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Módulo

      Empreendedorismo e
         Competências
        Empreendedoras




Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras

Índice
1.     EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO............................................. 3

2.     O QUE É O EMPREENDEDORISMO? ............................................................ 4

                                                                                                                      1
3.     O EMPREENDEDOR ........................................................................................ 6

       O que é Ser empreendedor… .................................................................... 6

       Quem é o empreendedor? ........................................................................ 7

4.     AS COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS .................................................. 16

     Que competências a desenvolver? ........................................................... 16

     Como    se     desenvolve                competências-chave                             para             o
     empreendedorismo? ..................................................................................... 16

       O perfil do Empreendedor – principais competências-chave ........... 17

5.     SER EMPREENDEDOR…. .............................................................................. 25

     Motivações para a criação de uma empresa: ........................................ 25

     O que procurar… ........................................................................................... 27

     Os Mitos do Empreendedor .......................................................................... 29

     Benefícios do Empreendedorismo .............................................................. 31

     Prós e Contras em ser Empresário................................................................ 32

     Riscos e Desvantagens .................................................................................. 33

     Vantagens e recompensas .......................................................................... 33

6.     O PROCESSO EMPREENDEDOR ................................................................. 38

     TER UMA BOA IDEIA DE NEGÓCIO ............................................................... 38




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   Fases do Processo Empreendedor .............................................................. 40

   A mudança como fonte de ideias ............................................................. 42

   Será a ideia viável? ........................................................................................ 51

                                                                                                                            2
   Breve análise das etapas para a criação de um negócio .................... 54

GLOSSÁRIO ......................................................................................................... 56

BIBLIOGRAFIA: ..................................................................................................... 59

ANEXOS: .............................................................................................................. 63




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     1. EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO
Objectivos da Educação para o Empreendedorismo:
         Incentivar…
         Sensibilizar…
                                                                                               3
         Potenciar…
         Integrar…


… o desenvolvimento do espírito empreendedor em cada formando,
em cada actividade, em cada desafio, em cada projecto.
A Educação para o Empreendedorismo é1:
         Ensino transversal para a vida
         Centrado na acção
         Focalizado no processo e nos resultados
         Coerente e constante
         Integrado multidisciplinarmente
         Contextualizado
         Auto-construído pelos formandos.
A Educação para o Empreendedorismo deverá considerar como pilar o
desenvolvimento das competências-chave.
A     avaliação        destas       competências            para      o     empreendedorismo
pressupõe que se sejam criadas técnicas de avaliação formativa e que
todos os intervenientes tenham um papel activo neste processo.




1   Ensino de Empreendedorismo: Empreendedorismo não se limita à criação de negócios:
http://youtu.be/-fvh9yf_0Ek




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    2. O QUE É O EMPREENDEDORISMO?
                               “O empreendedorismo refere-se a uma capacidade
                               individual para colocar as ideias em prática.
                               Requer criatividade, inovação e o assumir de riscos,
                               bem como a capacidade para planear e gerir                          4

                               projectos com vista a atingir determinados objectivos”.
                               Fonte: Comissão Europeia – Educação e Cultura, 2005


                               “o    processo       de    descobrir      ou    desenvolver   uma
                               oportunidade para então, gerar valores através da
                               inovação e, agarrando tal oportunidade sem levar em
                               conta um ou outro recurso (humano e capital), como
                               também, sem levar em consideração a posição do
                               empreendedor           dentro da         nova     ou já existente
                               empresa”. SEXTON & KASARDA (1992)


O empreendedorismo constitui-se num conjunto de comportamentos e
de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos
indivíduos, ao submetê-los a um programa de capacitação adequado
de forma a torná-los capazes de gerir e aproveitar oportunidades,
melhorar processos e inventar negócios
O Empreendedorismo é muito importante para o desenvolvimento de
nações, pois gera riqueza para a sociedade.
Deste modo, o Empreendedorismo designa os estudos relativos ao
empreendedor, o seu perfil, as suas origens, o seu sistema de
actividades, o seu universo de actuação.
É fundamentalmente a capacidade e o desejo de agir consciente,
determinado e voluntário, tendente a obter uma mudança.
O acto de empreender revela-se numa atitude dinâmica perante a
realidade, em que, face a determinados contextos internos ou externos,
imaginam-se respostas de modificação dessa realidade.




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É por isso que se associa, regra geral, o empreendedorismo à inovação,
pois o(a) empreendedor(a) tende a realizar as suas acções de forma
diferente, para obter resultados diferentes e, nesse processo de
inovação, está a desconstruir a realidade para recriar.

                                                                                         5




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    3. O EMPREENDEDOR
                                “O empreendedor é aquele que destrói a ordem
                               econômica         existente      pela    introdução        de    novos
                               produtos e serviços, pela criação de novas formas de
                               organização ou pela exploração de novos recursos e                       6

                               materiais”. Schumpeter, 1949
                               Um empreendedor é alguém que procura sempre a
                               mudança,         responde-lhe        e   explora-a        como    uma
                               oportunidade. Drucker, 1985
A palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta dos
séculos XVII e XVIII, com o objectivo de designar aquelas pessoas
ousadas que estimulam o progresso económico, mediante novas e
melhores formas de agir.
São empreendedores aqueles que criam algo novo, algo diferente, eles
mudam ou transformam valores. O espírito empreendedor é uma
característica distinta, seja de um indivíduo, ou de uma instituição. Não
é um traço de personalidade, mas sim um comportamento e suas bases
são o conceito e a teoria, e não a intuição.



O que é Ser empreendedor…

                               "Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo
                               que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não
                               tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos,
                               mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém
                               tomou. É ter consciência de que quem vence sem
                               obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma
                               herança, mas construir uma história...Quantos projectos
                               foram deixados para trás? Quantas vezes seus temores
                               bloquearam seus sonhos? Ser um empreendedor não é
                               esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la."
                               Drucker, 1985



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A palavra surgiu inicialmente para descrever as pessoas que “assumiam
os riscos” entre compradores e vendedores ou que “empreendiam” a
tarefa de começar uma nova empresa ou projecto.



Quem é o empreendedor?                                                                              7




                               Pode ser o empregado que introduz inovações numa
                               organização, provocando o surgimento de valores
                               adicionais. Mas quem só gere o negócio, sem introduzir
                               nenhuma         inovação,          não     é    considerado    um
                               empreendedor....


Nem       todas       as     pessoas         assumem          a     iniciativa       para   serem
empreendedores. Existem muitas definições de empreendedor, mas
salientamos        as      que    traduzem         a habilidade daqueles que, ao
detectarem oportunidades, conseguem reunir os recursos humanos,
técnicos e financeiros, para a concretização de produtos e serviços
inovadores, que venham a atingir o sucesso empresarial. Em todos os
projectos de empreendedorismo existe risco associado mas este só é
superado pela capacidade de motivação e confiança na liderança do
empreendedor.




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Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras


              Questões base para analisar o perfil empreendedor2.

Nunca trabalhei e não possuo experiência profissional. Posso iniciar um negócio?

Alguma experiência seria desejável mas pode ser ultrapassado se reunir uma equipa
que englobe as competências necessárias para o desenvolvimento do seu negócio.
                                                                                                       8

Tenho uma ideia inovadora mas não sei como a por em prática. Posso constituir uma
empresa e depois maturar a ideia?

Sim pode, mas poderá incorrer em riscos e custos desnecessários. Sugerimos que siga
os passos deste guião

Tenho uma ideia espectacular mas não tenho dinheiro. Posso ser empreendedor?

Pode, veja as possibilidades de financiamento existentes no mercado para o seu
plano de negócios.

Já constitui uma empresa mas não fui bem sucedido. Posso voltar a ser
empreendedor?

Sim pode, nada o impede de empreender num novo projecto.

Não possuo um curso superior. Posso vir a ser empreendedor?

Sim pode, não existem requisitos de personalidade, de habilitações académicas, ou
outros, que não legais, para empreender.

Com que idade posso ser empreendedor?

Só se pode fazer parte do capital social de uma sociedade com a idade mínima de
18 anos.

Ainda não tenho independência dos meus pais, será que posso tornar-me
empreendedor?

Não existem fórmulas para esta situação, no entanto criar uma empresa é um acto de
muita responsabilidade para com os trabalhadores, fornecedores e inclusive a
comunidade em que estamos inseridos.

Sou muito persistente e com grande força de vontade. Posso ser um empreendedor?

Sim pode, essas são algumas das condições que potenciam o sucesso num projecto
empresarial.

Sempre fui trabalhador por conta de outrem, será que tenho capacidade para ser
empreendedor?

Existem     pessoas    cujo    perfil   permite    terem     mais    apetência      a    tornarem-se


2   Adaptado de: http://www.empreender.aip.pt/?lang=pt&page=passos/passo2.jsp




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empreendedores devido a determinadas características, ou seja, conhecem “os
segredos” do negócio, ou possuem enorme capacidade de relacionamento
interpessoal, ou são mestres a lidar com informação - números. No entanto, não existe
uma fórmula para o sucesso. Não se deve esquecer de introduzir no negócio a
qualidade, a inovação e muita competência para ganhar a confiança e a
preferência dos seus clientes e do mercado em geral.


                                                                                         9




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O Empreendedor nasce ou faz-se?
Qualquer um de nós pode ser empresário e empreendedor, só tem que
se propor a sê-lo.
Esta é uma premissa básica da qual partimos. Apesar disso, ser ou
tornar-se empreendedor não é um processo fácil. É certo que existe                       10

uma série de qualidades pessoais que o empreendedor deverá possuir
para aproximar-se do que se considera ser um perfil óptimo sendo que
deverá tentar melhorar alguns aspectos para se aproximar o mais
possível desse perfil.




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                Qual a diferença entre empresário e empreendedor?

              EMPRESÁRIOS                                       EMPREENDEDORES

                                                                                                           11
Trabalham com eficiência e o uso Estabelecem uma visão e objectivos e
efectivo dos recursos para atingir identificam os recursos para torna-los
metas e objectivos                              realidade

A     chave       é     adaptar-se         às A chave é iniciar as mudanças
mudanças

O padrão de trabalho implica O                         padrão         de      trabalho          implica
análise racional                                imaginação e criatividade

Operam dentro de uma estrutura Definem tarefas e funções que criem
de trabalho existente                           uma estrutura de trabalho

Trabalho centrado em processos Trabalho                        centrado        na        criação     de
que levam em consideração o processos                           resultantes      de       uma      visão
meio em que ele se desenvolve                   diferenciada do meio

Que distinção se pode fazer entre Enquanto que o gestor pergunta “com
gestor e empreendedor?            os recursos que estão ao meu alcance, o
                                                que é        que     eu    consigo obter?”, o
                                                empreendedor questiona: “dado o que
                                                eu quero obter, que recursos é que
                                                preciso de adquirir?”




Tipos de empreendedor

Empreendedor artesão - empreendedor que é detentor de uma técnica
e que cria o seu próprio negócio aproveitando os saberes que possui;

Empreendedor tecnológico – empreendedor que cria o seu negócio
baseado num novo processo ou num novo produto;



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Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras
Empreendedor            oportunista         –    empreendedor              que      identifica   as
oportunidades de negócio e cria a sua empresa;

Empreendedor “estilo de vida” – pessoa independente, que inicia a sua
actividade         empresarial         para       satisfazer      as     suas     ambições       de
                                                                                                      12
independência e o seu estilo de vida.


Outras designações:


•       O Empreendedor Nato
•       O Empreendedor que aprende(inesperado)
•       O Empreendedor Serial(Cria novos Negócios)
•       O Empreendedor Corporativo
•       O Empreendedor Social
•       O Empreendedor por Necessidade
•       O Empreendedor Herdeiro
•       O “Normal”(planeado)




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Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras
                   Perguntas e respostas sobre Empreendedorismo3

      1. O que é o empreendedorismo?

Mais do que criar empresas, empreendedorismo significa criar e colocar em prática
novas ideias.
                                                                                                       13
      2. O que é empreender?

Segundo a Comissão Europeia, empreender “é, acima de tudo, uma atitude mental
que engloba a motivação e a capacidade de um indivíduo, isolado ou integrado
num organismo, para identificar uma oportunidade e para a concretizar com o
objectivo de produzir um novo valor ou um resultado económico”.

      3. A quem se aplica o empreendedorismo?

O empreendedorismo aplica-se tanto a trabalhadores individuais como a empresas
de qualquer dimensão.

      4. Quais as partes envolvidas no desenvolvimento do espírito empreendedor?

A questão do espírito empreendedor pode desenvolver-se a três níveis: indivíduo,
empresa      e     sociedade.    Por   um     lado,   para     que    os   indivíduos    se   tornem
empreendedores, é necessário transmitir-lhes a noção de “espírito empresarial”, de
modo a possuírem capacidades adequadas para transformar as suas ambições em
projectos de sucesso. Por outro lado, para que esses projectos empresariais dêem
origem a empresas prósperas, é essencial que existam condições de apoio ao seu
funcionamento, que permitam o desenvolvimento e o crescimento das empresas e
que não criem obstáculos capazes de levar a empresa à falência. Além destes dois
aspectos, a actividade empresarial depende de uma atitude positiva da sociedade
em relação aos empresários.

      5. Quem é o empreendedor?

O empreendedor é uma pessoa capaz de perceber e interpretar necessidades e
problemas e de encontrar soluções para os mesmos. O empreendedor inova,
transforma ideias em realidade. Ser empreendedor implica ser activo, arrojado,
imaginativo, autónomo, responsável, capaz de assumir riscos. É alguém que aprende
com os erros e fracassos diante dos quais não se deixa abater. São estas
características e muitas outras que distinguem um empreendedor daqueles que, em
igualdade de circunstâncias, não conseguem progredir e avançar.

      6. Quais as características de um empreendedor?


3   Adaptado de:




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        Aceitação do risco
        Ambição
        Auto-motivação e entusiasmo
        Capacidade de trabalho em equipa
        Conhecimentos técnicos
        Controle
        Criatividade                                                                     14

        Decisão e responsabilidade
        Determinação
        Eficiência
        Energia
        Flexibilidade
        Iniciativa
        Liderança
        Optimismo
        Persistência
        Sem medo do fracasso e da rejeição


     7. Qual a diferença entre empresário e empreendedor?



Empresário é o proprietário ou accionista de controlo de empresas e empreendedor é
aquele que é capaz de conceber uma ideia e pô-la em prática.

     8. Que distinção se pode fazer entre gestor e empreendedor?

Enquanto que o gestor pergunta “com os recursos que estão ao meu alcance, o que
é que eu consigo obter?”, o empreendedor questiona: “dado o que eu quero obter,
que recursos é que preciso de adquirir?”

     9. Quais as competências essenciais para o sucesso empresarial?

Quer as competências pessoais (como a criatividade, a persistência e o
compromisso, todas necessárias para a criação de uma empresa), quer as
competências de gestão (como a eficiência, a eficácia e a fiabilidade, todas
importantes para o desenvolvimento de uma empresa) são elementos-chave para o
sucesso empresarial.

     10. Quais as vantagens do empreendedorismo?

O empreendedorismo tem vantagens a vários níveis:

        Contribui para a criação de emprego

        Funciona como um meio de integração de desempregados e desfavorecidos




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        no meio laboral

        Pode contribuir para reforçar a coesão económica e social das regiões menos
        desenvolvidas

        Constitui um caminho para a inovação
                                                                                         15
        É crucial para a competitividade

        Oferece aos consumidores mais possibilidades de escolha e preços mais
        baixos


12. Que consequências tem a criação de novos negócios?

Iniciar uma actividade empresarial é um grande desafio que deve ser apoiado. Assim,
potenciar o empreendedorismo e o surgimento de novos empreendedores tem como
consequências directas:

        Criação de empresas
        Aumento do emprego
        Importante contribuição para o crescimento económico e para a coesão
        social do país.




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     4. AS COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS

Que competências a desenvolver?


Para qualquer actividade profissional, há um conjunto de competências                                  16

necessárias         ao     desenvolvimento              da     actividade,         podendo       ser
transversais a outras dimensões da vida, ou competências-chave
determinantes para o desenvolvimento de determinada actividade.
Assim, define-se:
Competência: como a capacidade para operacionalizar um conjunto
de conhecimentos, atitudes e habilidades numa situação concreta, de
modo a ser sucedido. (Jardim, J et al; 2006)
Competências transversais ou chave: aquelas que são comuns a
diversas actividades. (Jardim, J et al; 2006)
As    Competências-chave                 não      são     apenas        importantes       para    o
desempenho da actividade profissional, mas para as diferentes
dimensões da vida e da convivência social. Esta perspectiva confere às
Competências-chave um carácter dinâmico, permitindo aos indivíduos
construir e reconstruir permanentemente o conhecimento, conforme os
contextos organizacionais em que estes se inserem (P. Pullen; 2000).


Como se desenvolve                              competências-chave                       para     o
empreendedorismo?

Para se ser um empresário não tem de se ser dotado de um carácter
especial ou de qualidades extraordinárias. Se observarmos com
atenção o ambiente que nos rodeia verificamos facilmente que
estamos rodeados por multidões de empresários: o padeiro, o dono do
supermercado onde fazemos as compras, o dono do restaurante onde
gostamos de ir comer,... Por acaso eles são pessoas dotadas de virtudes
“superiores” às nossas? São realmente tão diferentes                                     de nós?
Evidentemente que não!



