para determinar único sentido de direção do fluxo. 84
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    APÊNDICES APÊNDICE A –Equacional Elétrica e Mecânica Ltda, empresa que cedeu espaço para a pesquisa. Ficha Cadastral Razão Social: Equacional Elétrica e Mecânica Ltda. Endereço: Rua: Secundino Domingues, nº787 – Jardim Independência Cidade: São Paulo Estado: São Paulo C.E.P.: 03223-110 Telefone: (11) 2100-0777 Telefax: (11) 2100-0779 Site – http://www.equacional.com.br Email - Depto. Vendas: vendas@equacional.com.br Ramo de Atividade: Montagem e fabricação de equipamentos elétricos, eletromecânicos, mecânicos e hidráulicos. Inscrição no CGC/MF: 46.488.482/0001-71 Inscrição Estadual: 109.248.229.119 Inscrição Municipal: 8.090.859-4 Data da Fundação: 01/06/1974 Registro na JUCESP: 718.346 em 20/06/1974 CNAE: 13.23 Número de empregados: 68 Grau de risco: GR 3 Dimensionamento da CIPA = 8 membros Sócios Gerentes: Rosa Cheganças Gandra Falcone Carlos Laffitte Júnior Marcos Gandra Falcone 85
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    Histórico A Equacional Elétricae Mecânica LTDA é uma empresa privada especializada em projetar e fabricar motores e geradores elétricos, freios eletromagnéticos e eletrodinamométricos, reguladores de tensão de indução e equipamentos para instituições de ensino. É também fabricante de réplicas de equipamentos de produção descontinuada ou importados. A Equacional Elétrica e Mecânica foi fundada em junho de 1974. A empresa iniciou suas atividades em São Paulo, Capital. Nessa época fabricava e comercializava, para fins de ensino técnico, motores, geradores e transformadores elétricos destinados às escolas técnicas e de engenharia. Todavia, novas oportunidades e desafios oferecidos pelo mercado levaram a companhia a ingressar de forma definitiva no setor de bens de capital a partir de 1981. Passou, então, a projetar e a fabricar as mais variadas máquinas sob encomenda, sendo a sua gama de produtos formada por motores e geradores, peças e componentes. Simultaneamente, desenvolveu setores internos destinados ao reparo de motores e geradores, à fabricação de porta-escovas, comutadores e outros componentes. Passou ainda a prestar serviços de balanceamento, assistência técnica, projetos, re-projetos, estamparia, caldeiraria, montagem de painéis, usinagem e engenharia de campo. Seu histórico de sucesso comercial inclui, ainda, a produção de mais de 200.000 comunicações a clientes, 24.000 unidades de novos produtos especiais sob encomenda, 20.000 reparos de alta tecnologia, mais de 1.000 assistências técnicas e cerca de 32.000 desenhos mecânicos. Seu desempenho se completa com o desenvolvimento de centenas de motores para fins específicos de médio porte, além de mais de 5.500 projetos elétricos totalmente diferenciados, dentre outros dados de destaque. 86
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    Mudanças tecnológicas ede mercado a partir de 1991 levaram a empresa repensar seu papel no mercado fazendo pequenas modificações em seu perfil de atuação sem mudar o seu principal foco de atuação, ou seja, o mercado de máquinas elétricas especiais. Sua equipe é formada por 80 funcionários, constantemente treinada com destaque para o seu corpo de engenheiros altamente especializados no desenvolvimento de produtos próprios para as indústrias automobilística, siderúrgica e naval, além de escolas técnicas e de engenharia. A partir deste momento com a abertura de mercado e mudanças tecnológicas no conceito das máquinas e equipamentos, a empresa optou por diminuir a verticalização e focar nas em suas principais vantagens competitivas, passando a atuar quase que exclusivamente nos segmentos de mercado de Siderurgia, SucroAlcooleira, Tração Elétrica e movimento de cargas em geral. Intensificou suas atividades principalmente na área de reparos e desenvolvimento. A empresa participa ativamente na assessoria e desenvolvimento de projetos de máquinas sob encomenda, quer para máquinas de séries padronizadas, quer para máquinas especiais e protótipos de pesquisa e desenvolvimento de maior conteúdo tecnológico e nos reparos que exigem qualificação técnica diferenciada. Aparecendo em oitavo lugar entre os principais fabricantes e reparadores do setor de motores e geradores, a empresa mantém contratos de parceria industrial com a Siemens do Brasil, ratificados na Alemanha, como para a fabricação de motores de centrífugas de açúcar, motores de guinchos para navios, motores de corrente contínua, peças e componentes para motores Siemens, e de serviços. Seu contínuo investimento na qualidade inclui a introdução de um programa de qualidade total focado em tecnologia e treinamento. 87
