“Se a navegação aviventa o comércio e a lavoura, não pode
haver navegação sem rios, não pode haver rios sem fontes, não
há fontes sem chuvas, não há chuva sem umidade, não há
umidade sem florestas”.
(José Bonifácio de Andrada e Silva)
Na pergunta 705 de “O Livro dos Espíritos” (1857), no capítulo que
versa sobre a Lei de Conservação, Allan Kardec indaga: “Por que nem
sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”,
ao que a Espiritualidade responde: “É que, ingrato, o homem a
despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele
acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua
imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o
necessário soubesse o homem contentar-se (...)”
É evidente que em uma sociedade de consumo, nenhum de nós se
contenta apenas com o necessário. Nesse sentido, a nossa invigilância
poderá custar caro ao projeto que desejamos encetar.
Uma prestigiada organização americana não governamental, divulga
anualmente o relatório “Estado do Mundo”. São dados e estudos
científicos que revelam os estragos causados pelo atual modelo de
desenvolvimento: o uso insustentável dos mananciais de água doce, a
desertificação do solo, o aquecimento global, a grande produção de
lixo, entre outros efeitos colaterais desse modelo “ecologicamente
predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”.
Na última versão do relatório afirma-se que “o consumismo
desenfreado é a maior ameaça à humanidade”. Os pesquisadores
denunciam que o meio ambiente danificado é sinal de que o consumo
excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas. O
mundo está se tornando perigoso.
O naturalista alemão Ernest Heinrich cunhou a expressão Ecologia
para designar uma nova ciência que procura investigar as relações
entre todos os seres vivos existentes, e destes com o meio que os
cercam.
Um ecossistema é o conjunto de todas as relações entre fauna, flora e o
meio ambiente de determinada região.
Ao contrário do que muita gente pensa, a ecologia não é uma ciência
da moda ou uma preocupação moderna. Ainda que seja mais recente
que outras ciências milenares, há mais de um século já havia gente
preocupada em definir essa ciência que ganhava cada vez mais corpo e
preocupava os habitantes das grandes cidades do planeta.
Hoje os danos ambientais causados pelo aumento da população
humana, pela escassez de recursos naturais e pela poluição ambiental
fazem com que a Ecologia seja um dos mais importantes ramos da
ciência atual.
Ecologia e Espiritismo são ciências sistêmicas que procuram
investigar, cada qual com suas ferramentas de observação, as relações
que sustentam e emprestam sentido à vida.
É urgente que o movimento espírita absorva e contextualize, à luz da
Doutrina, os sucessivos relatórios científicos que denunciam a
destruição sem precedentes dos recursos naturais não-renováveis, no
maior desastre ecológico de origem antrópica da história do planeta.
Os atuais meios de produção e de consumo precipitaram a
Humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a
maximização dos lucros tem justificado o uso insustentáveis dos
mananciais de água doce, a desertificação do solo...
...O aquecimento global, a monumental produção de lixo, entre outros
efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento ecologicamente
predatório, socialmente perverso e politicamente injusto.
Para o espírita, faz sentido acreditar que a verdadeira vida é a vida
espiritual. Porém, temos que admitir, que muitos usam esta frase para
legitimar o desinteresse, a desatenção, o completo desapego dos
assuntos terrenos. Nossa existência é aqui e agora. Uma vez
encarnados, é evidente que devemos ter alguma preocupação com a
matéria, ou seja, nosso corpo, nosso planeta, enquanto aqui estivermos.
“O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a
dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos”.
(Albert Schweitzer)
Nossa invigilância poderá custar caro ao projeto evolutivo que
desejamos encetar. Essa questão é tão crucial para o Espiritismo, que
na pergunta 799 de O Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta “de
que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”, a
resposta é taxativa: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas
da sociedade”.
Aqueles que pensam que tudo se resolverá quando se completar a
transição da Terra, é bom lembrar do que disse Santo Agostinho no
capítulo III de O Evangelho segundo o Espiritismo.
Ao descrever o mundo de regeneração, Santo Agostinho diz que
mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso,
a Humanidade ainda estará sujeita às vicissitudes de que não estão
isentos senão os seres completamente desmaterializados.
Não há mágica no processo evolutivo; nós já somos os construtores do
mundo de regeneração, e, se não corrigirmos o rumo na direção do
desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de desconforto
já amplamente diagnosticadas. Não é possível, portanto, esperar a
chegada do mundo de regeneração de braços cruzados. Até porque,
sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar a
esse mundo pelas portas da reencarnação.
Se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água doce, ar
puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável, deveremos agir agora,
sem perda de tempo.
E nós espíritas? O que fizemos, ou o que pretendemos fazer? Mahatma
Gandhi afirmou certa vez que toda bela mensagem do Cristianismo
poderia ser resumida no Sermão da Montanha, que nos serve de
exemplo, quando diz: “Sejamos nós a mudança que nós queremos ver
no mundo”.
Hoje , sabemos que estamos na iminência de catástrofes ecológicas de
consequências imprevisíveis, caso o Homem não desperte rápido do
seu sonho destrutivo, em nome do progresso e do desenvolvimento, de
um condomínio que esta sob nossa responsabilidade e guarda ,mas que
pertence a nosso Deus Criador apenas para quadro de nossa evolução e
para ver se despertamos e nos religamos às realidades da Criação.