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O perfil do Empreendedor – principais competências-chave


Nem       todas       as     pessoas         assumem          a     iniciativa       para   serem
empreendedores, mas como já foi referido qualquer um de nós pode
                                                                                                    17
ser empresário, só tem que se propor a sê-lo. O empreendedor, deve
possuir a habilidade daqueles que, ao detectarem oportunidades,
conseguem reunir os recursos humanos, técnicos e financeiros, para a
concretização de produtos e serviços inovadores. Apesar disso, ser ou
tornar-se empreendedor não é um processo fácil. É certo que existe
uma série de qualidades pessoais que o empreendedor deverá possuir
para aproximar-se do que se considera ser um perfil óptimo sendo que
deverá tentar melhorar alguns aspectos para se aproximar o mais
possível desse perfil.
Assim, a seguir expomos um conjunto de traços e competências
pessoais que determinam o denominado perfil do empreendedor4.


1.Motivação para o sucesso
Ânsia de trabalhar bem ou de se avaliar por uma norma de excelência.
Segundo McClelland (Teoria da Motivação para o Sucesso) os
indivíduos altamente motivados para o sucesso tendem a desprezar um
pouco a recompensa recebida em detrimento do êxito do seu
desempenho. Manter-se motivado é fundamental para desenvolver
iniciativas que irão gerar a concretização dos planos de acção. O que
move o empreendedor é a motivação, é ter uma constante vontade
activa para atingir níveis de excelência.




4 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M.,
Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real.




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2. Preocupação relativa à Ordem (Organização) e à Qualidade
Preocupação em implementar, conduzir e controlar actividades claras e
ordenadas.
A organização e a qualidade dos serviços e ou produtos é factor de                       18

sucesso para qualquer empreendimento. Não basta apenas deter os
melhores recursos, mas integrá-los de uma forma lógica, fazendo com
que o resultado seja maior do que a simples soma das partes.


3. Iniciativa
Aptidão para empreender acções, melhorar os resultados ou criar
oportunidades.
Sem iniciativa não pode haver empreendimento e sem vontade e
persistência não se pode atingir o sucesso. Ser empreendedor é ter
iniciativas, é fazer acontecer. Pessoas dotadas de uma atitude
empreendedora têm por princípio uma capacidade de iniciativa,
sentem necessidade de agir e assumem um comportamento pró-activo
para solucionar situações ou aproveitar uma condição favorável.


4. Pesquisa de Informação
Curiosidade e desejo de adquirir informação.
A informação é fundamental para se sobressair no mercado. A
actualização de informação e pesquisa constante sobre as últimas
tendências do mercado (os mais novos conceitos de gestão, líderes
empresariais mais comentados, mudanças tecnológicas, mudanças em
políticas nacionais, etc) são factores críticos para quem pretende iniciar
e manter um negócio. A informação obtida irá permitir angariar mais
recursos para liderar pessoas, elaborar estratégias e poder lançar-se
com mais firmeza no novo empreendimento e/ou mantê-lo no
mercado.




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5. Capacidade para Trabalhar
Qualidade de apreciar o trabalho, mantendo consistente esse atributo
ao longo do tempo.
O trabalho deve ser uma fonte de satisfação e de rendimento, mas                                       19

para alcançar o sucesso profissional é necessário muito trabalho.
“O génio consiste em um por cento de inspiração e noventa e nove por
cento de transpiração.” (Thomas A. Edison). Sempre que ler a história de
alguém que alcançou sucesso, em qualquer actividade humana, se
prestar atenção, verificará que essas pessoas trabalharam arduamente
durante muitos anos.
6. Tomar Decisões
Capacidade para tomar decisões adequadas face a diversas situações.
Há certas decisões que requerem coragem e determinação para que
sejam alcançados os resultados pretendidos. O empreendedor está
constantemente a tomar decisões, que podem implicar novos rumos de
acção exigindo uma boa capacidade de análise e raciocínio
relativamente às pessoas e às actividades presentes e futuras. Muitas
vezes,        tal       capacidade              implica          estabelecer             prioridades
comprometedoras, fazer escolhas, avaliar ideias e tomar decisões
perante critérios opostos. No fundo, é isto a gestão - tomar decisões e
fazer com que elas sejam implementadas.


7. Capacidade Directiva
Capacidade de transmitir aos outros o que deve ser feito de forma a
que todos funcionem de acordo com o desejado, dentro do espírito do
melhor para a organização a longo prazo.
Saber conduzir os esforços das pessoas em direcção a um objectivo,
saber redireccionar esforços, quando necessário, conseguindo manter a
motivação dos colaboradores.




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8. O Trabalho em equipa e a Cooperação
Capacidade de trabalhar em cooperação com as outras pessoas.
Para alcançar objectivos é necessário contar com a colaboração de
outras pessoas. O envolvimento de outras pessoas cria uma motivação                      20

contagiante, uma espécie de sinergia, que ajuda a superar os
obstáculos.


9. O Desenvolvimento dos Outros
Capacidade de empreender acções eficazes, a fim de aperfeiçoar as
competências dos outros.
Criar condições favoráveis para o estabelecimento de um vínculo
positivo e sinérgico com pares de trabalho, fornecedores, auxiliares e
parceiros.


10. Estratégia
Capacidade de observação e previsão.
A estratégia, mais não é do que projectar no tempo os resultados que
almejamos e agir no presente para atingir esses resultados. Não importa
o quanto se fantasie o futuro, ele será uma expressão das nossas acções
no presente.


11. Visão de Futuro
Habilidade natural para identificar uma oportunidade, aproveitá-la, criar
uma empresa e encaminhá-la ao sucesso.
Identificar e aproveitar oportunidades é fundamental para quem deseja
ser empreendedor. Consiste em aproveitar todo e qualquer ensejo para
observar negócios. O empreendedor de sucesso é aquele que não se
cansa de pesquisar, na constante procura de novos caminhos, seja no
trabalho, nas férias, lendo revistas, jornais ou vendo televisão. É curioso,




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e está sempre atento a qualquer oportunidade de conhecer melhor um
empreendimento.


12. Autocontrolo
Capacidade de manter o controlo de si próprio, sempre que                                         21

confrontado com situações geradoras de emoções e de stress.
É absolutamente necessário que o empreendedor consiga manter,
mesmo sob a maior tensão ou sob qualquer espécie de pressão a
capacidade de raciocinar e resolver com sabedoria as diversas
situações com as quais tiver que se defrontar, mantendo as suas
emoções sob seu total controlo.


13. Autoconfiança
Confiança na sua própria capacidade de escolher a solução mais
conveniente e de realizar uma tarefa, sobretudo, em situações difíceis.
Capacidade de acreditar no seu esforço, dedicação e competências
para levar adiante os seus projectos.


14. Adaptação
Capacidade de se adaptar e de trabalhar eficazmente numa
diversidade de situações com pessoas e grupos diferentes: clientes,
fornecedores, entre outros.
A diversidade faz-nos ir além, superarmo-nos a nós próprios. Dentro de
um      contexto        diversificado,         podemos          enfrentar        problemas   de
incompatibilidade,            no     entanto,        essa     mesma         diversidade   pode
proporcionar novas possibilidades e oportunidades de sucesso.


15. Persistência
Capacidade para continuar apesar dos obstáculos a enfrentar.




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O sucesso decorre da persistência (acreditar e lutar). Saber lutar pelas
suas ideias, saber perder e ganhar e não ter medo do fracasso. Todo o
empreendedor deve ser persistente e permanecer fiel às suas visões.


16. Raciocínio Analítico                                                                              22

Capacidade de compreender as situações e de resolver os problemas,
decompondo-os e avaliando-os de forma sistemática e lógica.
É essencial que o empreendedor saiba avaliar, planear e controlar o seu
trabalho e o dos outros, estabelecendo prioridades e linhas de
execução. Deve descobrir os seus próprios modelos mentais, avaliando
se    são     adequados           ou     não      para      considerar        novas      respostas,
incorporando formas de pensar e de agir mais eficazes e conscientes.


17. Competência Técnica
Capacidade de utilizar e desenvolver o seu saber técnico e de o
partilhar com as outras pessoas.
Possuir conhecimentos sobre a actividade que irá empreender e
conseguir         partilhar       esses       mesmos          conhecimentos,             é   factor
imprescindível para que se obtenha sucesso num empreendimento. Este
conhecimento pode ser adquirido pela própria experiência, por
contactos com outros empreendedores, através de associações ou por
meios informativos especializados.


18. Criatividade/Inovação
Capacidade para criar soluções alternativas, inovar e superar as
expectativas do mercado.
A inovação surge, geralmente, da reordenação do conhecimento
existente. Esta reordenação revela parentescos ou semelhanças entre
factos já conhecidos que pareciam não ter nada em comum. O
empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e




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inovador, através do qual mantém constante a busca por novos
caminhos e novas soluções.


19. O Impacte e a Influência
Desejo       de      persuadir,        convencer,          influenciar        ou     impressionar,   23

conseguindo a sua participação ao longo da acção pretendida.
O empreendedor deve ser um “vendedor” nato, deve ser muito
convincente naquilo que diz e deve saber identificar pessoas que
poderão ajudá-lo a atingir os seus objectivos.


20. O Estabelecimento de Relações
Capacidade de construir e de estabelecer contactos amigáveis com as
pessoas que irão contribuir para a realização dos seus objectivos.
Num mercado competitivo e altamente mutável, com a avalanche de
informações e desafios que vivemos, temos de aprender a estabelecer
relações com outras pessoas, essa é uma habilidade que tem um alto
valor no mercado. Devem ser incentivados os relacionamentos que
multipliquem as possibilidades de sucesso e de inspiração para
concretização dos projectos.


21. Orientação para o Serviço a Clientes
Desejo de prestar um serviço aos outros, descobrindo e posteriormente
satisfazendo as suas necessidades.
Nos dias de hoje, é difícil encontrar uma empresa que não declare
focalizar-se no cliente, que não queira “encantar o cliente”. No entanto,
para tal, é preciso competência que implica saber-fazer as tarefas nos
aspectos técnicos e racionais. Implica também motivação, ou seja,
querer-fazer, comprometimento, sendo esta vontade mais emocional e
intuitiva. O “encantamento” cria a fidelidade dos clientes e faz com
que estes indiquem os nossos produtos e serviços às pessoas à sua volta.




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22. Compreensão Interpessoal
Capacidade de perceber e compreender quer pensamentos não
expressos,        quer       parcialmente           expressos,         quer      sentimentos    e
preocupações dos outros e de lhes dar resposta.                                                      24

Compreender os outros exige flexibilidade, dedicação e força de
vontade; passa por um conhecimento profundo de nós mesmos. É
preciso conhecer-se bem, entender as suas razões e emoções para
poder identificá-las nos outros e, assim, lidar com elas de forma positiva.


Estas são as 22 competências chave que o empreendedor deve ter,
adquirir e/ou tentar melhorar com vista ao êxito do seu projecto
empresarial. No entanto, não se pense que para ser empreendedor é
indispensável ter todas estas competências aprofundadas e que caso
contrário o projecto empresarial estará condenado ao insucesso. “Nada
disso!!”
Devemos lembrar, em primeiro lugar, que competência significa
capacidade de fazer acontecer, de alcançar metas e objectivos. Será
extremamente difícil encontrar alguém com um nível elevado de
desenvolvimento de todas as competências apresentadas. Este
referencial tem o objectivo de indicar as competências ideais para
identificar aquelas que se deverão tentar melhorar.
Ou seja, o empreendedor poderá à partida não deter todas as
competências apresentadas, mas terá, sem dúvida, a obrigação de
através de informação, formação e outras formas tentar adquirir ou
melhorar essas competências.
Terá sobretudo que estar consciente de que, ainda que seja detentor
destas      competências,            estará      sempre        sujeito     ao     desgaste     das
contrariedades e adversidades do mercado, necessitando de uma
grande dose de persistência para as ultrapassar.




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    5. SER EMPREENDEDOR….
                               "Empreendedor é o termo utilizado para qualificar,
                               ou especificar, principalmente, aquele indivíduo
                               que detém uma forma especial, inovadora, de se
                               dedicar         às      actividades            de     organização,    25

                               administração,            execução;         principalmente      na
                               geração         de     riquezas,       na    transformação      de
                               conhecimentos             e     bens      em    novos     produtos,
                               mercadorias          ou       serviços;     gerando       um   novo
                               método com o seu próprio conhecimento (...)."in
                               Wikipédia


Motivações para a criação de uma empresa:
A criação de uma empresa, tem sido motivado por uma série de
factores que coincidem na maioria das iniciativas. Entre estes factores
encontramos, em primeiro lugar, os de carácter pessoal (ter uma
personalidade independente, por exemplo), e em segundo, as
motivações materiais factores que impulsionam as pessoas a criar o seu
próprio negócio:

Todos nós podemos encontrar, em algum momento da nossa vida, a
oportunidade ou a necessidade de criar um negócio.



MOTIVAÇÕES PESSOAIS
A auto-realização e satisfação pessoal subjacente ao facto de se
trabalhar na actividade que mais se gosta e da forma que mais lhe
agrada, tendo autonomia de acção e decisão relativamente ao
trabalho a realizar.

O reconhecimento social que essa situação lhe pode trazer, sobretudo
quando se alcança o êxito.



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Por tradição familiar. Muitas vezes são os próprios pais, avôs ou familiares
próximos que exercem influência com as suas experiências empresariais
e o seu espírito empreendedor.

Por traços de personalidade: independência, autonomia, dinamismo,
determinação em alcançar objectivos específicos, entre outros.                           26




MOTIVAÇÕES MATERIAIS
Criação do seu próprio posto de trabalho (auto-emprego).

Descobrir uma oportunidade de negócio e sentir a necessidade de criar
e explorar uma empresa.

Possibilidade de ter maiores rendimentos do que trabalhando por conta
de outrem, já que teoricamente a empresa poderá crescer sem limites.
Encontramos ainda outros factores com influência na determinação de
se querer iniciar um negócio.



OUTROS FACTORES
Motivações negativas (“Não suporto o meu chefe”, “Não gosto que me
dêem ordens”). Este tipo de atitude e discurso, apesar de negativo,
retrata também situações que motivam a criação da própria empresa.

Atracção pelo risco. Existem pessoas que preferem ter o seu dinheiro
investido a prazo fixo através, por exemplo, de certificados de aforro,
sabendo que ganham por ano uma percentagem mais ou menos certa
do dinheiro depositado enquanto outros preferem investir na Bolsa,
sabendo que um dia podem perder 10% e noutro ganhar 15%.
Certamente, estes últimos têm um perfil algo mais parecido com o do
empreendedor nato, ou seja, criar uma empresa acarreta sempre um
determinado nível de risco que o empreendedor terá que assumir. No
entanto, o empreendedor é aquele que pondera o risco inerente à sua




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iniciativa e o tenta minimizar, através da tomada de decisões com base
no máximo de informação disponível.

O nível de formação. Normalmente quanto maior este é, maior
predisposição empresarial existe.
                                                                                                       27



O empreendedor não é uma “espécie única” dotada de características
inatas extraordinárias: qualquer pessoa poderá criar a sua empresa
com êxito.

Como se pode observar, existem motivações de índole muito diversa. O
empreendedor não é uma “espécie única” dotada de características
inatas extraordinárias. Certamente todos nós podemos encontrar em
algum momento da nossa vida a oportunidade ou a necessidade de
criar um negócio. Nem todo o empresário possui vocação enraizada
desde sempre.

O empreendedorismo pode ser entendido como uma atitude, uma
forma de lidar com as situações, uma predisposição para encarar os
problemas e encontrar soluções.

Apesar       disto,    as     características         do     empreendedor                podem   ser
desenvolvidas e trabalhadas. Qualquer pessoa pode ser ou tornar-se
com maior ou menor dificuldade num empreendedor.


O que procurar…
Quando decidimos prosseguir com o nosso projecto de auto emprego,
temos que reunir três factores:

1. SER UM EMPREEDEDOR capaz de criar, construir e vender uma ideia.

2. TER UMA IDEIA que nasça em boas mãos e reúna condições para
entrar no mercado.

3. TER UM MERCADO que acolha o produto ou serviço, constituído por
clientes dispostos a pagar por eles.



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Estes são os componentes chave da criação de uma empresa. Todo o
processo de empreender deverá conseguir a harmonia e o equilíbrio
entre eles.



Os casos de sucesso…                                                                     28


Para análise de casos de sucesso, remete-se para a visualização de
reportagens sobre indivíduos empreendedores.