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    Hoje a empresaocupa instalações industriais alugadas, contando com 4.550 m² de área construída num terreno de 5.600 m² com conservação de grau mediano visando não à qualidade percebida e sim a continuidade do processo (foco serviço). A empresa esta investindo em novas soluções de produção como a substituição de prensas por maquinas de corte laser e Fresas CNC para substituição de plainas e furadeiras radiais, maquinas de risco elevado. Uma nova planta fabril esta sendo executada em terreno próprio com preceitos de Segurança contra Incêndio e Segurança do Trabalho de ultima geração. Figura 43: Maquete da Nova Fabrica da Equacional (prev. 2010) Fotografia gentilmente cedida por Equacional 88
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    Figura 44: Hidrogeradoresda PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009 Fotografia gentilmente cedida por Equacional Figura 45: Hidrogeradores da PCH São Mauricio – Fabr. Equacional 2009 Fotografia gentilmente cedida por Equacional 89
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    APÊNDICE B –Estampagem de núcleos magnéticos em motores elétricos Os núcleos magnéticos são constituídos do empilhamento de chapas estampadas ranhuradas do estator e do rotor. O material utilizado é a chapa tratada para fins elétricos. Os materiais a serem utilizados, a forma, dimensões, quantidade e disposição variam conforme a especificação de motor para motor, ou seja, para cada tipo de motor elétrico com características diferentes teremos um estampagem diferente. Para possibilitar este universo de chapas diferentes temos diversos tipos de ferramentas diferentes, materiais diferentes entre outras possibilidades. 1.1 Materiais. Os materiais básicos são:  Aço doce (ferro fundido laminado com teor de carbono SAE-1020)  Aço doce para fins elétricos (ferro fundido laminado a frio com teor de carbono SAE-1020, com porcentagem mínima de silício que não altera propriedades de abrasão do aço 1020)  Aço silicioso (ferro fundido laminado a frio com teor de carbono SAE-1020, com porcentagem controlada de silício conforme especificação de perdas). Estes materiais podem ser fornecidos em rolos de 1020mm de largura, chapas de 1000 x 2000mm ou “blank” cortado. Figura 45 – “Blank” Fotografia gentilmente cedida por Equacional 90
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    A opção dotipo de material ou a forma de recebimento é de acordo com o maquinário a ser utilizado e projeto da maquina em si. Normalmente o material recebido em rolo é utilizado em processo de estampagem onde as prensas têm alimentador automático, porém antes de utilizar o rolo é necessário cortá-lo em fitas na largura equivalente ao diâmetro externo da chapa do estator. Como vantagem podemos dizer que nesta forma de recebimento o custo de aquisição é mais baixo, porém aumenta uma etapa no processo. A chapa de 2000 x1000mm requer o mesmo processo do rolo, porém sua utilização é indicada para processos sem alimentação automática e o custo de aquisição é 15% do que o do rolo. Já adquirir o blank pronto elimina ao corte da chapa e do rolo, além de minimizar as perdas de material, porém ele é de aquisição mais cara (da ordem de 100% com relação ao rolo). 2. Maquinário. Os mais utilizados são:  Prensas excêntricas  Prensas Hidráulicas  Picotadeiras  Guilhotinas  Tesouras rotativas  Alimentadores Após a implementação do PPRPS, foram eliminados do processo:  Tesoura rotativa: substituída por ferramentas do tipo punção combinadas com faca de corte para retirada do miolo. Esta ferramenta montada na prensa picotadeira, permite em uma única operação fazer o diâmetro externo do estator, ranhuras do estator, diâmetro interno do estator e o diâmetro externo do rotor. A sobra desta etapa de estamparia já é o disco (matéria prima) aonde será feita a próxima etapa, ou seja, material acabado onde estão estampadas as ranhuras do rotor. 91