(Com base no livro Espiritismo e Ecologia)
Muita Paz!
Visitem meu Blog! Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos
e de O Evangelho Segundo o Espiritismo
http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

Lei de conservação e a ecologia

  • 2.
    “Se a navegaçãoaviventa o comércio e a lavoura, não pode haver navegação sem rios, não pode haver rios sem fontes, não há fontes sem chuvas, não há chuva sem umidade, não há umidade sem florestas”. (José Bonifácio de Andrada e Silva)
  • 3.
    Na pergunta 705de “O Livro dos Espíritos” (1857), no capítulo que versa sobre a Lei de Conservação, Allan Kardec indaga: “Por que nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”, ao que a Espiritualidade responde: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se (...)”
  • 4.
    É evidente queem uma sociedade de consumo, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário. Nesse sentido, a nossa invigilância poderá custar caro ao projeto que desejamos encetar. Uma prestigiada organização americana não governamental, divulga anualmente o relatório “Estado do Mundo”. São dados e estudos científicos que revelam os estragos causados pelo atual modelo de desenvolvimento: o uso insustentável dos mananciais de água doce, a desertificação do solo, o aquecimento global, a grande produção de lixo, entre outros efeitos colaterais desse modelo “ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”.
  • 5.
    Na última versãodo relatório afirma-se que “o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”. Os pesquisadores denunciam que o meio ambiente danificado é sinal de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas. O mundo está se tornando perigoso. O naturalista alemão Ernest Heinrich cunhou a expressão Ecologia para designar uma nova ciência que procura investigar as relações entre todos os seres vivos existentes, e destes com o meio que os cercam.
  • 6.
    Um ecossistema éo conjunto de todas as relações entre fauna, flora e o meio ambiente de determinada região. Ao contrário do que muita gente pensa, a ecologia não é uma ciência da moda ou uma preocupação moderna. Ainda que seja mais recente que outras ciências milenares, há mais de um século já havia gente preocupada em definir essa ciência que ganhava cada vez mais corpo e preocupava os habitantes das grandes cidades do planeta. Hoje os danos ambientais causados pelo aumento da população humana, pela escassez de recursos naturais e pela poluição ambiental fazem com que a Ecologia seja um dos mais importantes ramos da ciência atual.
  • 7.
    Ecologia e Espiritismosão ciências sistêmicas que procuram investigar, cada qual com suas ferramentas de observação, as relações que sustentam e emprestam sentido à vida. É urgente que o movimento espírita absorva e contextualize, à luz da Doutrina, os sucessivos relatórios científicos que denunciam a destruição sem precedentes dos recursos naturais não-renováveis, no maior desastre ecológico de origem antrópica da história do planeta. Os atuais meios de produção e de consumo precipitaram a Humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a maximização dos lucros tem justificado o uso insustentáveis dos mananciais de água doce, a desertificação do solo...
  • 8.
    ...O aquecimento global,a monumental produção de lixo, entre outros efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto. Para o espírita, faz sentido acreditar que a verdadeira vida é a vida espiritual. Porém, temos que admitir, que muitos usam esta frase para legitimar o desinteresse, a desatenção, o completo desapego dos assuntos terrenos. Nossa existência é aqui e agora. Uma vez encarnados, é evidente que devemos ter alguma preocupação com a matéria, ou seja, nosso corpo, nosso planeta, enquanto aqui estivermos. “O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos”. (Albert Schweitzer)
  • 9.
    Nossa invigilância poderácustar caro ao projeto evolutivo que desejamos encetar. Essa questão é tão crucial para o Espiritismo, que na pergunta 799 de O Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta “de que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”, a resposta é taxativa: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade”. Aqueles que pensam que tudo se resolverá quando se completar a transição da Terra, é bom lembrar do que disse Santo Agostinho no capítulo III de O Evangelho segundo o Espiritismo.
  • 10.
    Ao descrever omundo de regeneração, Santo Agostinho diz que mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso, a Humanidade ainda estará sujeita às vicissitudes de que não estão isentos senão os seres completamente desmaterializados. Não há mágica no processo evolutivo; nós já somos os construtores do mundo de regeneração, e, se não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de desconforto já amplamente diagnosticadas. Não é possível, portanto, esperar a chegada do mundo de regeneração de braços cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar a esse mundo pelas portas da reencarnação.
  • 11.
    Se ainda quisermosencontrar aqui estoques razoáveis de água doce, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável, deveremos agir agora, sem perda de tempo. E nós espíritas? O que fizemos, ou o que pretendemos fazer? Mahatma Gandhi afirmou certa vez que toda bela mensagem do Cristianismo poderia ser resumida no Sermão da Montanha, que nos serve de exemplo, quando diz: “Sejamos nós a mudança que nós queremos ver no mundo”.
  • 12.
    Hoje , sabemosque estamos na iminência de catástrofes ecológicas de consequências imprevisíveis, caso o Homem não desperte rápido do seu sonho destrutivo, em nome do progresso e do desenvolvimento, de um condomínio que esta sob nossa responsabilidade e guarda ,mas que pertence a nosso Deus Criador apenas para quadro de nossa evolução e para ver se despertamos e nos religamos às realidades da Criação. (Com base no livro Espiritismo e Ecologia)
  • 13.
    Muita Paz! Visitem meuBlog! Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br