        Mulheres empresarias – Programa 30 minutos - RTP
http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/30_minutos/index.php?k=1-parte-do-
30-minutos-de-2011-06-21.rtp&post=16458

        Por conta própria – Programa Grande Reportagem - SIC
Parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=Cfsron1rB4g

Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=pqcxq23tojM

        Inventores portugueses - Programa Grande Reportagem – SIC
Parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=c1Iq_jNvKP4

Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=Fw5KwdLS25k&feature=related

Parte 3

http://www.youtube.com/watch?v=m-Xr4_DylCY&feature=related




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Os Mitos do Empreendedor5
    •   O Empreendedor nasce, não se faz;

    •   Qualquer um pode iniciar um negócio;
                                                                                         29

    •   Todo empreendedor inventou algo na garagem de casa, quando
        jovem;

    •   Os empreendedores tem uma personalidade esquisita;

    •   São jogadores/apostadores/correm riscos excessivos;

    •   São “patrões” de si próprios;

    •   Trabalham muito;

    •   Iniciam negócios de risco;

    •   Um empreendedor precisa tomar riscos enormes…

    •   Apenas para os ricos;

    •   A idade é uma barreira – os empreendedores são jovens e
        enérgicos;

    •   Motivados pelo dinheiro;

    •   O objectivo de todo empreendedor é ser milionário;

    •   Procuram o poder e o controle sobre os outros;

    •   Se tiverem talento o sucesso chega em 1 ou 2 anos;

    •   Qualquer pessoa com uma boa ideia pode enriquecer;

    •   Tendo dinheiro é fácil falhar;

    •   Só com formação superior se pode ser bom empresário;

    •   Sofrem de stress.




    5 Adaptado de: Ser empreendedor. Pensar, criar e moldar a nova empresa.




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                         Falsas verdades sobre empreendedores6
Para Farrell, a comunicação social e o mundo dos negócios vêm-nos
bombardeando com mitos sobre empreendedorismo. Conheça os mais
comuns e as respostas do autor a eles:
Mito 1 - Não é possível desenvolver o empreendedorismo, deve-se nascer
                                                                                         30
empreendedor!
Nos Estados Unidos, os maiores responsáveis pelo surgimento de novos
negócios são os profissionais que foram demitidos de seus empregos e
precisaram encontrar uma forma de sobreviver. São gestores que viraram
empreendedores por necessidade.
Mito 2 - Todo empreendedor inventou algo na garagem de casa, quando
jovem, e tem uma personalidade esquisita!
O empreendedor americano médio tem entre 35 e 45 anos, dez anos de
experiência numa grande empresa e um perfil psicológico rico.
Empreendedores são pessoas normais, como qualquer um de nós.
Mito 3 - O objectivo de todo empreendedor é ser milionário!
Todos os empreendedores, mesmo os que ficaram ricos, afirmam que isso não
é verdade. O que os motivou foi a vontade de criar algo novo e não a
pergunta: Bom, o que eu posso fazer para ficar rico?
Mito 4 - Empreendedores não são muito confiáveis!
Essa visão era muito comum, mas agora responda: onde estão acontecendo
os maiores crimes do mundo dos negócios? Nas grandes empresas. Não faz
sentido dizer que um empreendedor deve ser menos respeitado do que um
gestor.
Mito 5 - Um empreendedor precisa tomar riscos enormes!
Como investem o próprio dinheiro, empreendedores tendem a ser muito
conservadores. Os maiores riscos são tomados pelos principais executivos das
grandes empresas.
Mito 6 – Ter um curso superior é a melhor forma de se transformar num
empreendedor!
Não é necessário ter formação superior para se ser empreendedor. O
conhecimento sobre gestão vai fazer falta depois que sua empresa atingir um
certo tamanho. Nessa hora pode ser uma boa ideia contratar alguém com
esses conhecimentos ou apostar numa formação na área.




6Adaptado   de:
http://www.professorcezar.adm.br/Textos/FalsasVerdadesSobreoEmpreendedor.pdf



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Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras

Benefícios do Empreendedorismo


Apresentamos              agora     alguns         exemplos        de     benefícios          em    ser
empreendedor.
        Aprender a tirar a ideia do papel e buscar oportunidades;                                         31


        Não pretender mudar tudo e todos, mas se adaptar às
        instabilidades do cenário;
        Diante de dificuldades avaliar o processo e implementar
        melhorias.
        A determinação, humildade, iniciativa, empatia, foco nas acções,
        conhecer o todo e desenvolver as partes, estando em constante
        sintonia com pessoas facilita a prática dos mandamentos do
        empreendedor.
        Investir na percepção, conhecer o que quer, acreditar em si,
        visando acções do presente com foco no futuro e estando
        comprometido com a qualidade e a inovação é o ponto central
        para       o      alcance       do     sucesso        e    a     prática         da   atitude
        empreendedora.
        As habilidades: iniciativa, conhecimento geral, observação,
        conhecimento do segmento, confiança, segurança, aberto a
        novas oportunidades, são as bases para o sucesso.
        Não      adianta        praticarmos         algo      ou    visar     à    mudança          de
        comportamento se não conhecemos os benefícios. A atitude
        empreendedora nos leva a um caminho promissor, porque na
        prática        aplicamos         uma        série     de       habilidades        que       são
        fundamentais para o nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento.
        Praticamos          a     criatividade,       iniciativa,       concretizamos          ideias,
        resolvemos          problemas         e     flexibilizamos       acções.         Aceitar     as
        diferenças nas pessoas, nas ideias, nos processos é adaptar-se a
        tudo       isso     facilitando        a     prática       das      habilidades         e    o
        aproveitamento dos benefícios mencionados.


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        O empreendedorismo é considerado, pelos especialistas, como
        vital para o sucesso profissional, pois considera o desenvolvimento
        e aperfeiçoamento de atitudes importantes para a gestão de
        acções perante as incertezas do cenário actual.
Assumimos diferentes papéis na sociedade e para cada papel temos                                       32

inúmeros        planos      e     projectos.       Precisamos         acreditar          em   nossas
potencialidades e sempre estarmos dispostos e aumentar os limites.
Construir constantemente é uma forma de crescer e conquistar os
nossos sonhos. O fracasso deve ser entendido como um atraso
temporário no alcance de objectivos. Encará-lo como um teste do real
valor que atribuímos às nossas metas facilita a execução do processo e
a conquista do sucesso!


Prós e Contras em ser Empresário


                                “A maior recompensa do nosso trabalho não é o que
                                nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos
                                transforma.”
                                John Ruskin, escritor, professor de arte e arquitecto


Ser o mentor de uma ideia de negócio e concretizá-la com sucesso
proporciona uma grande satisfação pessoal.

Antes de decidirmos quanto à criação da nossa própria empresa, há
que fazer uma série de considerações quanto aos riscos e recompensas
que isto pressupõe. Trabalhar por conta própria ou por conta de
outrem? Esta é a questão.
É necessário analisar as vantagens e desvantagens de trabalhar por
conta própria. Nenhuma opção é absolutamente melhor que a outra.
Depende, em grande parte, da nossa personalidade, interesses, valores
e do maior ou menor perfil empreendedor que tenhamos, entre outros
factores.



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Riscos e Desvantagens


1. Arriscar capital próprio ou familiar.
Trabalhar por conta própria pressupõe, em muitos casos, renunciar a um                   33

posto de trabalho por conta de outrém e respectivo salário ou a essa
possibilidade.
É o que os economistas designam por custo de oportunidade, ou seja,
aquilo que deixa de se ganhar na opção trabalhar de por conta de
outrem para poder ganhar o que lhe oferece a opção de trabalhar por
conta própria.
2. Não existe segurança nas receitas financeiras.
Se usufruir de um salário, sabe o que vai ganhar em cada mês.

Como empresário, o seu rendimento estará dependente da própria
rentabilidade do negócio que poderá ser variável e incerta.
3. Não tem um horário fixo e, geralmente trabalha muitas mais horas e
mais intensamente. Inclusive, mesmo enquanto dorme, não pára de
pensar em decisões que afectam a sua empresa, e isso também é
tempo de trabalho. A sua vida social e familiar pode ser afectada por
estas razões.


Vantagens e recompensas


1. Os benefícios são apenas para uma pessoa ou os sócios da empresa
e, teoricamente, são ilimitados.

Se abre um negócio e este corre bem, poderá abrir um outro e assim
sucessivamente. Não é necessário que esteja fisicamente em todos. O
mesmo negócio pode crescer ilimitadamente. Pode criar novos postos
de trabalho na empresa. Como empresário, encarrega-se de organizar
os recursos (humanos, físicos e financeiros) da sua empresa.



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2. É patrão de si próprio.

Encarrega-se de fixar os objectivos da empresa, as normas de
funcionamento, os horários de trabalho, como conquistar mercado e
alcançar a satisfação dos clientes. Quantas vezes, ao receber uma
ordem do nosso chefe, pensamos: ”Eu não faria dessa forma”?                              34


3. Realização pessoal.

Ser o mentor de uma ideia de negócio e concretizá-la com sucesso
proporciona uma grande satisfação pessoal. Para muitos, superior à
satisfação material.

4. Contribuição para a melhoria e desenvolvimento do meio envolvente.

Dar emprego às pessoas, criar riqueza, gerar valor. Ter um papel activo
no desenvolvimento da região é um factor muito importante de
motivação para muitas pessoas. Em qualquer caso temos que atender
aos dois lados da balança: os prós e os contras e ter atenção para que
lado esta tende.



De seguida, coloca-se à disposição uma lista de riscos que pode ajudá-
lo a reflectir sobre o negócio que tem em mente.

Sugerimos-lhe uma série de argumentos que equilibram a balança e o
ajudam a valorizar a recompensa de assumir cada risco. Seguramente
poderá encontrar muitas mais compensações.




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                          EXEMPLOS, RISCOS E COMPENSAÇÕES

“Não tenho a certeza das           Riscos comerciais: existe                    Como empresário toma as
receitas que irei obter nem        sempre        o        risco           do    suas     próprias         decisões.
tão pouco se o negócio             mercado           e        de         um     Quando       as      coisas       não
terá futuro”.                      conjunto          de           factores      correm bem tem a opção                   35
                                   externos,             às            vezes    de mudar de estratégia. Se
                                   incontroláveis.                              fosse despedido não teria
                                                                                essa       alternativa.            As
                                                                                decisões                       são-lhe
                                                                                apresentadas          como        um
                                                                                dado adquirido.

“Para montar um negócio            Riscos      Financeiros:              em     O risco financeiro pode ser
tenho que arriscar todas as        todo o tipo de negócio                       grandemente                 limitado
economias, além de pedir           arrisca-se capital, próprio e                com um bom plano de
um    crédito     ao    banco;     alheio. Se bem que em                        gestão       da           empresa.
tenho receio de perder             muitos    casos            o       capital   Arriscar algum capital ou
todo este dinheiro”.               principal é humano e não                     pedir um crédito, permite
                                   tanto financeiro.                            avançar com o negócio e
                                                                                abrir portas para o lucro. E
                                                                                o lucro não tem tecto.

“Criar     uma         empresa     Riscos    Sócio-pessoais:               é    Mas....e        a         satisfação
significará trabalhar mais         provável que alguém não                      pessoal      de          ver     algo
horas do que aquelas que           esteja    disposto             a     fazer   construído          por     nós     a
agora        faço         como     sacrifícios ou que a família                 crescer, evoluir e a criar
empregado,         além     das    não entenda o porquê de                      postos     de       trabalho?       O
preocupações                   e   se dedicar tantas horas ao                   risco de criar uma empresa
responsabilidades           que    negócio.                                     é recompensado quando
agora        não          tenho.                                                aquela ideia existente na
                                   Além disso, arrisca-se um
Certamente        que      terei                                                cabeça, passa a ter nome,
                                   posto    de       trabalho,           um
muito menos tempo livre”.                                                       denominação                    social,
                                   salário fixo, uma situação
                                                                                empregados,                 clientes,
                                   pessoal e profissional de
                                                                                gera        dinheiro,              dá
                                   certa “tranquilidade”.
                                                                                benefícios e proporciona
                                                                                um orgulho pessoal que
                                                                                dificilmente        se     alcança




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                                                                      estando empregado numa
                                                                      empresa. E sabe que as
                                                                      horas que trabalha a mais
                                                                      são em benefício próprio.


                                                                                                  36




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Mandamentos do empreendedor7
                               "No mundo dos negócios todos são pagos em duas
                               moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência
                               primeiro, o dinheiro virá depois." Harold Geneev


                                                                                                          37
        Faça o trabalho que for necessário para que seu projecto dê
        certo, independentemente de sua função/cargo;
        Descubra como fazer a coisa funcionar e compartilhe os créditos
        do sucesso;
        Lembre-se, é preferível errar pela acção do que pela omissão;
        Peça conselho antes de pedir recursos;
        Siga sua intuição a respeito das pessoas, trabalhe com os
        melhores;
        Prepare-se antes de divulgar sua ideia;
        Seja verdadeiro com suas metas, mas realista sobre os meios para
        atingi-las;
        Persistência e criatividade triunfarão
        Faça da oportunidade e resultados a sua obsessão
        Tenha orgulho pelo que faz
        Seja comprometido com seus superiores, a organização e seus
        patrocinadores!
        Esteja sempre insatisfeito
        Faça as coisas de forma diferente
        Trabalhe o longo prazo




7    Adaptado      de:     Programa     CIEE               de       Educação             a   Distância.
http://www.ciee.org.br/est/ead/index.asp




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    6. O PROCESSO EMPREENDEDOR

TER UMA BOA IDEIA DE NEGÓCIO8
                               “As grandes ideias são aquelas nas quais a única
                               coisa que nos surpreende é que não nos tivessem                  38

                               ocorrido antes.” Noel Clarasó, escritor espanhol


O primeiro passo para criar uma empresa é, obviamente, ter uma boa
ideia de negócio. Esta será o embrião a partir do qual se desenvolve o
projecto empresarial.
Mas nem todas as ideias são válidas. Esta deve ser realista, viável e ir de
encontro às necessidades do mercado.
Vamos ver mais adiante como analisar a sua viabilidade e como
converter as ideias num projecto empresarial.
Mas, como é que pode surgir a ideia de negócio? Como me inspiro de
forma a ter uma ideia brilhante (“Eureka!!!”)? De onde saem as ideias
de negócio?
O que devemos ter sempre presente é que não é necessário inventar
algo de novo para se poder criar um negócio. Na maioria dos casos,
basta olhar à nossa volta e descobrir uma necessidade que não tenha
ainda sido satisfeita. Mesmo que o produto ou serviço que queremos
implementar já exista, podemos pensar como oferecê-lo de outra
maneira, que vá de encontro a necessidades não satisfeitas pela oferta
actual aos potenciais clientes.
Por outro lado, devemos ter em atenção que a melhor ideia é também
aquela que proporciona uma satisfação plena ao empreendedor que
a implementará, porque gosta daquilo que faz ou porque ambiciona
levar “a bom porto” a sua ideia.


8 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M.,
Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real.




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COMO TER UMA IDEIA DE NEGÓCIO?
Propomos, de seguida, alguns conselhos e sugestões de como
transformar uma ideia de negócio num projecto empresarial.

                                                                                                      39

Observar o meio envolvente.
As ideias de negócio devem corresponder a necessidades do mercado
que, na maioria das situações, são detectadas de uma forma barata
mas eficaz: observando, perguntando e ouvindo. Tão simples quanto
isto!    Os    jardins-de-infância           existem       porque        respondem         a    uma
necessidade: a dos pais que trabalham e não têm tempo para cuidar
dos seus filhos. Para saber isto, bastará observar o quotidiano e hábitos
das pessoas que o rodeiam, conversar com as pessoas que conhece. As
ideias      de     negócio         resultam        também          da      concretização         de
potencialidades           que      o    meio       envolvente,         a    região       onde   nos
encontramos, oferece e que podem ser transformadas em negócios
viáveis.


Importar ideias de negócio que tenham tido sucesso noutros locais.
Com efeito, ideias desenvolvidas noutros países e noutras regiões
podem ser fonte de inspiração na altura de criar um negócio. Por
exemplo, a introdução da fast-food nos hábitos alimentares dos
portugueses         proporcionou           o     surgimento         de     diversas       empresas
franchisadas como Pans&Company e Mc-Donalds. Mas cuidado, nem
todas funcionam. Há que haver a preocupação de se adaptar ao
mercado e seus clientes.


Ler sobre o tema. Existem revistas e imprensa especializada que,
regularmente, sugerem ideias nas suas reportagens ou artigos. Por
exemplo, a revista “Ideias e Negócios”, “Visão”, “Executive Digest”,
entre outras.



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Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras


Recorrer a Associações Empresariais e a organismos de promoção
empresarial que possuam serviços de orientação para a criação de
empresas e detenham informação importante sobre o mercado. A
fonte mais importante de ideias de negócio é fruto de constantes                                    40

mudanças. Estas geram oportunidades de negócio para os que estão
mais atentos. Por isso dedicaremos o próximo capítulo a analisar esta
nova envolvente e o mundo de possibilidades que esta oferece.


Resumindo, as principais características de uma ideia de negócio
deverão ser:
        Devem se basear na análise do ambiente
        Devem criar vantagem competitivas
        Devem ser viáveis com os recursos
        Devem ser coerentes entre si
        Devem ter grau de risco limitado
        Devem buscar compromisso dos envolvidos
        Devem ser fundamentadas nos princípios
        Devem ser criativas e inovadoras



Fases do Processo Empreendedor


Ideias convertidas em empresas. Para que se criem empresas, em
primeiro       lugar      deve       fomentar-se         e     desenvolver          uma   cultura
empreendedora (Predisposição Empresarial). Assim se potencia o
aparecimento das ideias.
Uma vez detectada a ideia e/ou uma oportunidade de negócio,
devemos analisar se esta é válida e viável. Para isso, é importante a
realização do plano de negócio. Uma vez constituída, a empresa
deverá dar os seus primeiros passos, até que se consolide no mercado.
Todas estas fases exigem um aconselhamento e acompanhamento do


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empreendedor. Este aconselhamento pode tomar várias formas:
formação,          consultoria         formativa,         assessoria.        No      entanto,     o
empreendedor não deverá esquecer que o sucesso da sua empresa
dependerá sobretudo de si próprio, do seu empenho e da sua
capacidade de comprometimento e de criar soluções eficazes face às                                         41

dificuldades com que se vai deparando.
Assim, um aspecto muito importante em todas estas fases será o
trabalho       de      auto-estudo          e     pesquisa        realizado         pelo    próprio
empreendedor.