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     Prensa Excêntrica duplade 150 toneladas com “queixo quebrado”: Com a adoção de ferramentas padronizadas fechadas para furo central e chaveta em etapa única concentro-se o numero de diâmetros internos para eixos e os mesmos foram dimensionados para a utilização da prensa simples de 150 toneladas da indústrias mecânicas Jundiaí.  Alimentadores: Devido o espaço físico e o “Lay –out” da empresa e tipo das prensas, após analise de riscos e custos preliminares, foi concluído que é inviável para o “status quo” analisado a implementação de alimentares automáticos que não oferecessem riscos. Foi decidido continuar a aquisição de matéria prima na forma de blank´s, apesar do custo de aquisição de matéria prima ser maior. Tabela 21 – Máquinas e Ferramentas disponíveis 92
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    3. Estampos. São inúmerostipos e a escolha vai de acordo com o projeto do motor e com a quantidade de chapas a serem estampas. Por exemplo, para fabricar 100 motores com pacotes de 100mm com chapa de 0,5mm, serão necessárias aproximadamente 20.000 chapas, portanto devido ao numero de repetições de corte estes estampos devem ser dimensionados para não perderem o corte e produzirem a mínima imperfeição de “amassadura da superfície” ou produção de “rebarbas”. Nº de chapas = (nº de máquinas x L pacote magnético x Fp) / espessura da chapa No caso o Fp considerado foi 1 (um), porém na realidade de devido a rugosidade da superfície das chapas, recobrimento das mesmas e imperfeições de estamparia (rebarba), por maior que for a capacidade da prensa hidráulica utilizada para conformar (apertar) o pacote de Chapas este numero gira por volta de 89%, ou seja, 0,89 pu. O resultado disto é que a parte magnética fica reduzida em 11% com relação ao comprimento total. Voltando ao estampos, eles normalmente são constituídos de base universal, matriz, encosto, punção, facas de avanço e fechamento. O material utilizado para fabricação é um bloco de aço ferramenta do tipo “D2” e são ajustadas no formato final em ferramentarias com matrizes de eletro-erosão ou laser. Os punções e matrizes normalmente são projetados com sobre metal para permitir o processo de afiação em retifica de mesa. As figuras de 46 até 49 exemplificam alguns tipos: 93
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    Figura 46: Estampoutilizado para cortes de discos, pólos, centro de arrasto. Fonte: Livro ” ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS” de Aladar Hittig. 94
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    Figura 47 -Estampo utilizado para abrir ranhuras. Fonte: Livro ” ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS” de Aladar Hittig. 95
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    Figura 48 -Estampo de punção, utilizado para ranhuras de rotor, canais de guia, furos, rasgos de chavetas. Fonte: Livro ” ESTAMPOS DE CORTE E NORMAS” de Aladar Hittig. Figura 49: Estampo progressivo de rotor e estator. Fotografia gentilmente cedida por Equacional 96
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    4. Processo deEstampagem de chapas em discos para rotores e estatores de máquinas rotativas. 4.1. Preparação da Máquina  Limpar ferramentas e apoio da máquina;  Montar o ferramental da máquina;  Ajustar e fixar a ferramenta 4.2. Regulagem da Máquina Os valores de golpes por minuto que a máquina trabalhará para estampagem devem ser determinados pela tabela abaixo. Tabela 22 - Velocidade de estampagem (limites por inércia da chapa). Fonte: Gentilmente cedido por COSINOX 97
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    4.3. Estampagem dodisco padrão Fazer estampagem do Disco Padrão conforme especificado. A seqüência das figuras de 50 até 52 exemplificam o processo: Figura 50: Blank com furo de centro e pino de arraste. Fotografia gentilmente cedida por Equacional. 98
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    Figura 51: Esquemade Seqüência de estamparia Esquema gentilmente cedido por Cosinox 99
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    Figura 52: Exemplode disco cortado. Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional 100
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    4.4. Controle dimensionalem Produto Acabado. Executar o Controle Dimensional na primeira chapa estampada e depois num intervalo de 100 em 100 chapas. O nível máximo de aceitação de rebarba nesta fase é de 0,050mm. Preencher Protocolo Dimensional conforme figura 53: Figura 53: Esquema de protocolo dimensional Esquema gentilmente cedido por Cosinox. 101
  • 122.
