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ÍNDICE
APRESENTAÇÃO .......................................................................................................7
1- DEFINIÇÃO DE SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS..............................8
2- PÚBLICO-ALVO ...................................................................................................9
3- ORGANIZAÇÃO DA SRM...................................................................................10
3.1 O espaço..............................................................................................................10
3.2 Os profissionais...................................................................................................10
3.3 A carga horária dos profissionais.........................................................................11
3.4 As especificidades curriculares...........................................................................11
3.5 Os recursos materiais e equipamentos................................................................12
4- DO ATENDIMENTO ............................................................................................13
4.1 Matrícula do estudante..........................................................................................13
4.1.1 Estudo de caso .............................................................................................13
4.1.2 Entrevista com os pais ..................................................................................15
4.1.3 Observação no espaço escolar......................................................................15
4.2 Organização dos atendimentos............................................................................16
4.3 O desligamento do estudante...............................................................................17
5. ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE AEE............................................................18
6- ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR DE AEE.................................................22
6.1 Outros encaminhamentos ....................................................................................23
7 SUGESTÕES DE AÇOES PEDAGÓGICAS PARA O AEE ....................................25
7.1 Objetivo dos atendimentos ..................................................................................25
7.2 ATENDIMENTOS ...............................................................................................25
7.2.1 Deficiência intelectual.....................................................................................25
a)Dicas ao professor .................................................................................................26
b)Sugestões de atividades ........................................................................................27
c) Quanto aos horários...............................................................................................28
7.2.2 Deficiência visual ............................................................................................28
a) Recursos disponíveis para alunos com cegueira.....................................................30
b) Recursos disponíveis para alunos baixa visão........................................................30
c) Quanto aos horários................................................................................................31
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7.2.3 Surdez/Deficiência Auditiva ...........................................................................32
a) Atividades previstas no AEE ..................................................................................33
b) Quanto ao professor do AEE de/em Libras ...........................................................34
c) Quanto ao horário...................................................................................................35
d) Recursos disponíveis .............................................................................................35
7.2.4 Transtorno Global do Desenvolvimento..................................................... 35
a) Dicas ao professor .............................................................................................. 37
b) Sugestões de atividades ..................................................................................... 38
c) Quanto aos horários:............................................................................................39
7.2.5 Altas Habilidades/Superdotação ...................................................................40
a) Indicadores de habilidade acima da média .............................................................40
b) Indicadores de comprometimento com a tarefa .....................................................41
c) Indicadores de criatividade .....................................................................................41
d) Indicadores de liderança ........................................................................................42
e) Orientações para a identificação e atendimento de alunos com altas habilidades/
superdotação .............................................................................................................42
7.2.6 Deficiência física .............................................................................................44
a) Dicas ao professor................................................................................................. 47
b) Sugestões de recursos ..........................................................................................47
c) Quanto aos horários: ......................................................................................... ....48
8. SOBRE O ARQUIVAMENTO NO GOOGLE DRIVE .......................................... ..49
9. ORGANIZADORES ............................................................................................... 50
9.1 CONTATO........................................................................................................... 50
10. PARA BUSCAR NA INTERNET........................................................................ ..51
REFERÊNCIAS..........................................................................................................53
ANEXOS ....................................................................................................................55
ANEXO 1: Ficha de matricula ................................................................................... .55
ANEXO 2: Ficha de encaminhamento para o AEE......................................................58
ANEXO 3: Estudo de caso .........................................................................................60
ANEXO 4: Plano de atendimento individualizado .......................................................64
ANEXO 5: Ficha de avaliação diagnóstica-AEE.............................................................. 65
ANEXO 6: Autorização para uso de imagem.............................................................. 68
ANEXO 7: Termo de desistência do AEE ...................................................................69
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ANEXO 8: Plano de atendimento Semanal ................................................................70
ANEXO 9: PDI escola ............................................................................................... 72
ANEXO 10: Relatório de visitas.................................................................................. 76
ANEXO 11: Relatório de atendimento ........................................................................77
ANEXO 12: Relação de equipamentos ......................................................................78
ANEXO 13: Lista de indicadores para Superdotação ................................................83
ANEXO 14: Relação dos alunos matriculados no AEE ...............................................87
ANEXO 15: Software Araword ...................................................................................88
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APRESENTAÇÃO
O presente material tem por finalidade orientar os novos professores que irão assumir
as Salas de Recursos Multifuncionais - SRM, sendo um agregador das informações
já apresentadas pelo Ministério da Educação - MEC, através de informativos, leis, de-
cretos e orientações impressas e virtuais.
O Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais foi instituído pelo
governo federal, por meio da Portaria Normativa nº 13, de 24 de abril de 2007, como
medida de apoio às escolas, frente à aprovação da Resolução nº 2/2001, que norma-
tizou artigos da LDB nº 9394/96, estabelecendo que a matrícula dos estudantes, pú-
blico da Educação Especial, se realizaria na escola regular. Em 2008, com a nova
Política Nacional de Educação Especial numa Perspectiva Inclusiva, o Atendimento
Educacional Especializado - AEE passou a ser o foco da Educação Especial, para
atender os estudantes com deficiências, Transtornos Globais do Desenvolvimento -
TGD e altas habilidades/superdotação.
O Atendimento Educacional Especializado, de oferta obrigatória para os sistemas de
ensino, quando desenvolvido em Sala de Recursos multifuncionais, dotadas de equi-
pamentos, mobiliários e materiais didáticos, visa ao desenvolvimento de habilidades
gerais e/ou específicas, que se viabilizam por ações de apoio, de caráter pedagógico
complementar, para alunos com deficiência e/ou com transtornos do espectro autista
– TEA ou suplementar, como apoio aos alunos com altas habilidades ou superdota-
ção, visando eliminar as barreiras que possam impedir o desenvolvimento da apren-
dizagem e a plena participação da pessoa com deficiência em sua inserção social.
O presente documento traz orientações quanto à ação pedagógica no AEE, contribu-
indo para o aperfeiçoamento profissional e o sucesso escolar de todos os estudantes
matriculados na Rede Municipal de Içara.
Por fim, foi disponibilizado modelos de formulários para entrevistas, avaliação, relató-
rios, planejamentos, registro de visitas, dentre outros instrumentos, visando apoiar os
professores no desenvolvimento das ações do AEE.
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1. DEFINIÇÃO DE SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS
Os alunos, público alvo da Educação Especial, têm assegurado na Constituição Fe-
deral de 1988, o direito à educação (escolarização) realizada em classes comuns e
ao Atendimento Educacional Especializado, complementar ou suplementar à escola-
rização, que deve ser realizado preferencialmente em salas de recursos na escola
onde estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de atendimento educaci-
onal especializado. Esse direito também está assegurado na LDBEN - Lei n°.
9.394/96, no parecer do CNE/CEB n°. 17/01, na Resolução CNE/CEB n°. 2, de 11 de
setembro de 2001, na Lei n°. 10.436/02 e no Decreto n°. 5.626, de 22 de dezembro
de 2005.
A Sala de Recursos Multifuncional - SRM é um espaço organizado, geralmente dentro
do espaço escolar, para ofertar o Atendimento Educacional Especializado - AEE. Este
espaço deve apresentar condições de acessibilidade e se caracteriza pela presença
de profissionais qualificados, bem como pela existência de recursos específicos para
a oferta do apoio pedagógico ao estudante público-alvo da educação especial inclu-
siva.
A organização de salas de recursos multifuncionais se constitui como
espaço de promoção da acessibilidade curricular aos alunos das clas-
ses comuns do ensino regular, onde se realizem atividades da parte
diversificadas, como o uso e ensino de códigos, linguagens, tecnolo-
gias e outros complementares à escolarização, visando eliminar bar-
reiras pedagógicas, físicas e de comunicação nas escolas. (DUTRA;
GRIBOSKI, 2006, p.19).
A Sala de Recursos Multifuncionais pode atender estudantes da escola onde está im-
plantada ou estudantes de outras unidades escolares, ainda não estruturadas para a
oferta do AEE, constituindo-se assim, uma medida estruturante para a consolidação
de um sistema educacional inclusivo.
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2. PÚBLICO-ALVO
Segundo a Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva
SEESP/MEC (2008)
São alunos do AEE (Atendimento Educacional Especializado)
• Alunos com deficiência: aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza
física, intelectual ou sensorial que podem ter obstruída/dificultada sua participação
plena e efetiva na sociedade diante de barreiras que esta lhes impõem, ao interagirem
em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006).
• Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam
um quadro de alterações no desenvolvimento psicomotor, comprometimento nas re-
lações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição
alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno
degenerativo da infância (psicose infantil) e transtornos invasivos sem outra especifi-
cação (MEC/SEESP, 2008).
• Alunos com altas habilidades/superdotação: estes alunos devem ter a oportu-
nidade de participar de atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âm-
bito de suas escolas em interface com as instituições de ensino superior, institutos
voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes, dos esportes, entre
outros.
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3. ORGANIZAÇÃO DA SRM
3.1. O ESPAÇO
As salas de Recursos Multifuncionais são constituídas por equipamentos, mobiliá-
rios, recursos de acessibilidade e materiais didático/pedagógicos para atender esco-
las públicas com estudantes público alvo da educação especial, matriculados em
classe comum do ensino regular, registrado no Censo Escolar.
O local deve ser preparado para receber alunos com diferentes necessidades edu-
cacionais especiais, considerando a diversidade e as variadas formas de comunica-
ção, de expressão e as condições física e intelectual dos alunos.
O local deve contar com rampas e portas alargadas e os mobiliários e equipamentos
de uso dos alunos e professores devem estar dispostos de maneira que possibilite a
livre circulação dos alunos usuários de cadeira de rodas, alunos com cegueira ou
baixa visão e alunos com mobilidade reduzida, além da realização de pequenas reu-
niões e atendimento aos pais.
Sempre que o prédio da escola tiver uma estrutura de um ou mais pavimentos, deve-
se priorizar o funcionamento da SRM no andar térreo para facilitar a locomoção das
pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.
3.2. OS PROFISSIONAIS
Para atuar no Atendimento Educacional Especializado- AEE, sob a forma de Sala de
Recursos, será priorizado professores, preferencialmente efetivos do magistério pú-
blico municipal, portador de Certificado de Conclusão de Curso Superior de Licencia-
tura em Pedagogia, com complementação e/ou Pós Graduação na área da Educação
Especial e Inclusiva, experiência comprovada no atendimento educacional especiali-
zado - AEE e/ou curso de, no mínimo 500 (quinhentas) horas, em Atendimento Edu-
cacional Especializado (AEE).
Indispensável que tenha cursos de aperfeiçoamento ou atualização de no mínimo
120 horas nas áreas da Deficiência intelectual, Deficiência física, surdez, transtorno
do espectro autista e altas habilidades / superdotação, oferecidos por instituições de
ensino credenciadas e experiência comprovada em adaptação/ampliação de materi-
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ais, Libras e PECs; conhecimento de editores de textos imagens;
Para atuar na Sala de Recursos Multifuncionais para alunos com deficiência visual, o
professor deverá, também, ter domínio/habilitação comprovada da Simbologia braile
(Grafia Braille para Língua Portuguesa; Normas Técnicas para a Produção de Textos
em Braille; e Código Matemático Unificado – CMU); Domínio do braile fácil, Monet,
DOSVOX, DIGITAVOX e de leitores de tela NVDA/ JAWS e outros).
Requisito Indispensável aos professores do AEE: Domínio de Excel, Word e Pho-
toshop (ou similar) e possuir bons conhecimentos em sistema operacional Windows,
navegação na internet, utilização de programas educacionais, de programas de
tecnologia assistiva, de editores de textos, planilhas e outros programas.
3.3. A CARGA HORÁRIA DOS PROFISSIONAIS
Para atuar no espaço da SRM, os profissionais devem ter, preferencialmente, uma
carga horária semanal de 40 horas, com função de forma exclusiva durante os 05 dias
da semana, tendo em vista a necessidade permanente dos alunos. Esta carga horária
deve ser distribuída para o desenvolvimento das atividades de AEE, que abrangem:
• Atendimento das necessidades específicas do estudante;
• Apoio ao professor da classe comum e à família do estudante;
• Adaptação de material;
• Estudo, pesquisa, planejamento;
• Serviço de itinerância, quando necessário.
Cabe ao professor elaborar seu cronograma de atividades conforme o quantitativo de
estudantes para atendimento e apresentá-lo ao coordenador da Educação Espe-
cial/AEE para validação.
3.4. AS ESPECIFICIDADES CURRICULARES
O AEE desenvolvido na SRM constitui-se numa intervenção pedagógica que propicia
ao público da Educação Especial o apoio complementar e suplementar, disponibili-
zando conhecimentos específicos para que possa acompanhar o currículo da escola
comum, tais como:
• Língua Brasileira de Sinais/Libras; tradução e interpretação;
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• Língua Portuguesa como segunda língua para os estudantes surdos;
• Interpretação de Libras digital, tadoma e alternativas de comunicação para os
estudantes surdocegos;
• Sistema braile;
• Ensino da Libras;
• Ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita
• Produção de livros em formato digital e material didático que atenda o conceito
de desenho universal;
• Técnicas de Orientação e Mobilidade;
• Soroban
• Escrita Cursiva para alunos com Deficiência visual;
• Enriquecimento e aprofundamento curricular;
• Currículo funcional e adaptação de atividades;
• Aplicação de estratégias para o desenvolvimento dos processos mentais, atra-
vés de atividades cognitivas que desenvolvam as funções mentais superiores e
executivas;
• Ensino da usabilidade e das funcionalidades da informática acessível;
• Comunicação Aumentativa e Alternativa;
• Orientação para o uso dos recursos de Tecnologia Assistivas- TA;
• Orientação para o uso de Recursos ópticos e não ópticos.
3.5. OS RECURSOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
A SRM é estruturada com equipamentos, mobiliários e materiais didáticos pedagógi-
cos, fornecidos pelo Ministério da Educação às escolas estaduais ou municipais (com
última atualização em 2012), e conta também com materiais adquiridos pelas Secre-
taria de Educação, escolas ou com recursos próprios do AEE (rifas, bingos) para pos-
sibilitar a oferta do AEE na unidade escolar, conforme relatório em anexo.
É de responsabilidade do professor do AEE manter o registro atualizado dos equipa-
mentos e zelar pela manutenção de todo o material pertencente a SRM:
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4. DO ATENDIMENTO
4.1. A MATRÍCULA DO ESTUDANTE
O estudante público da Educação Especial, matriculado na classe comum, quando
necessário, deve ter a sua matrícula também efetivada na SRM para receber o Aten-
dimento Educacional Especializado-AEE.
Caso a escola tenha efetuado a matrícula de crianças, jovens ou adultos e ainda não
disponha da SRM, cabe ao diretor escolar identificar a escola mais próxima com oferta
do AEE, entrar em contato com a equipe responsável para encaminhar o/a estudante
para avaliação.
O encaminhamento do aluno dar-se-á através do preenchimento do formulário online
(Google formulários) que deverá ser devidamente preenchida pelo professor e/ou co-
ordenador e enviado, junto com os anexos, à equipe do Atendimento Educacional
Especializado. Após as fichas recebidas, serão feitas visitas aos alunos na sala de
aula; conversa com os professores e coordenadores; entrevista com os pais para a
anamnese e, após a conclusão do estudo de caso e, constatado a necessidade, o
aluno será matriculado no AEE. Caso não tenha SRM na escola, o aluno será dire-
cionado para uma das 5 salas de AEE tipo I, sempre priorizando a SRM mais pró-
xima do aluno ou para a sala de AEE tipo II, nos casos de cegueira e baixa visão.
4.1.1 Estudo de caso
Segundo a Nota Técnica Nº 04/2014, do MEC/SECADI/DPEE que orienta quanto a
documentos comprobatórios de alunos público-alvo do AEE, o Estudo de Caso, assi-
nado por todos os responsáveis, é o documento comprobatório da matrícula do aluno
no AEE e antecede o atendimento, que só começará após a conclusão do mesmo.
Importante ressaltar que para começar um Estudo de Caso o aluno não precisa ter
uma deficiência comprovada por laudo médico. O AEE não é obrigatório para os alu-
nos com deficiência – o que vai determinar sua oferta ou não é a avaliação realizada
no Estudo de Caso.
O Estudo de Caso é um documento composto de quatro etapas:
Obs: o fato de um aluno ter uma deficiência comprovada por um laudo médico não
significa que ele deva ser obrigatoriamente incluído no AEE, nem é condição suficiente
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para eliminar a avaliação pedagógica do aluno. Ou seja, é obrigatória a realização do
estudo de caso ainda que o aluno possua um laudo. A apresentação de laudo médico
não é pré-requisito para a frequência ao AEE.
Etapa 1: Trata-se de um relatório de encaminhamento, escrito pelo professor da sala,
apresentando informações sobre as potencialidades, dificuldade e necessidades do
aluno em relação à aprendizagem e interação. Identificar quais recursos e estratégias
foram utilizadas para atingir os objetivos propostos em sala de aula. Quais foram as
intervenções pedagógicas e quais materiais de que a escola não dispõe e que são
necessários para esse aluno. É importante anexar atividades que possam exemplificar
as dificuldades do aluno, de forma clara e objetiva. Caso sejam apresentadas infor-
mações relacionadas a laudos, os mesmos devem ser anexados. O relatório deve ser
assinado pelo professor da sala comum e pelo coordenador pedagógico. Sem esse
relatório, o Estudo de Caso não pode ser continuado pelo Professor de AEE.
Etapa 2: Parecer do coordenador pedagógico e psicólogo (quando houver na escola).
Após avaliar o encaminhamento feito pelo professor de sala comum, na Etapa 1 –
(observações, conversa com o professor e com a família, sugestões de intervenção,
recursos, estratégias e adaptações) o coordenador pedagógico emite seu parecer a
respeito da realização do Estudo de Caso
Etapa 3: Realizada pelo professor do AEE com o objetivo de identificar as potencia-
lidades do aluno que possam contribuir para a eliminação das barreiras enfrentadas
em relação ao seu desenvolvimento e aprendizagem. Nesta etapa o professor do AEE
realizará observações de sala de aula, entrevista com o professor da sala comum,
atividades avaliativas com o aluno na sala de AEE, entrevista com a família e com
outras fontes de informação. Todas as ações efetuadas pelo professor de AEE devem
ser apontadas em seu relatório.
A partir dessas ações, o professor do AEE irá avaliar as necessidades educacionais
do aluno observadas por ele, e como o trabalho que ele realiza no AEE pode contribuir
para atender essas necessidades.
Etapa 4: A partir das observações, o professor se reunirá com o coordenador peda-
gógico, o professor de sala e coordenador da Educação Especial a fim de discutir se
o aluno será ou não indicado para frequentar o AEE, bem como se esse atendimento
será realizado pelo professor da área de deficiência intelectual, visual ou auditiva.
Também deve ser definida a forma de atendimento de AEE oferecida, a frequência,
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organização (agrupamento ou individual), como se dará a ação de suporte/parceria
com a unidade escolar
Caso a conclusão do Estudo de Caso não aponte a continuidade do atendimento no
AEE, deverá indicar quais as adaptações, recursos e modificações que devem acon-
tecer na escola comum para o atendimento às necessidades identificadas.