                          Plano de criação de empresa9
                                                                                              Espírito
                                                                                           Empreendedor
                           Pré-disposição empresarial
                                                                                                A
                                                                                           Oportunidade
                                  A ideia de Negócio

                                                                                                 O
                                                                                              projecto
                                   O Plano de Negócio


                                                                                                   Os
                                                                                                trâmites
                               Constituição da empresa


                                                                                                O
                                                                                             mercado
                             Consolidação da empresa




9 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M.,
Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real.




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A mudança como fonte de ideias
                               “O meu interesse está no futuro pois é lá que vou
                               passar o resto da minha vida.”
                               Charles F. Kettering

                                                                                          42

O mundo gira e os negócios mudam...
A globalização, a tecnologia e a valorização do conhecimento trazem
mudanças que se reflectem nos negócios.
É   necessário acompanhar as                      novas       tendências, desenvolvendo
negócios alinhados às necessidades dos clientes.


As Fontes de Ideias
        Pesquisa informativa;
        Clusters e cadeias produtivas;
        Patentes
        Olhar nas ruas
        Ideias que deram certo em outros lugares
        Experiência enquanto consumidores
        Experiência no emprego
        Mudanças demográficas e sociais
        Caos económico, crises, atrasos
        Como usar as capacidades e habilidades pessoais


Oportunidades de Empreendedorismo
        Descobertas tecnológicas
        Mudanças demográficas
        Mudança nos estilos de vida e de gostos
        Deslocamentos económicos
        Calamidades guerras ou desastres naturais
        Mudança nas regras do governo
        Descobertas de recursos.



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Principais mudanças que contribuem para o desenvolvimento de
ideias10
A fonte principal de ideias de negócio deriva possivelmente dos
factores que promovem a mudança. Hoje em dia, estas ocorrem em                                   43

todas as vertentes da sociedade, a um ritmo vertiginoso. Analisemos
algumas destas mudanças e as oportunidades de negócio que as
mesmas proporcionam.



MUDANÇAS SOCIAIS
Nos últimos anos, tem-se vindo a observar, na nossa sociedade, uma
série de transformações que promovem a abertura dos mercados a
novos negócios.
A entrada da mulher no trabalho e a sua maior autonomia profissional e
económica cria novas necessidades de serviços. Alguns exemplos são o
aumento dos jardins-de-infância, dos centros de estética e outros
serviços de proximidade à comunidade. O facto dos casais terem filhos
cada vez mais tarde foi aproveitado pelo sector da saúde e genética
através da oferta de serviços especializados em tratamentos de
fertilidade. Segundo dados dos Censos 2001 do Instituto Nacional de
Estatística (INE), 25% das mães que o são pela primeira vez têm mais de
30 anos.
Referem-se também, como alterações sociais, o aumento do nível
cultural, um maior interesse pelas actividades de tempos livres e uma
melhoria na qualidade de vida em geral, tornando possível o aumento
de negócios como os centros de formação, ginásios, agências de
viagens, restaurantes, serviços ao domicílio, entre outros.



10 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M.,
Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real.




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MUDANÇAS DEMOGRÁFICAS
A esperança de vida à nascença, em Portugal, era de 64,2 anos para
os homens e 70,8 para as mulheres em 1970, situando-se nos 73,47 e 80,3
anos em 2001, respectivamente. É um dado significativo e que pode                            44

explicar o aparecimento de novos negócios como os centros de dia
para a terceira idade, os serviços ao domicílio de assistência aos mais
velhos ou centros especializados no tratamento de enfermidades como
a Doença de Alzheimer.
Outro dos fenómenos demográficos que tem vindo a alterar a nossa
sociedade é a corrente imigratória observada nos últimos anos. Em sua
defesa começam a surgir empresas e associações que oferecem
serviços específicos aos imigrantes.


MUDANÇAS EMPRESARIAIS
A    externalização          dos     serviços       (subcontratação/“outsourcing”),      a
especialização das empresas, a globalização da economia ou as novas
estratégias de marketing (atribui-se maior importância ao social, ao
solidário, ao ‘verde’) são tendências no mundo empresarial que
tornaram possível o surgimento de novos negócios, como: consultoria
de empresas, secretariado virtual, teletrabalho, callcenters, serviços
informáticos, agências de comunicação, desenho gráfico e multimedia.


MUDANÇAS LEGISLATIVAS
As referências normativas europeias e nacionais em matérias como a
Segurança e Higiene no Trabalho, a Gestão Ambiental ou a
implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade abriu portas a
todo um campo de possibilidades de novas iniciativas empresariais:
gestão de resíduos e reciclagem, consultores de prevenção de riscos
profissionais, certificadores de qualidade, empresas de segurança,
planos de emergência, etc.


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MUDANÇAS TECNOLÓGICAS
O avanço imparável de novas tecnologias e da Internet tem permitido
a criação de novos negócios (os denominados ‘negócios electrónicos’)
e obrigado a redefinir as estratégias comerciais e de distribuição das
empresas da economia tradicional. É nesta altura que surgem maiores                                  45

oportunidades de negócio, especialmente para os mais jovens.


MUDANÇAS GEO-POLÍTICAS
A criação de infraestruturas de comunicação, a definição de novas
políticas externas, a entrada do país para a União Europeia, o
alargamento desta a novos países, são factores que proporcionaram e
proporcionam constantemente novos entendimentos daquilo que são
os    mercados         potenciais,        o    alargamento           das     possibilidades    de
exploração          de      mercados           extra-locais,        extra-regionais        e   até
internacionais,        expandindo           negócios        que      durante       muito   tempo
estiveram limitados ao mercado local.



Tendências que geram oportunidades
        Desenvolvimento de parcerias com os clientes;
        Globalização económica: tendência à unificação de mercados;
        Valorização do conhecimento;
        Reconhecimento da importância do consumidor;
        Desenvolvimento de alianças estratégicas com fornecedores e
        parceiros;
        Adoção de estratégias de inovação, padronização e adaptação
        aos clientes;
        Empreendimentos concorrentes com formatos diversos;
        Valorização do capital intelectual;
        Comércio electrónico;
        Diferenciação pelo serviço prestado ao cliente.




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Das necessidades às oportunidades




                                                                                                    46




                   Ilustração 1 - Hierarquia das Necessidades de Maslow




FISIOLÓGICAS: ligadas a sobrevivência da pessoa e sobrevivência da
espécie
SEGURANÇA: estabilidade, proteção contra ameaça ou privação
SOCIAIS: associação, participação, aceitação no grupo
ESTIMA: necessidade de aprovação social e respeito, status, prestígio,
confiança
AUTO-REALIZAÇÃO:                realização         do      próprio       potencial       e   auto
desenvolvimento




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                          Das necessidades às oportunidades




               NECESSIDADES                                       OPORTUNIDADES                          47

Necessidades primárias                               Produtos alimentícios, confecção,
                                                     construção civil

Necessidades de segurança                            Extintores             de            incêndio,
                                                     iluminação, travas, serviços de
                                                     vigilância
Necessidades sociais                                 Organização               de             eventos,
                                                     impressos para seminários e feiras

Necessidades de reconhecimento                       Jóias,         canetas              de      luxo,
                                                     automóveis

Necessidades de realização                           Computadores,                       máquinas-
                                                     ferramentas




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                            Das tendências às oportunidades




               Tendências                              Necessidades/oportunidades         48



Envelhecimento da população                      Residências      menores,        pisos
                                                 antiderrapantes,     serviços      em
                                                 domicílio,   alimentos     dietéticos,
                                                 porções menores, turismo de terceira
                                                 idade


Cuidados com a forma física                      Academias, aparelhos de ginástica,
                                                 roupas esportivas, dietas


Educação permanente                              Publicações especializadas, serviços
                                                 de treinamentos


Casais trabalhando fora                          Serviços de limpeza e manutenção
                                                 domiciliar, creches


Produtos à moda antiga                           Artesanato, geléias e doces caseiros,
                                                 restaurantes de comida regional,
                                                 móveis antigos


Aumento   da   produtividade Terceirização de serviços, trabalho
(enxugamento das empresas)   autônomo, empreendedorismo




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SECTORES EMERGENTES


Serviços da vida quotidiana
        Serviços ao domicílio                                                            49

        Jardins de infância
        Novas tecnologias de informação e comunicação
        Centros de Atendimento a jovens


Serviços de melhoria da qualidade de vida
        Restauração das habitações
        Segurança
        Transportes colectivos locais
        Requalificação de espaços urbanos
        Comércio de proximidade.


Serviços de lazer
        Turismo
        Mundo audiovisual e multimédia
        Valorização do património cultural
        Desenvolvimento da cultura local
        Desporto e saúde


Serviços na área ambiental
        Gestão de resíduos e reciclagem
        Reabilitação e requalificação de espaços públicos
Serviços avançados para empresas
        Gestão da Qualidade
        Gestão Ambiental
        Segurança e prevenção de riscos profissionais




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        Subcontratação de serviços (outsourcing)
        Sistemas de informação e telecomunicações.



Mundo rural
                                                                                         50
        Agricultura biológica
        Culturas especiais
        Negócios na NET
        Comércio electrónico e serviços de valor acrescentado.




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Será a ideia viável?11


                               “Não há segredos para o sucesso. Ele é o
                               resultado        da      preparação,           trabalho   árduo,
                               aprender com os erros.” General Colin Powel                        51



O ponto de partida de qualquer projecto é a IEDIA DE NEGÓCIO e deve
concretizar-se num PLANO de NEGÓCIO.
O melhor teste para a nossa ideia de negócio é, sem dúvida, realizar um
plano de negócio. Este é o instrumento que mais facilmente nos
aproxima do verdadeiro potencial da nossa ideia. No entanto, sem
encargos, como um passo prévio, podemos fazer uma série de
considerações que nos permitem constatar se a nossa ideia inicial tem
potencialidades ou detectar se existe algum ponto negro que a torne
inviável ou irrealizável.
O primeiro passo a dar é definir a ideia de negócio ou, melhor dizendo,
a ideia de empresa.
Que produtos oferecemos? De que modo? Quem são os destinatários?
Que estrutura necessitamos?
É necessário definir que produtos/serviços se quer lançar e a quem se
vai dirigir, ou seja, quem serão os clientes.
O mais importante é destacar o que a ideia pode ter de diferente sobre
as já existentes.
Qualquer diferença é válida sempre que os seus futuros clientes a
valorizem e que estejam dispostos a pagar por ela.
É necessário identificar quais as habilidades, talentos e conhecimentos
que tornam a ideia forte e competitiva.




11 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M.,
Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real.




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               Questões orientadoras de análise da IDEIA DE NEGÓCIO
        Existe real necessidade do consumidor por esse produto/serviço? O que ele
        dá a mais ao cliente (valor acrescentado)? Será ele competitivo no
        mercado?
        Poderei lançar o produto/serviço no mercado de maneira rentável e
                                                                                                           52
        lucrativa?       O    retorno      do    investimento        inicial    será     financeiramente
        interessante? As margens são mais elevadas do que as de produtos/serviços
        semelhantes do mesmo sector?
        Terei vantagens competitivas para fabricar, distribuir, lançar no mercado,
        exportar esse produto? Quais são elas? Devo me concentrar em apenas uma
        ou em várias dessas actividades? Em qual (ou quais) delas? Para mim, seria
        mais lucrativo terceirizar a fabricação e me concentrar no lançamento do
        produto no mercado (marketing)? Haveria alguma vantagem se o produto
        fosse fabricado ou vendido em menores quantidades?
        Será este o momento propício para lançar o produto/serviço? Quais são os
        ciclos de consumo (ano inteiro, sazonal)?
        Tenho certeza de que isso realmente me interessa? Gosto disso? Estarei
        disposto a adoptar o estilo de vida que essa actividade implica?
        Disponho de conhecimentos, habilidades e experiências necessários a esse
        género de actividade? Terei tempo, interesse e aptidões para aprender o
        que for preciso a fim de realizar essa oportunidade de negócio? A
        actividade é agradável, algo que poderei realizar sem stress?
        Estou de fato interessado em assumir o negócio e trabalhar com isso em
        tempo integral ou parcial?
        Será que essa oportunidade de negócio apresenta o potencial necessário
        para satisfazer aos meus objectivos de ganhos e lucros?
        Será que ela realmente vai valer o esforço e o tempo que irei gastar?
        Ela é compatível com o que eu sou? Permitirá que eu me realize
        plenamente? Ela possibilitará que eu me desenvolva e melhore como
        pessoa?
        Será que a oportunidade que percebi corresponde a algo prioritário na
        minha lista de interesses?
        Onde eu me situo em relação à competição no sector? Quais são minhas




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Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras
        vantagens competitivas?
        Terei estudado suficientemente o mercado do sector? Tenho conhecimentos
        suficientes sobre o mercado, os clientes, os fornecedores? Com base nisso,
        serei capaz de gerenciar a actividade com eficácia?
        Minha capacidade financeira é adequada? Terei acesso a recursos
                                                                                         53
        financeiros suficientes para que a oportunidade seja interessante sem risco
        excessivo para mim?




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Breve análise das etapas para a criação de um negócio


Não iremos aqui aprofundar, nem desenvolver todas as etapas para a
criação de um negócio, no entanto, será de destacar o principal
instrumento necessário para essa análise: o PLANO DE NEGÓCIO.                                      54

Este serve para orientar o empreendedor na tomada de decisões
estratégicas... para minimizar factores de risco!
Porém...O Plano de Negócio não é garantia de sucesso empresarial!
Entretanto:
        Auxilia no estudo de viabilidade do negócio;
        Ajuda no financiamento e empréstimos;
        Facilita a busca de novos parceiros e sócios;
        O Plano de Negócios é o instrumento que organiza todos os
        dados, informações e previsões a respeito do negócio;
        Considera cada um dos fatores vitais para o sucesso do negócio
        e     comprova,          através       de     números,        as     possibilidades   de
        lucratividade do negócio;
        Ferramenta utilizada na abertura de negociações de investimento
        e parceria.



Um plano de negócio deverá ter determinados aspectos fundamentais,
tais como:
        Definição do negócio
        Missão empresarial
        Visão do futuro
        Princípios (políticas)
        Análise do Ambiente
        Objectivos
        Estratégias
        Planos de acção



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                        Ilustração 2 – Etapas de um Plano de Negócio




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                             Questões de
                             um Plano de
                              Negócio




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GLOSSÁRIO12


Empreendedorismo (Comissão Europeia)
                                                                                             56
«O sentido de iniciativa e empreendedorismo remete-nos para a
capacidade de um indivíduo transformar ideias em acções. Isto inclui
criatividade, inovação e apetência para assumir riscos, bem como a
capacidade de planear e gerir projectos no sentido de atingir
objectivos. Isto permite aos indivíduos, não somente no seu dia-a-dia em
casa e em sociedade, mas também no seu local de trabalho,
desenvolverem a capacidade de percepção do seu trabalho e de
serem capazes de aproveitar oportunidades, além de constituir uma
base para competências e conhecimentos mais específicos que são
necessários para as pessoas que implementam ou contribuem para
uma actividade comercial ou social. É necessário também que esteja
presente a percepção de valores éticos e que promova a boa
governação.»



Competências-chave - aprendizagem ao longo da vida (Comissão
Europeia)
«As competências são aqui definidas como uma combinação de
conhecimento, aptidões e atitudes apropriadas ao contexto. As
competências-chave são aquelas que todos os indivíduos precisam
para uma realização e desenvolvimento pessoal, cidadania activa,
inclusão social e emprego.»




12 Adaptado de: Competências Empreendedoras. Instituto de Emprego e Formação Profissional,
I.P. (2011). Lisboa




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Competência Empreendedora
«Competência empreendedora pode ser considerada um tipo de
característica superior que destaca o indivíduo, por diferentes traços de
personalidade, habilidades e conhecimentos que se reflectem na sua                                 57

atitude.»



Competência
«Saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar,
transferir conhecimento, recursos e habilidades que agregam valor
económico à organização e valor social ao indivíduo.»



Conceito de competência
«As    competências            podem         ser motivações,            traços      de carácter,
conceitos de si próprio, atitudes ou valores, conhecimentos ou ainda
aptidões cognitivas ou comportamentais – qualquer característica
individual que possa ser medida com fiabilidade e que se possa
manifestar, em ordem à diferenciação (..) daqueles que possuem o
domínio (..) daqueles que não o possuem.»



Empreendedor
«Os empreendedores aproveitam as oportunidades para criar as
mudanças. Os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios
talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender,
mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do
conhecimento e da experiência, para alcançar seus objectivos.»




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Empreendedorismo
O    empreendedorismo                é   um      movimento          educacional          que   visa
desenvolver pessoas empreendedoras com cérebros capazes de
planear.                                                                                              58




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BIBLIOGRAFIA:


Capucha, Luís (coord.) (2006). Educação para a Cidadania: Guião de
Educação          para      o    Empreendedorismo.               Ministério      da      Educação.   59

Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. Lisboa.