    4.5. Estampagem daChapa do Estator Estampar ranhuras e o diâmetro interno da Chapa do Estator. A seqüência das figuras de 54 até 55 exemplifica o processo: Figura 54: Chapa ranhura do estator Fonte: Fotografia Gentilmente cedida por Equacional O empilhamento da sobra do seu diâmetro interno (que será utilizado para a fabricação da Chapa do Rotor) deverá ser intercalado á 90 graus. Empilhar as sobras internas das Chapas do Estator tomando como referência o rasgo da chaveta que é deslocado conforme projeto em n graus em relação à chaveta central. 102
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    Figura 55: Empilhamentodas Sobras do Estator Fonte: Esquema gentilmente cedido por Cosinox 4.7. Estampagem da Chapa do Rotor Estampar as chapas do rotor, a partir do disco interno do estator (Ver figuras 56 e 57). 103
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    Figura 56: ProtocoloDimensional (Instrução de Trabalho) Fonte: Esquema gentilmente cedido por Cosinox 104
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    Figura 57: Discodo rotor (sobra do estator, Fig. 55) Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional 4.8. Estampagem dos Furos de Ventilação: Executada somente se solicitado pelo projeto. 4.9. Controle Dimensional dos Furos de Ventilação: Variação máxima de 0,05 mm.Executar o controle dimensional na primeira chapa estampada e depois num intervalo de 100 em 100 chapas. O nível de aceitação máxima de rebarba nesta fase é de 0,080 mm. 105
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    4.10. Estampagem dasRanhuras Uma vez disponível a matéria prima (disco sobra do estator) as chapas serão novamente submetidas à operação de estampagem de ranhuras nas prensas picotadeiras. O empilhamento da sobra do seu diâmetro interno (será utilizado para a fabricação de motores menores) deverá ser intercalado á 90 graus. Empilhar as sobras internas das Chapas do rotor tomando como referência o rasgo da chaveta, porém desta vez o empilhamento deve ser feito em alinhamento sem deslocamento em relação ao furo de arraste. Figura 58: Chapa ranhura do estator Fonte: Fotografia gentilmente cedida por Equacional 106
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    4.11 Controle Dimensionaldas Ranhuras Executar o Controle Dimensional na primeira chapa estampada e depois num intervalo de 100 em 100 chapas.O nível máximo de aceitação de rebarba nesta fase é de 0,080 mm. 4.12. Estampagem do Diâmetro Interno do Rotor Tomar um dente (ranhura) como referência e marcar com pincel atômico todo o pacote empilhado. 4.13 Estampar o diâmetro interno. O diâmetro interno deve ser estampado com ferramenta de faca de guia junto ao punção durante posicionando a chapa pelo dente, marcado no pino guia da ferramenta, ou seja, esta operação se faz simultaneamente a estampagem das ranhuras. 4.14 Empilhar as chapas do rotor: O “empilhamento” deve ser feito tomando como referência a marcação do pincel atômico. Assim como no estator o empilhamento da chapa acabada do rotor será executada tomando como referência o rasgo da chaveta que é deslocado conforme projeto em n graus em relação à chaveta central, porém agora em relação ao eixo no lugar da carcaça. 4.15. Controle Dimensional no Diâmetro Interno do Rotor Preencher Protocolo Dimensional conforme figura: Executar o Controle Dimensional na primeira chapa estampada e depois num intervalo de 100 em 100 chapas. O nível máximo de aceitação para rebarba nesta fase é de 0,080 mm. 107
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    Figura 59: ProtocoloDimensional Fonte: Esquema gentilmente cedido por Equacional 108