Todos os presentes devem assinar o relatório de conclusão, que ficará arquivado,
junto com as etapas anteriores, no prontuário do aluno, compondo o documento com-
pleto do Estudo de Caso.
Havendo indicação de atendimento no AEE, a família ou responsável deverá ser aci-
onada para assinatura do termo de matrícula e o professor passará os horários de
atendimento e do transporte, quando necessário, bem como as orientações sobre os
atendimentos. Somente depois o aluno começará a frequentar o AEE.
4.1.2- Entrevista com os pais
Será junto à família que o professor irá buscar as primeiras informações para iniciar
seu plano de intervenção. Antes de iniciar os atendimentos, converse com os pais e
responsáveis do aluno e agende uma reunião para se apresentar, apresentar a sala,
explicar o papel do AEE e como se dará os trabalhos na SRM. Explique a importância
do Atendimento Educacional Especializado para os alunos público alvo da Educação
Especial em fase escolar e saliente a importância do apoio e da parceria da família
para o sucesso dos trabalhos.
Colete informações sobre o desenvolvimento da criança; histórico escolar e clínico; os
acompanhamentos profissionais; a rotina e os hábitos diários; os relacionamentos fora
da escola e no ambiente familiar; se tem ou teve suporte de outros profissionais;
Quais; Por quanto tempo; e as expectativas dos pais em relação a aprendizagem da
criança. Busque informações essenciais para que que você possa compreender e co-
nhecer o aluno a fim de construir propostas educacionais realmente voltadas a sua
necessidade.
4.1.3- Observação no espaço escolar
Converse com o coordenador pedagógico e com o professor que atua na sala regular.
Busque informações quanto as potencialidades, dificuldade e necessidades do aluno
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em relação à aprendizagem e interação; Como ocorre a comunicação do aluno; se
compreende e obedece a comandos; como expressa suas necessidades, desejos e
interesses; Como é sua interação com os colegas de turma e com os adultos que
trabalham na escola (professor, auxiliar de sala, coordenador, diretor, profissionais da
limpeza, merendeira, etc.); como o aluno costuma pedir ajuda aos professores, etc.
se o aluno participa de todas as atividades propostas para a turma ( Se não participa,
por quê?) e se há necessidades de adaptações e de que tipo; quais ele realiza com
facilidade e quais ele não realiza ou realiza com dificuldade e por quê; quais as ativi-
dades que ele mais gosta de fazer e se realiza as atividades de forma independente.
Observar quais as preocupações apontadas pelo professor de sala de aula; Identificar
quais recursos, estratégias que o professor do regular já utilizou para atingir os obje-
tivos propostos; se a escola dispõe de recursos de acessibilidade para o aluno, tais
como: mobiliário, materiais pedagógicos, informática acessível; quais os recursos hu-
manos e materiais que a escola dispõe para o aluno?
4.2. ORGANIZAÇÃO DOS ATENDIMENTOS
A regularidade do atendimento deve ser definida de acordo com a necessidade do
estudante, sendo recomendado o mínimo de 2 (duas) horas semanais, podendo ocor-
rer em dias alternados, dependendo da necessidade do aluno e objetivo do trabalho.
Após avaliação inicial, o professor da SRM deve elaborar o cronograma de atendi-
mento, segundo a demanda de estudantes, levando em consideração a necessidade
de manter os horários dos alunos que dependem de transportes, vinculados com as
demais salas de AEE, a fim de garantir uma melhor logísticas em relação aos moto-
ristas.
Em razão da dificuldade de os motoristas transportarem os alunos do AEE nos primei-
ros e últimos horários de cada período, é importante que, ao organizar o cronograma
de atendimentos, o professor reserve estes horários para os alunos que não depen-
dem do transporte municipal.
Os atendimentos podem ser individualizados ou em grupo de no máximo 4 alunos,
com, no mínimo, 1 (uma) hora e no máximo, 2 (duas) horas por atendimento; desde
que ministradas no contraturno ao da frequência do aluno em classe/aulas do ensino
regular, não podendo ultrapassar 8 (oito) horas semanais.
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O cronograma de atendimento deve ser flexível, organizado e reorganizado sempre
que necessário, priorizando as necessidades educacionais dos alunos atendidos. No
cronograma, o professor, deve deixar dois períodos (matutino e vespertino) para es-
tudo de caso; confecção de materiais; adaptações de atividades e avaliações; conver-
são de livros, textos e atividades para o sistema Dosvox e braile; estudos; reunião;
observação e/ou acompanhamento de alunos em suas aulas regulares.
4.3 DO DESLIGAMENTO DO ESTUDANTE
O estudante poderá ser desligado do AEE:
• Por encerramento: quando, após avaliação do professor de AEE, mediante relató-
rio, chega-se à conclusão que o aluno alcançou os objetivos propostos para o tra-
balho.
• Houver mais de três faltas injustificadas ou em caso de abandono. Neste caso, o
professor do SRM deverá entrar em contato com os responsáveis pelo aluno e com
a equipe gestora da escola, explicando a importância dos trabalhos no AEE para o
mesmo. Se após as tentativas de convencimento os pais optarem por deixar a cri-
ança fora do AEE, os mesmos serão convidados a assinar o termo de desistência,
que ficará arquivado na SRM e enviado uma cópia para a escola.
Obs: O desligamento em determinado momento do processo escolar não impede
o estudante de retornar, caso haja necessidade, em uma etapa mais avançada da
sua escolaridade.
• No relatório do final de ano deve constar o desligamento ou a indicação de conti-
nuidade do atendimento pelo AEE, tanto para os alunos que permanecem na
mesma unidade escolar, quanto para aqueles que estão saindo em transferência.
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5- ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE AEE
A Resolução CNE/CEB nº 4, de 2 de outubro de 2009, em seu artigo nº 13 (BRASIL,
2010, p.72) define como atribuições do Professor de Atendimento Educacional Espe-
cializado:
• Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de
acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alu-
nos público-alvo da Educação Especial;
• Elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando
a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade;
• Organizar o tipo e o número de atendimentos para os estudantes, público da Edu-
cação Especial;
• Estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e
na disponibilização de recursos de acessibilidade;
• Orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade
utilizados pelo estudante, de forma a ampliar suas habilidades, promovendo sua
autonomia e participação;
• Ensinar e usar recursos de Tecnologia Assistiva, tais como: as tecnologias da in-
formação e comunicação, a comunicação alternativa e aumentativa, a informática
acessível, o soroban, os recursos ópticos e não ópticos, os softwares específicos,
os códigos e linguagens, as atividades de orientação e mobilidade entre outros,
promovendo autonomia e participação.
Acrescentam-se também as seguintes atribuições:
• Atender ao estudante público da Educação Especial individualmente ou em pe-
quenos grupos, formados por necessidades educacionais semelhantes com dura-
ção mínima de 1 (uma) hora até 2 (duas) horas/dia. A modalidade do atendimento,
a duração e a frequência semanal serão definidas, considerando as necessidades
específicas do estudante, tendo como base a avaliação diagnóstica e o plano de
atendimento elaborado, com a participação do Coordenador Pedagógico;
• Atender no máximo 12 (doze) estudantes quando se tratar de atendimentos indi-
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viduais para alunos com surdez, cegueira e baixa visão (professor com uma jor-
nada de trabalho de 40 horas);
• Elaborar, executar e avaliar o Plano de AEE do aluno contemplando: a identifica-
ção das habilidades e necessidades educacionais específicas do aluno; a defini-
ção e a organização das estratégias, serviços e recursos pedagógicos e de aces-
sibilidade; o tipo de atendimento conforme as necessidades educacionais especí-
ficas do aluno; o cronograma do atendimento e a carga horária individual;
• Produzir materiais didáticos e pedagógicos acessíveis (ampliados, relevo e em
braile), considerando as necessidades educacionais específicas dos alunos e os
desafios que estes vivenciam no ensino comum, a partir dos objetivos e das ativi-
dades propostas no currículo;
• Planejar visitas conforme orientações; encaminhando posteriormente os relatórios
contendo as orientações e sugestões de trabalho com os alunos atendidos no
AEE;
• Registrar por escrito as orientações realizadas durante as visitas, deixando uma
cópia com a escola, na pasta do aluno; uma cópia na SRM e no Drive da Educa-
ção Especial (https://drive.google.com/drive/my-drive).
• Realizar reuniões com as famílias, com o objetivo de informar sobre a finalidade
do atendimento e orientar sobre a importância da participação da família neste
trabalho, realizando registros escritos das orientações realizadas, com a assina-
tura de todos os envolvidos.
• Elaborar relatório periodicamente e participar do Conselho de Classe da turma do
estudante atendido, emitindo parecer sobre o processo de aprendizagem, focali-
zando o desempenho deste estudante no AEE;
• Promover a formação continuada para os professores do AEE e do ensino co-
mum, bem como para a comunidade escolar geral
• Oferecer apoio técnico-pedagógico ao professor da classe do ensino regular, in-
dicando os recursos pedagógicos e de acessibilidade, bem como estratégias me-
todológicas;
• Desenvolver atividades próprias do AEE, de acordo com as necessidades educa-
cionais específicas do aluno: ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras para
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alunos com surdez; ensino da Língua Portuguesa escrita para alunos com surdez;
ensino da Comunicação Aumentativa e Alternativa - CAA; ensino do sistema
braile, do uso do soroban e das técnicas para a orientação e mobilidade para alu-
nos cegos; ensino da informática acessível e do uso dos recursos de Tecnologia
Assistiva - TA; ensino de atividades de vida autônoma e social; orientação de ati-
vidades de enriquecimento curricular para as altas habilidades/superdotação; e
promoção de atividades para o desenvolvimento das funções mentais superiores;
• Acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de
acessibilidade na sala de aula comum, bem como em outros ambientes da escola;
• Estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à
disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das
estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares;
• Participar de reuniões junto à Secretária de Educação, com a finalidade de orien-
tações, troca de saberes, suportes técnicos, encaminhamentos;
• Possibilitar espaços de discussão com os demais professores da escola, estabe-
lecendo metas comuns relativas ao aluno em questão; orientar quanto às estraté-
gias já utilizadas na sala de AEE, buscando junto ao professor regente do ensino
regular novas estratégias;
• Manter a direção da escola atualizada sobre a listagem de alunos atendidos, fre-
quência e avanços;
• Zelar para que os materiais da sala de recursos multifuncionais sejam de uso ex-
clusivo dos alunos, público alvo da educação especial, e devem permanecer na
sala onde funciona o Atendimento Educacional Especializado, bem como pela sua
preservação. Caso algum material seja emprestado para uso na sala de aula dos
alunos, cabe ao professor do Atendimento Educacional Especializado controlar
esta movimentação.
• Fazer um levantamento, a cada início e final de ano letivo, dos materiais e recur-
sos da sala do Atendimento Educacional Especializado, que deverá ser entregue
à direção da unidade escolar.
• Organizar um arquivo de cada aluno contendo todos os documentos atualizados:
cópia do diagnóstico, PDI, relatório de visita realizada na escola, avaliação inicial,
planejamento, registros dos atendimentos e relatório final. Este arquivo deve
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permanecer na sala do Atendimento Educacional Especializado com cópia no
DRIVE da Educação Especial e na secretaria da escola que o aluno está matricu-
lado.
• Atualizar o drive da Educação especial com plano de atendimento, listagem de
alunos atendidos, frequência e avanços; horários de atendimentos, relatórios de
visitas e relatório anual;
• Transcrever para/do braile, os materiais didáticos específicos, tais como: provas,
exercícios, textos e avisos, etc.;
• Orientar e acompanhar o encaminhamento dos livros didáticos e paradidáticos,
para ampliação ou transcrição, para o Núcleo de produção e materiais;
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6- ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR DE AEE
O professor de AEE é responsável em prestar atendimento complementar e/ou suple-
mentar ao estudante com deficiência, TGD e/ou altas habilidades/superdotação. Ele
desempenha um importante papel no processo de inclusão escolar e, para que sua
prática pedagógica tenha êxito, é importante que:
• No início do ano letivo, reserve um tempo para prestar esclarecimentos sobre a
inclusão dos alunos público alvo da Educação Especial Inclusiva para toda a co-
munidade escolar. Reforce o direito que todos têm à educação, e que é dever da
escola incluí-los como todos os demais alunos.
• Busque, através do coordenador, manter uma aproximação com os professores
que lecionam na classe comum. O trabalho conjunto é muito importante no pro-
cesso ensino-aprendizagem dos alunos público alvo da Educação Especial.
• Explique ao professor da classe comum, ao auxiliar de sala e ao Coordenador
Pedagógico como se dá o trabalho que você desenvolve na SRM. Muitos desco-
nhecem o que você e os estudantes fazem nesse espaço.
• Não assuma total responsabilidade pelo educando com deficiência, TGD ou altas
habilidades/superdotação, fazendo tudo por ele. Preste-lhe o apoio necessário,
mas lembre-se que ele deve ser o responsável pelas suas atividades escolares,
realizando o que ele sabe e pode fazer sozinho.
• Pelo menos uma vez ao mês participe das aulas com o objetivo de observar os
progressos e dificuldades do aluno, bem como a prática pedagógica do professor
e, sentindo necessidade, ofereça-lhe ajuda e tente apoiá-lo nas dificuldades para
explicar o conteúdo ou desenvolver as atividades com o estudante com deficiên-
cia, TGD ou altas habilidades/superdotação.
• Informe ao professor da classe comum, que o aluno público da Educação Especial
tem direito a equipamentos de acessibilidade, adaptação curricular, de atividades,
avaliações e, principalmente, de atenção direcionada durante o processo ensino-
aprendizagem.
• Participe na escola de todo tipo de reunião que envolva discussão sobre o pro-
cesso de ensino e avaliação: reuniões de planejamento, conselho de classe, se
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mana pedagógica, dentre outras.
• Procure desfazer o equívoco de que a sala de recursos é espaço de reforço pe-
dagógico. A família deverá recorrer ao professor da sala comum ou a um professor
de reforço escolar quando houver dificuldade do estudante em relação ao conte-
údo ministrado em classe.
• Quando perceber que está ocorrendo “facilitação” para o estudante no processo
de avaliação, procure mostrar que essa forma de proceder não é positiva, pois o
aluno não precisa de piedade e sim de respeito. Explique que este público possui
estilo de aprendizagem diferente, mas tem capacidade para aprender e necessita,
sim, de adequações no processo ensino aprendizagem e nos instrumentos de
avaliação, mas não de uma “nota facilitada”.
• Oriente a Direção e o professor do laboratório de informática para instalar os sof-
twares específicos de acessibilidade, incluindo assim todos os estudantes nas ati-
vidades realizadas nesse espaço.
• Lembre-se: Inclusão escolar é união de esforços: direção, professor da classe co-
mum, professor de AEE, estudantes, família, corpo técnico e administrativo da
escola.
6.1. OUTROS ENCAMINHAMENTOS:
O sucesso da intervenção na SRM depende de um trabalho interdisciplinar e, por isso,
há, em alguns casos, a necessidade de realizar encaminhamentos para outros profis-
sionais como médico, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta etc. Estes atendimen-
tos serão feitos nos serviços de saúde, a partir do encaminhamento da escola em
algumas situações, tais como:
• Educandos que apresentam dificuldades em pronunciar palavras, necessitam de
uma avaliação e/ou acompanhamento com um fonoaudiólogo.
• Quando há conflitos nas relações familiares, ou na escola que podem estar inter-
ferindo no processo de aprendizagem, requer acompanhamento do Psicólogo.
• Estudantes que durante os atendimentos apresentam comportamentos de auto-
mutilação (mordem-se, jogam-se no chão, bate a cabeça na parede) ou que apre-
sentam infecções repetidas, ou tem um olho sempre lacrimejando, enfim, são
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diversas situações que necessitam encaminhá-los para clínicos em suas respec-
tivas áreas de atuação (psiquiatras, neurologistas, infectologistas, oftalmologistas,
dentre outros).
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7. SUGESTÕES DE AÇÕES PEDAGÓGICAS NO AEE
O AEE, um serviço de oferta obrigatória para os sistemas de ensino, tem caráter com-
plementar ou suplementar, é ministrado por professor Pedagogo, com formação na
área do Atendimento Educacional Especializado e não se configura como reforço es-
colar.
7.1. OBJETIVOS DO ATENDIMENTO
• Complementar e/ou suplementar a formação dos estudantes com deficiências,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, matri-
culados na classe comum, visando a sua autonomia e independência na escola e
na sociedade;
• Apoiar os professores regentes da classe comum, onde houver matrícula de es-
tudantes público-alvo da Educação Especial;
• Orientar os pais e/ou responsáveis para o acompanhamento do processo ensino-
aprendizagem dos seus filhos.
7.2. ATENDIMENTO
7.2.1 Deficiência Intelectual
O objetivo do AEE para o aluno com Deficiência Intelectual - DI é o de propiciar con-
dições de autonomia para que os alunos possam desenvolver as habilidades cogniti-
vas visando à construção do conhecimento e do crescimento enquanto sujeito da
aprendizagem, contribuindo para a sua acessibilidade no meio escolar, familiar e so-
cial.
As atividades previstas no AEE devem estimular processos mentais como a atenção,
percepções sensoriais, memória, raciocínio lógico, linguagens, dentre outros, que pre-
cisam fortalecer a autonomia e independência dos estudantes de modo a serem ca-
pazes de dar opiniões, fazer escolhas, tomar iniciativas a partir dos próprios interesses
e necessidades.
A função do professor de AEE não é alfabetizar o aluno; essa é responsabilidade do
professor da escola comum. A função de AEE é, através da utilização de jogos, por
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exemplo, estimular as funções cognitivas, necessárias para que o aluno possa superar
ou minimizar dificuldades a fim de alcançar as habilidades propostas pela escola.
Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur-
sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon-
sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE.
• Idade em que constatou a deficiência;
• Quais as habilidades que ele possui?
• Quais as dificuldades que ele possui?
