Mensuração, Gestão de
Jorge Luís Brugnera 1
Mensuração, Gestão de
Performance e Risco
MEDIDAS DE RISCO
VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO
Sinônimos de VOLATILIDADE.
Mede a oscilação dos ativos. Quanto maior o
valor maior o risco.
Jorge Luís Brugnera 2
Б2 = Variância
Б = Desvio padrão
Desvio padrão é a raiz quadrada da variância
e a variância é o quadrado do desvio.
Comportamento entre Duas Variáveis
Covariância – Correlação quantificam o grau de
diversificação de uma carteira.
Mensuram a inter-relação entre duas variáveis.
Jorge Luís Brugnera 3
Como uma variável explica a outra.
Quanto menor o índice de correlação, maior o
grau de diversificação.
Comportamento entre Duas Variáveis
Coeficiente de Determinação:
Indica o quanto o comportamento de uma
variável explica os resultados de outra variável
em percentual.
É o quadrado da correlação transformado em
Jorge Luís Brugnera 4
É o quadrado da correlação transformado em
percentual.
Exemplo: correlação = 1 → 12 = 1 → 100%
Correlação = 0,7 → 0,72 = 0,49 → 49%
Correlação Positiva Perfeita = 1
Jorge Luís Brugnera 5
Correlação Negativa Perfeita = - 1
Jorge Luís Brugnera 6
Ativos Sem Correlação ou
Ativos com Correlação Não Perfeita
Jorge Luís Brugnera 7
TRACKING ERROR
Equação do Tracking Error:
TE= б (Rfundo – Rbench)
O Tracking Error é dado pelo desvio padrão
Jorge Luís Brugnera 8
O Tracking Error é dado pelo desvio padrão
das diferenças entre os retornos de um fundo
e os retornos do seu benchmark em um
determinado período.
Quanto mais voláteis as diferenças maior o
Tracking Error
ERRO QUADRÁTICO
A Equação do Erro Quadrático médio é a média
das diferenças ao quadrado entre os retornos de
um fundo e os retornos de seu benchmark.
Jorge Luís Brugnera 9
∑
n
( r fundo - r Bench ) 2
EQM = √
i=1
n
Tracking Erro e Erro Quadrático
Tracking Error e Erro Quadrático Médio são duas
medidas de descolamento dos retornos em relação
a um benchmark ou parâmetro de performance.
Quanto menor o índice, maior a aderência do
Jorge Luís Brugnera 10
Quanto menor o índice, maior a aderência do
fundo em relação ao seu benchmark
Fundos passivos tendem a apresentar menor
tracking Error e Erro Quadrático Médio em relação
a fundos ativos.
A RELAÇÃO RISCO RETORNO E O
ÍNDICE DE SHARPE
O índice de Sharpe é um indicador de
performance que considera o retorno e o risco
total do investimento.
Jorge Luís Brugnera 11
Quanto mais alto o índice de Sharpe, melhor
a relação risco X retorno→ melhor o desempenho
do fundo.
Quanto menor o índice, pior é a relação risco
X retorno – pior o desempenho do fundo.
A RELAÇÃO RISCO RETORNO E O
ÍNDICE DE SHARPE
Banco A 0,10% 0,06% 1,622
Administrador Prêmio
Risco
Volatilidade
Índice
Sharpe
Jorge Luís Brugnera 12
Banco B
Banco C
Banco D
Banco E
0,002%
0,08%
0,15%
0,08%
0,047%
0,09%
1,06%
0,08%
0,042
0,857
0,138
1,018
ÍNDICE DE SHARPE
IS = E (Rrisco) – R sem risco
б risco
Onde: E(Risco) = rentabilidade esperada com risco
Jorge Luís Brugnera 13
Onde: E(Risco) = rentabilidade esperada com risco
maior que zero
Rsem Risco= rentabilidade de um investimento
sem risco
б risco = volatilidade ou desvio padrão do
investimento com risco
ÍNDICE DE SHARPE
MODIFICADO
Para alguns fundos, principalmente fundo de
ações, o investidor pode ter como referência
o benchmark, e não o ativo livre de risco.
Jorge Luís Brugnera 14
O Índice de Sharpe Modificado considera o
retorno acima do benchmark como o
prêmio pelo risco, e a volatilidade das
diferenças dos retornos do fundo e do
benchmark como medida de risco.
BETA “ß”
• Beta é a volatilidade da performance
média relativa ao mercado. Mede o risco
não diversificável.