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    5. Montagem dosnúcleos A forma de execução mais comum de pacote de rotor é a indicada na figura 60. O processo consiste empilhar as chapas estampadas do rotor sobre o eixo ou dispositivo e prensar até atingir o fator de empilhamento e a dimensão correta e travar por meio de anel elástico, anel roscado, encosto soldado, ou outro meio mecânico de trava. Uma vez montado o núcleo o barramento pode ser introduzido por meio de injeção de metal condutor ou barras de metal condutor. Figura 60: Núcleo de rotor montado sobre o eixo com barramento condutor. Fonte: In “Máquinas de Corrente Alternada, de Alfonso Martignoni, pág. 180, fig. 147”. A montagem do estator pode ser feita de varias formas. Assim como o rotor o processo consiste empilhar as chapas estampadas do estator diretamente dentro da carcaça ou sobre dispositivo e prensar até atingir o fator de empilhamento e a dimensão correta, quando o valor for obtido é necessário travar de forma permanente. A forma mais comum de execução é a prensagem em dispositivo e solda dos canais externos do estator ou grapas de fixação e 2 discos de 109
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    compressão (superior einferior). Também podemos montar com tirantes que passam por furos estampados na chapa do estator, e parafusam sob pressão os discos de compressão (ver figura 61) ou finalmente como no exemplo do rotor montar sobre um encosto inferior na carcaça e soldar o disco de compressão em um canal feito na carcaça conforme fotografia da figura 62. Figura 61: Núcleo de estator montado com tirantes. Fonte: In “Máquinas de Corrente Alternada, de Alfonso Martignoni, pág. 181, fig. 148”. Figura 62: Chapa ranhura do estator. Fonte: Fotografia Gentilmente cedida por Equacional 110
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    ANEXOS ANEXO A –ORDEM DE SERVIÇO PRENSISTA – EQUACIONAL 2009 I – ATIVIDADE OPERACIONAL: Cargo: PRENSISTA. DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: Executar serviços de prensista utilizando prensas existentes na Equacional para os serviços de corte de chapas de metais depois que o modelo esta pronto. OBS: As atividades não citadas aqui que são combatíveis com a função poderão ser delegadas pela empresa ao profissional. II – RISCOS OCUPACIONAIS NAS ATIVIDADES E RESPECTIVAS LESÕES CORPORAIS. POSSIVEIS CORPORAIS: PAIR – Perda Induzida por ruído RISCOS OCUPACIONAL-AGENTES 1-FÍSICO 2-ERGONOMICO 3- DE ACIDENTES Ruído Postura inadequada Esforço físico Projeção de partículas Batida contra objetos Máquina sem proteção 111 LESÕES Auditiva Lesões ósteo-musculares. Lesões oculares. Lesões ósteo-musculares Lesões em membro superiores.
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    III – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs) DE USO OBRIGATÓRIO. III - EQUIPAMENTOSDE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs) DE USO OBRIGATÓRIO EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO ATIVIDADE INDIVIDUAL Óculos de segurança Incolor Durante todo o expediente nas áreas classificadas. Protetor Auricular tipo plug ou concha Calçado de segurança com biqueira Durante todo o expediente. metálica. IV – SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA (SPC) DE USO OBRIGATÓRIO. 1- Sistema de proteção das prensas; 2- Extintor de Incêndio; 3- Aterramento de instalações e redes elétricas e isolamento físico da área em que irá realizar as operações de manutenção; 4- Sinalização de Segurança. V – PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS ANTES DE INICIAR A OPERAÇÃO. 1-Observar a área antes de começar a operação; 2-Observar a condição de segurança do local e/ou equipamento antes realizar a operação; 3-Observar se os EPIs que estão sendo usados são específicos da área, e se estão em condições de uso; 4-Caso necessário providenciar EPIs específicos; 5-Após a utilização manter o EPI, no armário destinado á sua guarda; 6-Na ocorrência de qualquer CONDIÇÃO ANORMAL (condição não prevista, impeditiva e/ou abaixo dos padrões mínimos de segurança) durante a execução 112