• Instituições que frequentou
• Quais as oportunidades educacionais já vivenciadas;
• Como o aluno se comunica com a família e com os colegas;
• Sua relação social e de comunicação com colegas em várias situações de vida na
escola: sala de aula, refeitório, pátio do recreio, prática de educação física e des-
porto e outros;
• Formas de convivência, manifestações de hostilidade, de solidariedade, de de-
pendência, de autonomia, em diferentes situações de interação: com seus pares,
seus professores, familiares e outras pessoas de seu convívio;
• Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais;
a) Dicas ao professor
• Planeje os níveis de estímulo, de complexidade da atividade, os tipos de ajuda
que você irá oferecer, quais instruções verbais vai utilizar, os momentos que irá
oferecer ajuda motora e os momentos que fará incentivo (reforço positivo)
• Manter a sala de aula organizada, evitando excesso de estimulação visual ou au-
ditiva para não dispersar ou provocar instabilidade emocional no aluno;
• Incentive a comunicação oral e a interação do aluno com os demais colegas e
funcionários da escola;
• Evite instruções verbais longas, pois o aluno pode ter dificuldade de lembrar se-
quências. Se a criança já está alfabetizada, escreva as instruções no papel ou
faça uso de quadro de imagens;
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• Estimule os estudantes, ofereça gradativamente um vasto repertório de ativida-
des desafiadoras, respeitando singularidades tanto físicas quanto intelectuais e
ritmo de aprendizagem,
• Providencie recursos diversos, como imagens, desenhos, pinturas, música, jogos,
brinquedos, atividades artísticas, manipulação com massa de modelar, sucatas,
tecnologias educacionais, dentre outros
• Adapte material pedagógico (jogos e livros de histórias) com simbologia gráfica e
construa pranchas de comunicação temáticas para cada atividade, com objetivo
de proporcionar a apropriação e o aprendizado do uso do recurso de comunicação
e a ampliação de vocabulário de símbolos gráficos;
• Fale com as crianças usando palavras simples, mas não palavras infantis.
• Oriente de forma claras e precisa com frequência.
• Mantenha-se calmo e esteja pronto para reformular sua orientação de várias ma-
neiras e procure usar exemplos concretos.
b) Sugestões de atividades
• Utilização do método fônico para o descobrimento da relação escrita, som e o
movimento da boca ao pronunciar as letras e sílabas.
• Jogos e brincadeiras que estimulam a integração, a coordenação motora glo-
bal, a motricidade, etc.
• Atividades com recursos concretos de apoio físico e visual, quebra-cabeça, pa-
lavras associadas ao objeto, figura, etc.;
• Jogos de simbolização, faz-de-conta, de imitação;
• Uso de fantoches, sucatas;
• Uso da informática para estimular a escrita e a comunicação;
• Atividades para desenvolver os processos mentais: atenção, percepção, me-
mória, imaginação, criatividade, raciocínio, linguagem, entre outros
• Atividades da vida diária com objetos concretos, figuras, cartões, etc.;
• Atividades de desenho, pintura livre, recorte, colagem, modelagem, etc.;
• Atividades de alfabetização; (letramento);
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• Atividades para desenvolver direção, lateralidade e discriminação visual;
• Atividade com figura fundo, encaixe de peças, jogos dos 7 erros;
• Cantar e contar histórias;
• Atividades com bonecos de pano (mascotes) para trabalhar afetividade e AVD;
• Álbum com letras, palavras, fichas, gravuras e a rotinas;
• Confecção de dado fônico das vogais e sílabas.
• Confecção de um silabário para pesquisa das sílabas simples e complexas.
• Organização de uma apostila com atividades relacionadas ao método fônico.
• Utilização de jogos variados: memória, quebra-cabeça, cruzadão, correspon-
dência; sequência de figuras; cores e sombras etc.
A SRM, dispõe de diversos recursos pedagógicos para serem usados com estudantes
que apresentam deficiência intelectual a fim de estimular o maior número de funções
cognitivas a fim de despertar o interesse do estudante, motivando-o para a aprendi-
zagem. Para este público também devem ser utilizadas as Tecnologias de Informação
e Comunicação - TIC, como jornais, revistas, livros, Internet, jogos (de fabricação,
educativos e digitais), DVD, dentre outros.
Quando necessário, devem ser produzidos materiais para cada caso em particular,
como fichas e jogos específicos, a fim de desenvolver as habilidades necessárias.
c) Quanto aos horários:
Os atendimentos devem acontecer, no mínimo, duas vezes por semana, com carga
horária de, no máximo, 90 minutos por atendimento, conforme a necessidade, exclu-
sivamente em período oposto à frequência do aluno, individual ou em grupos de, no
máximo, quatro educandos.
Deverão ser trabalhadas questões relacionadas a autonomia, às diferentes formas de
linguagens, concentração, atenção, memória, organização, classificação, compara-
ção, orientação espacial e temporal, resolução de problemas e alfabetização.
7.2.2 Deficiência Visual
A deficiência visual não é fator impeditivo aos alunos com cegueira ou baixa visão
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frequentarem a escola comum. No entanto, face da escassez de recursos para essa
clientela, o Atendimento Educacional Especializado - AEE, é imprescindível para opor-
tunizar a complementação curricular específica que enriquecerá o seu processo edu-
cacional e a confecção de materiais adaptados.
Na SRM o aluno receberá:
• Apoio ao processo de alfabetização e o aprendizado pelo sistema braile;
• Transcrição de materiais impressos da tinta para o braile e do braile para Tinta;
• Gravação de áudios (livros e textos);
• Adaptação de gráficos, mapas, tabelas e outros materiais didáticos para uso do
estudante com cegueira ou baixa visão;
• Teste de recursos ópticos e adaptação para uso por parte do estudante, quando
O oftalmologista prescrever, e de recursos não ópticos (cadernos com pauta am-
pliada, iluminação, canetas e lápis adequados) para melhorar a eficiência Visual;
• Avaliação funcional da visão dos estudantes com baixa visão;
• Desenvolvimento de técnica e vivências de orientação e mobilidade ;
• Atividades de vida autônoma;
• Desenvolvimento de técnicas e orientação para escrita do nome com letra Cur-
siva;
• Ensino do soroban;
• Audiodescrição de ilustrações e cenas presentes no contexto, principalmente
quando não houver possibilidade de adaptação para o formato tátil;
• Orientação para uso das tecnologias de comunicação e informação;
• Apoio em pesquisas que precisem realizar, com acesso a máquina braile, escan-
ner com voz, computadores com leitores de tela e impressora braile.
Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur-
sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon-
sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE.
• Idade em que ocorreu a deficiência;
• A forma como ocorreu;
• O que ocasionou a perda, ou seja, o tipo de patologia;
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• Tipo de perda e grau de resíduo visual;
• Quais as oportunidades educacionais já vivenciadas;
• Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais.
• Recursos ópticos e não ópticos usados pelo aluno
• As expectativas da família diante da deficiência;
A SRM tipo II, dispõe de equipamentos, materiais e recursos didáticos e de informática
para serem usados com os estudantes que apresentam baixa visão ou cegueira a fim
de estimular o maior número de funções cognitivas; despertar o interesse do estu-
dante, motivando-o para uma aprendizagem significativa.
a) Recursos disponíveis para alunos com cegueira
• Computador de mesa e móveis com programas de síntese de voz, como:
✓ O Sistema DOSVOX com seus programas próprios, totalmente gratuito, desen-
volvido pelo núcleo de computação da UFRJ (fácil de instalar e disponível para
download na página da UFRJ);
✓ Leitores de Tela O NVDA e o JAWS: programas que possibilitam a leitura de
informações presentes na tela do computador, permitindo o acesso ao Windows.
O NVDA, gratuito e o JAWS, comercializados, ambos com a mesma função;
✓ Scanner com o programa de Reconhecimento Óptico de Caracteres- OCR;
• Reglete e punção, máquina de escrever Braille e impressora Braille;
• Soroban - recurso pedagógico utilizado para representação de números e cálcu-
los matemáticos;
• Livro digital - livros/textos gravados em CD, DVD, pendrive, MP3 e outras mídias
e, também com estrutura navegável no formato Daisy;
• Audiolivros (também conhecido como livro falado ou audiobook)
• Livros didáticos e paradidáticos em relevo ou em braile
b) Recursos disponíveis para alunos baixa visão:
• Lupas manuais e eletrônicas, que facilitam a leitura de material impresso;
• Pranchas e mesas inclinadas que ajudam na postura e posicionamento;
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• Tiposcópio – recurso que serve como guia para leitura, possibilitando ao ledor se
guir a linha do caderno ou do livro;
• Softwares de ampliação de textos na tela do computador: ZOOM TEXT e MAGIC;
( Windows também apresenta recursos de acessibilidade, possibilitando à amplia-
ção de uma área da tela do computador);
• Folhas ou cadernos de pauta ampliada e em negrito, facilitando o contraste com o
fundo do papel;
• Canetas porosas e lápis com grafite mais escuro, que aumentam o contraste (3B,
4B e 6B);
• Acetato amarelo para reduzir a luz refletida no papel.
• Livros didáticos e paradidáticos ampliados em fonte 14/16/18/26/28/32
c) Quanto aos horários
Cegueira: O atendimento deverá ser individual, com sessões de, no máximo, 2 (duas)
horas diárias, três vezes por semana e deverá estar articulado ao trabalho desenvol-
vido em sala de aula, com ênfase no uso dos recursos de tecnologia/ledores de tela e
na aprendizagem da escrita e da leitura através do Sistema Braille, com uso de
reglete, máquina braile, manuseio correto do soroban e introdução da bengala como
ajuda técnica específica de locomoção.
O aluno, depois de ter o domínio das técnicas de leitura e escrita pelo Sistema Braille
e uso do soroban, frequentará o Serviço para receber orientações específicas, quanto
às adaptações em relevo e solucionar dúvidas pertinentes aos conteúdos trabalhados
em sala de aula, que dependam destas adaptações, e podendo ainda se beneficiar
do uso da máquina Braille e do sistema de sintetizador de voz na informática adap-
tada. Neste caso, o atendimento será de duas vezes na semana em sessões de 2
(duas) horas, em grupos de no máximo, três alunos.
Baixa Visão: o atendimento é realizado em sessões de 1 (uma) hora, com atendi-
mento de, no máximo 3 (três) vezes por semana. Está voltado ao desenvolvimento da
consciência do potencial visual e para a aquisição da destreza do uso do recurso óp-
tico e não-óptico como instrumentos facilitadores do processo de apropriação do co-
nhecimento. Quando o educando já estiver adaptado ao recurso óptico, deve ser des-
vinculado do Serviço, mediante parecer do SRV.
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7.2.3 Surdez/Deficiência Auditiva
O aprendizado de Libras é um direito das pessoas com surdez, reconhecido pela Lei
10.436/2002, e deverá ser oferecido durante toda a educação básica, inclusive na
educação infantil, para que sua apropriação se dê de maneira o mais natural possível.
O AEE tem como objetivo promover o ensino e a aprendizagem da LIBRAS e do por-
tuguês escrito, numa abordagem pedagógica que respeite a experiência visual e lin-
guística da pessoa com surdez ou deficiência auditiva e propiciar condições de auto-
nomia para que os alunos possam desenvolver as habilidades cognitivas visado à
construção do conhecimento e do crescimento enquanto sujeito da aprendizagem,
contribuindo para a sua acessibilidade no meio escolar, familiar e social.
Obs: A aprendizagem da modalidade escrita da língua portuguesa no AEE está vin-
culada à aprendizagem da LIBRAS; se os pais e os próprios alunos não concordarem
com esta metodologia, deverão formalizar sua opção pelo não atendimento da Libras,
junto à escola).
O AEE de/em Libras, como as demais formas de AEE, deve ocorrer no contraturno
escolar, de forma articulada com o professor de sala, sendo um serviço complementar
ao que está sendo estudado em sala de aula.
A metodologia do professor deve estar focada no contexto de vida do aluno, para que
o seu desenvolvimento linguístico seja mais significativo, respeitando-se o conheci-
mento que o aluno tem a respeito da Língua de Sinais e o estágio de desenvolvimento
da língua em que o aluno se encontra
Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur-
sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon-
sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE.
• Idade em que constatou a deficiência;
• O que ocasionou a perda, ou seja, o tipo de patologia;
• Tipo de perda e grau da deficiência auditiva;
• Instituições que frequentou
• Quais as oportunidades educacionais já vivenciadas;
• Como o aluno se comunica com a família e com os colegas;
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• Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais;
• Recursos auditivos usados pelo aluno
• Conhecimento do aluno e da família em Libras;
• As expectativas da família diante da deficiência;
• As expectativas do aluno nos atendimentos do AEE;
a) Atividades previstas no AEE
• Confecção de caderno com os sinais aprendidos
• Elaboração de recursos didáticos pedagógicos;
• Explicação de conteúdos curriculares de Libras por meio de imagem;
• Utilização do caderno de registro para explicação dos termos em Libras;
• Expressão e desenho de sinais;
• Explicação pelo aluno dos termos científicos em Língua de sinais;
• Utilização de recursos visuais para facilitar a compreensão dos conteúdos curricu-
lares em Libras.
• Exploração da língua de sinais através de leituras e gestos;
• Estudo dos parâmetros primários e secundários da Libras (configuração das mão,
ponto de articulação, movimento e disposição das mãos, orientação da palma das
mãos, região de contato e expressões faciais, classificadores e sinais)
• Dramatizações;
• Leitura visual de imagens;
• Contextualização de situações vividas;
• Produção de textos como: diálogo em história em quadrinhos, bilhetes, propa-
ganda; cartaz, folheto, poemas, reescrita de conto, listas, notícias;
• Interpretação/compreensão por meio da escrita: aplicação das condições de pro-
dução; dos gêneros textuais e discursivos;
• Brincadeiras: bingos, dominó de figuras geométricas;
• Leitura de texto escrito: texto, frases, palavras, sílabas, letras.
• Exploração de gravuras com legendas em língua portuguesa escrita;
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• Produção textual através de desenho sequenciado.
• Leitura e escrita de palavras, frases e textos, fazendo uso dos recursos visuais
b) Quanto ao professor do AEE de/em Libras
A prática pedagógica do AEE deve possibilitar que o aluno aprenda a aprender, ou
seja, deve levá-lo a questionamentos que, por sua vez, deve propiciar a investigação
e a reflexão, levando-o a formular suas ideias dentro do princípio da liberdade de ex-
pressão. Desta forma, o aluno estará construindo conhecimento, mas para que esse
conhecimento não seja fragmentado, as aulas devem ser planejadas com a integração
dos professores das diferentes áreas.
• Trabalhar com o ensino da Libras no atendimento educacional especializado.
• Avaliar o nível linguístico dos alunos que ingressam no atendimento.
• Tomar conhecimento antecipado do planejamento do(s) professor(es) regente(s),
para organizar e ou propor adequações curriculares e procedimentos metodológi-
cos diferenciados para as atividades pedagógicas planejadas pelo(s) profes-
sor(es) regente(s).
• Adaptar e/ou criar, quando necessário, materiais e recursos pedagógicos;
• Trabalhar com o aluno os conteúdos curriculares das diversas disciplinas, por
meio da Libras e da Língua Portuguesa na modalidade escrita.
• Aprofundar estudos relativos à estrutura e processos de aquisição da língua por-
tuguesa, principalmente na modalidade escrita, para subsidiar cientificamente as
atividades de sua competência, realizando seu trabalho a partir de uma postura
de professor pesquisador;
• Participar do conselho de classe.
• Auxiliar o(s) professor(es) regente(s) em todas as disciplinas e nas atividades ex-
traclasses promovidas pela escola.
• Participar da elaboração e avaliação do Projeto Político Pedagógico da escola.
• Ministrar cursos de Libras para a comunidade escolar, com o objetivo de promover
a inclusão do(s) aluno(s) surdo(s) no contexto da escola.
• Organizar e ministrar cursos de Libras para a comunidade
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c) Quanto aos horários:
Educação infantil: Atendimento será realizado em sessões de no máximo 1 (uma)
hora, três vezes por semana, preferencialmente com a participação da família, voltado
para as trocas sociais, a formação de conceitos e a aprendizagem da LIBRAS, a partir
de experiências visuais e lúdicas, tendo a LIBRAS como modalidade de comunicação
Ensino Fundamental: O atendimento é realizado em sessões de no máximo 2 (duas)
horas, quatro vezes por semana, em grupos de no máximo quatro alunos, organizados
segundo as etapas e modalidades da educação básica.
O AEE deve trabalhar de forma antecipada a base conceitual dos conteúdos que se-
rão ministrados em sala de aula regular, visando a participação dos alunos com surdez
nas aulas de forma mais efetiva, caso contrário, eles poderão ter dificuldade de com-
preenderem o que está sendo tratado pelo professor e de interagirem com os colegas
d) Recursos disponíveis
• Dvds,
• Recursos visuais,
• Dicionário da Língua Brasileira de Sinais
• Materiais concretos, dentre outros.
7.2.4 Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD/TEA)
O AEE para o aluno com TEA, visa complementar o trabalho realizado na escola co-
mum; seu plano deve estar diretamente relacionado às principais necessidades do
educando, referente à aprendizagem, considerando a faixa etária, desenvolvimento
global e o ano de escolarização no qual se encontra matriculado.
Como objetivo, o AEE visa promover e desenvolver as habilidades que estão defasa-
das nas áreas da comunicação, interação social, interesses, autonomia e uso da ima-
ginação do educando, para obter avanços no processo de aprendizagem.
As atividades previstas no AEE devem oferecer experiências variadas e enriquecedo-
ras para que os estudantes com TEA participem das atividades do cotidiano escolar e
criar possibilidades adequadas à superação das barreiras que os impedem de se de-
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senvolver plenamente na sala de aula e fora dela.
Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur-
sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon-
sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE.
A avaliação inicial é o passo fundamental para orientar a elaboração do planejamento
e organização dos atendimentos que potencializem as habilidades e minimizem as
dificuldades evidenciadas pelo estudante com TEA. Ao proceder a avaliação, o pro-
fessor deve observar e registrar iniciativas espontâneas do aluno, socialização, con-
tato visual, estratégias para obtenção dos itens de seu interesse, aproximações reali-
zadas com os materiais dispostos no ambiente, formas de explorar o meio, desempe-
nho motor e oralização.
Conforme ressaltado pelo MEC na publicação Saberes e Práticas da Inclusão: avali-
ação para identificação das necessidades educacionais especiais (BRASIL, 2006, p.
64-68), o professor deve observar e registrar:
• Coordenação motora geral na execução de movimentos solicitados seja por co-
mando verbal ou por imitação gestual nos jogos com bola, peteca e outros;
• Coordenação motora geral no caminhar, correr, sentar, levantar;
• Coordenação visual motora observável na escrita, no desenho, recorte, modela-
gem e outras atividades que exijam coordenação mão/olho;
• Preferência e uso predominante da mão, pé, olho, ouvido direito ou esquerdo, em
homolateralidade, ou não;
• A existência de problemas de fala e linguagem;
• Utilização de diferentes códigos como o oral, o escrito, o gráfico, o numérico e o
pictórico;
• Representação da sequência dos fatos e de sua localização temporal;
• Formas de expressão de que se utiliza e o uso de recursos como os gráficos,
computacionais, os códigos aplicáveis, sinais, e outros meios de comunicação;
• Se reconhece seu nome, palavras, sílabas ou letras dentro das palavras;
• Se escreve seu nome, outras palavras, frases e textos;
• Organização da comunicação oral, escrita, por sinais ou códigos, acerca de de-
terminado assunto, com lógica;
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• Dificuldades que apresenta na comunicação oral e escrita;
• Sua relação social e de comunicação com colegas em várias situações de vida na
escola: sala de aula, refeitório, pátio do recreio, prática de educação física e des-
porto e outros;
• Persistência para atingir seus objetivos;
• Como controla suas emoções e impulsividade em situações de frustração;
• Forma de valorização das ajudas; se as solicita, aceita, rejeita;
• Formas de convivência, manifestações de hostilidade, de solidariedade, de de-
pendência, de autonomia, em diferentes situações de interação: com seus pares,
seus professores, familiares e outras pessoas de seu convívio;
• Manifestações de tristeza, apatia, estresse e outras evidências de transtorno de
humor.
• Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais;
a) Dicas ao professor
• Manter a sala de aula organizada, evitando excesso de estimulação visual ou au-
ditiva para não dispersar ou provocar instabilidade emocional no aluno;
• Explicações muito detalhadas e demoradas podem fazer o aluno se dispersar.
Seja claro, objetivo e sucinto e se for necessário, demonstre como fazer a ativi-
dade;
• Incentive a comunicação oral e a interação do aluno com os demais colegas e
funcionários da escola;
• Aluno com TEA tende a resistir ao aprendizado e a se negar a realizar as ativida-
des. Nesses casos, o professor deve insistir, mas também verificar se o aluno
entendeu a proposta da atividade;
• Evite instruções verbais longas, pois o aluno pode ter dificuldade de lembrar se-
quências. Se a criança já está alfabetizada, escreva as instruções no papel ou
faça uso de quadro de imagens;
• Prepare a criança com antecedência para as novas situações;
• Quando o aluno chegar na sala, informe sobre as atividades que serão desenvol-
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vidas. Isso o ajudará a saber o que se espera dele e quando estará terminado.
• Sempre comunicar antecipadamente ao aluno as mudanças que eventualmente
ocorrerem em sua agenda, referente ao espaço físico, troca de horários, falta de
professor, ou nas atividades planejadas, explicando-lhe objetivamente as razões;
• Em alguns casos pode ser necessário o acompanhamento de um professor du-
rante as atividades extraclasse (recreio, educação física, informática, artes, pas-
seios etc.) para evitar a desestruturação do aluno;
• Alguns momentos são oportunos para se trabalharem habilidades significativas
para a vida adulta, o professor pode aproveitar a hora do lanche, por exemplo,
para ensinar a lavar as mãos, escovar os dentes, amarrar o cadarço, e outros;
• As informações quanto ao cotidiano do aluno, oriundas da família, podem contri-
buir para melhorar o desempenho do aluno na escola.
• Estimule os estudantes, ofereça gradativamente um vasto repertório de atividades
desafiadoras, respeitando singularidades tanto físicas quanto intelectuais e ritmo
de aprendizagem,
• Providencie recursos diversos, como imagens, desenhos, pinturas, música, jogos,
brinquedos, atividades artísticas, manipulação com massa de modelar, sucatas,
tecnologias educacionais, dentre outros
• Adapte material pedagógico (jogos e livros de histórias) com simbologia gráfica e
construa pranchas de comunicação temáticas para cada atividade, com objetivo
de proporcionar a apropriação e o aprendizado do uso do recurso de comunicação
e a ampliação de vocabulário de símbolos gráficos;
• Garanta o suprimento de material específico de Comunicação Aumentativa e Al-
ternativa (pranchas, cartões de comunicação, vocalizadores e outros), que aten-
dam a necessidade comunicativa do aluno no espaço escolar;
b) Sugestões de atividades
• Utilização do método fônico para o descobrimento da relação escrita, som e o
movimento da boca ao pronunciar as letras e sílabas.
• Utilização do software EdiLim para a criação de atividades educativas
• Jogos e brincadeiras que estimulam a integração, a coordenação motora global,
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a motricidade, etc.
• Atividades com recursos concretos de apoio físico e visual, quebra-cabeça, pa-
lavras associadas ao objeto, figura, etc.;
• Jogos de simbolização, faz-de-conta, de imitação;
• Uso de fantoches, sucatas;
• Uso da informática para estimular a escrita e a comunicação;
• Atividades para desenvolver os processos mentais: atenção, percepção, me-
mória, imaginação, criatividade, raciocínio, linguagem, entre outros
• Atividades da vida diária com objetos concretos, figuras, cartões, etc.;
• Atividades de desenho, pintura livre, recorte, colagem, modelagem, etc.;
• Atividades de alfabetização; (letramento);
• Atividades para desenvolver direção, lateralidade e discriminação visual;
• Atividade com figura fundo, encaixe de peças, jogos dos 7 erros;
• Cantar e contar histórias;
• Atividades com bonecos de pano (mascotes) para trabalhar afetividade e AVD;
• Pranchas de comunicação com velcro;
• Confecção de livro sensorial;
• Álbum com letras, palavras, fichas, gravuras e a rotinas;
• Confecção de dado fônico das vogais.
• Confecção de um silabário para pesquisa das sílabas simples e complexas.
• Organização de uma apostila com atividades relacionadas ao método fônico.
• Utilização de jogos variados: memória, quebra-cabeça, cruzadão, correspon-
dência; sequência de figuras; cores e sombras etc.
c) Quanto aos horários:
Os atendimentos devem acontecer, no mínimo, 2 (duas) vezes por semana, com
carga horária de 60 minutos, por atendimento, conforme a necessidade, exclusiva-
mente em período oposto à frequência do aluno, em grupos de, no máximo, três edu-
candos (quando possível o agrupamento).
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Deverão ser trabalhadas questões relacionadas à autonomia, às diferentes formas de
linguagens, à concentração, atenção, memória, organização, classificação, compara-
ção, orientação espacial e temporal, entre outros.
7.2.5 Altas Habilidades/Superdotação
O comportamento de altas habilidades/superdotação pode ser considerado como a
aptidão para as atividades intelectuais, cognitivas, artísticas ou esportivas, sem que a
pessoa possa explicar como aprendeu.
As pessoas que apresentam tais características têm grande facilidade na aprendiza-
gem, uma vez que possuem domínio rápido e perspicaz dos conceitos aprendidos.
saber identificar um indivíduo com altas habilidades/ superdotação é fundamental
para o reconhecimento de suas habilidades, o aumento de seu rendimento escolar,
melhoria na sua aprendizagem e interação social.
Normalmente, crianças ou jovens com altas habilidades apresentam característi-
cas bem peculiares, que podem ser caracterizados por indicadores que, segundo Mei-
rieu (1998, p. 187) são comportamentos observáveis a partir dos quais “se pode inferir
o alcance de um objetivo ou o domínio de uma capacidade”.
a) Indicadores de habilidade acima da média
• Aprende fácil e rapidamente coisas que lhe interessam e as aplica a outras áreas;
• Possui muitas informações sobre os temas que são de seu interesse;
• Apresenta um vocabulário muito mais avançado e rico que seus colegas ou de-
mais pessoas da sua idade;
• Tem uma memória muito destacada (especialmente em assuntos que lhe interes-
sam, comparado a outras pessoas de sua idade);
• Tem capacidade de generalização destacada;
• Tem um raciocínio lógico-matemático muito desenvolvido (Não só na matemá-
tica);
• Destaca-se nas atividades de seu interesse.
• Se adapta facilmente a situações novas ou as modifica;
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• Possui um pensamento abstrato muito desenvolvido;
• Tem uma capacidade analítica e indutiva muito desenvolvida;
b) Indicadores de comprometimento com a tarefa
• É muito exigente e crítico/a consigo mesmo/a, e nunca fica satisfeito/a com o que
faz;
• Dedica muito mais tempo e energia a algum tema ou atividade que gosta ou lhe
interessa;
• Sabe distinguir as consequências e os efeitos de ações;
• Consegue prever as etapas e os detalhes para realizar uma atividade;
• Insiste em buscar soluções para os problemas;
• Tem sua própria organização;
• É muito seguro/a e, às vezes, teimoso/a, em suas convicções;
• Não precisa de muito estímulo para terminar um trabalho que lhe interessa;
• É interessado/a e eficiente na organização de tarefas;
• É persistente nas atividades que lhe interessam e busca concluir as tarefas;
• Deixa de fazer outras coisas para envolver-se numa atividade que lhe interessa;
• Sabe identificar as áreas de dificuldade que podem surgir em uma atividade;
• Sabe estabelecer prioridades com facilidade;
• Treina por conta própria para aprimorar sua técnica.
c) Indicadores de criatividade
• É extremamente curioso/a;
• As ideias que propõe são vistas como diferentes ou esquisitas pelos demais;
• Tem muitas ideias, soluções e respostas incomuns, diferentes e inteligentes;
• É inconformista e não se importa em ser diferente;
• Gosta de arriscar-se e de enfrentar desafios;
• Gosta de criticar construtivamente e não aceita autoritarismo sem criticá-lo;
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• É muito imaginativo/a e inventivo/a;
• Sabe compreender ideias diferentes das suas;
• Faz perguntas provocativas (perguntas difíceis, que exploram outras dimensões
não percebidas, que expressam crítica, inquietude intelectual);
• É questionador/a quando algum adulto fala algo com o qual não concorda;
• Fica chateado/a quando tem que repetir um exercício/uma tarefa de algo que já
sabe;
• Descobre novos e diferentes caminhos para a solução de problemas;
• Não é muito adepto a cumprir regras, especialmente quando as considera injustas
ou sem sentido.
d) Indicadores de liderança
• Autossuficiência destacada;
• Elevado nível de cooperação;
• Elevada argumentação e convencimento;
• Frequentemente é escolhido/a para liderar por parte de colegas;
• Elevada capacidade de organização do grupo.
Identificar os alunos com altas habilidades é um grande desafio, pois muitas vezes
eles não são identificados nas escolas. Na rede municipal de Içara temos consciência
dos prováveis casos de alunos com altas habilidades, principalmente nas habilidades
acadêmicas, musicais e esportivas, porém ainda não foi feito um levantamento deta-
lhado para identificar, cadastrar e pensar em estratégias para atender este público.
Já com os alunos medalhistas da OBMEP, por exemplo, iniciou-se um trabalho de
estimulação com professores da área de exatas, porém os alunos que se destacam
nas demais áreas, ainda não estão sendo contemplados.
e) Orientações para a identificação e atendimento de alunos com al-
tas habilidades/ superdotação
(Liliam G. de Barcelos, Andréia R.A. Panchiniak e Sandra D. Hottersbach, técnicas do
NAAH/S-SC, 2014)
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Identificação
1. Quando o aluno for indicado pela família ou escola, realizar triagem de acordo com
os seguintes procedimentos:
• Buscar informações na escola: relatório pedagógico / relatório de visita à escola
• Aplicar Lista de Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação de Cristina Delou
(anexo);
• Análise das produções do(a) aluno(a) por especialista da área específica (ex. de-
senhos e produções artísticas devem ser analisados por professor de artes, ou
artista.);
• Entrevista com os pais / Anamnese da família
• Entrevista com o aluno
• Avaliação pedagógica de indicadores de AH/S (podem ser utilizados jogos de de-
safio, raciocínio lógico, etc.)
• Avaliação psicológica do aluno, quando houver necessidade e disponibilidade de
profissionais na região. Obs: Não é necessário laudo médico ou psicológico para
diagnosticar altas habilidades/superdotação.
• Estudo de caso, mediante todas as informações coletadas, profissionais que par-
ticiparam da avaliação e a equipe pedagógica da escola.
• Avaliar a possibilidade de aceleração de estudos;
• Orientar o(s) professor(es) de sala de aula quanto às adequações curriculares
possíveis para atender o aluno. (Ex. para conteúdo que o aluno já domina o pro-
fessor pode desenvolver um projeto ou aprofundamento, enquanto a turma ainda
está recebendo o conteúdo).
• Orientar à escola para registrar o aluno no censo escolar como público alvo da
educação especial - “Altas Habilidades/Superdotação”.
Importante: A confirmação de altas habilidades/superdotação irá depender, princi-
palmente, da observação do professor que atenderá o aluno no AEE, que avaliará se
o aluno demonstra características, durante atividades de enriquecimento curricular
propostas nos atendimentos.
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2. Alunos premiados em competições (Torneios, Olimpíadas, etc.) podem iniciar
o AEE imediatamente, sendo acompanhados por profissionais da área da competição
na qual se destacaram. Também nestes casos, coletar informações que auxiliem na
avaliação, com os mesmos procedimentos de quando o aluno é indicado pela família
ou escola. Ao final do ano, realizar estudo de caso, mediante todas as informações
coletadas, juntamente ao profissional que atendeu o aluno no AEE e à Equipe Peda-
gógica da Escola, a fim de confirmar-se os indicadores de altas habilidades/superdo-
tação .
3. Parcerias
É possível realizar parcerias com instituições acadêmicas ou comunitárias para aten-
der as necessidades especificas do aluno. Ex. Universidades, centros tecnológicos,
Centros de Cultura, escolas de música, escolas de idiomas, etc.
4. Aceleração
A aceleração é uma das formas de atender às necessidades educativas do aluno com
altas habilidades. De acordo com a legislação, a escola tem total autonomia para re-
alizar a aceleração de alunos, quando a equipe pedagógica definir como adequado.
5. Oficinas
As oficinas, divididas por áreas, são meios de estruturar os atendimentos para que
efetivamente os alunos superdotados tenham assegurados seus direitos desenvolver
o potencial de altas habilidades.
• Oficina de Artes Plásticas;
• Oficina Exploratória;
• Oficina de Leitura e Produção Textual;
• Oficina de Lógica e Matemática;
• Oficina de Robótica Educacional.
7.2.6 Deficiência física
A deficiência física se refere ao comprometimento do aparelho locomotor que com-
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preende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doen-
ças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto,
podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo
os segmentos corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida, (MEC, 2006).
A direção escolar deve providenciar, junto a Secretaria de Educação, que a estrutura
do espaço esteja adequada para receber os alunos com deficiência física ou mobili-
dade reduzida. Rampas, corrimões e banheiros adaptados atendem os alunos com
diferentes dificuldades de locomoção
Os alunos com deficiência física, em geral, têm dificuldades para escrever, em função
do comprometimento da coordenação motora. O aprendizado pode se tornar um
pouco lento, requerendo, entretanto, algumas alternativas metodológicas diferencia-
das. Exceto nos casos de lesão cerebral grave, a linguagem é adquirida sem grandes
empecilhos. Alguns casos podem requerer cuidados especiais na hora da alimentação
ou de ir ao banheiro, necessitando de um acompanhante.
Para facilitar a aprendizagem e a participação do aluno com deficiência física, o pro-
fessor da SRM deve providenciar, em parceria com o professor de sala e a coordena-
ção da escola, recursos de tecnologias assistivas ou aumentativas, como carteiras
que viram plano inclinado, engrossadores de lápis, apoios para os braços, tesouras
adaptadas e quadros magnéticos, por exemplo.
[...] No Atendimento Educacional Especializado para alunos com deficiência física,
é necessário que os professores conheçam a diversidade e a complexidade dos
diferentes tipos de deficiência física, para definir estratégias de ensino que desen-
volvam o potencial dos alunos. De acordo com a limitação física apresentada, é
necessário utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educa-
ção, buscando viabilizar a participação do aluno nas situações práticas vivenciadas
no cotidiano escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas po-
tencialidades e possibilidades de movimento e venha interagir e transformar o am-
biente em busca de uma melhor qualidade de vida (BRASIL, 2006, p. 29).
Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur-
sos Multifuncionais precisa coletar informações com os responsáveis, que servirão de
ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE.
• Aspectos relacionados às características da deficiência que identificam as
• Necessidades no ambiente escolar:
• O aluno tem dificuldade de movimentar-se?
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• Como o aluno se locomove?
• Utiliza cadeira de rodas? Como faz para chegar até a Escola?
• Os movimentos são coordenados?
• Possui tremor nos braços e pernas?
• Possui rigidez nos músculos
• Possui flacidez muscular nos membros superiores?
• Consegue manter a cabeça ereta (segurar a cabeça)?
• O aluno consegue ficar numa postura correta:
• O aluno baba (sialorréia)?
• Possui dificuldade em enxergar?
• O aluno possui dificuldade em ouvir?
• Faz uso de fraldas?
• Faz uso de sonda?
• Alimenta-se sozinho?
• Tem dificuldades em deglutir sólidos e/ou liquidos?
• Tem convulsão?
• Possui acompanhamento médico? Qual especialidade?
• Realiza algum atendimento complementar? (terapia, fonoaudiologia, terapia ocu-
pacional, fisioterapia, psicologia):
• O aluno faz uso de medicamentos?
• Senta-se na cadeira escolar? - sem apoio/ com apoio?
• Possui alguma adaptação na cadeira e mesa escolar (carteira)?
• Necessita de ajuda para empurrar a cadeira de rodas?
• Faz uso de andador?
• Apresenta dificuldade na fala?
• Como se comunica? - Fala/escrita/gestos/ outros.
• Consegue escrever? Consegue pegar o lápis?
• Tipo de apreensão – pinça/ garra/ palmar /outra.
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• Possui alguma adaptação nas mãos que facilite apreensão (segurar) do lápis?
Quais são as adaptações?
a) Dicas ao professor
• Atue conjuntamente com o professor da classe comum, para orientá-lo acerca da
participação efetiva do aluno com deficiência física nas atividades recreativas, es-
portivas e culturais da escola.
• Oriente o professor da classe comum sobre estratégias que favoreçam autonomia
e envolvimento do aluno em todas as atividades propostas ao grupo;
• Oriente o professor quanto ao uso da metodologia da Educação Física Adaptada;
• Pesquise qual o melhor recurso de tecnologia assistiva que atende as necessida-
des do aluno, considerando a sua habilidade física e sensorial, a fim de capacitá-
lo para o uso independente do computador
• Realize adequação de material didático pedagógico para atender as necessida-
des dos alunos em sala de aula
b) Sugestões de recursos
• Prancha alfabética e numérica;
• Pranchas pictográficas;
• Avental de comunicação;
• Pasta de comunicação;
• Livro de atividades educacionais com simbologias;
• Pranchas organizadas por categorias e cores (social, pessoais, verbos, substan-
tivos, descritivos, miscelânea);
• Engrossador de lápis e pincel (pode ser feito com EVA);
• Tesoura adaptada;
• Apontador adaptado;
• Teclado com colmeia;
• Mouse com esfera;
• Acionador de pressão;
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• Vocalizador;
• Tablet com software de acessibilidade;
• Mesa com tampo inclinado;
• Mesa adaptada para cadeira de rodas;
• Jogos adaptados para deficiência física;
• Softwares para comunicação alternativa com símbolos gráficos;
• Velcro – espumas para produção de materiais;
• Separadores de página (clipes ou velcro);
• Carteira lousa (forrada com contact branco e transparente para uso com pincel de
quadro branco);
• Livros com pictogramas;
• Letras e sílabas com velcro (ou imã adesivo);
• Ábaco fechado
c) Quanto aos horários:
Os atendimentos devem acontecer, no mínimo, duas vezes por semana, com carga
horária de 60 minutos, por atendimento, exclusivamente em período oposto à frequên-
cia do aluno. O atendimento poderá ser individual ou em grupos, conforme a necessi-
dade do aluno.
Deverão ser trabalhadas, entre outros, questões relacionadas à autonomia, auto es-
tima, autovalorização e autoimagem, devendo buscar ainda, estimular a independên-
cia e a autonomia, bem como a socialização desse aluno com outros grupos.