• ß > 1 a carteira de ativo oscila mais que a
Jorge Luís Brugnera 15
• ß > 1 a carteira de ativo oscila mais que a
carteira de mercado – agressiva.
• ß = 1, a carteira tem o mesmo risco que o
mercado.
• ß < 1 a carteira é menos arriscada que o
mercado - defensiva
PRINCÍPIO DA DOMINÂNCIA
Retorno
ce
Melhor alternativa
De investimento
Jorge Luís Brugnera 16
Risco
a b
c
d
e
Administração e Gerenciamento
de Risco
• O conceito da duração foi introduzido
primeiramente por Frederick Macaulay em 1938
ao tentar definir a medida correta da “vida” de
um investimento de renda fixa.
• Dado que a maturidade ignora os montantes e
Jorge Luís Brugnera 17
• Dado que a maturidade ignora os montantes e
os períodos de todo o fluxo de caixa exceto o
fluxo final,
• Macaulay definiu como “vida” de um
investimento de renda fixa considerando cada
pagamento como um bond de cupom zero
(desconto puro).
Administração e Gerenciamento
de Risco
• DURATION DE MACAULAY é o
prazo médio ponderado do título de
renda fixa.
Jorge Luís Brugnera 18
• Em geral, quanto maior a duration
mais cairá o preço do título, se a taxa
de juros aumentar
DURATION MODIFICADA
• Pode-se interpretar de maneira
simplificada a duration modificada
como o quanto o preço do título vai
subir ou cair se os juros subirem ou
Jorge Luís Brugnera 19
subir ou cair se os juros subirem ou
cairem....
DURATION DE UM TÍTULO
• Não é cobrado o cálculo mas vamos
considerar um título com prazo de
seis anos, preço de R$1.000 e cupom
de 20%.
Jorge Luís Brugnera 20
de 20%.
• A taxa de juros anual de 20%.
DURATION DE UM TÍTULO
• Não é cobrado o cálculo mas
• (T) Fluxo VP VR T*VR
• 1 200,00 166,67 0,16667 0,16667
• 2 200,00 138,89 0,13889 0,27778
Jorge Luís Brugnera 21
• 2 200,00 138,89 0,13889 0,27778
• 3 200,00 115,74 0,11574 0,34722
• 4 200,00 96,45 0,09645 0,38580
• 5 200,00 80,38 0,08038 0,40188
• 6 1.200,00 401,88 0,40188 2,41127
• TOTAL 1.000,00 1,00000 3,99061
Convexidade
• Quanto maior a convexidade de um título,
menor será seu efeito de mudanças em seu
preço decorrente de variações da taxa de juros
e vice-versa.
Jorge Luís Brugnera 22
• Assim como a Duração de um fluxo de caixa, a
convexidade mede a sensibilidade do preço de
um título de renda fixa frente a variações no
nível de taxa de juros de mercado.
Convexidade
•
Jorge Luís Brugnera 23
VALUE AT RISK
O Cálculo do Valor em Risco
ou VAR é um método de se
Jorge Luís Brugnera 24
ou VAR é um método de se
obter o valor esperado da
máxima perda ou pior perda
dentro de um horizonte de
tempo com intervalo de
confiança.
STOP LOSS
• É o movimento feito pelo gestor quando é
obrigado a se desfazer de posições, de
modo que o risco de perdas diminua para
1% em um dia, com 95% de chances.
Jorge Luís Brugnera 25
1% em um dia, com 95% de chances.
• No contexto do VAR o stop loss não
necessariamente corta um prejuízo, mas
apenas diminui posições de risco.
STRESS TEST
• Stress Teste é para saber até onde a
perda de valor de uma carteira pode
chegar em uma situação hipotética de
Stress macroeconômico, chamado
Jorge Luís Brugnera 26
Stress macroeconômico, chamado
Cenário de Stress.
STRESS TEST
• O Stress Teste normalmente é utilizado
como um complemento do VAR para
medir as perdas quando o grau de
confiança (normalmente 95%) é
Jorge Luís Brugnera 27
confiança (normalmente 95%) é
ultrapassado.
• São situações de stress de mercado
conhecidas como fat tail (cauda grossa)
BACK TESTING
• O Back Testing é utilizado para testar
modelos derivados através de simulações.
• O Back Testing é alimentado com dados
históricos, e o número de violações
Jorge Luís Brugnera 28
históricos, e o número de violações
ocorridas do limite de VAR é medido para
verificar se estão dentro do nível de
confiança estabelecido.

Mensuração, gestão de performance e risco

  • 1.