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    do trabalho, aoperação deverá ser paralisada IMEDIATAMENTE e o fato comunicado ao superior imediato e ao RH para a avaliação da mesma. VI – PROIBIÇÕES: É proibido utilizar Operar Ponte Rolante, sem estar devidamente habilitado e qualificado (NR – 11). É proibido realizar a operação na ocorrência de falta de qualquer EPI e/ou OS acima relacionados; e sem que esteja em perfeitas condições de saúde; É proibido realizar atividades na ocorrência de condição anormal de trabalho; É proibido realizar serviços em altura sem estar utilizando o cinto de segurança e/ou equipamento adequado; É proibido realizar qualquer operação utilizando anéis, pulseiras ou outros adornos pessoais; Manter cabelos curtos, caso contrário conservá-los presos utilizando boné ou outro dispositivo semelhante; É proibido utilizar jato de ar comprimido para limpeza pessoal; É proibido realizar qualquer operação se não houver condições de aplicação das PRECAUÇÕES NECESSÁRIAS acima relacionadas; Durante o expediente e deslocamentos (da casa ao trabalho e vice-versa) evitar correrias, brincadeiras ou atitudes incompatíveis com o bom relacionamento inter pessoal. VII – PROCEDIMENTOS EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO: Comunicar IMEDIATAMENTE à Supervisão e RH, procurando fornecer TODAS as informações solicitadas; 113
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    Prestar primeiros socorrosao acidentado SOMENTE se for apto (treinado e certificado) para este procedimento; Somente remover o acidentado com ferimento grave com autorização do socorrista (pessoa treinada e habilitada para prestar primeiros socorros); Manter afastadas do local do acidente pessoas estranhas às ações de socorro; Efetuar o isolamento do local do acidente com orientação do RH e/ou Cipeiro e/ou Presidente da CIPA. VIII – PRINCIPAIS CUIDADOS AMBIENTAIS: Recolher todo lixo gerado na área e levar para os depósitos específicos; Evitar o derramamento de produtos químicos no solo. Caso isso ocorra, providenciar contenção, de maneira a evitar atingir área de preservação permanente, cursos de água, etc., e avisar imediatamente o encarregado; Proteger a fauna e a flora; Não matar animais silvestres; Cumprir rigorosamente as orientações quanto aos cuidados com a preservação ambiental. IX – REQUISITOS DA QUALIDADE Todas as funções têm procedimentos em relação à GARANTIA DA QUALIDADE, onde os funcionários deverão se conscientizar que o processo de fabricação está diretamente ligado a QUALIDADE, tomando assim todos os cuidados necessários para que o processo saía da melhor maneira possível. Todos os funcionários são co-responsáveis pelo sistema da Qualidade, pela preservação dos Recursos financeiros, máquinas, equipamentos, ferramentas e pelo Ambiente de Trabalho (Manter limpo, organizado e arrumado). Deverão fazer 114
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    o preenchimento dosformulários para que a qualidade possa verificar uma não conformidade e solicitação de mão de obra, material e manutenção corretiva. Competências: Cargo Prensista Envolvimento (conscientização) Competências Assegurar conformidade do produto, - Preferência 2º grau prazos e matéria prima. Completo - Noções de Metrologia. Treinamento específico “On the Job” X – DECLARAÇÃO DO TRABALHADOR EXECUTANTE DA OPERAÇÃO: DECLARO ter recebido informações, orientações, treinamento e uma cópia desta OSSMT e respectivo PST, para permitir a execução de trabalho seguro na atividade de PRENSISTA. DECLARO também estar ciente de que a não obediência das normas estabelecidas neste DOCUMENTO, poderá sujeitar-me disciplinares definidas nos dispositivos legais aplicáveis. Nome: Data: Cargo: PRENSISTA. Assinatura: 115 às penalidades