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8. SOBRE O ARQUIVAMENTO NO GOOGLE DRIVE
É de responsabilidade do professor do AEE realizar o upload dos documentos
referentes aos planos de trabalho, atendimentos, relatório de visitas e relatório dos
alunos, PDIs e horários, no drive da Educação Especial de forma a resguardar o
acervo digital, evitando eventuais perdas de dados.
Os uploads devem ser separados por pastas, respeitando o organograma a
seguir.
Meu drive
Salas de AEE
AEE César
Munereto
AEE Lúcia
de Lucca
AEE Paulo
Rizzieri
AEE Quintino
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Pissetti
AEE José
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Manual do aee

  • 1. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 1
  • 2. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 2
  • 3. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 3 ÍNDICE APRESENTAÇÃO .......................................................................................................7 1- DEFINIÇÃO DE SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS..............................8 2- PÚBLICO-ALVO ...................................................................................................9 3- ORGANIZAÇÃO DA SRM...................................................................................10 3.1 O espaço..............................................................................................................10 3.2 Os profissionais...................................................................................................10 3.3 A carga horária dos profissionais.........................................................................11 3.4 As especificidades curriculares...........................................................................11 3.5 Os recursos materiais e equipamentos................................................................12 4- DO ATENDIMENTO ............................................................................................13 4.1 Matrícula do estudante..........................................................................................13 4.1.1 Estudo de caso .............................................................................................13 4.1.2 Entrevista com os pais ..................................................................................15 4.1.3 Observação no espaço escolar......................................................................15 4.2 Organização dos atendimentos............................................................................16 4.3 O desligamento do estudante...............................................................................17 5. ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE AEE............................................................18 6- ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR DE AEE.................................................22 6.1 Outros encaminhamentos ....................................................................................23 7 SUGESTÕES DE AÇOES PEDAGÓGICAS PARA O AEE ....................................25 7.1 Objetivo dos atendimentos ..................................................................................25 7.2 ATENDIMENTOS ...............................................................................................25 7.2.1 Deficiência intelectual.....................................................................................25 a)Dicas ao professor .................................................................................................26 b)Sugestões de atividades ........................................................................................27 c) Quanto aos horários...............................................................................................28 7.2.2 Deficiência visual ............................................................................................28 a) Recursos disponíveis para alunos com cegueira.....................................................30 b) Recursos disponíveis para alunos baixa visão........................................................30 c) Quanto aos horários................................................................................................31
  • 4. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 4 7.2.3 Surdez/Deficiência Auditiva ...........................................................................32 a) Atividades previstas no AEE ..................................................................................33 b) Quanto ao professor do AEE de/em Libras ...........................................................34 c) Quanto ao horário...................................................................................................35 d) Recursos disponíveis .............................................................................................35 7.2.4 Transtorno Global do Desenvolvimento..................................................... 35 a) Dicas ao professor .............................................................................................. 37 b) Sugestões de atividades ..................................................................................... 38 c) Quanto aos horários:............................................................................................39 7.2.5 Altas Habilidades/Superdotação ...................................................................40 a) Indicadores de habilidade acima da média .............................................................40 b) Indicadores de comprometimento com a tarefa .....................................................41 c) Indicadores de criatividade .....................................................................................41 d) Indicadores de liderança ........................................................................................42 e) Orientações para a identificação e atendimento de alunos com altas habilidades/ superdotação .............................................................................................................42 7.2.6 Deficiência física .............................................................................................44 a) Dicas ao professor................................................................................................. 47 b) Sugestões de recursos ..........................................................................................47 c) Quanto aos horários: ......................................................................................... ....48 8. SOBRE O ARQUIVAMENTO NO GOOGLE DRIVE .......................................... ..49 9. ORGANIZADORES ............................................................................................... 50 9.1 CONTATO........................................................................................................... 50 10. PARA BUSCAR NA INTERNET........................................................................ ..51 REFERÊNCIAS..........................................................................................................53 ANEXOS ....................................................................................................................55 ANEXO 1: Ficha de matricula ................................................................................... .55 ANEXO 2: Ficha de encaminhamento para o AEE......................................................58 ANEXO 3: Estudo de caso .........................................................................................60 ANEXO 4: Plano de atendimento individualizado .......................................................64 ANEXO 5: Ficha de avaliação diagnóstica-AEE.............................................................. 65 ANEXO 6: Autorização para uso de imagem.............................................................. 68 ANEXO 7: Termo de desistência do AEE ...................................................................69
  • 5. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 5 ANEXO 8: Plano de atendimento Semanal ................................................................70 ANEXO 9: PDI escola ............................................................................................... 72 ANEXO 10: Relatório de visitas.................................................................................. 76 ANEXO 11: Relatório de atendimento ........................................................................77 ANEXO 12: Relação de equipamentos ......................................................................78 ANEXO 13: Lista de indicadores para Superdotação ................................................83 ANEXO 14: Relação dos alunos matriculados no AEE ...............................................87 ANEXO 15: Software Araword ...................................................................................88
  • 6. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 6
  • 7. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 7 APRESENTAÇÃO O presente material tem por finalidade orientar os novos professores que irão assumir as Salas de Recursos Multifuncionais - SRM, sendo um agregador das informações já apresentadas pelo Ministério da Educação - MEC, através de informativos, leis, de- cretos e orientações impressas e virtuais. O Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais foi instituído pelo governo federal, por meio da Portaria Normativa nº 13, de 24 de abril de 2007, como medida de apoio às escolas, frente à aprovação da Resolução nº 2/2001, que norma- tizou artigos da LDB nº 9394/96, estabelecendo que a matrícula dos estudantes, pú- blico da Educação Especial, se realizaria na escola regular. Em 2008, com a nova Política Nacional de Educação Especial numa Perspectiva Inclusiva, o Atendimento Educacional Especializado - AEE passou a ser o foco da Educação Especial, para atender os estudantes com deficiências, Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD e altas habilidades/superdotação. O Atendimento Educacional Especializado, de oferta obrigatória para os sistemas de ensino, quando desenvolvido em Sala de Recursos multifuncionais, dotadas de equi- pamentos, mobiliários e materiais didáticos, visa ao desenvolvimento de habilidades gerais e/ou específicas, que se viabilizam por ações de apoio, de caráter pedagógico complementar, para alunos com deficiência e/ou com transtornos do espectro autista – TEA ou suplementar, como apoio aos alunos com altas habilidades ou superdota- ção, visando eliminar as barreiras que possam impedir o desenvolvimento da apren- dizagem e a plena participação da pessoa com deficiência em sua inserção social. O presente documento traz orientações quanto à ação pedagógica no AEE, contribu- indo para o aperfeiçoamento profissional e o sucesso escolar de todos os estudantes matriculados na Rede Municipal de Içara. Por fim, foi disponibilizado modelos de formulários para entrevistas, avaliação, relató- rios, planejamentos, registro de visitas, dentre outros instrumentos, visando apoiar os professores no desenvolvimento das ações do AEE.
  • 8. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 8 1. DEFINIÇÃO DE SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS Os alunos, público alvo da Educação Especial, têm assegurado na Constituição Fe- deral de 1988, o direito à educação (escolarização) realizada em classes comuns e ao Atendimento Educacional Especializado, complementar ou suplementar à escola- rização, que deve ser realizado preferencialmente em salas de recursos na escola onde estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de atendimento educaci- onal especializado. Esse direito também está assegurado na LDBEN - Lei n°. 9.394/96, no parecer do CNE/CEB n°. 17/01, na Resolução CNE/CEB n°. 2, de 11 de setembro de 2001, na Lei n°. 10.436/02 e no Decreto n°. 5.626, de 22 de dezembro de 2005. A Sala de Recursos Multifuncional - SRM é um espaço organizado, geralmente dentro do espaço escolar, para ofertar o Atendimento Educacional Especializado - AEE. Este espaço deve apresentar condições de acessibilidade e se caracteriza pela presença de profissionais qualificados, bem como pela existência de recursos específicos para a oferta do apoio pedagógico ao estudante público-alvo da educação especial inclu- siva. A organização de salas de recursos multifuncionais se constitui como espaço de promoção da acessibilidade curricular aos alunos das clas- ses comuns do ensino regular, onde se realizem atividades da parte diversificadas, como o uso e ensino de códigos, linguagens, tecnolo- gias e outros complementares à escolarização, visando eliminar bar- reiras pedagógicas, físicas e de comunicação nas escolas. (DUTRA; GRIBOSKI, 2006, p.19). A Sala de Recursos Multifuncionais pode atender estudantes da escola onde está im- plantada ou estudantes de outras unidades escolares, ainda não estruturadas para a oferta do AEE, constituindo-se assim, uma medida estruturante para a consolidação de um sistema educacional inclusivo.
  • 9. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 9 2. PÚBLICO-ALVO Segundo a Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva SEESP/MEC (2008) São alunos do AEE (Atendimento Educacional Especializado) • Alunos com deficiência: aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial que podem ter obstruída/dificultada sua participação plena e efetiva na sociedade diante de barreiras que esta lhes impõem, ao interagirem em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006). • Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento psicomotor, comprometimento nas re- lações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno degenerativo da infância (psicose infantil) e transtornos invasivos sem outra especifi- cação (MEC/SEESP, 2008). • Alunos com altas habilidades/superdotação: estes alunos devem ter a oportu- nidade de participar de atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âm- bito de suas escolas em interface com as instituições de ensino superior, institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes, dos esportes, entre outros.
  • 10. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 10 3. ORGANIZAÇÃO DA SRM 3.1. O ESPAÇO As salas de Recursos Multifuncionais são constituídas por equipamentos, mobiliá- rios, recursos de acessibilidade e materiais didático/pedagógicos para atender esco- las públicas com estudantes público alvo da educação especial, matriculados em classe comum do ensino regular, registrado no Censo Escolar. O local deve ser preparado para receber alunos com diferentes necessidades edu- cacionais especiais, considerando a diversidade e as variadas formas de comunica- ção, de expressão e as condições física e intelectual dos alunos. O local deve contar com rampas e portas alargadas e os mobiliários e equipamentos de uso dos alunos e professores devem estar dispostos de maneira que possibilite a livre circulação dos alunos usuários de cadeira de rodas, alunos com cegueira ou baixa visão e alunos com mobilidade reduzida, além da realização de pequenas reu- niões e atendimento aos pais. Sempre que o prédio da escola tiver uma estrutura de um ou mais pavimentos, deve- se priorizar o funcionamento da SRM no andar térreo para facilitar a locomoção das pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. 3.2. OS PROFISSIONAIS Para atuar no Atendimento Educacional Especializado- AEE, sob a forma de Sala de Recursos, será priorizado professores, preferencialmente efetivos do magistério pú- blico municipal, portador de Certificado de Conclusão de Curso Superior de Licencia- tura em Pedagogia, com complementação e/ou Pós Graduação na área da Educação Especial e Inclusiva, experiência comprovada no atendimento educacional especiali- zado - AEE e/ou curso de, no mínimo 500 (quinhentas) horas, em Atendimento Edu- cacional Especializado (AEE). Indispensável que tenha cursos de aperfeiçoamento ou atualização de no mínimo 120 horas nas áreas da Deficiência intelectual, Deficiência física, surdez, transtorno do espectro autista e altas habilidades / superdotação, oferecidos por instituições de ensino credenciadas e experiência comprovada em adaptação/ampliação de materi-
  • 11. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 11 ais, Libras e PECs; conhecimento de editores de textos imagens; Para atuar na Sala de Recursos Multifuncionais para alunos com deficiência visual, o professor deverá, também, ter domínio/habilitação comprovada da Simbologia braile (Grafia Braille para Língua Portuguesa; Normas Técnicas para a Produção de Textos em Braille; e Código Matemático Unificado – CMU); Domínio do braile fácil, Monet, DOSVOX, DIGITAVOX e de leitores de tela NVDA/ JAWS e outros). Requisito Indispensável aos professores do AEE: Domínio de Excel, Word e Pho- toshop (ou similar) e possuir bons conhecimentos em sistema operacional Windows, navegação na internet, utilização de programas educacionais, de programas de tecnologia assistiva, de editores de textos, planilhas e outros programas. 3.3. A CARGA HORÁRIA DOS PROFISSIONAIS Para atuar no espaço da SRM, os profissionais devem ter, preferencialmente, uma carga horária semanal de 40 horas, com função de forma exclusiva durante os 05 dias da semana, tendo em vista a necessidade permanente dos alunos. Esta carga horária deve ser distribuída para o desenvolvimento das atividades de AEE, que abrangem: • Atendimento das necessidades específicas do estudante; • Apoio ao professor da classe comum e à família do estudante; • Adaptação de material; • Estudo, pesquisa, planejamento; • Serviço de itinerância, quando necessário. Cabe ao professor elaborar seu cronograma de atividades conforme o quantitativo de estudantes para atendimento e apresentá-lo ao coordenador da Educação Espe- cial/AEE para validação. 3.4. AS ESPECIFICIDADES CURRICULARES O AEE desenvolvido na SRM constitui-se numa intervenção pedagógica que propicia ao público da Educação Especial o apoio complementar e suplementar, disponibili- zando conhecimentos específicos para que possa acompanhar o currículo da escola comum, tais como: • Língua Brasileira de Sinais/Libras; tradução e interpretação;
  • 12. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 12 • Língua Portuguesa como segunda língua para os estudantes surdos; • Interpretação de Libras digital, tadoma e alternativas de comunicação para os estudantes surdocegos; • Sistema braile; • Ensino da Libras; • Ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita • Produção de livros em formato digital e material didático que atenda o conceito de desenho universal; • Técnicas de Orientação e Mobilidade; • Soroban • Escrita Cursiva para alunos com Deficiência visual; • Enriquecimento e aprofundamento curricular; • Currículo funcional e adaptação de atividades; • Aplicação de estratégias para o desenvolvimento dos processos mentais, atra- vés de atividades cognitivas que desenvolvam as funções mentais superiores e executivas; • Ensino da usabilidade e das funcionalidades da informática acessível; • Comunicação Aumentativa e Alternativa; • Orientação para o uso dos recursos de Tecnologia Assistivas- TA; • Orientação para o uso de Recursos ópticos e não ópticos. 3.5. OS RECURSOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS A SRM é estruturada com equipamentos, mobiliários e materiais didáticos pedagógi- cos, fornecidos pelo Ministério da Educação às escolas estaduais ou municipais (com última atualização em 2012), e conta também com materiais adquiridos pelas Secre- taria de Educação, escolas ou com recursos próprios do AEE (rifas, bingos) para pos- sibilitar a oferta do AEE na unidade escolar, conforme relatório em anexo. É de responsabilidade do professor do AEE manter o registro atualizado dos equipa- mentos e zelar pela manutenção de todo o material pertencente a SRM:
  • 13. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 13 4. DO ATENDIMENTO 4.1. A MATRÍCULA DO ESTUDANTE O estudante público da Educação Especial, matriculado na classe comum, quando necessário, deve ter a sua matrícula também efetivada na SRM para receber o Aten- dimento Educacional Especializado-AEE. Caso a escola tenha efetuado a matrícula de crianças, jovens ou adultos e ainda não disponha da SRM, cabe ao diretor escolar identificar a escola mais próxima com oferta do AEE, entrar em contato com a equipe responsável para encaminhar o/a estudante para avaliação. O encaminhamento do aluno dar-se-á através do preenchimento do formulário online (Google formulários) que deverá ser devidamente preenchida pelo professor e/ou co- ordenador e enviado, junto com os anexos, à equipe do Atendimento Educacional Especializado. Após as fichas recebidas, serão feitas visitas aos alunos na sala de aula; conversa com os professores e coordenadores; entrevista com os pais para a anamnese e, após a conclusão do estudo de caso e, constatado a necessidade, o aluno será matriculado no AEE. Caso não tenha SRM na escola, o aluno será dire- cionado para uma das 5 salas de AEE tipo I, sempre priorizando a SRM mais pró- xima do aluno ou para a sala de AEE tipo II, nos casos de cegueira e baixa visão. 4.1.1 Estudo de caso Segundo a Nota Técnica Nº 04/2014, do MEC/SECADI/DPEE que orienta quanto a documentos comprobatórios de alunos público-alvo do AEE, o Estudo de Caso, assi- nado por todos os responsáveis, é o documento comprobatório da matrícula do aluno no AEE e antecede o atendimento, que só começará após a conclusão do mesmo. Importante ressaltar que para começar um Estudo de Caso o aluno não precisa ter uma deficiência comprovada por laudo médico. O AEE não é obrigatório para os alu- nos com deficiência – o que vai determinar sua oferta ou não é a avaliação realizada no Estudo de Caso. O Estudo de Caso é um documento composto de quatro etapas: Obs: o fato de um aluno ter uma deficiência comprovada por um laudo médico não significa que ele deva ser obrigatoriamente incluído no AEE, nem é condição suficiente
  • 14. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 14 para eliminar a avaliação pedagógica do aluno. Ou seja, é obrigatória a realização do estudo de caso ainda que o aluno possua um laudo. A apresentação de laudo médico não é pré-requisito para a frequência ao AEE. Etapa 1: Trata-se de um relatório de encaminhamento, escrito pelo professor da sala, apresentando informações sobre as potencialidades, dificuldade e necessidades do aluno em relação à aprendizagem e interação. Identificar quais recursos e estratégias foram utilizadas para atingir os objetivos propostos em sala de aula. Quais foram as intervenções pedagógicas e quais materiais de que a escola não dispõe e que são necessários para esse aluno. É importante anexar atividades que possam exemplificar as dificuldades do aluno, de forma clara e objetiva. Caso sejam apresentadas infor- mações relacionadas a laudos, os mesmos devem ser anexados. O relatório deve ser assinado pelo professor da sala comum e pelo coordenador pedagógico. Sem esse relatório, o Estudo de Caso não pode ser continuado pelo Professor de AEE. Etapa 2: Parecer do coordenador pedagógico e psicólogo (quando houver na escola). Após avaliar o encaminhamento feito pelo professor de sala comum, na Etapa 1 – (observações, conversa com o professor e com a família, sugestões de intervenção, recursos, estratégias e adaptações) o coordenador pedagógico emite seu parecer a respeito da realização do Estudo de Caso Etapa 3: Realizada pelo professor do AEE com o objetivo de identificar as potencia- lidades do aluno que possam contribuir para a eliminação das barreiras enfrentadas em relação ao seu desenvolvimento e aprendizagem. Nesta etapa o professor do AEE realizará observações de sala de aula, entrevista com o professor da sala comum, atividades avaliativas com o aluno na sala de AEE, entrevista com a família e com outras fontes de informação. Todas as ações efetuadas pelo professor de AEE devem ser apontadas em seu relatório. A partir dessas ações, o professor do AEE irá avaliar as necessidades educacionais do aluno observadas por ele, e como o trabalho que ele realiza no AEE pode contribuir para atender essas necessidades. Etapa 4: A partir das observações, o professor se reunirá com o coordenador peda- gógico, o professor de sala e coordenador da Educação Especial a fim de discutir se o aluno será ou não indicado para frequentar o AEE, bem como se esse atendimento será realizado pelo professor da área de deficiência intelectual, visual ou auditiva. Também deve ser definida a forma de atendimento de AEE oferecida, a frequência,
  • 15. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 15 organização (agrupamento ou individual), como se dará a ação de suporte/parceria com a unidade escolar Caso a conclusão do Estudo de Caso não aponte a continuidade do atendimento no AEE, deverá indicar quais as adaptações, recursos e modificações que devem acon- tecer na escola comum para o atendimento às necessidades identificadas. Todos os presentes devem assinar o relatório de conclusão, que ficará arquivado, junto com as etapas anteriores, no prontuário do aluno, compondo o documento com- pleto do Estudo de Caso. Havendo indicação de atendimento no AEE, a família ou responsável deverá ser aci- onada para assinatura do termo de matrícula e o professor passará os horários de atendimento e do transporte, quando necessário, bem como as orientações sobre os atendimentos. Somente depois o aluno começará a frequentar o AEE. 4.1.2- Entrevista com os pais Será junto à família que o professor irá buscar as primeiras informações para iniciar seu plano de intervenção. Antes de iniciar os atendimentos, converse com os pais e responsáveis do aluno e agende uma reunião para se apresentar, apresentar a sala, explicar o papel do AEE e como se dará os trabalhos na SRM. Explique a importância do Atendimento Educacional Especializado para os alunos público alvo da Educação Especial em fase escolar e saliente a importância do apoio e da parceria da família para o sucesso dos trabalhos. Colete informações sobre o desenvolvimento da criança; histórico escolar e clínico; os acompanhamentos profissionais; a rotina e os hábitos diários; os relacionamentos fora da escola e no ambiente familiar; se tem ou teve suporte de outros profissionais; Quais; Por quanto tempo; e as expectativas dos pais em relação a aprendizagem da criança. Busque informações essenciais para que que você possa compreender e co- nhecer o aluno a fim de construir propostas educacionais realmente voltadas a sua necessidade. 4.1.3- Observação no espaço escolar Converse com o coordenador pedagógico e com o professor que atua na sala regular. Busque informações quanto as potencialidades, dificuldade e necessidades do aluno
  • 16. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 16 em relação à aprendizagem e interação; Como ocorre a comunicação do aluno; se compreende e obedece a comandos; como expressa suas necessidades, desejos e interesses; Como é sua interação com os colegas de turma e com os adultos que trabalham na escola (professor, auxiliar de sala, coordenador, diretor, profissionais da limpeza, merendeira, etc.); como o aluno costuma pedir ajuda aos professores, etc. se o aluno participa de todas as atividades propostas para a turma ( Se não participa, por quê?) e se há necessidades de adaptações e de que tipo; quais ele realiza com facilidade e quais ele não realiza ou realiza com dificuldade e por quê; quais as ativi- dades que ele mais gosta de fazer e se realiza as atividades de forma independente. Observar quais as preocupações apontadas pelo professor de sala de aula; Identificar quais recursos, estratégias que o professor do regular já utilizou para atingir os obje- tivos propostos; se a escola dispõe de recursos de acessibilidade para o aluno, tais como: mobiliário, materiais pedagógicos, informática acessível; quais os recursos hu- manos e materiais que a escola dispõe para o aluno? 4.2. ORGANIZAÇÃO DOS ATENDIMENTOS A regularidade do atendimento deve ser definida de acordo com a necessidade do estudante, sendo recomendado o mínimo de 2 (duas) horas semanais, podendo ocor- rer em dias alternados, dependendo da necessidade do aluno e objetivo do trabalho. Após avaliação inicial, o professor da SRM deve elaborar o cronograma de atendi- mento, segundo a demanda de estudantes, levando em consideração a necessidade de manter os horários dos alunos que dependem de transportes, vinculados com as demais salas de AEE, a fim de garantir uma melhor logísticas em relação aos moto- ristas. Em razão da dificuldade de os motoristas transportarem os alunos do AEE nos primei- ros e últimos horários de cada período, é importante que, ao organizar o cronograma de atendimentos, o professor reserve estes horários para os alunos que não depen- dem do transporte municipal. Os atendimentos podem ser individualizados ou em grupo de no máximo 4 alunos, com, no mínimo, 1 (uma) hora e no máximo, 2 (duas) horas por atendimento; desde que ministradas no contraturno ao da frequência do aluno em classe/aulas do ensino regular, não podendo ultrapassar 8 (oito) horas semanais.