    Mensuração, Gestão de JorgeLuís Brugnera 1 Mensuração, Gestão de Performance e Risco
  • 2.
    MEDIDAS DE RISCO VARIÂNCIAE DESVIO PADRÃO Sinônimos de VOLATILIDADE. Mede a oscilação dos ativos. Quanto maior o valor maior o risco. Jorge Luís Brugnera 2 Б2 = Variância Б = Desvio padrão Desvio padrão é a raiz quadrada da variância e a variância é o quadrado do desvio.
  • 3.
    Comportamento entre DuasVariáveis Covariância – Correlação quantificam o grau de diversificação de uma carteira. Mensuram a inter-relação entre duas variáveis. Jorge Luís Brugnera 3 Como uma variável explica a outra. Quanto menor o índice de correlação, maior o grau de diversificação.
  • 4.
    Comportamento entre DuasVariáveis Coeficiente de Determinação: Indica o quanto o comportamento de uma variável explica os resultados de outra variável em percentual. É o quadrado da correlação transformado em Jorge Luís Brugnera 4 É o quadrado da correlação transformado em percentual. Exemplo: correlação = 1 → 12 = 1 → 100% Correlação = 0,7 → 0,72 = 0,49 → 49%
  • 5.
    Correlação Positiva Perfeita= 1 Jorge Luís Brugnera 5
  • 6.
    Correlação Negativa Perfeita= - 1 Jorge Luís Brugnera 6
  • 7.
    Ativos Sem Correlaçãoou Ativos com Correlação Não Perfeita Jorge Luís Brugnera 7
  • 8.
    TRACKING ERROR Equação doTracking Error: TE= б (Rfundo – Rbench) O Tracking Error é dado pelo desvio padrão Jorge Luís Brugnera 8 O Tracking Error é dado pelo desvio padrão das diferenças entre os retornos de um fundo e os retornos do seu benchmark em um determinado período. Quanto mais voláteis as diferenças maior o Tracking Error
  • 9.
    ERRO QUADRÁTICO A Equaçãodo Erro Quadrático médio é a média das diferenças ao quadrado entre os retornos de um fundo e os retornos de seu benchmark. Jorge Luís Brugnera 9 ∑ n ( r fundo - r Bench ) 2 EQM = √ i=1 n
  • 10.
    Tracking Erro eErro Quadrático Tracking Error e Erro Quadrático Médio são duas medidas de descolamento dos retornos em relação a um benchmark ou parâmetro de performance. Quanto menor o índice, maior a aderência do Jorge Luís Brugnera 10 Quanto menor o índice, maior a aderência do fundo em relação ao seu benchmark Fundos passivos tendem a apresentar menor tracking Error e Erro Quadrático Médio em relação a fundos ativos.
  • 11.
    A RELAÇÃO RISCORETORNO E O ÍNDICE DE SHARPE O índice de Sharpe é um indicador de performance que considera o retorno e o risco total do investimento. Jorge Luís Brugnera 11 Quanto mais alto o índice de Sharpe, melhor a relação risco X retorno→ melhor o desempenho do fundo. Quanto menor o índice, pior é a relação risco X retorno – pior o desempenho do fundo.
  • 12.
    A RELAÇÃO RISCORETORNO E O ÍNDICE DE SHARPE Banco A 0,10% 0,06% 1,622 Administrador Prêmio Risco Volatilidade Índice Sharpe Jorge Luís Brugnera 12 Banco B Banco C Banco D Banco E 0,002% 0,08% 0,15% 0,08% 0,047% 0,09% 1,06% 0,08% 0,042 0,857 0,138 1,018
  • 13.
    ÍNDICE DE SHARPE IS= E (Rrisco) – R sem risco б risco Onde: E(Risco) = rentabilidade esperada com risco Jorge Luís Brugnera 13 Onde: E(Risco) = rentabilidade esperada com risco maior que zero Rsem Risco= rentabilidade de um investimento sem risco б risco = volatilidade ou desvio padrão do investimento com risco
  • 14.
    ÍNDICE DE SHARPE MODIFICADO Paraalguns fundos, principalmente fundo de ações, o investidor pode ter como referência o benchmark, e não o ativo livre de risco. Jorge Luís Brugnera 14 O Índice de Sharpe Modificado considera o retorno acima do benchmark como o prêmio pelo risco, e a volatilidade das diferenças dos retornos do fundo e do benchmark como medida de risco.
  • 15.