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    ANEXO B –LAUDO TÉCNICO DE RUÍDO – EQUACIONAL 2009 Av. Paulista, 2.073 – Horsa I – conj. 1.820 Cerqueira César - São Paulo – SP Fone 011. 3283.3626 – 3262.2128 IBEA Instituto Brasileiro de Engenharia, Arquitetura e Proteção Ambiental PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – NR-9 LAUDOS TÉCNICOS DOS RISCOS Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1.977, Normas Regulamentadoras (NR), aprovadas pela Portaria nº 3.214, de 8.06.1.978 NR-9 e NR-7 Portaria nº 24, de 29 de dezembro de 1.994 RUÍDO 1. INTRODUÇÃO No mês de agosto/2008 foi procedida uma inspeção na Área Industrial da EQUACIONAL, para fazer o levantamento quantitativo do Nível de Ruído. Cumpre esclarecer que os resultados do levantamento implicam em parecer essencialmente técnico e científico das condições de exposição existente nas atividades analisadas, não objetivando necessariamente, a interpretação de questões trabalhistas. 116
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    2. INVESTIGAÇÃO Foi feitoum estudo das várias seções de trabalho com base na legislação em vigor (Lei nº 6.514- NR-15 - anexo nº 1), e que obedeceram as seguintes avaliações:  Localização, identificação e caracterização dos principais pontos de permanência dos funcionários.  Avaliação quantitativa da exposição do Nível de Ruído.  Enquadramento da legislação. 2.1. Síntese da Investigação Tem como objetivo geral, a determinação dos locais, quanto à exposição ao Ruído e sua adequada caracterização obtido através dos níveis de pressão sonora. Objetivam, finalmente, gerar recomendações finais de medidas de controle com abordagem de atuação nas fontes, trajetórias e/ou indivíduos. 3. LEGISLAÇÃO / NORMALIZAÇÃO Estas investigações e conclusões foram feitas de maneira mais rigorosa possível, estudando as situações, não somente à luz da Portaria 3214 - NR-15 e Anexo 1, mas também com base nas vastas normas técnicas existentes. 4. INSTRUMENTAÇÃO E METODOLOGIA As medições de Níveis de Ruído foram baseadas na NR-15, Anexo 1, da Portaria 3214, utilizando-se aparelho decibelímetro da Marca Simpson mod. 886-Tipo 2, 117
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    para detecção dosníveis contínuos e intermitentes, operando no circuito de compensação A circuito da resposta lenta (slow). As leituras foram realizadas em vários pontos do ambiente num plano horizontal de 1,70 m. e próximo aos ouvidos do operador/funcionário (local de trabalho). Procedimentos adotados durante as medições:  Antes do início das medições o equipamento foi calibrado com Calibrador Simpson mod. 890 - USA;  O medidor ficará afastado das superfícies refletivas;  Os níveis foram medidos com as máquinas em funcionamento;  As medidas foram feitas no local de trabalho dos funcionários. 5. EPI / TERMO DE RESPONSABILIDADE 5.1. Considerações Gerais sobre o Uso de Equipamento de Proteção Individual Os equipamentos de Proteção Individual, usualmente identificado pela sigla “EPI”, formam, em conjunto, um recurso amplamente empregado para a segurança do trabalhador no exercício de suas funções. Assumem, por essa razão, papel de grande responsabilidade, para preservação da incolumidade do trabalhador contra os mais variados riscos aos quais está sujeito nos ambientes de trabalho. Os “EPI’s” são empregados, rotineiramente ou excepcionalmente, em quatro principais circunstâncias, a saber: 1º - Quando o trabalhador se expõe diretamente a riscos não controláveis por outros meios técnicos de segurança. 2º - Quando o trabalhador se expõe a riscos apenas parcialmente controlados por outros recursos técnicos. 118