  • 17. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 17 O cronograma de atendimento deve ser flexível, organizado e reorganizado sempre que necessário, priorizando as necessidades educacionais dos alunos atendidos. No cronograma, o professor, deve deixar dois períodos (matutino e vespertino) para es- tudo de caso; confecção de materiais; adaptações de atividades e avaliações; conver- são de livros, textos e atividades para o sistema Dosvox e braile; estudos; reunião; observação e/ou acompanhamento de alunos em suas aulas regulares. 4.3 DO DESLIGAMENTO DO ESTUDANTE O estudante poderá ser desligado do AEE: • Por encerramento: quando, após avaliação do professor de AEE, mediante relató- rio, chega-se à conclusão que o aluno alcançou os objetivos propostos para o tra- balho. • Houver mais de três faltas injustificadas ou em caso de abandono. Neste caso, o professor do SRM deverá entrar em contato com os responsáveis pelo aluno e com a equipe gestora da escola, explicando a importância dos trabalhos no AEE para o mesmo. Se após as tentativas de convencimento os pais optarem por deixar a cri- ança fora do AEE, os mesmos serão convidados a assinar o termo de desistência, que ficará arquivado na SRM e enviado uma cópia para a escola. Obs: O desligamento em determinado momento do processo escolar não impede o estudante de retornar, caso haja necessidade, em uma etapa mais avançada da sua escolaridade. • No relatório do final de ano deve constar o desligamento ou a indicação de conti- nuidade do atendimento pelo AEE, tanto para os alunos que permanecem na mesma unidade escolar, quanto para aqueles que estão saindo em transferência.
  • 18. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 18 5- ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DE AEE A Resolução CNE/CEB nº 4, de 2 de outubro de 2009, em seu artigo nº 13 (BRASIL, 2010, p.72) define como atribuições do Professor de Atendimento Educacional Espe- cializado: • Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alu- nos público-alvo da Educação Especial; • Elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade; • Organizar o tipo e o número de atendimentos para os estudantes, público da Edu- cação Especial; • Estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade; • Orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo estudante, de forma a ampliar suas habilidades, promovendo sua autonomia e participação; • Ensinar e usar recursos de Tecnologia Assistiva, tais como: as tecnologias da in- formação e comunicação, a comunicação alternativa e aumentativa, a informática acessível, o soroban, os recursos ópticos e não ópticos, os softwares específicos, os códigos e linguagens, as atividades de orientação e mobilidade entre outros, promovendo autonomia e participação. Acrescentam-se também as seguintes atribuições: • Atender ao estudante público da Educação Especial individualmente ou em pe- quenos grupos, formados por necessidades educacionais semelhantes com dura- ção mínima de 1 (uma) hora até 2 (duas) horas/dia. A modalidade do atendimento, a duração e a frequência semanal serão definidas, considerando as necessidades específicas do estudante, tendo como base a avaliação diagnóstica e o plano de atendimento elaborado, com a participação do Coordenador Pedagógico; • Atender no máximo 12 (doze) estudantes quando se tratar de atendimentos indi-
  • 19. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 19 viduais para alunos com surdez, cegueira e baixa visão (professor com uma jor- nada de trabalho de 40 horas); • Elaborar, executar e avaliar o Plano de AEE do aluno contemplando: a identifica- ção das habilidades e necessidades educacionais específicas do aluno; a defini- ção e a organização das estratégias, serviços e recursos pedagógicos e de aces- sibilidade; o tipo de atendimento conforme as necessidades educacionais especí- ficas do aluno; o cronograma do atendimento e a carga horária individual; • Produzir materiais didáticos e pedagógicos acessíveis (ampliados, relevo e em braile), considerando as necessidades educacionais específicas dos alunos e os desafios que estes vivenciam no ensino comum, a partir dos objetivos e das ativi- dades propostas no currículo; • Planejar visitas conforme orientações; encaminhando posteriormente os relatórios contendo as orientações e sugestões de trabalho com os alunos atendidos no AEE; • Registrar por escrito as orientações realizadas durante as visitas, deixando uma cópia com a escola, na pasta do aluno; uma cópia na SRM e no Drive da Educa- ção Especial (https://drive.google.com/drive/my-drive). • Realizar reuniões com as famílias, com o objetivo de informar sobre a finalidade do atendimento e orientar sobre a importância da participação da família neste trabalho, realizando registros escritos das orientações realizadas, com a assina- tura de todos os envolvidos. • Elaborar relatório periodicamente e participar do Conselho de Classe da turma do estudante atendido, emitindo parecer sobre o processo de aprendizagem, focali- zando o desempenho deste estudante no AEE; • Promover a formação continuada para os professores do AEE e do ensino co- mum, bem como para a comunidade escolar geral • Oferecer apoio técnico-pedagógico ao professor da classe do ensino regular, in- dicando os recursos pedagógicos e de acessibilidade, bem como estratégias me- todológicas; • Desenvolver atividades próprias do AEE, de acordo com as necessidades educa- cionais específicas do aluno: ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras para
  • 20. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 20 alunos com surdez; ensino da Língua Portuguesa escrita para alunos com surdez; ensino da Comunicação Aumentativa e Alternativa - CAA; ensino do sistema braile, do uso do soroban e das técnicas para a orientação e mobilidade para alu- nos cegos; ensino da informática acessível e do uso dos recursos de Tecnologia Assistiva - TA; ensino de atividades de vida autônoma e social; orientação de ati- vidades de enriquecimento curricular para as altas habilidades/superdotação; e promoção de atividades para o desenvolvimento das funções mentais superiores; • Acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum, bem como em outros ambientes da escola; • Estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares; • Participar de reuniões junto à Secretária de Educação, com a finalidade de orien- tações, troca de saberes, suportes técnicos, encaminhamentos; • Possibilitar espaços de discussão com os demais professores da escola, estabe- lecendo metas comuns relativas ao aluno em questão; orientar quanto às estraté- gias já utilizadas na sala de AEE, buscando junto ao professor regente do ensino regular novas estratégias; • Manter a direção da escola atualizada sobre a listagem de alunos atendidos, fre- quência e avanços; • Zelar para que os materiais da sala de recursos multifuncionais sejam de uso ex- clusivo dos alunos, público alvo da educação especial, e devem permanecer na sala onde funciona o Atendimento Educacional Especializado, bem como pela sua preservação. Caso algum material seja emprestado para uso na sala de aula dos alunos, cabe ao professor do Atendimento Educacional Especializado controlar esta movimentação. • Fazer um levantamento, a cada início e final de ano letivo, dos materiais e recur- sos da sala do Atendimento Educacional Especializado, que deverá ser entregue à direção da unidade escolar. • Organizar um arquivo de cada aluno contendo todos os documentos atualizados: cópia do diagnóstico, PDI, relatório de visita realizada na escola, avaliação inicial, planejamento, registros dos atendimentos e relatório final. Este arquivo deve
  • 21. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 21 permanecer na sala do Atendimento Educacional Especializado com cópia no DRIVE da Educação Especial e na secretaria da escola que o aluno está matricu- lado. • Atualizar o drive da Educação especial com plano de atendimento, listagem de alunos atendidos, frequência e avanços; horários de atendimentos, relatórios de visitas e relatório anual; • Transcrever para/do braile, os materiais didáticos específicos, tais como: provas, exercícios, textos e avisos, etc.; • Orientar e acompanhar o encaminhamento dos livros didáticos e paradidáticos, para ampliação ou transcrição, para o Núcleo de produção e materiais;
  • 22. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 22 6- ORIENTAÇÕES PARA O PROFESSOR DE AEE O professor de AEE é responsável em prestar atendimento complementar e/ou suple- mentar ao estudante com deficiência, TGD e/ou altas habilidades/superdotação. Ele desempenha um importante papel no processo de inclusão escolar e, para que sua prática pedagógica tenha êxito, é importante que: • No início do ano letivo, reserve um tempo para prestar esclarecimentos sobre a inclusão dos alunos público alvo da Educação Especial Inclusiva para toda a co- munidade escolar. Reforce o direito que todos têm à educação, e que é dever da escola incluí-los como todos os demais alunos. • Busque, através do coordenador, manter uma aproximação com os professores que lecionam na classe comum. O trabalho conjunto é muito importante no pro- cesso ensino-aprendizagem dos alunos público alvo da Educação Especial. • Explique ao professor da classe comum, ao auxiliar de sala e ao Coordenador Pedagógico como se dá o trabalho que você desenvolve na SRM. Muitos desco- nhecem o que você e os estudantes fazem nesse espaço. • Não assuma total responsabilidade pelo educando com deficiência, TGD ou altas habilidades/superdotação, fazendo tudo por ele. Preste-lhe o apoio necessário, mas lembre-se que ele deve ser o responsável pelas suas atividades escolares, realizando o que ele sabe e pode fazer sozinho. • Pelo menos uma vez ao mês participe das aulas com o objetivo de observar os progressos e dificuldades do aluno, bem como a prática pedagógica do professor e, sentindo necessidade, ofereça-lhe ajuda e tente apoiá-lo nas dificuldades para explicar o conteúdo ou desenvolver as atividades com o estudante com deficiên- cia, TGD ou altas habilidades/superdotação. • Informe ao professor da classe comum, que o aluno público da Educação Especial tem direito a equipamentos de acessibilidade, adaptação curricular, de atividades, avaliações e, principalmente, de atenção direcionada durante o processo ensino- aprendizagem. • Participe na escola de todo tipo de reunião que envolva discussão sobre o pro- cesso de ensino e avaliação: reuniões de planejamento, conselho de classe, se
  • 23. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 23 mana pedagógica, dentre outras. • Procure desfazer o equívoco de que a sala de recursos é espaço de reforço pe- dagógico. A família deverá recorrer ao professor da sala comum ou a um professor de reforço escolar quando houver dificuldade do estudante em relação ao conte- údo ministrado em classe. • Quando perceber que está ocorrendo “facilitação” para o estudante no processo de avaliação, procure mostrar que essa forma de proceder não é positiva, pois o aluno não precisa de piedade e sim de respeito. Explique que este público possui estilo de aprendizagem diferente, mas tem capacidade para aprender e necessita, sim, de adequações no processo ensino aprendizagem e nos instrumentos de avaliação, mas não de uma “nota facilitada”. • Oriente a Direção e o professor do laboratório de informática para instalar os sof- twares específicos de acessibilidade, incluindo assim todos os estudantes nas ati- vidades realizadas nesse espaço. • Lembre-se: Inclusão escolar é união de esforços: direção, professor da classe co- mum, professor de AEE, estudantes, família, corpo técnico e administrativo da escola. 6.1. OUTROS ENCAMINHAMENTOS: O sucesso da intervenção na SRM depende de um trabalho interdisciplinar e, por isso, há, em alguns casos, a necessidade de realizar encaminhamentos para outros profis- sionais como médico, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta etc. Estes atendimen- tos serão feitos nos serviços de saúde, a partir do encaminhamento da escola em algumas situações, tais como: • Educandos que apresentam dificuldades em pronunciar palavras, necessitam de uma avaliação e/ou acompanhamento com um fonoaudiólogo. • Quando há conflitos nas relações familiares, ou na escola que podem estar inter- ferindo no processo de aprendizagem, requer acompanhamento do Psicólogo. • Estudantes que durante os atendimentos apresentam comportamentos de auto- mutilação (mordem-se, jogam-se no chão, bate a cabeça na parede) ou que apre- sentam infecções repetidas, ou tem um olho sempre lacrimejando, enfim, são
  • 24. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 24 diversas situações que necessitam encaminhá-los para clínicos em suas respec- tivas áreas de atuação (psiquiatras, neurologistas, infectologistas, oftalmologistas, dentre outros).