    BETA “ß” • Betaé a volatilidade da performance média relativa ao mercado. Mede o risco não diversificável. • ß > 1 a carteira de ativo oscila mais que a Jorge Luís Brugnera 15 • ß > 1 a carteira de ativo oscila mais que a carteira de mercado – agressiva. • ß = 1, a carteira tem o mesmo risco que o mercado. • ß < 1 a carteira é menos arriscada que o mercado - defensiva
  • 16.
    PRINCÍPIO DA DOMINÂNCIA Retorno ce Melhoralternativa De investimento Jorge Luís Brugnera 16 Risco a b c d e
  • 17.
    Administração e Gerenciamento deRisco • O conceito da duração foi introduzido primeiramente por Frederick Macaulay em 1938 ao tentar definir a medida correta da “vida” de um investimento de renda fixa. • Dado que a maturidade ignora os montantes e Jorge Luís Brugnera 17 • Dado que a maturidade ignora os montantes e os períodos de todo o fluxo de caixa exceto o fluxo final, • Macaulay definiu como “vida” de um investimento de renda fixa considerando cada pagamento como um bond de cupom zero (desconto puro).
  • 18.
    Administração e Gerenciamento deRisco • DURATION DE MACAULAY é o prazo médio ponderado do título de renda fixa. Jorge Luís Brugnera 18 • Em geral, quanto maior a duration mais cairá o preço do título, se a taxa de juros aumentar
  • 19.
    DURATION MODIFICADA • Pode-seinterpretar de maneira simplificada a duration modificada como o quanto o preço do título vai subir ou cair se os juros subirem ou Jorge Luís Brugnera 19 subir ou cair se os juros subirem ou cairem....
  • 20.
    DURATION DE UMTÍTULO • Não é cobrado o cálculo mas vamos considerar um título com prazo de seis anos, preço de R$1.000 e cupom de 20%. Jorge Luís Brugnera 20 de 20%. • A taxa de juros anual de 20%.
  • 21.
    DURATION DE UMTÍTULO • Não é cobrado o cálculo mas • (T) Fluxo VP VR T*VR • 1 200,00 166,67 0,16667 0,16667 • 2 200,00 138,89 0,13889 0,27778 Jorge Luís Brugnera 21 • 2 200,00 138,89 0,13889 0,27778 • 3 200,00 115,74 0,11574 0,34722 • 4 200,00 96,45 0,09645 0,38580 • 5 200,00 80,38 0,08038 0,40188 • 6 1.200,00 401,88 0,40188 2,41127 • TOTAL 1.000,00 1,00000 3,99061
  • 22.
    Convexidade • Quanto maiora convexidade de um título, menor será seu efeito de mudanças em seu preço decorrente de variações da taxa de juros e vice-versa. Jorge Luís Brugnera 22 • Assim como a Duração de um fluxo de caixa, a convexidade mede a sensibilidade do preço de um título de renda fixa frente a variações no nível de taxa de juros de mercado.
  • 23.
  • 24.
    VALUE AT RISK OCálculo do Valor em Risco ou VAR é um método de se Jorge Luís Brugnera 24 ou VAR é um método de se obter o valor esperado da máxima perda ou pior perda dentro de um horizonte de tempo com intervalo de confiança.
  • 25.
    STOP LOSS • Éo movimento feito pelo gestor quando é obrigado a se desfazer de posições, de modo que o risco de perdas diminua para 1% em um dia, com 95% de chances. Jorge Luís Brugnera 25 1% em um dia, com 95% de chances. • No contexto do VAR o stop loss não necessariamente corta um prejuízo, mas apenas diminui posições de risco.
  • 26.
    STRESS TEST • StressTeste é para saber até onde a perda de valor de uma carteira pode chegar em uma situação hipotética de Stress macroeconômico, chamado Jorge Luís Brugnera 26 Stress macroeconômico, chamado Cenário de Stress.
  • 27.
    STRESS TEST • OStress Teste normalmente é utilizado como um complemento do VAR para medir as perdas quando o grau de confiança (normalmente 95%) é Jorge Luís Brugnera 27 confiança (normalmente 95%) é ultrapassado. • São situações de stress de mercado conhecidas como fat tail (cauda grossa)
  • 28.
    BACK TESTING • OBack Testing é utilizado para testar modelos derivados através de simulações. • O Back Testing é alimentado com dados históricos, e o número de violações Jorge Luís Brugnera 28 históricos, e o número de violações ocorridas do limite de VAR é medido para verificar se estão dentro do nível de confiança estabelecido.