Coelho, C., Bastos, M., Pires, C., Pinto, S. (2004). Criar e Consolidar
Empresas (G)Locais - passo a passo. Vila Real.


Collins, J., Collins, M. Beyond Entrepreneurship: Turning Your Business into
an Enduring Great Company. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1992
(with William C. Lazier).


Deakins, David e Mark Freel. Entrepreneurship and Small Firms. Ed.
McGraw Hill Higher Education.


Dias, Dário (cood.) (2004). Manual do Aluno – Guia para a elaboração
do plano de negócios. CPINAL. Algarve.



Druker, Peter. Inovação e Espírito Empreendedor. Thomson Pioneira,
2003.


Fleury, M.T.L.; FLEURY, A. «Construindo o conceito de competência».
Revista de Administração Contemporânea, edição especial 2001, pp.
183–196.


Hornaday, Robert W. «Dropping the E-words from small business research:
an alternative typology». Journal of Small Business Management -
International Council of Small Business, 1990.



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Instituto para a Qualificação na Formação, I.P. (2005). Formação para a
Inclusão – Guia Metodológico. IQF, IP. Lisboa.


Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (2011). Competências                                60

Empreendedoras. IEFP, IP. Lisboa.


Israel Kirzner. «Producer, Entrepreneur, and the Right to Property»,
acessível em http://www.reasonpapers.com/pdf/01/rp_1_1.pdf


Knight, Frank H. «Risk, Uncertainty and Profit». Parte III, Capítulo X,
Enterprise                  and                  Profit                acessível                  em
http://www.econlib.org/library/Knight/knRUP.html


Man, T.W.Y; Lau, T. «Entrepreneurial competencies, a qualitative
analysis». Journal of Enterprise Culture, n.º 3, 2000.


Martins, José António (coord.) (2008). Clube Mais – Educação para o
Empreendedorismo. Moura.


McCelland, D. C. (1965). Achievement and Entrepreneurship, Journal of
personality and Social Psychology.


Mitrani,     Alian;     Dalziel,      Murray       M.;    Bernard,        Annick.        Homens    e
Competências – A Gestão dos Recursos Humanos na Europa, Ed. de
Gestão, Lda, 1994.


Murphy, Antoin E. (1986), Richard Cantillon: Entrepreneur and Economist,
Oxford.




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Schumpeter, Josef A. In História do Pensamento Económico, Ed. Stanley
L. Brue, Thomson, pp. 465-469


Vários Autores (2008). Balanço de Competências-Chave para o
Empreendedorismo – Manual de Apoio ao Facilitador. Alte.                                              61



O     empreendedor             dentro       de      mim.       Rs4e      -   Road        Show   For
Entrepreneurship. Documento electrónico.




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Páginas consultadas - webgrafia:
http://www.rs4e.com/portal/
http://europa.eu/scadplus/leg/pt/cha/c10241.htm
http://www.estrategiadelisboa.pt/
http://www.consilium.europa.eu/ueDocs/cms_Data/docs/pressData/pt/                        62

ec/71066.pdf
http://www.planotecnologico.pt/document/parametros_ref_europeus_
edu_formacao.txt
htpp://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo
Textos da Comissão Europeia: http://eurlex.europa.eu/




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ANEXOS – FICHAS DE TRABALHO:


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Manual empreendedorismo e competências empreendedoras