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    3º - Emcasos de emergências ou seja, quando a rotina do trabalho é quebrada por qualquer anormalidade, exigindo o uso de proteção complementar e temporária pelos trabalhadores envolvidos. 4º - A título precário, em período de instalação, reparos ou substituição dos meios que impedem o contato do trabalhador com o produto ou fator de risco. Em suma, os “EPI”são empregados, na maioria dos casos, quando recursos de ordem geral não são aplicáveis ou não se encontram disponíveis para a eliminação de riscos que comprometam a segurança e a saúde do trabalhador. 6. MEDIÇÃO DE RUÍDO CONTÍNUO E INTERMITENTE Os resultados da quantificação do nível de ruído estão apresentados em planilhas, ou seja, TABELA I 7. ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS Após os resultados obtidos segue abaixo uma tabela de Interpretação dos resultados. Valor em dB(A) Encontrado Situação da Exposição Inferior a 85 86 a 90 Aceitável Temporariament e aceitável 91 a 95 Inaceitável 96 a 100 Inaceitável 101 a 105 106 a 115 Inaceitável Inaceitável Condição Técnica da Situação De atenção; uso de protetor auricular Séria; uso de protetor auricular; controle semestral de audiometria Crítica; uso de protetor auricular; controle semestral de audiometria e encaminhamento ao otorrino. De emergência; uso de protetor auricular, com certas restrições; controle semestral de audiometria e encaminhamento ao otorrino; e controle de exposição. De emergência; uso de protetor auricular, com certas restrições; controle semestral de audiometria e encaminhamento ao otorrino; e obrigatoriedade de controle da exposição. 119 Nível de atuação Recomendação para as Ações de Controle De rotina Preferencial Urgente Imediata Interrompa a exposição prolongada
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    VALORES MEDIDOS EMAVALIAÇÃO QUANTITATIVA PONTO Nº 1 LOCAL COMPRESSOR NÍVEL MEDIDO LT=85 Db(A) 86 O COMPRESSOR ESTÁ ISOLADO DA FÁBRICA NÃO CAUSANDO RISCO AOS FUNCIONÁRIOS 2 3 4 4B 5 CARPINTARIA SERRA, DOBRA FERRARI P/ CORTE LIXADEIRA SOLDA 6 6A 6B 6C USINAGEM FREZA 1 FREZA 2 FURADEIRA 84 82 80 obrigatório o uso de protetor Protetor auricular opcional obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor obrig. uso de protetor/controle médico/ medidas coletivas obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor 6D 6E 6F 7 8 8A 8B FREZA DE 3 A 8 FREZA DE 9 A 13 TORNO HORIZONTAL SALA DE PROVAS ESTAMPARIA PRENSA PICOTADEIRA PNEUMÁTICA PICOTADEIRA AS DUAS PICOTADEIRAS FUNCIONANDO MONTAGEM CONSERTO Bancada 1 Bancada 2 Bancada 3 ENROLAMENTO LIMPEZA DE MOTOR LAVAGEM DE MOTOR MANUT. E CONSERTO DE MOTOR RECPÇÃO ADMINISTRAÇÃO, ESCRITÓRIOS 82 82 83 89 93 95 obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor 94 98 81 79 79 78 78 77 79/86 84 80 obrigatório o uso de protetor obrigatório o uso de protetor, aplicar medidas coletivas, controle médico Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional Protetor auricular opcional 65 63 - 8C 8D 9 11 11A 11B 11C 12 13 14 15 16 17 89 76 94 99/101 92/96 RECOMENDAÇÕES OBSERVAÇÕES Ruído acima dos limites estabelecidos pode causar os seguintes danos aos Trabalhadores:  Cansaço  Irritação  Dores de Cabeça  Diminuição da Audição 120
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     Aumento da PressãoArterial  Problemas do Aparelho Digestivo  Taquicardia  Perigo de Infarto TODOS OS FUNCIONÁRIOS EXPOSTOS À NÍVEIS ACIMA DE 85 dB’s DEVERÃO SER SUBMETIDOS A AUDIOMETRIAS TONAIS PERIÓDICAMENTE. LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTES Níveis de Ruído dB(A) 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 Máxima Exposição diária permissível 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 min. 4 horas 3 horas e 30 min. 3 horas 2 horas e 40 min. 2 horas e 15 min. 2 horas 1 hora e 45 min. 1 hora e 15 min. 1 hora 45 min. 35 min. 30 min. 25 min. 20 min. 15 min. 10 min. 8 min. Este laudo técnico de avaliação ocupacional tem validade de 1 (hum) ano, a partir da data da emissão deste documento, desde que não haja alteração substancial do processo, do arranjo físico e das instalações. ________________________________ Engª SILVANIA BUDOYA BUJAN LAMAS CREA Nº 0601784928 São Paulo, 10 de agosto de 2009. 121