  • 25. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 25 7. SUGESTÕES DE AÇÕES PEDAGÓGICAS NO AEE O AEE, um serviço de oferta obrigatória para os sistemas de ensino, tem caráter com- plementar ou suplementar, é ministrado por professor Pedagogo, com formação na área do Atendimento Educacional Especializado e não se configura como reforço es- colar. 7.1. OBJETIVOS DO ATENDIMENTO • Complementar e/ou suplementar a formação dos estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, matri- culados na classe comum, visando a sua autonomia e independência na escola e na sociedade; • Apoiar os professores regentes da classe comum, onde houver matrícula de es- tudantes público-alvo da Educação Especial; • Orientar os pais e/ou responsáveis para o acompanhamento do processo ensino- aprendizagem dos seus filhos. 7.2. ATENDIMENTO 7.2.1 Deficiência Intelectual O objetivo do AEE para o aluno com Deficiência Intelectual - DI é o de propiciar con- dições de autonomia para que os alunos possam desenvolver as habilidades cogniti- vas visando à construção do conhecimento e do crescimento enquanto sujeito da aprendizagem, contribuindo para a sua acessibilidade no meio escolar, familiar e so- cial. As atividades previstas no AEE devem estimular processos mentais como a atenção, percepções sensoriais, memória, raciocínio lógico, linguagens, dentre outros, que pre- cisam fortalecer a autonomia e independência dos estudantes de modo a serem ca- pazes de dar opiniões, fazer escolhas, tomar iniciativas a partir dos próprios interesses e necessidades. A função do professor de AEE não é alfabetizar o aluno; essa é responsabilidade do professor da escola comum. A função de AEE é, através da utilização de jogos, por
  • 26. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 26 exemplo, estimular as funções cognitivas, necessárias para que o aluno possa superar ou minimizar dificuldades a fim de alcançar as habilidades propostas pela escola. Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur- sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon- sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE. • Idade em que constatou a deficiência; • Quais as habilidades que ele possui? • Quais as dificuldades que ele possui? • Instituições que frequentou • Quais as oportunidades educacionais já vivenciadas; • Como o aluno se comunica com a família e com os colegas; • Sua relação social e de comunicação com colegas em várias situações de vida na escola: sala de aula, refeitório, pátio do recreio, prática de educação física e des- porto e outros; • Formas de convivência, manifestações de hostilidade, de solidariedade, de de- pendência, de autonomia, em diferentes situações de interação: com seus pares, seus professores, familiares e outras pessoas de seu convívio; • Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais; a) Dicas ao professor • Planeje os níveis de estímulo, de complexidade da atividade, os tipos de ajuda que você irá oferecer, quais instruções verbais vai utilizar, os momentos que irá oferecer ajuda motora e os momentos que fará incentivo (reforço positivo) • Manter a sala de aula organizada, evitando excesso de estimulação visual ou au- ditiva para não dispersar ou provocar instabilidade emocional no aluno; • Incentive a comunicação oral e a interação do aluno com os demais colegas e funcionários da escola; • Evite instruções verbais longas, pois o aluno pode ter dificuldade de lembrar se- quências. Se a criança já está alfabetizada, escreva as instruções no papel ou faça uso de quadro de imagens;
  • 27. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 27 • Estimule os estudantes, ofereça gradativamente um vasto repertório de ativida- des desafiadoras, respeitando singularidades tanto físicas quanto intelectuais e ritmo de aprendizagem, • Providencie recursos diversos, como imagens, desenhos, pinturas, música, jogos, brinquedos, atividades artísticas, manipulação com massa de modelar, sucatas, tecnologias educacionais, dentre outros • Adapte material pedagógico (jogos e livros de histórias) com simbologia gráfica e construa pranchas de comunicação temáticas para cada atividade, com objetivo de proporcionar a apropriação e o aprendizado do uso do recurso de comunicação e a ampliação de vocabulário de símbolos gráficos; • Fale com as crianças usando palavras simples, mas não palavras infantis. • Oriente de forma claras e precisa com frequência. • Mantenha-se calmo e esteja pronto para reformular sua orientação de várias ma- neiras e procure usar exemplos concretos. b) Sugestões de atividades • Utilização do método fônico para o descobrimento da relação escrita, som e o movimento da boca ao pronunciar as letras e sílabas. • Jogos e brincadeiras que estimulam a integração, a coordenação motora glo- bal, a motricidade, etc. • Atividades com recursos concretos de apoio físico e visual, quebra-cabeça, pa- lavras associadas ao objeto, figura, etc.; • Jogos de simbolização, faz-de-conta, de imitação; • Uso de fantoches, sucatas; • Uso da informática para estimular a escrita e a comunicação; • Atividades para desenvolver os processos mentais: atenção, percepção, me- mória, imaginação, criatividade, raciocínio, linguagem, entre outros • Atividades da vida diária com objetos concretos, figuras, cartões, etc.; • Atividades de desenho, pintura livre, recorte, colagem, modelagem, etc.; • Atividades de alfabetização; (letramento);
  • 28. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 28 • Atividades para desenvolver direção, lateralidade e discriminação visual; • Atividade com figura fundo, encaixe de peças, jogos dos 7 erros; • Cantar e contar histórias; • Atividades com bonecos de pano (mascotes) para trabalhar afetividade e AVD; • Álbum com letras, palavras, fichas, gravuras e a rotinas; • Confecção de dado fônico das vogais e sílabas. • Confecção de um silabário para pesquisa das sílabas simples e complexas. • Organização de uma apostila com atividades relacionadas ao método fônico. • Utilização de jogos variados: memória, quebra-cabeça, cruzadão, correspon- dência; sequência de figuras; cores e sombras etc. A SRM, dispõe de diversos recursos pedagógicos para serem usados com estudantes que apresentam deficiência intelectual a fim de estimular o maior número de funções cognitivas a fim de despertar o interesse do estudante, motivando-o para a aprendi- zagem. Para este público também devem ser utilizadas as Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC, como jornais, revistas, livros, Internet, jogos (de fabricação, educativos e digitais), DVD, dentre outros. Quando necessário, devem ser produzidos materiais para cada caso em particular, como fichas e jogos específicos, a fim de desenvolver as habilidades necessárias. c) Quanto aos horários: Os atendimentos devem acontecer, no mínimo, duas vezes por semana, com carga horária de, no máximo, 90 minutos por atendimento, conforme a necessidade, exclu- sivamente em período oposto à frequência do aluno, individual ou em grupos de, no máximo, quatro educandos. Deverão ser trabalhadas questões relacionadas a autonomia, às diferentes formas de linguagens, concentração, atenção, memória, organização, classificação, compara- ção, orientação espacial e temporal, resolução de problemas e alfabetização. 7.2.2 Deficiência Visual A deficiência visual não é fator impeditivo aos alunos com cegueira ou baixa visão
  • 29. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 29 frequentarem a escola comum. No entanto, face da escassez de recursos para essa clientela, o Atendimento Educacional Especializado - AEE, é imprescindível para opor- tunizar a complementação curricular específica que enriquecerá o seu processo edu- cacional e a confecção de materiais adaptados. Na SRM o aluno receberá: • Apoio ao processo de alfabetização e o aprendizado pelo sistema braile; • Transcrição de materiais impressos da tinta para o braile e do braile para Tinta; • Gravação de áudios (livros e textos); • Adaptação de gráficos, mapas, tabelas e outros materiais didáticos para uso do estudante com cegueira ou baixa visão; • Teste de recursos ópticos e adaptação para uso por parte do estudante, quando O oftalmologista prescrever, e de recursos não ópticos (cadernos com pauta am- pliada, iluminação, canetas e lápis adequados) para melhorar a eficiência Visual; • Avaliação funcional da visão dos estudantes com baixa visão; • Desenvolvimento de técnica e vivências de orientação e mobilidade ; • Atividades de vida autônoma; • Desenvolvimento de técnicas e orientação para escrita do nome com letra Cur- siva; • Ensino do soroban; • Audiodescrição de ilustrações e cenas presentes no contexto, principalmente quando não houver possibilidade de adaptação para o formato tátil; • Orientação para uso das tecnologias de comunicação e informação; • Apoio em pesquisas que precisem realizar, com acesso a máquina braile, escan- ner com voz, computadores com leitores de tela e impressora braile. Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur- sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon- sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE. • Idade em que ocorreu a deficiência; • A forma como ocorreu; • O que ocasionou a perda, ou seja, o tipo de patologia;
  • 30. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 30 • Tipo de perda e grau de resíduo visual; • Quais as oportunidades educacionais já vivenciadas; • Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais. • Recursos ópticos e não ópticos usados pelo aluno • As expectativas da família diante da deficiência; A SRM tipo II, dispõe de equipamentos, materiais e recursos didáticos e de informática para serem usados com os estudantes que apresentam baixa visão ou cegueira a fim de estimular o maior número de funções cognitivas; despertar o interesse do estu- dante, motivando-o para uma aprendizagem significativa. a) Recursos disponíveis para alunos com cegueira • Computador de mesa e móveis com programas de síntese de voz, como: ✓ O Sistema DOSVOX com seus programas próprios, totalmente gratuito, desen- volvido pelo núcleo de computação da UFRJ (fácil de instalar e disponível para download na página da UFRJ); ✓ Leitores de Tela O NVDA e o JAWS: programas que possibilitam a leitura de informações presentes na tela do computador, permitindo o acesso ao Windows. O NVDA, gratuito e o JAWS, comercializados, ambos com a mesma função; ✓ Scanner com o programa de Reconhecimento Óptico de Caracteres- OCR; • Reglete e punção, máquina de escrever Braille e impressora Braille; • Soroban - recurso pedagógico utilizado para representação de números e cálcu- los matemáticos; • Livro digital - livros/textos gravados em CD, DVD, pendrive, MP3 e outras mídias e, também com estrutura navegável no formato Daisy; • Audiolivros (também conhecido como livro falado ou audiobook) • Livros didáticos e paradidáticos em relevo ou em braile b) Recursos disponíveis para alunos baixa visão: • Lupas manuais e eletrônicas, que facilitam a leitura de material impresso; • Pranchas e mesas inclinadas que ajudam na postura e posicionamento;
  • 31. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 31 • Tiposcópio – recurso que serve como guia para leitura, possibilitando ao ledor se guir a linha do caderno ou do livro; • Softwares de ampliação de textos na tela do computador: ZOOM TEXT e MAGIC; ( Windows também apresenta recursos de acessibilidade, possibilitando à amplia- ção de uma área da tela do computador); • Folhas ou cadernos de pauta ampliada e em negrito, facilitando o contraste com o fundo do papel; • Canetas porosas e lápis com grafite mais escuro, que aumentam o contraste (3B, 4B e 6B); • Acetato amarelo para reduzir a luz refletida no papel. • Livros didáticos e paradidáticos ampliados em fonte 14/16/18/26/28/32 c) Quanto aos horários Cegueira: O atendimento deverá ser individual, com sessões de, no máximo, 2 (duas) horas diárias, três vezes por semana e deverá estar articulado ao trabalho desenvol- vido em sala de aula, com ênfase no uso dos recursos de tecnologia/ledores de tela e na aprendizagem da escrita e da leitura através do Sistema Braille, com uso de reglete, máquina braile, manuseio correto do soroban e introdução da bengala como ajuda técnica específica de locomoção. O aluno, depois de ter o domínio das técnicas de leitura e escrita pelo Sistema Braille e uso do soroban, frequentará o Serviço para receber orientações específicas, quanto às adaptações em relevo e solucionar dúvidas pertinentes aos conteúdos trabalhados em sala de aula, que dependam destas adaptações, e podendo ainda se beneficiar do uso da máquina Braille e do sistema de sintetizador de voz na informática adap- tada. Neste caso, o atendimento será de duas vezes na semana em sessões de 2 (duas) horas, em grupos de no máximo, três alunos. Baixa Visão: o atendimento é realizado em sessões de 1 (uma) hora, com atendi- mento de, no máximo 3 (três) vezes por semana. Está voltado ao desenvolvimento da consciência do potencial visual e para a aquisição da destreza do uso do recurso óp- tico e não-óptico como instrumentos facilitadores do processo de apropriação do co- nhecimento. Quando o educando já estiver adaptado ao recurso óptico, deve ser des- vinculado do Serviço, mediante parecer do SRV.
  • 32. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 32 7.2.3 Surdez/Deficiência Auditiva O aprendizado de Libras é um direito das pessoas com surdez, reconhecido pela Lei 10.436/2002, e deverá ser oferecido durante toda a educação básica, inclusive na educação infantil, para que sua apropriação se dê de maneira o mais natural possível. O AEE tem como objetivo promover o ensino e a aprendizagem da LIBRAS e do por- tuguês escrito, numa abordagem pedagógica que respeite a experiência visual e lin- guística da pessoa com surdez ou deficiência auditiva e propiciar condições de auto- nomia para que os alunos possam desenvolver as habilidades cognitivas visado à construção do conhecimento e do crescimento enquanto sujeito da aprendizagem, contribuindo para a sua acessibilidade no meio escolar, familiar e social. Obs: A aprendizagem da modalidade escrita da língua portuguesa no AEE está vin- culada à aprendizagem da LIBRAS; se os pais e os próprios alunos não concordarem com esta metodologia, deverão formalizar sua opção pelo não atendimento da Libras, junto à escola). O AEE de/em Libras, como as demais formas de AEE, deve ocorrer no contraturno escolar, de forma articulada com o professor de sala, sendo um serviço complementar ao que está sendo estudado em sala de aula. A metodologia do professor deve estar focada no contexto de vida do aluno, para que o seu desenvolvimento linguístico seja mais significativo, respeitando-se o conheci- mento que o aluno tem a respeito da Língua de Sinais e o estágio de desenvolvimento da língua em que o aluno se encontra Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur- sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon- sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE. • Idade em que constatou a deficiência; • O que ocasionou a perda, ou seja, o tipo de patologia; • Tipo de perda e grau da deficiência auditiva; • Instituições que frequentou • Quais as oportunidades educacionais já vivenciadas; • Como o aluno se comunica com a família e com os colegas;
  • 33. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 33 • Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais; • Recursos auditivos usados pelo aluno • Conhecimento do aluno e da família em Libras; • As expectativas da família diante da deficiência; • As expectativas do aluno nos atendimentos do AEE; a) Atividades previstas no AEE • Confecção de caderno com os sinais aprendidos • Elaboração de recursos didáticos pedagógicos; • Explicação de conteúdos curriculares de Libras por meio de imagem; • Utilização do caderno de registro para explicação dos termos em Libras; • Expressão e desenho de sinais; • Explicação pelo aluno dos termos científicos em Língua de sinais; • Utilização de recursos visuais para facilitar a compreensão dos conteúdos curricu- lares em Libras. • Exploração da língua de sinais através de leituras e gestos; • Estudo dos parâmetros primários e secundários da Libras (configuração das mão, ponto de articulação, movimento e disposição das mãos, orientação da palma das mãos, região de contato e expressões faciais, classificadores e sinais) • Dramatizações; • Leitura visual de imagens; • Contextualização de situações vividas; • Produção de textos como: diálogo em história em quadrinhos, bilhetes, propa- ganda; cartaz, folheto, poemas, reescrita de conto, listas, notícias; • Interpretação/compreensão por meio da escrita: aplicação das condições de pro- dução; dos gêneros textuais e discursivos; • Brincadeiras: bingos, dominó de figuras geométricas; • Leitura de texto escrito: texto, frases, palavras, sílabas, letras. • Exploração de gravuras com legendas em língua portuguesa escrita;
  • 34. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 34 • Produção textual através de desenho sequenciado. • Leitura e escrita de palavras, frases e textos, fazendo uso dos recursos visuais b) Quanto ao professor do AEE de/em Libras A prática pedagógica do AEE deve possibilitar que o aluno aprenda a aprender, ou seja, deve levá-lo a questionamentos que, por sua vez, deve propiciar a investigação e a reflexão, levando-o a formular suas ideias dentro do princípio da liberdade de ex- pressão. Desta forma, o aluno estará construindo conhecimento, mas para que esse conhecimento não seja fragmentado, as aulas devem ser planejadas com a integração dos professores das diferentes áreas. • Trabalhar com o ensino da Libras no atendimento educacional especializado. • Avaliar o nível linguístico dos alunos que ingressam no atendimento. • Tomar conhecimento antecipado do planejamento do(s) professor(es) regente(s), para organizar e ou propor adequações curriculares e procedimentos metodológi- cos diferenciados para as atividades pedagógicas planejadas pelo(s) profes- sor(es) regente(s). • Adaptar e/ou criar, quando necessário, materiais e recursos pedagógicos; • Trabalhar com o aluno os conteúdos curriculares das diversas disciplinas, por meio da Libras e da Língua Portuguesa na modalidade escrita. • Aprofundar estudos relativos à estrutura e processos de aquisição da língua por- tuguesa, principalmente na modalidade escrita, para subsidiar cientificamente as atividades de sua competência, realizando seu trabalho a partir de uma postura de professor pesquisador; • Participar do conselho de classe. • Auxiliar o(s) professor(es) regente(s) em todas as disciplinas e nas atividades ex- traclasses promovidas pela escola. • Participar da elaboração e avaliação do Projeto Político Pedagógico da escola. • Ministrar cursos de Libras para a comunidade escolar, com o objetivo de promover a inclusão do(s) aluno(s) surdo(s) no contexto da escola. • Organizar e ministrar cursos de Libras para a comunidade
  • 35. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 35 c) Quanto aos horários: Educação infantil: Atendimento será realizado em sessões de no máximo 1 (uma) hora, três vezes por semana, preferencialmente com a participação da família, voltado para as trocas sociais, a formação de conceitos e a aprendizagem da LIBRAS, a partir de experiências visuais e lúdicas, tendo a LIBRAS como modalidade de comunicação Ensino Fundamental: O atendimento é realizado em sessões de no máximo 2 (duas) horas, quatro vezes por semana, em grupos de no máximo quatro alunos, organizados segundo as etapas e modalidades da educação básica. O AEE deve trabalhar de forma antecipada a base conceitual dos conteúdos que se- rão ministrados em sala de aula regular, visando a participação dos alunos com surdez nas aulas de forma mais efetiva, caso contrário, eles poderão ter dificuldade de com- preenderem o que está sendo tratado pelo professor e de interagirem com os colegas d) Recursos disponíveis • Dvds, • Recursos visuais, • Dicionário da Língua Brasileira de Sinais • Materiais concretos, dentre outros. 7.2.4 Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD/TEA) O AEE para o aluno com TEA, visa complementar o trabalho realizado na escola co- mum; seu plano deve estar diretamente relacionado às principais necessidades do educando, referente à aprendizagem, considerando a faixa etária, desenvolvimento global e o ano de escolarização no qual se encontra matriculado. Como objetivo, o AEE visa promover e desenvolver as habilidades que estão defasa- das nas áreas da comunicação, interação social, interesses, autonomia e uso da ima- ginação do educando, para obter avanços no processo de aprendizagem. As atividades previstas no AEE devem oferecer experiências variadas e enriquecedo- ras para que os estudantes com TEA participem das atividades do cotidiano escolar e criar possibilidades adequadas à superação das barreiras que os impedem de se de-
  • 36. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 36 senvolver plenamente na sala de aula e fora dela. Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur- sos Multifuncionais precisa coletar informações, com o educando e/ou seus respon- sáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE. A avaliação inicial é o passo fundamental para orientar a elaboração do planejamento e organização dos atendimentos que potencializem as habilidades e minimizem as dificuldades evidenciadas pelo estudante com TEA. Ao proceder a avaliação, o pro- fessor deve observar e registrar iniciativas espontâneas do aluno, socialização, con- tato visual, estratégias para obtenção dos itens de seu interesse, aproximações reali- zadas com os materiais dispostos no ambiente, formas de explorar o meio, desempe- nho motor e oralização. Conforme ressaltado pelo MEC na publicação Saberes e Práticas da Inclusão: avali- ação para identificação das necessidades educacionais especiais (BRASIL, 2006, p. 64-68), o professor deve observar e registrar: • Coordenação motora geral na execução de movimentos solicitados seja por co- mando verbal ou por imitação gestual nos jogos com bola, peteca e outros; • Coordenação motora geral no caminhar, correr, sentar, levantar; • Coordenação visual motora observável na escrita, no desenho, recorte, modela- gem e outras atividades que exijam coordenação mão/olho; • Preferência e uso predominante da mão, pé, olho, ouvido direito ou esquerdo, em homolateralidade, ou não; • A existência de problemas de fala e linguagem; • Utilização de diferentes códigos como o oral, o escrito, o gráfico, o numérico e o pictórico; • Representação da sequência dos fatos e de sua localização temporal; • Formas de expressão de que se utiliza e o uso de recursos como os gráficos, computacionais, os códigos aplicáveis, sinais, e outros meios de comunicação; • Se reconhece seu nome, palavras, sílabas ou letras dentro das palavras; • Se escreve seu nome, outras palavras, frases e textos; • Organização da comunicação oral, escrita, por sinais ou códigos, acerca de de- terminado assunto, com lógica;
  • 37. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 37 • Dificuldades que apresenta na comunicação oral e escrita; • Sua relação social e de comunicação com colegas em várias situações de vida na escola: sala de aula, refeitório, pátio do recreio, prática de educação física e des- porto e outros; • Persistência para atingir seus objetivos; • Como controla suas emoções e impulsividade em situações de frustração; • Forma de valorização das ajudas; se as solicita, aceita, rejeita; • Formas de convivência, manifestações de hostilidade, de solidariedade, de de- pendência, de autonomia, em diferentes situações de interação: com seus pares, seus professores, familiares e outras pessoas de seu convívio; • Manifestações de tristeza, apatia, estresse e outras evidências de transtorno de humor. • Atendimentos já recebidos em outros espaços e com outros profissionais; a) Dicas ao professor • Manter a sala de aula organizada, evitando excesso de estimulação visual ou au- ditiva para não dispersar ou provocar instabilidade emocional no aluno; • Explicações muito detalhadas e demoradas podem fazer o aluno se dispersar. Seja claro, objetivo e sucinto e se for necessário, demonstre como fazer a ativi- dade; • Incentive a comunicação oral e a interação do aluno com os demais colegas e funcionários da escola; • Aluno com TEA tende a resistir ao aprendizado e a se negar a realizar as ativida- des. Nesses casos, o professor deve insistir, mas também verificar se o aluno entendeu a proposta da atividade; • Evite instruções verbais longas, pois o aluno pode ter dificuldade de lembrar se- quências. Se a criança já está alfabetizada, escreva as instruções no papel ou faça uso de quadro de imagens; • Prepare a criança com antecedência para as novas situações; • Quando o aluno chegar na sala, informe sobre as atividades que serão desenvol-
  • 38. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 38 vidas. Isso o ajudará a saber o que se espera dele e quando estará terminado. • Sempre comunicar antecipadamente ao aluno as mudanças que eventualmente ocorrerem em sua agenda, referente ao espaço físico, troca de horários, falta de professor, ou nas atividades planejadas, explicando-lhe objetivamente as razões; • Em alguns casos pode ser necessário o acompanhamento de um professor du- rante as atividades extraclasse (recreio, educação física, informática, artes, pas- seios etc.) para evitar a desestruturação do aluno; • Alguns momentos são oportunos para se trabalharem habilidades significativas para a vida adulta, o professor pode aproveitar a hora do lanche, por exemplo, para ensinar a lavar as mãos, escovar os dentes, amarrar o cadarço, e outros; • As informações quanto ao cotidiano do aluno, oriundas da família, podem contri- buir para melhorar o desempenho do aluno na escola. • Estimule os estudantes, ofereça gradativamente um vasto repertório de atividades desafiadoras, respeitando singularidades tanto físicas quanto intelectuais e ritmo de aprendizagem, • Providencie recursos diversos, como imagens, desenhos, pinturas, música, jogos, brinquedos, atividades artísticas, manipulação com massa de modelar, sucatas, tecnologias educacionais, dentre outros • Adapte material pedagógico (jogos e livros de histórias) com simbologia gráfica e construa pranchas de comunicação temáticas para cada atividade, com objetivo de proporcionar a apropriação e o aprendizado do uso do recurso de comunicação e a ampliação de vocabulário de símbolos gráficos; • Garanta o suprimento de material específico de Comunicação Aumentativa e Al- ternativa (pranchas, cartões de comunicação, vocalizadores e outros), que aten- dam a necessidade comunicativa do aluno no espaço escolar; b) Sugestões de atividades • Utilização do método fônico para o descobrimento da relação escrita, som e o movimento da boca ao pronunciar as letras e sílabas. • Utilização do software EdiLim para a criação de atividades educativas • Jogos e brincadeiras que estimulam a integração, a coordenação motora global,
  • 39. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 39 a motricidade, etc. • Atividades com recursos concretos de apoio físico e visual, quebra-cabeça, pa- lavras associadas ao objeto, figura, etc.; • Jogos de simbolização, faz-de-conta, de imitação; • Uso de fantoches, sucatas; • Uso da informática para estimular a escrita e a comunicação; • Atividades para desenvolver os processos mentais: atenção, percepção, me- mória, imaginação, criatividade, raciocínio, linguagem, entre outros • Atividades da vida diária com objetos concretos, figuras, cartões, etc.; • Atividades de desenho, pintura livre, recorte, colagem, modelagem, etc.; • Atividades de alfabetização; (letramento); • Atividades para desenvolver direção, lateralidade e discriminação visual; • Atividade com figura fundo, encaixe de peças, jogos dos 7 erros; • Cantar e contar histórias; • Atividades com bonecos de pano (mascotes) para trabalhar afetividade e AVD; • Pranchas de comunicação com velcro; • Confecção de livro sensorial; • Álbum com letras, palavras, fichas, gravuras e a rotinas; • Confecção de dado fônico das vogais. • Confecção de um silabário para pesquisa das sílabas simples e complexas. • Organização de uma apostila com atividades relacionadas ao método fônico. • Utilização de jogos variados: memória, quebra-cabeça, cruzadão, correspon- dência; sequência de figuras; cores e sombras etc. c) Quanto aos horários: Os atendimentos devem acontecer, no mínimo, 2 (duas) vezes por semana, com carga horária de 60 minutos, por atendimento, conforme a necessidade, exclusiva- mente em período oposto à frequência do aluno, em grupos de, no máximo, três edu- candos (quando possível o agrupamento).