  • 1. Módulo Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 2. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Índice 1. EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO............................................. 3 2. O QUE É O EMPREENDEDORISMO? ............................................................ 4 1 3. O EMPREENDEDOR ........................................................................................ 6 O que é Ser empreendedor… .................................................................... 6 Quem é o empreendedor? ........................................................................ 7 4. AS COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS .................................................. 16 Que competências a desenvolver? ........................................................... 16 Como se desenvolve competências-chave para o empreendedorismo? ..................................................................................... 16 O perfil do Empreendedor – principais competências-chave ........... 17 5. SER EMPREENDEDOR…. .............................................................................. 25 Motivações para a criação de uma empresa: ........................................ 25 O que procurar… ........................................................................................... 27 Os Mitos do Empreendedor .......................................................................... 29 Benefícios do Empreendedorismo .............................................................. 31 Prós e Contras em ser Empresário................................................................ 32 Riscos e Desvantagens .................................................................................. 33 Vantagens e recompensas .......................................................................... 33 6. O PROCESSO EMPREENDEDOR ................................................................. 38 TER UMA BOA IDEIA DE NEGÓCIO ............................................................... 38 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 3. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Fases do Processo Empreendedor .............................................................. 40 A mudança como fonte de ideias ............................................................. 42 Será a ideia viável? ........................................................................................ 51 2 Breve análise das etapas para a criação de um negócio .................... 54 GLOSSÁRIO ......................................................................................................... 56 BIBLIOGRAFIA: ..................................................................................................... 59 ANEXOS: .............................................................................................................. 63 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 4. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 1. EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO Objectivos da Educação para o Empreendedorismo: Incentivar… Sensibilizar… 3 Potenciar… Integrar… … o desenvolvimento do espírito empreendedor em cada formando, em cada actividade, em cada desafio, em cada projecto. A Educação para o Empreendedorismo é1: Ensino transversal para a vida Centrado na acção Focalizado no processo e nos resultados Coerente e constante Integrado multidisciplinarmente Contextualizado Auto-construído pelos formandos. A Educação para o Empreendedorismo deverá considerar como pilar o desenvolvimento das competências-chave. A avaliação destas competências para o empreendedorismo pressupõe que se sejam criadas técnicas de avaliação formativa e que todos os intervenientes tenham um papel activo neste processo. 1 Ensino de Empreendedorismo: Empreendedorismo não se limita à criação de negócios: http://youtu.be/-fvh9yf_0Ek Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 5. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 2. O QUE É O EMPREENDEDORISMO? “O empreendedorismo refere-se a uma capacidade individual para colocar as ideias em prática. Requer criatividade, inovação e o assumir de riscos, bem como a capacidade para planear e gerir 4 projectos com vista a atingir determinados objectivos”. Fonte: Comissão Europeia – Educação e Cultura, 2005 “o processo de descobrir ou desenvolver uma oportunidade para então, gerar valores através da inovação e, agarrando tal oportunidade sem levar em conta um ou outro recurso (humano e capital), como também, sem levar em consideração a posição do empreendedor dentro da nova ou já existente empresa”. SEXTON & KASARDA (1992) O empreendedorismo constitui-se num conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos indivíduos, ao submetê-los a um programa de capacitação adequado de forma a torná-los capazes de gerir e aproveitar oportunidades, melhorar processos e inventar negócios O Empreendedorismo é muito importante para o desenvolvimento de nações, pois gera riqueza para a sociedade. Deste modo, o Empreendedorismo designa os estudos relativos ao empreendedor, o seu perfil, as suas origens, o seu sistema de actividades, o seu universo de actuação. É fundamentalmente a capacidade e o desejo de agir consciente, determinado e voluntário, tendente a obter uma mudança. O acto de empreender revela-se numa atitude dinâmica perante a realidade, em que, face a determinados contextos internos ou externos, imaginam-se respostas de modificação dessa realidade. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 6. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras É por isso que se associa, regra geral, o empreendedorismo à inovação, pois o(a) empreendedor(a) tende a realizar as suas acções de forma diferente, para obter resultados diferentes e, nesse processo de inovação, está a desconstruir a realidade para recriar. 5 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 7. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 3. O EMPREENDEDOR “O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e 6 materiais”. Schumpeter, 1949 Um empreendedor é alguém que procura sempre a mudança, responde-lhe e explora-a como uma oportunidade. Drucker, 1985 A palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII, com o objectivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulam o progresso económico, mediante novas e melhores formas de agir. São empreendedores aqueles que criam algo novo, algo diferente, eles mudam ou transformam valores. O espírito empreendedor é uma característica distinta, seja de um indivíduo, ou de uma instituição. Não é um traço de personalidade, mas sim um comportamento e suas bases são o conceito e a teoria, e não a intuição. O que é Ser empreendedor… "Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...Quantos projectos foram deixados para trás? Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos? Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la." Drucker, 1985 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 8. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras A palavra surgiu inicialmente para descrever as pessoas que “assumiam os riscos” entre compradores e vendedores ou que “empreendiam” a tarefa de começar uma nova empresa ou projecto. Quem é o empreendedor? 7 Pode ser o empregado que introduz inovações numa organização, provocando o surgimento de valores adicionais. Mas quem só gere o negócio, sem introduzir nenhuma inovação, não é considerado um empreendedor.... Nem todas as pessoas assumem a iniciativa para serem empreendedores. Existem muitas definições de empreendedor, mas salientamos as que traduzem a habilidade daqueles que, ao detectarem oportunidades, conseguem reunir os recursos humanos, técnicos e financeiros, para a concretização de produtos e serviços inovadores, que venham a atingir o sucesso empresarial. Em todos os projectos de empreendedorismo existe risco associado mas este só é superado pela capacidade de motivação e confiança na liderança do empreendedor. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 9. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Questões base para analisar o perfil empreendedor2. Nunca trabalhei e não possuo experiência profissional. Posso iniciar um negócio? Alguma experiência seria desejável mas pode ser ultrapassado se reunir uma equipa que englobe as competências necessárias para o desenvolvimento do seu negócio. 8 Tenho uma ideia inovadora mas não sei como a por em prática. Posso constituir uma empresa e depois maturar a ideia? Sim pode, mas poderá incorrer em riscos e custos desnecessários. Sugerimos que siga os passos deste guião Tenho uma ideia espectacular mas não tenho dinheiro. Posso ser empreendedor? Pode, veja as possibilidades de financiamento existentes no mercado para o seu plano de negócios. Já constitui uma empresa mas não fui bem sucedido. Posso voltar a ser empreendedor? Sim pode, nada o impede de empreender num novo projecto. Não possuo um curso superior. Posso vir a ser empreendedor? Sim pode, não existem requisitos de personalidade, de habilitações académicas, ou outros, que não legais, para empreender. Com que idade posso ser empreendedor? Só se pode fazer parte do capital social de uma sociedade com a idade mínima de 18 anos. Ainda não tenho independência dos meus pais, será que posso tornar-me empreendedor? Não existem fórmulas para esta situação, no entanto criar uma empresa é um acto de muita responsabilidade para com os trabalhadores, fornecedores e inclusive a comunidade em que estamos inseridos. Sou muito persistente e com grande força de vontade. Posso ser um empreendedor? Sim pode, essas são algumas das condições que potenciam o sucesso num projecto empresarial. Sempre fui trabalhador por conta de outrem, será que tenho capacidade para ser empreendedor? Existem pessoas cujo perfil permite terem mais apetência a tornarem-se 2 Adaptado de: http://www.empreender.aip.pt/?lang=pt&page=passos/passo2.jsp Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 10. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras empreendedores devido a determinadas características, ou seja, conhecem “os segredos” do negócio, ou possuem enorme capacidade de relacionamento interpessoal, ou são mestres a lidar com informação - números. No entanto, não existe uma fórmula para o sucesso. Não se deve esquecer de introduzir no negócio a qualidade, a inovação e muita competência para ganhar a confiança e a preferência dos seus clientes e do mercado em geral. 9 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 11. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras O Empreendedor nasce ou faz-se? Qualquer um de nós pode ser empresário e empreendedor, só tem que se propor a sê-lo. Esta é uma premissa básica da qual partimos. Apesar disso, ser ou tornar-se empreendedor não é um processo fácil. É certo que existe 10 uma série de qualidades pessoais que o empreendedor deverá possuir para aproximar-se do que se considera ser um perfil óptimo sendo que deverá tentar melhorar alguns aspectos para se aproximar o mais possível desse perfil. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 12. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Qual a diferença entre empresário e empreendedor? EMPRESÁRIOS EMPREENDEDORES 11 Trabalham com eficiência e o uso Estabelecem uma visão e objectivos e efectivo dos recursos para atingir identificam os recursos para torna-los metas e objectivos realidade A chave é adaptar-se às A chave é iniciar as mudanças mudanças O padrão de trabalho implica O padrão de trabalho implica análise racional imaginação e criatividade Operam dentro de uma estrutura Definem tarefas e funções que criem de trabalho existente uma estrutura de trabalho Trabalho centrado em processos Trabalho centrado na criação de que levam em consideração o processos resultantes de uma visão meio em que ele se desenvolve diferenciada do meio Que distinção se pode fazer entre Enquanto que o gestor pergunta “com gestor e empreendedor? os recursos que estão ao meu alcance, o que é que eu consigo obter?”, o empreendedor questiona: “dado o que eu quero obter, que recursos é que preciso de adquirir?” Tipos de empreendedor Empreendedor artesão - empreendedor que é detentor de uma técnica e que cria o seu próprio negócio aproveitando os saberes que possui; Empreendedor tecnológico – empreendedor que cria o seu negócio baseado num novo processo ou num novo produto; Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 13. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Empreendedor oportunista – empreendedor que identifica as oportunidades de negócio e cria a sua empresa; Empreendedor “estilo de vida” – pessoa independente, que inicia a sua actividade empresarial para satisfazer as suas ambições de 12 independência e o seu estilo de vida. Outras designações: • O Empreendedor Nato • O Empreendedor que aprende(inesperado) • O Empreendedor Serial(Cria novos Negócios) • O Empreendedor Corporativo • O Empreendedor Social • O Empreendedor por Necessidade • O Empreendedor Herdeiro • O “Normal”(planeado) Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 14. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Perguntas e respostas sobre Empreendedorismo3 1. O que é o empreendedorismo? Mais do que criar empresas, empreendedorismo significa criar e colocar em prática novas ideias. 13 2. O que é empreender? Segundo a Comissão Europeia, empreender “é, acima de tudo, uma atitude mental que engloba a motivação e a capacidade de um indivíduo, isolado ou integrado num organismo, para identificar uma oportunidade e para a concretizar com o objectivo de produzir um novo valor ou um resultado económico”. 3. A quem se aplica o empreendedorismo? O empreendedorismo aplica-se tanto a trabalhadores individuais como a empresas de qualquer dimensão. 4. Quais as partes envolvidas no desenvolvimento do espírito empreendedor? A questão do espírito empreendedor pode desenvolver-se a três níveis: indivíduo, empresa e sociedade. Por um lado, para que os indivíduos se tornem empreendedores, é necessário transmitir-lhes a noção de “espírito empresarial”, de modo a possuírem capacidades adequadas para transformar as suas ambições em projectos de sucesso. Por outro lado, para que esses projectos empresariais dêem origem a empresas prósperas, é essencial que existam condições de apoio ao seu funcionamento, que permitam o desenvolvimento e o crescimento das empresas e que não criem obstáculos capazes de levar a empresa à falência. Além destes dois aspectos, a actividade empresarial depende de uma atitude positiva da sociedade em relação aos empresários. 5. Quem é o empreendedor? O empreendedor é uma pessoa capaz de perceber e interpretar necessidades e problemas e de encontrar soluções para os mesmos. O empreendedor inova, transforma ideias em realidade. Ser empreendedor implica ser activo, arrojado, imaginativo, autónomo, responsável, capaz de assumir riscos. É alguém que aprende com os erros e fracassos diante dos quais não se deixa abater. São estas características e muitas outras que distinguem um empreendedor daqueles que, em igualdade de circunstâncias, não conseguem progredir e avançar. 6. Quais as características de um empreendedor? 3 Adaptado de: Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 15. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Aceitação do risco Ambição Auto-motivação e entusiasmo Capacidade de trabalho em equipa Conhecimentos técnicos Controle Criatividade 14 Decisão e responsabilidade Determinação Eficiência Energia Flexibilidade Iniciativa Liderança Optimismo Persistência Sem medo do fracasso e da rejeição 7. Qual a diferença entre empresário e empreendedor? Empresário é o proprietário ou accionista de controlo de empresas e empreendedor é aquele que é capaz de conceber uma ideia e pô-la em prática. 8. Que distinção se pode fazer entre gestor e empreendedor? Enquanto que o gestor pergunta “com os recursos que estão ao meu alcance, o que é que eu consigo obter?”, o empreendedor questiona: “dado o que eu quero obter, que recursos é que preciso de adquirir?” 9. Quais as competências essenciais para o sucesso empresarial? Quer as competências pessoais (como a criatividade, a persistência e o compromisso, todas necessárias para a criação de uma empresa), quer as competências de gestão (como a eficiência, a eficácia e a fiabilidade, todas importantes para o desenvolvimento de uma empresa) são elementos-chave para o sucesso empresarial. 10. Quais as vantagens do empreendedorismo? O empreendedorismo tem vantagens a vários níveis: Contribui para a criação de emprego Funciona como um meio de integração de desempregados e desfavorecidos Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 16. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras no meio laboral Pode contribuir para reforçar a coesão económica e social das regiões menos desenvolvidas Constitui um caminho para a inovação 15 É crucial para a competitividade Oferece aos consumidores mais possibilidades de escolha e preços mais baixos 12. Que consequências tem a criação de novos negócios? Iniciar uma actividade empresarial é um grande desafio que deve ser apoiado. Assim, potenciar o empreendedorismo e o surgimento de novos empreendedores tem como consequências directas: Criação de empresas Aumento do emprego Importante contribuição para o crescimento económico e para a coesão social do país. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 17. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 4. AS COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS Que competências a desenvolver? Para qualquer actividade profissional, há um conjunto de competências 16 necessárias ao desenvolvimento da actividade, podendo ser transversais a outras dimensões da vida, ou competências-chave determinantes para o desenvolvimento de determinada actividade. Assim, define-se: Competência: como a capacidade para operacionalizar um conjunto de conhecimentos, atitudes e habilidades numa situação concreta, de modo a ser sucedido. (Jardim, J et al; 2006) Competências transversais ou chave: aquelas que são comuns a diversas actividades. (Jardim, J et al; 2006) As Competências-chave não são apenas importantes para o desempenho da actividade profissional, mas para as diferentes dimensões da vida e da convivência social. Esta perspectiva confere às Competências-chave um carácter dinâmico, permitindo aos indivíduos construir e reconstruir permanentemente o conhecimento, conforme os contextos organizacionais em que estes se inserem (P. Pullen; 2000). Como se desenvolve competências-chave para o empreendedorismo? Para se ser um empresário não tem de se ser dotado de um carácter especial ou de qualidades extraordinárias. Se observarmos com atenção o ambiente que nos rodeia verificamos facilmente que estamos rodeados por multidões de empresários: o padeiro, o dono do supermercado onde fazemos as compras, o dono do restaurante onde gostamos de ir comer,... Por acaso eles são pessoas dotadas de virtudes “superiores” às nossas? São realmente tão diferentes de nós? Evidentemente que não! Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 18. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras O perfil do Empreendedor – principais competências-chave Nem todas as pessoas assumem a iniciativa para serem empreendedores, mas como já foi referido qualquer um de nós pode 17 ser empresário, só tem que se propor a sê-lo. O empreendedor, deve possuir a habilidade daqueles que, ao detectarem oportunidades, conseguem reunir os recursos humanos, técnicos e financeiros, para a concretização de produtos e serviços inovadores. Apesar disso, ser ou tornar-se empreendedor não é um processo fácil. É certo que existe uma série de qualidades pessoais que o empreendedor deverá possuir para aproximar-se do que se considera ser um perfil óptimo sendo que deverá tentar melhorar alguns aspectos para se aproximar o mais possível desse perfil. Assim, a seguir expomos um conjunto de traços e competências pessoais que determinam o denominado perfil do empreendedor4. 1.Motivação para o sucesso Ânsia de trabalhar bem ou de se avaliar por uma norma de excelência. Segundo McClelland (Teoria da Motivação para o Sucesso) os indivíduos altamente motivados para o sucesso tendem a desprezar um pouco a recompensa recebida em detrimento do êxito do seu desempenho. Manter-se motivado é fundamental para desenvolver iniciativas que irão gerar a concretização dos planos de acção. O que move o empreendedor é a motivação, é ter uma constante vontade activa para atingir níveis de excelência. 4 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M., Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 19. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 2. Preocupação relativa à Ordem (Organização) e à Qualidade Preocupação em implementar, conduzir e controlar actividades claras e ordenadas. A organização e a qualidade dos serviços e ou produtos é factor de 18 sucesso para qualquer empreendimento. Não basta apenas deter os melhores recursos, mas integrá-los de uma forma lógica, fazendo com que o resultado seja maior do que a simples soma das partes. 3. Iniciativa Aptidão para empreender acções, melhorar os resultados ou criar oportunidades. Sem iniciativa não pode haver empreendimento e sem vontade e persistência não se pode atingir o sucesso. Ser empreendedor é ter iniciativas, é fazer acontecer. Pessoas dotadas de uma atitude empreendedora têm por princípio uma capacidade de iniciativa, sentem necessidade de agir e assumem um comportamento pró-activo para solucionar situações ou aproveitar uma condição favorável. 4. Pesquisa de Informação Curiosidade e desejo de adquirir informação. A informação é fundamental para se sobressair no mercado. A actualização de informação e pesquisa constante sobre as últimas tendências do mercado (os mais novos conceitos de gestão, líderes empresariais mais comentados, mudanças tecnológicas, mudanças em políticas nacionais, etc) são factores críticos para quem pretende iniciar e manter um negócio. A informação obtida irá permitir angariar mais recursos para liderar pessoas, elaborar estratégias e poder lançar-se com mais firmeza no novo empreendimento e/ou mantê-lo no mercado. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 20. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 5. Capacidade para Trabalhar Qualidade de apreciar o trabalho, mantendo consistente esse atributo ao longo do tempo. O trabalho deve ser uma fonte de satisfação e de rendimento, mas 19 para alcançar o sucesso profissional é necessário muito trabalho. “O génio consiste em um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração.” (Thomas A. Edison). Sempre que ler a história de alguém que alcançou sucesso, em qualquer actividade humana, se prestar atenção, verificará que essas pessoas trabalharam arduamente durante muitos anos. 6. Tomar Decisões Capacidade para tomar decisões adequadas face a diversas situações. Há certas decisões que requerem coragem e determinação para que sejam alcançados os resultados pretendidos. O empreendedor está constantemente a tomar decisões, que podem implicar novos rumos de acção exigindo uma boa capacidade de análise e raciocínio relativamente às pessoas e às actividades presentes e futuras. Muitas vezes, tal capacidade implica estabelecer prioridades comprometedoras, fazer escolhas, avaliar ideias e tomar decisões perante critérios opostos. No fundo, é isto a gestão - tomar decisões e fazer com que elas sejam implementadas. 7. Capacidade Directiva Capacidade de transmitir aos outros o que deve ser feito de forma a que todos funcionem de acordo com o desejado, dentro do espírito do melhor para a organização a longo prazo. Saber conduzir os esforços das pessoas em direcção a um objectivo, saber redireccionar esforços, quando necessário, conseguindo manter a motivação dos colaboradores. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 21. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 8. O Trabalho em equipa e a Cooperação Capacidade de trabalhar em cooperação com as outras pessoas. Para alcançar objectivos é necessário contar com a colaboração de outras pessoas. O envolvimento de outras pessoas cria uma motivação 20 contagiante, uma espécie de sinergia, que ajuda a superar os obstáculos. 9. O Desenvolvimento dos Outros Capacidade de empreender acções eficazes, a fim de aperfeiçoar as competências dos outros. Criar condições favoráveis para o estabelecimento de um vínculo positivo e sinérgico com pares de trabalho, fornecedores, auxiliares e parceiros. 10. Estratégia Capacidade de observação e previsão. A estratégia, mais não é do que projectar no tempo os resultados que almejamos e agir no presente para atingir esses resultados. Não importa o quanto se fantasie o futuro, ele será uma expressão das nossas acções no presente. 11. Visão de Futuro Habilidade natural para identificar uma oportunidade, aproveitá-la, criar uma empresa e encaminhá-la ao sucesso. Identificar e aproveitar oportunidades é fundamental para quem deseja ser empreendedor. Consiste em aproveitar todo e qualquer ensejo para observar negócios. O empreendedor de sucesso é aquele que não se cansa de pesquisar, na constante procura de novos caminhos, seja no trabalho, nas férias, lendo revistas, jornais ou vendo televisão. É curioso, Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 22. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras e está sempre atento a qualquer oportunidade de conhecer melhor um empreendimento. 12. Autocontrolo Capacidade de manter o controlo de si próprio, sempre que 21 confrontado com situações geradoras de emoções e de stress. É absolutamente necessário que o empreendedor consiga manter, mesmo sob a maior tensão ou sob qualquer espécie de pressão a capacidade de raciocinar e resolver com sabedoria as diversas situações com as quais tiver que se defrontar, mantendo as suas emoções sob seu total controlo. 13. Autoconfiança Confiança na sua própria capacidade de escolher a solução mais conveniente e de realizar uma tarefa, sobretudo, em situações difíceis. Capacidade de acreditar no seu esforço, dedicação e competências para levar adiante os seus projectos. 14. Adaptação Capacidade de se adaptar e de trabalhar eficazmente numa diversidade de situações com pessoas e grupos diferentes: clientes, fornecedores, entre outros. A diversidade faz-nos ir além, superarmo-nos a nós próprios. Dentro de um contexto diversificado, podemos enfrentar problemas de incompatibilidade, no entanto, essa mesma diversidade pode proporcionar novas possibilidades e oportunidades de sucesso. 15. Persistência Capacidade para continuar apesar dos obstáculos a enfrentar. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 23. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras O sucesso decorre da persistência (acreditar e lutar). Saber lutar pelas suas ideias, saber perder e ganhar e não ter medo do fracasso. Todo o empreendedor deve ser persistente e permanecer fiel às suas visões. 16. Raciocínio Analítico 22 Capacidade de compreender as situações e de resolver os problemas, decompondo-os e avaliando-os de forma sistemática e lógica. É essencial que o empreendedor saiba avaliar, planear e controlar o seu trabalho e o dos outros, estabelecendo prioridades e linhas de execução. Deve descobrir os seus próprios modelos mentais, avaliando se são adequados ou não para considerar novas respostas, incorporando formas de pensar e de agir mais eficazes e conscientes. 17. Competência Técnica Capacidade de utilizar e desenvolver o seu saber técnico e de o partilhar com as outras pessoas. Possuir conhecimentos sobre a actividade que irá empreender e conseguir partilhar esses mesmos conhecimentos, é factor imprescindível para que se obtenha sucesso num empreendimento. Este conhecimento pode ser adquirido pela própria experiência, por contactos com outros empreendedores, através de associações ou por meios informativos especializados. 18. Criatividade/Inovação Capacidade para criar soluções alternativas, inovar e superar as expectativas do mercado. A inovação surge, geralmente, da reordenação do conhecimento existente. Esta reordenação revela parentescos ou semelhanças entre factos já conhecidos que pareciam não ter nada em comum. O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 24. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras inovador, através do qual mantém constante a busca por novos caminhos e novas soluções. 19. O Impacte e a Influência Desejo de persuadir, convencer, influenciar ou impressionar, 23 conseguindo a sua participação ao longo da acção pretendida. O empreendedor deve ser um “vendedor” nato, deve ser muito convincente naquilo que diz e deve saber identificar pessoas que poderão ajudá-lo a atingir os seus objectivos. 20. O Estabelecimento de Relações Capacidade de construir e de estabelecer contactos amigáveis com as pessoas que irão contribuir para a realização dos seus objectivos. Num mercado competitivo e altamente mutável, com a avalanche de informações e desafios que vivemos, temos de aprender a estabelecer relações com outras pessoas, essa é uma habilidade que tem um alto valor no mercado. Devem ser incentivados os relacionamentos que multipliquem as possibilidades de sucesso e de inspiração para concretização dos projectos. 21. Orientação para o Serviço a Clientes Desejo de prestar um serviço aos outros, descobrindo e posteriormente satisfazendo as suas necessidades. Nos dias de hoje, é difícil encontrar uma empresa que não declare focalizar-se no cliente, que não queira “encantar o cliente”. No entanto, para tal, é preciso competência que implica saber-fazer as tarefas nos aspectos técnicos e racionais. Implica também motivação, ou seja, querer-fazer, comprometimento, sendo esta vontade mais emocional e intuitiva. O “encantamento” cria a fidelidade dos clientes e faz com que estes indiquem os nossos produtos e serviços às pessoas à sua volta. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 25. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 22. Compreensão Interpessoal Capacidade de perceber e compreender quer pensamentos não expressos, quer parcialmente expressos, quer sentimentos e preocupações dos outros e de lhes dar resposta. 24 Compreender os outros exige flexibilidade, dedicação e força de vontade; passa por um conhecimento profundo de nós mesmos. É preciso conhecer-se bem, entender as suas razões e emoções para poder identificá-las nos outros e, assim, lidar com elas de forma positiva. Estas são as 22 competências chave que o empreendedor deve ter, adquirir e/ou tentar melhorar com vista ao êxito do seu projecto empresarial. No entanto, não se pense que para ser empreendedor é indispensável ter todas estas competências aprofundadas e que caso contrário o projecto empresarial estará condenado ao insucesso. “Nada disso!!” Devemos lembrar, em primeiro lugar, que competência significa capacidade de fazer acontecer, de alcançar metas e objectivos. Será extremamente difícil encontrar alguém com um nível elevado de desenvolvimento de todas as competências apresentadas. Este referencial tem o objectivo de indicar as competências ideais para identificar aquelas que se deverão tentar melhorar. Ou seja, o empreendedor poderá à partida não deter todas as competências apresentadas, mas terá, sem dúvida, a obrigação de através de informação, formação e outras formas tentar adquirir ou melhorar essas competências. Terá sobretudo que estar consciente de que, ainda que seja detentor destas competências, estará sempre sujeito ao desgaste das contrariedades e adversidades do mercado, necessitando de uma grande dose de persistência para as ultrapassar. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 26. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 5. SER EMPREENDEDOR…. "Empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às actividades de organização, 25 administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos, mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento (...)."in Wikipédia Motivações para a criação de uma empresa: A criação de uma empresa, tem sido motivado por uma série de factores que coincidem na maioria das iniciativas. Entre estes factores encontramos, em primeiro lugar, os de carácter pessoal (ter uma personalidade independente, por exemplo), e em segundo, as motivações materiais factores que impulsionam as pessoas a criar o seu próprio negócio: Todos nós podemos encontrar, em algum momento da nossa vida, a oportunidade ou a necessidade de criar um negócio. MOTIVAÇÕES PESSOAIS A auto-realização e satisfação pessoal subjacente ao facto de se trabalhar na actividade que mais se gosta e da forma que mais lhe agrada, tendo autonomia de acção e decisão relativamente ao trabalho a realizar. O reconhecimento social que essa situação lhe pode trazer, sobretudo quando se alcança o êxito. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 27. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Por tradição familiar. Muitas vezes são os próprios pais, avôs ou familiares próximos que exercem influência com as suas experiências empresariais e o seu espírito empreendedor. Por traços de personalidade: independência, autonomia, dinamismo, determinação em alcançar objectivos específicos, entre outros. 26 MOTIVAÇÕES MATERIAIS Criação do seu próprio posto de trabalho (auto-emprego). Descobrir uma oportunidade de negócio e sentir a necessidade de criar e explorar uma empresa. Possibilidade de ter maiores rendimentos do que trabalhando por conta de outrem, já que teoricamente a empresa poderá crescer sem limites. Encontramos ainda outros factores com influência na determinação de se querer iniciar um negócio. OUTROS FACTORES Motivações negativas (“Não suporto o meu chefe”, “Não gosto que me dêem ordens”). Este tipo de atitude e discurso, apesar de negativo, retrata também situações que motivam a criação da própria empresa. Atracção pelo risco. Existem pessoas que preferem ter o seu dinheiro investido a prazo fixo através, por exemplo, de certificados de aforro, sabendo que ganham por ano uma percentagem mais ou menos certa do dinheiro depositado enquanto outros preferem investir na Bolsa, sabendo que um dia podem perder 10% e noutro ganhar 15%. Certamente, estes últimos têm um perfil algo mais parecido com o do empreendedor nato, ou seja, criar uma empresa acarreta sempre um determinado nível de risco que o empreendedor terá que assumir. No entanto, o empreendedor é aquele que pondera o risco inerente à sua Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 28. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras iniciativa e o tenta minimizar, através da tomada de decisões com base no máximo de informação disponível. O nível de formação. Normalmente quanto maior este é, maior predisposição empresarial existe. 27 O empreendedor não é uma “espécie única” dotada de características inatas extraordinárias: qualquer pessoa poderá criar a sua empresa com êxito. Como se pode observar, existem motivações de índole muito diversa. O empreendedor não é uma “espécie única” dotada de características inatas extraordinárias. Certamente todos nós podemos encontrar em algum momento da nossa vida a oportunidade ou a necessidade de criar um negócio. Nem todo o empresário possui vocação enraizada desde sempre. O empreendedorismo pode ser entendido como uma atitude, uma forma de lidar com as situações, uma predisposição para encarar os problemas e encontrar soluções. Apesar disto, as características do empreendedor podem ser desenvolvidas e trabalhadas. Qualquer pessoa pode ser ou tornar-se com maior ou menor dificuldade num empreendedor. O que procurar… Quando decidimos prosseguir com o nosso projecto de auto emprego, temos que reunir três factores: 1. SER UM EMPREEDEDOR capaz de criar, construir e vender uma ideia. 2. TER UMA IDEIA que nasça em boas mãos e reúna condições para entrar no mercado. 3. TER UM MERCADO que acolha o produto ou serviço, constituído por clientes dispostos a pagar por eles. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 29. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Estes são os componentes chave da criação de uma empresa. Todo o processo de empreender deverá conseguir a harmonia e o equilíbrio entre eles. Os casos de sucesso… 28 Para análise de casos de sucesso, remete-se para a visualização de reportagens sobre indivíduos empreendedores. Mulheres empresarias – Programa 30 minutos - RTP http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/30_minutos/index.php?k=1-parte-do- 30-minutos-de-2011-06-21.rtp&post=16458 Por conta própria – Programa Grande Reportagem - SIC Parte 1 http://www.youtube.com/watch?v=Cfsron1rB4g Parte 2 http://www.youtube.com/watch?v=pqcxq23tojM Inventores portugueses - Programa Grande Reportagem – SIC Parte 1 http://www.youtube.com/watch?v=c1Iq_jNvKP4 Parte 2 http://www.youtube.com/watch?v=Fw5KwdLS25k&feature=related Parte 3 http://www.youtube.com/watch?v=m-Xr4_DylCY&feature=related Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 30. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Os Mitos do Empreendedor5 • O Empreendedor nasce, não se faz; • Qualquer um pode iniciar um negócio; 29 • Todo empreendedor inventou algo na garagem de casa, quando jovem; • Os empreendedores tem uma personalidade esquisita; • São jogadores/apostadores/correm riscos excessivos; • São “patrões” de si próprios; • Trabalham muito; • Iniciam negócios de risco; • Um empreendedor precisa tomar riscos enormes… • Apenas para os ricos; • A idade é uma barreira – os empreendedores são jovens e enérgicos; • Motivados pelo dinheiro; • O objectivo de todo empreendedor é ser milionário; • Procuram o poder e o controle sobre os outros; • Se tiverem talento o sucesso chega em 1 ou 2 anos; • Qualquer pessoa com uma boa ideia pode enriquecer; • Tendo dinheiro é fácil falhar; • Só com formação superior se pode ser bom empresário; • Sofrem de stress. 5 Adaptado de: Ser empreendedor. Pensar, criar e moldar a nova empresa. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 31. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Falsas verdades sobre empreendedores6 Para Farrell, a comunicação social e o mundo dos negócios vêm-nos bombardeando com mitos sobre empreendedorismo. Conheça os mais comuns e as respostas do autor a eles: Mito 1 - Não é possível desenvolver o empreendedorismo, deve-se nascer 30 empreendedor! Nos Estados Unidos, os maiores responsáveis pelo surgimento de novos negócios são os profissionais que foram demitidos de seus empregos e precisaram encontrar uma forma de sobreviver. São gestores que viraram empreendedores por necessidade. Mito 2 - Todo empreendedor inventou algo na garagem de casa, quando jovem, e tem uma personalidade esquisita! O empreendedor americano médio tem entre 35 e 45 anos, dez anos de experiência numa grande empresa e um perfil psicológico rico. Empreendedores são pessoas normais, como qualquer um de nós. Mito 3 - O objectivo de todo empreendedor é ser milionário! Todos os empreendedores, mesmo os que ficaram ricos, afirmam que isso não é verdade. O que os motivou foi a vontade de criar algo novo e não a pergunta: Bom, o que eu posso fazer para ficar rico? Mito 4 - Empreendedores não são muito confiáveis! Essa visão era muito comum, mas agora responda: onde estão acontecendo os maiores crimes do mundo dos negócios? Nas grandes empresas. Não faz sentido dizer que um empreendedor deve ser menos respeitado do que um gestor. Mito 5 - Um empreendedor precisa tomar riscos enormes! Como investem o próprio dinheiro, empreendedores tendem a ser muito conservadores. Os maiores riscos são tomados pelos principais executivos das grandes empresas. Mito 6 – Ter um curso superior é a melhor forma de se transformar num empreendedor! Não é necessário ter formação superior para se ser empreendedor. O conhecimento sobre gestão vai fazer falta depois que sua empresa atingir um certo tamanho. Nessa hora pode ser uma boa ideia contratar alguém com esses conhecimentos ou apostar numa formação na área. 6Adaptado de: http://www.professorcezar.adm.br/Textos/FalsasVerdadesSobreoEmpreendedor.pdf Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 32. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Benefícios do Empreendedorismo Apresentamos agora alguns exemplos de benefícios em ser empreendedor. Aprender a tirar a ideia do papel e buscar oportunidades; 31 Não pretender mudar tudo e todos, mas se adaptar às instabilidades do cenário; Diante de dificuldades avaliar o processo e implementar melhorias. A determinação, humildade, iniciativa, empatia, foco nas acções, conhecer o todo e desenvolver as partes, estando em constante sintonia com pessoas facilita a prática dos mandamentos do empreendedor. Investir na percepção, conhecer o que quer, acreditar em si, visando acções do presente com foco no futuro e estando comprometido com a qualidade e a inovação é o ponto central para o alcance do sucesso e a prática da atitude empreendedora. As habilidades: iniciativa, conhecimento geral, observação, conhecimento do segmento, confiança, segurança, aberto a novas oportunidades, são as bases para o sucesso. Não adianta praticarmos algo ou visar à mudança de comportamento se não conhecemos os benefícios. A atitude empreendedora nos leva a um caminho promissor, porque na prática aplicamos uma série de habilidades que são fundamentais para o nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento. Praticamos a criatividade, iniciativa, concretizamos ideias, resolvemos problemas e flexibilizamos acções. Aceitar as diferenças nas pessoas, nas ideias, nos processos é adaptar-se a tudo isso facilitando a prática das habilidades e o aproveitamento dos benefícios mencionados. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 33. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras O empreendedorismo é considerado, pelos especialistas, como vital para o sucesso profissional, pois considera o desenvolvimento e aperfeiçoamento de atitudes importantes para a gestão de acções perante as incertezas do cenário actual. Assumimos diferentes papéis na sociedade e para cada papel temos 32 inúmeros planos e projectos. Precisamos acreditar em nossas potencialidades e sempre estarmos dispostos e aumentar os limites. Construir constantemente é uma forma de crescer e conquistar os nossos sonhos. O fracasso deve ser entendido como um atraso temporário no alcance de objectivos. Encará-lo como um teste do real valor que atribuímos às nossas metas facilita a execução do processo e a conquista do sucesso! Prós e Contras em ser Empresário “A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma.” John Ruskin, escritor, professor de arte e arquitecto Ser o mentor de uma ideia de negócio e concretizá-la com sucesso proporciona uma grande satisfação pessoal. Antes de decidirmos quanto à criação da nossa própria empresa, há que fazer uma série de considerações quanto aos riscos e recompensas que isto pressupõe. Trabalhar por conta própria ou por conta de outrem? Esta é a questão. É necessário analisar as vantagens e desvantagens de trabalhar por conta própria. Nenhuma opção é absolutamente melhor que a outra. Depende, em grande parte, da nossa personalidade, interesses, valores e do maior ou menor perfil empreendedor que tenhamos, entre outros factores. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 34. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Riscos e Desvantagens 1. Arriscar capital próprio ou familiar. Trabalhar por conta própria pressupõe, em muitos casos, renunciar a um 33 posto de trabalho por conta de outrém e respectivo salário ou a essa possibilidade. É o que os economistas designam por custo de oportunidade, ou seja, aquilo que deixa de se ganhar na opção trabalhar de por conta de outrem para poder ganhar o que lhe oferece a opção de trabalhar por conta própria. 2. Não existe segurança nas receitas financeiras. Se usufruir de um salário, sabe o que vai ganhar em cada mês. Como empresário, o seu rendimento estará dependente da própria rentabilidade do negócio que poderá ser variável e incerta. 3. Não tem um horário fixo e, geralmente trabalha muitas mais horas e mais intensamente. Inclusive, mesmo enquanto dorme, não pára de pensar em decisões que afectam a sua empresa, e isso também é tempo de trabalho. A sua vida social e familiar pode ser afectada por estas razões. Vantagens e recompensas 1. Os benefícios são apenas para uma pessoa ou os sócios da empresa e, teoricamente, são ilimitados. Se abre um negócio e este corre bem, poderá abrir um outro e assim sucessivamente. Não é necessário que esteja fisicamente em todos. O mesmo negócio pode crescer ilimitadamente. Pode criar novos postos de trabalho na empresa. Como empresário, encarrega-se de organizar os recursos (humanos, físicos e financeiros) da sua empresa. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 35. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 2. É patrão de si próprio. Encarrega-se de fixar os objectivos da empresa, as normas de funcionamento, os horários de trabalho, como conquistar mercado e alcançar a satisfação dos clientes. Quantas vezes, ao receber uma ordem do nosso chefe, pensamos: ”Eu não faria dessa forma”? 34 3. Realização pessoal. Ser o mentor de uma ideia de negócio e concretizá-la com sucesso proporciona uma grande satisfação pessoal. Para muitos, superior à satisfação material. 4. Contribuição para a melhoria e desenvolvimento do meio envolvente. Dar emprego às pessoas, criar riqueza, gerar valor. Ter um papel activo no desenvolvimento da região é um factor muito importante de motivação para muitas pessoas. Em qualquer caso temos que atender aos dois lados da balança: os prós e os contras e ter atenção para que lado esta tende. De seguida, coloca-se à disposição uma lista de riscos que pode ajudá- lo a reflectir sobre o negócio que tem em mente. Sugerimos-lhe uma série de argumentos que equilibram a balança e o ajudam a valorizar a recompensa de assumir cada risco. Seguramente poderá encontrar muitas mais compensações. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 36. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras EXEMPLOS, RISCOS E COMPENSAÇÕES “Não tenho a certeza das Riscos comerciais: existe Como empresário toma as receitas que irei obter nem sempre o risco do suas próprias decisões. tão pouco se o negócio mercado e de um Quando as coisas não terá futuro”. conjunto de factores correm bem tem a opção 35 externos, às vezes de mudar de estratégia. Se incontroláveis. fosse despedido não teria essa alternativa. As decisões são-lhe apresentadas como um dado adquirido. “Para montar um negócio Riscos Financeiros: em O risco financeiro pode ser tenho que arriscar todas as todo o tipo de negócio grandemente limitado economias, além de pedir arrisca-se capital, próprio e com um bom plano de um crédito ao banco; alheio. Se bem que em gestão da empresa. tenho receio de perder muitos casos o capital Arriscar algum capital ou todo este dinheiro”. principal é humano e não pedir um crédito, permite tanto financeiro. avançar com o negócio e abrir portas para o lucro. E o lucro não tem tecto. “Criar uma empresa Riscos Sócio-pessoais: é Mas....e a satisfação significará trabalhar mais provável que alguém não pessoal de ver algo horas do que aquelas que esteja disposto a fazer construído por nós a agora faço como sacrifícios ou que a família crescer, evoluir e a criar empregado, além das não entenda o porquê de postos de trabalho? O preocupações e se dedicar tantas horas ao risco de criar uma empresa responsabilidades que negócio. é recompensado quando agora não tenho. aquela ideia existente na Além disso, arrisca-se um Certamente que terei cabeça, passa a ter nome, posto de trabalho, um muito menos tempo livre”. denominação social, salário fixo, uma situação empregados, clientes, pessoal e profissional de gera dinheiro, dá certa “tranquilidade”. benefícios e proporciona um orgulho pessoal que dificilmente se alcança Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 37. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras estando empregado numa empresa. E sabe que as horas que trabalha a mais são em benefício próprio. 36 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 38. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Mandamentos do empreendedor7 "No mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois." Harold Geneev 37 Faça o trabalho que for necessário para que seu projecto dê certo, independentemente de sua função/cargo; Descubra como fazer a coisa funcionar e compartilhe os créditos do sucesso; Lembre-se, é preferível errar pela acção do que pela omissão; Peça conselho antes de pedir recursos; Siga sua intuição a respeito das pessoas, trabalhe com os melhores; Prepare-se antes de divulgar sua ideia; Seja verdadeiro com suas metas, mas realista sobre os meios para atingi-las; Persistência e criatividade triunfarão Faça da oportunidade e resultados a sua obsessão Tenha orgulho pelo que faz Seja comprometido com seus superiores, a organização e seus patrocinadores! Esteja sempre insatisfeito Faça as coisas de forma diferente Trabalhe o longo prazo 7 Adaptado de: Programa CIEE de Educação a Distância. http://www.ciee.org.br/est/ead/index.asp Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 39. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras 6. O PROCESSO EMPREENDEDOR TER UMA BOA IDEIA DE NEGÓCIO8 “As grandes ideias são aquelas nas quais a única coisa que nos surpreende é que não nos tivessem 38 ocorrido antes.” Noel Clarasó, escritor espanhol O primeiro passo para criar uma empresa é, obviamente, ter uma boa ideia de negócio. Esta será o embrião a partir do qual se desenvolve o projecto empresarial. Mas nem todas as ideias são válidas. Esta deve ser realista, viável e ir de encontro às necessidades do mercado. Vamos ver mais adiante como analisar a sua viabilidade e como converter as ideias num projecto empresarial. Mas, como é que pode surgir a ideia de negócio? Como me inspiro de forma a ter uma ideia brilhante (“Eureka!!!”)