  • 40. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 40 Deverão ser trabalhadas questões relacionadas à autonomia, às diferentes formas de linguagens, à concentração, atenção, memória, organização, classificação, compara- ção, orientação espacial e temporal, entre outros. 7.2.5 Altas Habilidades/Superdotação O comportamento de altas habilidades/superdotação pode ser considerado como a aptidão para as atividades intelectuais, cognitivas, artísticas ou esportivas, sem que a pessoa possa explicar como aprendeu. As pessoas que apresentam tais características têm grande facilidade na aprendiza- gem, uma vez que possuem domínio rápido e perspicaz dos conceitos aprendidos. saber identificar um indivíduo com altas habilidades/ superdotação é fundamental para o reconhecimento de suas habilidades, o aumento de seu rendimento escolar, melhoria na sua aprendizagem e interação social. Normalmente, crianças ou jovens com altas habilidades apresentam característi- cas bem peculiares, que podem ser caracterizados por indicadores que, segundo Mei- rieu (1998, p. 187) são comportamentos observáveis a partir dos quais “se pode inferir o alcance de um objetivo ou o domínio de uma capacidade”. a) Indicadores de habilidade acima da média • Aprende fácil e rapidamente coisas que lhe interessam e as aplica a outras áreas; • Possui muitas informações sobre os temas que são de seu interesse; • Apresenta um vocabulário muito mais avançado e rico que seus colegas ou de- mais pessoas da sua idade; • Tem uma memória muito destacada (especialmente em assuntos que lhe interes- sam, comparado a outras pessoas de sua idade); • Tem capacidade de generalização destacada; • Tem um raciocínio lógico-matemático muito desenvolvido (Não só na matemá- tica); • Destaca-se nas atividades de seu interesse. • Se adapta facilmente a situações novas ou as modifica;
  • 41. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 41 • Possui um pensamento abstrato muito desenvolvido; • Tem uma capacidade analítica e indutiva muito desenvolvida; b) Indicadores de comprometimento com a tarefa • É muito exigente e crítico/a consigo mesmo/a, e nunca fica satisfeito/a com o que faz; • Dedica muito mais tempo e energia a algum tema ou atividade que gosta ou lhe interessa; • Sabe distinguir as consequências e os efeitos de ações; • Consegue prever as etapas e os detalhes para realizar uma atividade; • Insiste em buscar soluções para os problemas; • Tem sua própria organização; • É muito seguro/a e, às vezes, teimoso/a, em suas convicções; • Não precisa de muito estímulo para terminar um trabalho que lhe interessa; • É interessado/a e eficiente na organização de tarefas; • É persistente nas atividades que lhe interessam e busca concluir as tarefas; • Deixa de fazer outras coisas para envolver-se numa atividade que lhe interessa; • Sabe identificar as áreas de dificuldade que podem surgir em uma atividade; • Sabe estabelecer prioridades com facilidade; • Treina por conta própria para aprimorar sua técnica. c) Indicadores de criatividade • É extremamente curioso/a; • As ideias que propõe são vistas como diferentes ou esquisitas pelos demais; • Tem muitas ideias, soluções e respostas incomuns, diferentes e inteligentes; • É inconformista e não se importa em ser diferente; • Gosta de arriscar-se e de enfrentar desafios; • Gosta de criticar construtivamente e não aceita autoritarismo sem criticá-lo;
  • 42. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 42 • É muito imaginativo/a e inventivo/a; • Sabe compreender ideias diferentes das suas; • Faz perguntas provocativas (perguntas difíceis, que exploram outras dimensões não percebidas, que expressam crítica, inquietude intelectual); • É questionador/a quando algum adulto fala algo com o qual não concorda; • Fica chateado/a quando tem que repetir um exercício/uma tarefa de algo que já sabe; • Descobre novos e diferentes caminhos para a solução de problemas; • Não é muito adepto a cumprir regras, especialmente quando as considera injustas ou sem sentido. d) Indicadores de liderança • Autossuficiência destacada; • Elevado nível de cooperação; • Elevada argumentação e convencimento; • Frequentemente é escolhido/a para liderar por parte de colegas; • Elevada capacidade de organização do grupo. Identificar os alunos com altas habilidades é um grande desafio, pois muitas vezes eles não são identificados nas escolas. Na rede municipal de Içara temos consciência dos prováveis casos de alunos com altas habilidades, principalmente nas habilidades acadêmicas, musicais e esportivas, porém ainda não foi feito um levantamento deta- lhado para identificar, cadastrar e pensar em estratégias para atender este público. Já com os alunos medalhistas da OBMEP, por exemplo, iniciou-se um trabalho de estimulação com professores da área de exatas, porém os alunos que se destacam nas demais áreas, ainda não estão sendo contemplados. e) Orientações para a identificação e atendimento de alunos com al- tas habilidades/ superdotação (Liliam G. de Barcelos, Andréia R.A. Panchiniak e Sandra D. Hottersbach, técnicas do NAAH/S-SC, 2014)
  • 43. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 43 Identificação 1. Quando o aluno for indicado pela família ou escola, realizar triagem de acordo com os seguintes procedimentos: • Buscar informações na escola: relatório pedagógico / relatório de visita à escola • Aplicar Lista de Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação de Cristina Delou (anexo); • Análise das produções do(a) aluno(a) por especialista da área específica (ex. de- senhos e produções artísticas devem ser analisados por professor de artes, ou artista.); • Entrevista com os pais / Anamnese da família • Entrevista com o aluno • Avaliação pedagógica de indicadores de AH/S (podem ser utilizados jogos de de- safio, raciocínio lógico, etc.) • Avaliação psicológica do aluno, quando houver necessidade e disponibilidade de profissionais na região. Obs: Não é necessário laudo médico ou psicológico para diagnosticar altas habilidades/superdotação. • Estudo de caso, mediante todas as informações coletadas, profissionais que par- ticiparam da avaliação e a equipe pedagógica da escola. • Avaliar a possibilidade de aceleração de estudos; • Orientar o(s) professor(es) de sala de aula quanto às adequações curriculares possíveis para atender o aluno. (Ex. para conteúdo que o aluno já domina o pro- fessor pode desenvolver um projeto ou aprofundamento, enquanto a turma ainda está recebendo o conteúdo). • Orientar à escola para registrar o aluno no censo escolar como público alvo da educação especial - “Altas Habilidades/Superdotação”. Importante: A confirmação de altas habilidades/superdotação irá depender, princi- palmente, da observação do professor que atenderá o aluno no AEE, que avaliará se o aluno demonstra características, durante atividades de enriquecimento curricular propostas nos atendimentos.
  • 44. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 44 2. Alunos premiados em competições (Torneios, Olimpíadas, etc.) podem iniciar o AEE imediatamente, sendo acompanhados por profissionais da área da competição na qual se destacaram. Também nestes casos, coletar informações que auxiliem na avaliação, com os mesmos procedimentos de quando o aluno é indicado pela família ou escola. Ao final do ano, realizar estudo de caso, mediante todas as informações coletadas, juntamente ao profissional que atendeu o aluno no AEE e à Equipe Peda- gógica da Escola, a fim de confirmar-se os indicadores de altas habilidades/superdo- tação . 3. Parcerias É possível realizar parcerias com instituições acadêmicas ou comunitárias para aten- der as necessidades especificas do aluno. Ex. Universidades, centros tecnológicos, Centros de Cultura, escolas de música, escolas de idiomas, etc. 4. Aceleração A aceleração é uma das formas de atender às necessidades educativas do aluno com altas habilidades. De acordo com a legislação, a escola tem total autonomia para re- alizar a aceleração de alunos, quando a equipe pedagógica definir como adequado. 5. Oficinas As oficinas, divididas por áreas, são meios de estruturar os atendimentos para que efetivamente os alunos superdotados tenham assegurados seus direitos desenvolver o potencial de altas habilidades. • Oficina de Artes Plásticas; • Oficina Exploratória; • Oficina de Leitura e Produção Textual; • Oficina de Lógica e Matemática; • Oficina de Robótica Educacional. 7.2.6 Deficiência física A deficiência física se refere ao comprometimento do aparelho locomotor que com-
  • 45. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 45 preende o sistema osteoarticular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doen- ças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis, segundo os segmentos corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida, (MEC, 2006). A direção escolar deve providenciar, junto a Secretaria de Educação, que a estrutura do espaço esteja adequada para receber os alunos com deficiência física ou mobili- dade reduzida. Rampas, corrimões e banheiros adaptados atendem os alunos com diferentes dificuldades de locomoção Os alunos com deficiência física, em geral, têm dificuldades para escrever, em função do comprometimento da coordenação motora. O aprendizado pode se tornar um pouco lento, requerendo, entretanto, algumas alternativas metodológicas diferencia- das. Exceto nos casos de lesão cerebral grave, a linguagem é adquirida sem grandes empecilhos. Alguns casos podem requerer cuidados especiais na hora da alimentação ou de ir ao banheiro, necessitando de um acompanhante. Para facilitar a aprendizagem e a participação do aluno com deficiência física, o pro- fessor da SRM deve providenciar, em parceria com o professor de sala e a coordena- ção da escola, recursos de tecnologias assistivas ou aumentativas, como carteiras que viram plano inclinado, engrossadores de lápis, apoios para os braços, tesouras adaptadas e quadros magnéticos, por exemplo. [...] No Atendimento Educacional Especializado para alunos com deficiência física, é necessário que os professores conheçam a diversidade e a complexidade dos diferentes tipos de deficiência física, para definir estratégias de ensino que desen- volvam o potencial dos alunos. De acordo com a limitação física apresentada, é necessário utilizar recursos didáticos e equipamentos especiais para a sua educa- ção, buscando viabilizar a participação do aluno nas situações práticas vivenciadas no cotidiano escolar, para que o mesmo, com autonomia, possa otimizar suas po- tencialidades e possibilidades de movimento e venha interagir e transformar o am- biente em busca de uma melhor qualidade de vida (BRASIL, 2006, p. 29). Para elaborar o Plano de Atendimento Individualizado, o professor da Sala de Recur- sos Multifuncionais precisa coletar informações com os responsáveis, que servirão de ponto de partida para o planejamento das atividades no AEE. • Aspectos relacionados às características da deficiência que identificam as • Necessidades no ambiente escolar: • O aluno tem dificuldade de movimentar-se?
  • 46. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 46 • Como o aluno se locomove? • Utiliza cadeira de rodas? Como faz para chegar até a Escola? • Os movimentos são coordenados? • Possui tremor nos braços e pernas? • Possui rigidez nos músculos • Possui flacidez muscular nos membros superiores? • Consegue manter a cabeça ereta (segurar a cabeça)? • O aluno consegue ficar numa postura correta: • O aluno baba (sialorréia)? • Possui dificuldade em enxergar? • O aluno possui dificuldade em ouvir? • Faz uso de fraldas? • Faz uso de sonda? • Alimenta-se sozinho? • Tem dificuldades em deglutir sólidos e/ou liquidos? • Tem convulsão? • Possui acompanhamento médico? Qual especialidade? • Realiza algum atendimento complementar? (terapia, fonoaudiologia, terapia ocu- pacional, fisioterapia, psicologia): • O aluno faz uso de medicamentos? • Senta-se na cadeira escolar? - sem apoio/ com apoio? • Possui alguma adaptação na cadeira e mesa escolar (carteira)? • Necessita de ajuda para empurrar a cadeira de rodas? • Faz uso de andador? • Apresenta dificuldade na fala? • Como se comunica? - Fala/escrita/gestos/ outros. • Consegue escrever? Consegue pegar o lápis? • Tipo de apreensão – pinça/ garra/ palmar /outra.
  • 47. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 47 • Possui alguma adaptação nas mãos que facilite apreensão (segurar) do lápis? Quais são as adaptações? a) Dicas ao professor • Atue conjuntamente com o professor da classe comum, para orientá-lo acerca da participação efetiva do aluno com deficiência física nas atividades recreativas, es- portivas e culturais da escola. • Oriente o professor da classe comum sobre estratégias que favoreçam autonomia e envolvimento do aluno em todas as atividades propostas ao grupo; • Oriente o professor quanto ao uso da metodologia da Educação Física Adaptada; • Pesquise qual o melhor recurso de tecnologia assistiva que atende as necessida- des do aluno, considerando a sua habilidade física e sensorial, a fim de capacitá- lo para o uso independente do computador • Realize adequação de material didático pedagógico para atender as necessida- des dos alunos em sala de aula b) Sugestões de recursos • Prancha alfabética e numérica; • Pranchas pictográficas; • Avental de comunicação; • Pasta de comunicação; • Livro de atividades educacionais com simbologias; • Pranchas organizadas por categorias e cores (social, pessoais, verbos, substan- tivos, descritivos, miscelânea); • Engrossador de lápis e pincel (pode ser feito com EVA); • Tesoura adaptada; • Apontador adaptado; • Teclado com colmeia; • Mouse com esfera; • Acionador de pressão;
  • 48. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 48 • Vocalizador; • Tablet com software de acessibilidade; • Mesa com tampo inclinado; • Mesa adaptada para cadeira de rodas; • Jogos adaptados para deficiência física; • Softwares para comunicação alternativa com símbolos gráficos; • Velcro – espumas para produção de materiais; • Separadores de página (clipes ou velcro); • Carteira lousa (forrada com contact branco e transparente para uso com pincel de quadro branco); • Livros com pictogramas; • Letras e sílabas com velcro (ou imã adesivo); • Ábaco fechado c) Quanto aos horários: Os atendimentos devem acontecer, no mínimo, duas vezes por semana, com carga horária de 60 minutos, por atendimento, exclusivamente em período oposto à frequên- cia do aluno. O atendimento poderá ser individual ou em grupos, conforme a necessi- dade do aluno. Deverão ser trabalhadas, entre outros, questões relacionadas à autonomia, auto es- tima, autovalorização e autoimagem, devendo buscar ainda, estimular a independên- cia e a autonomia, bem como a socialização desse aluno com outros grupos.
  • 49. Secretaria Municipal de Educação Ciência e Tecnologia Núcleo de Atendimento Educacional Especializado E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com Rua Rodovia Lino Zanolli –Içara – SC– CEP: 88820-000 – Fone: (48) 999442647 E-mail: educacaoespecialicara@gmail.com 49 8. SOBRE O ARQUIVAMENTO NO GOOGLE DRIVE É de responsabilidade do professor do AEE realizar o upload dos documentos referentes aos planos de trabalho, atendimentos, relatório de visitas e relatório dos alunos, PDIs e horários, no drive da Educação Especial de forma a resguardar o acervo digital, evitando eventuais perdas de dados. Os uploads devem ser separados por pastas, respeitando o organograma a seguir. Meu drive Salas de AEE AEE César Munereto AEE Lúcia de Lucca AEE Paulo Rizzieri AEE Quintino Rizzieri AEE Tranquilo Pissetti AEE José Fernandes