? De onde saem as ideias de negócio? O que devemos ter sempre presente é que não é necessário inventar algo de novo para se poder criar um negócio. Na maioria dos casos, basta olhar à nossa volta e descobrir uma necessidade que não tenha ainda sido satisfeita. Mesmo que o produto ou serviço que queremos implementar já exista, podemos pensar como oferecê-lo de outra maneira, que vá de encontro a necessidades não satisfeitas pela oferta actual aos potenciais clientes. Por outro lado, devemos ter em atenção que a melhor ideia é também aquela que proporciona uma satisfação plena ao empreendedor que a implementará, porque gosta daquilo que faz ou porque ambiciona levar “a bom porto” a sua ideia. 8 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M., Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 40. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras COMO TER UMA IDEIA DE NEGÓCIO? Propomos, de seguida, alguns conselhos e sugestões de como transformar uma ideia de negócio num projecto empresarial. 39 Observar o meio envolvente. As ideias de negócio devem corresponder a necessidades do mercado que, na maioria das situações, são detectadas de uma forma barata mas eficaz: observando, perguntando e ouvindo. Tão simples quanto isto! Os jardins-de-infância existem porque respondem a uma necessidade: a dos pais que trabalham e não têm tempo para cuidar dos seus filhos. Para saber isto, bastará observar o quotidiano e hábitos das pessoas que o rodeiam, conversar com as pessoas que conhece. As ideias de negócio resultam também da concretização de potencialidades que o meio envolvente, a região onde nos encontramos, oferece e que podem ser transformadas em negócios viáveis. Importar ideias de negócio que tenham tido sucesso noutros locais. Com efeito, ideias desenvolvidas noutros países e noutras regiões podem ser fonte de inspiração na altura de criar um negócio. Por exemplo, a introdução da fast-food nos hábitos alimentares dos portugueses proporcionou o surgimento de diversas empresas franchisadas como Pans&Company e Mc-Donalds. Mas cuidado, nem todas funcionam. Há que haver a preocupação de se adaptar ao mercado e seus clientes. Ler sobre o tema. Existem revistas e imprensa especializada que, regularmente, sugerem ideias nas suas reportagens ou artigos. Por exemplo, a revista “Ideias e Negócios”, “Visão”, “Executive Digest”, entre outras. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 41. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Recorrer a Associações Empresariais e a organismos de promoção empresarial que possuam serviços de orientação para a criação de empresas e detenham informação importante sobre o mercado. A fonte mais importante de ideias de negócio é fruto de constantes 40 mudanças. Estas geram oportunidades de negócio para os que estão mais atentos. Por isso dedicaremos o próximo capítulo a analisar esta nova envolvente e o mundo de possibilidades que esta oferece. Resumindo, as principais características de uma ideia de negócio deverão ser: Devem se basear na análise do ambiente Devem criar vantagem competitivas Devem ser viáveis com os recursos Devem ser coerentes entre si Devem ter grau de risco limitado Devem buscar compromisso dos envolvidos Devem ser fundamentadas nos princípios Devem ser criativas e inovadoras Fases do Processo Empreendedor Ideias convertidas em empresas. Para que se criem empresas, em primeiro lugar deve fomentar-se e desenvolver uma cultura empreendedora (Predisposição Empresarial). Assim se potencia o aparecimento das ideias. Uma vez detectada a ideia e/ou uma oportunidade de negócio, devemos analisar se esta é válida e viável. Para isso, é importante a realização do plano de negócio. Uma vez constituída, a empresa deverá dar os seus primeiros passos, até que se consolide no mercado. Todas estas fases exigem um aconselhamento e acompanhamento do Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 42. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras empreendedor. Este aconselhamento pode tomar várias formas: formação, consultoria formativa, assessoria. No entanto, o empreendedor não deverá esquecer que o sucesso da sua empresa dependerá sobretudo de si próprio, do seu empenho e da sua capacidade de comprometimento e de criar soluções eficazes face às 41 dificuldades com que se vai deparando. Assim, um aspecto muito importante em todas estas fases será o trabalho de auto-estudo e pesquisa realizado pelo próprio empreendedor. Plano de criação de empresa9 Espírito Empreendedor Pré-disposição empresarial A Oportunidade A ideia de Negócio O projecto O Plano de Negócio Os trâmites Constituição da empresa O mercado Consolidação da empresa 9 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M., Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 43. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras A mudança como fonte de ideias “O meu interesse está no futuro pois é lá que vou passar o resto da minha vida.” Charles F. Kettering 42 O mundo gira e os negócios mudam... A globalização, a tecnologia e a valorização do conhecimento trazem mudanças que se reflectem nos negócios. É necessário acompanhar as novas tendências, desenvolvendo negócios alinhados às necessidades dos clientes. As Fontes de Ideias Pesquisa informativa; Clusters e cadeias produtivas; Patentes Olhar nas ruas Ideias que deram certo em outros lugares Experiência enquanto consumidores Experiência no emprego Mudanças demográficas e sociais Caos económico, crises, atrasos Como usar as capacidades e habilidades pessoais Oportunidades de Empreendedorismo Descobertas tecnológicas Mudanças demográficas Mudança nos estilos de vida e de gostos Deslocamentos económicos Calamidades guerras ou desastres naturais Mudança nas regras do governo Descobertas de recursos. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 44. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Principais mudanças que contribuem para o desenvolvimento de ideias10 A fonte principal de ideias de negócio deriva possivelmente dos factores que promovem a mudança. Hoje em dia, estas ocorrem em 43 todas as vertentes da sociedade, a um ritmo vertiginoso. Analisemos algumas destas mudanças e as oportunidades de negócio que as mesmas proporcionam. MUDANÇAS SOCIAIS Nos últimos anos, tem-se vindo a observar, na nossa sociedade, uma série de transformações que promovem a abertura dos mercados a novos negócios. A entrada da mulher no trabalho e a sua maior autonomia profissional e económica cria novas necessidades de serviços. Alguns exemplos são o aumento dos jardins-de-infância, dos centros de estética e outros serviços de proximidade à comunidade. O facto dos casais terem filhos cada vez mais tarde foi aproveitado pelo sector da saúde e genética através da oferta de serviços especializados em tratamentos de fertilidade. Segundo dados dos Censos 2001 do Instituto Nacional de Estatística (INE), 25% das mães que o são pela primeira vez têm mais de 30 anos. Referem-se também, como alterações sociais, o aumento do nível cultural, um maior interesse pelas actividades de tempos livres e uma melhoria na qualidade de vida em geral, tornando possível o aumento de negócios como os centros de formação, ginásios, agências de viagens, restaurantes, serviços ao domicílio, entre outros. 10 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M., Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 45. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras MUDANÇAS DEMOGRÁFICAS A esperança de vida à nascença, em Portugal, era de 64,2 anos para os homens e 70,8 para as mulheres em 1970, situando-se nos 73,47 e 80,3 anos em 2001, respectivamente. É um dado significativo e que pode 44 explicar o aparecimento de novos negócios como os centros de dia para a terceira idade, os serviços ao domicílio de assistência aos mais velhos ou centros especializados no tratamento de enfermidades como a Doença de Alzheimer. Outro dos fenómenos demográficos que tem vindo a alterar a nossa sociedade é a corrente imigratória observada nos últimos anos. Em sua defesa começam a surgir empresas e associações que oferecem serviços específicos aos imigrantes. MUDANÇAS EMPRESARIAIS A externalização dos serviços (subcontratação/“outsourcing”), a especialização das empresas, a globalização da economia ou as novas estratégias de marketing (atribui-se maior importância ao social, ao solidário, ao ‘verde’) são tendências no mundo empresarial que tornaram possível o surgimento de novos negócios, como: consultoria de empresas, secretariado virtual, teletrabalho, callcenters, serviços informáticos, agências de comunicação, desenho gráfico e multimedia. MUDANÇAS LEGISLATIVAS As referências normativas europeias e nacionais em matérias como a Segurança e Higiene no Trabalho, a Gestão Ambiental ou a implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade abriu portas a todo um campo de possibilidades de novas iniciativas empresariais: gestão de resíduos e reciclagem, consultores de prevenção de riscos profissionais, certificadores de qualidade, empresas de segurança, planos de emergência, etc. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 46. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras MUDANÇAS TECNOLÓGICAS O avanço imparável de novas tecnologias e da Internet tem permitido a criação de novos negócios (os denominados ‘negócios electrónicos’) e obrigado a redefinir as estratégias comerciais e de distribuição das empresas da economia tradicional. É nesta altura que surgem maiores 45 oportunidades de negócio, especialmente para os mais jovens. MUDANÇAS GEO-POLÍTICAS A criação de infraestruturas de comunicação, a definição de novas políticas externas, a entrada do país para a União Europeia, o alargamento desta a novos países, são factores que proporcionaram e proporcionam constantemente novos entendimentos daquilo que são os mercados potenciais, o alargamento das possibilidades de exploração de mercados extra-locais, extra-regionais e até internacionais, expandindo negócios que durante muito tempo estiveram limitados ao mercado local. Tendências que geram oportunidades Desenvolvimento de parcerias com os clientes; Globalização económica: tendência à unificação de mercados; Valorização do conhecimento; Reconhecimento da importância do consumidor; Desenvolvimento de alianças estratégicas com fornecedores e parceiros; Adoção de estratégias de inovação, padronização e adaptação aos clientes; Empreendimentos concorrentes com formatos diversos; Valorização do capital intelectual; Comércio electrónico; Diferenciação pelo serviço prestado ao cliente. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 47. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Das necessidades às oportunidades 46 Ilustração 1 - Hierarquia das Necessidades de Maslow FISIOLÓGICAS: ligadas a sobrevivência da pessoa e sobrevivência da espécie SEGURANÇA: estabilidade, proteção contra ameaça ou privação SOCIAIS: associação, participação, aceitação no grupo ESTIMA: necessidade de aprovação social e respeito, status, prestígio, confiança AUTO-REALIZAÇÃO: realização do próprio potencial e auto desenvolvimento Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 48. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Das necessidades às oportunidades NECESSIDADES OPORTUNIDADES 47 Necessidades primárias Produtos alimentícios, confecção, construção civil Necessidades de segurança Extintores de incêndio, iluminação, travas, serviços de vigilância Necessidades sociais Organização de eventos, impressos para seminários e feiras Necessidades de reconhecimento Jóias, canetas de luxo, automóveis Necessidades de realização Computadores, máquinas- ferramentas Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 49. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Das tendências às oportunidades Tendências Necessidades/oportunidades 48 Envelhecimento da população Residências menores, pisos antiderrapantes, serviços em domicílio, alimentos dietéticos, porções menores, turismo de terceira idade Cuidados com a forma física Academias, aparelhos de ginástica, roupas esportivas, dietas Educação permanente Publicações especializadas, serviços de treinamentos Casais trabalhando fora Serviços de limpeza e manutenção domiciliar, creches Produtos à moda antiga Artesanato, geléias e doces caseiros, restaurantes de comida regional, móveis antigos Aumento da produtividade Terceirização de serviços, trabalho (enxugamento das empresas) autônomo, empreendedorismo Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 50. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras SECTORES EMERGENTES Serviços da vida quotidiana Serviços ao domicílio 49 Jardins de infância Novas tecnologias de informação e comunicação Centros de Atendimento a jovens Serviços de melhoria da qualidade de vida Restauração das habitações Segurança Transportes colectivos locais Requalificação de espaços urbanos Comércio de proximidade. Serviços de lazer Turismo Mundo audiovisual e multimédia Valorização do património cultural Desenvolvimento da cultura local Desporto e saúde Serviços na área ambiental Gestão de resíduos e reciclagem Reabilitação e requalificação de espaços públicos Serviços avançados para empresas Gestão da Qualidade Gestão Ambiental Segurança e prevenção de riscos profissionais Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 51. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Subcontratação de serviços (outsourcing) Sistemas de informação e telecomunicações. Mundo rural 50 Agricultura biológica Culturas especiais Negócios na NET Comércio electrónico e serviços de valor acrescentado. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 52. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Será a ideia viável?11 “Não há segredos para o sucesso. Ele é o resultado da preparação, trabalho árduo, aprender com os erros.” General Colin Powel 51 O ponto de partida de qualquer projecto é a IEDIA DE NEGÓCIO e deve concretizar-se num PLANO de NEGÓCIO. O melhor teste para a nossa ideia de negócio é, sem dúvida, realizar um plano de negócio. Este é o instrumento que mais facilmente nos aproxima do verdadeiro potencial da nossa ideia. No entanto, sem encargos, como um passo prévio, podemos fazer uma série de considerações que nos permitem constatar se a nossa ideia inicial tem potencialidades ou detectar se existe algum ponto negro que a torne inviável ou irrealizável. O primeiro passo a dar é definir a ideia de negócio ou, melhor dizendo, a ideia de empresa. Que produtos oferecemos? De que modo? Quem são os destinatários? Que estrutura necessitamos? É necessário definir que produtos/serviços se quer lançar e a quem se vai dirigir, ou seja, quem serão os clientes. O mais importante é destacar o que a ideia pode ter de diferente sobre as já existentes. Qualquer diferença é válida sempre que os seus futuros clientes a valorizem e que estejam dispostos a pagar por ela. É necessário identificar quais as habilidades, talentos e conhecimentos que tornam a ideia forte e competitiva. 11 Adaptado de: Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Coelho, C., Bastos, M., Pires, C., Pinto, S. (2004). Vila Real. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 53. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Questões orientadoras de análise da IDEIA DE NEGÓCIO Existe real necessidade do consumidor por esse produto/serviço? O que ele dá a mais ao cliente (valor acrescentado)? Será ele competitivo no mercado? Poderei lançar o produto/serviço no mercado de maneira rentável e 52 lucrativa? O retorno do investimento inicial será financeiramente interessante? As margens são mais elevadas do que as de produtos/serviços semelhantes do mesmo sector? Terei vantagens competitivas para fabricar, distribuir, lançar no mercado, exportar esse produto? Quais são elas? Devo me concentrar em apenas uma ou em várias dessas actividades? Em qual (ou quais) delas? Para mim, seria mais lucrativo terceirizar a fabricação e me concentrar no lançamento do produto no mercado (marketing)? Haveria alguma vantagem se o produto fosse fabricado ou vendido em menores quantidades? Será este o momento propício para lançar o produto/serviço? Quais são os ciclos de consumo (ano inteiro, sazonal)? Tenho certeza de que isso realmente me interessa? Gosto disso? Estarei disposto a adoptar o estilo de vida que essa actividade implica? Disponho de conhecimentos, habilidades e experiências necessários a esse género de actividade? Terei tempo, interesse e aptidões para aprender o que for preciso a fim de realizar essa oportunidade de negócio? A actividade é agradável, algo que poderei realizar sem stress? Estou de fato interessado em assumir o negócio e trabalhar com isso em tempo integral ou parcial? Será que essa oportunidade de negócio apresenta o potencial necessário para satisfazer aos meus objectivos de ganhos e lucros? Será que ela realmente vai valer o esforço e o tempo que irei gastar? Ela é compatível com o que eu sou? Permitirá que eu me realize plenamente? Ela possibilitará que eu me desenvolva e melhore como pessoa? Será que a oportunidade que percebi corresponde a algo prioritário na minha lista de interesses? Onde eu me situo em relação à competição no sector? Quais são minhas Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 54. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras vantagens competitivas? Terei estudado suficientemente o mercado do sector? Tenho conhecimentos suficientes sobre o mercado, os clientes, os fornecedores? Com base nisso, serei capaz de gerenciar a actividade com eficácia? Minha capacidade financeira é adequada? Terei acesso a recursos 53 financeiros suficientes para que a oportunidade seja interessante sem risco excessivo para mim? Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 55. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Breve análise das etapas para a criação de um negócio Não iremos aqui aprofundar, nem desenvolver todas as etapas para a criação de um negócio, no entanto, será de destacar o principal instrumento necessário para essa análise: o PLANO DE NEGÓCIO. 54 Este serve para orientar o empreendedor na tomada de decisões estratégicas... para minimizar factores de risco! Porém...O Plano de Negócio não é garantia de sucesso empresarial! Entretanto: Auxilia no estudo de viabilidade do negócio; Ajuda no financiamento e empréstimos; Facilita a busca de novos parceiros e sócios; O Plano de Negócios é o instrumento que organiza todos os dados, informações e previsões a respeito do negócio; Considera cada um dos fatores vitais para o sucesso do negócio e comprova, através de números, as possibilidades de lucratividade do negócio; Ferramenta utilizada na abertura de negociações de investimento e parceria. Um plano de negócio deverá ter determinados aspectos fundamentais, tais como: Definição do negócio Missão empresarial Visão do futuro Princípios (políticas) Análise do Ambiente Objectivos Estratégias Planos de acção Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 56. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Ilustração 2 – Etapas de um Plano de Negócio 55 Questões de um Plano de Negócio Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 57. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras GLOSSÁRIO12 Empreendedorismo (Comissão Europeia) 56 «O sentido de iniciativa e empreendedorismo remete-nos para a capacidade de um indivíduo transformar ideias em acções. Isto inclui criatividade, inovação e apetência para assumir riscos, bem como a capacidade de planear e gerir projectos no sentido de atingir objectivos. Isto permite aos indivíduos, não somente no seu dia-a-dia em casa e em sociedade, mas também no seu local de trabalho, desenvolverem a capacidade de percepção do seu trabalho e de serem capazes de aproveitar oportunidades, além de constituir uma base para competências e conhecimentos mais específicos que são necessários para as pessoas que implementam ou contribuem para uma actividade comercial ou social. É necessário também que esteja presente a percepção de valores éticos e que promova a boa governação.» Competências-chave - aprendizagem ao longo da vida (Comissão Europeia) «As competências são aqui definidas como uma combinação de conhecimento, aptidões e atitudes apropriadas ao contexto. As competências-chave são aquelas que todos os indivíduos precisam para uma realização e desenvolvimento pessoal, cidadania activa, inclusão social e emprego.» 12 Adaptado de: Competências Empreendedoras. Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (2011). Lisboa Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 58. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Competência Empreendedora «Competência empreendedora pode ser considerada um tipo de característica superior que destaca o indivíduo, por diferentes traços de personalidade, habilidades e conhecimentos que se reflectem na sua 57 atitude.» Competência «Saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimento, recursos e habilidades que agregam valor económico à organização e valor social ao indivíduo.» Conceito de competência «As competências podem ser motivações, traços de carácter, conceitos de si próprio, atitudes ou valores, conhecimentos ou ainda aptidões cognitivas ou comportamentais – qualquer característica individual que possa ser medida com fiabilidade e que se possa manifestar, em ordem à diferenciação (..) daqueles que possuem o domínio (..) daqueles que não o possuem.» Empreendedor «Os empreendedores aproveitam as oportunidades para criar as mudanças. Os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objectivos.» Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 59. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Empreendedorismo O empreendedorismo é um movimento educacional que visa desenvolver pessoas empreendedoras com cérebros capazes de planear. 58 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 60. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras BIBLIOGRAFIA: Capucha, Luís (coord.) (2006). Educação para a Cidadania: Guião de Educação para o Empreendedorismo. Ministério da Educação. 59 Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. Lisboa. Coelho, C., Bastos, M., Pires, C., Pinto, S. (2004). Criar e Consolidar Empresas (G)Locais - passo a passo. Vila Real. Collins, J., Collins, M. Beyond Entrepreneurship: Turning Your Business into an Enduring Great Company. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1992 (with William C. Lazier). Deakins, David e Mark Freel. Entrepreneurship and Small Firms. Ed. McGraw Hill Higher Education. Dias, Dário (cood.) (2004). Manual do Aluno – Guia para a elaboração do plano de negócios. CPINAL. Algarve. Druker, Peter. Inovação e Espírito Empreendedor. Thomson Pioneira, 2003. Fleury, M.T.L.; FLEURY, A. «Construindo o conceito de competência». Revista de Administração Contemporânea, edição especial 2001, pp. 183–196. Hornaday, Robert W. «Dropping the E-words from small business research: an alternative typology». Journal of Small Business Management - International Council of Small Business, 1990. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 61. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Instituto para a Qualificação na Formação, I.P. (2005). Formação para a Inclusão – Guia Metodológico. IQF, IP. Lisboa. Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (2011). Competências 60 Empreendedoras. IEFP, IP. Lisboa. Israel Kirzner. «Producer, Entrepreneur, and the Right to Property», acessível em http://www.reasonpapers.com/pdf/01/rp_1_1.pdf Knight, Frank H. «Risk, Uncertainty and Profit». Parte III, Capítulo X, Enterprise and Profit acessível em http://www.econlib.org/library/Knight/knRUP.html Man, T.W.Y; Lau, T. «Entrepreneurial competencies, a qualitative analysis». Journal of Enterprise Culture, n.º 3, 2000. Martins, José António (coord.) (2008). Clube Mais – Educação para o Empreendedorismo. Moura. McCelland, D. C. (1965). Achievement and Entrepreneurship, Journal of personality and Social Psychology. Mitrani, Alian; Dalziel, Murray M.; Bernard, Annick. Homens e Competências – A Gestão dos Recursos Humanos na Europa, Ed. de Gestão, Lda, 1994. Murphy, Antoin E. (1986), Richard Cantillon: Entrepreneur and Economist, Oxford. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 62. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Schumpeter, Josef A. In História do Pensamento Económico, Ed. Stanley L. Brue, Thomson, pp. 465-469 Vários Autores (2008). Balanço de Competências-Chave para o Empreendedorismo – Manual de Apoio ao Facilitador. Alte. 61 O empreendedor dentro de mim. Rs4e - Road Show For Entrepreneurship. Documento electrónico. Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 63. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras Páginas consultadas - webgrafia: http://www.rs4e.com/portal/ http://europa.eu/scadplus/leg/pt/cha/c10241.htm http://www.estrategiadelisboa.pt/ http://www.consilium.europa.eu/ueDocs/cms_Data/docs/pressData/pt/ 62 ec/71066.pdf http://www.planotecnologico.pt/document/parametros_ref_europeus_ edu_formacao.txt htpp://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo Textos da Comissão Europeia: http://eurlex.europa.eu/ Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/
  • 64. Módulo – Empreendedorismo e Competências Empreendedoras ANEXOS – FICHAS DE TRABALHO: 63 Formadora: Elvira Lopes  Consultoria.soc@gmail.com  http://elviralopes.blogspot.com/